Pastor Osiel Gomes pede ordem em cultos da Assembleia de Deus

O pastor Osiel Gomes fez duras críticas a práticas observadas em cultos da Assembleia de Deus, apontando que algumas delas se distorcem da ordem bíblica. A declaração foi feita durante uma pregação recente em sua congregação.

Osiel Gomes se posicionou contra manifestações como o ato de cair ao chão, soprar fiéis e os exageros emocionais presentes em certos cultos: “Pastor pentecostal não derruba crente. Não passa paletó para crente cair”, afirmou, referindo-se a práticas que, segundo ele, não têm respaldo nas Escrituras.

Ele destacou que essas práticas neopentecostais foram introduzidas por pregadores estrangeiros, citando Benny Hinn como exemplo de influências estranhas à tradição pentecostal.

O pastor também mencionou o missionário sueco Daniel Berg, um dos fundadores da Assembleia de Deus no Brasil, para reforçar seu ponto de vista: “Ah, mas o Daniel Berg subia pela parede. Se ele subia, era problema dele. Eu tenho que ir para o que a Bíblia diz”, declarou, sublinhando que a fé deve se fundamentar nos princípios bíblicos, em vez de seguir experiências pessoais ou práticas individuais.

Em seu discurso, Osiel criticou ainda a teologia da prosperidade, que tem sido amplamente disseminada em algumas igrejas pentecostais. Segundo ele, antigamente os crentes viviam de maneira simples, mas eram felizes:

“Os crentes viviam na roça, glorificando a Deus. Hoje, a maioria é doente”, lamentou. O pastor também observou uma inversão de papéis, onde os chamados “neopentecostais” passaram a influenciar até mesmo os mais tradicionais:

“Todo mundo queria imitar os clássicos. Hoje, os clássicos estão imitando os neopentecostais”, disse, referindo-se à propagação de conceitos como a teologia da prosperidade e a prática do “manto”. Ele criticou também a banalização dos dons: “Tem irmão que leva línguas estranhas na brincadeira. Não tinha nada disso na Assembleia de Deus”, desabafou.

Osiel condenou ainda a desordem nos cultos, afirmando que a igreja não deveria se assemelhar a um local de confusão: “Aqui não é hospício, é Igreja de Deus!” exclamou, reprovando práticas como “rolar no chão” e “gritar sem propósito”. Ele enfatizou que, para ele, muitas pessoas se concentram em manifestações externas, em detrimento do ensino bíblico profundo.

O pastor questionou ainda a coerência de alguns fiéis, que demonstram fervor na igreja, mas não refletem esse comportamento em sua vida cotidiana: “Nunca viram um pastor pregar que um homem cheio do Espírito Santo sabe amar a esposa?”, indagou.

Ele também enfatizou que é preciso que a espiritualidade se reflita de maneira prática, não apenas em momentos de culto. Ao encerrar sua mensagem, Osiel citou Efésios 5:18, que orienta os cristãos a buscar a plenitude do Espírito Santo sem exageros, reforçando que a prioridade deve ser a Palavra de Deus, e não o espetáculo.

Igreja Luterana cria louvores e sermão com inteligência artificial

Uma congregação da Igreja Luterana em Helsinque, Finlândia, utilizou ferramentas de inteligência artificial (IA) para planejar e realizar um culto de adoração experimental.

A celebração, que aconteceu na Igreja de Saint Paul, localizada no bairro de Vallila, atraiu mais de 120 pessoas, incluindo visitantes internacionais.

A Igreja de Saint Paul tem sido reconhecida por suas abordagens inovadoras em seus cultos. Após participar de uma conferência sobre IA e religião, o reverendo Petja Kopperoinen sugeriu a utilização da tecnologia para conduzir o culto. A proposta foi prontamente apoiada pelos outros pastores da igreja e por um bispo de Helsinque.

Kopperoinen comentou: “Normalmente, quando as pessoas falam sobre IA, discutem o que ela poderá fazer no futuro. Mas o futuro é agora. A IA já consegue fazer todas aquelas coisas que muitos acreditam que só seriam possíveis daqui a 10 anos”.

Durante o culto, a IA foi utilizada para compor músicas, escrever o sermão e até criar avatares, que participaram da cerimônia. Um desses avatares foi o ex-presidente finlandês Urho Kekkonen, que leu o Antigo Testamento.

De acordo com o Christianity Today, outro destaque foi a interação entre os avatares de satanás e Jesus. O reverendo Kopperoinen descreveu a experiência de assistir a si mesmo na tela dizendo palavras que nunca havia proferido como “estranha”.

Apesar dos avanços tecnológicos, Kopperoinen acredita que a IA não será capaz de substituir totalmente os humanos na condução de cultos religiosos: “Ela não consegue ser empática com as pessoas. A IA realmente não pode responder às suas perguntas de forma espiritual”, afirmou ele.

Embora tenha estabelecido diretrizes claras, como a exclusão da IA de práticas essenciais como o perdão de pecados e a celebração da Eucaristia, Kopperoinen reconheceu que questões éticas e morais sobre o uso da IA precisam ser debatidas.

O reverendo enfatizou que todo conteúdo gerado por IA deve ser revisado e editado por seres humanos, para garantir a veracidade e evitar a disseminação de informações prejudiciais.

Membros da Igreja Luterana expressaram preocupações sobre o uso da IA em práticas religiosas, mencionando também o impacto ambiental gerado pelo elevado consumo de energia e água.

Durante o culto, líderes religiosos e fiéis participaram ativamente, cantando hinos acompanhados por música de órgão ao vivo, intercalados com momentos conduzidos pela IA.

A reação dos participantes foi em sua maioria positiva, embora alguns tenham notado que o culto parecia distante e sem o calor humano característico das celebrações religiosas tradicionais.

A educadora finlandesa Taru Nieminen comentou: “Foi bastante divertido e interessante, mas não parecia uma missa ou um culto. Parecia distante. Eu não senti que estavam falando comigo.” O pastor Kanala também expressou: “O calor humano é o que as pessoas precisam.”

Muitos fiéis, embora tenham considerado o culto “interessante” e “diferente”, relataram momentos de confusão devido à fala da IA, que era difícil de entender. Além disso, sentiram a ausência de uma profundidade espiritual, que geralmente é proporcionada pela interação humana. A estudante Jeera Pulkkinen destacou: “Eu gostei das músicas. Elas eram bem cativantes, embora faltasse aquele tipo de alma que os humanos têm”.

Tom Stoneham, professor de filosofia na Universidade de York e especialista em ética da IA, afirmou que a inteligência artificial só poderia substituir os humanos em funções estritamente instrumentais, como no atendimento ao cliente. Em contextos religiosos, segundo Stoneham, “é a humanidade que agrega valor à situação.”

Por sua vez, Anna Puzio, especialista em ética da tecnologia na Universidade de Twente, na Holanda, destacou a importância da Igreja na participação ativa no desenvolvimento da IA. Ela acredita que, ao influenciar o processo de desenvolvimento, a Igreja pode ajudar a moldar a tecnologia de maneira responsável.

Apóstolo diz que a Santa Ceia deve ser oferecida para desviados

A questão sobre quem pode tomar a Santa Ceia gerou um intenso debate nas redes sociais após a divulgação de um vídeo do apóstolo Luiz Hermínio, líder do MEVAM (Missões Evangelísticas Vinde, Amados Meus).

No domingo (2), durante um culto, Hermínio fez um pedido aos fiéis para que levassem a Ceia a pessoas que haviam se afastado da fé, incluindo aqueles que possivelmente participaram das festividades de Carnaval.

O apóstolo justificou sua decisão afirmando que ninguém, por si só, é digno de participar da ordenança de Cristo. “A Ceia é um ato simbólico do sacrifício de Jesus e deve ser feita com amor”, destacou Hermínio, sugerindo que o gesto de oferecer a Ceia também se trataria de um sinal de acolhimento, independentemente do comportamento de cada um.

O pedido gerou divisões de opinião entre os internautas. Alguns consideraram a atitude de Hermínio inadequada, defendendo que a Ceia é um momento reservado para aqueles que estão em comunhão com Deus.

“Isso é um desrespeito!”, comentou um usuário. Por outro lado, houve quem apoiou a proposta, lembrando que Jesus também se sentou à mesa com pecadores. “Jesus se assentou com pecadores, e todos merecem uma chance de voltar”, afirmou outro internauta.

A Santa Ceia, como um dos momentos mais sagrados do cristianismo, rememora a última refeição de Cristo com seus discípulos antes de sua crucificação. Para muitos líderes religiosos, a participação na Ceia deve ser restrita a aqueles que estão arrependidos e em comunhão com a igreja, destacando a importância da reflexão e da reconciliação com Deus.

A crítica de muitos internautas ocorre pelo fato de entenderem que pessoas afastadas de Deus, consequentemente da Igreja, não estão em comunhão espiritual, o que torna a tomada da Santa Ceia algo sem sentido ou, no mínimo, incoerente, tendo em vista que a Bíblia exorta em 1Coríntios 11:28-30 a necessidade do cristão examinar-se quanto à obediência. Assista:

Seminário quer prevenir que pastores tenham burnout; Saiba mais

A Faculdade Teológica Sul Americana organiza o seminário “Burnout e liderança servidora: desafios e caminhos para o ministério” nos dias 8 e 9 de abril, com o objetivo de abordar o crescente problema da síndrome de Burnout entre líderes religiosos.

O evento visa promover um diálogo sobre os desafios dessa condição no contexto ministerial, além de apresentar modelos de liderança servidora para prevenir o desgaste físico e mental.

O seminário será realizado presencialmente na Faculdade Teológica Sul Americana, localizada em Londrina, no Paraná, mas também contará com transmissão ao vivo pelo canal do YouTube da instituição.

As palestras serão divididas em dois encontros: no primeiro dia, o tema será “Burnout no Ministério – Compreensão da síndrome e seus impactos no contexto pastoral”; no segundo, o foco será a “Liderança Servidora – Exploração do modelo de Greenleaf como ferramenta de prevenção e mitigação do burnout”.

O evento é gratuito, mas as inscrições são necessárias. Os interessados podem se inscrever através do link disponível no site da faculdade.

Serviço:

  • Seminário: “Burnout e liderança servidora: desafios e caminhos para o ministério”

    Data: 8 e 9 de abril

    Formato: Presencial e Online

    Local: Faculdade Teológica Sul Americana, Rua Martinho Lutero, 277 – Palhano 2 – Londrina (PR)

    Inscrições: AQUI!

‘Audrey's Children’: história inspiradora de médica cristã vira filme

A história da Dra. Audrey Evans, uma oncologista pediátrica pioneira que dedicou sua vida à cura do câncer infantil, é retratada no filme Audrey’s Children, estrelado por Natalie Dormer, conhecida por seu papel em Game of Thrones.

O filme destaca a trajetória da médica cristã cuja visão e trabalho salvaram gerações de crianças e levaram à criação da rede global Ronald McDonald House Charities.

Em entrevista ao The Christian Post, Natalie, 43 anos, expressou surpresa ao descobrir a história de Audrey: “Quando li o roteiro, simplesmente não conseguia acreditar que nunca tinha ouvido o nome dela antes. E depois de ler a história, não conseguia acreditar que ela não era um nome conhecido. Então pensei que qualquer filme que me oferecesse a oportunidade de interpretar um ser humano tão pioneiro e incrível… eu teria que dizer sim”.

Dirigido por Ami Canaan Mann, Audrey’s Children se passa na Filadélfia de 1969, período em que as mulheres eram uma minoria no campo da medicina, e a taxa de sobrevivência ao câncer pediátrico era inferior a 10%.

Nascida na Inglaterra em 1925, Audrey enfrentou desafios significativos, inclusive a resistência para que mulheres ingressassem na medicina, mas superou essas barreiras ao se tornar bolsista Fulbright e migrar para os Estados Unidos.

Ela chegou ao Hospital Infantil da Filadélfia (CHOP), onde desenvolveu novos métodos de diagnóstico e tratamento para o neuroblastoma, um câncer pediátrico fatal. Evans também foi chefe de oncologia no CHOP e cofundadora do Instituto Ronald McDonald, que hoje está presente em mais de 60 países.

Até sua morte em 2022, Audrey impactou milhões de vidas com seu trabalho. No filme, a atriz busca levar esse legado adiante, refletindo sobre o poder da ação individual. “Com tudo o que está acontecendo no mundo no momento… isso só mostra o quanto há em comum entre os anos 1960 e agora”, afirmou a atriz.

O filme retrata Audrey Evans como uma mulher destemida, que enfrentou colegas e burocratas com autoridade e sempre se manteve fiel à sua fé e ao amor por seus pacientes.

Natalie destacou a determinação de Audrey desde sua infância no Reino Unido, onde a medicina parecia um campo inalcançável para mulheres: “Ela queria ser médica desde que era uma garotinha no Reino Unido. Nos anos 50, não haveria chance disso. Então ela se mudou para a América”, comentou a atriz.

Audrey não só alcançou seu objetivo, mas também revolucionou o tratamento do neuroblastoma, criando o “sistema de estadiamento de Evans”, um método inovador para determinar a gravidade da doença.

Além disso, seu trabalho levou à criação de protocolos de quimioterapia que diminuíram as taxas de mortalidade. A fundação da primeira Casa Ronald McDonald  também foi uma conquista importante, oferecendo hospedagem gratuita para famílias de crianças doentes.

Natalie elogiou o impacto que Audrey teve, especialmente considerando que ela foi uma das principais responsáveis por mudanças significativas na medicina pediátrica: “Fiquei um pouco impressionada, para ser honesta com você”.

A roteirista e produtora Julia Fisher Farbman, amiga da família de Audrey, foi fundamental para dar ao filme uma abordagem pessoal e íntima. Farbman contribuiu para integrar o elenco à comunidade médica da Filadélfia, com a colaboração do CHOP, que permitiu que o filme fosse imerso na realidade histórica da instituição.

Embora Audrey tenha falecido antes do fim da produção, Natalie teve a oportunidade de conhecê-la pessoalmente e descreveu o encontro como uma conexão profunda com a história que estava prestes a interpretar: “Consegui sentar-me com Audrey e segurar sua mão antes que ela morresse”.

No filme, Natalie Dormer representa Audrey com uma combinação de empatia e determinação, mostrando sua capacidade de lutar contra a burocracia e a discriminação para conseguir os recursos necessários para salvar vidas.

A história de Audrey’s Children é, essencialmente, sobre resistência: a superação das dificuldades para garantir tratamentos que salvam vidas e a luta para proporcionar apoio às famílias em dificuldades financeiras.

O filme culmina com a luta de Audrey para garantir financiamento, inicialmente com a ajuda do time de futebol Philadelphia Eagles, e depois com o McDonald’s, para construir o primeiro Instituto Ronald McDonald.

Natalie também destacou a importância da mensagem da médica cristã: “Audrey esperava que o câncer fosse vencido, como ela disse, antes de deixar este mundo mortal. E isso não aconteceu… O trabalho continua.”

A atriz espera que o público, além de admirar Audrey, se sinta desafiado a fazer a diferença em sua própria esfera de atuação: “Você não pode consertar tudo… mas pode descobrir o que pode alcançar, o que é factível, dentro da sua alçada.”

Audrey’s Children será lançado nos cinemas dos Estados Unidos nesta sexta-feira. No Brasil, ainda não há data confirmada.

‘Adolescência’, da Netflix, pode ajudar pais a entenderem filhos

A série Adolescência, da Netflix, baseada em casos de violência no Reino Unido, apresenta um cenário que pode ser aproveitado por pais para entenderem o contexto de seus filhos numa fase desafiadora da vida.

A jornalista e escritora cristã Adriana Bernardo publicou artigo sobre a série e avaliou que a produção da Netflix “expõe antigas dores relacionadas à busca por identidade e pertencimento” que se agudizam na adolescência.

“Nessa fase da vida, essas questões se manifestam de forma avassaladora, gerando comportamentos que podem parecer irreconhecíveis em pessoas que acreditamos conhecer bem, como nossos filhos e os jovens com quem convivemos de perto”, contextualizou Adriana.

No enredo da série, a família do menino acusado de assassinato tem dificuldade de saber o que aconteceu. A escritora pontua que Adolescência acerta ao mostrar como “a exposição online é uma porta para estimular comportamentos que reforçam preconceitos e promovem visões distorcidas sobre papéis de gênero e relações interpessoais”.

“Desde a infância, conteúdos tóxicos ou influências de comunidades online podem moldar crenças e atitudes, criando um terreno fértil para que ideias misóginas ou exclusões sociais ganhem espaço na formação de jovens em desenvolvimento”, acrescenta Adriana.

Segundo ela, o alerta que a série oferece é que o contato com diferentes conteúdos precisa ser acompanhado pela família: “Essas experiências digitais, quando não mediadas, podem fomentar a normalização de comportamentos prejudiciais, perpetuando ciclos de exclusão e hostilidade”.

“Frequentemente associadas a fóruns e comunidades online, essas subculturas são caracterizadas por uma ideologia de ressentimento, especialmente direcionada às mulheres e à sociedade”, pontua.

A escritora destaca que homens com dificuldade para se relacionar com mulheres, tratados como “incels” acreditam que sua adversidade particular é “uma condição imposta, o que resulta em sentimentos profundos de frustração, raiva e até hostilidade, como apresentados pelo protagonista de Adolescência”.

“Nesse sentido, a trama britânica, que aborda as questões da identidade, da sexualidade e da busca por aceitação, é uma boa oportunidade para os pais observarem seus filhos e discutirem de forma aberta comportamentos e desafios emocionais”, conclui Adriana Bernardo em seu artigo para o Guia-me.

Mulheres deixam a prostituição após serem evangelizadas

Manila, Filipinas – Duas irmãs, anteriormente envolvidas na prostituição, relataram uma transformação em suas vidas após serem evangelizadas por missionários cristãos.

O caso ilustra um cenário comum no país, onde mulheres e crianças de áreas rurais são frequentemente aliciadas por redes de exploração sexual e submetidas a trabalho forçado em centros urbanos.

Identificadas como Angela* e Isa* para preservar suas identidades, as irmãs atuavam como profissionais do sexo na capital filipina após abandonarem os estudos para sustentar seus filhos. Após anos nessa condição, elas buscavam uma mudança quando, durante uma viagem em família, foram abordadas por um grupo de missionários.

Encontro que mudou 

Os missionários, vinculados a uma organização parceira da Christian Aid Mission, distribuíam Bíblias e compartilhavam o Evangelho na região. “Elas receberam a Palavra e entenderam que a salvação em Jesus Cristo traz transformação”, declarou um líder do ministério.

Após aceitarem a fé cristã, Angela e Isa decidiram deixar a prostituição e foram integradas a um programa de reinserção social. O projeto oferece capacitação em costura para geração de renda e apoio educacional a dependentes. “Antes, elas não tinham tempo para os filhos. Agora, suas famílias têm um futuro com esperança”, afirmou o líder.

Contexto da exploração

Apesar da prostituição ser ilegal no país, estimativas da Christian Aid Mission indicam que cerca de 800 mil pessoas exercem a atividade nas Filipinas – o quarto maior mercado global, atrás de China (5 milhões), Índia (3 milhões) e EUA (1 milhão). A pobreza e o tráfico de pessoas são apontados como fatores centrais para o problema.

O ministério envolvido no caso das irmãs atua no combate à exploração por meio de ações sociais e evangelísticas. “É um trabalho que exige discipulado contínuo e alternativas econômicas”, explicou o representante.

*Nomes alterados para proteção das fontes.

Jovem muçulmana acaba se convertendo ao colocar Bíblia à prova

Uma jovem muçulmana seguidora do islamismo tomou a decisão de se converter ao cristianismo após orar em busca de respostas sobre a veracidade da Bíblia, em um contexto de fé e busca por verdade na Ásia Central.

Durante uma missão na região, a missionária Olivia Tucker, do International Mission Board (IMB), estabeleceu uma amizade com uma jovem chamada Little S*. Ao desenvolver um trabalho evangelístico local, Olivia visitava a jovem regularmente, com o intuito de construir uma relação de confiança para compartilhar o Evangelho.

Em uma de suas visitas, Olivia foi surpreendida pelas várias perguntas de Little S sobre sua fé: “Quando você ora? Como você ora? Pelo que você ora? Quando você jejua? Como você jejua? Por que você jejua? O que você lê? Quando você lê?”.

A missionária, que não dominava perfeitamente o idioma local, se esforçou para responder da melhor forma possível às questões, destacando que, na visão dela, a jovem estava imersa em “escuridão espiritual”, embora tivesse sonhos frequentes com Jesus.

Olivia, após mudar-se para a Ásia Central, uniu-se a outros membros da equipe missionária, que trabalhavam em uma fazenda próxima à aldeia de Little S. Isso permitiu que ela aprofundasse a conexão com a jovem, apesar das dificuldades iniciais na comunicação.

Conforme o tempo passava, Little S demonstrava cada vez mais interesse em aprender sobre o cristianismo, buscando conhecer mais sobre Jesus e o Evangelho.

Contudo, com o passar do tempo, as visitas entre Olivia e Little S tornaram-se mais espaçadas. A jovem, que havia rejeitado a religião de sua comunidade, começou a duvidar da divindade de Jesus. Certo dia, Olivia percebeu que Little S estava praticando rituais muçulmanos, o que gerou em sua mente uma confusão entre o desejo de seguir Jesus e as tradições de sua fé anterior.

Foi então que Olivia começou a orar e jejuar por ela. Durante esse período, Little S conheceu Diana, uma outra jovem de uma família muçulmana, com quem formou uma amizade. Juntas, as duas se reuniam secretamente no telhado da casa de Little S para ler a Bíblia, em um ambiente de fé e busca por respostas. Elas então decidiram colocar à prova o Alcorão e a Bíblia, pedindo a Deus para mostrar qual dos dois livros estava correto.

“Eu acredito que Jesus é o Senhor. Jesus é o Filho de Deus”, declarou Diana, revelando a decisão de ambas de seguir Jesus. Mais tarde, Little S compartilhou com Olivia sobre os encontros secretos que teve com Diana e como Deus havia respondido às suas orações. As duas jovens não apenas aceitaram Jesus, mas também expressaram o desejo de serem batizadas.

Olivia, emocionada com a decisão das meninas, refletiu sobre o impacto de sua missão: “Eu vi a suficiência da Palavra de Deus! Ela é poderosa, viva e ativa. Mesmo quando minha dificuldade com o idioma não me permitia compartilhar todas as profundezas das verdades bíblicas, Little S as entendeu através do Espírito Santo.”

Little S, por sua vez, expressou sua gratidão: “Olivia, estou tão feliz que você veio aqui. Você me encorajou e então eu pude encorajar Diana. E agora Diana vai encorajar outra pessoa.”

Olivia, ao concluir seu relato, afirmou: “Eu pude testemunhar a fidelidade do Pai. Mesmo que tudo o que eu tenha feito tenha sido encorajar Little S, valeu a pena. Valeu a pena vir aqui, valeu a pena passar um tempo aqui.”

*Alguns nomes foram alterados por questões de segurança.

Medidas de Trump podem criar efeito de perseguição a cristãos

O presidente da Comissão Bipartidária dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF), Stephen Schneck, alertou que algumas políticas do governo Trump, como a suspensão do reassentamento de refugiados, podem afetar negativamente a liberdade religiosa em outras nações.

Durante o lançamento do relatório anual de 2025 da comissão, Schneck enfatizou que mudanças de política, como o cancelamento de programas financiados pelo Congresso e a suspensão de programas de reassentamento de refugiados, podem gerar retaliação e prejudicar vítimas de perseguição religiosa em países adversários.

O evento, realizado no Capitólio dos EUA, contou com a presença de defensores dos direitos humanos e um grupo bipartidário de legisladores, incluindo dois senadores e oito membros da Câmara dos Representantes.

A USCIRF, um órgão independente, monitora a liberdade religiosa no exterior e fornece recomendações para o governo dos EUA sobre medidas a serem tomadas em resposta a violações dos direitos religiosos.

Schneck, que também é professor aposentado da Universidade Católica da América, destacou que a Lei de Liberdade Religiosa Internacional (IRFA) de 1998 exige uma abordagem holística para a promoção da liberdade religiosa, incluindo assistência externa, diplomacia bilateral e multilateral, e intercâmbio cultural.

Ele fez um apelo ao governo Trump para manter, ou até aumentar, o compromisso com a liberdade religiosa internacional demonstrado durante seu primeiro mandato.

Em seu relatório, a USCIRF pediu que os EUA continuassem a reassentar refugiados que fogem de perseguições religiosas, especialmente aqueles provenientes de países onde as formas mais graves de perseguição são comuns, de acordo com informações do portal The Christian Post.

No entanto, o governo Trump suspendeu o Programa de Admissão de Refugiados, citando preocupações sobre a capacidade de absorver grandes números de migrantes, o que foi formalizado em uma ordem executiva emitida no início de seu segundo mandato.

O deputado Jim McGovern, que atua como copresidente da Comissão de Direitos Humanos Tom Lantos, criticou a suspensão de bolsas para a Radio Free Asia (RFA) e a Radio Free Europe/Radio Liberty (RFE/RL), considerando-a prejudicial para o monitoramento da liberdade religiosa em países como China, Vietnã e Coreia do Norte. O governo Trump, no entanto, restaurou o financiamento para essas organizações após processos judiciais.

A USCIRF também manteve várias recomendações do relatório de 2024, incluindo a designação de 16 países como “países de particular preocupação”, devido a violações contínuas da liberdade religiosa. Entre esses países estão Nigéria, Afeganistão, China e Irã, além do Azerbaijão, que foi colocado em uma lista de monitoramento especial.

A comissão sugeriu que o governo Trump impusesse sanções específicas contra autoridades de países envolvidos em violação de direitos religiosos, como o congelamento de ativos ou restrições à entrada nos EUA. A lista do CPC (Países de Particular Preocupação) é monitorada de perto, embora não implique punições imediatas.

Pela 'cultura religiosa', pastor faz doação para Igreja Católica

Na manhã de quarta-feira, 26 de março, o Pastor Raul Cavalcante, presidente das Assembleias de Deus em Imperatriz, acompanhado de outros pastores do ministério, visitou as obras de revitalização da Catedral de Fátima.

Durante a visita, os líderes assembleianos foram recepcionados pelo Bispo Dom Vilsom Basso e pelo pároco da Catedral, Pe. Eliezer Paiva, que detalharam o andamento das obras.

Em um gesto de apoio, o Pastor Raul Cavalcante realizou a doação de material de construção para a continuidade das reformas na Catedral.

“O município de Imperatriz, desde seus primórdios, sempre teve uma forte presença religiosa. Com o passar do tempo, temos colaborado juntos, com respeito, para construir essa cultura religiosa que é marcante na cidade e em toda a região”, afirmou o Pastor Raul Cavalcante.

“Espírito de unidade”

Dom Vilsom Basso, por sua vez, expressou sua gratidão pelo gesto: “Este ato do Pastor Raul e dos demais pastores reflete o espírito de unidade, amizade e fraternidade. Somos todos irmãos e irmãs! A doação de nossos irmãos é um gesto significativo. Nosso desejo é viver em irmandade e paz, pregando a palavra de Deus e anunciando seu reino com harmonia, sempre fazendo o bem.”

Ao final do encontro, os pastores subiram até a plataforma de visitação da Catedral, onde realizaram uma oração pela continuidade das obras. Dom Vilsom também fez uma oração pelos pastores presentes, simbolizando o compromisso com a unidade entre as diferentes denominações religiosas.

Nas redes sociais, a notícia sobre a iniciativa dos pastores dividiu opiniões, com algumas pessoas criticando o incentivo para a construção de uma estrutura que não atende a tradição evangélica, enquanto outros elogiaram, argumentando que o apoio se deu em face da cultura religiosa cristã, sendo o catolicismo parte da sua história. Confira: