Copacabana: Malafaia aponta ‘sequência de crimes’ de Moraes

O pastor Silas Malafaia, responsável pela organização do ato pela anistia aos presos do 8 de janeiro de 2023, criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em discurso na manhã deste domingo, 16, na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, o líder… pic.twitter.com/hEtRQfNGSx

— Revista Oeste (@revistaoeste) March 16, 2025

O pastor Silas Malafaia, líder religioso e organizador do ato em defesa da anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro de 2023, criticou duramente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante discurso realizado na manhã deste domingo, 16, na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Em sua fala, Malafaia classificou Moraes como “criminoso” e “ditador”, acusando-o de cometer ilegalidades no âmbito do Inquérito das Fake News, que o ministro preside desde 2019. Segundo o pastor, o inquérito seria “imoral e ilegal”, por não contar com a participação do Ministério Público. “Alexandre de Moraes estabelece o crime de opinião. Ele rasga o artigo 5º, inciso 4, da Constituição, sobre a liberdade de expressão, e estabelece a censura”, afirmou.

Malafaia também criticou decisões do magistrado que resultaram no bloqueio de redes sociais de políticos e na prisão de indivíduos por suas manifestações públicas. “Tem gente exilada por opinião”, disse, reforçando suas acusações de abuso de poder.

Anistia aos presos do 8 de janeiro

Durante o discurso, o pastor reiterou a necessidade de anistia aos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes. Ele argumentou que os eventos não configuraram uma tentativa de golpe de Estado, mas sim atos de vandalismo: “Não existe golpe contra prédios. É dano ao patrimônio público. Golpe é para quem está no poder”, declarou.

Malafaia também mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro, que, segundo ele, não poderia ser responsabilizado por uma suposta tentativa de golpe, pois estava nos Estados Unidos no momento dos acontecimentos. “Bolsonaro estava na América. Pergunto: Cadê as conexões? Onde estão as provas de que Bolsonaro estava na América comandando essas pessoas?”, questionou.

Além disso, o pastor citou o caso do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência, afirmando que Moraes teria pressionado o militar a colaborar com as investigações:

“O Brasil viu o que Alexandre de Moraes fez com o coronel Cid: ‘Olha, já tem uma ordem de prisão contra você; se você não atender o que a gente está falando, a tua família, a sua mulher e a tua filha, nós vamos continuar o processo’. Isso também é abuso de autoridade”, alegou.

O ato organizado por Malafaia reuniu apoiadores no Rio de Janeiro e foi pautado na defesa da liberdade de expressão e na reivindicação de anistia para os presos pelos atos do dia 8 de janeiro, de acordo com informações da revista Oeste.

Pastor famoso é assassinado por mulher em briga de bar

O pastor Ricky Floyd, conhecido por sua liderança na Igreja Pursuit of God em Frayser, Memphis, Tennessee, foi morto a tiros durante uma discussão acalorada com uma mulher fora de um bar na quarta-feira, 12 de março de 2025. Ele tinha 58 anos.

A polícia foi chamada ao local, o Momma’s Bar and Kitchen, na 855 Kentucky Road, às 1h17 da manhã, onde encontrou Floyd já sem vida. De acordo com a Polícia de Memphis, a autora da chamada foi identificada como Samantha Marion, de 42 anos, que posteriormente foi acusada de homicídio culposo voluntário.

Relatos da polícia indicam que antes do tiroteio, Floyd e Marion tiveram uma discussão dentro do bar, que se intensificou quando ambos foram para o lado de fora. Testemunhas afirmam que o pastor ficou “irado e agressivo” e jogou o telefone e uma lata de cerveja de Marion. Após o incidente, ele entrou em seu veículo e se afastou, com Marion aparentemente o seguindo, filmando sua partida com o celular.

Câmeras de segurança mostram Floyd saindo do carro para confrontar Marion. Em seguida, testemunhas tentaram separá-los, mas, enquanto Floyd se afastava, Marion se aproximou dele. A polícia relatou que Floyd foi visto caindo no chão, não levantando mais. Marion, então, chamou a polícia, alegando que havia atirado em Floyd.

A chefe do Departamento de Polícia de Memphis, Cerelyn “CJ” Davis, expressou pesar pela perda de Floyd, destacando sua importância na comunidade: “É com grande tristeza que abordo a trágica perda do pastor Ricky Floyd. Ele era um líder respeitado em nossa comunidade”, disse Davis.

Ela acrescentou que as circunstâncias da morte estão sendo investigadas, mas que há informações suficientes para acusar Marion de homicídio culposo.

Floyd deixa sua esposa Sheila, três filhos adultos, uma nora e duas netas. Ele foi um defensor ativo da comunidade, promovendo várias iniciativas sociais, incluindo seu papel como presidente do Eden Estates Apartments e do The Husband Institute, Inc., um programa de mentoria. Sua assessora, Telisa Franklin, destacou sua importância como líder comunitário, especialmente no desenvolvimento de iniciativas de moradia acessível em Frayser.

O prefeito de Memphis, Paul Young, lamentou a morte do pastor em uma declaração no X, condenando a “violência sem sentido” que resultou na perda de Floyd: “A violência armada em nossa cidade tirou muitas vidas, destruiu muitas famílias e deixou muitas comunidades em luto. Isso deve parar”, afirmou Young, pedindo união para combater a violência na cidade.

A morte de Floyd é considerada uma grande perda para a comunidade de Memphis, que o reconheceu como um líder dedicado à transformação social e ao serviço de Deus e das pessoas.

Pastor repreendeu Trump por conta de palavrões com texto bíblico

O reverendo Franklin Graham afirmou na quarta-feira que o conselho que deu ao presidente Donald Trump para evitar o uso de palavrões em seus discursos tem mostrado efeitos.

Ele destacou a importância de uma linguagem mais cuidadosa, alertando sobre o impacto espiritual e cultural das palavras, referindo-se ao versículo bíblico Mateus 12:36, que diz: “Eu lhes digo que, no dia do julgamento, as pessoas darão conta de cada palavra descuidada que falarem”.

Graham explicou na publicação feita no X que, em uma carta enviada a Trump, sugeriu que a narrativa do presidente seria ainda mais eficaz se ele abandonasse o uso de linguagem vulgar.

Trump, no entanto, havia respondido a essa sugestão em um comício de campanha no ano anterior, afirmando que o reverendo estava “errado” em sua análise. Graham, ao comentar sobre essa resposta, observou que, sempre que Trump usa linguagem forte, sua carta parece vir à mente do presidente, o que indica que, de alguma forma, tocou em algo importante.

O reverendo enfatizou que sua sugestão não era apenas uma crítica pessoal, mas um desejo de que Trump fosse um exemplo positivo para uma cultura marcada por uma linguagem vulgar.

Graham argumentou que, dado o alcance global do presidente, sua postura e palavras têm um impacto considerável não apenas nos Estados Unidos, mas também em outras nações. Ele acrescentou que o poder de Trump de influenciar por meio de seu discurso é enorme, considerando sua posição de liderança mundial.

Apesar de suas diferenças quanto ao uso de palavrões, Trump, em comício, justificou seu discurso, dizendo que, em determinados contextos, usar um ou dois palavrões era necessário para enfatizar seu ponto. Ele destacou que, sem isso, seu discurso perderia força.

Mesmo com essas divergências, Graham continuou apoiando Trump ao longo dos anos, embora tenha sempre deixado claro que, em sua posição como líder da organização beneficente Samaritan’s Purse e da Billy Graham Evangelistic Association, ele não endossa oficialmente candidatos.

Graham, um dos maiores apoiadores do presidente, tem se manifestado frequentemente a favor de Trump, como em 2021, quando comparou os republicanos que votaram pelo impeachment de Trump à figura bíblica de Judas Iscariotes, de acordo com informações do The Christian Post.

O filho do evangelista Billy Graham elogiou a administração de Trump por suas políticas, incluindo a redução de impostos, o fortalecimento da economia, a postura frente à Coreia do Norte e a paz no Oriente Médio, afirmando que o presidente fez mais pelo país do que qualquer outro antes dele.

Graham também qualificou as acusações criminais contra Trump de “motivadas politicamente”, uma opinião que reforçou à medida que a eleição de 2024 se aproxima, e recentemente conduziu uma oração durante a segunda posse de Trump.

‘Não venham ao Rio de Janeiro’, diz pastor ao lamentar violência

O pastor Renato Vargens, que vive no Rio de Janeiro, desaconselhou a visita ao estado por conta da violência fora de controle: “Não venham”. O desabafo envolve a morte de um pastor e um missionário durante um arrastão na Rodovia Niterói-Manilha (BR-101).

As vítimas foram o pastor Luiz Carlos de Figueiredo Kamp e o missionário Saulo Farias. O crime, ocorrido na cidade de São Gonçalo (RJ), também resultou em ferimentos graves ao diácono Willian Melo do Nascimento.

Nas redes sociais, Vargens – que lidera a Igreja Cristã da Aliança, em Niterói – declarou não ver um horizonte de mudança para o estado: “Acabei de receber a notícia de um pastor que foi assasinado devido a um possível latrocínio. Um crime bárbaro que vitimou além do pastor dois diáconos da igreja de Nova Vida”.

“O crime ocorreu na Niterói-Manilha, na altura de São Gonçalo. O Rio de Janeiro acabou, humanamente falando não há mais esperança pra esse lugar. Só Deus pode mudar esse estado”, lamentou o pastor em uma publicação no X.

Renato Vargens resumiu ainda um sentimento compartilhado por muitos brasileiros de fora do estado quanto aos riscos de trafegar no local: “A violência escalonou no Rio de Janeiro. Pegar uma via errada e entrar numa comunidade pode significar a morte. Os assaltos estão acontecendo aos borbotões, latrocínios se multiplicam, roubo e furto de carros também”.

“A vida no Rio de Janeiro não vale nada. Infelizmente sou obrigado a aconselhar as pessoas que desejam visitar o estado. Não venham! O Rio de Janeiro acabou”, desabafou Vargens.

Que tristeza ler isso! Guardo tantas boas recordações do estado em que nasci, mas infelizmente o regime do inferno foi instalado com sucesso. Lamentável!

— Charles Oliveira (@ChuckOliveira73) March 11, 2025

Comissão de Educação terá Sonaira Fernandes na presidência

A vereadora evangélica Sonaira Fernandes (PL) foi eleita presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esportes da Câmara Municipal de São Paulo, um dos grupos de trabalho mais disputados da casa legislativa.

Sonaira, que está em seu segundo mandato, tem projetos de lei que visam a proteção da infância contra a doutrinação ideológica nas escolas, além de ser conhecida por seu posicionamento antagônico à militância de esquerda.

Nas redes sociais, a vereadora manifestou confiança em Deus para executar um bom trabalho à frente da Comissão de Educação: “ Muito trabalho pela frente! Hoje, fui eleita presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esportes da Câmara Municipal de São Paulo. À frente da Comissão, trabalharemos dia e noite em defesa da liberdade religiosa e dos valores familiares e cívicos. Deus é por nós!”, escreveu.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que é um de seus principais aliados na política, parabenizou a vereadora pela vitória nos bastidores da Câmara: “Parabéns, Padrão! Aí é certeza de não entrar ideologia de gênero e demais besteiras que nada interessam a pais e alunos”, comentou.

Sonaira Fernandes agradeceu os elogios e confirmou o foco do trabalho: “Obrigada, Padrão! O objetivo é proteger alunos e famílias de toda ideologia sem sentido, focando no que realmente interessa, educação de qualidade!”.

A trajetória da vereadora paulistana é marcada pelo embate contra bandeiras de esquerda que atentam contra as estruturas familiares, perversão da infância e ataques à liberdade religiosa.

“A esquerda não é dona da periferia, não é dona das mulheres, não é dona dos negros. E a esquerda não vai perverter os nossos filhos”, declarou Sonaira durante sua palestra no CPAC de 2024 em Balneário Camboriú (SC).

Obrigada, Padrão! 🇧🇷💚

O objetivo é proteger alunos e famílias de toda ideologia sem sentido, focando no que realmente interessa, educação de qualidade!

— Sonaira Fernandes (@Sonaira_sp) March 14, 2025

Deive Leonardo negocia para ter programa motivacional no SBT

O coach Deive Leonardo está em negociação com o SBT para apresentar um programa na emissora, com foco em mensagens motivacionais e religiosas.

A informação sobre as negociações entre o coach evangélico aponta que as conversas envolvem um projeto especial alinhado ao conteúdo que Deive já desenvolve nas redes sociais.

Na última semana, ele se reuniu com Daniela Beyruti, presidente do SBT, para discutir os detalhes da proposta. Embora o projeto ainda não tenha data de estreia definida, a emissora confirmou as negociações, mas informou que não pode divulgar mais detalhes no momento.

Deive Leonardo, de 34 anos, é um dos principais e mais polêmicos comunicadores evangélicos do Brasil e tem grande alcance digital. Seu canal no YouTube conta com aproximadamente 10 milhões de inscritos, enquanto seu perfil no Instagram soma quase 16 milhões de seguidores.

Sua popularidade nas redes cresceu significativamente a partir de 2019, quando passou a ser seguido por figuras públicas como Whindersson Nunes, Gabriel Medina, Luan Santana e Neymar.

Esta não é a primeira vez que Deive trabalha com o SBT. Em 2024, ele participou com frequência do programa matinal Chega Mais. Além de sua atuação como pregador, sua trajetória inclui experiências diversas. Criado em uma família evangélica, ele se afastou da igreja na adolescência, mas retomou a fé pouco depois.

Antes de se dedicar integralmente ao trabalho religioso, tentou a carreira de ator e chegou a fazer testes para a novela Malhação, da TV Globo. Também iniciou a graduação em Direito, mas desistiu da advocacia para atuar como palestrante motivacional.

Em sua trajetória, também se aproximou de personalidades públicas. Em 2022, uma de suas pregações em São Paulo contou com a presença da influenciadora GKay e do empresário Thiago Nigro. No mesmo ano, manifestou apoio ao então presidente Jair Bolsonaro durante as eleições presidenciais, de acordo com informações do F5.

Débora Miranda agradece orações após infarto: ‘Madrugada difícil’

A cantora e missionária Débora Miranda foi internada às pressas na última terça-feira, 11 de março, após sofrer um infarto. A líder religiosa, que atua na Igreja Pentecostal Deus é Amor (IPDA), passou por um cateterismo e, desde então, tem recebido mensagens de apoio e orações de fiéis.

Débora Miranda é filha do missionário David Miranda, fundador da Igreja Pentecostal Deus é Amor, que faleceu em 2015, também vítima de um infarto. Atualmente, ela lidera a instituição religiosa ao lado da mãe, Ereni Miranda.

A notícia foi compartilhada pela própria Débora em seu perfil no Instagram, onde pediu intercessão dos seguidores:

“Sofri um infarto na tarde de terça-feira e gostaria que vocês orassem por mim. Estarei passando por um cateterismo esta manhã. Todas as vezes em que eu precisei, eu pedi orações e Deus, por sua misericórdia, agiu em meu favor. Sei que a oração dos justos pode muito em seus efeitos. Eu gostaria que os irmãos orassem e jejuassem por mim”, escreveu Débora.

A mobilização de fiéis também foi reforçada pela Igreja Pentecostal Deus é Amor, que publicou um pedido coletivo de oração em suas redes sociais: “Junte-se a nós em oração, para que dê tudo certo. Cremos que em breve ela estará de volta, adorando a Deus com a gente”.

Recuperação e testemunho

Na quarta-feira, 13 de março, Débora Miranda gravou um vídeo do hospital agradecendo pelas orações e relatando sua melhora.

No depoimento, afirmou sentir os efeitos positivos da intercessão dos fiéis: “Deus está movendo Sua mão em meu favor. Sua oração é valiosa. Aleluia”.

Ela relatou ainda ter sentido fortes dores durante a madrugada, mas afirmou que encontrou alívio após pedir orações à rádio da igreja: “Essa madrugada foi muito difícil para mim, eu senti muita dor no peito, nas costas, braços, nas mandíbulas e quando eu liguei para a rádio ‘Deus é Amor’ e pedi oração para os irmãos, as dores começaram a ir embora”.

Ainda em recuperação, Débora informou estar aguardando a liberação para sair da UTI e seguir para o quarto. Em um novo vídeo, mencionou a saudade da família e do trabalho: “Eu não consigo nem acreditar que eu não estou trabalhando. Eu amo estar na obra de Deus trabalhando, lutando, está no meu sangue isso. Mas Deus sabe o porquê. Toda glória seja para o Senhor e seja feita a vontade d’Ele”.

Nos comentários das publicações, internautas manifestaram apoio e reafirmaram a continuidade das orações por sua recuperação completa.

Evangelista é agredido na rua, mas resultado surpreende

No final de fevereiro, David Ramirez, um evangelista que pregava sobre Jesus do lado de fora do estádio do Newcastle, na Inglaterra, foi atacado por um torcedor enquanto anunciava o Evangelho aos fãs que chegavam para o jogo.

Em uma postagem no Instagram, David contou que estava falando sobre a verdade do cristianismo com fé, sem gritar ou demonstrar ódio, quando um homem se aproximou e tentou tomar seu microfone, além de agredi-lo fisicamente.

“Eu nem estava falando com ódio ou gritando, mas falando a verdade corajosamente com fé, sob o poder do Espírito Santo que eu sinto dentro de mim”, afirmou David.

Policiais que estavam no local rapidamente intervieram e detiveram o agressor. Entretanto, logo após, outro homem se aproximou por trás de David e o empurrou. A polícia também agiu rapidamente, detendo o segundo indivíduo.

David explicou sua reação diante da situação: “Esse torcedor tentou tirar o microfone de mim, então a minha reação foi impedir que isso acontecesse. Ele deu um passo mais longe e quis se tornar agressivo. Meu objetivo era me defender sem intensificar a situação, mantendo uma distância segura até que tudo se acalmasse.”

Ele continuou, relatando que o segundo agressor tentou empurrá-lo, mas foi impedido pela polícia de agir. “Fiquei esperando que ele fizesse algo comigo, mas a polícia impediu isso.”

Após a detenção do primeiro agressor, a polícia perguntou se David queria registrar uma queixa, mas ele decidiu não seguir com a denúncia, permitindo que o homem fosse libertado posteriormente.

O evangelista refletiu sobre a experiência como uma manifestação do conflito espiritual.

“Antes de ser atacado, eu estava compartilhando como Satanás é derrotado. Então, esse homem apareceu, o que foi como uma manifestação física do reino espiritual. O homem representava um demônio, e a polícia, os anjos”, disse David, ressaltando a batalha espiritual que acontece ao anunciar o Evangelho.

Persistência

Apesar do ataque, David continuou sua pregação. Após cinco minutos, ele notou que um jovem se aproximou e ouviu suas palavras. “Não consegui falar muito com ele, pois a polícia veio me questionar. Depois ele foi embora, e eu o pensei algumas vezes durante a semana.”

Uma semana depois, enquanto pregava no centro de Newcastle, David reencontrou o jovem. Durante a conversa, ele descobriu que o jovem era muçulmano e estava começando a se abrir para a fé cristã.

“Ele cresceu no Iraque e foi muçulmano por 25 anos, mas o Senhor estava se revelando a ele, mostrando que Jesus é Deus e não apenas um profeta”, compartilhou David.

Naquele mesmo dia, o jovem aceitou Jesus como seu Salvador e foi batizado por David em uma banheira improvisada.

“Foi como se o inimigo tentasse me impedir de pregar, sabendo que isso aconteceria”, refletiu David. “Mas louvado seja o Senhor pelo poder do Espírito Santo, pois é por isso que saímos. Nós obedecemos, e o Senhor faz o resto.”

David também compartilhou suas experiências de hostilidade enquanto evangelizava nas ruas, mas se manteve firme em sua missão. “Não tenho medo. Já aconteceu várias vezes e estou preparado para isso toda vez que saio. Sei no que estou me envolvendo, pregando o Evangelho em um mundo caído”, disse ele.

“Eu me mantenho firme, sendo sábio e me defendendo se necessário. Deus quer que as pessoas ouçam Sua mensagem, e mesmo que zombem, cuspam ou me agredam, eu continuarei a pregar, porque é isso que sou chamado para fazer. É meu dever e também uma honra”, concluiu. Com informações: Guiame.

Agressor de cristãos, muçulmano se converte e vira pregador

O muçulmano Abdul* e seus amigos eram conhecidos por atacar cristãos na Nigéria. Um dia, eles agrediram um grupo de crentes que se preparavam para realizar uma cruzada evangelística no norte do país.

“Achamos que fizemos a coisa certa para a humanidade e para Deus”, relembra Abdul em um vídeo de Mohamad Faridi, no YouTube.

Hoje, as mesmas pessoas que ele perseguiu se tornaram seus parceiros e irmãos em Cristo.

Crescendo em um lar islâmico, Abdul esforçou-se para ser um bom muçulmano e seguir os ensinamentos de sua família. “Um bom muçulmano tem um caroço na testa de tanto orar curvado no tapete, cinco vezes por dia”, afirma ele.

Para agradar ao pai, um sacerdote islâmico, Abdul esfregava a testa no chão para criar esse sinal de dedicação à fé. Quando seu pai viu, ficou satisfeito e prometeu enviá-lo para estudar islamismo na Arábia Saudita e tornar-se um líder religioso.

No entanto, ao se mudar para Lagos, Abdul começou a aprender sobre Jesus com sua cunhada, que era cristã. Essa mulher, forçada a se “converter” ao islamismo para casar com o irmão de Abdul, manteve uma Bíblia escondida, a qual Abdul acabou encontrando.

O primeiro encontro de Abdul com Cristo foi através de um sonho, no qual ele acreditava ter visto Jesus, mas não compreendeu o significado. Mais tarde, participou de uma cruzada evangelística e ouviu o Evangelho, mas não aceitou Jesus imediatamente, pois sua mente estava envolta em pensamentos sobre o islamismo.

“Havia essa guerra dentro de mim, a batalha pela minha alma. Cristo estava tentando me resgatar, mas meu apego ao lugar de onde eu vinha estava resistindo a esse amor”, lembra ele.

Abdul gostava de futebol e foi convidado a jogar com cristãos da igreja local. Após o jogo, ele conversou com o pastor da juventude, que lhe falou sobre a salvação por meio de Jesus e perguntou se ele estava pronto para embarcar nessa jornada com Deus. “Sim”, respondeu Abdul, mas ainda com dúvidas.

Quando voltou para casa, ele colocou o Alcorão sobre a Bíblia e saiu. Quando voltou, encontrou a Bíblia em cima do Alcorão. “Não sei se alguém entrou lá, mas ainda assim, isso tocou meu coração.”

A experiência o levou a visitar o pastor novamente, e desta vez, Abdul decidiu aceitar Jesus como seu Salvador. O Espírito Santo o preencheu e ele começou a falar em línguas, informou o God Reports.

Um primo muçulmano de Abdul lhe disse que ele se tornaria um líder cristão para a Nigéria, o que Abdul interpretou como uma mensagem profética de Deus, anulando seu entendimento islâmico.

Hoje, Abdul é um evangelista que prega o Evangelho em regiões remotas da Nigéria. Aquele que antes atacava cristãos em cruzadas agora é um deles, levando a mensagem de Jesus a locais onde o evangelho é muitas vezes rejeitado.

*Nomes alterados por razão de segurança.

Intervalos bíblicos: MP recua contra as orações de alunos

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) anunciou que não interferirá nos intervalos bíblicos realizados por alunos da rede pública de ensino no estado. A decisão foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) por meio de uma postagem em suas redes sociais.

No dia 12 de março, a advogada Bárbara Alice Barbosa, vice-diretora do IBDR, participou de uma audiência promovida pelo MP para discutir a realização dos encontros cristãos nas escolas.

Durante a audiência, o promotor de justiça Dr. Salomão afirmou que o MPPE optou por não criar normatizações sobre os intervalos bíblicos, desde que as reuniões sigam princípios de equilíbrio e razoabilidade.

A advogada esclareceu que a Secretaria de Educação de Pernambuco, em diálogo com o Ministério Público, indicou que não haverá regulação específica sobre as reuniões.

“Enquanto os alunos mantiverem o equilíbrio e a razoabilidade, os intervalos bíblicos poderão continuar ocorrendo nas escolas”, explicou Bárbara.

Com isso, qualquer conflito relacionado aos encontros deverá ser solucionado pela direção e coordenação das escolas. Bárbara também destacou que o IBDR contribuiu para a decisão ao trazer argumentos sobre a laicidade colaborativa e a liberdade religiosa, defendendo o respeito ao direito de fé dos alunos.

Por sua vez, a ANAJURE (Associação Nacional de Juristas Evangélicos), que também participou da audiência, comemorou a decisão do MPPE. A advogada Gabriela Moura, coordenadora da associação em Pernambuco, ressaltou:

“Esta é uma vitória da liberdade religiosa e dos estudantes das escolas públicas. Reconheceram que a liberdade religiosa é um direito consagrado dos alunos.”

Intolerância

A investigação sobre os intervalos bíblicos teve início após denúncias do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), em outubro de 2024.

O sindicato argumentou que as escolas públicas não devem ser utilizadas para eventos religiosos, visando preservar a laicidade do ensino. O Sintepe também criticou a falta de diversidade religiosa nos encontros e a ausência de supervisão escolar.

Em resposta, a Secretaria de Educação de Pernambuco afirmou que não orienta a realização de encontros religiosos nas escolas e que, quando toma conhecimento de tais atividades, elas são interrompidas.

Com a decisão do MP, os intervalos bíblicos realizados espontaneamente pelos alunos continuam permitidos, desde que não contrariem os princípios de laicidade e a organização escolar.