Daniela Araújo faz vaquinha pra pagar tratamento de câncer do pai


Daniela Araújo e seu irmão, Jorginho Araújo, iniciaram uma campanha de arrecadação online para financiar o tratamento do pai, o pastor Jorge Araújo, que foi diagnosticado com câncer de pulmão.

A meta da família é levantar R$ 120 mil para um tratamento integrativo no Tennant Institute for Integrative Medicine, localizado no Texas (EUA).

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Daniela explicou que o tratamento é considerado uma alternativa promissora pelos médicos, mas que o seguro de saúde não cobre os custos.

“Conhecemos um tratamento integrativo que vai ajudar muito, é o direcionamento que os médicos estão tendo, mas o seguro não cobre”, disse a cantora.

Além do apoio financeiro, a família também pediu orações e apoio espiritual. Daniela expressou confiança na intervenção divina: “Cremos que este é mais um milagre que nós vamos viver. Já deu tudo certo. Estamos confiantes de que Deus tem planos maiores e a vontade d’Ele é perfeita”.

Para arrecadar os recursos, Daniela disponibilizou o link para a campanha “Vakinha Online” com o título “Ajude o pastor Jorge Araújo na luta contra o câncer de pulmão”.

Porém, no sábado, dia 22, a artista foi alvo de um golpe virtual. Criminosos disseminaram uma falsa notícia sobre seu falecimento, utilizando uma imagem de luto para enganar os seguidores e solicitar transferências bancárias. A ação criminosa envolvia a divulgação de links fraudulentos.

Mais tarde, no início da tarde, Daniela afirmou que conseguiu recuperar sua conta do Instagram e lamentou o ocorrido: “É muito triste que meus seguidores tenham passado por isso. (…) Mas agora vou focar na saúde do meu pai”, disse.

Síria: cristãos convivem com ameaças e não recebem salário

A comunidade cristã na Síria enfrenta um futuro incerto após uma onda de violência que resultou em mais de 1.000 mortos no início de março. Além das ameaças, muitos cristãos não recebem salários em seus empregos apenas por serem seguidores de Cristo.

A violência sectária, envolvendo os partidários do regime de Bashar al-Assad e seus opositores, especialmente em Latakia e Tartus, deixou mais de 1.300 mortos em menos de 72 horas, com várias escaramuças sangrentas causando dezenas de vítimas adicionais.

Embora os cristãos não fossem os principais alvos da violência, muitos pertencem a comunidades que foram diretamente atingidas, agravando ainda mais as preocupações entre a população cristã síria.

Em declarações ao The Christian Post, Brian Orme, CEO da organização de vigilância Global Christian Relief (GCR), relatou que a situação para muitos cristãos na região já era desesperadora antes da escalada da violência.

Ele citou relatos de cristãos que tiveram seus salários cortados, destacando que a aliança islâmica armada Hayat Tahrir al-Sham estava usando a fome como uma arma, negando pagamentos aos trabalhadores cristãos.

Além disso, surgiram informações sobre ataques iminentes a igrejas e destruição de cemitérios cristãos, e sobreviventes relataram ameaças de morte por telefone, com agressões específicas contra os cristãos.

Orme também observou que muitos dos grupos islâmicos ativos na região consideram os cristãos “infiéis” e não acreditam que haja um lugar para eles na Síria. Para apoiar os cristãos sírios, o GCR, em parceria com igrejas evangélicas e ortodoxas locais, tem trabalhado para fornecer ajuda emergencial e apoio de longo prazo. Desde dezembro de 2024, o grupo distribui alimentos, água limpa e abrigo a quem mais precisa.

A violência recente também colocou em evidência a fragilidade do governo sírio, com Orme afirmando que o presidente interino Ahmed al-Sharaa não exerce controle sobre suas forças militares. Embora Sharaa tenha condenado os ataques e pedido responsabilização, Orme desqualificou suas declarações como meras palavras vazias.

Em relação à resposta internacional, Orme pediu que os governos ocidentais, como o dos Estados Unidos, considerem a perseguição religiosa ao tomarem decisões políticas.

Ele criticou a possibilidade de os governos concederem isenções a regimes que perseguem cristãos, sugerindo que as sanções poderiam ser uma resposta, embora com cautela, para evitar que a situação piorasse para os cristãos já atingidos pela fome e falta de recursos.

Orme reforçou a importância do apoio contínuo da comunidade cristã ocidental, destacando que orações e doações ajudam a mostrar aos cristãos sírios que não estão sozinhos, que não foram esquecidos e que há esperança em Cristo, mesmo em tempos de grande adversidade.

Homem é preso após ameaçar matar membros de igreja com facão

Um homem foi preso após enviar um e-mail ameaçador ao diretor do coral de uma igreja, informando que iria “massacrar pessoas naquela igreja com um facão” caso suas exigências não fossem atendidas.

O suspeito, identificado como Zachary Liberto, enfrenta acusações de terrorismo e está detido sob fiança de US$ 200,1 mil em Memphis, Tennessee (EUA).

O e-mail, que motivou uma rápida intervenção policial na sexta-feira passada, foi encaminhado aos investigadores pelo diretor musical da Igreja Católica de St. Louis, uma das duas vítimas envolvidas.

O conteúdo do e-mail dizia: “Preciso de um vídeo do [diretor do coral] sendo esbofeteado por você em 24 horas antes de eu massacrar pessoas naquela igreja com um facão”.

A investigação revelou que o e-mail foi enviado de um endereço eletrônico utilizado anteriormente por Liberto para se comunicar com as vítimas. Além disso, as autoridades confirmaram que Liberto é conhecido por portar um facão, que ele chama de “chete”.

As vítimas, que incluem o padre e o diretor musical da igreja, disseram aos investigadores que não tinham clareza sobre o que teria motivado a ameaça, mas acreditam que Liberto possa estar lidando com uma condição mental não identificada.

Registros judiciais indicam que, antes do envio do e-mail, Liberto havia se envolvido em uma discussão verbal com o padre da igreja, durante a qual ele teria danificado a piscina batismal.

Mais tarde, autoridades obtiveram uma gravação telefônica de um paroquiano que conversou com Liberto. Na gravação, o suspeito afirma: “Eu não vou f—— deixar as pessoas me ameaçarem e zombarem de mim o dia todo e não f—— fazer algo sobre isso… Vou cumprir pena sobre isso hoje.”

Rick Ouellette, porta-voz da Diocese Católica de Memphis, expressou agradecimento pela pronta resposta das autoridades e garantiu que a igreja possui um plano de segurança abrangente.

“A segurança de todos no campus é uma prioridade máxima”, afirmou Ouellette, conforme relatado pelo News Channel 3. Ele também mencionou que a comunidade da igreja está orando por todos os envolvidos.

St. Louis é uma paróquia de grande importância em Memphis, servindo como lar de muitos paroquianos locais. Liberto, que foi acusado de terrorismo, deverá comparecer ao tribunal na segunda-feira, enquanto as investigações continuam, de acordo com informações do portal The Christian Post.

Ex-boxeador, pastor George Foreman morre aos 76 anos

George Foreman, campeão mundial de boxe peso-pesado, medalhista de ouro olímpico e pastor cristão, faleceu na sexta-feira, 21 de março de 2025, aos 76 anos.

A informação foi confirmada por meio de um anúncio na página oficial do boxeador no Instagram, que comunicou: “Com profundo pesar, anunciamos o falecimento do nosso amado George Edward Foreman Sr., que partiu pacificamente em 21 de março de 2025, cercado por entes queridos”.

O texto seguiu destacando as qualidades de Foreman, dizendo que ele era “um humanitário, atleta olímpico e bicampeão mundial dos pesos pesados, profundamente respeitado por sua disciplina, convicção e por ser um protetor de seu legado”. A família também agradeceu pelo apoio e orações, solicitando privacidade neste momento de luto.

George Foreman começou sua carreira de boxe de forma brilhante, conquistando a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1968, em uma vitória memorável na Cidade do México, com apenas 19 anos.

Cinco anos depois, ele se consagraria campeão mundial dos pesos pesados ao nocautear Joe Frazier em dois rounds, em 1973. Contudo, perdeu o título em 1974 para Muhammad Ali no famoso “Rumble in the Jungle”.

No entanto, em 1994, aos 45 anos, Foreman fez história novamente ao se tornar o boxeador mais velho a conquistar o título dos pesos pesados, ao derrotar Michael Moorer.

Após sua primeira aposentadoria do boxe em 1977, motivada por uma experiência de quase morte que o aproximou da fé, Foreman se dedicou à religião. Em uma entrevista de 2023 ao The Christian Post, ele relembrou como, durante uma passagem por Porto Rico, encontrou a verdade do Evangelho. “

Eu estava morto. Não havia mais nada de mim”, afirmou. Foi nesse momento que Foreman se comprometeu a compartilhar o Evangelho, tornando-se ministro e fundando a Igreja do Senhor Jesus Cristo em 1980.

Além de seu legado no boxe, Foreman também se destacou como empresário, lançando sua famosa marca de churrasqueiras em 1994, com mais de 100 milhões de unidades vendidas. Ele também fundou o George Foreman Youth and Community Center em 1984, visando ajudar jovens desfavorecidos, assim como ele foi ajudado na juventude.

Ao longo de sua vida, Foreman manteve uma forte conexão com sua fé, afirmando que o Salmo 1:1 foi um guia para sua jornada. Ele sempre ressaltou a importância de focar no verdadeiro prêmio, que, para ele, era servir a Deus.

A morte de Foreman gerou reações nas redes sociais, incluindo condolências de figuras públicas como o ex-campeão mundial Mike Tyson e o ex-jogador da NBA Charles Barkley.

O governador do Texas, Greg Abbott, declarou: “Uma lenda perdida”, enquanto o prefeito de Houston, John Whitmire, destacou que, além de sua fama mundial, Foreman era “um membro orgulhoso de nossa comunidade — um homem cujo coração era tão grande quanto seu poderoso soco”.

Condolences to George Foreman’s family. His contribution to boxing and beyond will never be forgotten. pic.twitter.com/Xs5QjMukqr

— Mike Tyson (@MikeTyson) March 22, 2025

Mãe denuncia escola que incentivou sua filha a ser trans

Em uma batalha legal em andamento, January Littlejohn, mãe de uma adolescente da Flórida, busca proteger seus direitos como mãe e os de outros pais ao enfrentar o distrito escolar do Condado de Leon.

A disputa começou em 2020, quando sua filha, influenciada por questões de identidade de gênero, começou a se identificar como transgênero. Littlejohn, que até então confiava no sistema escolar, entrou em contato com a escola para alertar sobre os desafios enfrentados por sua filha e buscar apoio profissional.

No entanto, o que começou como uma tentativa de envolver a escola se transformou em uma série de eventos que, segundo Littlejohn, envolvem uma transição social secreta para sua filha sem o conhecimento ou consentimento dos pais.

A mãe alega que a escola organizou reuniões secretas com sua filha, onde foram discutidos tópicos como qual banheiro ela gostaria de usar, entre outros assuntos relacionados à identidade de gênero.

Ela também criticou o fato de a escola ter elaborado um plano de transição sem a participação dos pais, uma ação que, para ela, prejudicou sua capacidade de proteger e cuidar de sua filha.

Em resposta, o advogado Vernadette Broyles, da Campanha pelos Direitos da Criança e dos Pais, ressaltou que questões semelhantes estão sendo enfrentadas por pais em todo o país, com vários processos em andamento. Em outubro de 2021, após tentar resolver a situação diretamente com o distrito escolar, Littlejohn e seu marido entraram com uma ação judicial contra a escola.

Além disso, Littlejohn e Broyles criaram o “Guia de Resposta Transgênero da Igreja”, um recurso destinado a ajudar pais e líderes religiosos a entender e lidar com as questões relacionadas à identidade de gênero nas escolas. O guia fornece informações sobre o que está sendo ensinado, como os pais podem proteger seus filhos e como reagir diante dessa mudança cultural.

Recentemente, o Tribunal de Apelações do 11º Circuito emitiu uma decisão desfavorável para a família Littlejohn, rejeitando a ação judicial, alegando que os pais não cumpriram o critério necessário para questionar a violação de seus direitos.

Apesar disso, a Campanha pelos Direitos da Criança e dos Pais manifestou discordância com a decisão e está analisando novas opções legais. Até o fechamento desta matéria, as Escolas do Condado de Leon não haviam respondido aos pedidos de comentário feitos pela emissora CBN News.

Avivamento em Asbury continua produzindo 'milagres' após anos

O pastor no centro do Avivamento de Asbury continua a presenciar os poderosos movimentos de Deus que ainda reverberam, dois anos após o derramamento espiritual que capturou a atenção do mundo.

Zach Meerkreebs, autor do livro Lower: Igniting Spiritual Awakening Through Radical Humility (em tradução livre, “Abaixar: Acendendo o Avivamento Espiritual Através da Humildade Radical”), contou à CBN News sobre alguns dos eventos transformadores que presenciou em primeira mão.

Ele descreveu sua participação no derramamento de Asbury como “uma honra de uma vida inteira”, observando que, às vezes, se emociona ao lembrar o quanto sente falta da experiência.

“Vimos curas, vimos liberdade, vimos livramentos”, disse ele. “Vimos pessoas saírem de cadeiras de rodas. Tivemos um jogador de basquete que não conhecia Jesus no começo da semana, entregou sua vida a Cristo no meio da semana e, naquela mesma noite, orou por alguém, e seus tumores desapareceram.”

Ele continuou: “Isso é o que acontece quando a presença de Deus se move em um lugar. Você realmente não precisa se esforçar muito, basta apenas administrar e curar reuniões entre o Espírito de Deus e o povo de Deus.”

Meerkreebs também compartilhou sua história pessoal de como cresceu em uma família judaica e se converteu ao cristianismo.

“Eu cresci judeu e não havia experimentado a humildade de Deus até ouvir sobre a encarnação de Jesus”, disse Meerkreebs. “A ideia de que Jesus, vindo do trono, entrou no mundo, é uma humildade absurda.”

Foi essa humildade radical que impactou profundamente o pregador, que admitiu ter enfrentado dificuldades com o orgulho ao ingressar na igreja. Contudo, tudo foi transformado quando, em fevereiro de 2023, ele teve o privilégio de “fazer parte de um derramamento único do Espírito de Deus na Universidade Asbury.”

Como a CBN News cobriu amplamente, os eventos impressionantes no campus de Wilmore, Kentucky, se tornaram manchetes tanto nacionais quanto internacionais. Durante 16 dias e noites, estudantes, a comunidade local e pessoas de todo o mundo se uniram em oração e adoração contínuas.

Tudo começou em um serviço de capela agendado para 8 de fevereiro de 2023, que simplesmente não terminou por mais de duas semanas. Meerkreebs, que estava pregando nesse evento, tem compartilhado frequentemente sobre o incrível tempo em que presidiu.

Para ele, a humildade foi o ingrediente chave que provocou o derramamento.

“Eu não queria escrever um livro especificamente sobre o derramamento em Asbury, mas queria escrever sobre algo que achei tão fundamental e intrigante sobre o avivamento — que foi a humildade de Jesus e Sua resposta humilde à humildade de alguns estudantes e de algumas pessoas que apenas esperaram e permaneceram”, disse ele. “Acho que o que vivenciamos foi o que Deus faz quando vamos ao fundo em humildade. Ele preenche o espaço que liberamos.”

Ao refletir sobre os 16 dias em Asbury, Meerkreebs chamou a experiência espiritual de “inacreditável”. Seja para estudantes de 19 anos ou para professores de 60 anos, ele afirmou que os eventos foram notáveis para todos os envolvidos.

“Isso me deu esperança”, disse ele, notando que um de seus amigos afirmou na época que os estudantes, o corpo docente e a comunidade estavam “vivendo … o cristianismo do Novo Testamento”. “Isso era como o cristianismo da igreja primitiva… pessoas estavam dando milhares de dólares para quem precisava, curas estavam acontecendo, pessoas estavam sendo adicionadas à fé diariamente, e as pessoas pregavam com ousadia.”

Tudo isso, no entanto, estava centrado na humildade radical, um ato que ele acredita ser profundamente contra a cultura do “eu” que domina o mundo atual.

“O mundo do ‘eu’, o mundo de postar para receber curtidas”, disse Meerkreebs. “Acabamos escolhendo a humildade e nos tornando catalíticos. Se esvaziamos espaço, se vamos ao fundo, Deus pode preencher. Dizemos: ‘Deus, esvazia-nos de nós mesmos para que possas nos encher com Teu Espírito.’”

Por fim, ele ponderou sobre o que aconteceria se a igreja americana fosse mais conhecida pela sua humildade, uma característica que ele acredita que poderia transformar o mundo ao refletir o ser e a natureza de Jesus. Com informações: CBN News.

10 pontos para identificar se o coração foi dominado pela ganância

A ganância se manifesta frequentemente disfarçada de uma ambição saudável. No entanto, suas consequências podem ser devastadoras. Diante disso, o pastor Josué Campanhã propõe uma reflexão em 10 pontos para entender e prevenir o problema.

A promessa de ganho fácil e a sensação de uma oportunidade imperdível rapidamente podem se transformar em armadilhas, levando a decisões precipitadas e escolhas que comprometem princípios e valores. O desejo insaciável por mais – mais dinheiro, mais poder, mais reconhecimento – corrói a integridade e afasta a pessoa do que realmente importa.

“Quando confiamos em Deus, a quantia não faz diferença. Se precisamos de dez reais e não os temos, parece que necessitamos de um milhão”, afirma o pastor Josué Campanhã, fundador da Envisionar.

A ganância não se contenta com pequenas vitórias; ela exige sempre mais, tornando-se um ciclo vicioso que obscurece o discernimento. O que começa como uma justificativa razoável – um “pequeno atalho”, um “contrato vantajoso”, uma “negociação que favorece apenas um lado” – rapidamente ultrapassa os limites da ética, gerando consequências inevitáveis.

“Não podemos confiar nos sistemas humanos. Precisamos sempre lembrar que dinheiro é só um papel impresso e que todos os nossos recursos vêm de Deus”, destaca o pastor.

O impacto destrutivo da busca desenfreada por riqueza muitas vezes resulta em relacionamentos desgastados, perda de paz interior e, em última instância, a sensação de que aquilo que foi conquistado com tanto esforço se esvai como areia entre os dedos.

A recente crise envolvendo a criptomoeda de Milei exemplifica como o desejo por lucros rápidos pode levar à ruína. Muitas pessoas, impulsionadas pelo sonho de retorno imediato, investiram sem avaliar a solidez do projeto, resultando em frustração e desesperança ao verem suas economias desaparecerem rapidamente.

Ambição versus Ganância

A diferença entre ambição e ganância está na motivação e no impacto que ambas têm sobre a vida. A ambição pode ser vista como uma força positiva, que impulsiona o indivíduo a buscar o melhor para si e para os outros, com equilíbrio e respeito aos princípios. Já a ganância é caracterizada por uma busca desenfreada e sem limites por riqueza e poder, colocando os bens materiais acima de tudo, até mesmo do bem-estar espiritual.

O pastor Josué Campanhã, em seu artigo Crise de Ganância, Crise de Fé, nos alerta de que o problema atual não é apenas econômico, mas uma crise de ganância. Ele explica que, embora muitos saibam que os lucros são muitas vezes artificiais, a tentação de aproveitar a oportunidade permanece, segundo a revista Comunhão.

“A crise de ganância é como uma infecção e a crise econômica é a febre”, afirma o pastor. Em outras palavras, a ganância não é apenas uma questão financeira, mas um mal-estar profundo na sociedade, uma desconexão da verdadeira fonte de segurança e prosperidade, que é Deus.

A Palavra de Deus adverte sobre os perigos de um coração ganancioso. Em 1 Timóteo 6.10, lemos: “Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nesta cobiça alguns se desviaram da fé, e a si mesmos se transpassaram com muitas dores”. O texto alerta sobre os riscos da busca excessiva por riquezas, que pode afastar o cristão da verdadeira fé, ao fazer com que ele passe a confiar mais nos bens materiais do que na provisão de Deus.

A confiança em Deus como resposta

Viver pela fé é confiar em Deus para suprir todas as nossas necessidades. Como nos lembra Jesus: “Vejam os passarinhos que voam pelo céu: eles não semeiam, não colhem, nem guardam comida em depósitos. No entanto, o Pai de vocês, que está no céu, dá de comer a eles. Será que vocês não valem muito mais do que os passarinhos?” (Mateus 6.26).

Quando a fé está em Deus, a ansiedade por riqueza e bens materiais diminui, pois há a confiança que Ele providencia tudo o que é preciso.

A reflexão que se impõe é sobre como podemos alinhar nossas ambições e desejos com a vontade de Deus. A ganância nos leva a um caminho de desespero e sofrimento, enquanto a ambição bem dirigida, com a confiança em Deus, nos guia para uma vida plena e abençoada. Ao focarmos em Deus, Ele transforma nossas necessidades materiais em oportunidades para experimentarmos Sua fidelidade e provisionamento.

A ganância, portanto, é um convite à idolatria do dinheiro e da autossuficiência, enquanto a verdadeira ambição, guiada pela fé, é um impulso para servir ao Reino de Deus e viver de maneira equilibrada, confiando que o Senhor, em Sua sabedoria, nos dará tudo o que precisamos para viver de forma plena e abundante.

Dez pontos para evitar a ganância:

–Evite atalhos fáceis: Desconfie de promessas de lucros rápidos e ganhos fáceis.

–Avalie as consequências: Pense nos riscos e efeitos antes de agir.

–Distinga ambição de ganância: Busque um objetivo saudável, sem prejudicar os outros.

–Mantenha seus valores e princípios: Priorize a ética e os princípios cristãos em todas as suas decisões.

–Confie em Deus para a provisão: Tenha fé em Deus para suprir suas necessidades.

–Evite a idolatria do dinheiro: Trate o dinheiro como ferramenta, não como objetivo final.

–Pratique gratidão: Valorize o que tem e cultive contentamento.

–Lembre-se da transitoriedade dos bens materiais: Reconheça que riquezas são efêmeras.

–Busque equilíbrio entre trabalho e vida espiritual: Alinhe sua vida profissional e fé.

–Repense suas prioridades: Examine suas escolhas financeiras à luz da sua fé.

Importância com a saúde mental das crianças reflete a Bíblia

A saúde mental das crianças é uma questão tão importante quanto a saúde física, mas frequentemente recebe menos atenção dos pais e cuidadores. Reconhecer sinais de sofrimento emocional e agir de forma preventiva pode ser crucial para o desenvolvimento saudável dos pequenos.

A preocupação com a saúde mental infantil tem se intensificado nos últimos anos, e os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) destacam a relevância dessa questão: 20% das crianças e adolescentes passam por transtornos mentais em algum momento de suas vidas.

No Brasil, estudos indicam que entre 7% e 12,7% das crianças apresentam transtornos mentais diagnosticáveis. Além disso, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revela que metade dos transtornos mentais têm início antes dos 14 anos, e 75% deles se manifestam ainda na infância ou adolescência. Esses números alertam para a necessidade de uma abordagem mais atenta dos pais, para identificar os sinais de sofrimento emocional e agir rapidamente.

A psicóloga Paula Santos, especialista em saúde mental infantil, reforça a importância de uma abordagem holística, que envolva corpo, mente e espírito. Para ela, mudanças repentinas no comportamento das crianças são indicadores claros de que algo pode estar errado.

Importância do relacionamento

A comunicação dentro de casa, segundo Paula, é fundamental para perceber os sinais de sofrimento. “Quando a comunicação é bem estabelecida, os pais conseguem perceber, através das palavras e atitudes, se o filho está passando por algum tipo de sofrimento”, afirma.

A psicóloga também alerta para o perigo de banalizar o sofrimento psíquico. Assim como um problema físico exige a consulta a um pediatra, as questões emocionais também merecem atenção profissional. “Existem doenças do corpo que têm origem emocional. Portanto, a causa pode ser interligada ao aspecto psíquico”, explica.

O ambiente familiar tem um papel fundamental no desenvolvimento da saúde mental das crianças. Pais que mantêm um relacionamento funcional e aberto com os filhos têm mais chances de promover bem-estar emocional. “Crianças de famílias disfuncionais enfrentam mais dificuldades, especialmente quando não há uma comunicação aberta e uma conexão entre os pais”, observa Paula.

Essa visão sobre a importância do cuidado familiar encontra ressonância na Palavra de Deus. Em Provérbios 22:6, lemos: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele”. Para Paula, esse ensino deve englobar não apenas o aspecto espiritual, mas também o emocional.

A psicóloga sugere algumas estratégias para os pais promoverem a saúde mental de seus filhos: Criar um ambiente saudável, fazendo pequenas mudanças no cotidiano; Dedicar tempo de qualidade às crianças; Ouvir o que elas têm a dizer; Demonstrar afeto.

Paula também enfatiza a importância de abordar assuntos difíceis com empatia, ajudando as crianças a compreender e expressar suas emoções. Ela lembra ainda da relevância da terapia, não apenas para tratar problemas, mas também como ferramenta de prevenção.

“Infelizmente, poucas famílias recorrem à terapia de forma preventiva. No entanto, estamos vendo uma mudança, com pais que já passaram por processos terapêuticos e entendem a importância dessa abordagem”, afirma.

Em relação à espiritualidade, Paula sublinha que corpo, mente e espírito estão interligados. Para ela, cuidar da saúde emocional das crianças deve incluir o aspecto espiritual, com a crença em Deus e o apoio de um líder pastoral de confiança. Esse equilíbrio fortalece não só os lares, mas também o futuro das crianças.

Cuidar da saúde mental na infância é um ato de amor, fé e responsabilidade. Assim como o corpo precisa de cuidados médicos, a mente também merece atenção profissional e espiritual. Investir no bem-estar emocional das crianças é semear para o futuro, preparando-as para enfrentar os desafios da vida de forma equilibrada e saudável.

Malafaia 'detona' pastor Marcos Pereira por rejeitar anistia

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, e o deputado federal Marcos Pereira (Republicanos-SP), presidente do partido, protagonizaram um embate público nesta semana devido a divergências sobre o Projeto de Lei da Anistia.

A proposta, que busca perdoar penalidades de participantes dos atos de 8 de janeiro de 2023, gerou tensão após Pereira sugerir adiar a discussão para 2026.

Malafaia reagiu de forma contundente, classificando o deputado como “cretino” e afirmando que ele “envergonha a Igreja Universal e os evangélicos”. Em resposta, Pereira defendeu sua posição com argumentos jurídicos e criticou o tom do pastor.

A influência de Malafaia

Silas Malafaia é uma das vozes mais atuantes do neopentecostalismo no Brasil e possui significativa influência no cenário político. Com mais de 3 milhões de seguidores nas redes sociais e um império midiático que inclui programas de TV, rádio e publicações, o pastor frequentemente se posiciona sobre temas legislativos, especialmente aqueles ligados a costumes, liberdade religiosa e pautas conservadoras.

Sua atuação vai além do discurso: ele já apoiou abertamente candidatos em eleições, incluindo Jair Bolsonaro (PL) em 2018 e 2022, e mantém relações com parlamentares da bancada evangélica. Em 2015, foi um dos principais articuladores da “Marcha para Jesus” que pressionou contra a descriminalização do aborto e de drogas. Críticos afirmam que Malafaia mistura religião e política de forma pragmática, enquanto aliados o veem como um defensor dos valores cristãos no Congresso.

Disputa técnica ou política?

Pereira, que também é advogado, destacou que não é possível conceder anistia a processos ainda em andamento. “Demonstrar tendência favorável não significa decidir de forma precipitada”, afirmou. O Republicanos, partido que comanda na Câmara com 44 deputados, ainda não definiu seu posicionamento oficial sobre o tema.

O deputado rebateu os ataques pessoais, acusando Malafaia de agir com hostilidade. “Silas Malafaia exala e transpira ódio”, declarou. “Se acha um bom pastor, que cuide das ovelhas ou entre na política para falar como parlamentar”.

Divisão evangélica

O embate expôs diferenças entre duas das maiores correntes evangélicas do país. Enquanto Malafaia representa a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Pereira tem ligações com a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), grupo que historicamente mantém divergências com a denominação do pastor.

A discussão ocorre em um momento sensível no Congresso, onde o tema da anistia divide opiniões. Com as eleições municipais de 2024 e a disputa presidencial de 2026 no horizonte, o assunto pode ganhar ainda mais relevância no debate político nacional.

Até o momento, não há previsão de votação do projeto. A posição do Republicanos e de outras bancadas deve ser definida nos próximos meses.

Obreiro da Assembleia de Deus teria sido acobertado por pastor

Um pastor de uma igreja filiada à Assembleia de Deus foi citado em um processo judicial que o acusa de encobrir um caso de abuso sexual de um menino de 7 anos, cometido por um obreiro há cerca de 40 anos.

M. Wayne Blackburn, pastor sênior da Victory Church em Lakeland, Flórida (EUA), agora é parte do processo que também envolve o campo ministerial das Assembleias de Deus na Flórida e o criminoso sexual registrado Walter Steverson.

O autor da ação, Christopher Woods Sr., protocolou a queixa em 5 de março de 2025 no Tribunal de Circuito do 10º Circuito Judicial em Bartow. A queixa de 14 páginas busca uma indenização superior a US$ 50 mil, excluindo juros, custos processuais e honorários advocatícios.

A queixa alega que o obreiro Walter Steverson cometeu agressão sexual e causou sofrimento emocional intencional a Woods, enquanto o o campo ministerial das Assembleias de Deus na Flórida é acusado de responsabilidade indireta.

O pastor Blackburn é acusado de causar sofrimento emocional ao instruir a vítima a manter o abuso em segredo, de acordo com informações do portal The Christian Post.

A denúncia descreve que, após o abuso, o pastor Blackburn teria orientado Woods a não contar à sua mãe sobre o ocorrido, afirmando que ela não acreditaria nele, e continuou a permitir que Steverson ficasse sozinho com o menino.

Em resposta ao processo, o advogado Trinity Jordan, do escritório Dentons, que representa tanto o pastor Blackburn quanto o campo ministerial das Assembleias de Deus na Flórida, afirmou que o caso é resultado de uma “identidade equivocada”.

Jordan alegou que Blackburn não tinha cargo na igreja na época dos supostos incidentes e que não estava envolvido no programa juvenil mencionado na ação:

“Embora simpatizemos com qualquer pessoa que tenha sofrido abuso, acreditamos firmemente que este é um caso de identidade equivocada”, afirmou o advogado, acrescentando que o campo ministerial da denominação está revisando as alegações e responderá ao processo de maneira apropriada.

A queixa relata que Woods e sua família começaram a frequentar a Primeira Assembleia de Deus em Lakeland em 1983, onde o pastor Karl Strader, falecido em 2020, liderava a congregação.

Steverson, obreiro que atuava no programa de acampamento Royal Rangers, foi descrito como tendo abusado sexualmente de Woods, tanto em viagens do programa quanto em outros locais relacionados à igreja.

A denúncia afirma que, após o abuso, Woods teria procurado Blackburn, que o levou ao pastor Karl Strader. Durante a conversa, o falecido pastor teria minimizado a situação, dizendo que o episódio foi um “acidente” e prometendo que não se repetiria.

A queixa também afirma que Blackburn instruiu Woods a manter o abuso em segredo e também afirma que, posteriormente, em um acampamento promovido pelo Distrito Peninsular das Assembleias de Deus, Woods teria sido novamente abusado por Steverson.

O abuso, segundo a denúncia, continuou em diversas ocasiões ao longo daquele ano, tanto no acampamento quanto em outros locais associados à igreja. O processo alega que, apesar de os abusos terem sido relatados, nem Blackburn nem Strader comunicaram o caso às autoridades competentes, como exigido pela lei.

O caso segue sendo analisado no sistema judicial, com as partes citadas aguardando uma resposta formal à ação.