Autora explica como a feminilidade reflete uma 'batalha espiritual'

Em seu mais recente livro “Fight for Female” (“Luta Pela Mulher”, em tradução livre), a autora e conferencista Lisa Bevere alerta sobre o que define como uma “batalha espiritual” contra a identidade feminina, também chamada de feminilidade.

A obra critica a polarização entre o feminismo “girl boss” — que, segundo ela, incentiva mulheres a imitar padrões masculinos de poder — e uma visão estereotipada da “feminilidade bíblica”, restrita a papéis domésticos.

Bevere propõe um caminho alternativo: viver a identidade e o propósito designados por Deus, independentemente do contexto pessoal.

Crítica aos extremos 

Bevere argumenta que as mulheres têm sido pressionadas a adotar dois modelos opostos: “Ou abraçamos uma ambição desenfreada, que nos faz negar nossa essência, ou nos limitamos a uma caricatura da piedade, como se ser mulher cristã significasse apenas cozinhar e cuidar dos filhos”.

Em entrevista, ela afirmou: “As mulheres fizeram amizade com um inimigo e nem sabem disso. Ideologias bem-intencionadas estão destruindo quem somos”.

A autora relaciona essa crise a um sonho profético que teve em 2016, no qual um dragão vestido com roupas infantis simbolizava “sistemas que seduzem as mulheres a abrirem mão de sua verdadeira identidade”. Não é apenas a cultura ou os homens que oprimem. Há uma batalha espiritual em curso”, disse.

“Feminilidade Bíblica”

Para Bevere, a solução está em resgatar a visão bíblica da feminilidade, que, segundo ela, não se limita a checklists de comportamentos.

“Ser mulher de Deus é obedecer ao Seu chamado, seja liderando uma empresa, criando filhos ou servindo solteira à comunidade”, explicou.

Ela citou a figura da mulher de Provérbios 31, frequentemente associada a tarefas domésticas, mas destacou: “Ela compra campos, fala com sabedoria e age sem pedir permissão. É uma mulher ’empoderada’, não restrita”.

A autora criticou ainda a pressão sobre mulheres solteiras ou sem filhos, que se sentem “fora do roteiro” em igrejas que priorizam o casamento. “Nos vendem a ideia de que apagar nossa essência é empoderador. Mas nossa imagem divina está sendo reduzida a um traje”, declarou.

Exemplo 

Bevere recorreu ao livro bíblico de Êxodo para ilustrar seu argumento. Ela destacou figuras como as parteiras hebreias que desobedeceram ao Faraó, Joquebede (mãe de Moisés), Miriam (sua irmã) e a filha do Faraó, que salvaram crianças da morte.

“Cada heroína nessa história agiu sem esperar permissão. Elas lideraram um êxodo através da coragem maternal e da ousadia”, afirmou.

Contexto bíblico: O livro de Êxodo relata a opressão dos israelitas no Egito (século XIII a.C., segundo estudiosos) e seu êxodo liderado por Moisés. Bevere ressalta que mulheres desempenharam papéis decisivos nessa narrativa, muitas vezes em posições marginalizadas.

Chamado à ação

A autora convida as mulheres a abraçarem sua capacidade de criar conexões e influenciar comunidades.

“Nosso ‘superpoder’ é a habilidade de unir pessoas. Seja no voluntariado, no aconselhamento ou na liderança, estamos aqui para guiar outros para fora do caos”, disse. Ela concluiu com um apelo: “Deus nos confiou algo sagrado. Não estamos aqui apenas para sobreviver”.

“Fight for Female” já está disponível em plataformas digitais e livrarias, gerando debates em grupos cristãos sobre feminilidade e papéis de gênero. Com informações: Relevant

Missionária rebate o feminismo e diz que mulheres tiveram a “identidade adulterada”

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Bispo explica preocupação com a falta do discipulado nas igrejas

Em discurso na Regent University, o bispo Efraim Tendero, diretor-executivo do Movimento Galileu e ex-secretário-geral da Aliança Evangélica Mundial, alertou sobre a “crise de discipulado” na Igreja Global e defendeu mudanças estruturais para enfrentar desafios demográficos e espirituais.

Durante o encontro, ele criticou o modelo tradicional de avaliação de sucesso eclesiástico, denominado “ABC” (frequência, edificações e recursos financeiros), e propôs a adoção do “Modelo D”, centrado na formação de discípulos multiplicadores.

“Medimos sucesso pelo tamanho de prédios, arrecadação e números de frequentadores, mas não por quantos discípulos formamos”, afirmou Tendero, acrescentando: “A Igreja tem se voltado para dentro, enquanto bilhões permanecem fora do alcance do Evangelho”.

Barreiras ao discipulado

Tendero listou três obstáculos principais que, segundo ele, impedem a prática do discipulado:

  1. Autoenfoque excessivo: “Congregações estão mais preocupadas em manter membros do que treiná-los para influenciar comunidades. Uma igreja deve ser como um hospital: cura, mas não retém pacientes indefinidamente”, comparou.
  2. Falta de pereparo pastoral: “Muitos líderes não foram discipulados de forma relacional. Seminários focam em teoria, não em exemplos práticos. Não podemos dar o que não temos”, declarou.
  3. Falta de intencionalidade: “Programas não são o problema, mas se não levam as pessoas a se tornarem semelhantes a Cristo e a multiplicar discípulos, falhamos no essencial”, ressaltou.

Meta para 2033

Tendero propôs que os próximos dez anos, até 2033 — marco dos 2.000 anos da ressurreição de Cristo, da fundação da Igreja e da Grande Comissão — sejam dedicados a formar “trabalhadores da colheita semelhantes a Cristo”.

Por meio do Movimento Galileu, ele busca mobilizar um milhão de igrejas e instituições de treinamento. “A única estratégia que Jesus nos deu foi fazer discípulos. Se essa é a prioridade, o que faremos?”, questionou.

Desafio 

Citando o Joshua Project, Tendero apresentou dados alarmantes:

  • 11% da população global são seguidores ativos de Cristo;
  • 21% são cristãos nominais;
  • 40% ouviram o Evangelho, mas não responderam;
  • 28% permanecem não alcançados.

“Em quase dois milênios desde a Grande Comissão, por que ainda há tanto por fazer? Precisamos de autorreflexão radical”, afirmou. Ele também destacou projeções demográficas: o Islã deve crescer 70% até 2050, contra 35% do Cristianismo, segundo estudos. “Essa disparidade exige ação imediata”, alertou.

Crítica 

Tendero vinculou a estagnação a problemas históricos: dependência excessiva em clérigos profissionais, fragmentação de ministérios e priorização de “impérios institucionais” em vez do Reino de Deus.

“No livro de Atos, o crescimento veio de crentes comuns dispersos pela perseguição, não de líderes centrais. Precisamos resgatar essa simplicidade”, argumentou.

Contexto Histórico

A Grande Comissão, registrada em Mateus 28:19, é considerada o mandamento central do Cristianismo para evangelização global.

Movimentos de discipulado massivo, como o da Igreja Primitiva (século I) e avivamentos do século XVIII, frequentemente associaram crescimento a práticas simples e descentralizadas.

O debate sobre reformas no discipulado segue aberto, com encontros programados para 2024 em fóruns ecumênicos na Ásia e África. Com informações do Christian Daily

Explorar 'meio-termo' entre esquerda e direita seria solução?

Nos últimos anos, o intenso debate político no Brasil tem ultrapassado as barreiras da política e alcançado as igrejas evangélicas, dividindo pastores e fiéis e colocando-os sob pressão para se posicionarem ideologicamente, tal como o teólogo Siqueira.

Em meio a essa polarização crescente, a fé cristã corre o risco de ser reduzida a uma simples bandeira de combate ideológico. É nesse contexto que o teólogo Gutierres Fernandes Siqueira lança o livro Igreja Polarizada, publicado pela Editora Mundo Cristão.

Nele, o autor explora as consequências dessa divisão e alerta para os perigos de transformar a espiritualidade cristã em um campo de batalha político.

A obra, que conta com o apoio de teólogos como o antropólogo Juliano Spyer e a teóloga Norma Braga, se propõe como um “chamado à reconciliação e à reflexão”.

Em um país marcado pela crescente polarização, Gutierres questiona: como a guerra cultural está ameaçando a essência da fé cristã? Com uma análise cuidadosa e fundamentada, ele investiga os impactos dessa mentalidade partidária, que tem afetado a comunhão entre os crentes e comprometido a unidade da igreja.

“O que vemos é que, de um lado, a direita se radicaliza cada vez mais, e do outro, a esquerda também se distancia do centro. E o que acontece com o centro? Simplesmente desaparece, sem qualquer cerimônia. Nesse cenário, qualquer tentativa de diálogo sobre as diferenças se torna um terreno minado, em que basta um passo em falso para gerar brigas acirradas. A falta de um meio-termo enfraquece os esforços de conectar pessoas com pensamentos divergentes“, escreve o autor (Igreja Polarizada, p. 9).

Alerta

Gutierres faz distinções importantes entre conservadorismo e reacionarismo, levantando questionamentos sobre até onde as Escrituras podem ser usadas para justificar posturas extremistas.

Além disso, ele analisa o crescente apelo de teorias conspiratórias entre certos segmentos do evangelicalismo, criticando tanto o radicalismo da direita quanto os desafios enfrentados pelos evangélicos progressistas ao tentar estabelecer um diálogo com o outro lado.

Esse debate se torna ainda mais relevante no contexto eleitoral do país, onde a influência do voto evangélico tem sido cada vez mais decisiva.

Conhecido por suas opiniões firmes, Gutierres Fernandes Siqueira desafia os cristãos a focarem na “verdadeira batalha espiritual”: a busca constante pela comunhão entre os crentes e a centralidade da mensagem do Evangelho.

Autor de Quem tem medo dos evangélicos?, Gutierres continua sua análise, desconstruindo discursos extremistas e convidando os leitores a cultivar uma espiritualidade baseada no equilíbrio e na fé verdadeira, longe das ideologias que ameaçam a unidade da igreja.

Conferência Enegrecer: evento divide evangélicos pela cor da pele

De 18 a 21 de junho de 2025, o Brasil será novamente sede da Conferência Enegrecer, um congresso internacional dedicado ao chamado “movimento negro evangélico”.

O evento ocorrerá na Igreja Batista da Água Branca, localizada na Rua Gustav Willi Borghoff, nº 480, no bairro da Barra Funda, em São Paulo (SP). As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas online.

De acordo com os organizadores, a conferência é promovida pelo Movimento Negro Evangélico do Brasil e reunirá igrejas de cinco países, além de representantes de 12 estados brasileiros.

Estarão presentes adeptos da teologia negra, líderes religiosos e ativistas negros das Américas e do continente africano. A programação inclui painéis, oficinas e mesas de debate sobre temas correlatos ao racismo, a partir da ótica de movimentos de esquerda.

Entre os principais temas, estão a resistência negra na tradição protestante e a necessidade de enfrentamento das desigualdades raciais a partir da fé cristã.

“Este encontro é fundamental para que a comunidade negra evangélica compreenda que a negritude também é um direito nosso. Falar contra o racismo e defender a justiça racial deve ser um compromisso radical do evangelho de Jesus e da sua igreja”, afirmou o coordenador nacional do Movimento Negro Evangélico, Jackson Augusto, de acordo com a revista Comunhão.

A edição deste ano contará com participações de destaque internacional. Entre os nomes confirmados estão:

  • Bronson Eliott e Tiffany Roberts, lideranças da Igreja Batista Ebenezer, congregação norte-americana historicamente ligada à atuação de Martin Luther King Jr.;

  • René August, reverenda sul-africana da Igreja Anglicana, com histórico de atuação junto ao arcebispo Desmond Tutu, figura central na luta contra o apartheid;

  • Maricel Mena Lopez, teóloga afro-colombiana reconhecida como a primeira mulher negra a obter doutorado em Teologia na América Latina.

Segundo os organizadores, a Conferência Enegrecer tem como propósito reforçar a construção de uma espiritualidade a partir de um viés ideológico, como a pauta da “justiça social” e combate ao racismo supostamente presente no meio evangélico.

“Mais do que um evento, a iniciativa busca fortalecer redes de colaboração e impulsionar a produção acadêmica e pastoral a partir de uma perspectiva negra e periférica”, destacam em nota.

A última edição do evento sediada no Brasil ocorreu há 20 anos. Desde então, a Conferência Enegrecer tem circulado por outros países das Américas. O retorno ao Brasil, segundo os organizadores, ocorre em “um momento estratégico”.


Conferência Enegrecer: Negritudes para a Igreja do Amanhã

📅 Data: 18 a 21 de junho de 2025

📍 Local: Igreja Batista da Água Branca – Rua Gustav Willi Borghoff, 480 – Barra Funda, São Paulo – SP

💰 Valor: Gratuito

‘Dia da mentira’: pastora posta luto, mas não esperava reação

A vereadora pastora Sandra Alves (União) usou as redes sociais de forma controversa no dia da mentira, 01 de abril, ao fazer um post com sua foto e o termo “luto”, convidando seus seguidores a verem informações nos Stories de sua conta no Instagram.

A iniciativa era direcionar seus seguidores para as publicações que ela faz sobre seu primeiro mandato como vereadora, mas houve uma repercussão muito negativa. A página Assembleianos de Valor compartilhou um vídeo em que um rapaz alega que muita gente acreditou que a pastora havia falecido.

“Ela tem um testemunho de superação muito lindo. Todo mundo sabe que ela esteve à beira da morte. […] Só que hoje é 01 de abril, e o que ela fez? Colocou a foto [com] ‘luto’. Muita gente preocupada, compartilhando aquilo. […] Ela usou isso como estratégia para que as pessoas olhassem o trabalho que ela está fazendo como vereadora”, contextualizou o rapaz sobre o caso.

“Veja se tem cabimento um papel desse? É uma falta de respeito para com o povo cristão, para os não cristãos que também seguem ela, e com os eleitores dela. Foi um vacilo, uma falta de respeito”, protestou.

Nos comentários da publicação da Assembleianos de Valor, Sandra Alves discordou das críticas feitas a ela: “Eu tenho medo de pessoas, pois a maldade é maior que o amor. Mas sigo tranquila porque não vivo de engajamento e nem de status […] Era só ler a legenda”, afirmou.

Apesar do posicionamento da pastora e vereadora, muitos usuários criticaram o excesso de sensacionalismo. Um dos seguidores da página resumiu a indignação com a frase “O diabo é o pai da mentira!”.

No ‘dia da mentira’, famosa pastora posta imagem de luto, mas não esperava reação
Foto: reprodução/Instagram

Ex-muçulmana não nega Jesus mesmo após ser expulsa de casa

Uma mulher somali de 30 anos foi expulsa de casa por seu marido e posteriormente rejeitada por seus pais após declarar sua fé em Cristo, segundo relatos de uma equipe cristã que a visitou em sua aldeia na região de Lower Juba.

Fatuma Hussein, moradora da vila de Tabta, teria aceitado o cristianismo após interações com uma equipe cristã local. A primeira visita da equipe ocorreu em 15 de março, por volta das 19h30, quando familiares de Fatuma estavam quebrando o jejum diário do Ramadã.

O marido, Ibrahim Suleiman, não estava presente. Durante a visita, segundo o líder da equipe, Fatuma relatou estar sendo atormentada pelos jinn — entidades invisíveis segundo a crença islâmica — e pediu oração.

Dois dias depois, em 17 de março, ela entrou em contato com a equipe afirmando ter sentido paz após as orações e os convidou para retornar. Durante essa segunda visita, segundo o mesmo líder, Fatuma ofereceu US$ 100 como forma de agradecimento, valor que foi recusado: “Dissemos a ela que a salvação era um presente gratuito de Deus por meio de Seu Filho, Issa (Jesus)”, afirmou o líder ao Morning Star News.

Na ocasião, Fatuma disse ter ouvido a voz de Deus: “Receba meu poder para que você possa orar pela cura de outros também”, conforme relatado pela equipe. Eles a orientaram sobre a fé cristã e oraram com ela para que recebesse Cristo como Salvador.

Reação do marido e da família

No dia 19 de março, Fatuma compartilhou sua conversão com o marido, que, segundo ela, reagiu com irritação e informou seus sogros. Seu pai, ao saber do ocorrido, pediu que Ibrahim a enviasse de volta à casa da família. Em 20 de março, ela foi devolvida aos pais sem seus três filhos — de 7, 5 e 3 anos —, segundo relato da própria Fatuma.

Mesmo diante da rejeição, Fatuma começou a compartilhar sua fé com a irmã. No dia 22 de março, o pai descobriu a conversa e, conforme relato da equipe cristã, passou a agredi-la fisicamente.

“Meu pai começou a me bater com paus e a ameaçar me matar e imediatamente me expulsou da família me expulsando com uma espada afiada”, disse Fatuma à equipe. Ela afirmou ainda que o pai incentivou seu marido a agredi-la ou até matá-la, caso ela voltasse a se aproximar.

Apelo por ajuda

Expulsa por ambas as famílias, Fatuma foi acolhida temporariamente por uma família cristã clandestina na região, conforme informou o líder da equipe cristã. No entanto, ele considera a solução provisória e não segura a longo prazo: “Ela está orando para que Deus a leve a um lugar seguro onde possa adorá-Lo livremente”, afirmou.

Em declaração à equipe, Fatuma disse: “Perdi meus filhos, mas a paz de Deus continuará confortando meu coração. Por favor, diga às famílias cristãs onde quer que estejam para continuarem orando por mim e me apoiarem com dinheiro para comprar comida para me sustentar onde quer que eu esteja, para que eu não me torne um fardo, e mais ainda para que Deus sustente e atenda todas as minhas necessidades físicas e espirituais. Estou sozinha, mas Issa está comigo”.

Contexto na Somália

A Constituição da Somália estabelece o islamismo como religião oficial do Estado e proíbe a propagação de qualquer outra fé, de acordo com o Departamento de Estado dos EUA. A legislação requer que todas as leis estejam em conformidade com os princípios da Sharia, sem exceções para não muçulmanos.

A apostasia — abandono do islamismo — pode ser punida com a pena de morte segundo escolas tradicionais de jurisprudência islâmica. O grupo extremista al Shabaab, aliado da al Qaeda, mantém presença ativa no país e adota essa interpretação rígida da lei islâmica.

Desde 2011, o al Shabaab tem sido responsabilizado por ataques contra civis, incluindo cristãos e estrangeiros, especialmente no norte do Quênia, em retaliação à intervenção de forças quenianas na Somália.

Segundo a organização Portas Abertas, a Somália ocupa o 2º lugar na Lista Mundial de Perseguição de 2025, que classifica os países com maior perseguição a cristãos no mundo, de acordo com o The Christian Post.

Político faz pedido ao STF visando a fé dos presos em 8 de janeiro

O deputado federal Sóstenes Cavalcanti (PL-RJ), líder do partido na Câmara dos Deputados, protocolou nesta terça-feira (1º) um pedido junto ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando autorização para que os réus envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 recebam assistência religiosa, incluindo visitas de autoridades religiosas.

A solicitação foi direcionada ao processo que trata da cabelereira Débora Rodrigues dos Santos, acusada de participar das manifestações e de pichar a frase “Perdeu, mané” na estátua da Justiça.

De acordo com o deputado Sóstenes, que tem uma relação próxima com o pastor Silas Malafaia, Débora e outros réus em prisão domiciliar têm direito a esse benefício, com base na Constituição e na Lei de Execução Penal (LEP).

O parlamentar destacou a importância da concessão desse direito para os réus, mencionando que ele se aplica a todos os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, desde que cumpram pena em prisão domiciliar.

“Diante do exposto, requeiro a concessão do direito à visita de autoridade religiosa à residência da Sra. Débora Rodrigues dos Santos e de todos os demais réus que estejam em prisão domiciliar por condenação por atos praticados em 8 de janeiro de 2023 por esta Suprema Corte”, afirmou o deputado.

Caso polêmico

Em 28 de março, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a transferência de Débora Rodrigues do presídio para prisão domiciliar. Ela deverá cumprir uma série de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, além da proibição de acessar redes sociais ou manter contato com outros investigados.

Caso descumpra essas medidas, ela será obrigada a retornar ao presídio. Débora estava em prisão preventiva há dois anos.

O julgamento de Débora, que decidirá se ela será definitivamente condenada, teve início no mês passado, mas foi interrompido após um pedido de vista do ministro Luiz Fux. Antes da suspensão, o relator do caso, Alexandre de Moraes, votou pela condenação de Débora a 14 anos de prisão em regime fechado.

A pena foi calculada com base em cinco crimes denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR), e ficou dentro da média das penas aplicadas a outros acusados de envolvimento nos atos de 8 de janeiro, cujas penas variam entre 14 e 17 anos.

O voto pela condenação de Moraes considera que os réus pelos atos de 8 de janeiro cometeram crimes multitudinários, ou seja, de autoria coletiva, e, portanto, são responsabilizados pelos cinco crimes. A soma das penas para determinar os 14 anos foi feita da seguinte forma:

  • Abolição Violenta do Estado Democrático de Direito: 4 anos e 6 meses

  • Tomada de Estado: 5 anos

  • Associação Criminosa Armada: 1 ano e 6 meses

  • Dano Qualificado: 1 ano e 6 meses

  • Deterioração do Patrimônio Tombado: 1 ano e 6 meses

A decisão final sobre a condenação de Débora deverá ser tomada assim que o julgamento for retomado. Com informações: Agência Brasil

Gabinete de Fé de Trump pretende alinhar os EUA a Deus

Em 2020, o Presidente Donald Trump lançou o Gabinete de Fé da Casa Branca, cumprindo uma promessa feita durante sua campanha eleitoral. Para liderar esse novo escritório, ele convidou duas figuras com quem tinha uma relação próxima: Paula White-Cain e Jenny Korn.

White-Cain, que assumiu o cargo de conselheira sênior, destacou a importância da missão que lhe foi confiada. “Fui abençoada há 40 anos no ministério, e senti que seria um erro, talvez até um pecado, não cumprir essa missão”, afirmou ela.

“O que queremos é fazer com que nossa nação se alinhe com os princípios que Deus estabeleceu. Sem Deus, somos um povo perdido.”

Korn, que atuou como diretora de fé, reforçou a missão do gabinete, explicando que o escritório tinha como objetivo garantir a proteção da liberdade religiosa nos Estados Unidos.

Ela observou que, embora muitos possam pensar que a liberdade religiosa ainda prevalece no país, existem diversas histórias de discriminação contra pessoas de fé. “Não podemos recusar essa oportunidade de lutar por nossa liberdade religiosa”, disse Korn.

Objetivo

O Gabinete de Fé foi instituído pelo presidente com a intenção de apoiar entidades religiosas e organizações comunitárias em sua missão de fortalecer as famílias americanas, promover o trabalho e a auto-suficiência, além de proteger a liberdade religiosa, fazendo com que isso alinhe o país aos princípios judaico-cristãos.

Também foi criada uma força-tarefa para lidar com preconceitos anticristãos e atos de discriminação, com ênfase no combate ao antissemitismo em ambientes universitários. A Procuradora-Geral Pam Bondi liderou essa força-tarefa, afirmando que o governo não toleraria ódio ou discriminação contra qualquer grupo.

O governo Trump também se posicionou contra manifestações antissemitas em campi universitários, como as que ocorreram na Universidade de Columbia e no Barnard College, e bloqueou 400 milhões de dólares em subsídios federais até que a administração da Columbia agisse contra tais protestos.

Korn comentou que a ação do presidente foi crucial para combater o medo e a discriminação sofrida pelos estudantes judeus.

Além de focar em questões internas, o Gabinete de Fé também se dedicou a combater a perseguição de cristãos em outros países. “Sabemos onde os cristãos estão sendo perseguidos”, afirmou White-Cain, destacando o compromisso do escritório em colaborar com outros governos para enfrentar essa realidade.

Ao longo de sua gestão, o presidente Trump promoveu reuniões frequentes com líderes religiosos e incentivou o diálogo entre diferentes tradições de fé.

White-Cain e Korn destacaram que o presidente sempre demonstrou disposição para orar com eles, algo que fortaleceu o vínculo entre o governo e as comunidades religiosas.

Ambas as líderes também sublinharam que o objetivo do gabinete era promover a união entre os americanos, independentemente de suas diferenças políticas ou religiosas.

“Queremos que todos se sintam bem-vindos e ouvidos”, afirmou Korn. Ela ressaltou ainda que, além de seu papel no gabinete, sua esperança para a América é que o país continue a ser guiado pelos princípios fundadores de fé.

Eles concordam que, embora o governo não deva ditar a religião, é fundamental reconhecer e valorizar a importância da fé na sociedade americana, como evidenciado no lema nacional: “Em Deus, confiamos.” Com: CBN News.

Leitura errada da Bíblia pode arruinar a sua fé antes que você note

A pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, divulgada em 2024 pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (IPEC), apontou que a Bíblia permanece como o livro mais lido e considerado o mais marcante entre os leitores brasileiros.

De acordo com o levantamento, 38% dos entrevistados indicaram a Bíblia como seu livro preferido, mantendo-a na liderança nacional de preferência. A edição anterior da pesquisa, realizada em 2019, havia registrado índice semelhante, com 35% das menções. Naquele ano, a Bíblia foi seguida por contos, livros religiosos e romances, todos com 22% de preferência entre os leitores.

Apesar da continuidade do destaque dado à Bíblia, a pesquisa também revelou uma tendência de queda nos hábitos de leitura em geral. Segundo os dados, 53% da população brasileira declarou não se considerar leitora. A retração foi observada de forma uniforme entre faixas etárias, classes sociais e níveis de escolaridade.

Declínio entre cristãos, alerta teólogo

Em paralelo ao cenário nacional, dados relacionados à leitura bíblica entre cristãos também indicam um cenário de diminuição do engajamento. Segundo o teólogo Jason Smedley, apenas 11% dos frequentadores de igrejas nos Estados Unidos afirmam ter lido a Bíblia por completo.

Para o especialista, essa redução tem impacto direto na compreensão da fé cristã: “A maioria das pessoas que são alimentadas com uma dieta constante de pregação moderna acabará tendo uma visão negativa do que a Bíblia realmente diz sobre Deus”, afirmou Smedley.

O teólogo destaca ainda que a superficialidade no estudo das Escrituras pode tornar os cristãos mais suscetíveis a distorções doutrinárias.

Ele alerta: “O conhecimento bíblico não é mais prioridade para muitos cristãos. Isso enfraquece a fé e abre espaço para interpretações equivocadas do texto sagrado”.

Manipulação e descompromisso com o texto

Smedley traça um paralelo entre o cenário atual e o relato bíblico da queda do homem, registrado no livro de Gênesis. Segundo ele, a manipulação da Palavra de Deus “é um problema recorrente na história da humanidade”.

“Ao citar erroneamente o que Deus disse intencionalmente, [satanás] enganou Eva para esclarecer o comando para que ela se envolvesse na conversa, dando a ele uma chance de manipulá-la para comer da árvore”, explicou o teólogo, em referência ao episódio no Jardim do Éden.

O mesmo padrão, afirma, pode ser observado em mensagens religiosas contemporâneas que apresentam um Deus unilateral — ora apenas como provedor de bênçãos, ora como juiz punitivo. “O Deus das Escrituras, porém, é ao mesmo tempo amoroso e justo, e não pode ser moldado para atender interesses humanos”, afirmou.

Consequências para a fé

Na avaliação de Smedley, a falta de aprofundamento no estudo bíblico compromete a identidade cristã e contribui para uma fragilidade tanto teológica quanto emocional. Ele observa que, sem raízes firmes nas Escrituras, muitos fiéis tendem a adaptar suas crenças ao gosto da audiência.

O teólogo faz referência à exortação do apóstolo Paulo, registrada em 2 Timóteo 4:3-4, como um alerta atemporal:

“Porque virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas”.

Retorno à Bíblia é o caminho

Para reverter esse cenário, Smedley defende uma postura de reverência e compromisso com o texto bíblico: “Precisamos abordar o texto com consciência de sua sacralidade e ter um santo temor de ofender a Deus com nossas homilias desleixadas e análises imprecisas”, afirmou.

Segundo ele, a integridade da mensagem cristã depende da fidelidade às Escrituras: “Pregar não é um ato de criatividade livre, mas um compromisso com a verdade divina”, declarou.

Smedley conclui que a alfabetização bíblica não se resume a um aspecto teológico, mas representa uma questão fundamental para a sobrevivência espiritual da Igreja: “Conhecer profundamente a Palavra de Deus não é opcional — é essencial”, resumiu, segundo a revista Comunhão.

Criança de até 4 anos é expulsa de creche por suposta 'homofobia'

Uma criança entre 3 e 4 anos foi suspensa de uma creche no Reino Unido durante o ano acadêmico de 2022-23, sob a acusação de “abuso contra orientação sexual e identidade de gênero”, a suposta “homofobia“, conforme dados divulgados pelo Departamento de Educação (DfE).

O caso integra um total de 94 alunos de escolas primárias estaduais suspensos ou excluídos permanentemente no mesmo período por suposta “homofobia”, incluindo 10 crianças do 1º e 2º anos (idade máxima de 7 anos).

Os dados, coletados desde 2020-21, revelam que suspensões e expulsões por comportamento homofóbico ou transfóbico subiram de 164 em 2021-22 para 178 em 2022-23. Essex liderou as estatísticas com 16 casos, seguido por Birmingham (15), Bradford (11) e Norfolk (8).

O aumento ocorre em meio a um crescimento geral de indisciplina nas escolas inglesas pós-pandemia: 787.221 alunos foram suspensos em 2022-23, mais que o dobro de 2016-17. No ensino fundamental, as suspensões aumentaram 31% (84.339 casos), enquanto as expulsões permanentes subiram 21% (9.377).

Reações críticas

Helen Joyce, diretora da organização Sex Matters, classificou o caso da criança em idade pré-escolar como “extremo” e alertou para a imposição de “ideias adultas” sobre alunos pequenos.

“Este não é um caso isolado. Treze crianças de quatro e cinco anos foram suspensas ou excluídas pelo mesmo motivo. É imperdoável interromper traumáticamente a educação infantil para priorizar demandas de ativistas”, afirmou, segundo o The Telegraph.

Lord Young, diretor da União, questionou as políticas escolares: “Se uma ideologia é tão rígida que justifica punir crianças pequenas, é um argumento poderoso para descartá-la em favor de algo menos autoritário”.

Resposta do Departamento

Um porta-voz do DfE afirmou: “Todos devem se sentir seguros na escola. A Secretária de Educação exige que líderes escolares priorizem bom comportamento”. O órgão citou iniciativas como clubes de café da manhã gratuitos, suporte à saúde mental e programas de melhoria de frequência.

Dados preliminares do outono de 2023 indicam que suspensões no ensino fundamental subiram 41%, e expulsões permanentes, 35,2%. “A tendência não está diminuindo”, destacou o The Telegraph, que relatou aumento de casos de crianças de até 5 anos acusadas de “atacar” colegas e professores.