‘Audrey's Children’: história inspiradora de médica cristã vira filme

A história da Dra. Audrey Evans, uma oncologista pediátrica pioneira que dedicou sua vida à cura do câncer infantil, é retratada no filme Audrey’s Children, estrelado por Natalie Dormer, conhecida por seu papel em Game of Thrones.

O filme destaca a trajetória da médica cristã cuja visão e trabalho salvaram gerações de crianças e levaram à criação da rede global Ronald McDonald House Charities.

Em entrevista ao The Christian Post, Natalie, 43 anos, expressou surpresa ao descobrir a história de Audrey: “Quando li o roteiro, simplesmente não conseguia acreditar que nunca tinha ouvido o nome dela antes. E depois de ler a história, não conseguia acreditar que ela não era um nome conhecido. Então pensei que qualquer filme que me oferecesse a oportunidade de interpretar um ser humano tão pioneiro e incrível… eu teria que dizer sim”.

Dirigido por Ami Canaan Mann, Audrey’s Children se passa na Filadélfia de 1969, período em que as mulheres eram uma minoria no campo da medicina, e a taxa de sobrevivência ao câncer pediátrico era inferior a 10%.

Nascida na Inglaterra em 1925, Audrey enfrentou desafios significativos, inclusive a resistência para que mulheres ingressassem na medicina, mas superou essas barreiras ao se tornar bolsista Fulbright e migrar para os Estados Unidos.

Ela chegou ao Hospital Infantil da Filadélfia (CHOP), onde desenvolveu novos métodos de diagnóstico e tratamento para o neuroblastoma, um câncer pediátrico fatal. Evans também foi chefe de oncologia no CHOP e cofundadora do Instituto Ronald McDonald, que hoje está presente em mais de 60 países.

Até sua morte em 2022, Audrey impactou milhões de vidas com seu trabalho. No filme, a atriz busca levar esse legado adiante, refletindo sobre o poder da ação individual. “Com tudo o que está acontecendo no mundo no momento… isso só mostra o quanto há em comum entre os anos 1960 e agora”, afirmou a atriz.

O filme retrata Audrey Evans como uma mulher destemida, que enfrentou colegas e burocratas com autoridade e sempre se manteve fiel à sua fé e ao amor por seus pacientes.

Natalie destacou a determinação de Audrey desde sua infância no Reino Unido, onde a medicina parecia um campo inalcançável para mulheres: “Ela queria ser médica desde que era uma garotinha no Reino Unido. Nos anos 50, não haveria chance disso. Então ela se mudou para a América”, comentou a atriz.

Audrey não só alcançou seu objetivo, mas também revolucionou o tratamento do neuroblastoma, criando o “sistema de estadiamento de Evans”, um método inovador para determinar a gravidade da doença.

Além disso, seu trabalho levou à criação de protocolos de quimioterapia que diminuíram as taxas de mortalidade. A fundação da primeira Casa Ronald McDonald  também foi uma conquista importante, oferecendo hospedagem gratuita para famílias de crianças doentes.

Natalie elogiou o impacto que Audrey teve, especialmente considerando que ela foi uma das principais responsáveis por mudanças significativas na medicina pediátrica: “Fiquei um pouco impressionada, para ser honesta com você”.

A roteirista e produtora Julia Fisher Farbman, amiga da família de Audrey, foi fundamental para dar ao filme uma abordagem pessoal e íntima. Farbman contribuiu para integrar o elenco à comunidade médica da Filadélfia, com a colaboração do CHOP, que permitiu que o filme fosse imerso na realidade histórica da instituição.

Embora Audrey tenha falecido antes do fim da produção, Natalie teve a oportunidade de conhecê-la pessoalmente e descreveu o encontro como uma conexão profunda com a história que estava prestes a interpretar: “Consegui sentar-me com Audrey e segurar sua mão antes que ela morresse”.

No filme, Natalie Dormer representa Audrey com uma combinação de empatia e determinação, mostrando sua capacidade de lutar contra a burocracia e a discriminação para conseguir os recursos necessários para salvar vidas.

A história de Audrey’s Children é, essencialmente, sobre resistência: a superação das dificuldades para garantir tratamentos que salvam vidas e a luta para proporcionar apoio às famílias em dificuldades financeiras.

O filme culmina com a luta de Audrey para garantir financiamento, inicialmente com a ajuda do time de futebol Philadelphia Eagles, e depois com o McDonald’s, para construir o primeiro Instituto Ronald McDonald.

Natalie também destacou a importância da mensagem da médica cristã: “Audrey esperava que o câncer fosse vencido, como ela disse, antes de deixar este mundo mortal. E isso não aconteceu… O trabalho continua.”

A atriz espera que o público, além de admirar Audrey, se sinta desafiado a fazer a diferença em sua própria esfera de atuação: “Você não pode consertar tudo… mas pode descobrir o que pode alcançar, o que é factível, dentro da sua alçada.”

Audrey’s Children será lançado nos cinemas dos Estados Unidos nesta sexta-feira. No Brasil, ainda não há data confirmada.

‘Adolescência’, da Netflix, pode ajudar pais a entenderem filhos

A série Adolescência, da Netflix, baseada em casos de violência no Reino Unido, apresenta um cenário que pode ser aproveitado por pais para entenderem o contexto de seus filhos numa fase desafiadora da vida.

A jornalista e escritora cristã Adriana Bernardo publicou artigo sobre a série e avaliou que a produção da Netflix “expõe antigas dores relacionadas à busca por identidade e pertencimento” que se agudizam na adolescência.

“Nessa fase da vida, essas questões se manifestam de forma avassaladora, gerando comportamentos que podem parecer irreconhecíveis em pessoas que acreditamos conhecer bem, como nossos filhos e os jovens com quem convivemos de perto”, contextualizou Adriana.

No enredo da série, a família do menino acusado de assassinato tem dificuldade de saber o que aconteceu. A escritora pontua que Adolescência acerta ao mostrar como “a exposição online é uma porta para estimular comportamentos que reforçam preconceitos e promovem visões distorcidas sobre papéis de gênero e relações interpessoais”.

“Desde a infância, conteúdos tóxicos ou influências de comunidades online podem moldar crenças e atitudes, criando um terreno fértil para que ideias misóginas ou exclusões sociais ganhem espaço na formação de jovens em desenvolvimento”, acrescenta Adriana.

Segundo ela, o alerta que a série oferece é que o contato com diferentes conteúdos precisa ser acompanhado pela família: “Essas experiências digitais, quando não mediadas, podem fomentar a normalização de comportamentos prejudiciais, perpetuando ciclos de exclusão e hostilidade”.

“Frequentemente associadas a fóruns e comunidades online, essas subculturas são caracterizadas por uma ideologia de ressentimento, especialmente direcionada às mulheres e à sociedade”, pontua.

A escritora destaca que homens com dificuldade para se relacionar com mulheres, tratados como “incels” acreditam que sua adversidade particular é “uma condição imposta, o que resulta em sentimentos profundos de frustração, raiva e até hostilidade, como apresentados pelo protagonista de Adolescência”.

“Nesse sentido, a trama britânica, que aborda as questões da identidade, da sexualidade e da busca por aceitação, é uma boa oportunidade para os pais observarem seus filhos e discutirem de forma aberta comportamentos e desafios emocionais”, conclui Adriana Bernardo em seu artigo para o Guia-me.

Mulheres deixam a prostituição após serem evangelizadas

Manila, Filipinas – Duas irmãs, anteriormente envolvidas na prostituição, relataram uma transformação em suas vidas após serem evangelizadas por missionários cristãos.

O caso ilustra um cenário comum no país, onde mulheres e crianças de áreas rurais são frequentemente aliciadas por redes de exploração sexual e submetidas a trabalho forçado em centros urbanos.

Identificadas como Angela* e Isa* para preservar suas identidades, as irmãs atuavam como profissionais do sexo na capital filipina após abandonarem os estudos para sustentar seus filhos. Após anos nessa condição, elas buscavam uma mudança quando, durante uma viagem em família, foram abordadas por um grupo de missionários.

Encontro que mudou 

Os missionários, vinculados a uma organização parceira da Christian Aid Mission, distribuíam Bíblias e compartilhavam o Evangelho na região. “Elas receberam a Palavra e entenderam que a salvação em Jesus Cristo traz transformação”, declarou um líder do ministério.

Após aceitarem a fé cristã, Angela e Isa decidiram deixar a prostituição e foram integradas a um programa de reinserção social. O projeto oferece capacitação em costura para geração de renda e apoio educacional a dependentes. “Antes, elas não tinham tempo para os filhos. Agora, suas famílias têm um futuro com esperança”, afirmou o líder.

Contexto da exploração

Apesar da prostituição ser ilegal no país, estimativas da Christian Aid Mission indicam que cerca de 800 mil pessoas exercem a atividade nas Filipinas – o quarto maior mercado global, atrás de China (5 milhões), Índia (3 milhões) e EUA (1 milhão). A pobreza e o tráfico de pessoas são apontados como fatores centrais para o problema.

O ministério envolvido no caso das irmãs atua no combate à exploração por meio de ações sociais e evangelísticas. “É um trabalho que exige discipulado contínuo e alternativas econômicas”, explicou o representante.

*Nomes alterados para proteção das fontes.

Jovem muçulmana acaba se convertendo ao colocar Bíblia à prova

Uma jovem muçulmana seguidora do islamismo tomou a decisão de se converter ao cristianismo após orar em busca de respostas sobre a veracidade da Bíblia, em um contexto de fé e busca por verdade na Ásia Central.

Durante uma missão na região, a missionária Olivia Tucker, do International Mission Board (IMB), estabeleceu uma amizade com uma jovem chamada Little S*. Ao desenvolver um trabalho evangelístico local, Olivia visitava a jovem regularmente, com o intuito de construir uma relação de confiança para compartilhar o Evangelho.

Em uma de suas visitas, Olivia foi surpreendida pelas várias perguntas de Little S sobre sua fé: “Quando você ora? Como você ora? Pelo que você ora? Quando você jejua? Como você jejua? Por que você jejua? O que você lê? Quando você lê?”.

A missionária, que não dominava perfeitamente o idioma local, se esforçou para responder da melhor forma possível às questões, destacando que, na visão dela, a jovem estava imersa em “escuridão espiritual”, embora tivesse sonhos frequentes com Jesus.

Olivia, após mudar-se para a Ásia Central, uniu-se a outros membros da equipe missionária, que trabalhavam em uma fazenda próxima à aldeia de Little S. Isso permitiu que ela aprofundasse a conexão com a jovem, apesar das dificuldades iniciais na comunicação.

Conforme o tempo passava, Little S demonstrava cada vez mais interesse em aprender sobre o cristianismo, buscando conhecer mais sobre Jesus e o Evangelho.

Contudo, com o passar do tempo, as visitas entre Olivia e Little S tornaram-se mais espaçadas. A jovem, que havia rejeitado a religião de sua comunidade, começou a duvidar da divindade de Jesus. Certo dia, Olivia percebeu que Little S estava praticando rituais muçulmanos, o que gerou em sua mente uma confusão entre o desejo de seguir Jesus e as tradições de sua fé anterior.

Foi então que Olivia começou a orar e jejuar por ela. Durante esse período, Little S conheceu Diana, uma outra jovem de uma família muçulmana, com quem formou uma amizade. Juntas, as duas se reuniam secretamente no telhado da casa de Little S para ler a Bíblia, em um ambiente de fé e busca por respostas. Elas então decidiram colocar à prova o Alcorão e a Bíblia, pedindo a Deus para mostrar qual dos dois livros estava correto.

“Eu acredito que Jesus é o Senhor. Jesus é o Filho de Deus”, declarou Diana, revelando a decisão de ambas de seguir Jesus. Mais tarde, Little S compartilhou com Olivia sobre os encontros secretos que teve com Diana e como Deus havia respondido às suas orações. As duas jovens não apenas aceitaram Jesus, mas também expressaram o desejo de serem batizadas.

Olivia, emocionada com a decisão das meninas, refletiu sobre o impacto de sua missão: “Eu vi a suficiência da Palavra de Deus! Ela é poderosa, viva e ativa. Mesmo quando minha dificuldade com o idioma não me permitia compartilhar todas as profundezas das verdades bíblicas, Little S as entendeu através do Espírito Santo.”

Little S, por sua vez, expressou sua gratidão: “Olivia, estou tão feliz que você veio aqui. Você me encorajou e então eu pude encorajar Diana. E agora Diana vai encorajar outra pessoa.”

Olivia, ao concluir seu relato, afirmou: “Eu pude testemunhar a fidelidade do Pai. Mesmo que tudo o que eu tenha feito tenha sido encorajar Little S, valeu a pena. Valeu a pena vir aqui, valeu a pena passar um tempo aqui.”

*Alguns nomes foram alterados por questões de segurança.

Medidas de Trump podem criar efeito de perseguição a cristãos

O presidente da Comissão Bipartidária dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF), Stephen Schneck, alertou que algumas políticas do governo Trump, como a suspensão do reassentamento de refugiados, podem afetar negativamente a liberdade religiosa em outras nações.

Durante o lançamento do relatório anual de 2025 da comissão, Schneck enfatizou que mudanças de política, como o cancelamento de programas financiados pelo Congresso e a suspensão de programas de reassentamento de refugiados, podem gerar retaliação e prejudicar vítimas de perseguição religiosa em países adversários.

O evento, realizado no Capitólio dos EUA, contou com a presença de defensores dos direitos humanos e um grupo bipartidário de legisladores, incluindo dois senadores e oito membros da Câmara dos Representantes.

A USCIRF, um órgão independente, monitora a liberdade religiosa no exterior e fornece recomendações para o governo dos EUA sobre medidas a serem tomadas em resposta a violações dos direitos religiosos.

Schneck, que também é professor aposentado da Universidade Católica da América, destacou que a Lei de Liberdade Religiosa Internacional (IRFA) de 1998 exige uma abordagem holística para a promoção da liberdade religiosa, incluindo assistência externa, diplomacia bilateral e multilateral, e intercâmbio cultural.

Ele fez um apelo ao governo Trump para manter, ou até aumentar, o compromisso com a liberdade religiosa internacional demonstrado durante seu primeiro mandato.

Em seu relatório, a USCIRF pediu que os EUA continuassem a reassentar refugiados que fogem de perseguições religiosas, especialmente aqueles provenientes de países onde as formas mais graves de perseguição são comuns, de acordo com informações do portal The Christian Post.

No entanto, o governo Trump suspendeu o Programa de Admissão de Refugiados, citando preocupações sobre a capacidade de absorver grandes números de migrantes, o que foi formalizado em uma ordem executiva emitida no início de seu segundo mandato.

O deputado Jim McGovern, que atua como copresidente da Comissão de Direitos Humanos Tom Lantos, criticou a suspensão de bolsas para a Radio Free Asia (RFA) e a Radio Free Europe/Radio Liberty (RFE/RL), considerando-a prejudicial para o monitoramento da liberdade religiosa em países como China, Vietnã e Coreia do Norte. O governo Trump, no entanto, restaurou o financiamento para essas organizações após processos judiciais.

A USCIRF também manteve várias recomendações do relatório de 2024, incluindo a designação de 16 países como “países de particular preocupação”, devido a violações contínuas da liberdade religiosa. Entre esses países estão Nigéria, Afeganistão, China e Irã, além do Azerbaijão, que foi colocado em uma lista de monitoramento especial.

A comissão sugeriu que o governo Trump impusesse sanções específicas contra autoridades de países envolvidos em violação de direitos religiosos, como o congelamento de ativos ou restrições à entrada nos EUA. A lista do CPC (Países de Particular Preocupação) é monitorada de perto, embora não implique punições imediatas.

Pela 'cultura religiosa', pastor faz doação para Igreja Católica

Na manhã de quarta-feira, 26 de março, o Pastor Raul Cavalcante, presidente das Assembleias de Deus em Imperatriz, acompanhado de outros pastores do ministério, visitou as obras de revitalização da Catedral de Fátima.

Durante a visita, os líderes assembleianos foram recepcionados pelo Bispo Dom Vilsom Basso e pelo pároco da Catedral, Pe. Eliezer Paiva, que detalharam o andamento das obras.

Em um gesto de apoio, o Pastor Raul Cavalcante realizou a doação de material de construção para a continuidade das reformas na Catedral.

“O município de Imperatriz, desde seus primórdios, sempre teve uma forte presença religiosa. Com o passar do tempo, temos colaborado juntos, com respeito, para construir essa cultura religiosa que é marcante na cidade e em toda a região”, afirmou o Pastor Raul Cavalcante.

“Espírito de unidade”

Dom Vilsom Basso, por sua vez, expressou sua gratidão pelo gesto: “Este ato do Pastor Raul e dos demais pastores reflete o espírito de unidade, amizade e fraternidade. Somos todos irmãos e irmãs! A doação de nossos irmãos é um gesto significativo. Nosso desejo é viver em irmandade e paz, pregando a palavra de Deus e anunciando seu reino com harmonia, sempre fazendo o bem.”

Ao final do encontro, os pastores subiram até a plataforma de visitação da Catedral, onde realizaram uma oração pela continuidade das obras. Dom Vilsom também fez uma oração pelos pastores presentes, simbolizando o compromisso com a unidade entre as diferentes denominações religiosas.

Nas redes sociais, a notícia sobre a iniciativa dos pastores dividiu opiniões, com algumas pessoas criticando o incentivo para a construção de uma estrutura que não atende a tradição evangélica, enquanto outros elogiaram, argumentando que o apoio se deu em face da cultura religiosa cristã, sendo o catolicismo parte da sua história. Confira:

Papua-Nova Guiné muda Constituição e se torna um país cristão

O Parlamento de Papua-Nova Guiné aprovou uma emenda constitucional que reconhece formalmente a nação como um país cristão. A decisão foi tomada na terça-feira, 12 de março, com uma maioria significativa de 80 votos a favor e apenas quatro contra.

A mudança vinha sendo discutida há anos, e agora a emenda acrescenta uma declaração ao preâmbulo da Constituição: “[Nós] reconhecemos e declaramos Deus, o Pai; Jesus Cristo, o Filho; e o Espírito Santo, como nosso Criador e Sustentador de todo o universo e a fonte de nossos poderes e autoridades, delegados ao povo e a todas as pessoas dentro da jurisdição geográfica de Papua-Nova Guiné”.

A partir de agora, o cristianismo também será refletido no Quinto Objetivo da Constituição, e a Bíblia será reconhecida como um símbolo nacional.

O primeiro-ministro James Marape, um dos principais defensores da emenda, expressou satisfação com o resultado. “Estou feliz”, afirmou. “Esta emenda constitucional finalmente reconhece nosso país como um país cristão. Isso reflete, na forma mais elevada, o papel que as igrejas cristãs desempenharam em nosso desenvolvimento como país.”

A emenda segue o processo de consultas amplas conduzidas pela Comissão de Reforma do Direito Constitucional de Papua-Nova Guiné, realizadas em 2022. Durante as discussões, comunidades, igrejas e grupos da sociedade civil em todo o país manifestaram apoio significativo à mudança.

Marape destacou as contribuições históricas e contínuas das igrejas cristãs para a unidade e o desenvolvimento de Papua-Nova Guiné: “Com tanta diversidade, idiomas, culturas associadas e afiliações tribais, ninguém pode contestar o fato de que as igrejas cristãs ancoraram a unidade e a união do nosso país”, disse.

O primeiro-ministro também ressaltou o papel crucial das igrejas na prestação de serviços em áreas onde a presença do governo é limitada, de acordo com informações da RNZ.

O primeiro-ministro ainda fez questão de esclarecer que a emenda não infringe os direitos de indivíduos que praticam outras religiões, uma vez que a Seção 45 da Constituição de Papua-Nova Guiné, que protege a liberdade de consciência, pensamento e religião, permanece inalterada.

Por outro lado, o padre Giorgio Licini, da Caritas PNG, expressou sua opinião contrária à mudança constitucional: “Criar, hoje em dia, no século XXI, um estado confessional cristão parece um pouco anacrônico”, afirmou Licini.

“Essa manobra pode dar a impressão ou a ilusão de que as coisas vão melhorar para o país, que a maneira de se comportar, a situação econômica, a cultura podem se tornar mais sólidas. Mas isso é uma ilusão”, concluiu.

Xuxa exibe brinco com 666 em anúncio de álbum para crianças

A apresentadora Xuxa anunciou o lançamento de um novo projeto voltado para crianças em uma participação no programa Mais Você, da TV Globo, e ostentou um par de brincos que sugeria o número 666.

Na última quinta-feira, 27 de março, a apresentadora Xuxa Meneghel participou do programa de Ana Maria Braga, ostentando um brinco dourado com formato parecido com o número 6 em uma escrita cursiva, com três hastes se unindo nas pontas.

Logo, a audiência do programa comentou a semelhança do assessoria com o número 666, que é associado a um símbolo demoníaco e presente no texto de Apocalipse. Nas redes sociais, a repercussão foi extensa, com pessoas afirmando que “o pacto está renovado”, ecoando uma especulação antiga que Xuxa seria uma pessoa em aliança com satanás.

A apresentadora, que já foi conhecida como “rainha dos baixinhos”, foi ao programa para anunciar seu novo álbum musical infantil, que foi intitulado “Xuxa Só Para Baixinhos 14”, conforme informado pelo Pleno News.

O histórico de atrito de Xuxa com o universo evangélico é extenso, por sua rejeição a certos aspectos da mensagem bíblica. Em 2023, a apresentadora veio a público sugerir a criação de “um Novo Testamento”.

Já no ano seguinte, a ex-paquita Andréa Sorvetão causou polêmica ao fazer revelações sobre o seu envolvimento emocional com Xuxa, e que a ruptura entre elas foi incentivada e acompanhada pela cantora Fernanda Brum:

“Ela disse que eu tinha que ter essa consciência de adorar e idolatrar somente a Deus, mas eu sempre olhei a Xuxa como uma pessoa normal e respeitei hierarquia. Então, eu fui entendendo que já tinha um mover do Espírito Santo na minha vida para eu separar isso na minha vida”, declarou.

Sudão do Sul: Evangelho avança em meio clima de guerra civil

No Sudão do Sul, em meio a conflitos armados e a uma possível guerra civil, o trabalho evangelístico segue em curso. O país enfrenta um momento de grande tensão e incerteza, especialmente após a recente prisão do vice-presidente Riek Machar.

A situação se agrava com o aumento de crimes violentos, como sequestros, tiroteios e emboscadas, além de ataques direcionados a estrangeiros. A Organização das Nações Unidas (ONU) manifestou sua preocupação com a situação e alertou para a possibilidade de um conflito generalizado.

Apesar da violência e da insegurança, relatos de conversões entre muçulmanos, muitas vezes resultantes de sonhos e visões de Jesus durante o Ramadã, destacam o impacto espiritual no país. “Ore para que o Senhor use traduções da Bíblia em línguas minoritárias para apresentar Jesus às pessoas”, pediu a agência missionária UnfoldingWord.

Mesmo diante do cenário crítico, a missão evangelística mantém seus esforços. A instituição está treinando cristãos locais para traduzir a Bíblia para diferentes línguas do país, como parte de um trabalho de evangelização e plantação de igrejas.

A UnfoldingWord também enfrenta desafios práticos, como a crescente insegurança, mas continua a mobilizar recursos e utilizar tecnologia para otimizar o processo de tradução das Escrituras. A oração pela segurança e pelo sucesso desse trabalho é um apelo constante, à medida que as tensões políticas e militares no Sudão do Sul colocam em risco o futuro do país e de sua população.

A crise política e social no Sudão do Sul remonta à guerra civil entre 2013 e 2018, que causou a morte de cerca de 400 mil pessoas. Embora o acordo de paz de 2018 tenha sido visto como um sinal de esperança para a estabilidade, sua possível ruptura pode precipitar novos conflitos, afetando não apenas o país, mas toda a região.

O futuro do Sudão do Sul permanece incerto, mas o trabalho evangelístico e a tradução das Escrituras continuam a ser uma fonte de esperança para muitos no país, conforme informado pelo Mission Network News.

Quadrangular lamenta morte do pastor Antônio Genaro de Oliveira

O pastor Antônio Genaro, ex-presidente estadual da Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ) em Minas Gerais e ex-deputado estadual, faleceu na última quinta-feira, aos 81 anos. A informação foi confirmada pela própria denominação pentecostal, que divulgou nota oficial lamentando a partida.

Nascido em Guaimbê, no interior de São Paulo, Antônio Genaro desenvolveu a maior parte de sua trajetória religiosa e política em Minas Gerais. Durante mais de duas décadas, esteve à frente da liderança da IEQ no estado, período em que fundou diversas igrejas e exerceu a presidência do Conselho Estadual da Quadrangular.

Em nota publicada nas redes sociais, a Igreja do Evangelho Quadrangular declarou: “Como pastor, foi um verdadeiro pastor de ovelhas — presente, sensível à voz de Deus e sempre disposto a servir. Sua liderança foi marcada pela integridade, humildade e compromisso com os princípios da Palavra”.

O pastor Leandro Genaro, filho de Antônio Genaro, atual presidente estadual da igreja e deputado estadual pelo PSD, também se manifestou publicamente sobre a morte do pai. “Meu pai partiu nessa manhã para os braços do Senhor. Lutou até o fim como um bravo guerreiro que sempre foi. Agradeço a Deus pelo convívio e legado deixado por ele. Descanse em paz, meu herói!”, escreveu, segundo informações do Poder360.

Na política, Antônio Genaro teve uma longa atuação parlamentar. Foi eleito deputado estadual por sete mandatos consecutivos, iniciando sua trajetória na Assembleia Legislativa de Minas Gerais em 1987.

No período, presidiu a Comissão de Meio Ambiente (1987-1988) e foi vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor (1989-1990). Recebeu homenagens como a Medalha da Inconfidência e a Medalha do Mérito Legislativo. Antes disso, exerceu mandato como vereador na capital mineira, Belo Horizonte.

O local e horário do sepultamento não foram divulgados até o momento.