Téo Hayashi x Miguel: ‘Nem toda igreja pentecostal é bagunçada’

O pastor Teo Hayashi, líder da Zion Church, se pronunciou na quinta-feira, 1º de maio, sobre o caso do adolescente Miguel Oliveira, de 15 anos, conhecido nas redes sociais como “missionário mirim”.

Em vídeo publicado em sua conta no Instagram, Hayashi criticou a forma como a situação tem sido conduzida pelas lideranças religiosas responsáveis pelo jovem e defendeu que a principal falha não parte do adolescente, mas de seus orientadores.

“O menino tem 15 anos, cara. A maior falha é dos líderes na vida dele, que aparentemente preferem usá-lo do que ensiná-lo no caminho que ele deve andar”, afirmou o pastor.

Durante a gravação, Hayashi também questionou a ausência de respaldo familiar e pastoral diante da repercussão pública envolvendo Miguel: “Onde é que estão os pastores desse garoto pra guardar e proteger ele de todo esse circo que se criou ao redor da figura de um adolescente?”, indagou.

O pastor da Zion Church manifestou ainda preocupação com a generalização das críticas feitas ao movimento pentecostal e carismático em função do caso: “Esse aí não é um retrato verdadeiro da igreja pentecostal carismática. Nem toda igreja pentecostal é bagunçada”, disse. E completou: “Existem literalmente centenas, se não milhares, de pregadores avivados, carismáticos, pentecostais, que buscam usar a palavra como sua fundação”.

Miguel Oliveira ganhou visibilidade nas redes sociais por meio de vídeos em que aparece pregando e realizando supostas curas. A atuação do adolescente levou o Conselho Tutelar de Carapicuíba (SP) a determinar, na última semana, a proibição de atividades religiosas públicas, viagens e uso de redes sociais por tempo indeterminado.

A decisão foi tomada após reunião com seus pais e com o pastor Marcinho Silva, líder da Assembleia de Deus Avivamento Profético, congregação frequentada por Miguel. Além da restrição de atividades, o adolescente deverá retornar às aulas presenciais, das quais estava afastado.

Apesar da determinação, Miguel publicou no Instagram, na quarta-feira, 30 de abril, uma mensagem em que afirma que seu retorno será “assustador”. A publicação gerou novas reações nas redes.

O Ministério Público de São Paulo também acompanha o caso e apura denúncias de ameaças que teriam sido feitas contra o adolescente nas redes sociais. Segundo a assessoria da família, os pais registraram boletim de ocorrência e optaram por não conceder mais entrevistas, visando preservar a integridade do filho.

Após deixar o islã e se tornar cristão, homem é deportado à força

Amir*, cristão exilado do Irã, aguarda deportação forçada para seu país de origem, onde corre risco de prisão, tortura ou execução por abandonar o islamismo. Sua história, relatada à organização Portas Abertas, ilustra a realidade de milhares de cristãos perseguidos no Irã, classificado em 9º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2025.

No Irã, a lei islâmica (Sharia) criminaliza a conversão religiosa e proíbe práticas cristãs. Muçulmanos que abandonam o islamismo enfrentam pena de morte por “apostasia”, enquanto igrejas não autorizadas são consideradas “grupos sionistas de oposição”.

Estima-se que centenas de cristãos estejam presos atualmente por motivos religiosos, segundo relatórios internacionais.

A Fuga

O cristão Amir deixou o Irã após não conseguir mais ocultar sua fé. Há dois meses, foi detido em um campo de deportados, onde aguarda repatriamento. “Se me mandarem de volta, não sei o que me espera”, disse.

Campos como o que ele está retido são descritos como insalubres: superlotados, com alimentação escassa e sem ventilação adequada, especialmente durante invernos rigorosos.

Mesmo detido, Amir evangeliza outros deportados, a maioria muçulmanos. “Alguns creem! Lemos a Bíblia juntos quando possível”, relatou. Durante o Ramadã de 2024, o discipulado tornou-se mais difícil, com novos convertidos enfrentando isolamento devido à intensificação de rituais islâmicos.

Amir os encoraja: “Não abandonamos o islã por pessoas, mas pela verdade. Jesus não muda com nosso medo”.

Perseguição no Irã

  • Conversão Criminalizada: Pena de morte para apostasia e até 10 anos de prisão para “propagação de outras religiões”.

  • Igrejas Fechadas: Nenhuma igreja protestante opera legalmente; cultos domésticos são alvos de batidas policiais.

  • Cristãos Presos: Entre 2020 e 2024, mais de 300 cristãos foram detidos, segundo a ONG Article18.

Pedidos de oração:

Amir solicitou orações para:

  1. Novos Convertidos: “Que permaneçam firmes na fé”.

  2. Própria Situação: “Para não ser deportado e continuar testemunhando”.

Organizações como a Portas Abertas pressionam por asilo político para casos como o de Amir. Enquanto isso, a comunidade cristã global monitora a situação, temendo represálias caso ele retorne ao Irã.

Conselho Tutelar age e toma decisão sobre o profeta Miguel

Os responsáveis pelo adolescente Miguel Oliveira, conhecido nas redes sociais como “profeta Miguel”, decidiram suspendê-lo das atividades públicas como pregador por tempo indeterminado. A decisão foi tomada após reunião com o Conselho Tutelar, realizada na terça-feira, 29 de abril, com a presença dos pais do jovem e do pastor Marcinho Silva, seu líder espiritual.

Miguel, que havia ganhado destaque em círculos evangélicos por suas pregações e declarações consideradas proféticas, tornou-se alvo de críticas, memes e ameaças, após a divulgação de vídeos em que afirma realizar curas espirituais de doenças como câncer, leucemia e pneumonia.

Um dos registros que mais repercutiram nas redes mostra o adolescente rasgando documentos que seriam laudos médicos enquanto afirma: “Eu rasgo o câncer, filtro o teu sangue e curo a leucemia”. A gravação, acompanhada por reações emocionadas da congregação, gerou ampla controvérsia. Entre os comentários, multiplicaram-se acusações de manipulação da fé alheia e encenações sem respaldo teológico.

“Já aprendeu cedo a explorar a fé do próximo”, criticou um internauta. A publicação reflete o tom de centenas de reações negativas que se seguiram nas redes sociais.

A orientação recebida pelos responsáveis inclui, além da suspensão das pregações, o afastamento de Miguel das redes sociais e a proibição de qualquer publicação relacionada a curas ou revelações espirituais. Segundo o Conselho Tutelar, essas medidas visam preservar o desenvolvimento emocional e educacional do adolescente, que até então realizava os estudos apenas de forma remota.

Como parte do novo encaminhamento, Miguel deverá retornar imediatamente às aulas presenciais. O pastor Marcinho Silva, que acompanha o jovem, informou que houve resistência por parte de Miguel ao saber da decisão, pois ele desejava continuar sua atuação ministerial. Ainda assim, o líder considerou a medida necessária: “É algo importante para o amadurecimento dele e para sua proteção emocional e espiritual”, afirmou.

Entre líderes religiosos e estudiosos da Bíblia, a trajetória de Miguel tem gerado preocupações. Críticos apontam a falta de base doutrinária sólida em suas pregações e destacam que o estilo das manifestações públicas se aproxima de práticas comuns no neopentecostalismo, muitas vezes sem discernimento teológico ou pastoral.

O caso de Miguel Oliveira reacende debates no meio evangélico sobre a atuação de menores em ministérios públicos. Especialistas alertam para os riscos da superexposição digital, especialmente quando há ausência de orientação adequada, preparo bíblico e acompanhamento pastoral estruturado.

Até o momento, não há previsão para o retorno do jovem às suas atividades como missionário. A decisão seguirá vigente enquanto os responsáveis e autoridades competentes considerarem necessário para garantir seu bem-estar e formação, de acordo com o informado pela página Assembleianos de Valor.

'Chegou a minha vez': mulher relata cura milagrosa da esterilidade

Camila Paulino, 30, afirma ter sido curada milagrosamente de artrite reumatoide após participar de um culto no evento The Send Brasil em 2020. Ela também relatou ter engravidado naturalmente, contrariando prognósticos de esterilidade ligados à doença.

Doenças autoimunes ocorrem quando o sistema imunológico ataca erroneamente células saudáveis do corpo, causando inflamação crônica e danos a tecidos ou órgãos.

  • Principais Tipos: Artrite reumatoide, lúpus, esclerose múltipla e diabetes tipo 1.

  • Sintomas Comuns: Fadiga, dor articular, febre, inchaço e limitação funcional.

  • Prevalência: Afetam 5-10% da população global, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

  • Tratamentos: Medicamentos imunossupressores, anti-inflamatórios e terapias biológicas. Não há cura definitiva.

No caso de Camila, ela conviveu com artrite reumatoide por 11 anos, diagnosticada aos 16. A doença, que causa inflamação nas articulações, levou-a a crises de febre acima de 40°C, incapacidade de segurar objetos e limitações profissionais. Médicos a declararam infértil e recomendaram abandonar seu sonho de ser cabeleireira.

Em 2020, porém, Camila compareceu ao The Send Brasil mesmo com dores intensas. Durante uma pregação sobre doenças autoimunes, relatou desaparecimento súbito dos sintomas: “Olhei para minhas mãos e não sentia mais nada”.

Desde então, ela suspendeu 8 medicamentos diários e, em exame posterior, sua médica afirmou: “Você não tem nada”.

Impactos:

  • Profissional: Montou um salão de beleza, atividade antes considerada impossível devido ao seu diagnóstico;

  • Pessoal: Teve a filha Luluzinha, 3 anos, naturalmente, apesar de diagnóstico prévio de esterilidade. “Meu organismo jamais seguraria um bebê”, disse.

Através das redes sociais, Camila Paulino fez declarações emocionantes: “A doença ditava quem eu seria. Hoje, trabalho e tenho minha filha — milagres que me disseram ser impossíveis”.

“Vamos encerrar por aqui. Agora, você não precisa de mim”, declarou a médica da jovem, reconhecendo a sua cura como um fato real.

Camila atribui a cura e a gravidez à sua fé em Jesus Cristo: “Deus transformou tudo em mim. Não tenho mais limitações”. Seu marido, ciente do diagnóstico, “nunca deixou de acreditar” na gravidez.

Alegando “blasfêmia”, governo islâmico condena cristão à morte

Pervaiz Masih, cristão paquistanês, foi condenado à morte pelo juiz Javed Iqbal Sheikh sob acusações de blasfêmia, incluindo suposta profanação do Alcorão e insulto ao profeta Maomé.

A sentença, anunciada em 18 de abril — coincidindo com a Sexta-Feira Santa para cristãos —, inclui também prisão perpétua e multa de US$ 10 mil. O caso reacende críticas sobre a aplicação seletiva da lei de blasfêmia no país, que criminaliza ofensas religiosas com pena capital.

Masih foi acusado de tentar incriminar falsamente dois irmãos cristãos, Amer Masih e Umair Rocky Masih, em uma suposta vingança pessoal. Em agosto de 2023, alegações de blasfêmia contra os irmãos (posteriormente comprovadas como falsas) desencadearam uma onda de violência em Jaranwala: multidões muçulmanas destruíram 20 igrejas e atacaram 80 casas de famílias cristãs. Nenhum dos envolvidos nos ataques foi preso até o momento.

Reações:

  • Reverenda Ghazala Shafique (ativista de direitos humanos): “Condenaram um cristão por um ‘crime’ suposto, mas quem queimou nossas igrejas está livre sob fiança. Por que a polícia não investiga esses casos com o mesmo zelo?”, questionou em vídeo no Facebook, classificando a sentença como “presente de Páscoa distorcido”.

  • Comunidade Cristã: Membros denunciaram a condenação como excessiva e sintomática da perseguição religiosa no país.

Dados sobre Blasfêmia no Paquistão:

  • Lei de Blasfêmia: Prevê pena de morte para insultos ao Islã, embora execuções sejam raras. Acusações, no entanto, frequentemente incitam linchamentos e tumultos.

  • Perseguição Religiosa: O Paquistão ocupa o 8º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2024 da Portas Abertas, ranking de países onde é mais difícil viver como cristão.

  • Estatísticas: Entre 2014 e 2023, ao menos 2.120 pessoas foram acusadas de blasfêmia no país, segundo o Centro de Pesquisa de Segurança e Política de Islamabad.

Pervaiz Masih pode recorrer da sentença no Tribunal Superior de Lahore. Enquanto isso, organizações de direitos humanos pressionam por investigações sobre os ataques de 2023 e revisão da lei de blasfêmia, considerada instrumento de perseguição a minorias. Com: Christian Daily

Jovem transforma diagnóstico de câncer em oportunidade de vida

Maykel González, 27, venceu a leucemia, um tipo de câncer em estágio 3 diagnosticado aos 11 anos, e hoje atua como evangelista, discipulando crianças através da organização Samaritan’s Purse, liderada pelo pastor Franklin Graham. Sua história, marcada por prognósticos médicos graves e recuperação considerada miraculosa, é relatada como um “testemunho de fé”.

A leucemia é um tipo de câncer que afeta os tecidos formadores de sangue, incluindo medula óssea e sistema linfático. Caracteriza-se pela produção excessiva de glóbulos brancos anormais, que comprometem a função imunológica e a capacidade de transporte de oxigênio do sangue.

  • Tipos: Divide-se em leucemia linfocítica (ex.: leucemia linfoide aguda, comum em crianças) e mieloide (ex.: leucemia mieloide aguda).

  • Estágios: Classificados de 1 a 4, conforme progressão e gravidade. No estágio 3, há comprometimento significativo de múltiplos órgãos.

  • Sintomas: Fadiga, infecções frequentes, sangramentos, anemia e perda de peso.

  • Tratamentos: Quimioterapia, radioterapia, transplante de medula óssea e terapia-alvo.

Trajetória

Em 2008, Maykel iniciou o curso “The Greatest Journey”, programa de discipulado da Operation Christmas Child (Samaritan’s Purse), em Veraguas. Dias depois, foi diagnosticado com leucemia após exames revelarem hemoglobina crítica. Transferido às pressas para a Cidade do Panamá, recebeu prognóstico de dias de vida.

  • Primeira Internação: Alta após 15 dias, seguida de recaída em 4 dias.

  • Segunda Internação: 22 dias de quimioterapia intensiva, com prognóstico terminal ao final.

  • Apoio Espiritual: O professor Bolívar Santos manteve aulas bíblicas via videochamada. Família, pastor e comunidade uniram-se em oração.

Declarações:

  • Mãe de Maykel: “Ele não tinha medo de morrer. Dizia que Deus o curaria”.

  • Samaritan’s Purse: “Deus restaurou seu corpo, permitindo que ele se formasse no curso e levasse seus pais a Cristo”.

Após melhora gradual após fazer orações a Jesus Cristo, Maykel graduou-se no programa e, aos 12 anos, testemunhou a conversão dos pais. Aos 15, tornou-se instrutor do curso. Hoje, aos 27, lidera turmas, caminha horas para comunidades vizinhas distribuir presentes evangelísticos e integra o ministério de louvor de sua igreja.

Como resultado do testemunho de fé do jovem, os seus pais e dezenas de crianças foram impactados, reconhecendo a Jesus Cristo como único e suficiente salvador. Colegas de Maykel foram batizados após ouvirem sua história de superação da leucemia, conforme relato da missão.

A Samaritan’s Purse planeja, agora, expandir o “The Greatest Journey” na América Central, focando em áreas rurais. Enquanto isso, Maykel segue engajado em ações locais, confirmando o chamado de Deus em sua vida. Veja também:

Desenganado após diagnóstico de câncer, pastor continua pregando: ‘Quero terminar bem’

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Conheça o casal que plantou mais de 200 igrejas no Brasil

Aos 96 anos, Maria de Oliveira Kley relembra uma trajetória marcada pela atuação missionária da Assembleia de Deus em diferentes regiões do Brasil. Natural do Espírito Santo, ela e seu esposo, o pastor Guilherme Eugênio Kley (falecido), atuaram por décadas na fundação de igrejas evangélicas, ultrapassando a marca de 200 templos organizados em diversos estados.

Segundo Maria, o pastor Guilherme era amplamente reconhecido pelo trabalho evangelístico: “Ele era muito respeitado por onde passava. Tinha orgulho de ser pastor e de construir igrejas. Não conheci outro pastor que tenha edificado tantas quanto ele”, afirmou em entrevista concedida à revista Comunhão.

A atuação de Guilherme Kley foi lembrada não apenas no âmbito religioso. Em reconhecimento à sua contribuição à sociedade, seu nome batiza duas vias públicas no Espírito Santo: a Rua Guilherme Eugênio Kley, em Cachoeiro de Itapemirim, e a Rua Pastor Guilherme Kley, no centro do município de Fundão. Este último também foi o local onde exerceu mandato de vereador. No entanto, segundo registros, ele optou por não permanecer no cargo, preferindo dedicar-se integralmente ao ministério cristão.

Além das ações pastorais, Guilherme Kley também promoveu iniciativas na área da educação. Em Fundão, liderou a construção de duas escolas, que permanecem em funcionamento até hoje, segundo relato de moradores.

Maria Kley, por sua vez, destacou-se no apoio direto à comunidade, especialmente no acolhimento de novos convertidos e no cuidado com os membros das igrejas plantadas: “Eu não era de pregar, mas cuidava dos congregados. Quando chegava um recém-convertido, eu acompanhava, ajudava, levava para minha casa, partilhava o pão. Era uma época muito boa”, relatou.

Um episódio mencionado por Maria ilustra sua atenção à espiritualidade cotidiana dos fiéis. Segundo ela, ao perceber que um membro da igreja a cumprimentou com um simples “boa tarde” em vez da tradicional saudação “a paz do Senhor”, decidiu abordá-lo: “Fui atrás dele, conversei e falei: ‘Irmão, o senhor está se desviando, não deu a paz do Senhor’. Fiquei ali com ele, conversando um pouco, e depois voltei para casa”. Na mesma noite, recebeu a visita da esposa do fiel, que contou que ele havia retomado a leitura da Bíblia após o diálogo.

Pastor Guilherme Kley permaneceu em atividade ministerial até o ano de 1978. Nesse período, ele e Maria realizaram inúmeras visitas domiciliares com o objetivo de compartilhar mensagens bíblicas com famílias da comunidade: “Era maravilhoso quando fazíamos as visitas juntos. Sempre levávamos uma palavra de fé e ânimo”, lembrou ela.

A trajetória do casal também foi marcada por episódios de violência. Em uma Sexta-feira da Paixão, enquanto oravam em uma congregação localizada em uma área carente e sem infraestrutura, foram surpreendidos por um homem armado com uma ripa de madeira: “Era uma igreja simples, no alto de um morro, sem luz, sem água”, disse Maria. Durante o ataque, ela foi atingida no rosto e desmaiou. O pastor a socorreu e a levou até uma farmácia, onde recebeu atendimento sem anestesia: “Foi doloroso, mas eu não senti dor. Deus me sustentou”, relatou.

Quinze dias após o incidente, o pastor procurou a delegacia local e solicitou a liberação dos agressores, alegando que eles tinham filhos pequenos. A decisão sensibilizou os envolvidos, que posteriormente se converteram ao Evangelho.

Apesar das dificuldades, Maria Kley afirma olhar para o passado com gratidão: “Passamos por muitos momentos difíceis, mas enfrentamos tudo com amor. Foi uma bênção fazer a obra de Deus com alegria”, disse.

Para ela, o maior legado do casal é o impacto espiritual deixado nas comunidades onde atuaram: “O que me alegra é saber que muitas vidas foram salvas por meio do trabalho do pastor Guilherme – e eu tive o privilégio de estar ao lado dele. Sou feliz até hoje”, concluiu.

Canadá avança na agenda pró-LGBT e aborto com Mark Carney

Mark Carney, líder do Partido Liberal, confirmou sua posição como primeiro-ministro do Canadá após vencer as eleições legislativas desta terça-feira (29). Com 168 cadeiras no Parlamento (46% do total), os liberais mantêm o governo, embora em minoria, abaixo dos 172 assentos necessários para maioria absoluta.

Carney sucedeu Justin Trudeau, que renunciou em março de 2024 após quase uma década no poder.

A eleição ocorreu em um cenário de polarização global e pressões geopolíticas. Carney, ex-presidente dos bancos centrais do Canadá e do Reino Unido, capitalizou seu perfil técnico e respondeu ao nacionalismo canadense acirrado por propostas do presidente dos EUA, Donald Trump, que sugeriu anexar o Canadá como “51º estado”.

Para os cristãos do país, porém, a vitória de Carney representa um retrocesso na luta em defesa da vida, uma vez que o seu partido apoia causas como o aborto e o movimento LGBT+.

Declarações-chave:

  • Sobre Trump:

    “O presidente Trump quer nos dominar, mas isso nunca acontecerá. Defenderemos nossa soberania e recursos”, afirmou Carney no discurso de vitória, segundo o G1.

  • Agenda Progressista:

    “O acesso à saúde é direito fundamental, sem exceções. Defenderemos quem as pessoas são, quem amam e suas escolhas”, disse, reforçando apoio a direitos LGBT e aborto legal.

Políticas Principais:

  1. Direitos LGBT+:

    • Ampliação do acesso a saúde para pessoas trans.

    • Combate à discriminação em todas esferas sociais.

  2. Aborto:

    • Defesa incondicional do direito das mulheres à escolha, mantendo acesso seguro e legal.

  3. Relações EUA-Canadá:

    • Rejeição pública à retórica anexacionista de Trump.

    • Foco em proteger recursos naturais e comércio bilateral.

O Partido Conservador, liderado por Pierre Poilievre, perdeu força após liderar pesquisas no início de 2024. Analistas atribuem a queda à reaproximação de Trump com a extrema direita global e ao desgaste de quase dez anos de governo Trudeau, marcado por insatisfação econômica.

A vitória liberal rompeu uma tendência de derrotas de governos incumbentes em 2023-2024, observada nos EUA, Reino Unido, França e Índia. A renúncia de Trudeau e a ascensão de Carney, um “outsider” técnico, foram decisivas para reverter o cenário. Veja também:

Canadá: proposta quer excluir igrejas evangélicas de lista de entidades de caridade

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Jovens saem do conforto para evangelizar em shopping

A ação evangelística liderada por 300 jovens da Iglesia Cristo Tu Única Esperanza no último sábado (26) em Santiago, no Chile, reforçou a importância estratégica do evangelismo público para comunidades evangélicas. O evento, que reuniu pregação, louvor e oração em um shopping movimentado, ilustra o compromisso de evangelizar além das quatro paredes do templo.

A iniciativa dos jovens cristãos possui amplo respaldo bíblico.  Veja, abaixo, alguns nos principais motivos:

  1. Cumprimento da Grande Comissão:

    A ordem de Jesus em Mateus 28:19 (“Ide e fazei discípulos”) fundamenta ações como a do shopping, onde jovens abordaram desconhecidos para oferecer oração e falar sobre salvação.

  2. Resposta a Necessidades Espirituais:

    Comentários nas redes sociais, como “muitos corações estão vazios”, refletem a percepção evangélica de que espaços públicos são campos missionários para alcançar pessoas em crise.

  3. Testemunho Público da Fé:

    Louvores com violão e pregações em áreas comuns do shopping visibilizaram a mensagem cristã, rompendo a secularização de ambientes urbanos.

  4. União e Disciplado Prático:

    A mobilização de centenas de jovens reforça a ideia de que evangelizar é uma ferramenta de formação espiritual e engajamento comunitário.

  5. Adaptação a Contextos Modernos:

    Shoppings, como pontos de aglomeração, representam locais estratégicos para conectar fé e vida cotidiana, especialmente entre gerações mais jovens.

Os participantes distribuíram folhetos, oraram por necessidades específicas e cantaram músicas cristãs, atraindo curiosidade e participação espontânea. Segundo o pastor Jorge Ignácio, líder da iniciativa, “vimos curas e vidas transformadas. Cristo continua trabalhando!”.

Reações:

  • Nas Redes Sociais:

    • “Nunca se sabe quem precisa de oração” (usuária @MariaSouza).

    • “Levem isso a outros shoppings. As pessoas precisam de luz” (Carlos Fernández).

  • No Local:

    Frequentadores relataram surpresa positiva com a iniciativa, destacando a “alegria contagiante” dos jovens.

Segundo o Relatório de Liberdade Religiosa 2024, 70% dos evangélicos latino-americanos consideram o evangelismo de rua uma prioridade ministerial, mesmo em meio a desafios como secularização e indiferença.

A igreja planeja estender a ação de evangelizar, também, a outros shoppings de Santiago em 2025, além de capacitar jovens para abordagens criativas, como uso de arte e tecnologia.

Pastores denunciarão José Wellington após fala sobre barba

Um grupo de pastores decidiu tomar medidas legais após declarações feitas pelo pastor José Wellington Bezerra da Costa durante a 47ª Assembleia Geral Ordinária (AGO) da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) contra os “pastores barbudos”.

O líder assembleiano afirmou, durante o evento realizado neste mês, que não é costume da denominação permitir que pastores usem barba: “Infelizmente está acontecendo uma coisa entre nós que não está ficando bem. É o porte dos nossos pastores”, declarou José Wellington no início de sua fala.

“Alguns — eu creio que é até um desrespeito à igreja — estão relativizando a sua apresentação diante da igreja.” Segundo ele, o uso de barba não condiz com a tradição da Assembleia de Deus e comprometeria a imagem pastoral. “Estão apanhando aí um costume que nunca foi nosso. Não é nosso porque é bíblico. Eu posso mostrar na Bíblia. É a questão da barba. Nós temos muitos pastores que chegam aqui, parecem uns…”, disse, interrompendo a comparação antes de concluí-la.

As declarações foram recebidas como ofensivas por parte de pastores da denominação, que contrataram o advogado Antônio Medeiros para representar o grupo juridicamente.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Medeiros informou que apresentará denúncia à Comissão de Liberdade Religiosa e Combate à Intolerância da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB): “O pastor José Wellington falou o que quis e pagará o que ele não quer”, declarou.

No mesmo vídeo, o advogado questiona o uso da tradição como justificativa para a crítica e mencionou pontos doutrinários que, segundo ele, já foram superados na própria igreja. Ele citou exemplos como a antiga proibição para que mulheres cortassem o cabelo, usassem calças ou que igrejas tivessem instrumentos como bateria.

Em outra gravação, Medeiros mencionou o mandamento bíblico registrado em Êxodo 20, que proíbe a fabricação de imagens esculpidas. Segundo ele, apesar dessa passagem, o pastor José Wellington aceitou homenagens em forma de bustos — um deles instalado na Assembleia de Deus em sua cidade natal, São Luís do Curu (CE), e outro presente no museu da denominação.

O advogado também ressaltou que a Convenção Evangélica das Assembleias de Deus do Estado do Rio de Janeiro (CEADER) já possui norma interna que permite o uso de barba por pastores filiados. Segundo Medeiros, isso demonstra que a CGADB não poderia se opor a uma prática já reconhecida por convenções estaduais.

Até o momento, a CGADB e o pastor José Wellington não se manifestaram oficialmente sobre o possível processo ou sobre as alegações feitas pelo advogado Antônio Medeiros.