Terremoto: cristãos montam hospital em meio ao caos em Mianmar

A organização cristã de caridade Samaritan’s Purse, sediada na Carolina do Norte, enviou um hospital de campanha de emergência a Mianmar após um terremoto de magnitude 7,7 atingir o país e partes da Tailândia na sexta-feira, 04 de abril.

O tremor causou devastação em larga escala, com mais de 2.700 mortos confirmados apenas em território birmanês.

A aeronave DC-8 da instituição decolou de Greensboro, Carolina do Norte, na segunda-feira, 07, com destino a Calgary, no Canadá, onde foi carregada com equipamentos hospitalares provenientes do escritório canadense da organização.

Além do hospital de campanha, a aeronave transportava suprimentos médicos e 28 especialistas em resposta a desastres, entre eles médicos e enfermeiros.

Em nota, Franklin Graham, presidente da Samaritan’s Purse, afirmou:

“Agora, as famílias estão de luto pela perda de entes queridos e muitas ficaram sem nada — dormindo ao relento, sob os elementos, enquanto os tremores secundários continuam. A Samaritan’s Purse está respondendo em nome de Jesus para trazer alívio aos que estão sofrendo”.

O hospital de campanha conta com duas salas de cirurgia, um pronto-socorro, enfermarias, farmácia e laboratório, projetados para atender a casos críticos de trauma, incluindo cirurgias, transfusões e administração de medicamentos essenciais. Equipes da Samaritan’s Purse nos escritórios do Vietnã e Camboja também foram mobilizadas para auxiliar na montagem das instalações no país asiático.

Segundo informações da agência Reuters, o líder militar Min Aung Hlaing relatou na terça-feira, 08, que o número de mortos chegou a 2.719, com 441 desaparecidos e mais de 4.000 feridos. As autoridades locais acreditam que o total de vítimas fatais poderá ultrapassar 3.000.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que o terremoto comprometeu gravemente a infraestrutura de saúde, sobrecarregando hospitais e centros médicos.

Na cidade de Mandalay, a segunda maior de Mianmar, milhares de moradores passaram as noites nas ruas, temendo novos tremores. O hospital geral local, com capacidade para mil leitos, precisou ser evacuado após sofrer danos estruturais. Três hospitais foram completamente destruídos e outros 22 sofreram danos parciais, de acordo com a OMS. Muitos pacientes estão sendo atendidos ao ar livre.

Relatos da Associated Press indicam que o odor de corpos em decomposição tomou as ruas de Mandalay no domingo, enquanto voluntários e moradores procuravam sobreviventes entre os escombros. Em um mosteiro local, onde 270 monges participavam de um exame durante o terremoto, 50 foram encontrados mortos, 150 estão desaparecidos e 70 conseguiram escapar.

A catástrofe atingiu também a Tailândia, onde o desabamento de um canteiro de obras em Bangkok resultou na morte de pelo menos 12 pessoas. Autoridades tailandesas abriram investigação sobre o caso, e aumentaram as críticas à resposta emergencial do governo, com apelos por melhoria nos sistemas de alerta público.

O Ministério da Saúde de Mianmar solicitou ajuda internacional diante da incapacidade dos serviços locais de atender à demanda. Segundo a ONU, cerca de 20 milhões de pessoas já precisavam de assistência humanitária antes mesmo do terremoto, devido à instabilidade política e ao conflito armado que se intensificaram após o golpe militar de 2021. A organização lançou um apelo emergencial por US$ 8 milhões para apoiar operações de socorro.

Diversos países enviaram ajuda, incluindo China, Rússia, Índia, Tailândia e Malásia. Remessas adicionais da Samaritan’s Purse, com sistemas de filtragem de água, materiais para abrigos temporários, kits de higiene e lanternas, são esperadas nos próximos dias.

Enquanto os esforços de resposta humanitária avançam, grupos de resistência armada denunciaram a continuidade de ataques aéreos por parte do exército de Mianmar. A União Nacional Karen, um dos mais antigos grupos étnicos armados do país, cuja maioria dos membros é cristã, declarou no domingo, 06 de abril:

“A junta continua realizando ataques aéreos contra áreas civis, mesmo com a população sofrendo tremendamente com o terremoto.”

As operações da Samaritan’s Purse seguem em andamento com foco nas regiões mais afetadas, enquanto lideranças cristãs pedem orações pelos afetados e por aqueles que atuam nos resgates, segundo informações do The Christian Post.

Ator da Globo conta livramento de assédio na emissora; Assista


O ator Carlos Machado, que atuou em novelas da TV Globo, contou seu testemunho afirmando que Deus impediu que ele fosse assediado dentro da emissora, um assunto que acumula relatos de conduta abusiva por parte de diretores.

O vídeo de uma entrevista concedida por Carlos Machado viralizou nas redes sociais com seu testemunho de livramento: “Eu nunca fui assediado dentro da Rede Globo. Talvez – e é o que eu acredito – por livramento de Deus”, disse o ator, que também é empresário e dentista.

Em seu relato, ele afirma que na sua primeira oportunidade de atuar em uma novela da Globo, o escritor o convidou para um jantar que seria uma cilada, mas sua postura de fidelidade a Cristo desencorajou o predador sexual:

“Por exemplo: a primeira oportunidade que eu tive, e que eu iria ser assediado, por que eu não fui? O autor que me convidou para um jantar, o autor de uma novela, que eu fiz teste e passei, me convidou para um jantar. Resumindo bastante, eu fui nesse jantar e ele olhou uma aliança e falou ‘você é casado, eu não sabia’. Eu falei ‘não’. Eu não era casado na época. ‘Não sou casado não. Isso aqui é uma aliança de um compromisso na igreja. É um compromisso com Jesus. É como se eu fosse casado com Jesus’, falei para ele”, contou Carlos Machado.

O ator teve a oportunidade de confirmar que Deus o havia livrado, disse ele: “Depois de muitos meses eu acabei ficando amigo dele. Ele me contou que naquele dia ele ia me assediar, mas diante daquilo que eu falei não tinha como ele fazer algo assim. Você entende? Posicionamento pode te trazer livramento”, finalizou.

Vídeo de acidente mostra pastor preso em ferragens; Saiba mais

MARAGOGI (AL) — Três pessoas ficaram feridas após um grave acidente de trânsito registrado na manhã desta terça-feira, 08 de abril, na rodovia AL-101 Norte, no município de Maragogi, litoral norte de Alagoas.

Segundo informações da Polícia Militar, o veículo Mitsubishi Triton Sport, de cor prata, foi atingido por um Fiat Toro, de cor vermelha. Após a colisão, o Triton saiu da pista e colidiu contra um poste.

Duas das vítimas ficaram presas às ferragens, exigindo a atuação do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas. Os agentes utilizaram equipamentos de corte de ferragens para remover o teto e uma das portas do veículo prata, permitindo o resgate dos ocupantes.

Entre os feridos está o pastor Ednilson Barbosa, líder da Assembleia de Deus em Maragogi. As outras duas vítimas são mulheres que também estavam no veículo no momento do acidente. Segundo informações repassadas por familiares, os três foram socorridos e, após atendimento médico, já receberam alta.

Em publicação nas redes sociais, um irmão do pastor afirmou: “Sou irmão do Pastor Ednilson Barbosa, graças a Deus todos os ocupantes do veículo estão bem, os cuidados do Senhor alcançam aqueles que ele tem um plano aqui na terra. Toda honra e toda glória ao Senhor pelo seu grande amor.”

Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre a identidade do condutor do Fiat Toro nem as causas do acidente. A Polícia Militar e os órgãos competentes seguem acompanhando o caso.

Comentário feito no Instagram

Vídeo mostra Luciano Camargo cantando na Assembleia de Deus

O cantor Luciano Camargo, conhecido nacionalmente por sua trajetória na música sertaneja, ministrou o louvor durante um culto na Assembleia de Deus Paz no Vale, localizada na periferia de Guarulhos (SP).

A celebração foi marcada por momentos de devoção e pela apresentação da canção Vai Passar, conduzida pelo artista, que tem se dedicado cada vez mais à música gospel.

Durante sua participação no culto, Luciano compartilhou com os presentes e com seus seguidores nas redes sociais o sentimento que teve ao viver a experiência.

Tive a alegria de participar de um culto maravilhoso e quero agradecer a todos, de coração. Louvamos com muita fé e devoção! Que possamos continuar juntos nessa caminhada de amor e esperança”, escreveu o cantor em seu perfil no Instagram.

Luciano afirmou que cantar em igrejas era um desejo antigo, mas que hoje entende como parte de um plano divino. “Uma vez em uma entrevista, eu falei sobre a minha vontade de louvar em uma igreja. E não é que estava na agenda do Senhor?”, declarou. Ele também testemunhou sobre a transformação pessoal que vivenciou desde sua conversão: “Jesus faz muito mais do que a gente pede, muito mais do que a gente sonha”.

A atuação do cantor emocionou os presentes. Nos comentários da publicação, diversos seguidores relataram experiências espirituais relacionadas ao momento. “Depois que ouvi você cantando esse louvor pessoalmente, Deus tocou minha vida de uma forma tão grande que não tem como explicar os milagres que têm acontecido”, escreveu uma mulher. Outro internauta afirmou: “É nítido o que Jesus fez na sua vida, meu irmão”.

Testemunho e caminhada de fé

Em entrevista à revista Quem, Luciano Camargo relatou como sua fé influenciou diretamente sua carreira artística. Segundo ele, a decisão de cantar louvores públicos surgiu logo após sua conversão, ocorrida em 11 de junho de 2020.

Desde que me converti, senti vontade de cantar louvores na igreja. Neste ano, tive a oportunidade de liderar o louvor em um culto. Sou muito grato aos pastores da minha igreja, pois foram quatro anos até eu poder subir ao púlpito e conduzir o louvor com os irmãos. Ali, sou apenas o irmão que canta, mas, antes de tudo, sou um irmão em Cristo”, afirmou.

Luciano explicou ainda que entende seu chamado artístico como uma vocação espiritual. “Descobri que é mais que uma vontade minha, é uma missão dada por Deus. Eu quero levar a Palavra dele através da minha voz”.

Gospel e ações sociais

Após quatro anos de crescimento espiritual e aprofundamento no conhecimento bíblico, o cantor deu início a um novo projeto musical voltado exclusivamente à música cristã.

Em setembro de 2024, ele apresentou oficialmente seu projeto gospel em um culto na Igreja Batista Atitude, localizada na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Na ocasião, Luciano também participou de iniciativas evangelísticas e sociais promovidas pela igreja. Segundo ele, esse novo momento representa uma continuidade de sua caminhada cristã.

“Eu imergi na Palavra, conhecendo e entendendo essa Palavra. Me entregando cada vez mais a Cristo. E nesse ano, a gente resolveu que podemos profissionalizar também isso”, explicou.

A transição para o gospel representa, segundo suas palavras, a concretização de um chamado espiritual iniciado em 2020 e amadurecido ao longo dos anos. Desde então, Luciano Camargo tem dividido seu tempo entre compromissos musicais, ações sociais e ministério cristão, reafirmando sua disposição de servir por meio da música.

CCB: membro queima livro de Ricardo Pavanelli; Entenda o caso

Um membro da Congregação Cristã no Brasil (CCB) gravou um vídeo em que queima páginas do livro Meu Porto Seguro, um devocional escrito pelo ex-ancião da denominação, Ricardo Pavanelli.

O vídeo se tornou viral nas redes sociais, com muitas críticas e questionamentos sobre a postura do membro da CCB. Pavanelli, que publicou este ano seu primeiro livro, renunciou ao cargo de ancião da denominação e se tornou membro da Igreja Presbiteriana de Pinheiros.

“Hoje vemos a ação gloriosa, que Deus deu sabedoria para o Brás, para tirar esse irmão do ministério. ‘Ah, eu saí mas não estou falando mal de ninguém’. Nem precisava. Só pelas asneiras que você está falando”, diz o membro da CCB, identificado como Samuel José de Melo, criticando as declarações de Pavanelli após ter deixado a denominação.

Irritado, Melo queima o devocional em um fogão a lenha: “Aqui ficou o livro, que eu comprei. Está todo mundo falando ‘nossa, comprou o livro e não vai servir para nada’. Ah, vai. Claro que vai! O livro do irmão serve, serve para muita coisa. Está vendo?”, diz, sarcástico.

“Não é em vão o livro dele. Que beleza! É só para isso que serve esse livro, para mais nada. Queimar, queimar e queimar. Acabou”, finalizou.

O vídeo repercutiu nas redes sociais, e um teólogo presbiteriano comentou o episódio: “Isso demonstra ódio institucionalizado”, comentou Caio Modesto, pontuando que o “fanatismo denominacional” é uma característica preocupante.

“Essa atitude hostil demonstra um problema profundo: a idolatria da placa de igreja. A devoção não está mais centrada em Cristo, mas em uma instituição. O próprio devocional queimado tem edificado membros da própria CCB – um claro sinal de que Deus age fora das fronteiras denominacionais”, acrescentou Modesto.

Ex-ancião da CCB, Ricardo Pavanelli, é recebido como membro da Presbiteriana

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Retratação

Diante da repercussão amplamente negativa, Melo gravou uma retratação, negando que tivesse queimado páginas do livro de Pavanelli: “Recentemente foi feito um vídeo em um grupo fechado. Aliás, que eu defendo como sempre defendi (está nas minhas redes sociais) o irmão Ricardo Pavanelli, mas alguém postou e infelizmente teve uma repercussão muito grande. Está aqui o livro, inteiro. Olha, inteirinho. O livro não foi rasgado”, disse.

“Alguém postou de mau gosto, mas os vídeos que eu fiz defendendo, não, falando a verdade sobre o irmão Ricardo Pavanelli, infelizmente, ninguém comentou, ninguém repostou. Livro intacto, que eu comprei”, concluiu Melo.

Veja medidas tomadas por pastores diante de rumores de guerra

Com a guerra na Ucrânia entrando em seu terceiro ano, líderes da União Europeia alertaram que o continente deve se preparar para possíveis confrontos militares. Em março, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou: “Se a Europa quer evitar a guerra, a Europa deve se preparar para a guerra.”

O atual secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, ex-primeiro-ministro dos Países Baixos, reforçou a mensagem, pedindo que os europeus adotem uma “mentalidade de guerra”. Rutte advertiu que muitos países ainda não estão adequadamente preparados para uma ameaça direta da Rússia ou de outra potência.

Em resposta a esses alertas, o governo holandês recomendou aos cidadãos a montagem de um kit de emergência para 72 horas, incluindo suprimentos básicos e dinheiro em espécie, em caso de falhas nos sistemas digitais devido a ataques cibernéticos. Outras nações da UE seguiram com orientações semelhantes.

Diante deste cenário, líderes cristãos em diversos países da Europa têm se mobilizado para oferecer orientação pastoral, suporte prático e resiliência espiritual às suas comunidades.

Resposta teológica: “Haverá guerras e rumores de guerras”

Inspirado em Mateus 24:6, o CNE (Conselho Nacional de Evangelização) convocou líderes cristãos de toda a Europa a refletirem sobre o papel da igreja em tempos de incerteza. O Conselho de Igrejas Europeias (CEC), por sua vez, lançou a iniciativa Pathways to Peace, voltada à construção da paz na Ucrânia e à proteção de locais religiosos danificados.

Em um vídeo recente, o CEC questionou: “O que significa ser uma igreja em tempos de guerra?”, destacando ações concretas desenvolvidas na Ucrânia como parte do projeto.

Alemanha: “O medo é uma infecção do nosso tempo”

Na Alemanha, Frank Heinrich, ex-presidente da Aliança Evangélica e ex-deputado no Bundestag, reconhece o clima de insegurança. Ele afirmou: “O medo é uma infecção do nosso tempo. E o medo é algo que funciona muito bem”.

Heinrich lembrou a pandemia da Covid-19 como um momento em que o medo ultrapassou barreiras políticas, afetando também a vida das igrejas. Ele defende que, em tempos de crise, a igreja deve reforçar os valores do Evangelho, ajudando os mais vulneráveis e mantendo o foco no serviço ao próximo.

“Ajudar os mais fracos não é julgá-los, mas mostrar a vida de Jesus em nossas ações”, declarou o ex-pastor do Exército de Salvação. Para ele, essa é a essência da igreja.

Itália: “Queremos paz, mas não estamos envolvidos em mantê-la”

Na Itália, o teólogo e pastor Leonardo De Chirico, da igreja Breccia di Roma, observou que, embora o debate público aborde a possibilidade de guerra, não há sensação de ameaça imediata no país.

Ele afirmou: “Não estamos preparados para lidar com esse medo, pois não faz parte do nosso horizonte. Três gerações não passaram por uma guerra.”

De Chirico também apontou a resistência italiana ao aumento dos gastos militares, reflexo da derrota do país na Segunda Guerra Mundial. Ele afirmou que, em caso de conflito, os cristãos devem promover esperança e lembrar que a verdadeira segurança está além desta vida: “Sabemos que esta vida é passageira. A certeza que temos em Cristo é algo que tomamos como garantido”.

Suécia: preparação prática e espiritual

Na Suécia, o pastor Jonas Ahlforn von Beetzen, da Igreja da Suécia em Örebro, atua como instrutor da Agência de Defesa Sueca e é autor do livro “O livro de preparação do pastor preparador”. A obra, vendida em mais de 2 mil cópias, trata de sobrevivência prática e apoio espiritual em tempos de crise.

Desde 2013, após um ataque de simulação russo, von Beetzen ministra cursos sobre preparação para desastres. Com a guerra na Ucrânia em 2022, ele intensificou os treinamentos voltados a líderes cristãos.

“A igreja deve ser uma exceção à mentalidade individualista, promovendo a colaboração e a esperança”, disse. Ele alertou que, diante de uma crise, a resposta da igreja deve evitar a politização e buscar unidade: “A humanidade, em diferentes momentos, sempre esteve em guerra e continuará assim até o retorno de Cristo”.

Letônia: vigilância e apoio comunitário

Na Letônia, o pastor Martins Martinsons, da igreja Reformātu Pārdaugavas Draudze, em Riga, reconhece a possibilidade de conflito, embora a preocupação direta com a guerra ainda seja limitada entre os membros da congregação.

“Estamos prontos para reunir a congregação caso algo ruim aconteça”, afirmou. Segundo ele, as decisões pastorais são tomadas em conjunto, com ênfase na sustentação espiritual e ajuda material aos necessitados.

Martinsons relatou que sua igreja contribuiu ativamente com apoio à Ucrânia, incluindo envio de medicamentos, doações financeiras e capacetes para capelães na linha de frente.

De acordo com o CNE, ele enfatizou a importância de evitar a politização da crise: “Há espaço para desafiar aqueles que permanecem neutros. Precisamos ser graciosos. E todos somos irmãos e irmãs em Cristo”.

Município inaugura a maior estátua de Cristo do Brasil

A cidade de Encantado (RS) inaugurou neste domingo (6) o Complexo do Cristo Protetor, que abriga a maior estátua de Cristo do Brasil, com 43,5 metros de altura — superando o Cristo Redentor do Rio de Janeiro (38 metros).

O local, construído em uma área de 18 hectares, inclui espaços religiosos, culturais e turísticos, e será aberto ao público a partir desta terça-feira (8). A obra é vista como um símbolo de “fé e reconstrução” para o Vale do Taquari, região atingida por enchentes históricas em 2024.

Estrutura do complexo

Além da estátua — erguida em 2022 e já visitada por 300 mil pessoas —, o complexo possui:

  • Capela Santa Luzia: espaço para celebrações ecumênicas;
  • Monte das Oliveiras: área de meditação com jardins;
  • Caminho dos Salmos: trilha de 500 metros com versículos bíblicos esculpidos em pedra;
  • Fonte dos Apóstolos: 12 jatos d’água representando os discípulos de Jesus;
  • Fonte da Vida: cascata no pedestal da estátua, alusão à ressurreição de Cristo;
  • Mirante do Coração: estrutura a 33 metros de altura com vista panorâmica do vale.

O local também conta com praça de alimentação e estacionamento para 500 veículos.

Inauguração

A cerimônia foi liderada pelo cardeal Dom Silvano Maria Tomasi, enviado do Vaticano, e pelo arcebispo de Porto Alegre, Dom Jaime Spengler, com participação da Ópera Gaúcha do Cristo Protetor. “Esta obra une devoção e esperança, especialmente para quem perdeu tudo nas águas”, afirmou Spengler, referindo-se às enchentes que desabrigaram 89 mil pessoas na região em abril de 2024.

A construção, iniciada em 2019, foi financiada pela Associação Amigos de Cristo de Encantado (AACE). “Arrecadamos R$ 12 milhões em doações. Cada detalhe foi pensado para transmitir paz”, disse Adroaldo Conzatti, presidente da entidade.

Impacto regional

Para o prefeito Jonas Calvi (MDB), o complexo deve atrair 150 mil visitantes/ano, gerando emprego e renda. O Vale do Taquari, conhecido por vinícolas e trilhas, busca diversificar o turismo após os estragos das chuvas. “Queremos ser um destino de peregrinação e renovação”, declarou.

A estátua, feita de concreto e fibra de vidro, pesa 1,7 mil toneladas e levou três anos para ser concluída. Seu design inclui braços abertos em 28 metros de envergadura, simbolizando “acolhimento”. Com informações: G1

Ramadã: mulher aceita Cristo, mas marido muçulmano não aceita

Uma mulher cristã de 41 anos, identificada como Nasiimu Mirembe, foi morta a facadas pelo próprio marido, após ter se convertido ao cristianismo durante o mês do Ramadã. O caso ocorreu na cidade de Busembatya, no leste de Uganda.

Segundo o relato, Nasiimu havia sido evangelizada por uma amiga cristã, cujo nome não foi divulgado por razões de segurança. A conversão ocorreu semanas antes do episódio, e no dia 23 de março, ela se dirigia ao seu primeiro culto cristão, acompanhada da amiga.

Ainda a caminho da igreja, um vizinho muçulmano chamado Awudu Mbulalina as cumprimentou. Ao vê-lo, Nasiimu confidenciou à amiga que temia que ele informasse o marido sobre sua ida à igreja, dizendo: “Ele pode contar ao meu marido e ele vai me matar.”

Apesar do receio, ambas prosseguiram até a igreja, onde Nasiimu foi apresentada publicamente como uma nova convertida. Ao término da reunião, ao sair do templo, a mulher foi vista por seu marido, Adamu Mukungu, que a confrontou.

Conforme o relato da amiga ao Morning Star News, Mukungu afirmou: “Eu vi você sair da igreja. O que você fez é muito ruim, especialmente durante este período do Ramadã.”

Logo em seguida, ele começou a agredi-la fisicamente. “Ele começou a dar tapas na esposa. Comecei a gritar e clamar por socorro. Mukungu então pegou uma faca longa e começou a cortá-la”, declarou a testemunha.

O agressor fugiu do local ao notar a aproximação de fiéis e do pastor da igreja. Nasiimu foi socorrida por cristãos e levada inicialmente a uma clínica local. Diante da gravidade dos ferimentos, ela foi transferida para um hospital maior na cidade de Bugiri, onde médicos identificaram hemorragias internas e externas.

A vítima faleceu no dia seguinte, 24 de março. Ela deixou seis filhos, sendo dois meninos e quatro meninas, com idades entre 3 e 18 anos.

Perseguição religiosa

Uganda possui uma legislação que garante liberdade religiosa, incluindo o direito de mudar de crença. A Constituição do país protege a conversão individual, independentemente da religião de origem.

Apesar disso, casos de perseguição religiosa têm sido registrados, especialmente nas regiões orientais, onde há maior concentração de comunidades islâmicas. Embora os muçulmanos representem cerca de 12% da população de Uganda, sua presença é mais significativa em localidades como Busembatya.

Durante o Ramadã, período sagrado para os muçulmanos, convertidos ao cristianismo e outros grupos minoritários tendem a enfrentar maior vulnerabilidade. De acordo com organizações cristãs que monitoram a liberdade religiosa no país, há um aumento de agressões e ameaças contra ex-muçulmanos neste período.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a prisão de Adamu Mukungu. As autoridades locais ainda não emitiram nota pública sobre o caso, de acordo com o informado pelo portal Morning Star News.

Evangelista ora para incêndio não atingir casa e milagre acontece

No dia 3 de abril, enquanto participava de uma ação de evangelização em Hilversum, na Holanda, o evangelista Dirk-Jan Liefting foi surpreendido por notícias de um incêndio florestal de grandes proporções próximo à sua residência, na cidade de Ede.

Dirk-Jan atua pela Fundação de Evangelização Shofar e estava em atividade com sua equipe em uma cidade vizinha quando recebeu uma mensagem de um conhecido alertando sobre o fogo: “Ei, como você está? Há muita fumaça e fogo”, relatou.

Sem saber o que estava acontecendo, ele entrou em contato com a esposa, que confirmou o incêndio e enviou imagens da situação. A residência da família, onde vive com a esposa, filhos e netos, fica localizada próxima a um campo de treinamento militar, em uma área cercada por floresta.

De acordo com as autoridades locais, uma atividade com granadas durante exercícios militares provocou o incêndio, agravado pelo clima seco e ventos fortes que se espalharam pela vegetação da região.

A ação evangelística em Hilversum estava prevista para encerrar às 16h30. Segundo Dirk-Jan, ele decidiu permanecer no local até esse horário, quando recebeu a notícia de que sua família havia sido evacuada pela polícia.

“Minha esposa teve que sair imediatamente com os filhos e netos que estavam visitando minha filha mais velha. Então se tornou muito preocupante”, contou à Revive.

Ao saber do ocorrido, ele iniciou o retorno para Ede, a cerca de uma hora e meia de distância, utilizando um veículo da Fundação. Durante o trajeto, Dirk-Jan e os membros da equipe oraram pedindo proteção para sua casa e família. “Entramos no ônibus bíblico como uma equipe e oramos para que Deus nos protegesse e virasse a maré”, relatou.

Ao chegar em casa, segundo seu testemunho, o vento havia mudado de direção, afastando o fogo da residência. “O perigo havia passado. Eu realmente vi isso como uma resposta à oração. Foi um grande incêndio, porque as chamas continuaram durante toda a noite”, afirmou.

No dia seguinte, o evangelista visitou a área atingida e conversou com bombeiros que haviam sido mobilizados de outras cidades para conter as chamas. Segundo os profissionais, o incêndio teve proporções consideráveis e exigiu uma resposta emergencial.

Com a casa e a família em segurança, Dirk-Jan tem compartilhado sua experiência, que considera um livramento. “Digo a todos com quem falo que o vento mudou depois de nossa oração. Ao falar sobre isso, podemos lembrar que Deus ainda faz milagres”, declarou.

As autoridades locais não informaram, até o momento, se houve feridos ou prejuízos materiais significativos decorrentes do incêndio, de acordo com o relatado pelo Revive.

Mulheres que decidem seguir a Jesus no Irã vivem sob pressão

O governo do Irã deu início à implementação das chamadas “clínicas de hijab”, centros voltados à promoção do uso obrigatório do véu islâmico entre mulheres, o que representa um obstáculo para as cristãs que vivem no país.

Segundo autoridades locais, esses espaços oferecem aconselhamento psicológico, oficinas e sessões de reeducação com o objetivo de reforçar a importância do hijab como parte da identidade pessoal e social feminina.

De acordo com representantes do governo, as clínicas são apresentadas como alternativa às punições legais e financeiras aplicadas a mulheres consideradas em desacordo com o código de vestimenta.

A medida ocorre em continuidade a políticas reforçadas desde o caso de Mahsa Amini, jovem morta sob custódia policial em setembro de 2022, após ser detida por suposta violação das regras de vestimenta, segundo informações da Missão Portas Abertas.

Críticos da iniciativa alegam que os centros utilizam pressão psicológica para impor diretrizes estatais e reduzir a expressão de pessoas que discordam.

A introdução das clínicas integra o plano nacional denominado Noor, que visa promover a modéstia pública. Desde sua adoção, observou-se o aumento de prisões, punições públicas e relatos de impactos negativos à saúde mental de mulheres e jovens.

Entre os casos registrados, duas adolescentes morreram em circunstâncias associadas à pressão social e disciplinar. Arezo Khavari, estudante afegã de 16 anos residente em Teerã, e Ainaz Karimi, de 17 anos, tiraram a própria vida em 2024. Segundo familiares, Ainaz havia sido suspensa da escola por motivos relacionados à estética pessoal — uso de esmalte e design de sobrancelhas — e se enforcou durante o período de afastamento.

Prisão de cristãos convertidos

Paralelamente às ações voltadas ao controle do comportamento feminino, continuam ocorrendo detenções de cristãos de origem muçulmana em diferentes regiões do Irã.

Em 5 de novembro de 2024, o Tribunal Revolucionário da cidade de Karaj condenou Toomaj Aryan-Kia a dez anos de prisão. A sentença foi fundamentada nas acusações de “propagação do cristianismo” e “colaboração com governos hostis”.

Organizações internacionais de direitos humanos relataram que Toomaj é um entre ao menos seis cristãos convertidos que receberam sentenças iguais ou superiores a dez anos apenas em 2024.

Em outro caso, os cristãos Jahangir Alikhani, Hamed Malamiri e Gholam Eshaghi permanecem detidos desde setembro em local não divulgado. As prisões ocorreram na cidade de Nowshahr, norte do Irã, conduzidas por agentes da inteligência iraniana. Os três já haviam sido presos durante o período do Natal de 2023, e agora enfrentam acusações semelhantes às de Toomaj.

Familiares dos detidos relataram à imprensa e a organizações de direitos humanos episódios de intimidação, ameaças verbais e agressões físicas durante os interrogatórios. Não há, até o momento, informações oficiais sobre o estado de saúde ou a situação jurídica atual dos três indivíduos.

A continuidade das detenções e o uso recorrente de acusações relacionadas à segurança nacional têm sido apontados por observadores internacionais como parte de um padrão de repressão a práticas religiosas não sancionadas pelo Estado, conforme relatado pela Portas Abertas.