Combate à Cristofobia havia sido vetado por Haddad em 2015

A Câmara Municipal de São Paulo derrubou, no dia 26 de março, o veto do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) ao Projeto de Lei 306/2015, que institui o Dia do Combate à Cristofobia. A data será lembrada anualmente em 25 de dezembro. Com a derrubada do veto, o projeto, originalmente apresentado pelo ex-vereador Eduardo Tuma, passa agora a valer como lei na cidade.

O projeto foi defendido por seus apoiadores como uma resposta ao aumento de casos de intolerância contra cristãos no Brasil.

Durante a sessão, a vereadora Sonaira Fernandes (PL), líder do partido na Câmara, declarou: “Só não sofre cristofobia quem não é cristão. Se o nosso país busca, de fato, combater a intolerância religiosa, deve contemplar, também, aquela que é a religião da esmagadora maioria dos brasileiros”.

O vice-presidente da Câmara, vereador João Jorge (MDB), também comentou a decisão: “Essa decisão representa um avanço no reconhecimento e na proteção dos cristãos contra qualquer tipo de intolerância religiosa. A fé de milhões de paulistanos merece respeito”.

Já parlamentares ligados a partidos de esquerda votaram pela manutenção do veto. Entre eles, a vereadora Keit Lima (PSOL), que argumentou: “Eu, como cristã, nunca sofri perseguição, então eu voto pela manutenção do veto.” Ela teve seu voto acompanhado pelas vereadoras Luna Zarattini (PT) e Silvia da Bancada Feminista (PSOL).

Fernando Haddad, atual ministro da Fazenda do governo federal, havia vetado o projeto ainda em 2015, quando ocupava o cargo de prefeito da cidade. Na época, Haddad afirmou em sua justificativa que o projeto seria “inconstitucional” e “contrário ao interesse público”.

Enfermeira cristã afastada após trans condenado prestar queixa

A enfermeira cristã Jennifer Melle, de 40 anos, foi suspensa de suas funções após se recusar a utilizar os pronomes femininos preferidos por um paciente transgênero do sexo masculino condenado por crimes de exploração sexual infantil.

O episódio ocorreu durante seu turno noturno no Hospital St. Helier, no sul de Londres, em 22 de maio de 2024.

Segundo nota divulgada pelo grupo Christian Concern, que oferece apoio jurídico à enfermeira cristã, o paciente – identificado como Sr. X – está atualmente detido em uma prisão masculina de segurança máxima, cumprindo pena por pedofilia ao abusar de meninos.

Durante a internação hospitalar, o paciente se identificou como mulher e exigiu ser tratado com pronomes femininos. De acordo com o relato, Melle dirigiu-se ao paciente utilizando pronomes masculinos enquanto discutia com um médico os cuidados médicos do detento.

A atitude provocou forte reação do Sr. X, que, conforme relatado, proferiu ofensas raciais contra Melle e a ameaçou fisicamente antes de ser contido por seguranças.

Em resposta ao incidente, os Hospitais Universitários Epsom e St. Helier iniciaram uma investigação interna. O relatório resultante apontou que Melle violou o código de conduta do Conselho de Enfermagem e Obstetrícia (NMC), que orienta os profissionais a respeitar a identidade de gênero dos pacientes e a não expressar crenças pessoais de maneira inadequada.

Como consequência, Melle recebeu uma advertência final por escrito e foi suspensa do trabalho com salário integral, além de ser encaminhada ao NMC como um “risco potencial”.

Em declaração à GB News, Melle afirmou: “Estou devastada por ter sido suspensa apenas por denunciar irregularidades. Apesar de ser a única colocada em risco, sou eu quem está sendo punida”. Ela também declarou que o hospital ignorou as ameaças racistas e físicas dirigidas a ela e a tratou “como se fosse a criminosa”.

O caso ganhou visibilidade nacional no Reino Unido. A autora J.K. Rowling e a ministra para Igualdade, Kemi Badenoch, manifestaram apoio à enfermeira. Badenoch classificou a situação como “completamente louca” e pediu que o governo intervenha.

O Christian Legal Centre, braço jurídico da Christian Concern, também se pronunciou. Andrea Williams, diretora da entidade, disse que Melle foi alvo de “vitimização flagrante e ilegal” e afirmou que suas declarações públicas estão protegidas pela Lei da Igualdade.

Após a repercussão na mídia, Melle relatou que enfrentou represálias internas. Segundo ela, colegas inicialmente expressaram apoio, mas a administração do hospital desencorajou discussões sobre o assunto. Posteriormente, sem aviso prévio, foi convocada para uma reunião informal onde foi informada de sua suspensão sob suspeita de violação de dados por suas declarações à imprensa.

Melle entrou com uma ação judicial contra o NHS Trust, alegando assédio, discriminação e violação de seus direitos humanos, incluindo o direito à liberdade religiosa, conforme previsto no Artigo 9 da Convenção Europeia dos Direitos Humanos. A enfermeira também relatou impactos financeiros após seu nome ter sido removido do sistema interno do hospital, o que a impediu de assumir turnos extras.

O caso de Jennifer Melle soma-se a outros episódios recentes envolvendo profissionais de saúde no Reino Unido que enfrentaram sanções disciplinares por recusarem-se a usar pronomes compatíveis com a identidade de gênero de pacientes trans.

O NHS e o Conselho de Enfermagem e Obstetrícia não comentaram publicamente os detalhes do caso até o momento, de acordo com informações do The Christian Post.

Pastor polemiza ao aconselhar irmãs que fazem sexo oral e anal


A prática do sexo oral e do sexo anal no casamento cristão é um tema de debate há décadas no meio evangélico, e o pastor José Ivanildo, da Assembleia de Deus Ministério do Belém causou polêmica nas redes sociais ao aconselhar irmãs sobre a prática durante um culto.

Conhecido por seu zelo pela doutrina assembleiana, o pastor José Ivanildo não poupou objetividade ao falar sobre o assunto: “Jamais vou concordar com esse sexo que existe por aí. Esse sexo oral, certo? Esse sexo anal. Isso é uma vergonha para quem está fazendo. Não aceite! A irmã que é uma pessoa lavada no sangue de Jesus não aceite! ‘Ah, mas é meu marido’. Mas não aceite”.

Visivelmente contrariado, o pastor Ivanildo também estendeu o alerta aos colegas de ministério que o acompanhavam: “Se tiver alguém no púlpito fazendo, tenha cuidado. Deus vai te tirar do púlpito, porque aqui é um lugar… o altar é santo. Deus não aceita essa miséria. Precisa respeitar o corpo. Está vendo esse corpo aqui? Esse corpo ainda é o templo. Aqui é morada de Deus. Aqui é templo do Espírito Santo!”.

O argumento de que o sexo entre homem e mulher dentro do casamento é um território em que o consenso entre o casal é o parâmetro não é aceito pelo pastor:

“Valorize a sua vida. Deus jamais aceita isso. Se alguém vinha fazendo, precisa pedir perdão. Como alguém diz ‘entre quatro paredes, o que fizer um casal, Jesus perdoa tudo?’ Não, senhores. Com essa palavra eu tenho moral e tenho autoridade moral para ensinar a igreja que eu dirijo”

Por fim, José Ivanildo citou 1 João 2.15 como uma referência: “O homem tem que respeitar a sua mulher. A mulher precisa respeitar o seu marido. A hora do coito. Ou seja, aquela hora da vida que vocês têm, íntima, precisa respeitar um ao outro. Não é como o mundo. Não ameis o mundo e nem o que no mundo há’. Porque, na verdade, nós não podemos trilhar por esse caminho”.

Nos comentários, manifestações de concordância e discordância se avolumaram, com um usuário atribuindo a oposição do pastor a uma condição pessoal: “Quem não dirige mais o carro não pode proibir o jovem motorista de dirigir”.

Pastor pregou sobre um caixão e reação das pessoas surpreendeu

O pastor Marquinhos Zacca utilizou um caixão como púlpito com o objetivo de chamar a atenção dos participantes de um culto de jovens para a mensagem de salvação em Jesus Cristo.

De acordo com informações fornecidas pelo próprio pastor em entrevista ao Pleno.News, o objeto foi emprestado por uma empresa local e colocado no centro do templo.

A presença do caixão provocou uma reação imediata entre os presentes: “Quando os jovens entraram no corredor, com o caixão, houve um silêncio muito grande no meio dos jovens da reunião”, relatou Zacca.

A iniciativa, segundo o líder religioso, teve como proposta representar simbolicamente a morte espiritual, que, conforme explicou, ocorre quando uma pessoa se afasta dos ensinamentos de Cristo.

“Eu comecei a falar sobre a palavra de salvação e sobre o pecado, que traz a morte espiritual (…). Muitas pessoas têm morrido espiritualmente. Mais do que a morte física, elas têm morrido espiritualmente, têm se afastado de Cristo por não viver a Palavra de Deus, e nós fomos levando essa palavra [de salvação]”, afirmou.

Zacca acrescentou que, após a mensagem, vários jovens decidiram se reconciliar com Deus: “Nós fizemos o apelo, almas se renderam, pessoas se reconciliaram. Logo após o culto, muitos jovens me procuraram pedindo oração. Então, foi uma ousadia da nossa parte e Deus foi exaltado com isso”, declarou.

O Ministério SOS Vida realiza cultos regularmente na cidade de São José do Rio Preto e, segundo o pastor, iniciativas como essa têm como foco promover reflexões entre os jovens sobre temas espirituais, com linguagem e abordagens que dialoguem com sua realidade.

Apesar de incomum, não houve registro de críticas públicas ou posicionamentos oficiais de outras lideranças religiosas da região sobre a utilização do caixão no culto.

Missionário registra momento emocionante de crianças libertas

Um vídeo compartilhado pelo missionário brasileiro Claudinei Vicente em seu perfil no Instagram na quarta-feira (2) registrou o momento em que crianças antes escravizadas no Paquistão oraram por ele, agradecendo pelo pagamento de suas libertações e de suas famílias.

As imagens, que rapidamente viralizaram, mostram os menores impondo as mãos sobre Claudinei durante culto em uma igreja local, em gesto simbólico de gratidão.

Contexto da escravidão

De acordo com relatos de Claudinei, que atua em 14 países por meio de projetos humanitários, a maioria dos trabalhadores das fábricas de tijolos (olarias) no Paquistão são cristãos submetidos a trabalho escravo, incluindo crianças.

O ciclo começa quando famílias pobres aceitam empréstimos de proprietários para cobrir despesas urgentes, como tratamentos médicos, casamentos ou necessidades básicas. Com juros abusivos, a dívida torna-se impagável e se estende por gerações, escravizando famílias inteiras.

“Eles precisam produzir de 1.500 a 2.500 tijolos por dia e ganham apenas US4[cercadeR 23] a cada mil unidades. Muitos usam sapatos de madeira porque o calor dos fornos derreteria solas de borracha”, detalhou o missionário.

Papel da igreja local

Desde 2023, Claudinei e o pastor paquistanês Simon, líder de uma igreja cristã na região, já libertaram seis famílias com apoio de doações. Cada resgate custa aproximadamente US1.800(R 10.400), valor usado para quitar dívidas e garantir documentação que rompe o vínculo com os donos das olarias.

“Dá para acreditar que alguns desses estudantes já foram escravos? Graças a Jesus Cristo, hoje são livres!”, declarou Claudinei no post, referindo-se às crianças atendidas por projetos educacionais.

Educação 

Além do resgate, o brasileiro apoia escolas dentro das olarias, iniciativa liderada pelo pastor Simon. O projeto oferece educação básica a filhos de trabalhadores escravizados, com o objetivo de romper o ciclo de exploração. “Essas crianças terão oportunidades que seus pais nunca tiveram”, afirmou Claudinei, que descreveu a oração coletiva como “a maior ação de gratidão que já recebi”.

Repercussão e desafios

A realidade das olarias paquistanesas é pouco documentada internacionalmente, mas organizações locais estimam que centenas de milhares de cristãos e membros de minorias religiosas vivam em condições análogas à escravidão no país.

Claudinei destacou a importância de parcerias com igrejas para ampliar os resgates: “Sem o pastor Simon, nada disso seria possível. Ele arrisca a vida diariamente por essa causa”.

O missionário não informou detalhes sobre as famílias resgatadas por questões de segurança, mas reforçou que o trabalho continuará. “Enquanto houver uma criança escravizada, nossa missão não termina”, concluiu. Com: Guiame

Quarto casamento de Kleber Lucas? Cantor fez declaração

O cantor gospel e pastor Kleber Lucas, de 56 anos, que já disse querer buscar ajuda pastoral e terapêutica após o seu terceiro divórcio, agora já se prepara para oficializar seu quarto matrimônio, desta vez com a empresária Amanda Pessoa. Fontes próximas ao artista disseram que o pedido de casamento deve ocorrer nos próximos meses.

O casal, que mantém o relacionamento público desde fevereiro, tem sido alvo de atenção nas redes sociais, tanto por declarações afetuosas quanto por críticas relacionadas à história conjugal do artista.

Kleber Lucas anunciou o romance com Amanda Pessoa em 23 de fevereiro, por meio de uma publicação nas redes sociais. “Deus escreve histórias lindas quando menos esperamos. Gratidão por essa mulher”, escreveu o pastor, acompanhando fotos do casal. Desde então, os dois têm aparecido juntos em eventos públicos e compartilhado momentos da rotina nas plataformas digitais.

Histórico conjugal e polêmicas

O artista está divorciado desde 2019 de Danielle Favatto, pastora e cofundadora da Igreja Batista Soul, com quem foi casado por oito anos. Na época da separação, Kleber admitiu publicamente um “envolvimento físico não sexual” com uma fã após um show, em 2016.

Apesar de ter sido perdoado pela então esposa, optou pelo divórcio anos depois, sem detalhar motivos adicionais.

Antes de Danielle, o cantor teve dois casamentos anteriores. O primeiro, com Mabeni, durou até 2002 e resultou nos filhos Rapha Lucas e Michele. Em entrevistas, Kleber já afirmou manter “respeito e cuidado” pela ex-esposa, a quem chamou de “aquela que me deu minha maior riqueza e sentido para viver”.

A notícia do quarto casamento de Kleber Lucas gerou reações divididas. Enquanto parte dos seguidores celebrou o novo capítulo, outros questionaram a repetição de uniões matrimoniais, tema sensível para líderes religiosos.

Em 2021, durante sermão, Kleber abordou publicamente as críticas: “Reconheço meus erros, mas a graça de Deus me permite recomeçar”, disse.

Casamentos múltiplos entre figuras públicas da liderança evangélica não são comuns, por isso costumam atrair escrutínio. Kleber Lucas, conhecido por hits como Deus de Promessas, mantém carreira musical ativa e liderança na Batista Soul, igreja com sede no Rio de Janeiro. Seu último álbum, lançado em 2023, abordou temas como redenção e perdão.

Mauro Henrique revive drama do câncer com sua atual esposa

O cantor gospel Mauro Henrique, ex-vocalista da banda Oficina G3, compartilhou uma informação pessoal e sensível durante uma apresentação realizada recentemente em Florianópolis (SC). Em meio ao show, Mauro revelou que sua esposa, Carine Bastos, de 31 anos, foi diagnosticada com câncer.

A revelação foi feita de forma espontânea e emocionada. Com a voz embargada, o cantor relatou ao público como recebeu a notícia:

“Semana passada, minha esposa Carine… chegou o resultado de uma biópsia para ela e… é câncer. 31 anos. CDF, não bebe, não fuma, não xinga, é uma santa. Enfim… Os médicos ficaram assim, de cara, pelo quadro dela. Não apresentam nada… [nenhum histórico] familiar. Nada. Isso é a coisa mais esquisita”, declarou Mauro, visivelmente comovido.

O diagnóstico, segundo ele, ocorreu após um procedimento estético simples. Carine havia ganhado uma sessão de depilação a laser na axila, oferecida por uma academia. Durante o processo, os profissionais perceberam algo incomum, o que levou à realização de exames médicos mais detalhados.

“Se ela não tivesse feito uma mera depilação a laser na axila, que ela ganhou na academia, ela jamais teria descoberto esse câncer. A própria médica falou: ‘Se fosse daqui a seis meses, você ia ter outro resultado’”, contou o cantor.

A situação ganhou ainda mais peso emocional por causa do histórico pessoal de Mauro. Em 2010, sua primeira esposa, Jakylene Dantas, faleceu em decorrência de um câncer no pulmão e na coluna cervical. A lembrança levou o artista a desabafar sobre a dificuldade de enfrentar novamente um diagnóstico semelhante.

“Eu olho para o ambiente… Tipo, eu já passei por isso e caramba. Teoricamente, eu tô aqui falando de Deus. Por que, tipo, logo em mim, velho?! Dois raios no mesmo lugar assim? Pô, é para sacanear, né Deus? Essa é a [sensação] que vem”, disse.

Apesar do tom de desabafo, Mauro também compartilhou uma reflexão bíblica durante o relato: “Como Jesus fala, se seus olhos forem bons, todo seu corpo será luz. Se forem trevas, será trevas”, citou, ao comentar sobre a importância da perspectiva diante das adversidades.

Mauro Henrique foi vocalista da banda Oficina G3 entre 2008 e 2017, período no qual consolidou sua carreira no cenário do rock cristão nacional. Desde então, tem atuado em carreira solo, com apresentações e projetos voltados à música e à espiritualidade cristã.

Até o momento, não foram divulgadas informações adicionais sobre o tipo ou estágio do câncer, nem sobre os próximos passos do tratamento de Carine Bastos.

Jaky, esposa do cantor Mauro Henrique do Oficina G3 faleceu nesta sexta-feira

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Entenda como missionários conseguem distribuir bíblias na China

O ministério cristão Bíblias para a China (BFC), organização que atua desde 2011 no fornecimento de Escrituras Sagradas a comunidades rurais chinesas, relatou desafios e avanços em meio às restrições impostas pelo governo local.

Kurt Rovenstine, representante do grupo, afirmou que a demanda por Bíblias permanece alta, especialmente em regiões com acesso limitado a textos religiosos.

Contexto governamental 

O governo chinês, que mantém controle rigoroso sobre atividades religiosas, classifica a distribuição de Bíblias como “desnecessária” em algumas regiões, segundo relatos de missionários.

Apesar disso, o BFC destaca que milhões de cristãos, principalmente em áreas remotas, dependem de iniciativas não oficiais para obter cópias das Escrituras. “Há locais onde os fiéis só têm acesso a trechos copiados à mão ou compartilhados oralmente”, explicou Rovenstine.

O site do ministério ressalta que a igreja chinesa busca ser “autossustentável e autopropagante”, mas enfrenta obstáculos logísticos e financeiros. “Nem todas as províncias têm recursos para adquirir Bíblias, mesmo em igrejas registradas”, acrescentou Rovenstine.

Segundo ele, em cidades maiores, templos registrados costumam estocar exemplares, mas fiéis de vilarejos distantes enfrentam dificuldades para acessá-los.

Estratégias 

O BFC opera por meio da Amity Printing Press, maior impressora de Bíblias do mundo, localizada na China, que já produziu mais de 200 milhões de exemplares desde 1987. O ministério, financiado por parceiros em 45 países e 49 estados dos EUA, fornece Bíblias em mandarim gratuitamente a comunidades carentes.

“Romanos 10:17 nos lembra que a fé vem pelo ouvir a Palavra. Nosso objetivo é apoiar o crescimento espiritual na China”, declarou o grupo em nota.

Rovenstine destacou avanços: “Todos os anos, temos projetos ambiciosos. Este ano não é exceção”. Entre 2022 e 2023, o BFC distribuiu mais de 500 mil Bíblias, segundo dados internos. No entanto, áreas sob maior vigilância governamental ainda representam desafios. “Em algumas províncias, conseguimos trabalhar abertamente. Em outras, a logística é mais complexa”, admitiu.

Apelo por orações

O representante do BFC pediu apoio internacional por meio de orações. “Ore para que encontremos portas abertas para a distribuição, que os cristãos obedeçam ao chamado de Cristo, seja em igrejas registradas ou subterrâneas, e que as congregações mantenham a unidade”, concluiu Rovenstine.

O ministério também enfatizou preocupação com a divisão entre igrejas oficiais e não registradas, prática comum em regiões de perseguição religiosa.

Na China, o cristianismo é permitido apenas em igrejas registradas e sob supervisão estatal, com estimativas não oficiais apontando entre 60 milhões e 100 milhões de fiéis, incluindo comunidades clandestinas.

Desde 2018, o governo intensificou restrições, como a remoção de cruzes de igrejas e o monitoramento de cultos domésticos. Apesar disso, o BFC afirma que “Deus faz uma obra incrível no país”, citando crescimento não oficial de conversões em zonas rurais. Com: Mission Network News.

Deus é Amor: veja o que David Miranda disse a APV sobre símbolo

A cantora Ana Paula Valadão afirmou que, se pudesse, mudaria o símbolo da Igreja Deus é Amor por considerar que o atual é alusivo ao movimento LGBT. Porém, o neto do fundador da denominação, David Miranda Neto, recusou a sugestão.

Em um evento, a cantora interrompeu o que estava dizendo para mencionar sua recente descoberta a respeito do símbolo que é usado pela denominação pentecostal há décadas:

“Vou contar uma coisa muito interessante para vocês: e não é que o símbolo da Igreja Deus é Amor é um arco-íris? Meu Deus! Se eu pudesse dar um pitaco, eu ia mudar a placa”, disse Ana Paula.

Segundo ela, a mudança remeteria às figuras apresentadas no Apocalipse: “Eu ia por um arco-íris com um trono, uma espada saindo da boca, os olhos de fogo, para dar um pouquinho de temor, porque ‘Deus é amor’ com arco-íris, hoje, tem outro significado”, afirmou.

Ciente de que seu palpite poderia ser recebido de forma equivocada, a cantora se preocupou em dizer que não tinha motivação de atrito com a igreja: “Mas, se esse recado chegar lá é com muito carinho”, ressalvou.

Nos comentários de uma das páginas que repercutiram o palpite de Ana Paula Valadão, usuários da rede social reprovaram a declaração: “O arco-íris representa a aliança que Deus fez após o dilúvio. Usaram uma coisa bíblica para ativismo. Quem é cristão sabe diferenciar”, escreveu uma seguidora.

“O arco é de Deus, e não dos LGBTs. A IPDA o usa por mais de 60 Anos, então não deve trocar nada”, pontuou outro seguidor. “Ana Paula volte e leia a Bíblia. Quem criou todas as coisas foi Deus”, sublinhou outra usuária.

Resposta de David Miranda Neto

Ao tomar conhecimento do vídeo, o pastor David Miranda Neto reagiu de maneira bem-humorada, explicando o motivo de a Deus é Amor usar este símbolo: “Entendo o que a Ana Paula quis dizer, que hoje em dia muita gente pode até entender coisas erradas, mas a gente não liga para isso porque o significado real do arco-íris – na verdade a Bíblia relata isso como ‘arco da aliança’ – é uma aliança que Deus fez com Noé depois do dilúvio, que ele nunca mais iria destruir o mundo com água. E a gente crê nisso”.

“O nosso [arco] tem sete cores, e o que o LGBT buscou se apropriar tem seis, então não tem confusão. A gente está muito real com o significado real e bíblico do arco-íris. Obrigado, Ana Paula, mas existe um ditado em inglês que diz ‘obrigado, mas não, obrigado’. Claro, isso tudo com muito carinho, amor e respeito”, concluiu.

Veja o que Rafaela Nascimento falou sobre roupa apertada

Durante 19° Congresso de Mulheres da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Abreu e Lima (IEADALPE), a pregadora Rafaela Nascimento expôs a doutrina da denominação a respeito das vestimentas, e criticou evangélicas que usam roupa apertada.

O vídeo, que circula nas redes sociais, mostra um recorte da pregação. No templo central da AD Abreu e Lima, todos os assentos estavam ocupados durante o culto, com as fiéis ouvindo atentamente à admoestação da pregadora:

“Tem umas roupas que eu vou te falar! A minha vontade é perguntar ‘onde a irmã comprou essa saia não vendia para crente?’. Uns negócios apertados, mostrando tudo, até o tipo sanguíneo. Fala para ela [que] mulher de obra anda diferente, veste diferente”, declarou Rafaela Nascimento.

Essa postura de conservação da doutrina assembleiana, segundo ela, é alvo de críticas nas redes sociais: “Aí os mimizentos começam a entrar na rede, os descompromissados. ‘Ah, irmã radical, ortodoxa, roupa não define crente’. Na tua igreja. Aqui tem doutrina, aqui tem palavra, e mulher de Deus sabe como é que [se] veste, sabe como é que anda”.

Para as fiéis presentes no 19° Congresso de Mulheres, a pregadora afirmou que aquele momento marcava uma mudança de paradigma: “Você precisa aprender isso […] é aqui onde as mulheres se diferenciam das meninas”, disse, referindo-se às responsabilidades com a denominação e suas programações.

“Pior do que essas meninas que têm dor de cabeça no ‘campo’, são as que dão dor de cabeça no campo. […] Não faz nada, mas critica tudo. Não ajuda com nada, mas tem opinião para tudo”, disse, finalizando sua exortação quanto às roupas inadequadas.