Morte de adolescente causa impacto evangelístico em escola

A morte repentina de Rebeca, uma jovem adolescente cristã de 17 anos, ocorrida em julho de 2023 em Bauru, no interior de São Paulo, tornou-se um testemunho de fé que impactou centenas de estudantes de sua escola e mobilizou a comunidade local.

O relato foi compartilhado pelo músico Bruno Rocha, conhecido como Brunão, integrante da banda Morada, durante participação no Podcast do Balaio em julho deste ano.

Brunão, autor da canção “Pra Onde Eu Irei?”, revelou que conheceu a história de Rebeca durante uma visita a uma igreja, onde um casal de pastores o abordou. Renata e seu marido, líderes da congregação, relataram como a música, lançada em 2022, teve papel crucial nos últimos momentos da filha.

Encontro com a canção

Segundo Renata, no caminho para um evento na igreja, a família ouvia a faixa quando Rebeca questionou o trecho “preciso me despedir dos meus pais”.

“Pausei a música e expliquei que, biblicamente, despedir-se significa renúncia total para seguir Jesus, mesmo que isso exija deixar tudo”, contou a pastora. A conversa emocionou a todos, e chegaram ao local chorando. Minutos depois, Rebeca desmaiou no pátio da igreja.

A jovem foi internada e faleceu quatro dias depois, sem que a causa da morte fosse detalhada publicamente. Durante o velório, os pais descobriram que Rebeca havia criado um grupo de estudo bíblico em sua escola, reunindo colegas para orações. “Ela plantou uma semente. Mesmo sem entender a partida, vemos frutos”, afirmou Renata.

Impacto na comunidade

Após o ocorrido, estudantes que participavam do grupo decidiram dar continuidade às reuniões inicialmente organizadas pela adolescente Rebeca. O movimento cresceu, resultando na conversão de dezenas de jovens, muitos dos quais passaram a frequentar os cultos na igreja da família.

Em agosto de 2023, o encontro de jovens da congregação atingiu a marca de 1.500 participantes, segundo registros da liderança local.

Brunão, visivelmente emocionado durante o podcast, destacou: “Deus usa até o que não compreendemos. Rebeca cumpriu seu chamado de forma extraordinária”. Já Renata reforçou: “Ela falou de Jesus em vida e, mesmo após partir, continua falando. A semente de entrega que lançou está frutificando”.

A história da adolescente ganhou destaque em redes sociais, com a hashtag #SementeDeRebeca alcançando mais de 200 mil menções no TikTok e Instagram. A escola onde a jovem estudou anunciou a criação de um espaço multiuso para atividades socioemocionais e espirituais, batizado em sua homenagem.

“Pra Onde Eu Irei?”, lançada em 2022 pela Morada, aborda o tema do discipulado radical e já acumula 15 milhões de streams no Spotify. A banda não comentou publicamente o caso, mas dedicou a música a Rebeca durante shows recentes.

Obs.: Informações sobre os cultos de jovens e projetos em memória de Rebeca podem ser obtidas no site oficial da igreja em Bauru. Assista:

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Missionário relata avanço evangelístico na Itália e projeta metas

O pastor e missionário da Junta de Missões Mundiais, Luiz Cláudio Marteletto, compartilhou nesta segunda-feira um balanço das atividades evangelísticas realizadas na Itália em 2024 e expressou expectativas para ampliar o alcance do trabalho missionário no próximo ano.

Em entrevista ao site da organização, Marteletto destacou estratégias adotadas e resultados alcançados, com ênfase na importância de “não desperdiçar oportunidades” para divulgar o Evangelho.

Contexto Ministerial

Marteletto atua na Itália desde 2018, focando em Vigevano, cidade localizada na região da Lombardia. Em seu relato, citou a passagem bíblica de Colossenses 4:5 — “Aproveitem ao máximo todas as oportunidades” — como fundamento para a abordagem adotada em iniciativas como cultos públicos, distribuição de literaturas e diálogos pessoais.

Atividades e Estratégias

No final de 2024, a igreja liderada pelo missionário organizou um culto especial no domingo anterior ao Natal, seguido por um jantar comunitário que reuniu 50 pessoas, incluindo familiares e amigos de membros da congregação.

“Foi um momento para celebrar o nascimento de Cristo e explicar seu significado espiritual a quem ainda não O conhece”, afirmou Marteletto.

Como parte da estratégia evangelística, 25 calendários com meditações bíblicas foram distribuídos a não cristãos. “Há anos usamos essa ferramenta para manter contato e despertar interesse pelas Escrituras”, explicou o pastor.

Marteletto descreveu o encontro com Alessandro, um italiano de 34 anos que recebeu uma Bíblia e um guia de leitura em dezembro de 2024. “Ele mal havia tocado em uma Bíblia antes. Sua curiosidade foi uma porta aberta para futuras conversas”, relatou. O missionário ofereceu apoio contínuo para esclarecer dúvidas e incentivar a leitura.

Resultados de 2024

Segundo dados divulgados pela Junta de Missões Mundiais, as ações na Itália em 2024 incluíram:

  • 73 contatos evangelísticos diretos;
  • 102 materiais bíblicos distribuídos (incluindo Bíblias, calendários e guias);
  • 5 pessoas em processo de discipulado;
  • 1 batismo realizado;
  • 70 indivíduos assistidos por meio de doações de alimentos.

Para o ano de 2025, Marteletto listou três prioridades em suas solicitações de oração à comunidade cristã:

  1. Planejamento estratégico para “vidas salvas, despertamento missionário e crescimento da igreja em Vigevano”;
  2. “Portas abertas” para ampliar a evangelização na região;
  3. Saúde integral (física, emocional e espiritual) para sua família e equipe.

O missionário encerrou com uma declaração de fé: “Que 2025 seja marcado por mais oportunidades de glorificar a Deus através da missão na Itália. No amor do Pai, vamos completar a obra”.

‘Qual a maior ameaça à Igreja de hoje?’; A resposta é assustadora

Em diversos meios evangélicos se discute qual é a maior ameaça à Igreja, com muitos apontando ideologias seculares ou enfraquecimento da doutrina como as principais hipóteses. Porém, ao ser questionado sobre isso, o pastor Paul Washer deu uma resposta assustadora.

Em uma conferência, o famoso escritor e pregador foi abordado por um rapaz que o perguntou: “Qual você acredita ser a maior ameaça à Igreja em nossa geração?”.

Rodeado de outros pastores e diante de uma plateia atenta, Paul Washer respondeu:

São os pastores”, disse, causando risos constrangidos. “Honestamente, são os pastores. Em qualquer lugar, creio que Deus deu três ofícios à Igreja: pastor, evangelista e professor. Onde quer que você vá e encontre uma igreja fraca, você vê esses homens fracos. Ou eles são inexistentes, ou não são bíblicos, ou não são convertidos”.

Explorando o contexto da decadência social testemunhada nos Estados Unidos ao longo dos últimos anos, Washer pontuou que “toda essa conversa sobre julgamento [de Deus] em nosso país, por causa de suas imoralidades e tudo mais” obriga um olhar sobre a origem do problema: “Nunca se esqueça: julgamento sempre começa com a casa de Deus. E eu estou espantado com a falta de temor ao Senhor e a falta de conhecimento bíblico entre aqueles que se autodenominam ministros de Cristo”.

“As atrocidades que aconteceram na América, no evangelicalismo, no púlpito mesmo, a tolice, a falta de reverência… Se você tem uma igreja que não é uma igreja de oração é porque você tem líderes que não oram. [Se] a igreja não é bíblica, é porque você tem líderes não bíblicos. Sempre volta a isso”, reiterou.

O reflexo de uma igreja longe das Escrituras é a sociedade ao redor, dominada pelo mal, argumentou Washer: “Quando eu olho a nação, não estou culpando um partido, ou professores, ou isso ou aquilo. Estou olhando para mim mesmo como um ministro de Cristo, e isso é muito solene”.

Por esse motivo, explica o pastor, é que a responsabilidade pelo estado de vulnerabilidade da Igreja recai sobre os próprios pastores: “Ninguém deveria entrar no ministério levianamente. Sabe, a gente poderia dizer todo tipo de exemplo, outras coisas, mas tudo volta a isso. Poderíamos dizer liberalismo, que é verdade; poderíamos dizer coisas ainda mais perigosas, um liberalismo oculto, quando homens afirmam que a Bíblia inerrante, mas todo o seu ministério não é mais do que pragmatismo”, contextualizou.

“Todos vocês, jovens, rapazes, precisam entender algo: toda essa conversa sobre Reforma nos últimos 15 anos… os reformadores não queriam ser reformadores. Número 1: eles só queriam ser bíblicos. Número 2: você não é reformado simplesmente porque você adotou uma visão acadêmica de algum tipo de soteriologia da graça soberana. Você está seguindo o espírito dos reformadores porque você está tentando pegar todos os aspectos de seu pensamento, sua doutrina, sua disposição, sua vida, sua família, sua igreja e submetê-la ao que está escrito”, advertiu o pastor Paul Washer.

Carlinhos Silva, o 'Mendigo do Pânico', faz revelação sobre a fé

Na última quinta-feira, 27 de março, o comediante Carlinhos Silva, amplamente reconhecido pelo personagem ‘Mendigo do Pânico’, causou comoção ao compartilhar sua fé cristã durante uma live no TikTok.

Durante a transmissão, Carlinhos, que usava uma camiseta com a inscrição “Jesus Salva”, relatou seu testemunho de conversão e declarou sua adesão ao cristianismo, recitando o Salmo 91.

O comediante, que passou a seguir Jesus em 2024 após ser preso devido a um atraso no pagamento da pensão alimentícia de seu filho, falou sobre como tem se dedicado à leitura e meditação da Bíblia desde então.

Segundo ele, esse processo de transformação foi marcado por mudanças profundas em sua vida.

“Olhem para o meu passado, mas daqui pra frente, viverei para Cristo. Preciso matar o Carlinhos antigo, preciso morrer”, afirmou ele, refletindo sobre sua jornada espiritual.

Desde a sua conversão, Carlinhos, de 45 anos, tem realizado transmissões diárias nas redes sociais, onde compartilha seu testemunho e prega sobre os ensinamentos cristãos. Durante a live, ele também revelou que dedica uma hora do seu dia para orar de joelhos, afirmando: “O mundo oferece muitas coisas para nos deslumbrarmos, mas depois tira o nosso chão. O chão é Cristo”.

Em relação à sua carreira, o humorista disse que perdeu o interesse por dinheiro e bens materiais. “Tudo o que eu quero agora é respirar e falar de Deus. Se eu tiver meu pão com ovo e um colchonete, serei a pessoa mais feliz do mundo”, declarou.

Emoção

Durante a live, Mendigo, como ainda é conhecido nas mídias, não conteve as lágrimas ao pedir perdão a Deus por seus pecados. Mais tarde, no Instagram, ele compartilhou uma mensagem em que se descreveu como “o mais pecador e imperfeito” e enfatizou que a perfeição só pode ser encontrada em Jesus Cristo.

“A perfeição você só encontrará Nele, Jesus Cristo, e em mais ninguém. Nem na Bíblia e nem fora dela”, escreveu.

O comediante também encorajou seus seguidores a não se deixarem escravizar pelo mundo, destacando que todos foram libertados pelo “sangue do Cordeiro”. Ele ressaltou que sua vida agora é guiada pela oração, jejum e meditação nas Escrituras, e compartilhou que tem vivido experiências profundas com Deus.

“Ser cristão é mudar tudo o que já se viveu até aqui e seguir o novo, conforme as Boas Novas dos Evangelhos. É viver uma nova filosofia de vida, com conceitos baseados em uma única pessoa, uma única Verdade e em um único caminho: ‘Jesus’”, concluiu Carlinhos Silva.

Pastores publicam manifesto em defesa da anistia no 8 de janeiro

A Confederação Nacional dos Conselhos de Pastores do Brasil (Concepab) e o Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política (Fenasp) publicaram nesta segunda-feira (31/03) um manifesto conjunto em apoio ao Projeto de Lei nº 2.858/2022, que propõe anistia a presos pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

A proposta se refere a quando supostos simpatizantes do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram sedes dos Três Poderes em Brasília. O documento, intitulado “Manifesto em Defesa da Justiça, Democracia e Anistia”, cita a Bíblia e discursos históricos para defender “reconciliação nacional”.

Conteúdo do Manifesto

O texto inicia com uma referência ao Salmo 85:10 — “A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram” — e uma citação de Ronald Reagan: “A liberdade nunca está a mais de uma geração de ser extinta”. As entidades afirmam reconhecer a “gravidade dos atos de vandalismo”, mas criticam a “generalização de responsabilidades” e o que classificam como “instrumentalização do Judiciário”.

“Relatos de limitação à ampla defesa, alteração de foro, sentenças uniformes e penas desproporcionais — sem considerar o grau de envolvimento individual — são preocupantes. A justiça não pode ser convertida em mecanismo de intimidação política”, diz um trecho do documento.

O documento relembra a Lei de Anistia de 1979, promulgada durante a transição democrática pós-ditadura militar, como exemplo de medida que “promoveu reconciliação e reconstruiu a convivência democrática em um país dividido”.

Atualmente, dos 1.448 investigados pelos atos de 8 de janeiro, 229 permanecem presos, segundo dados do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de fevereiro de 2024.

Congresso

As entidades defendem que o Legislativo é o “foro legítimo para deliberar sobre anistias em momentos de comoção nacional”, pedindo que o debate ocorra com “serenidade, responsabilidade institucional e escuta à sociedade civil”.

O PL 2.858/2022, de autoria do deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), aguarda designação de relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara desde novembro de 2023.

Apoiadores do governo Lula criticaram o manifesto, alegando que a anistia “minimizaria ataques à democracia”. Em contraponto, o Fenasp destacou em nota separada: “Defendemos justiça restaurativa, não impunidade. A anistia não apaga crimes, mas busca pacificação, como ensina Romanos 12:18: ‘Se possível, quanto depender de vocês, vivam em paz com todos’”.

A Concepab informou que encaminhará o manifesto a todos os parlamentares da Frente Parlamentar Evangélica, que reúne 257 deputados e senadores.

Enquanto isso, o STF mantém julgamentos individuais dos envolvidos, com 48 condenações até março, variando de 3 a 17 anos de prisão por crimes como dano qualificado e associação criminosa. Confira:

Mentiroso sem vez: 10 versos da Bíblia que confrontam a mentira

A mentira, definida como a distorção intencional da verdade, é tratada nas Escrituras não como um mero erro social, mas como um ato de rebelião contra a natureza divina. A Bíblia estabelece, desde o Gênesis até o Apocalipse, uma linha clara entre a verdade — associada à luz e à vida — e a mentira — vinculada às trevas e à morte.

Essa dicotomia reflete não apenas um princípio ético, mas uma ruptura ontológica com o Criador, cujo caráter é “cheio de graça e de verdade” (João 1:14).

1. Raízes espirituais 

A primeira mentira registrada na Bíblia surge no Éden, quando a serpente questiona a ordem divina: “Foi isto mesmo que Deus disse?” (Gênesis 3:1).

Ao distorcer a palavra de Deus, Satanás inaugura um padrão de engano que corrompe a relação humana com a verdade. Adão e Eva, ao aceitarem a mentira, experimentam a morte espiritual (separação de Deus) e física, estabelecendo um legado de pecado que permeia toda a humanidade (Romanos 5:12).

2. A mentira e a opressão

Histórias como a de José, acusado falsamente pela esposa de Potifar (Gênesis 39), revelam como a mentira serve para manipular, oprimir e destruir vidas.

No Novo Testamento, a conspiração contra Estevão (Atos 6:11) e a falsa acusação que levou Jesus à cruz (Mateus 26:59-60) ilustram seu potencial devastador em escalas individual e coletiva.

A mentira não é um pecado passivo: ela alimenta injustiças, corrói a confiança e fragmenta comunidades.

3. A psicologia da mentira

Ao contrário da visão secular que relativiza a mentira como “socialmente necessária”, a Bíblia expõe seu efeito corrosivo na alma. Romanos 1:25 descreve a humanidade como aquela que “trocou a verdade de Deus pela mentira”, resultando em alienação moral e intelectual.

Mentir não apenas engana os outros, mas distorce a autoimagem do mentiroso, que passa a viver em um universo paralelo de negação e autojustificação (Provérbios 26:28).

4. Idolatria e poder

A conexão entre mentira e idolatria (Romanos 1:25) revela seu uso sistêmico. Na antiguidade, governantes como o Faraó do Êxodo (Êxodo 1:9-10) e Herodes (Mateus 2:8) utilizaram falsidades para manter o poder.

Hoje, a mentira se manifesta em discursos políticos manipulativos, fake news e corrupção corporativa, confirmando que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3:23).

5. Contexto Relacional

Ao mentir, o ser humano desfigura a Imago Dei (imagem de Deus) em si mesmo e no próximo. Efésios 4:25 ordena: “Cada um deixe a mentira e fale a verdade com o seu próximo, pois somos membros uns dos outros”.

A mentira viola a interdependência humana, transformando relacionamentos em transações calculistas. Em contraste, a verdade promove koinonia (comunhão), base da Igreja primitiva (Atos 2:44-47).

6. A esperança

O antídoto divino para a mentira é Cristo, que declara: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6). Sua ressurreição não apenas expõe a mentira da morte (1 Coríntios 15:55), mas inaugura um novo paradigma onde os redimidos são “cheios do Espírito de verdade” (João 16:13).

A conversão do apóstolo Paulo, perseguidor que se tornou mártir da verdade (Atos 9), exemplifica essa transformação radical.

7. Arrependimento 

A Bíblia não condena sem oferecer solução. 1 João 1:9 assegura que a confissão genuína resulta em perdão e purificação.

Zaqueu, após encontrar Jesus, restituiu quadruplicado o que havia roubado (Lucas 19:8), demonstrando que a verdade liberta não apenas espiritualmente, mas restaura ethicalmente.

8. Era digital

Em um mundo onde a desinformação se propaga em segundos, o mandamento “não mentirás” adquire urgência inédita.

A mentira virtual — de perfis falsos a deepfakes — exacerba a desconfiança global. Colossenses 3:9 adverte: “Não mintam uns aos outros”, lembrando que, mesmo online, “tudo o que está oculto será revelado” (Lucas 12:2).

9. A Igreja como coluna 

Em uma cultura pós-verdade, a Igreja é chamada a ser “coluna e fundamento da verdade” (1 Timóteo 3:15).

Isso implica denunciar a mentira estrutural (como o racismo sistêmico ou a exploração econômica) e viver com transparência, rejeitando a hipocrisia farisaica (Mateus 23:27-28).

10. A eternidade 

Apocalipse 21:8 e 22:15 listam mentirosos entre aqueles excluídos da Nova Jerusalém. A promessa, porém, é que na eternidade “não entrará coisa alguma impura” (Apocalipse 21:27).

A mentira, efêmera por natureza, será erradicada, enquanto “a palavra do Senhor permanece para sempre” (1 Pedro 1:25).

Conclusão

Viver na verdade é um ato revolucionário em um mundo construído sobre narrativas falsas. Não se trata apenas de evitar enganos, mas de abraçar uma existência alinhada com a realidade última: Deus, que “não pode mentir” (Tito 1:2).

Como escreveu Agostinho: “A verdade é como um leão; não precisa ser defendida. Deixe-a solta, e ela se defenderá sozinha”. Aos cristãos, cabe proclamá-la não só com palavras, mas com vidas inteiras “cheias de graça e verdade” — à imagem d’Aquele que as redimiu. Com informações: Comunhão.

Ela passou 35 anos na prisão por injustiça, mas esse não era o fim

Aos 60 anos, Judy Henderson caiu de joelhos em 2017 na sala de visitas de uma prisão no estado do Missouri, nos Estados Unidos. Após cumprir 35 anos de uma sentença de prisão perpétua sem direito a liberdade condicional, ela foi informada de que sua pena seria comutada. A decisão partiu do então governador do estado, Eric Greitens (Partido Republicano).

Ele simplesmente me pegou pelos ombros e disse: ‘Judy, são boas notícias. São boas notícias para você. Hoje, vou comutar sua sentença para tempo cumprido, liberação imediata’”, relatou Henderson. Segundo ela, o momento permanece vívido em sua memória. “Ainda sinto arrepios só de pensar nisso.”

O caso de Henderson está no centro de seu novo livro de memórias, When the Light Finds Us, publicado nos Estados Unidos. A obra narra o que ela descreve como um erro judiciário devastador, acompanhado por uma trajetória de fé cristã, resiliência e reconstrução pessoal.

A condenação

Judy Henderson foi presa em 1982, acusada de participar de um assalto a uma joalheria na cidade de Springfield, Missouri. O crime terminou com o assassinato do joalheiro. De acordo com seu relato, o autor do disparo foi seu então namorado, descrito por ela como alguém “suave, educado e convincente”. Henderson afirma ter sido manipulada por ele e ferida durante o crime.

Ambos foram acusados de homicídio capital. No entanto, apenas Henderson foi condenada. Um fator central do julgamento foi posteriormente considerado inconstitucional: ela e seu co-réu eram representados pelo mesmo advogado.

Fui a julgamento primeiro, então não pude subir ao banco das testemunhas e ser honesta e dizer a verdade sobre isso porque isso machucaria o outro cliente dele”, disse ela. “Você não pode dar a um um julgamento justo e não ao outro”.

A pena imposta foi prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional por 50 anos. Henderson entrou no sistema prisional, nas palavras dela, “em uma névoa de descrença e raiva”.

Transformação na prisão

Durante as décadas em que esteve encarcerada, Henderson passou por um processo de transformação espiritual. O ponto de virada, segundo ela, ocorreu em um retiro cristão de três dias dentro da penitenciária.

Sempre que eu via a enormidade de quanto amor havia neste retiro de três dias, e como esses voluntários […] escolheram fazer isso porque tinham o amor de Deus neles, isso me deu esperança”, afirmou.

Ela se apoiou no versículo bíblico de Jeremias 29:11, que manteve afixado no espelho de sua cela: “Porque eu sei os planos que tenho para vocês… planos para dar a vocês um futuro e uma esperança”.

Além da dimensão espiritual, Henderson investiu em sua educação e formação profissional. Tornou-se paralegal certificada, treinadora de cães, personal trainer e cabeleireira. Também passou a atuar como mentora de outras mulheres presas.

Atuação pela reforma legal

Nos anos seguintes, Judy Henderson se envolveu ativamente em causas de reforma do sistema judiciário. Contribuiu para a elaboração de uma legislação estadual no Missouri que reconhece a síndrome da mulher espancada como base para defesa legal em processos criminais.

Você pode ficar amargurada ou pode melhorar”, disse. “Eu escolhi melhor porque a raiva só estava me machucando […] Eu tive que me levantar com a ajuda de Jesus Cristo.”

Após a comutação da pena e sua libertação em 2017, Henderson passou a trabalhar com mulheres recém-libertas da prisão. O objetivo, segundo ela, é ajudá-las a encontrar moradia, reconstruir laços familiares e iniciar uma nova vida.

Essa é minha missão. Esse é meu propósito. … Eu farei isso até o dia em que eu der meu último suspiro”, afirmou.

Perdão e reconstrução

Ao tratar de seu passado, Henderson evita ressentimentos. “Deus nos perdoou. Ele morreu na cruz e sofreu enormemente por nós”, declarou. “Como eu poderia, amando-O como meu Pai, não perdoar os outros como Ele fez?

Ela enfatiza que o perdão não se trata de ingenuidade, mas de escolha consciente. “Eu não queria que Satanás pensasse que ele tinha esse tipo de poder sobre mim”, afirmou. “Eu não queria amargura.”

A capa do livro When the Light Finds Us traz a imagem de uma flor desabrochando através de arame farpado. A metáfora, segundo Henderson, representa sua trajetória da escuridão à liberdade.

Luz para mim simboliza liberdade. Eu estava em tal escuridão por tantos anos sem nem perceber”, disse. “Não perca a esperança. Às vezes, só precisamos ouvir a voz Dele […] Esse é o seu sinal. Vá em uma direção diferente. Deixe que Ele lhe mostre.”

Judy Henderson vive hoje como avó, autora e ativista, buscando guiar outros por meio da fé cristã, do apoio comunitário e da esperança que, segundo ela, a sustentou nos anos mais difíceis de sua vida, de acordo com informações do The Christian Post.

Pastor que recebeu Paulo Junior em casa conta segredo

O caso do pastor Paulo Júnior continua repercutindo entre líderes evangélicos e um de seus amigos pessoais, pastor Marcos Granconato, revelou detalhes sobre seu estado de saúde ao longo dos últimos meses.

Granconato, que lidera a Igreja Batista Redenção, em São Paulo, fez um relato sobre a situação de Paulo Júnior antes de seu afastamento.

“Eu e o pastor Paulo Junior temos um certo grau de amizade já há um bom tempo. Fui à igreja dele várias vezes, preguei lá em congressos, eventos especiais. Estive com eles na Conferência Old School […] É um irmão querido”, declarou Granconato, pontuando a relação entre eles.

O pastor enfatizou que o próprio Paulo Júnior não se escondeu de suas responsabilidades no cenário que resultou em seu afastamento: “O que deve ser levado em conta – que o Paulo Júnior não disse e que as pessoas talvez não saibam – é que ele está doente”.

“Pastor Paulo Júnior, antes disso tudo acontecer, mais ou menos há um mês e meio, ele esteve em minha casa e ficou lá com a família toda por dois dias. Nós tivemos ali um tempo muito gostoso, de comunhão, desfrutando da nossa amizade, e ele disse para mim ‘pastor, eu estou muito doente’. Ele disse ‘estou com uma síndrome chamada síndrome de burnout. E segundo ele, essa síndrome se manifestou das mais diversas formas, deixando-o extremamente abalado emocionalmente”, descreveu Granconato.

Embora tenha dito que sabia dos detalhes dos sintomas enfrentados pelo amigo, o pastor Marcos Granconato não quis entrar nos pormenores: “Eu não entendo como se manifesta essa doença, mas é uma doença terrível irmãos. Ele disse para mim ‘estou com isso porque eu não tiro férias há 23 anos’. Irmãos, vocês sabem o que é isso? Sem férias há 23 anos. Isso se somou com outros problemas próprios do pastorado”.

“Ele foi diagnosticado com essa séria enfermidade, que deixou ele bastante abalado e fragilizado, e os médicos deram a ele uma licença de três meses do ministério, para que ele pudesse descansar e se recuperar, inclusive com remédio e tudo mais”, disse, contextualizando.

Ao final, Granconato se desculpou por expor o problema: “Nem sei se eu poderia falar isso aqui. E se o pastor Paulo Júnior em algum momento ouvir eu falando isso, espero que ele me perdoe porque o meu objetivo é ajuda-lo e desfazer certas maldades. Desfazer certas maldades que eu tenho visto nas redes sociais contra ele”.

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‘Demônios’: mulher tinha visões e conta o que a libertou

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Nadeen Flaveney nasceu nos Estados Unidos em uma família muçulmana marcada por conflitos. Segundo seu relato, divulgado pelo canal Delafé Testimonies no YouTube, o ambiente doméstico era hostil, e ela tinha visões de demônios. Sua mãe, de origem jordaniana, sofreu agressões físicas e privação de alimentos por parte do marido.

Pouco após o nascimento de Nadeen, a mulher solicitou o divórcio e retornou com a filha à Jordânia. O pai, que permaneceu nos Estados Unidos, passou a visitar a criança mensalmente.

Quando a menina completou cinco anos, ele pediu autorização para levá-la ao zoológico. A mãe consentiu. No entanto, segundo Nadeen, essa saída fazia parte de uma operação autorizada pelo governo dos Estados Unidos, que considerava que a mãe havia cometido sequestro internacional ao deixar o país com a criança anos antes.

“Eles fizeram um passaporte para mim e enviaram meu pai. Naquele dia, minha mãe me mandou para o zoológico e nunca mais me viu, nunca mais voltei a morar com ela”, relatou Nadeen no vídeo.

Infância em Ohio

A partir de então, Nadeen passou a viver com o pai no estado de Ohio. Criada sob uma educação muçulmana rigorosa, ela relatou sentir-se reprimida por não poder participar de atividades comuns entre seus colegas, como frequentar jogos de futebol ou deixar de usar o véu.

Segundo seu depoimento, o pai projetava nela a raiva que sentia da ex-mulher: “Ele ficou muito bravo quando minha mãe me roubou, acho que toda vez que ele olhava para mim, ele pensava nela”, afirmou.

Aos seis anos de idade, Nadeen começou a sofrer agressões físicas e psicológicas. Ela contou que era constantemente advertida a não entrar em contato com a mãe, sob o argumento de que poderia ser sequestrada: “Dormia com um martelo debaixo da cama. Meu pai colocava mentiras na minha cabeça. Eu estava simplesmente paranoica”, declarou.

Opressão por demônios

Durante a adolescência, Nadeen disse ter desenvolvido um sentimento de rejeição em relação à religião islâmica: “Eu odiava o islamismo, dizia: ‘Como você reza cinco vezes ao dia e me trata assim?’”, contou.

Em um episódio específico, ela relatou ter contraído piolhos devido às más condições de higiene da residência. Após a escola alertar o pai, ele teria reagido de forma violenta, queimando parte de seu cabelo, o que resultou em ferimentos no couro cabeludo.

Com o passar do tempo, Nadeen desenvolveu sintomas de depressão e passou a se automutilar. Segundo seu relato, também experimentava episódios diagnosticados como paralisia do sono, durante os quais ela via demônios.

A medicina considerou os episódios com demônios que ela narrava como esquizofrenia, transtorno de ansiedade grave e transtorno bipolar, ela iniciou um tratamento com múltiplos medicamentos.

“Eu estava na sétima série e me deram um monte de remédios, tomava seis medicamentos diferentes. Fiquei como um zumbi ambulante. Fui à terapia, mas nada estava ajudando”, disse.

As visões de demônios a levaram a tentar suicídio em três ocasiões e foi internada em uma clínica psiquiátrica. “Não via sentido em viver, eu era muito atormentada”, relatou.

Mudanças de estilo de vida

Já no Ensino Médio, seu pai deixou de impor as práticas religiosas de forma rigorosa. Nadeen passou a frequentar festas e consumir bebidas alcoólicas, mas relatou que ainda se sentia solitária. Durante esse período, uma colega cristã falou-lhe sobre oração e a convidou a conhecer sua mãe, que, segundo ela, poderia ajudá-la espiritualmente.

Ao visitar a residência da colega, Nadeen afirma ter tido uma experiência espiritual intensa: “A mãe dela estava orando em línguas e eu fui tomada por algo ruim. Ela orou por mim e expulsou esse espírito. Foi quando me falaram sobre o Evangelho”, declarou.

Apesar disso, Nadeen não adotou imediatamente a fé cristã. Após concluir os estudos, envolveu-se com drogas, álcool e trabalhou em um clube de striptease como garçonete. Aos 21 anos, embora tivesse estabilidade financeira, relatava sentimentos de vazio e tristeza.

Conversão religiosa

Em uma noite, sozinha em seu quarto, Nadeen diz ter feito uma oração questionando a identidade de Deus: “Deus, quem é você? Você é Buda, Alá, o universo?”, recorda.

Pouco tempo depois, aceitou o convite de um amigo para visitar uma igreja. Durante o culto, o pastor leu o versículo de Marcos 8:36: “De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”

O episódio teve um impacto significativo em sua vida. Ela foi ao altar durante o apelo e recebeu orações de membros da igreja. Começou a ler a Bíblia e relatou ter encontrado um novo sentido de paz.

“Pela primeira vez, meu coração sentiu paz”, afirmou, emocionada.

Nova fase

Em 2021, Nadeen abandonou o trabalho no clube e foi batizada. Segundo ela, sua vida passou por uma transformação profunda. Ela afirmou ter perdoado a família e se afastado dos comportamentos e vícios anteriores:

“Deus renovou completamente a minha mente. Eu não sentia falta do mundo”, disse.

“Quando você vem a Jesus, não é apenas uma vida melhor, é uma vida nova. Eu poderia ter morrido nas tentativas de suicídio e ido para o inferno. Mas Deus disse: ‘Eu estou te salvando, eu tenho um plano para você’”, concluiu.

Atualmente, segundo seu testemunho, Nadeen está livre das visões de demônios e superou dependências e traumas e dedica sua vida à fé cristã.

Ela teve sonho chocante com a volta de Cristo e isso mudou tudo

A evangelista norte-americana Jennie Allen, conhecida por seu trabalho entre jovens e estudantes nos Estados Unidos, relatou que sua missão de pregar sobre avivamento começou após um sonho com a volta de Cristo.

Segundo Jennie, a experiência marcou um ponto de virada em sua vida ministerial e influenciou o surgimento de movimentos de oração e evangelismo em larga escala.

“Não estou dizendo que não acredito em sonhos e visões. Mas, eu nunca tive esses dons, e, alguns anos atrás, uma amiga orou na noite em que tive esse sonho para que eu ouvisse de Deus sobre algumas coisas muito grandes, coisas cruciais com meu ministério”, contou a evangelista em entrevista à CBN News.

Na ocasião, Jennie enfrentava um período de dúvidas e considerava deixar o ministério. O sonho com a volta de Cristo, no entanto, desencadeou o que ela descreve como um “despertar espiritual”.

“Sonhei que Jesus voltaria em 10 anos. Não tenho ideia de quando Ele vai voltar — nunca diria isso — mas, eu não posso evitar o impacto que a mensagem de que Ele voltará me causou”, afirmou.

A evangelista declarou que o conteúdo do sonho trouxe um senso de urgência: “Isso me deu um senso de urgência e pensei: ‘O que faríamos se Ele voltasse e soubéssemos disso agora. Se Ele voltasse em oito anos, então o que faríamos e como viveríamos?’”.

Segundo ela, o sonho teve um tom de alerta: “Não foi um sonho bom. Tínhamos muito trabalho a fazer e muitas pessoas estavam perecendo”.

Movimentos de oração e evangelismo

Após o episódio, Jennie passou a enfatizar a necessidade de mobilizar a Igreja em oração. Foi nesse contexto que nasceu o movimento “Gather”, uma iniciativa global que reúne cristãos de diferentes nações para 25 horas ininterruptas de oração.

Além disso, a evangelista atua como uma das líderes do UniteUs, um ministério voltado para estudantes universitários, que tem promovido encontros evangelísticos em diversas regiões dos Estados Unidos.

“Este ano, eu acredito que Deus está se movendo de uma forma realmente única na Terra”, disse Jennie, ao comentar os recentes sinais de avivamento observados por ela em diferentes contextos.

Entre os episódios mencionados, ela citou o avivamento ocorrido na Universidade de Asbury, no Kentucky, em fevereiro de 2023. O movimento espontâneo durou 16 dias e noites consecutivos, reunindo estudantes, moradores locais e visitantes de vários países em oração e adoração.

Jennie também mencionou a ocorrência de manifestações semelhantes em prisões americanas, onde presenciou o que descreve como uma intensa busca por Deus.

“Eu sinto como se eu estivesse em meio à glória de Deus e isso é realmente lindo e incrível. Sinto que minha fé em Deus está mais forte do que nunca”, afirmou.

Chamado ao comprometimento

A evangelista continua incentivando cristãos a atenderem ao chamado para evangelizar pois isso demonstrará ao mundo o desejo pela volta de Cristo:

“Não acho que eu seja especial. Acredito que cada um de nós deve dizer ‘sim’ para qualquer coisa que Deus nos chame, e, conforme fazemos isso, geralmente para mim, o desafio fica cada vez mais alto e o risco fica cada vez maior, mas sempre vale a pena”.

Jennie também apontou para o desejo crescente por autenticidade dentro da fé cristã:“As pessoas estão famintas para trabalhar juntas. Elas estão famintas para ver um movimento de Deus na Terra. Estamos todos cansados ​​da postura e da politização da religião. Todos nós estamos desejando um movimento real e verdadeiro de Deus, e é por isso que as pessoas estão dizendo: ‘Sim’”.

Por fim, ela compartilhou sua oração: “Que as pessoas tenham uma paixão renovada pelas almas” e “um despertar para tudo o que Deus é. A igreja nunca foi tão grande quanto é agora. Então, é hora de avivamento”.