Missionário brasileiro resgata cristãos da escravidão no Paquistão

O missionário brasileiro Claudinei Vicente tem se dedicado a resgatar cristãos em situação de escravidão no Paquistão, com o apoio da igreja local liderada pelo pastor Simon.

Esse trabalho tem se concentrado nas fábricas de tijolos em Lahore, onde é comum que famílias inteiras, em sua maioria cristãs, sejam forçadas a trabalhar sob condições de servidão devido a dívidas herdadas de gerações anteriores.

Recentemente, Claudinei conseguiu libertar quatro famílias cristãs que estavam condenadas a viver como escravas. Ele compartilhou sua experiência nas redes sociais: “Acabei de assinar a libertação dessa família. Nunca imaginei que colocaria minha assinatura em um acordo de soltura. Agora eles são livres”.

A libertação dessas famílias foi possível graças a doações e ao apoio da igreja local, que também mantém escolas dentro das fábricas de tijolos. Essas escolas oferecem educação aos filhos dos trabalhadores, proporcionando melhores perspectivas para o futuro.

Em uma ocasião, durante a libertação da primeira família, Claudinei teve a oportunidade de orar tanto pelos ex-escravos quanto pelo proprietário da fábrica de tijolos, que é muçulmano. “O muçulmano, dono da família, pediu para eu fazer uma oração antes de liberá-los. Só Deus pode fazer isso!”, testemunhou o missionário. Apesar da fé diferente, os donos das fábricas têm permitido que as famílias cristãs se reúnam para cultuar, mesmo sem um templo formal, realizando cultos ao ar livre.

Além de seu trabalho de resgatar famílias, Claudinei também tem se dedicado a apoiar a distribuição de cestas básicas para famílias em situação de vulnerabilidade no Paquistão. Ele tem atuado em 14 países e, em 2024, já havia resgatado outra família de cinco pessoas. O custo para libertar uma família dessas é de aproximadamente 1.800 dólares (cerca de 10.400 reais).

Muitas dessas famílias caem na armadilha dos donos das fábricas, que oferecem empréstimos com juros exorbitantes para cobrir despesas urgentes, como contas médicas, casamentos ou aluguel. Com o tempo, as dívidas se tornam impagáveis e os membros das famílias, incluindo mulheres e crianças, acabam sendo forçados a trabalhar nas fábricas de tijolos.

Claudinei tem incentivado aqueles que desejam contribuir com sua missão a entrar em contato diretamente por meio de seu Instagram, onde fornecerá mais informações sobre como ajudar, conforme informações da revista Comunhão.

‘Nefarious 2’ vai expandir batalha espiritual e já está em produção

O autor Steve Deace nunca imaginou que sua decisão de escrever A Nefarious Plot geraria um fenômeno cultural. O livro, que mistura temas de fé, horror e um aviso sobre a natureza do mal na América, agora é a base do aguardado filme Nefarious 2, com a sequência já em produção.

Deace, apresentador do The Steve Deace Show e autor conservador, contou que a inspiração para o livro surgiu de forma inesperada: “Eu não planejei escrever um livro sobre uma tomada demoníaca da América, mas a inspiração me atingiu do nada, e eu simplesmente tive que seguir para onde ela me levava”, explicou ele.

A ideia, que começou como uma frase inquietante durante uma turnê de imprensa em 2016, se transformou em um best-seller e, posteriormente, em um filme de sucesso.

O filme Nefarious (2023), baseado no livro e dirigido pelos cineastas Cary Solomon e Chuck Konzelman (conhecidos por Deus Não Está Morto e 40 Dias – O Milagre da Vida), surpreendeu tanto públicos religiosos quanto seculares.

A trama acompanha o psiquiatra Dr. James Martin (Jordan Belfi), encarregado de determinar a competência mental de um assassino condenado, interpretado por Sean Patrick Flannery, para ser executado.

O assassino, entretanto, afirma ser possuído por um demônio e profetiza que Martin cometerá três assassinatos. O filme se destacou por sua abordagem cerebral e reflexiva sobre o mal, evitando os clichês do gênero de terror e focando em debates teológicos.

A produção enfrentou inúmeros desafios durante as filmagens, incluindo uma infecção grave de MRSA que quase matou Deace no dia da estreia. Vários membros da equipe também sofreram acidentes e doenças inexplicáveis, enquanto os cineastas relataram resistência espiritual e até física. Solomon descreveu o processo como uma “guerra ao diabo”, mas afirmou que “Deus nos viu passar”.

Apesar de obstáculos, incluindo resistência ideológica e problemas técnicos, como cinemas que reportaram exibições esgotadas que estavam, na realidade, vazias, o filme teve uma recepção positiva. Nefarious passou semanas entre os 10 melhores filmes do Amazon Prime e se tornou um dos filmes de terror mais vendidos de 2023. Deace vê isso como uma confirmação de sua mensagem: “Se o inimigo não queria que esse filme fosse feito, isso significa que estávamos no caminho certo”.

O autor acredita que o filme é mais que entretenimento. Ele vê a obra como um alerta para a sociedade, que muitas vezes subestima a realidade do mal. “Vivemos em uma era em que as pessoas pensam que são basicamente boas. Mas e se tudo isso estiver errado? E se o mundo estiver realmente caído? E se as pessoas precisarem ver o mal real novamente para serem levadas de volta à luz?”, questionou.

Deace revelou que Nefarious 2 explorará as consequências do encontro entre o Dr. James Martin e o demônio Nefarious, aprofundando a guerra espiritual e a impossibilidade de neutralidade entre o bem e o mal. A sequência, que contará novamente com Flannery e Belfi, também trará elementos do livro de Deace A Nefarious Carol e expandirá a mitologia do universo de Nefarious.

A trama de Nefarious 2 abordará a nova vida pública de Martin, que se torna um porta-voz do paranormal e do sobrenatural, e as lições difíceis que ele precisará aprender. Deace promete que a sequência mergulhará ainda mais fundo na guerra espiritual, abordando temas de fé e mal de maneira mais direta.

Em sua visão, Nefarious faz parte de sua missão de confrontar a realidade com a verdade. “A nação mais poderosa da história está ausente da profecia do fim dos tempos. Por quê? Talvez porque nos destruímos. E talvez, só talvez, Nefarious esteja nos mostrando como”, concluiu Deace.

O sucesso da franquia e o impacto de sua mensagem indicam que Deace e sua equipe estão prontos para continuar explorando e expandindo sua visão sobre o mal e a espiritualidade, com a expectativa de que Nefarious 2 siga o mesmo caminho de sucesso de seu antecessor, segundo informações do The Christian Post.

‘Pastor’ diz à ‘Globo’ estar emocionado por desfilar no carnaval

Durante o desfile da escola de samba Estrela do Terceiro Milênio, de São Paulo, um casal de foliões deu entrevista para a TV Globo fazendo apologia ao progressismo. Sérgio, que se identificou como pastor, e sua esposa Ana, se apresentaram como pais de duas filhas, uma delas trans e a outra lésbica.

Ambos estavam empolgados com a participação no evento, e fizeram apologia à ideologia de gênero. Sérgio, que vestia uma fantasia da ala em que desfilavam, incluindo uma camiseta cropped que deixava a barriga de fora, se disse emocoinado por participar do desfile.

Na entrevista, afirmou que o mais importante não era a identidade de gênero, mas sim a identidade humana: “Eu me sinto emocionado em estar aqui, representando a minha família, dizendo que mais importante do que a identidade de gênero é a identidade humana”, disse ele.

O enredo da escola de samba, intitulado “Muito Além do Arco-Íris – Tire o Preconceito do Caminho que Nós Vamos Passar com Amor”, fez defesa das bandeiras ideológicas da comunidade LGBT+.

Sérgio afirmou considerar de alta importância levar essa mensagem para o público:  “Estamos muito orgulhosos de estar numa escola de samba, trazendo esse grito, esse clamor, esse apelo. O amor, gente, é a melhor coisa do mundo. Pratiquem o amor familiar. Sem isso, a fé é morta”, concluiu o “pastor”.

Ana também compartilhou sua visão sobre o assunto na entrevista à Globo, incentivando os pais de pessoas LGBTQ+ a incentivarem seus filhos ao que a Bíblia classifica como erro: “Acolham seus filhos, filhas e filhes (sic), porque seres humanos precisam ser amados, acolhidos e respeitados”, afirmou.

Prefeitura de BH publica vídeo de ‘Jesus’ beijando o diabo

A Prefeitura de Belo Horizonte (MG) se envolveu em polêmica após a publicação de um vídeo em parceria com o influenciador Zotha, no qual dois homens, fantasiados de Jesus e de diabo, se beijam durante o carnaval.

O conteúdo gerou indignação nas redes sociais, levando o vereador Pablo Almeida (PL) a gravar um vídeo denunciando o episódio como um ato de vilipêndio, crime tipificado pelo Código Penal. O parlamentar exigiu explicações da gestão municipal sobre a colaboração com o influenciador.

Após o vídeo de Almeida, que ganhou grande repercussão, o perfil oficial da Prefeitura de Belo Horizonte removeu a publicação. O vereador comemorou a ação nas redes sociais, afirmando: “A cobrança funcionou! A Prefeitura de BH removeu a publicação que vilipendiava a fé cristã. Aqui esse tipo de desrespeito com o cristianismo não vai prosseguir.”

Em resposta à pressão, Zotha também retirou o vídeo de seu perfil, explicando nos stories que a decisão foi tomada após ataques homofóbicos oriundos da “extrema-direita”.

O influenciador afirmou que, se o vídeo mostrasse um casal heterossexual, não teria causado tanto alvoroço. Segundo Zotha, a indignação religiosa era, na verdade, uma forma disfarçada de homofobia, com a fé sendo usada como pretexto para perseguições e desumanizações. Ele criticou o tratamento diferenciado dado a um beijo entre dois homens, em comparação com o que seria considerado normal em casais heterossexuais, de acordo com informações do Pleno News.

Prefeitura de BH publica vídeo de ‘Jesus’ beijando o ‘diabo’ no carnaval
Publicação do vereador mostra homens se beijando com fantasias de Jesus e diabo

Ex-pastor de jovens diz que famoso bispo nos EUA tentou beijá-lo

As acusações contra o bispo T.D. Jakes, líder da Potter’s House, em Dallas, Texas, ganharam novos desdobramentos após a declaração de Timothy Anderson, um homem de 57 anos que se identifica como ex-pastor de jovens com Jakes na década de 1990.

Anderson registrou sua acusação em 21 de fevereiro, afirmando que o líder religioso teria tentado beijá-lo durante seu tempo no ministério.

A alegação surge em meio a uma disputa legal envolvendo Jakes e o ex-pastor Duane Youngblood, que acusa Jakes de abuso sexual quando era adolescente.

O advogado de Youngblood, Tyrone A. Blackburn, incluiu a declaração de Anderson como parte de sua argumentação para rejeitar um processo por difamação movido por Jakes contra ele e outros acusadores.

Defesa de Jakes

O advogado de Jakes, Dustin Pusch, refutou a alegação de Anderson, descrevendo-o como um aliado “não confiável” dos Youngbloods. Em uma declaração ao Dallas Morning News, Pusch afirmou que as acusações fazem parte de uma “campanha de desinformação calculada” para destruir a reputação de Jakes e obter ganhos financeiros.

Jakes entrou com uma ação judicial contra Duane Youngblood, a quem Pusch descreveu como um “ex-ministro desonrado e predador de crianças condenado”, alegando que as acusações contra ele são falsas e motivadas por interesses pessoais.

Relato de Anderson

No depoimento anexado ao processo, Anderson afirmou que conheceu Duane Youngblood por meio da organização Higher Ground Always Abounding, onde atuou como evangelista de jovens por três a quatro anos.

Ele alega que Jakes o convidou para se mudar para Dallas para assumir o cargo de pastor de jovens, com um salário de US$ 24 mil anuais.

Durante um evento religioso em 1996, Anderson disse ter sido alertado por Youngblood sobre possíveis avanços indesejados de Jakes. Ele relatou que, após aceitar a proposta de trabalho, começou a enfrentar situações desconfortáveis com o líder religioso.

Segundo Anderson, um dos primeiros incidentes ocorreu na mansão de Jakes, onde ele teria visto o bispo nu. Posteriormente, Jakes teria tentado beijá-lo após uma conversa sobre sua permanência no ministério.

“Eu estava tentando me agarrar a qualquer resquício de dignidade que me restava”, declarou Anderson. “Mas sua resposta foi assustadora. Ele me lembrou novamente que era seu ministério, sua liderança, e que, se ele me desse o que eu queria — minha chance de ir para o Japão — então eu não entenderia os princípios da autoridade”.

Duas semanas depois, Anderson disse ter decidido deixar o ministério e voltar à evangelização.

Outras acusações

Além da acusação de Anderson, os irmãos Richard Edwin Youngblood e Duane Youngblood também registraram depoimentos contra Jakes.

Richard Youngblood alegou que Jakes tentou agredi-lo sexualmente na década de 1980, durante uma viagem ministerial. Ele afirmou que o bispo teria subido em sua cama e pressionado seu corpo contra ele.

Jakes negou todas as acusações e declarou, sob pena de perjúrio, que são “mentiras maliciosas”. Seu advogado argumenta que os Youngbloods estariam buscando vingança ou benefícios financeiros com as denúncias.

O caso segue em andamento nos tribunais, com a defesa de Jakes tentando barrar as acusações e os denunciantes mantendo suas alegações, segundo informações do The Christian Post.

Ator diz que papel como Davi melhorou sua compreensão bíblica

Michael Iskander conquistou um dos papéis mais importantes de sua carreira ao ser escalado para interpretar o rei Davi na nova série da Prime Video, Casa de Davi, cuja estreia ocorreu em 27 de fevereiro.

Antes do lançamento, o ator refletiu sobre a importância desse papel e a forma como a experiência transformou sua visão das Escrituras: “Eu acho que Davi é uma das pessoas mais interessantes porque… há tanta dualidade nele”, afirmou Iskander.

“Ele é o epítome do que significa ser humano, cometer erros, mas ter verdadeiramente um coração para Deus — e um coração que busca o próprio coração de Deus”, acrescentou.

O ator, que declarou se sentir “abençoado” por contar essa história, revelou que a imersão no personagem alterou sua perspectiva sobre a Bíblia: “Agora, eu vejo isso de um ponto de vista apenas de seres humanos”, explicou.

“E então eu coloco o contexto daquele tempo e dessas pessoas na história… isso apenas coloca uma perspectiva totalmente diferente na Bíblia, e eu acho que isso a torna muito mais interessante de ler e descobrir”, disse, de acordo com informações da CBN News.

O impacto espiritual do papel

Para Iskander, a produção da série foi uma oportunidade de reforçar sua fé e compreensão espiritual. Ele citou Provérbios 3:5-6 para destacar a importância de confiar em Deus. Embora reconheça que Casa de Davi seja um projeto de entretenimento, ele acredita que seu propósito é maior.

“Você está fazendo um programa de TV, e é muito divertido, e sua maquiagem e cabelo — é tudo divertido e legal, mas o motivo é glorificá-Lo, honrá-Lo e colocá-Lo em primeiro lugar”, declarou.

A abordagem do ator para interpretar Davi também envolveu uma análise mais profunda de momentos icônicos da história bíblica, como a batalha contra Golias. “Eu sempre pensei em Davi sendo tão corajoso… tão valente, mas não há nada disso sem medo”, refletiu.

“E encontrar todos os riscos do que significa ser a única pessoa de todo o seu povo a escolher enfrentar o homem mais assustador que eles já enfrentaram… e você está disposto a realmente desistir de tudo em sua vida para proteger aqueles que você ama?”

Iskander destacou que esse entendimento influenciou a forma como a cena foi filmada e apresentada: “É lindo… só de olhar para isso e viver nisso. E mal posso esperar para que as pessoas vejam isso”, disse.

O início na atuação

Curiosamente, a jornada de Iskander no mundo da atuação começou por acaso. Ele relembrou um episódio ocorrido durante seu segundo ano escolar, quando uma amiga o incentivou a fazer um teste para o coral em troca de uma pequena recompensa financeira oferecida pelo diretor.

“Minha amiga — buscando os $10 — perguntou se eu tentaria algo simples para que ela pudesse pegar o dinheiro. Eu disse ‘Claro’ e, de alguma forma, fiz um ótimo trabalho”, contou. A experiência acabou levando-o a participar de musicais e, mais tarde, a seguir carreira na atuação.

Agora, ao dar vida a Davi em Casa de Davi, Iskander espera que o público enxergue os personagens bíblicos de forma mais humanizada e realista: “Enquanto você vir seres humanos na sua frente — a Bíblia ganhando vida — meu trabalho está feito. Não é meu trabalho dizer a eles como se sentir; é apenas meu trabalho dizer a verdade”, concluiu.

ONG LGBT que perseguiu cristãos perde verbas no governo Trump

A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) suspendeu mais de meio milhão de dólares em financiamento previamente destinado à ONG LGBT Stonewall, no Reino Unido.

Além disso, uma alocação de US$ 40 mil para seminários sobre gênero na Escócia também foi retirada, conforme reportado por veículos britânicos. A Stonewall promoveu perseguição a cristãos que se opuseram à ideologia de gênero.

Nos últimos três anos, a Stonewall recebeu mais de £ 500 mil (aproximadamente US$ 629 mil) do Global Equality Fund (GEF), um programa do governo dos EUA que financia iniciativas voltadas a questões LGBT em diversos países. Com a retirada dos recursos, a ONG LGBT enfrenta dificuldades financeiras e pode demitir até metade de sua equipe, segundo o Times of London.

Demissões

Simon Blake, presidente-executivo da Stonewall, comunicou aos funcionários, em reunião digital, que a reestruturação da organização seria inevitável. Ele afirmou que apenas os cargos com financiamento garantido permaneceriam inalterados. As operações da instituição na Europa Oriental e no Cáucaso eram sustentadas, em parte, pelos recursos norte-americanos.

Dados financeiros da Stonewall indicam que o financiamento da USAID vinha crescendo nos últimos anos: US$ 173 mil em 2021-22, US$ 257,2 mil em 2022-23 e US$ 294.000 nas contas mais recentes. A organização também registra um déficit crescente, que passou de US$ 550 mil para US$ 1,1 milhão no último ano fiscal.

A redução de verbas se soma a outras dificuldades enfrentadas pela Stonewall, incluindo a queda na adesão ao programa corporativo Diversity Champions e a saída de departamentos do governo britânico dessa iniciativa. Apesar de um aumento na arrecadação via doações e eventos, Blake admitiu que a perda do financiamento dos EUA representa um desafio significativo para os principais programas da entidade.

Além do corte na verba destinada à Stonewall, um subsídio de US$ 40 mil para o Festival Internacional do Livro de Edimburgo também foi cancelado. O valor seria usado para financiar seminários sobre ideologia de gênero.

Imposição cultural

A alocação de recursos da USAID para iniciativas de diversidade e inclusão em diversos países tem sido questionada. Segundo artigo de opinião do apologista cristão David Robertson, publicado no Christian Today, parte significativa dos fundos da agência tem sido utilizada para apoiar ONGs estrangeiras alinhadas a objetivos culturais e ideológicos do governo dos EUA. Ele classificou essa estratégia como uma forma de “imperialismo cultural”.

Robertson também apontou outros gastos da USAID que geraram polêmica, incluindo US$ 2 milhões destinados a pesquisas sobre COVID-19 em Wuhan, na China; US$ 20 milhões para investigações sobre Rudy Giuliani; e US$ 473 milhões para a Internews, organização que atua no financiamento da mídia na Ucrânia.

Segundo ele, essas destinações levantam questionamentos sobre o uso de recursos da agência para promover narrativas progressistas em nível global.

Entre outras iniciativas apoiadas pelo governo norte-americano, Robertson mencionou um investimento de US$ 1,5 milhão para promover diversidade e inclusão em ambientes de trabalho na Sérvia, além de projetos como uma ópera transgênero na Colômbia e uma história em quadrinhos transgênero no Peru.

Para Robertson, tais gastos ilustram a priorização de pautas culturais em detrimento da assistência humanitária tradicional.

O governo dos EUA e representantes da USAID não comentaram publicamente os cortes recentes no financiamento da Stonewall e de outras iniciativas, nem forneceram esclarecimentos sobre os critérios de alocação dos fundos no passado, conforme informado pelo The Christian Post.

Casal cristão condenado à prisão por evangelismo é libertado

Um caso envolvendo um casal cristão na Índia ilustra o impacto da lei “anticonversão” do estado de Uttar Pradesh e o debate em torno da liberdade religiosa no país.

O casal cristão Jose e Sheeja Pappachan, condenado a cinco anos de prisão sob acusações de tentativa de conversão, foi libertado sob fiança após decisão do Tribunal Superior de Allahabad.

A decisão foi divulgada pela entidade Christian Solidarity Worldwide (CSW), dedicada a monitorar a perseguição a cristãos, com sede no Reino Unido.

A condenação ocorreu em 22 de janeiro, com base na Lei de Proibição de Conversão Ilegal de Religião, legislação estadual que criminaliza conversões forçadas. Além da pena de prisão, os dois foram multados em 25 mil rúpias (cerca de US$ 300) cada.

O caso envolveu acusações de que o casal teria oferecido incentivos financeiros para converter dalits de casta baixa durante um evento de Natal em 2022. A denúncia foi apresentada por um legislador estadual do partido governista Bharatiya Janata (BJP), e as acusações foram reforçadas por testemunhos coletados pela polícia.

Durante o julgamento, Jose e Sheeja negaram qualquer tentativa de conversão forçada, alegando que apenas promoviam a educação, distribuíam Bíblias e organizavam refeições comunitárias, sem coagir ou oferecer vantagens financeiras aos participantes. Segundo sua defesa, a atuação deles se limitava a incentivar hábitos positivos, como evitar o consumo de álcool e priorizar a educação infantil.

A decisão do Tribunal Superior de conceder fiança foi recebida com alívio por organizações cristãs, mas especialistas apontam que a luta judicial do casal pode se estender por anos.

O presidente da CSW, Mervyn Thomas, destacou que a indefinição jurídica das leis anticonversão frequentemente resulta em processos longos e onerosos para os acusados. Em comunicado, a CSW instou as autoridades de Uttar Pradesh a acelerarem a revisão desses casos e a reverterem condenações consideradas inconstitucionais.

Atualmente, 12 estados indianos possuem leis anticonversão, formuladas para prevenir conversões forçadas, mas que, segundo críticos, restringem o evangelismo e podem ser usadas para perseguição religiosa. A legislação de Uttar Pradesh foi alterada em 2024 para permitir que terceiros apresentem denúncias de conversão forçada, ampliando o escopo de investigações e processos.

Dados do United Christian Forum (UCF) indicam que mais de 800 incidentes de hostilidade contra cristãos foram documentados na Índia em 2023. Apenas em Uttar Pradesh, pelo menos 80 cristãos permanecem presos por acusações semelhantes às enfrentadas por Jose e Sheeja Pappachan.

A Índia, onde cerca de 80% da população é hindu e 2,3% se identifica como cristã, tem registrado um aumento nas tensões religiosas e em restrições legais que afetam minorias religiosas. A expectativa é que a tramitação do caso do casal Pappachan se prolongue, enquanto o debate sobre a constitucionalidade das leis anticonversão segue em andamento no país, de acordo com informações do The Christian Post.

Nicodemus diz que evangelismo no carnaval é antibíblico

Uma das polêmicas do carnaval de 2025 foi a confirmação de que a Oitava Igreja Presbiteriana de BH organizou uma ação evangelística e um desfile dos blocos na capital mineira. O reverendo Augustus Nicodemus comentou o cenário citando o apóstolo Paulo como parâmetro para reprovar a iniciativa.

Sem citar o caso específico da Oitava Igreja Presbiteriana de BH, Nicodemus afirmou que é possível considerar as ações de evangelismo no carnaval como uma desobediência às Escrituras:

“Se seguirmos a postura de Paulo, que proibia participar de festivais pagãos mesmo com boas intenções (1Co 10.20-21), os crentes que vão ao Carnaval para evangelizar estariam em desacordo com esse princípio. Para Paulo, a separação do pecado e a pureza do testemunho superam a estratégia de se misturar ao ambiente pecaminoso”, escreveu o pastor no X.

Nicodemus, que já comparou o evangelismo no carnaval a servir “sopa no penico”, fez outra publicação contestando aqueles que acreditam que a propagação do Evangelho justifica qualquer esforço:

“Vale tudo para pregar a Cristo? Fp 1:18 não justifica métodos mundanos na pregação do evangelho. Paulo se alegrava porque, mesmo em meio à oposição, Cristo era anunciado—não porque qualquer meio fosse válido. Ele jamais aprovaria pregações motivadas por lucro ou vaidade (2Co 2:17; 4:2). O evangelho deve ser pregado com sinceridade e fidelidade, não como mercadoria. Texto fora de contexto é pretexto para o erro”, declarou o pastor da Esperança Bible Presbyterian Church, em Orlando, na Flórida (EUA).

Se seguirmos a postura de Paulo, que proibia participar de festivais pagãos mesmo com boas intenções (1Co 10.20-21), os crentes que vão ao Carnaval para evangelizar estariam em desacordo com esse princípio. Para Paulo, a separação do pecado e a pureza do testemunho superam a…

— Augustus Nicodemus (@augustuslopes) March 1, 2025

Vale tudo para pregar a Cristo? Fp 1:18 não justifica métodos mundanos na pregação do evangelho. Paulo se alegrava porque, mesmo em meio à oposição, Cristo era anunciado—não porque qualquer meio fosse válido. Ele jamais aprovaria pregações motivadas por lucro ou vaidade (2Co…

— Augustus Nicodemus (@augustuslopes) March 1, 2025

Menino emociona ao pedir Bíblia de presente e vídeo viraliza

Uma criança de 7 anos, residente na África do Sul, surpreendeu ao escolher uma Bíblia como presente de aniversário, em vez de brinquedos ou tecnologia. O garoto, filho de Daglin Thomas e Nikita, é parte de uma família cristã.

Em um vídeo compartilhado no TikTok, a mãe relatou que o filho foi quem fez o pedido, manifestando o desejo de ganhar um exemplar da Palavra de Deus.

O momento foi registrado em dezembro do ano passado, quando, após ser acordado com um cupcake e os parabéns, o menino recebeu um pacote dos pais. Ao abrir, encontrou uma Bíblia infantil e, visivelmente emocionado, exclamou:

“Mãe! É maior que a [Bíblia] da mamãe”, antes de agradecer aos pais. O vídeo rapidamente se espalhou pelas redes sociais, alcançando mais de dois milhões de visualizações.

Nos comentários, muitos internautas elogiaram a atitude do menino. “Ele não pediu um tablet, um Xbox, um celular, uma bicicleta. Não! Ele pediu uma Bíblia, esse carinha humilhou a todos nós”, comentou uma usuária. Outra escreveu: “Que a fome de Deus nunca morra, Deus abençoe você e sua família”.

Em postagens subsequentes, Nikita destacou o valor espiritual do presente, considerando-o o melhor que se poderia oferecer. Em uma reflexão sobre o papel dos pais, ela enfatizou sua responsabilidade de guiar os filhos no caminho da fé.

“Meu propósito como mãe é administrar meus filhos para o Senhor diariamente. Então, sempre que vejo um momento, tento lembrá-los do amor de Deus por eles”, afirmou.

Importância

Para os cristãos, a Bíblia é considerada a Palavra de Deus, e seu estudo é fundamental para a vida espiritual. Ela é vista como uma fonte de sabedoria, moral e orientações para viver de acordo com os ensinamentos de Jesus Cristo.

Além disso, a Bíblia é considerada um guia doutrinário, sendo central nas práticas de fé e na formação de valores cristãos. O ato de dar uma Bíblia como presente, portanto, reflete não apenas um gesto de carinho, mas também a transmissão de um legado espiritual importante para muitas famílias cristãs. Assista: