Jardim encontrado no Santo Sepulcro endossa texto de João

Arqueólogos que realizavam escavações sob a Igreja do Santo Sepulcro, localizada na Cidade Velha de Jerusalém, revelaram a descoberta de vestígios de um antigo jardim no local, o que reforça o texto do evangelho de João.

A escavação, parte de um projeto de restauração iniciado em 2022, identificou evidências de oliveiras e videiras datadas de aproximadamente dois mil anos, alinhando-se com a descrição bíblica no Evangelho de João sobre o local da crucificação e sepultamento de Jesus.

O versículo de João 19:41 menciona: “Ora, no lugar onde ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda tinha sido posto”.

A análise de amostras de solo e pólen permitiu a identificação de vestígios de plantas, confirmando a presença de oliveiras e videiras na área. A escavação foi conduzida pela professora Francesca Romana Stasolla, da Universidade Sapienza de Roma, e é a primeira grande reforma na igreja desde o século XIX.

O projeto de restauração contou com a aprovação dos três principais responsáveis pela igreja: o Patriarcado Ortodoxo Grego, a Custódia da Terra Santa (Católica Romana) e o Patriarcado Armênio, além da autorização da Autoridade de Antiguidades de Israel.

Em entrevista ao Times of Israel, Stasolla explicou que as comunidades religiosas que guardam o local concordaram em permitir as escavações arqueológicas sob o piso da igreja como parte das obras de renovação. No entanto, por causa das preparações para as celebrações da Páscoa, que atraem grandes multidões de peregrinos, as áreas escavadas não estão expostas ao público no momento.

Durante as escavações, foram descobertas camadas de solo que datam da Idade do Ferro, incluindo cerâmica, lâmpadas a óleo e túmulos escavados na rocha. Além disso, amostras de solo indicaram que a área, antes de ser usada como local de sepultamento, passou por um processo de cultivo, com muros baixos de pedra e terra preenchendo o espaço.

A Igreja do Santo Sepulcro, considerada o local tradicional tanto da crucificação quanto do túmulo de Jesus, foi originalmente estabelecida no século IV pelo imperador Constantino, após sua mãe, Helena, identificar o local.

Desde então, a igreja passou por várias reconstruções, incluindo a destruição causada pelos persas no século VII e danos significativos durante o período do califa fatímida Al-Hakim, no século XI. Durante o período dos cruzados, a igreja foi reformada e tomou a estrutura que possui hoje.

A escavação também revelou uma base circular de mármore abaixo da edícula — o santuário que envolve o túmulo de Jesus. Acredita-se que essa base seja parte da estrutura original construída por Constantino, já que representações do século V e VI a descrevem como circular. Testes adicionais estão sendo realizados para determinar a origem do mármore e fornecer mais informações históricas sobre a estrutura.

O local onde a Igreja do Santo Sepulcro foi erguida era originalmente uma pedreira fora dos muros de Jerusalém no século I. No século II d.C., com a fundação da cidade de Élia Capitolina sob o imperador Adriano, um templo dedicado a Vênus foi construído sobre o local. A igreja de Constantino, que substituiu esse templo, foi construída para abrigar os locais de crucificação e sepultamento de Jesus.

Stasolla ressaltou que as descobertas arqueobotânicas são particularmente significativas, pois corroboram a menção do jardim no Evangelho de João. Ela explicou: “Baixos muros de pedra foram erguidos, e o espaço entre eles foi preenchido com terra.

As descobertas arqueobotânicas são especialmente interessantes à luz do que é mencionado no Evangelho de João, cujas informações são consideradas escritas ou coletadas por alguém familiarizado com Jerusalém na época. O Evangelho menciona uma área verde entre o Calvário e o túmulo, e identificamos esses campos cultivados.”

Embora ainda esteja pendente a datação por radiocarbono dos vestígios encontrados, o contexto arqueológico sugere que o jardim remonta a um período anterior à ascensão do cristianismo. A escavação, conduzida pela Universidade La Sapienza, foi realizada em várias etapas, com a equipe de Stasolla dividindo o espaço em zonas e realizando escavações de forma gradual.

Em um futuro próximo, está prevista a reconstrução multimídia de todas as áreas escavadas, utilizando novas tecnologias para criar uma visão completa do local.

A escavação final deve retomar após as celebrações da Páscoa, embora o processo de documentação e publicação das descobertas possa levar anos. Stasolla foi questionada sobre a veracidade histórica do sepultamento de Jesus no local, mas preferiu não responder diretamente.

Segundo o The Christian Post, Stasolla afirmou: “É a fé daqueles que acreditaram na santidade deste local por milênios que permitiu que ele existisse e se transformasse. Quer alguém acredite ou não na historicidade do Santo Sepulcro, o fato de gerações de pessoas terem acreditado é objetivo. A história do Santo Sepulcro é, sem dúvida, a história de Jerusalém”.

Yago diz que queda de Paulo Junior foi ’motivada por um livro’

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O pastor Yago Martins compartilhou detalhes de informações de bastidor da Igreja Aliança do Calvário que podem esclarecer como ocorreu a queda de Paulo Júnior de sua função como pastor.

Em uma live no canal Dois Dedos de Teologia, Yago Martins disse que foi procurado por membros da igreja e ouviu relatos de que as pessoas passaram a olhar para o comportamento de Paulo Júnior de maneira diferente após lerem um livro sobre cultura eclesiástica:

“Vou dizer uma coisa agora e quero trazer para você uma informação de bastidor que eu acho importante. Eu tenho ouvido muitas coisas e estou há alguns meses recebendo mensagens de membros da igreja sobre o Paulo Júnior e o que está acontecendo na igreja”, introduziu Yago Martins.

Segundo o pastor da Igreja Batista Manaaim, em Fortaleza (CE), a decisão de revelar esse bastidor foi ponderada: “Passei um tempo em oração, mas uma informação importante chegou até mim, e é sobre isso que quero falar com vocês. Paulo Júnior fala que houve um momento em que ele foi repreendido, mas não quis ouvir, e que houve outro momento em que ele não conseguiu manipular a igreja, segundo relatos de dois membros diferentes da igreja que me contaram isso”, recapitulou, referindo-se ao vídeo que o ex-pastor da Aliança do Calvário publicou na última quarta-feira, 26 de março.

“Esse acontecimento foi motivado por um livro específico. Houve um livro que começou a ficar popular na igreja. Os líderes da igreja começaram a ler esse livro, e foi ele que levou a comunidade a ter uma visão um pouco mais clara do que acontecia lá dentro. Essa informação chegou até mim por meio de relatos de membros da igreja. Então, essa é toda a fonte que tenho”, resumiu.

“O livro em questão é este aqui: Uma Igreja Chamada TOV, da [editora] Mundo Cristão, de Scott McKnight e Laura Beringer. A igreja começou a ler esse livro porque os líderes – não sei se toda a igreja, mas pelo menos os líderes – começaram a lê-lo”, revelou o pastor e youtuber.

Segundo Yago Martins, divulgar informações sobre casos de abuso da liderança da igreja e materiais que indicam um modelo bíblico são a ação correta a se tomar: “Isso tudo aconteceu, então, veja só a importância da divulgação de boa literatura, de material contra o abuso”.

“As pessoas chegam para a gente e dizem: ‘Ah, mas por que vocês falam tanto sobre abuso e divulgam os casos de abuso nos Estados Unidos, livros sobre abuso?’ Cara, é para isso! É para dar poder às igrejas, para que as igrejas possam perceber o que acontece dentro delas e se proteger”, finalizou o pastor.

'Orações ousadas resultam em grandes respostas', diz pastora

Em uma série de mensagens na Fearless Church, em Los Angeles (EUA), a pastora Christy Johnson abordou a centralidade das orações na vida cristã, destacando-as como “arma espiritual” essencial para superar desafios. Segundo ela, a negligência dessa prática impacta diretamente a intimidade com Deus e a fé dos fiéis.

Detalhes do ensinamento:

  1. Oração como Estratégia Espiritual: Johnson definiu a oração como “plano de batalha, não plano B”, enfatizando que “é assim que lutamos nossas guerras: com oração e adoração pela Palavra”. Ela criticou a inação de muitos cristãos: “Essas armas [espirituais] estão paradas, acumulando poeira. Precisamos pegá-las”.
  2. Engajamento com a Bíblia: A pastora ressaltou que o poder da Palavra não deriva de possuir “30 Bíblias em casa”, mas de sua aplicação prática: “Ela é poderosa quando você a abre, a lê e a declara sobre sua vida”.

Testemunho pessoal

Johnson citou exemplos bíblicos de figuras como Daniel e Ana, que “viram grandes coisas acontecerem” por meio da oração. Compartilhou ainda seu testemunho: “Todas as minhas vitórias ocorreram através da oração. Não tenho fórmula mágica, apenas adoração: cante, ore e pregue a Palavra”.

A pastora listou ainda alguns fatores que, segundo ela, bloqueiam as respostas divinas:

  • Pecados não confessados;
  • Falta de fé ou motivos egoístas;
  • Desobediência e relacionamentos quebrados;
  • Ausência de persistência e orgulho.

Johnson desafiou os fiéis a superarem a inércia: “Se não sente vontade de orar, force-se. Há uma influência espiritual tentando silenciar você”. E encorajou orações audaciosas: “Orações superficiais resultam em respostas superficiais. Se quer grandes coisas, ore por grandes coisas. Deus fará mais do que você pede ou imagina”.

A série de pregações continuará abordando disciplinas espirituais, com foco em jejum e estudo bíblico. A igreja também planeja grupos de oração semanais para colocar os ensinamentos em prática, conforme anunciado no encerramento do culto.

As declarações foram transcritas a partir da pregação transmitida ao vivo no canal oficial da Fearless Church. A igreja não divulgou datas específicas para as próximas etapas da série, mas confirmou que os conteúdos estarão disponíveis em sua plataforma digital.

Homem que sofria com dívidas conta como foi alcançado por Deus

Casey e Jen Washington, residentes nos Estados Unidos, enfrentaram dificuldades financeiras crônicas após contraírem dívidas de cartão de crédito logo após seu casamento, em 2011.

Em entrevista à CBN News, Casey relatou que o casal acumulou cerca de US$ 10 mil em despesas do casamento e da lua de mel, utilizando cartões de crédito para custear gastos cotidianos. “Começamos o casamento já endividados”, explicou.

Até 2014, a dívida do casal atingiu US$ 50 mil, agravada por investimentos não autorizados de Casey no mercado de ações. “Eu acordava às 4h para negociar ações, tentando sair do buraco, mas só piorava. Estava tirando a atenção da minha família”, admitiu ele.

A pressão financeira levou Casey a desenvolver crises de ansiedade e pânico, culminando em uma hospitalização em data não especificada. Foi durante esse episódio que ele revelou a extensão da dívida à esposa e ao pai, informou a  CBN News.

Decisão religiosa

No domingo seguinte à crise, o casal compareceu a uma igreja local, onde o pastor convidou fiéis que necessitavam de “cura” a se levantarem. Casey atendeu ao chamado e, segundo seu relato, fez uma oração pedindo direção divina. “Senti um alívio imediato. A ansiedade saiu do meu corpo”, testemunhou. Jen, que acompanhou o momento, afirmou: “Sabíamos que precisávamos mudar de caminho”.

O casal iniciou então a prática do dízimo — doação de 10% da renda à igreja — e participou de um jejum coletivo com a congregação. “Decidimos ser fiéis no dízimo, não importasse a situação”, disse Jen. Casey acrescentou: “Não sei explicar, mas depois disso, nunca mais atrasamos contas. Foi um milagre”.

Em 2023, segundo o casal, Casey sentiu um “direcionamento divino” para vender a casa da família. O imóvel foi colocado no mercado e recebeu uma oferta de US$ 53 mil acima do valor pedido, quantia que coincidiu com o total necessário para quitar as dívidas. “Deus tinha todos os detalhes planejados”, declarou Casey.

Atualmente, os Washington estão livres de dívidas e atribuem a mudança à fé. “O dízimo nos fez entregar o controle a Deus. Ele sabe o que fazer com nossas finanças e corações”, concluiu Casey.

Contexto

Segundo dados do Federal Reserve (2023), 46% das famílias norte-americanas possuem dívidas de cartão de crédito, com média de US$ 6.501 por titular. Casos como o do casal Washington ilustram estratégias individuais para lidar com crises financeiras, embora especialistas recomendem planejamento orçamentário e assessoria profissional.

A reportagem não identificou registros públicos independentes que confirmem os valores citados, que são baseados exclusivamente nos relatos do casal.

Médico que ficou 1h25 em parada cardíaca: “Foi um milagre”

Kalgoorlie, Austrália — O médico Sean George, de 39 anos, descreveu como sobreviveu a uma parada cardíaca prolongada após intervenção médica fracassada e uma oração feita por sua esposa, Sherry. O caso ocorreu em outubro de 2008, na cidade de Kambalda, na Austrália Ocidental, e foi relatado em vídeo pelo canal The Normal Christian Life, no YouTube.

No dia do incidente, George dirigia de volta a Kalgoorlie após trabalhar em uma clínica rural. Durante a viagem de 400 km, acompanhado por um estagiário, relatou “desconforto no peito”, inicialmente atribuído a indigestão. Ao percorrer cerca de 350 km, os sintomas pioraram, e ele parou para verificar sua pressão arterial.

Ao telefonar para Sherry, também médica, ela recomendou que seguisse direto ao hospital em Kalgoorlie. No entanto, George afirmou ter sentido “uma convicção profunda” de parar na clínica de Kambalda, a 80 km do destino. Lá, um eletrocardiograma confirmou um infarto.

“Olhei para o exame e disse: ‘Meu Deus, estou tendo um ataque cardíaco’”, contou George. A equipe administrou morfina, mas seu estado se agravou. Dez minutos após a chegada, ele entrou em parada cardiorrespiratória.

Médicos e enfermeiros realizaram mais de 4.000 compressões torácicas e 13 desfibrilações, sem resposta. Após 1h25 de tentativas, a equipe interrompeu os esforços, mantendo apenas oxigênio, e declarou seu óbito.

Poder da oração 

Sherry chegou à clínica logo após a declaração de morte. Em depoimento, ela descreveu ter se ajoelhado ao lado do marido, segurou sua mão e orou: “Senhor Jesus, Sean tem apenas 39 anos, eu tenho 38, temos um filho de 10. Preciso de um milagre”.

Segundo relatos, os batimentos cardíacos de George retomaram imediatamente após a oração. “Ouvi barulho, olhei para o monitor e vi seu coração batendo”, disse Sherry.

George foi transferido para um hospital em Kalgoorlie, onde passou por cirurgia. Médicos alertaram sobre possíveis sequelas neurológicas ou falência de órgãos devido ao tempo prolongado sem oxigenação. No entanto, ele recuperou a consciência em dias, sem danos aparentes.

Treze dias depois, recebeu alta. Profissionais envolvidos no caso classificaram a recuperação como “incomum” ou “milagrosa”, segundo o casal.

Em seu testemunho, George atribuiu o ocorrido a uma intervenção divina: “Jesus Cristo é o doador da vida, o realizador do impossível. Ele responde a orações humildes”. O casal afirmou que a experiência reforçou sua fé e rotina espiritual, incluindo momentos diários de oração e leitura bíblica.

Sherry destacou: “O mais especial para nós é o tempo em silêncio pela manhã, lendo a Bíblia e orando antes do dia começar”.

Contexto médico

Casos de retorno espontâneo à circulação (ROSC) após paradas prolongadas são raros, mas documentados na literatura médica. Fatores como hipotermia ou causas reversíveis do colapso podem influenciar. A Associação Americana do Coração (AHA) registra que menos de 10% dos pacientes

'Senti o diabo sobre mim', diz judeu liberto por Jesus Cristo

Estados Unidos, década de 1970 – Kirt Schneidec, um jovem judeu criado em uma família sem vínculos com o cristianismo, enfrentou durante anos graves crises de ansiedade, depressão e ataques espirituais que, segundo ele, incluíam vozes e manifestações demoníacas.

Em depoimento gravado para seu canal no YouTube, Schneidec descreveu episódios em que ouvia risadas e sentia uma presença maligna sobre seu corpo.

“Eu literalmente senti o diabo deitado sobre mim, rindo de mim e sádicamente me fazendo rir de mim mesmo”, relatou Schneidec.

Nascido e criado no judaísmo, ele afirmou que não tinha conhecimento sobre o cristianismo ou o poder do nome de Jesus. No entanto, em meio a seu sofrimento, Schneidec disse ter tido um sonho revelatório.

“Certa noite, durante o sono, vi uma escuridão total dentro do meu cérebro. E eu entendi que Deus estava me dizendo que eu estava completamente preso, vivendo sob a escuridão. Mas agora, Ele estava abrindo um caminho para a luz para mim”, recordou.

A visão de Cristo 

Em 1978, aos 20 anos, Schneidec afirmou ter tido uma experiência transformadora: uma visão de Jesus crucificado, envolto em um feixe de luz vermelha.

“Eu não sabia nada sobre Jesus. Mas quando isso aconteceu comigo, de repente, me vi em um estado de consciência sobrenatural”, declarou.

Segundo ele, esse momento marcou o início de sua libertação espiritual e emocional. Após o episódio, Schneidec se converteu ao cristianismo, abandonando a opressão que o acompanhava e recuperando sua saúde mental.

Processo de libertação 

Schneidec detalhou que, após sua conversão, dedicou-se ao estudo da Bíblia, à oração e ao combate contra “as mentiras do inimigo” por meio das “verdades e promessas bíblicas”. Ele afirmou ter aprendido a discernir entre vozes espirituais negativas e a orientação do Espírito Santo.

Hoje, Kirt Schneidec identifica-se como um rabino messiânico – termo usado por judeus que creem em Jesus como o Messias – e dedica sua vida a pregar o Evangelho, compartilhando seu testemunho em congregações e plataformas digitais.

Seu relato, ainda que incomum em contextos judaicos tradicionais, reflete casos semelhantes de conversões entre judeus que aderem ao movimento messiânico, um fenômeno que tem crescido nas últimas décadas.

Contexto adicional: O judaísmo messiânico é um movimento que combina elementos da fé judaica com a crença em Jesus como o Messias, sendo visto com ceticismo por muitas correntes do judaísmo tradicional. Com informações: Charisma News.

Sociedade Bíblica faz gravação da Bíblia com sotaques do Brasil

O projeto “+31 Mil Vozes”, iniciativa da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), está registrando a Bíblia em áudio com sotaques de diferentes regiões do país. Após passar por 15 estados, o estúdio móvel da SBB chegou ao Rio Grande do Sul na primeira semana de abril, onde permanecerá até o final do mês.

Segundo a coordenadora do projeto, Ana Lúcia Mendes, a meta é concluir as gravações até 2027, reunindo sotaques e expressões culturais de todo o Brasil. “Cada versículo será gravado por uma voz diferente, representando a diversidade do nosso povo. Além das gravações presenciais, recebemos contribuições de brasileiros no exterior e em países lusófonos”, explicou Ana Lúcia em coletiva à imprensa na última quarta-feira (3).

Participação gaúcha

Em Porto Alegre, moradores gravaram trechos bíblicos no estúdio móvel instalado na Praça da Alfândega. “O justo vive pela fé”, leu o estudante Pedro Henrique Martins, de 19 anos. “Esse versículo me marcou porque fala sobre confiança em Deus mesmo nas dificuldades. É uma honra fazer parte de um projeto que vai alcançar tantas pessoas”, disse.

A assistente social Mariana Campos destacou a importância da iniciativa para a inclusão. “A Bíblia em áudio, com vozes que refletem nossa realidade, pode chegar a quem tem dificuldade de leitura ou deficiência visual. É um trabalho que une fé e acessibilidade”, afirmou.

Gravações em instituições

No Presídio Central de Porto Alegre, detentos também participaram do projeto, gravando depoimentos sobre como a Bíblia influenciou suas vidas. “A Palavra traz esperança e mudança de perspectiva, elementos fundamentais no processo de ressocialização”, declarou o diretor do presídio, Rogério Silva.

A próxima parada do “+31 Mil Vozes” será Santa Catarina, com previsão de início em maio. A SBB disponibiliza inscrições gratuitas em seu site para interessados em participar. Com informações: Comunhão.

Pastores elogiam clareza de Paulo Júnior na confissão de pecado

Após o comunicado do pastor Paulo Júnior sobre seu desligamento da Igreja Aliança do Calvário e afastamento do ministério por descumprir requisitos bíblicos, outros pastores vieram a público elogiar sua postura de arrependimento.

Pedro Pamplona, pastor da Igreja Batista Filadélfia, em Fortaleza (CE), usou o X para elogiar a forma e a clareza do posicionamento de Paulo Júnior: “Ver um pastor renomado pedir perdão publicamente por ‘dureza excessiva’ e aceitar bem que esse é um motivo para deixar o ministério é um grande aprendizado para todos os pastores e líderes cristãos”, escreveu.

Para Pamplona, a Aliança do Calvário também deu uma amostra de boa conduta: “Bela atitude da igreja também! Que Deus abençoe a restauração do Paulo Jr.!”.

Yago Martins, pastor da Igreja Batista Maanaim, também em Fortaleza, observou que a franqueza como Paulo Júnior falou sobre os próprios erros é um aprendizado: “Acho que é o pedido de perdão e comunicação de pecado mais bem feito que eu já vi na internet. Sem firula, com clareza e consequências reais. Que sirva de modelo pra todos nós”.

Para Yago, que também comanda o canal Dois Dedos de Teologia, Paulo Júnior terá um duro caminho pela frente, mas acredita que “depois dos anos de restauração” é possível que ele “volte para continuar ensinando o povo de Deus”.

Ver um pastor renomado pedir perdão publicamente por “dureza excessiva” e aceitar bem que esse é um motivo para deixar o ministério é um grande aprendizado para todos os pastores e líderes cristãos.

Bela atitude da igreja também! Que Deus abençoe a restauração do Paulo Jr.!

— Pedro Pamplona (@pedromcp) March 26, 2025

Acho que é o pedido de perdão e comunicação de pecado mais bem feito que eu já vi na internet. Sem firula, com clareza e consequências reais. Que sirva de modelo pra todos nós. E que depois dos anos de restauração, volte para continuar ensinando o povo de Deus. https://t.co/WmTAUsjCuV

— Yago Martins (@doisdedosdeteo) March 26, 2025

Sudão: membros de igrejas são presos sob falsas acusações

Pelo menos 19 cristãos foram presos na cidade de Madani, no Sudão, entre janeiro e fevereiro deste ano, em uma série de detenções realizadas por agentes de segurança vinculados às Forças Armadas do Sudão (SAF).

As prisões ocorreram em diferentes momentos, sendo uma das mais significativas em 21 de janeiro, quando sete cristãos foram detidos enquanto viajavam de Barakat para Madani, localizada a 136 quilômetros a sudeste de Cartum, capital do Sudão.

Eles foram acusados de apoiar as Forças de Apoio Rápido (RSF), uma facção paramilitar envolvida no conflito contra as SAF desde abril de 2023.

De acordo com fontes locais, os cristãos pertenciam a diferentes igrejas afiliadas ao Sudan Council of Churches e estavam a caminho de uma reunião de oração organizada pelo Inter-Church Committee.

A prisão foi confirmada pelo advogado Shinbago Mugaddam, que relatou que os detidos foram mantidos na Cela Militar Conjunta na Avenida Nilo por uma semana, sendo depois transferidos para a Prisão de Madani. Os cristãos identificados foram Akech Otin, Abraham John, Patrice Saeed, Peter Makuei, Rani Andraws, Ammanuel e James, todos negando as acusações de apoio à RSF.

Líderes religiosos na região afirmaram que não havia evidências de ligação entre os cristãos detidos e a RSF, e fizeram um apelo pela sua libertação. No entanto, as autoridades mantiveram os cristãos na prisão, apesar de um pedido formal por meio de uma carta assinada por líderes e igrejas locais.

Em outra cidade, Wad Rawah, a cerca de 94 quilômetros de Madani, 12 outros cristãos foram presos desde janeiro sob acusações semelhantes, mas seu paradeiro permanecia desconhecido, conforme informado por Mugaddam.

A situação tem sido descrita por grupos de direitos humanos como parte de um esforço sistemático para erradicar o cristianismo no país, com prisões arbitrárias sem acesso a julgamento. “Este é um ataque sistemático a cristãos, que são presos sem serem levados a um tribunal para obter justiça”, declarou o advogado.

O contexto jurídico no Sudão tem se deteriorado, especialmente após a aprovação, em maio de 2024, de uma emenda à Lei do Serviço Geral de Inteligência (GIS), que restabeleceu poderes amplos para os agentes de inteligência, incluindo imunidade para ações cometidas durante o exercício de suas funções. A emenda permite que agentes de inteligência realizem detenções, interrogatórios e apreensões sem a necessidade de autorização judicial.

O Sudão ocupa a 5ª posição na Lista Mundial de Perseguição de 2025 da Portas Abertas, o que o coloca entre os países mais difíceis para cristãos. A situação no país piorou com a intensificação da guerra civil que eclodiu em abril de 2023, resultando em um aumento no número de mortes e abusos contra cristãos, além de ataques a igrejas e propriedades de cristãos.

O conflito entre a RSF e a SAF, que eclodiu após um golpe militar em 2021, tem afetado gravemente a população civil, com mais de 12,9 milhões de pessoas deslocadas. Ambas as facções envolvidas no conflito têm origem islâmica, mas tentam se apresentar à comunidade internacional como defensores da democracia e da liberdade religiosa, enquanto continuam a atacar as comunidades cristãs.

Historicamente, o Sudão já enfrentou dificuldades em relação à liberdade religiosa. Após a deposição de Omar al-Bashir em 2019, houve avanços na liberdade religiosa, incluindo a revogação de leis da sharia que puniam a conversão religiosa. No entanto, o golpe de 2021 trouxe de volta aspectos repressivos, especialmente no que se refere ao tratamento de minorias religiosas, como os cristãos.

A população cristã no Sudão é estimada em cerca de 2 milhões, representando 4,5% da população total de mais de 43 milhões de pessoas, de acordo com informações do Evangelical Focus.

Paulo Júnior pede perdão: ‘Hora de denunciar meu pecado’

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O pastor Paulo Júnior anunciou que foi removido da função pelo conselho da Igreja Aliança do Calvário por ter sido considerado “desqualificado” para o ministério no que se refere aos requisitos delineados pelo apóstolo Paulo em sua primeira carta a Timóteo.

Paulo Júnior já estava afastado para tratar de um burnout, e nos últimos dias, o ministério Defesa do Evangelho havia anunciado o cancelamento da Conferência Old School 2025 alegando impossibilidade de participação de pregadores convidados.

Agora, Paulo Júnior – que também é escritor – veio a público informar que sua desqualificação para o ministério se deu pela forma como lidava com as pessoas: “Um homem, se quiser ser pastor, precisa ter aquelas qualificações. Nesse sentido, quero dizer a vocês que eu pequei, violando princípios que aí estão colocados”.

A Igreja Aliança do Calvário decidiu remove-lo do cargo de maneira definitiva, e o pastor afirmou que passará um tempo de isolamento com a família e depois procurará uma igreja para ser membro.

Paralelamente a isso, ele revelou que irá ingressar em uma faculdade de teologia para aprofundar seus estudos e, posteriormente, retornar ao ministério pastoral em outra igreja: “Eu preciso agora ser acolhido, ser discipulado, ser pastoreado para buscar a minha restauração, a restauração da minha alma. E por um bom tempo, não exercerei ministério nenhum”.

Confira a íntegra do comunicado do pastor Paulo Júnior:

Olá, querido irmão e irmã em Cristo. Depois de um tempo ausente das mídias sociais para tratar da minha saúde, venho agora a público falar a respeito do meu ministério.

Você sabe que 1 Timóteo, capítulo 3, trata das qualificações do pastor. Um homem, se quiser ser pastor, precisa ter aquelas qualificações. Nesse sentido, quero dizer a vocês que eu pequei, violando princípios que aí estão colocados. Por exemplo, Paulo fala que o bispo/pastor precisa ser um homem temperante, cuidar bem da sua família, ser cordato, hospitaleiro, dado ao estudo da palavra e assim por diante. Não deve ser violento. 

Muitas vezes, aquela dureza que vocês viam no púlpito era manifestada nos meus relacionamentos e na maneira como eu conduzia a igreja, ferindo, magoando pessoas, membros, sendo muito duro e exigente. O mesmo se aplicava aos membros da liderança, com exigências, dureza, magoando, ferindo e ofendendo-os. Assim também agi com membros da minha família. Esses são princípios inegociáveis para alguém que necessita ser pastor.

O meu conselho me chamou, me repreendeu a respeito dessa condução por um tempo, e eu resisti a essa repreensão, tentando manipulá-los, tentando dissuadi-los e me rebelando contra a verdade de Deus e contra a verdade que vinha da boca deles. Mas, depois de novos conselhos e novas repreensões, eles me convenceram do meu pecado. Meus olhos se abriram e vi que estava conduzindo a igreja de forma equivocada, pecaminosa. Pedi perdão a eles e reconheci o meu pecado. 

Depois de algumas reuniões, eles entenderam que essas violações, que já tinham um bom tempo, me desqualificam para ser pastor dessa igreja. E eu prontamente entendi que se tratava de uma desqualificação não temporária, mas permanente.

Por essa razão, quero aqui pedir perdão a vocês mais uma vez. Peço perdão aos membros da igreja que eu ofendi, que eu excedi na minha liderança, que eu magoei, que fui além do que um pastor pode ir. Quero pedir perdão também aos membros do conselho, que eu também ofendi, que eu tentei dissuadir ou persuadir de forma a contrariar a palavra de Deus e a causar feridas, mágoas e contendas. E quero pedir perdão também a todos os irmãos que me seguem e que têm algum respeito, apreço e amor pela minha vida.

Eu entendo que um homem, para ser pastor, precisa ser irrepreensível, idôneo, precisa ter uma conduta ilibada. Nesse sentido, eu falei e agi, e por essa razão estou sendo removido do ministério pastoral. Esta decisão que acolho com carinho, amor, serenidade e sobriedade. Eu, que denunciei tantas vezes o pecado, cheguei à hora de denunciar o meu pecado e reconhecer que eu falei, que eu pequei.

Nesse sentido, também vou ingressar, com minha família, em outra igreja, iniciar um processo, daqui a um tempo, de membresia, porque eu preciso agora ser acolhido, ser discipulado, ser pastoreado para buscar a minha restauração, a restauração da minha alma. E por um bom tempo, não exercerei ministério nenhum. Não é tempo de pregar, não é tempo de estar nas mídias sociais. Estarei afastado de qualquer compromisso com o ministério, seja de ensino, de pregação, seja de palavra, e também nas mídias sociais. Tratarei exclusivamente da minha família e da restauração da minha alma.

Eu também iniciarei estudos em uma faculdade de teologia para aprimorar o meu conhecimento, solidificar o meu conhecimento bíblico-teológico e, depois de um bom tempo, sendo esta a vontade de Deus, voltar ao ministério. Por isso, quero pedir as suas orações. Não deixem de orar pela minha vida, não deixem de orar pela minha família e pela igreja que eu deixei. 

Peço compreensão de vocês, amor de vocês, o carinho de vocês. Você sabe que a internet é palco de muita fofoca maldosa, e este vídeo vai trazer reações, vai trazer respostas de toda sorte, mas é isso que eu tenho para dizer a vocês. Estes são os meus pecados, e mais uma vez eu peço perdão a vocês.

Um grande abraço do seu querido irmão, Paulo Júnior.