‘Branca de Neve’: pastor diz que filme abandonou mensagem cristã

O pastor da megaigreja Harvest Christian Fellowship, Greg Laurie, comentou o desprezo do público pelo filme Branca de Neve, sugerindo que a estreia abaixo das expectativas está relacionada a mudanças feitas na história original.

O novo filme Branca de Neve é um remake live-action, lançado pela Disney. Nas bilheterias, a arrecadação foi abaixo das expectativas da empresa, arrecadando apenas US$ 43 milhões em comparação com o custo de produção de US$ 209 milhões.

Em um vídeo postado recentemente, Laurie explicou que a versão clássica de Branca de Neve, publicada pelos Irmãos Grimm em 1812 e adaptada pela Disney em 1937, era uma “fábula moral” rica em paralelos bíblicos.

O pastor observou que a trama gira em torno do conflito entre o bem e o mal, com a figura da Rainha Má representando o mal, sendo obcecada por sua própria vaidade e disposta a matar Branca de Neve para manter sua posição como a mais bela do reino.

Laurie traçou um paralelo com a história bíblica de Lúcifer, um anjo que desejava tomar o lugar de Deus. Além disso, o pastor criticou mudanças significativas no remake, como a remoção da música Some Day My Prince Will Come (“algum dia meu príncipe virá”, em tradução do inglês). A canção integrava a mensagem central no filme original.

No novo filme, a personagem Branca de Neve, interpretada por Rachel Zegler, passa a cantar uma nova canção, Waiting on a Wish, que, segundo Laurie, transmite uma mensagem de “empoderamento feminino e autossuficiência”.

Ele apontou que, ao fazer essas alterações, a Disney teria perdido o “sentido” da história original, que, segundo ele, tem uma perspectiva cristã, onde Branca de Neve é “ressuscitada de seu sono mortal” e salva por um príncipe, refletindo uma visão de resgate e redenção.

A crítica de Laurie também se estendeu a declarações feitas por Zegler, que havia descrito a versão animada de Branca de Neve como “antiquada” e explicou que, no remake, sua personagem não seria salva por um príncipe, mas sim por sua própria autonomia, aspirando a se tornar a líder que seu falecido pai acreditava que ela poderia ser.

Embora a crítica tenha sido focada na mudança de tom e na nova abordagem do empoderamento feminino, a figura do pai de Branca de Neve, o Bom Rei, ainda pode ser interpretada como uma alegoria de Jesus, segundo Laurie.

O “beijo verdadeiro” que desperta Branca de Neve de seu sono profundo poderia ser visto como um símbolo de sua conexão com o pai e de sua missão de confrontar o mal representado pela Rainha Má.

Segundo informações da emissora CBN News, Laurie concluiu que o investimento de centenas de milhões da Disney na nova versão de Branca de Neve e as mudanças feitas na narrativa indicam uma tentativa de adaptação para o público contemporâneo, mas ele sugeriu que o tempo dirá como essa reinterpretação será recebida.

Mianmar: ditadura incendeia catedral em meio a ataques a cristãos

No último domingo, a Catedral de São Patrício, localizada no estado de Kachin, em Mianmar, foi incendiada durante uma operação militar em andamento. O incêndio destruiu a igreja histórica, que era um importante marco espiritual e cultural para a comunidade cristã local.

O ataque ocorre pouco antes da celebração do Dia de São Patrício, uma data significativa para os fiéis da região. A informação foi confirmada pelo grupo de vigilância Christian Solidarity Worldwide, com sede no Reino Unido, e pela agência de notícias do Vaticano, Fides.

O incêndio teve início por volta das 16h, em Banmaw, área de Kachin, e foi precedido por outros incidentes, como a demolição da residência do padre, dos escritórios diocesanos e de uma escola secundária em 26 de fevereiro. O ataque à Catedral de São Patrício é parte de um padrão crescente de ofensivas militares da junta em regiões com grandes populações cristãs.

Desde o golpe militar de fevereiro de 2021, Mianmar tem enfrentado um aumento da violência e da instabilidade. As operações militares se intensificaram, especialmente em áreas de maioria cristã, como os estados de Chin e Kachin.

Em 6 de fevereiro, um ataque aéreo destruiu a Igreja do Sagrado Coração, em Mindat, no estado de Chin. Em 3 de março, foi o centro pastoral da Igreja Católica de São Miguel, na Diocese de Banmaw, que foi destruído.

A Diocese de Banmaw, fundada em 2006 e liderada pelo Bispo Raymond Sumlut Gam, abrange uma população de mais de 407 mil pessoas, incluindo 27 mil católicos. A região enfrenta crescente instabilidade devido ao golpe militar e à intensificação dos ataques da junta. Nos últimos meses, igrejas e outros locais religiosos têm sido alvos de ataques, incluindo mosteiros budistas.

A escalada da violência coincide com a intensificação da resistência armada no país. Grupos étnicos armados lançaram a Operação 1027, um esforço para combater o controle militar. Essa operação resultou em ataques a centenas de bases militares, evidenciando uma perda significativa de controle por parte da junta e uma crescente deserção entre suas fileiras.

Embora a maioria da população de Mianmar seja de etnia birmanesa e budista, o país abriga comunidades cristãs consideráveis, especialmente nos estados de Kachin e Chin, onde os cristãos representam uma parte significativa da população.

A perseguição religiosa e étnica tem forçado muitos a fugir do país, buscando refúgio em países vizinhos, como Índia e Tailândia, ou em locais mais distantes, como Estados Unidos e Austrália. Muitos, no entanto, ainda permanecem em campos de refugiados perto da fronteira com Mianmar, enfrentando décadas de incerteza, segundo informações do portal The Christian Post.

Pastor critica sentença de evangélico que negou filmar união LGBT

O pastor Yago Martins criticou a decisão judicial que manteve a condenação de um empresário evangélico por se recusar a prestar serviços em uma cerimônia de união LGBT no Piauí.

O empresário, condenado a um ano e seis meses de prisão por preconceito e homofobia, foi processado por não querer filmar o evento de duas mulheres que buscavam contratar seu serviço de filmagem em Teresina (PI) em 2021.

O caso ganhou destaque quando, no dia 13 de março, o Tribunal de Justiça negou o recurso da defesa do empresário, mantendo a condenação. A defesa informou que recorrerá novamente ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, o advogado Uziel Santana, afirmou em nota que “não há qualquer evidência de discurso de ódio, violência ou menosprezo pela condição de gêneros”.

O julgamento inicial ocorreu em maio de 2024, quando o juiz Teófilo Rodrigues Ferreira, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Teresina, condenou o réu. Na ocasião, o empresário argumentou que sua decisão se baseava em sua fé cristã, defendendo que saber a natureza da união era essencial para ele, pois os princípios bíblicos apontam a união LGBT como um pecado.

No entanto, o juiz considerou a recusa uma forma de discriminação, destacando que as manifestações religiosas não podem justificar atitudes que prejudiquem indivíduos em razão de sua orientação sexual.

A decisão foi mantida em segunda instância pela desembargadora Maria do Rosário de Fátima Martins Leite, do Ministério Público Superior, que afirmou que o caso é “complexo e sensível” e deve ser analisado com base nos fatos e fundamentos jurídicos.

A magistrada também comparou a recusa do empresário a situações que seriam inaceitáveis, como um médico se recusando a atender uma pessoa homossexual ou uma empresa não prestando serviços para um casal heterossexual, de acordo com informações do G1.

Em suas redes sociais, Yago Martins criticou a condenação, argumentando que o caso reflete uma ameaça à liberdade religiosa. “No Brasil, um homem está preso por ser cristão. Simplesmente por ser cristão”, escreveu Martins, reafirmando sua opinião de que o empresário foi punido por não querer participar de um evento que ele considera contrário aos seus princípios religiosos.

“Ele está na cadeia por não querer participar de um evento privado que celebra o que ele considera pecado. Repito: ele foi chamado a um evento privado, o evento celebra um pecado, e ele foi pra CADEIA por não querer participar”, frisou o pastor e youtuber do canal Dois Dedos de Teologia.

No Brasil, um homem está preso por ser cristão. Simplesmente por ser cristão. Ele está na cadeia por não querer participar de um evento privado que celebra o que ele considera pecado. Repito: ele foi chamado a um evento privado, o evento celebra um pecado, e ele foi pra CADEIA… https://t.co/WbH8a0EvOJ

— Yago Martins (@doisdedosdeteo) March 21, 2025

Índia tem ‘aumento sem precedentes’ na violência contra cristãos

A Comissão de Liberdade Religiosa da Comunidade Evangélica da Índia (EFI, na sigla em inglês) publicou recentemente seu relatório anual, destacando um aumento significativo nos casos de violência e discriminação contra cristãos no país.

Em 2024, a comissão documentou mais de 800 incidentes, dos quais 640 foram verificados. Esse número representa um crescimento substancial em relação aos 601 casos registrados em 2023 e quase quatro vezes mais do que os 147 incidentes registrados em 2014.

Segundo o Rev. Vijayesh Lal, Secretário Geral da EFI, “a escala e a intensidade da perseguição contra cristãos na Índia atingiram níveis de crise. Em média, quatro a cinco igrejas e pastores enfrentam ataques diariamente, com incidentes quase dobrando a cada domingo”.

Lal também destacou a dificuldade em documentar todos os casos devido à limitada capacidade de investigação em áreas remotas e à relutância das vítimas em se apresentarem devido às ameaças que enfrentam.

O estado de Uttar Pradesh foi identificado como o local mais afetado, com 188 incidentes registrados, seguido por Chhattisgarh, Rajasthan, Punjab e Haryana. O relatório também observa que o maior número de incidentes ocorreu em janeiro, setembro, março e outubro de 2024, com picos de 71 casos em janeiro e 68 em setembro.

Durante o período eleitoral, em abril e maio, 45 incidentes foram relatados a cada mês, indicando que as minorias religiosas continuam vulneráveis mesmo em momentos politicamente sensíveis, de acordo com informações do portal Evangelical Focus.

Entre os tipos de perseguição enfrentados pelos cristãos estão ameaças, assédio, prisões seletivas sob leis anticonversão, violência física, interrupções de cultos e vandalismo em igrejas.

Em 2024, a EFI confirmou que pelo menos quatro cristãos foram mortos por sua fé. Em Uttar Pradesh, a violência contra cristãos tem sido frequente, com grupos extremistas religiosos invadindo cultos e acusando os fiéis de coerção, mas as autoridades frequentemente prendem as vítimas em vez dos responsáveis.

O uso de leis anticonversão tem sido uma das maiores preocupações, com a EFI alertando para o abuso dessas leis para perseguir minorias religiosas. Em alguns casos, pastores foram presos sem evidências de conversão forçada. O Primeiro-Ministro de Madhya Pradesh, Mohan Yadav, anunciou recentemente que pretende aplicar a pena de morte para aqueles envolvidos em conversões forçadas ou fraudulentas.

A EFI apelou ao governo indiano e às agências de segurança pública para tomarem medidas decisivas para garantir justiça às vítimas de violência religiosa. As sugestões incluem oferecer proteção policial às comunidades cristãs em risco, responsabilizar grupos extremistas por seus atos e garantir que as leis sejam aplicadas de forma justa e imparcial.

A comissão ressaltou que a Constituição indiana garante a liberdade religiosa, e é crucial que esses direitos sejam protegidos para que todos os cidadãos possam adorar livremente, sem medo.

Pastor Antônio Dionízio da Silva morreu aos 75 anos

O pastor Antônio Dionízio da Silva, de 75 anos, faleceu nesta terça-feira, 25 de março, em Campo Grande (MS), onde liderava a Igreja Evangélica Assembleia de Deus Missões desde 1991.

Antônio Dionízio estava em tratamento contra um câncer e não resistiu às complicações da doença. Seu filho, o ex-deputado federal Elizeu Dionízio, lamentou a partida:  “Hoje meu pai partiu. Dia triste. Silencioso. O coração sente, a alma se cala”.

“O senhor o recolheu. E mesmo sem entender tudo, eu confio. Porque sei em quem tenho crido”, acrescentou o filho nas redes sociais.

A igreja, que possui forte presença na comunidade, costuma ser frequentada por diversas personalidades políticas locais, como a prefeita Adriane Lopes (PP) e o deputado estadual Lídio Lopes (sem partido).

Lídio Lopes prestou homenagem ao pastor em suas redes sociais, escrevendo: “Até breve meu eterno e querido Pr. Antônio Dionízio. Sua voz ecoará para sempre em nossas memórias, suas orações continuarão nos fortalecendo, e seu legado jamais será apagado”.

O deputado também compartilhou um versículo bíblico: “Precioso é aos olhos do senhor a morte dos seus santos”.

Ainda não há informações sobre o velório e sepultamento do pastor Antônio Dionízio da Silva, de acordo com informações do portal Campo Grande News.

Prime Video confirma segunda temporada de ‘Casa de Davi’

A série Casa de Davi teve sua segunda temporada confirmada oficialmente pelo Prime Video. O sucesso de audiência levou a empresa a tomar a decisão apenas três semanas após a estreia da primeira temporada.

A série, lançada em 27 de fevereiro com três episódios, alcançou 22 milhões de espectadores nos primeiros 17 dias, figurando entre as 10 principais estreias de novas séries nos Estados Unidos até o momento, segundo o portal Streamer.

O sucesso da produção levou a plataforma a atender ao pedido de milhares de fãs, confirmando que a série terá uma continuação. A segunda temporada abordará os eventos após a batalha entre Davi e Golias e a ascensão de Davi ao trono de Israel.

A série bíblica foi criada por Jon Erwin, autor do filme Jesus Revolution, Michael Nankin e Jon Gunn, diretor de Uma Vida de Esperança.

Erwin e Gunn retornarão como diretores, escritores e produtores executivos da nova temporada, com Michael Iskander continuando em seu papel como Davi. “Ouvimos vocês. A 2ª temporada de Casa de Davi está oficialmente chegando”, afirmou Erwin em sua conta no Instagram.

Vernon Sanders, diretor de Televisão da Amazon MGM Studios, também comentou sobre a continuação da série: “A visão criativa convincente de Jon Erwin e Jon Gunn solidificou nossa fé na série, e estamos animados para entregar mais da história aos nossos clientes”.

Ele ainda expressou entusiasmo pelo futuro do projeto, destacando a expansão da lista de séries baseadas na fé do Wonder Project, com o objetivo de alcançar um público global. “Estamos honrados com a reação extraordinária que essa série obteve do público religioso em todo o mundo”, concluiu Sanders, conforme o Deadline.

A série Casa de Davi narra a história de origem de Davi, o futuro rei mais conhecido de Israel. Ela segue sua jornada desde a unção pelo profeta Samuel, que o escolhe para ser o novo rei, até sua ascensão ao trono, enquanto lida com o declínio de Saul, o rei anterior, que se vê consumido por seu próprio orgulho.

Stephen Lang, conhecido por seu papel como vilão em Avatar, interpreta o profeta Samuel. Lang descreve seu personagem como alguém fundamental na formação da consciência de Davi e em ajudá-lo a entender o chamado divino para sua vida.

Jon Erwin, em declaração sobre a série, explicou: “A história de Davi não se resume apenas ao duelo com Golias. É uma jornada de autoconhecimento, superação e fé que se mantém relevante até hoje, 3.000 anos depois. O tema da fé e da transformação está no cerne dessa história épica”.

A segunda temporada de Casa de Davi será lançada com episódios semanais, culminando no final da temporada em 3 de abril, algumas semanas antes do Domingo de Páscoa.

Japão dissolve igreja do reverendo Moon após polêmica com crime

Em uma decisão histórica, um tribunal no Japão ordenou a dissolução da Igreja da Unificação, fundada na Coreia do Sul pelo reverendo Moon. A organização religiosa foi alvo de investigação após o assassinato do ex-primeiro-ministro Shinzo Abe em 2022.

O acusado de assassinato confessou ter um ressentimento contra Abe devido aos laços do ex-líder com a igreja, alegando que a instituição havia levado sua família à falência.

O Ministério da Educação e Cultura do Japão solicitou a dissolução da igreja, acusando-a de manipular seus seguidores para obter grandes doações e outros sacrifícios financeiros.

A Igreja da Unificação, amplamente conhecida como “Moonies”, refutou essas acusações, afirmando que as doações eram parte de atividades religiosas legítimas.

Diante da decisão do tribunal, a organização tem a opção de apelar para anular a decisão, que foi proferida por um tribunal distrital de Tóquio.

Com a ordem judicial, a Igreja da Unificação perderá seu status de isenção de impostos e será obrigada a liquidar seus ativos, mas ainda poderá continuar suas atividades no país.

Durante a investigação, autoridades descobriram que a igreja coagia os seguidores a realizar compras de itens caros, utilizando o medo de prejuízos espirituais como uma forma de controle. Quase 200 pessoas, que se identificaram como vítimas, prestaram depoimento contra a organização.

Fundada na Coreia do Sul, a Igreja da Unificação chegou ao Japão na década de 1960. O nome “Moonies” provém de seu fundador, Sun Myung Moon. A igreja sempre foi uma fonte de controvérsia, especialmente por ensinar que o casamento é essencial para a salvação espiritual, realizando cerimônias de casamento em massa com milhares de casais.

Desde 2023, cerca de 200 ex-membros da igreja, que alegam ter sido forçados a fazer doações, exigiram indenizações totalizando 5,7 bilhões de ienes (aproximadamente US$ 38,5 milhões), conforme relato de seus advogados. A investigação após o assassinato de Abe também revelou estreitos laços entre a igreja e vários legisladores do Partido Liberal Democrata (LDP), partido de Abe, o que resultou na renúncia de quatro ministros.

Uma investigação interna realizada pelo LDP revelou que 179 dos 379 legisladores do partido interagiram com a Igreja da Unificação, participando de eventos organizados pela igreja, aceitando doações ou recebendo apoio eleitoral.

As revelações sobre a profunda conexão entre a Igreja da Unificação e membros do partido governista chocaram a sociedade japonesa, de acordo com informações da BBC.

Cristão nega conversão ao islamismo e tem pescoço cortado

No Paquistão, um jovem cristão de 22 anos, identificado como Waqas Masih, foi brutalmente atacado após recusar a conversão ao islamismo.

O incidente ocorreu quando Zohaib, um muçulmano radical e supervisor da fábrica Subhan Paper Mills, tentou forçar Waqas a adotar a fé islâmica.

Diante da recusa do jovem cristão à conversão, Zohaib ficou enfurecido e o atacou com uma lâmina, tentando degolá-lo. Waqas foi gravemente ferido no pescoço e, atualmente, encontra-se internado em estado grave, lutando pela vida.

Além do ataque físico, o agressor acusou falsamente Waqas de profanar textos sagrados islâmicos, alegando que ele teria tocado em livros considerados impuros. Este episódio reflete a crescente perseguição a cristãos no Paquistão, um país onde os seguidores de Cristo enfrentam discriminação sistemática e violência.

A One Passion Mission, uma organização cristã brasileira que atua na evangelização do Paquistão e no apoio a cristãos perseguidos, emitiu um apelo por orações. Em uma postagem no Instagram, o ministério destacou a coragem e fé de Waqas, citando o versículo de Apocalipse 2: “Seja fiel até a morte”.

O ministério pediu orações pela recuperação do jovem e pelo fortalecimento de sua família, além de orações por todos os cristãos perseguidos no Paquistão.

A situação dos cristãos no Paquistão é difícil. Eles compõem uma minoria religiosa e são frequentemente alvo de perseguições tanto de grupos islâmicos como de autoridades locais.

As leis de blasfêmia do país são frequentemente usadas como ferramenta para atacar os cristãos, que enfrentam agressões, linchamentos e discriminação institucionalizada.

Muitos são forçados a realizar trabalhos degradantes, como a limpeza de esgotos ou o trabalho em fornos de tijolos, e são chamados de “chura“, um termo pejorativo que significa “imundo”. Mulheres e meninas cristãs também enfrentam sequestros, abusos sexuais, casamentos forçados e conversões obrigatórias ao Islã.

De acordo com a Portas Abertas, uma organização que monitora a perseguição religiosa, o Paquistão ocupa o oitavo lugar na Lista Mundial de Observação de 2025, dos países mais difíceis para ser cristão.

A One Passion Mission tem atuado há dez anos no Paquistão e em outros 49 países, oferecendo apoio a cristãos perseguidos. A missão já fundou 38 igrejas, 8 escolas e 2 orfanatos em 13 países, levando as Boas Novas em áreas de intensa repressão religiosa.

Brasileiros reprovam mulheres trans em banheiros femininos

Uma pesquisa recente, conduzida pela empresa IRG Pesquisa a pedido da Associação Mátria, revelou que a maioria da população brasileira se opõe à presença de “mulheres trans” (homens biológicos que se declaram do sexo oposto) em ambientes femininos, principalmente banheiros.

A pesquisa, porém, foi além e questionou sobre as políticas relacionadas à identidade de gênero, como a autodeclaração de gênero para acessar não só banheiros, mas também presídios, vestiários e a participação de homens em esportes femininos.

O estudo, que entrevistou 1.100 pessoas maiores de 16 anos, indica que mais de 80% dos eleitores rejeitam essas práticas, com destaque para a discordância sobre o uso da autodeclaração de gênero, especialmente das chamadas “mulheres trans” em espaços como banheiros femininos (81,4%), presídios femininos (81%) e esportes femininos (78,5%).

Além disso, a pesquisa mostrou uma resistência significativa em relação ao uso de linguagem neutra em políticas públicas e documentos oficiais. Aproximadamente 90% dos brasileiros se opõem à substituição de termos tradicionais como “mãe” por “pessoa que gesta” e “mulher” por “pessoa que menstrua”, práticas que já têm sido adotadas em algumas comunicações do Ministério da Saúde.

O levantamento também destacou a falta de compreensão sobre os critérios atuais de acesso a espaços femininos, com uma parte significativa dos entrevistados ainda acreditando que são necessários laudos médicos ou cirurgias para que homens trans possam acessar esses espaços.

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2018, que estabeleceu a autodeclaração como suficiente para a mudança de gênero nos registros civis, ainda não é amplamente conhecida.

Opinião do povo

Em relação a outros temas, como benefícios sociais, 52,6% dos participantes discordaram da licença-maternidade para homens que se identificam como mulheres, e metade dos entrevistados se opôs às cotas para pessoas trans em concursos públicos e universidades.

A pesquisa também evidenciou que as mulheres que criticam as políticas de identidade de gênero não são amplamente vistas como preconceituosas pela maioria da população.

A pesquisa apresentou ainda uma análise das correlações entre as respostas e fatores como voto, sexo e condição paternal, de acordo com informações de O Antagonista.

A rejeição às políticas de identidade de gênero foi mais expressiva entre os eleitores de Jair Bolsonaro (PL), com 95,6% se posicionando contra a autodeclaração para espaços femininos, mas também foi significativa entre os eleitores de Lula (PT), com 67,8%.

A pesquisa revelou também que os homens se opõem mais (85,5%) do que as mulheres (77,4%), e pessoas com filhos demonstram maior rejeição (83,9%) em comparação com aquelas sem filhos (74,8%).

Celina Lazzari, diretora da Associação Mátria, comentou sobre o objetivo da pesquisa, destacando a importância de oferecer dados reais sobre a percepção da sociedade e contribuir para o debate sobre sexo e identidade de gênero no Brasil.

Parentes de mulher condenada por Moraes por batom lamentam

A missionária Fátima, mãe de Débora Rodrigues, fez um desabafo nas redes sociais sobre a dor que sente por estar distante de sua filha, que se encontra presa e pode ser condenada a 14 anos de prisão.

A condenação é em decorrência de sua participação nos protestos de 8 de janeiro de 2023, que culminaram na pichação da estátua “A Justiça”, localizada em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Em um vídeo que circula nas redes sociais, Fátima expressa a saudade e o sofrimento de estar afastada de Débora, afirmando: “A falta que sinto da minha filha, a pena que sinto da minha filha, o amor que tenho pela minha filha. Eu não suporto estar longe da minha filha, minha filha é minha vida.”

A missionária também falou sobre o impacto da situação nas crianças de Débora, seus filhos Caio e Rafael, que têm demonstrado tristeza e saudade. “O jeito que eu derramo minhas lágrimas por ela, os filhos dela derramam também.

As mesmas lágrimas, a mesma dor, o mesmo sofrimento de eu ver aquelas crianças sentarem na minha mesa para almoçar ou tomar um cafezinho da manhã, ou a gente fazer um bolinho no aniversário deles, e a gente dizer para aquelas duas crianças ‘falem uma palavra para agradecer primeiro a Deus’, e as crianças respondem assim: ‘A primeira palavra é que eu queria minha mãezinha aqui perto da gente’.”

Caio e Rafael também gravaram vídeos pedindo ajuda para a libertação de Débora, apelando para a solidariedade dos internautas. “Oi, eu sou o Rafa, sou filho da Débora. Minha mãe está presa, eu quero muito que vocês nos ajudem a tirar ela de lá.

Por favor, nos ajude, a gente quer muito que ela saia de lá,” disse um dos filhos. O outro, Caio, também se manifestou: “Oi, meu nome é Caio, eu sou irmão do Rafael. Eu quero que vocês nos ajudem a tirar minha mãe de lá, ela está presa lá em Rio Claro, por favor, ajude a gente.”

No sábado, 22 de março, o ministro do STF, Flávio Dino, votou pela condenação de Débora Rodrigues a 14 anos de prisão, acompanhando o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. O julgamento começou no dia 21 de março no plenário virtual da Primeira Turma do STF e prossegue até 28 de março. Até o momento, os ministros Cristiano Zanin, Luiz Fux e Cármen Lúcia ainda não se manifestaram.

Em paralelo, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) convocou seus seguidores a participarem de uma manifestação marcada para o dia 6 de abril, na Avenida Paulista, em São Paulo.

O ato visa pressionar o Congresso Nacional pela anistia dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Em postagem nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que o evento é uma resposta ao que considera “abusos e ataques contra a liberdade” e reforçou a necessidade de apoio popular para que a anistia seja aprovada.

Reações

O voto de Alexandre de Moraes provocou reações não apenas no meio político, como também no religioso. Conforme o GospelMais já noticiou, o pastor, teólogo e escritor Renato Vargens protestou nas redes sociais a esse respeito.

“Alexandre de Moraes é um homem mau”, disse ele, lembrando que a sua ação lembra Acabe, que, conforme descrito em 1 Reis 22, teve um destino trágico. Veja abaixo: