Ataque russo atinge Igreja em Kiev e mata pastor e filha de 5 anos

Um drone russo atingiu a Igreja Emmanuel, localizada em Kiev, na manhã de domingo (23), resultando na morte de Oleksandr, 34 anos, e sua filha Nicole, de apenas cinco anos. A esposa e mãe, Alexandra, 31, sobreviveu com ferimentos e passou por cirurgia.

O ataque ocorreu a 20 metros de uma casa vinculada à igreja, usada para abrigar fiéis, causando danos estimados em US$ 50 mil dólares.

Segundo o pastor Pasha Tupchyk, líder da congregação, a explosão destruiu parte da estrutura em segundos. “O drone atingiu próximo à casa onde a família morava. Alexandra foi lançada para longe do colchão onde dormia, mas o próprio colchão a protegeu de lesões fatais”, relatou.

A vítima, integrante do grupo de louvor da igreja, recebeu atendimento médico emergencial e está em recuperação.

Horas após o ataque, fiéis se reuniram para um culto liderado pelo pastor Vitaly Bondarenko, que encorajou a comunidade: “Podemos chorar, mas precisamos seguir em frente. Nossa esperança não está em soluções humanas, mas em Cristo”.

Resistência da comunidade

O impacto afetou salas de aula e áreas comuns da igreja, essenciais para atividades comunitárias. Tupchyk pediu orações pela recuperação de Alexandra e pela perseverança dos membros: Vivemos sob risco diário, mas nossa fé nos sustenta”.

A congregação, que auxilia deslocados pela guerra, recusa buscar “paz política” e enfatiza a “paz espiritual” como fundamento, segundo a CBN News.

Desde a invasão russa em fevereiro de 2022, mais de 270 edifícios religiosos foram danificados ou destruídos na Ucrânia, segundo relatórios da ONU. A Igreja Emmanuel, que oferece abrigo e apoio psicológico a civis, integra uma rede de instituições que enfrentam ataques frequentes a áreas residenciais.

Autoridades ucranianas condenaram o ataque, classificado como crime de guerra por atingir infraestrutura civil. Não houve manifestação oficial russa sobre o incidente. Enquanto isso, membros da Igreja Emmanuel iniciam esforços para reconstruir o local, mantendo cultos diários. “A verdadeira paz só vem através de Jesus”, reiterou Tupchyk.

Seu pai foi um Backstreet Boy, mas ele fez diferente na música

Durante a semana de Hollywood do programa American Idol, o cantor Baylee Littrell, de 21 anos, interpretou uma música autoral intitulada Hey Jesus, marcada por conteúdo religioso e inspiração pessoal. Ele é filho de Brian Littrell, um Backstreet Boy.

Baylee compartilhou com os jurados que a canção surgiu em um momento de crise emocional e espiritual, após a morte de sua avó:

“Isso se chama Hey Jesus. É uma original”, disse Littrell aos jurados. “Eu escrevi essa música quando estava passando por um momento muito difícil na minha vida. Perdi alguém que eu amava… Minha avó era minha melhor amiga. Com meu pai viajando em turnê, ela sempre intervinha. Ela me entendia como poucas pessoas conseguem. Minha avó faleceu há quase três anos”, afirmou.

O cantor relatou que a perda o levou a questionar sua fé e se distanciar espiritualmente: “Eu pensei que ela estaria por perto em momentos como esse. Eu nunca esperei perdê-la. Então, quando perdi, questionei tudo e afastei a fé. Pensei que não a encontraria [a fé] novamente. Essa música meio que me ajudou a encontrá-la”, completou.

A apresentação de Baylee, realizada diante dos jurados e da plateia, onde estavam seus pais, incluiu versos como:

Hey, Jesus / Eu quebrei minhas asas de novo / Você poderia me ajudar a levantar uma última vez, velho amigo / Oh, porque eu entrego tudo a você… / Nas profundezas escuras da noite / É onde eu estive sem sua linda luz / Oh, você me deu asas para voar / Hey, Jesus”.

O desempenho emocionou o público presente e os jurados Carrie Underwood e Lionel Richie: “Baylee, você é tão bom. Seu coração e genuinidade estão transparecendo”, declarou Underwood. Richie comentou: “Cara, essa letra é ótima”, enquanto Underwood acrescentou: “Uma conversa com Deus”.

Baylee passou para a fase seguinte do programa, conhecida como Showstoppers. Ele comemorou a conquista nas redes sociais no dia 31 de março: “PESSOAL!! Eu passei da #Idol Arena! O próximo é SHOWSTOPPERS! Sintonize no próximo DOMINGO e SEGUNDA-FEIRA para mais uma semana de Hollywood no @AmericanIdol!”

Família e trajetória de fé

Brian Littrell, pai de Baylee, é conhecido por expressar abertamente sua fé cristã. Em 2006, lançou o álbum solo gospel Welcome Home, que alcançou o 74º lugar na Billboard 200 e a 3ª posição nas paradas cristãs, com mais de 100 mil cópias vendidas.

Em 2015, durante uma viagem a Israel, Brian e sua esposa, Leighanne, foram batizados no rio Jordão. Na ocasião, o cantor compartilhou a experiência com fãs nas redes sociais, escrevendo:

“Caminhei pela Via Dolorosa hoje em Jerusalém. A sensação é diferente de qualquer outra. Que experiência comovente/emocional. ‘Está consumado’, Ele (Jesus) disse”, relatou, junto a uma imagem de seu batismo.

Em entrevista concedida à CBN em 2006, Brian declarou: “Quero que [meu filho] tenha a melhor vida possível. Quero que ele conheça Deus. Acho que Deus sempre me responsabilizou por um certo padrão, pela criação de uma família e pela fé, e minha religião sempre foi a coisa mais importante na minha vida e nunca foi comprometida, eu diria, em nome do mundo secular da indústria musical”.

Outros cristãos na temporada

Baylee Littrell não é o único candidato com histórico de fé cristã nesta edição do American Idol. Canaan Hill, de 17 anos, natural de Dallas, Texas, também se destacou na semana de Hollywood ao interpretar a música gospel “I Need Your Glory”, de Earnest Pugh. Hill recebeu um ingresso de platina, concedido a candidatos que se destacam de forma excepcional.

Após sua apresentação, o jurado Lionel Richie perguntou: “Você faria isso de novo?”, e completou: “Isso foi poderoso”. Hill respondeu: “Muito obrigado. A Deus seja a glória.”

Historicamente, o programa revelou outros artistas cristãos professos, como Carrie Underwood, Colton Dixon, Danny Gokey, Lauren Daigle e a falecida cantora Mandisa. Em entrevista ao The Christian Post, Colton Dixon afirmou:

American Idol era o prazer culposo de todos os frequentadores da igreja para assistir como uma família. […] Deus é real, e eu acho que Ele se torna real para todos em algum momento, e em suas próprias vidas e em suas próprias caminhadas e em seu próprio tempo. É escolha deles, se eles escolhem ou não seguir o coração de Deus, mas Ele tem sido realmente real para mim desde que eu era jovem”.

A participação de artistas como Baylee Littrell e Canaan Hill é parte de uma característica do programa, com diversos participantes ao longo das temporadas expressando a fé cristã.

'Anjos estão conosco na Terra': Lee Strobel explica esses seres

Em debate recente sobre angelologia, estudiosos cristãos e autores revisitaram o papel dos anjos nas Escrituras, destacando sua função como “servos celestiais” e discutindo evidências bíblicas para a existência de anjos da guarda.

Lee Strobel, jornalista pesquisador e ex-ateu, enfatizou que, embora os anjos sejam “atores secundários” na narrativa divina, sua influência é relevante tanto no contexto bíblico quanto em relatos modernos.

Anjos na Bíblia

A Bíblia faz menção a anjo 16 vezes no Antigo Testamento e 17 no Novo Testamento, sempre vinculados a momentos cruciais. Graham Cole, ex-professor de teologia da Trinity Evangelical Divinity School, listou intervenções angelicais decisivas:

  • Êxodo do Egito (Êxodo 14:19): Um anjo protegeu os hebreus durante a fuga;
  • Entrega da Lei (Gálatas 3:19): Anjos mediram a entrega dos mandamentos;
  • Encarnação de Cristo (Lucas 1:26): O anjo Gabriel anunciou o nascimento de Jesus;
  • Ressurreição (João 20:12): Anjos testemunharam o túmulo vazio.

“Esses seres não são o centro da redenção, mas operam como agentes da vontade divina”, explicou Cole.

Anjos da guarda

Strobel citou teólogos como Peter R. Schemm Jr. e Ron Rhodes para defender a tese de que cada cristão tem um anjo protetor. Rhodes, em “A Vida Secreta dos Anjos”, escreveu: “Um vasto mundo de seres espirituais inteligentes e poderosos está ao nosso redor. Sua realidade merece estudo cuidadoso”.

Douglas Potter, colaborador do apologista Norman Geisler, reforçou a ideia com base em passagens como Mateus 18:10, onde Jesus afirma: “Seus anjos nos céus sempre veem a face de meu Pai”.

“O pronome ‘deles’ indica uma relação pessoal entre humanos e um anjo”, argumentou Potter. Ele também mencionou Atos 12:15, quando cristãos atribuíram a aparição de Pedro a seu “anjo”, sugerindo crença comum na guarda angelical.

Proteção e Conforto na Doutrina

Para Potter, a ideia de um anjo da guarda transcende o físico: “É uma expressão do amor de Deus. Enquanto nos protegemos no mundo material, no espiritual, essa proteção divina é vital”. Ele acrescentou: “Saber que há batalhas invisíveis e que não estamos sozinhos traz conforto incomparável”.

Strobel concordou: “O estudo dos anjos revela que a realidade visível é apenas parte de um todo. Há uma dimensão sobrenatural ativa, criada por Deus para nos ministrar”.

História

A crença em anjos da guarda remonta ao século V, com registros em escritos de Agostinho de Hipona. Na Reforma Protestante, teólogos como João Calvino reconheceram sua existência, mas alertaram contra devoções excessivas.

Hoje, a angelologia é tema de cursos em seminários e livros como “A Doutrina dos Anjos e Demônios” (Geisler e Potter, 2022).

O debate ganhou espaço em podcasts e fóruns cristãos, com opiniões divididas entre literalidade bíblica e interpretações simbólicas. Enquanto alguns enfatizam cautela para não “angelizar” a fé, outros veem na doutrina uma ferramenta de encorajamento pastoral. Com informações: The Christian Post.

Anjos estão ‘disfarçados’ como ‘agentes secretos’ de Deus, diz pastor renomado

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Cristã é levada para matagal e sofre violência terrível

Adnan Masih, 34 anos, e sua esposa cristã foram vítimas de um ataque violento no distrito de Faisalabad, província de Punjab, no Paquistão, enquanto retornavam para casa de motocicleta. Dois homens armados e mascarados os abordaram, roubaram pertences e, após descobrirem que eram cristãos, agrediram o casal em um crime que incluiu estupro coletivo.

O caso ganhou repercussão após a mídia local noticiar a inação inicial da polícia. Segundo relato de Masih ao Morning Star News, os criminosos exigiram mais dinheiro após o roubo inicial. Ao mencionar sua fé cristã e sua ocupação como trabalhador de olaria, os agressores passaram a sussurrar entre si. Um terceiro homem foi chamado ao local.

“Um deles arrastou minha esposa para um matagal, enquanto os outros me amarraram a uma árvore com o cordão da minha calça”, descreveu Masih. “Ouvi os gritos dela, mas não pude fazer nada. Eles se revezaram para violentá-la”.

Após o crime, a esposa, com roupas rasgadas e em estado de choque, conseguiu libertar o marido. “Choramos juntos, traumatizados, sem conseguir articular o horror”, afirmou.

Falta de ação

O casal caminhou até a aldeia Chak 62-GB Channan, onde vive com os três filhos. “Não tivemos coragem de contar o ocorrido às crianças. Ficamos em silêncio e oramos, pedindo a justiça de Deus”, disse Masih.

No dia seguinte, ele registrou a ocorrência, mas a polícia não avançou nas investigações até que o caso virou notícia. A intervenção do legislador cristão Ejaz Augustine, da Assembleia de Punjab, foi crucial: ele alertou o ministro-chefe da província, Maryam Nawaz, que ordenou prisões imediatas. Três acusados foram detidos em 24 horas.

Augustine, ex-ministro de Direitos Humanos, criticou a vulnerabilidade de minorias religiosas: “Mulheres cristãs são alvos fáceis para agressores, e a pobreza dificulta o acesso à justiça”. No Paquistão, o estupro é punível com morte ou prisão de 10 a 25 anos, mas a aplicação da lei é irregular, especialmente contra não muçulmanos.

Perseguição religiosa

O Paquistão, onde 96% da população é muçulmana, ocupa o 8º lugar na Lista Mundial de Perseguição 2024 da Portas Abertas, que classifica países pelo grau de hostilidade a cristãos. Comunidades cristãs, que representam 1,8% dos 240 milhões de habitantes, frequentemente enfrentam violência e discriminação.

O chefe de polícia de Punjab visitou a família e prometeu “severidade no tratamento dos acusados”. Organizações locais pressionam por apoio psicológico e legal ao casal, cujas identidades foram preservadas na mídia paquistanesa.

Autora explica como a feminilidade reflete uma 'batalha espiritual'

Em seu mais recente livro “Fight for Female” (“Luta Pela Mulher”, em tradução livre), a autora e conferencista Lisa Bevere alerta sobre o que define como uma “batalha espiritual” contra a identidade feminina, também chamada de feminilidade.

A obra critica a polarização entre o feminismo “girl boss” — que, segundo ela, incentiva mulheres a imitar padrões masculinos de poder — e uma visão estereotipada da “feminilidade bíblica”, restrita a papéis domésticos.

Bevere propõe um caminho alternativo: viver a identidade e o propósito designados por Deus, independentemente do contexto pessoal.

Crítica aos extremos 

Bevere argumenta que as mulheres têm sido pressionadas a adotar dois modelos opostos: “Ou abraçamos uma ambição desenfreada, que nos faz negar nossa essência, ou nos limitamos a uma caricatura da piedade, como se ser mulher cristã significasse apenas cozinhar e cuidar dos filhos”.

Em entrevista, ela afirmou: “As mulheres fizeram amizade com um inimigo e nem sabem disso. Ideologias bem-intencionadas estão destruindo quem somos”.

A autora relaciona essa crise a um sonho profético que teve em 2016, no qual um dragão vestido com roupas infantis simbolizava “sistemas que seduzem as mulheres a abrirem mão de sua verdadeira identidade”. Não é apenas a cultura ou os homens que oprimem. Há uma batalha espiritual em curso”, disse.

“Feminilidade Bíblica”

Para Bevere, a solução está em resgatar a visão bíblica da feminilidade, que, segundo ela, não se limita a checklists de comportamentos.

“Ser mulher de Deus é obedecer ao Seu chamado, seja liderando uma empresa, criando filhos ou servindo solteira à comunidade”, explicou.

Ela citou a figura da mulher de Provérbios 31, frequentemente associada a tarefas domésticas, mas destacou: “Ela compra campos, fala com sabedoria e age sem pedir permissão. É uma mulher ’empoderada’, não restrita”.

A autora criticou ainda a pressão sobre mulheres solteiras ou sem filhos, que se sentem “fora do roteiro” em igrejas que priorizam o casamento. “Nos vendem a ideia de que apagar nossa essência é empoderador. Mas nossa imagem divina está sendo reduzida a um traje”, declarou.

Exemplo 

Bevere recorreu ao livro bíblico de Êxodo para ilustrar seu argumento. Ela destacou figuras como as parteiras hebreias que desobedeceram ao Faraó, Joquebede (mãe de Moisés), Miriam (sua irmã) e a filha do Faraó, que salvaram crianças da morte.

“Cada heroína nessa história agiu sem esperar permissão. Elas lideraram um êxodo através da coragem maternal e da ousadia”, afirmou.

Contexto bíblico: O livro de Êxodo relata a opressão dos israelitas no Egito (século XIII a.C., segundo estudiosos) e seu êxodo liderado por Moisés. Bevere ressalta que mulheres desempenharam papéis decisivos nessa narrativa, muitas vezes em posições marginalizadas.

Chamado à ação

A autora convida as mulheres a abraçarem sua capacidade de criar conexões e influenciar comunidades.

“Nosso ‘superpoder’ é a habilidade de unir pessoas. Seja no voluntariado, no aconselhamento ou na liderança, estamos aqui para guiar outros para fora do caos”, disse. Ela concluiu com um apelo: “Deus nos confiou algo sagrado. Não estamos aqui apenas para sobreviver”.

“Fight for Female” já está disponível em plataformas digitais e livrarias, gerando debates em grupos cristãos sobre feminilidade e papéis de gênero. Com informações: Relevant

Missionária rebate o feminismo e diz que mulheres tiveram a “identidade adulterada”

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Bispo explica preocupação com a falta do discipulado nas igrejas

Em discurso na Regent University, o bispo Efraim Tendero, diretor-executivo do Movimento Galileu e ex-secretário-geral da Aliança Evangélica Mundial, alertou sobre a “crise de discipulado” na Igreja Global e defendeu mudanças estruturais para enfrentar desafios demográficos e espirituais.

Durante o encontro, ele criticou o modelo tradicional de avaliação de sucesso eclesiástico, denominado “ABC” (frequência, edificações e recursos financeiros), e propôs a adoção do “Modelo D”, centrado na formação de discípulos multiplicadores.

“Medimos sucesso pelo tamanho de prédios, arrecadação e números de frequentadores, mas não por quantos discípulos formamos”, afirmou Tendero, acrescentando: “A Igreja tem se voltado para dentro, enquanto bilhões permanecem fora do alcance do Evangelho”.

Barreiras ao discipulado

Tendero listou três obstáculos principais que, segundo ele, impedem a prática do discipulado:

  1. Autoenfoque excessivo: “Congregações estão mais preocupadas em manter membros do que treiná-los para influenciar comunidades. Uma igreja deve ser como um hospital: cura, mas não retém pacientes indefinidamente”, comparou.
  2. Falta de pereparo pastoral: “Muitos líderes não foram discipulados de forma relacional. Seminários focam em teoria, não em exemplos práticos. Não podemos dar o que não temos”, declarou.
  3. Falta de intencionalidade: “Programas não são o problema, mas se não levam as pessoas a se tornarem semelhantes a Cristo e a multiplicar discípulos, falhamos no essencial”, ressaltou.

Meta para 2033

Tendero propôs que os próximos dez anos, até 2033 — marco dos 2.000 anos da ressurreição de Cristo, da fundação da Igreja e da Grande Comissão — sejam dedicados a formar “trabalhadores da colheita semelhantes a Cristo”.

Por meio do Movimento Galileu, ele busca mobilizar um milhão de igrejas e instituições de treinamento. “A única estratégia que Jesus nos deu foi fazer discípulos. Se essa é a prioridade, o que faremos?”, questionou.

Desafio 

Citando o Joshua Project, Tendero apresentou dados alarmantes:

  • 11% da população global são seguidores ativos de Cristo;
  • 21% são cristãos nominais;
  • 40% ouviram o Evangelho, mas não responderam;
  • 28% permanecem não alcançados.

“Em quase dois milênios desde a Grande Comissão, por que ainda há tanto por fazer? Precisamos de autorreflexão radical”, afirmou. Ele também destacou projeções demográficas: o Islã deve crescer 70% até 2050, contra 35% do Cristianismo, segundo estudos. “Essa disparidade exige ação imediata”, alertou.

Crítica 

Tendero vinculou a estagnação a problemas históricos: dependência excessiva em clérigos profissionais, fragmentação de ministérios e priorização de “impérios institucionais” em vez do Reino de Deus.

“No livro de Atos, o crescimento veio de crentes comuns dispersos pela perseguição, não de líderes centrais. Precisamos resgatar essa simplicidade”, argumentou.

Contexto Histórico

A Grande Comissão, registrada em Mateus 28:19, é considerada o mandamento central do Cristianismo para evangelização global.

Movimentos de discipulado massivo, como o da Igreja Primitiva (século I) e avivamentos do século XVIII, frequentemente associaram crescimento a práticas simples e descentralizadas.

O debate sobre reformas no discipulado segue aberto, com encontros programados para 2024 em fóruns ecumênicos na Ásia e África. Com informações do Christian Daily

Explorar 'meio-termo' entre esquerda e direita seria solução?

Nos últimos anos, o intenso debate político no Brasil tem ultrapassado as barreiras da política e alcançado as igrejas evangélicas, dividindo pastores e fiéis e colocando-os sob pressão para se posicionarem ideologicamente, tal como o teólogo Siqueira.

Em meio a essa polarização crescente, a fé cristã corre o risco de ser reduzida a uma simples bandeira de combate ideológico. É nesse contexto que o teólogo Gutierres Fernandes Siqueira lança o livro Igreja Polarizada, publicado pela Editora Mundo Cristão.

Nele, o autor explora as consequências dessa divisão e alerta para os perigos de transformar a espiritualidade cristã em um campo de batalha político.

A obra, que conta com o apoio de teólogos como o antropólogo Juliano Spyer e a teóloga Norma Braga, se propõe como um “chamado à reconciliação e à reflexão”.

Em um país marcado pela crescente polarização, Gutierres questiona: como a guerra cultural está ameaçando a essência da fé cristã? Com uma análise cuidadosa e fundamentada, ele investiga os impactos dessa mentalidade partidária, que tem afetado a comunhão entre os crentes e comprometido a unidade da igreja.

“O que vemos é que, de um lado, a direita se radicaliza cada vez mais, e do outro, a esquerda também se distancia do centro. E o que acontece com o centro? Simplesmente desaparece, sem qualquer cerimônia. Nesse cenário, qualquer tentativa de diálogo sobre as diferenças se torna um terreno minado, em que basta um passo em falso para gerar brigas acirradas. A falta de um meio-termo enfraquece os esforços de conectar pessoas com pensamentos divergentes“, escreve o autor (Igreja Polarizada, p. 9).

Alerta

Gutierres faz distinções importantes entre conservadorismo e reacionarismo, levantando questionamentos sobre até onde as Escrituras podem ser usadas para justificar posturas extremistas.

Além disso, ele analisa o crescente apelo de teorias conspiratórias entre certos segmentos do evangelicalismo, criticando tanto o radicalismo da direita quanto os desafios enfrentados pelos evangélicos progressistas ao tentar estabelecer um diálogo com o outro lado.

Esse debate se torna ainda mais relevante no contexto eleitoral do país, onde a influência do voto evangélico tem sido cada vez mais decisiva.

Conhecido por suas opiniões firmes, Gutierres Fernandes Siqueira desafia os cristãos a focarem na “verdadeira batalha espiritual”: a busca constante pela comunhão entre os crentes e a centralidade da mensagem do Evangelho.

Autor de Quem tem medo dos evangélicos?, Gutierres continua sua análise, desconstruindo discursos extremistas e convidando os leitores a cultivar uma espiritualidade baseada no equilíbrio e na fé verdadeira, longe das ideologias que ameaçam a unidade da igreja.

Conferência Enegrecer: evento divide evangélicos pela cor da pele

De 18 a 21 de junho de 2025, o Brasil será novamente sede da Conferência Enegrecer, um congresso internacional dedicado ao chamado “movimento negro evangélico”.

O evento ocorrerá na Igreja Batista da Água Branca, localizada na Rua Gustav Willi Borghoff, nº 480, no bairro da Barra Funda, em São Paulo (SP). As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas online.

De acordo com os organizadores, a conferência é promovida pelo Movimento Negro Evangélico do Brasil e reunirá igrejas de cinco países, além de representantes de 12 estados brasileiros.

Estarão presentes adeptos da teologia negra, líderes religiosos e ativistas negros das Américas e do continente africano. A programação inclui painéis, oficinas e mesas de debate sobre temas correlatos ao racismo, a partir da ótica de movimentos de esquerda.

Entre os principais temas, estão a resistência negra na tradição protestante e a necessidade de enfrentamento das desigualdades raciais a partir da fé cristã.

“Este encontro é fundamental para que a comunidade negra evangélica compreenda que a negritude também é um direito nosso. Falar contra o racismo e defender a justiça racial deve ser um compromisso radical do evangelho de Jesus e da sua igreja”, afirmou o coordenador nacional do Movimento Negro Evangélico, Jackson Augusto, de acordo com a revista Comunhão.

A edição deste ano contará com participações de destaque internacional. Entre os nomes confirmados estão:

  • Bronson Eliott e Tiffany Roberts, lideranças da Igreja Batista Ebenezer, congregação norte-americana historicamente ligada à atuação de Martin Luther King Jr.;

  • René August, reverenda sul-africana da Igreja Anglicana, com histórico de atuação junto ao arcebispo Desmond Tutu, figura central na luta contra o apartheid;

  • Maricel Mena Lopez, teóloga afro-colombiana reconhecida como a primeira mulher negra a obter doutorado em Teologia na América Latina.

Segundo os organizadores, a Conferência Enegrecer tem como propósito reforçar a construção de uma espiritualidade a partir de um viés ideológico, como a pauta da “justiça social” e combate ao racismo supostamente presente no meio evangélico.

“Mais do que um evento, a iniciativa busca fortalecer redes de colaboração e impulsionar a produção acadêmica e pastoral a partir de uma perspectiva negra e periférica”, destacam em nota.

A última edição do evento sediada no Brasil ocorreu há 20 anos. Desde então, a Conferência Enegrecer tem circulado por outros países das Américas. O retorno ao Brasil, segundo os organizadores, ocorre em “um momento estratégico”.


Conferência Enegrecer: Negritudes para a Igreja do Amanhã

📅 Data: 18 a 21 de junho de 2025

📍 Local: Igreja Batista da Água Branca – Rua Gustav Willi Borghoff, 480 – Barra Funda, São Paulo – SP

💰 Valor: Gratuito

‘Dia da mentira’: pastora posta luto, mas não esperava reação

A vereadora pastora Sandra Alves (União) usou as redes sociais de forma controversa no dia da mentira, 01 de abril, ao fazer um post com sua foto e o termo “luto”, convidando seus seguidores a verem informações nos Stories de sua conta no Instagram.

A iniciativa era direcionar seus seguidores para as publicações que ela faz sobre seu primeiro mandato como vereadora, mas houve uma repercussão muito negativa. A página Assembleianos de Valor compartilhou um vídeo em que um rapaz alega que muita gente acreditou que a pastora havia falecido.

“Ela tem um testemunho de superação muito lindo. Todo mundo sabe que ela esteve à beira da morte. […] Só que hoje é 01 de abril, e o que ela fez? Colocou a foto [com] ‘luto’. Muita gente preocupada, compartilhando aquilo. […] Ela usou isso como estratégia para que as pessoas olhassem o trabalho que ela está fazendo como vereadora”, contextualizou o rapaz sobre o caso.

“Veja se tem cabimento um papel desse? É uma falta de respeito para com o povo cristão, para os não cristãos que também seguem ela, e com os eleitores dela. Foi um vacilo, uma falta de respeito”, protestou.

Nos comentários da publicação da Assembleianos de Valor, Sandra Alves discordou das críticas feitas a ela: “Eu tenho medo de pessoas, pois a maldade é maior que o amor. Mas sigo tranquila porque não vivo de engajamento e nem de status […] Era só ler a legenda”, afirmou.

Apesar do posicionamento da pastora e vereadora, muitos usuários criticaram o excesso de sensacionalismo. Um dos seguidores da página resumiu a indignação com a frase “O diabo é o pai da mentira!”.

No ‘dia da mentira’, famosa pastora posta imagem de luto, mas não esperava reação
Foto: reprodução/Instagram

Ex-muçulmana não nega Jesus mesmo após ser expulsa de casa

Uma mulher somali de 30 anos foi expulsa de casa por seu marido e posteriormente rejeitada por seus pais após declarar sua fé em Cristo, segundo relatos de uma equipe cristã que a visitou em sua aldeia na região de Lower Juba.

Fatuma Hussein, moradora da vila de Tabta, teria aceitado o cristianismo após interações com uma equipe cristã local. A primeira visita da equipe ocorreu em 15 de março, por volta das 19h30, quando familiares de Fatuma estavam quebrando o jejum diário do Ramadã.

O marido, Ibrahim Suleiman, não estava presente. Durante a visita, segundo o líder da equipe, Fatuma relatou estar sendo atormentada pelos jinn — entidades invisíveis segundo a crença islâmica — e pediu oração.

Dois dias depois, em 17 de março, ela entrou em contato com a equipe afirmando ter sentido paz após as orações e os convidou para retornar. Durante essa segunda visita, segundo o mesmo líder, Fatuma ofereceu US$ 100 como forma de agradecimento, valor que foi recusado: “Dissemos a ela que a salvação era um presente gratuito de Deus por meio de Seu Filho, Issa (Jesus)”, afirmou o líder ao Morning Star News.

Na ocasião, Fatuma disse ter ouvido a voz de Deus: “Receba meu poder para que você possa orar pela cura de outros também”, conforme relatado pela equipe. Eles a orientaram sobre a fé cristã e oraram com ela para que recebesse Cristo como Salvador.

Reação do marido e da família

No dia 19 de março, Fatuma compartilhou sua conversão com o marido, que, segundo ela, reagiu com irritação e informou seus sogros. Seu pai, ao saber do ocorrido, pediu que Ibrahim a enviasse de volta à casa da família. Em 20 de março, ela foi devolvida aos pais sem seus três filhos — de 7, 5 e 3 anos —, segundo relato da própria Fatuma.

Mesmo diante da rejeição, Fatuma começou a compartilhar sua fé com a irmã. No dia 22 de março, o pai descobriu a conversa e, conforme relato da equipe cristã, passou a agredi-la fisicamente.

“Meu pai começou a me bater com paus e a ameaçar me matar e imediatamente me expulsou da família me expulsando com uma espada afiada”, disse Fatuma à equipe. Ela afirmou ainda que o pai incentivou seu marido a agredi-la ou até matá-la, caso ela voltasse a se aproximar.

Apelo por ajuda

Expulsa por ambas as famílias, Fatuma foi acolhida temporariamente por uma família cristã clandestina na região, conforme informou o líder da equipe cristã. No entanto, ele considera a solução provisória e não segura a longo prazo: “Ela está orando para que Deus a leve a um lugar seguro onde possa adorá-Lo livremente”, afirmou.

Em declaração à equipe, Fatuma disse: “Perdi meus filhos, mas a paz de Deus continuará confortando meu coração. Por favor, diga às famílias cristãs onde quer que estejam para continuarem orando por mim e me apoiarem com dinheiro para comprar comida para me sustentar onde quer que eu esteja, para que eu não me torne um fardo, e mais ainda para que Deus sustente e atenda todas as minhas necessidades físicas e espirituais. Estou sozinha, mas Issa está comigo”.

Contexto na Somália

A Constituição da Somália estabelece o islamismo como religião oficial do Estado e proíbe a propagação de qualquer outra fé, de acordo com o Departamento de Estado dos EUA. A legislação requer que todas as leis estejam em conformidade com os princípios da Sharia, sem exceções para não muçulmanos.

A apostasia — abandono do islamismo — pode ser punida com a pena de morte segundo escolas tradicionais de jurisprudência islâmica. O grupo extremista al Shabaab, aliado da al Qaeda, mantém presença ativa no país e adota essa interpretação rígida da lei islâmica.

Desde 2011, o al Shabaab tem sido responsabilizado por ataques contra civis, incluindo cristãos e estrangeiros, especialmente no norte do Quênia, em retaliação à intervenção de forças quenianas na Somália.

Segundo a organização Portas Abertas, a Somália ocupa o 2º lugar na Lista Mundial de Perseguição de 2025, que classifica os países com maior perseguição a cristãos no mundo, de acordo com o The Christian Post.