Após ligar busto de pastor à idolatria, Léa Mendonça pede perdão

A cantora Léa Mendonça despertou polêmica ao declarar que considerava um erro a homenagem feita ao pastor José Wellington Bezerra da Costa, que ganhou um busto como parte de um museu. Com a repercussão, a artista pentecostal pediu desculpas aos assembleianos.

Léa Mendonça foi questionada no Instagram há aproximadamente uma semana sobre sua opinião a respeito da “estátua”, e afirmou que apesar da intenção, o resultado não tinha sido positivo:

“Eu sei que isso está dividindo opiniões. Eu sei também que foi feito com o objetivo de homenagear esse homem que tem uma história tão bonita. Mas, particularmente, eu não acho legal porque igreja não pertence a pastor. Igreja não tem nem que ter letreiro com nome de pastor, foto do pastor na frente da igreja. Cristo é o chamariz, é Cristo que salva, cura e liberta”, declarou a cantora.

Esse não é o primeiro busto feito em homenagem ao pastor da Assembleia de Deus Ministério do Belém. Em 2021, uma congregação da denominação em São Luís do Curu (CE), cidade natal de José Wellington, também inaugurou uma peça semelhante em praça pública.

Léa disse acreditar que a imagem dos pastores não devem ser associadas às igrejas: “Dá a impressão que eu estou lendo Daniel 3: ‘Ao som do pífaro prostrem-se à estátua de ouro levantada por Nabucodonosor’. Não! Por mais que tenha sido com boa intenção, particularmente a igreja é do Senhor Jesus e não deve ter nada relacionado a pastor”.

Diante das críticas feitas por fiéis ligados ao Ministério do Belém, a cantora veio a público se retratar: “De forma alguma eu queria ferir, mas eu sei que feri, feri porque eu fiquei sabendo que nem foi a Igreja que fez aquele busto. Parece que ele foi homenageado por pessoas de fora, que na verdade ele nem queria aquele busto. Mas eu quero pedir perdão porque eu feri algumas ovelhas. Fiquei completamente mexida diante do amor que as ovelhas tem por esse pastor”.

Seguidores da página Assembleianos de Valor comentaram o posicionamento da artista: “Pedir perdão por qual motivo? Ela falou a a verdade. Se os líderes quiserem cancelar ela, cancelem… A gente não pode ser é ‘cancelado’ por Cristo!”, escreveu uma internauta. “Ela falou a verdade, mas pediu perdão pq a igreja ia perseguir ela”, opinou outro usuário do Instagram.

Após associar busto de José Wellington à idolatria, Léa Mendonça pede perdão
Foto: reprodução/captura de tela/Instagram

Rodrigo Silva tem a ‘descrição dos falsos pastores’, diz Mocellin

Uma entrevista concedida pelo pastor Rodrigo Silva está repercutindo nas redes sociais, com uma declaração sobre a salvação de católicos. O pastor Rodrigo Mocellin gravou um react afirmando que o adventista atende à “descrição dos falsos pastores”.

Rodrigo Silva, que desenvolve um respeitado trabalho no meio acadêmico voltado à arqueologia dos tempos bíblicos, é também um pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia, uma denominação considerada seita por grande parte do segmento evangélico.

Em entrevista ao RivoTalks no começo de outubro, Silva afirmou que tem divergências com a Igreja Católica no campo da doutrina, mas crê que fiéis da denominação romanista serão salvos: “Teologicamente falando, não concordo mais com o catolicismo. Ok? Eu não sou católico, não rezo mais ‘Ave Maria’, não rezo mais ‘Salve a Rainha’, eu não faço mais a novena, não guardo mais a sexta-feira da paixão”.

“Porém, se eu disser que só vai para o céu, ou só está na glória, ou só está com Deus os Adventistas do Sétimo Dia, o que eu faço com os 13 anos que eu passei na Igreja Católica e senti Ele tão perto de mim? Eu não posso anular. E se eu morresse antes de me tornar adventista, eu iria para o inferno?”, acrescentou Silva.

Em seguida, o pastor adventista enfatizou sua opinião com uma frase de efeito: “Assim como eu estava lá e já amava a Deus, tem um monte de outros Rodrigos lá fora que continuam amando a Deus. E vou dizer para você: no céu – essa frase não é minha, é de John Milton no Paraíso Perdido – nós teremos três surpresas: muita gente que a gente tinha certeza que ia encontrar, a gente não vai ver; muita gente que a gente não esperava, a gente vai ver. E qual a terceira surpresa? Que legal eu estou aqui apesar de mim mesmo! Hoje eu consigo viver numa boa com isso, não sou hipócrita. Hoje eu tenho minha convicção teológica, mas os meus irmãos vão além disso”.

‘Discurso ensaboado’

O pastor Rodrigo Mocellin comentou na publicação feita no Instagram dizendo que Silva “saiu do buraco e entrou no abismo, por isso não sente muita diferença”, em referência às denominações Católica e Adventista.

No YouTube, o pastor da Igreja Resgatar Guaratinguetá expôs os motivos pelos quais acredita que, em linhas gerais, os católicos não serão salvos. O catolicismo, disse Rodrigo Mocellin, quebra os mandamentos bíblicos sistematicamente: “O mais óbvio é a questão da idolatria, o culto às imagens, que a gente olha na Bíblia e vê Israel sendo destruído por isso”.

Mocellin define a postura de Silva como politicamente correta: “É um discurso ensaboado, que existe para agradar gregos e troianos. Ao dizer ‘não concordo’ ele agrada aqueles que identificam que a Igreja Católica está errada. Mas ao dizer ‘vão para o céu, eu amava a Deus lá, então eles também amam’, ele agrada o católico”, analisou.

“Quem está no erro tende a defender o erro. Eu creio que o adventismo é uma seita, logo é natural que ele não veja um erro tão grave no catolicismo”, reiterou Mocellin.

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Cientista rebate o ateísmo: 'Até os ateus têm Deus no cérebro'

A discussão sobre a existência ou não de Deus tem permeado os séculos, muito embora ela seja, por si mesma, uma das evidências daquilo que os apologistas cristãos apontam como uma assinatura do Criador na consciência da humanidade. Neste sentido, o cientista Jordan Grafman parece ter uma opinião bem consolidada sobre os ateus que negam essa realidade.

Professor de Medicina Física e Reabilitação no Faculdade Medicina Feinberg e Diretor de Pesquisa de Lesões Cerebrais da Shirley Ryan AbilityLab, Jordan Henry Grafman possui décadas de experiência no campo da ciência neurológica, o que lhe tornou um dos nomes mais influentes no quesito entre a relação da fé e ciência.

Para o pesquisador, o cérebro humano está programado para reconhecer a existência de Deus diante da forma como o próprio ser humano se comporta perante à natureza. Neste sentido, em outras palavras, o próprio questionamento sobre a existência ou não de Deus faz parte de uma competência dada pelo Criador.

“Não acreditar em Deus também é uma crença. Mas certamente é possível escolher suas crenças ou influenciado através da sua exposição. Uma vez que você foi exposto à ideia de Deus ou religião, adivinhe onde está? No seu cérebro. Então, até mesmo ateus têm uma representação de Deus em seus cérebros. Não podem escapar dEle”, afirmou.

Reação lógica

Segundo Jordan Grafman, a assinatura de Deus no ser humano faz parte de uma concepção lógica sobre o modo como o próprio indivíduo reage aos instintos da fé, sendo o cérebro o local onde as reações químicas se convertem para a percepção do sobrenatural.

Em outros termos, o que para alguns seria uma atitude meramente cultural perante o desconhecido, na verdade, pode ser o fruto de uma inscrição biológica cujo responsável é o próprio Deus.

“Tenho confiança de que Deus existe no cérebro. Então podemos estudar Deus com segurança e em grande quantidade de detalhes estudando como o cérebro processa, representa e permite nossos comportamentos associados à religião”,  conclui Grafman, segundo o Guiame.

Esposa de Rodrigo Faro inicia 33 sessões de radioterapia

Desde que iniciou uma luta contra o câncer, Vera Viel – a esposa de Rodrigo Faro – tem feito questão de compartilhar nas redes sociais o que para ela, muito mais do que um diagnóstico de enfermidade, significa também um marco na sua experiência de fé.

Em uma publicação feita horas atrás, por exemplo, Vera Viel se mostrou confiante na providência de Deus perante o desafio de encarar o tratamento contra um câncer raro diagnosticado há poucos meses em sua perna.

“Indo para a minha primeira sessão de radioterapia das 33 que farei, hoje completa exatamente um mês da minha cirurgia, Deus sabe de todas as coisas e eu estou preparada para essa nova etapa”, disse ela aos seguidores no Instagram.

Radioterapia é um dos tratamentos oferecidos aos pacientes que lutam contra o câncer, como a esposa de Rodrigo Faro, além da quimioterapia e da psicoterapia, considerada atualmente como vital para o fortalecimento da imunidade do corpo perante a enfermidade.

Confiança em Deus

Para a esposa de Rodrigo Faro, contudo, a sua certeza de descanso está na providência de Deus. “Ele tem um propósito na minha vida e Ele mesmo me disse que a minha vida teria um novo sentido, e já está tendo, muita coisa mudou aqui”, disse ela.

Vera Viel fez referência a outra declaração feita por ela semanas atrás, quando revelou que durante o procedimento cirúrgico para a retirada do tumor maligno em sua perna, teve uma experiência sobrenatural com Deus.

“Ele é tão lindo, Ele manda em tudo e lá [no céu] não existe dor. Ele disse que a minha vida teria um novo sentido, que o Rodrigo cuida de mim como se fosse Ele aqui, que eu tinha muito o que viver ainda com as meninas e que Ele me daria Vida, muita Vida”, disse ela. Confira:

Nicotemus diz ansiedade 'não necessariamente é falta de fé'

Considerado um dos temas mais delicados da atualidade, a saúde mental tem sido palco de debates não apenas no campo da ciência comportamental, mas também no meio religioso, onde questões como a ansiedade e depressão se tornaram alvos de preocupação.

Nos últimos dias, por exemplo, o ex-chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo, Augustus Nicodemus Lopes, fez algumas publicações refletindo sobre o tema da ansiedade, incluindo revelações pessoais a esse respeito.

Pastor da Igreja Presbiteriana considerado um dos nomes mais influentes da teologia protestante nacional, o religioso disse que enfrentou a ansiedade e episódios depressivos quando mais jovem, chegando até em pensar tirar a própria vida, antes de conhecer a Jesus Cristo.

“Eu sem bem o que é lutar contra ela”, disse ele sobre a ansiedade. “Eu tentei superar com amigos, motos, carros e bebidas. Pouco antes da minha conversão, a ansiedade me levou a um estado depressivo tão profundo que pensei em me suicidar”.

Causas externas

Em outra publicação, o pastor presbiteriano respondeu se a ansiedade e outros problemas de ordem emocional seriam consequências da “falta de fé”. Ele, por sua vez, frisou que “não necessariamente”.

Isso, porque, Nicodemus lembrou que pessoas podem estar em “um bom relacionamento com Deus”, mas mesmo assim enfrentar situações externas da vida que são alheias às suas vontades e práticas, o que termina afetando a sua saúde mental.

“Existem outras causas… o estresse, o trabalho demais, falta de descanso”, disse ele, apontando questões básicas da vida como potenciais gatilhos para o desenvolvimento da ansiedade patológica.

A fala de Nicodemus contraria um comentário recente do pastor e escritor Renato Vagens, que relacionou a ansiedade à “uma forma velada de incredulidade”.

Segundo Vargens, “a ansiedade é uma forma velada de incredulidade. Ficamos ansiosos porque não confiamos que Deus esteja cuidando de cada um dos nossos problemas”. Assista, abaixo, o vídeo de Nicodemus sobre o tema:

Otoni de Paula critica a 'instrumentalização do altar' e 'sequestro da religião'

O deputado federal Otoni de Paula provocou mais reações críticas contra o seu nome, após conceder uma entrevista para a GloboNews, dessa vez, também insinuando o uso político das igrejas em favor do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro.

“Essa instrumentalização do altar, esse sequestro da igreja, essa ideia de que Deus apoia um determinado candidato e não apoio outro candidato, isso precisa sair do centro da igreja”, disse ele na entrevista que também contou com a participação do pastor esquerdista Henrique Vieira, do PSOL.

Otoni se colocou como um representante da direita, também se declarando conservador, mas suscitou críticas ao aparentar estar querendo se aproximar do atual governo Lula.

O parlamentar, contudo, nega que tenha o interesse de fazer conexão com a esquerda. “Não sou ponte nenhuma do PT com a igreja, não sou ponte do Lula com a igreja, mas sou ponte de oração”, disse ele em outra entrevista, segundo a Veja.

Em suas redes sociais, Otoni de Paula disse que já se considera um “ex-bolsonarista”, explicando que isso é pelo fato de não poder fazer críticas ao ex-presidente, a quem chamou de “bezerro de ouro” criado pelos evangélicos.

“Se não concordar com tudo que Bolsonaro fala e faz, é não ser bolsonarista, então eu NÃO sou. Respeito o movimento que Jair Bolsonaro começou no Brasil, e ele sabe disso, mas acredito que a direita é muito maior do que um nome ou um partido político”, disparou o deputado.

Reações

Seguidores de Otoni de Paula no Instagram comentaram um dos trechos da sua entrevista para a GloboNews, com muitos elogiando e outros criticando. “Aproveita pois esses momentos, carreira encerrada”, criticou um internauta.

“Virou até comentarista da globo kkkkkkkkk nem pra síndico ganha mais!”, reagiu outro seguidor. Outros, porém, parabenizaram o fato do deputado ter se “libertado” do bolsonarismo, destacando a sua coragem de se posicionar como uma virtude.

“O posicionamento tem sido uma característica louvável de sua pessoa, meu deputado! Vamos pra cima”, disse um perfil, também no Instagram. Assista:

Deputado Otoni de Paula traiu o Presidente Jair Bolsonaro, arrastando asa para esquerda; preocupado com o “BOICOTE” que lhe está sendo preparado para 2026, tenta se redimir com discurso sem fundamento.

Cristão que é Cristão, ainda vota em deputado traíra? pic.twitter.com/wOpJnrBA3S

— (@AnaMelinaB612) November 10, 2024

Moradores de Gaza pedem ajuda a Israel contra o Hamas

Alvo da atenção mundial, a guerra de Israel contra os terroristas do grupo Hamas vem causando mudanças profundas na Faixa de Gaza, território que, até então, é dominado por parte da milícia extremista islâmica. Esta realidade, porém, também impactou o entendimento dos próprios moradores locais.

Isso, porque, a emissora israelense N12 foi à Faixa de Gaza para coletar a opinião dos moradores da região, a fim de mostrar ao mundo algo que não é trazido à tona, tendo em vista a forte militância antissemita que tomou conta de parte dos veículos de comunicação e organismos internacionais.

“O Hamas nos tirou, somos um povo pobre”, disse uma mulher a um repórter da emissora, afirmando que ela ficou “feliz quando vocês eliminaram [ahya]

Sinwar”, o líder número um do Hamas, morto pelas Forças Armadas de Israel.

“Eu vejo os soldados distribuindo água para crianças e mulheres – isso indica que eles têm humanidades”, disse outro morador identificado como Muhammad, a respeito dos militares israelenses. “O Hamas não nos dava uma gota de água, eles nos deixavam ficar com sede.”

“Queremos que o governo civil israelense governe na Faixa de Gaza”, completou o morador local. Um vídeo com trecho dos relatos foram compartilhados nos perfis de Rafael Rozenszajn, porta-voz em português das Forças Armadas de Israel, e pela organização internacional StandWithUs.

“O povo de Gaza está implorando para Israel acabar com o Hamas e você vai apoiar o povo de gaza ou o Hamas?”, questionou Rozenszajn. A StandWithUs, por sua vez, lembrou que os terroristas têm utilizado civis, pessoas inocentes, para fazer propaganda contra os judeus, acusando-os de “genocídio”.

“O grupo terrorista usa civis como escudos humanos e comete crimes de guerra ao utilizar hospitais para fins militares, além de bloquear a chegada de ajuda humanitária ao enclave”, diz a organização, apontando o Hamas como principal empecilho para a paz na Faixa de Gaza. Assista:

Sudão do Sul: muçulmanos expulsam cristãos de suas casas

A perseguição de muçulmanos radicais a cristãos no Sudão do Sul teve um novo episódio, com a expulsão de 34 fiéis a Jesus de suas casas no estado do Nilo.

Muçulmanos da região de El Matamah, em Al-Makniya, disseram a um grupo de refugiados cristãos oriundos das Montanhas Nuba, que não permitiriam que eles ou negros ficassem no território. Os cristãos haviam se instalado na região após fugirem do conflito militar no distrito de Omdurman, próximo a Cartum.

O relato foi feito pelo Movimento de Libertação Popular do Sudão-Norte (SPLM-N), que publicou informações sobre o episódio. O portal Morning Star News consultou um líder da igreja na região e confirmou a informação.

Embora os muçulmanos tenham inicialmente acusado os cristãos de roubar gado e violar códigos islâmicos, um policial disse aos cristãos que os moradores se opuseram à sua presença essencialmente por motivos religiosos.

O episódio envolvendo o roubo do gado foi resolvido posteriormente pelas autoridades, que prenderam os ladrões e eles não eram cristãos.

Racismo declarado

Inicialmente, cerca de 30 moradores apareceram na casa de uma das famílias de cristãos refugiados e disseram que devem desocupar suas casas e deixar a área. Mais de 50 muçulmanos emitiram a mesma exigência, e quando os cristãos se recusaram a sair, alguns dias depois, uma multidão ainda maior de vizinhos chegou e exigiu que eles saíssem dentro de três dias.

“Não queremos vocês aqui, e estamos dando a vocês três dias para desocupar a casa”, disse um dos moradores, relatando o ultimato. “Não estamos preocupados com a lei e fazemos tudo com as próprias mãos. Eu sou racista e não quero nenhuma pessoa negra aqui”, teria dito um dos líderes do grupo radical muçulmano.

Os refugiados pediram ajuda policial, mas não receberam resposta. Os oficiais disseram aos cristãos que ninguém havia apresentado nenhuma queixa contra eles. Mais tarde, os moradores muçulmanos pediram à polícia uma ordem de expulsão, o que foi negado.

Quando os moradores muçulmanos foram ao promotor público em busca de uma ordem de despejo da área, o pedido foi negado devido à falta de motivos legais. Os apelos dos cristãos por ajuda a outras autoridades locais também foram ignorados.

O morador muçulmano Barai Khader exigiu que um dos cristãos, Darius Yasser Hussein, removesse uma cruz e se convertesse ao islamismo: “Um dos policiais, que pediu para não revelar seu nome à família, disse que o problema era basicamente religioso e não tinha nada a ver com as acusações acima mencionadas”, disse um dos cristãos.

Omissão

Diante da letargia conveniente das autoridades, os muçulmanos radicais expulsaram à força os cristãos refugiados de suas casas no dia 19 de outubro: “Enquanto esperávamos os procedimentos legais, as pessoas do bairro vieram até nós no sábado, 19 de outubro, e expulsaram e nos deportaram da área de Makniya sem proteção contra qualquer órgão oficial da localidade, apesar de saberem disso”, disse Hussein.

“Fomos deslocados à força pela segunda vez, já que metade de nós foi para Shendi [estado do Nilo], enquanto a outra metade preferia retornar a Omdurman para evitar repetir a discriminação religiosa, étnica e regional”, acrescentou o cristão.

Ele pediu às organizações de direitos humanos e trabalhadores humanitários que os ajudem: “Estamos em uma situação humanitária muito ruim, pois perdemos nosso abrigo e temos crianças, mulheres e idosos, e perdemos nossos meios de subsistência que nos ajudam a sustentar nossas necessidades diárias básicas”.

Segundo informações do portal The Christian Post, do outro lado do rio Nilo de Cartum, em Omdurman, os combates e bombardeios entre as Forças de Apoio Rápido (RSF) e as Forças Armadas Sudanesas (SAF) continuam.

O conflito eclodiu em abril de 2023 e desde então 11,2 milhões de pessoas se viram obrigadas a fugir da região para escapar da guerra.

Médico é 'punido' após sugerir estudo bíblico à paciente

O simples fato de sugerir um estudo bíblico para alguém pode gerar reações imprevisíveis, sendo elas positivas ou negativas. Foi o que observou um médico residente em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Aos 75 anos, Lucien Cox possui uma longa carreira como médico ginecologista, e em mais um dia de trabalho recebeu uma paciente de 63 anos. Como parte da consulta, ela foi submetida a uma série de perguntas, um processo conhecido na área de saúde como anamnese.

Um assistente estava com o médico no momento do atendimento, sendo testemunha do caso. A paciente, então, lembrou que fez um aborto em 1987, e o dr. Lucien Cox, durante a conversa, “aconselhou a paciente sobre um programa de estudo bíblico que ela poderia achar útil”, pois era voltado para mulheres que enfrentam o sentimento de culpa, segundo o seu advogado de defesa, Peter Osinoff.

Acusação

A paciente, contudo, interpretou a conversa de forma negativa e acusou o médico cristão de lhe convidar para “ir para o Céu e evitar o diabo”, fazendo com que o Conselho Médico da Califórnia classificasse a conduta do profissional como “desvios extremos do padrão de atendimento”.

O advogado do profissional, contudo, negou que o médico tivesse dito a frase acima, e que ele “não se ofereceu para ensiná-la sobre o cristianismo”. Osinoff lembrou também que em toda a sua carreira, Lucien Cox não foi alvo de qualquer denúncia por violação à ética médica, sendo isso um forte indício do seu profissionalismo.

“Como sempre, um acompanhante esteve presente durante o exame, que transcorreu sem intercorrências”, frisou o advogado.

Diante da situação exaustiva para um profissional de idade já avançada, o médico, então, resolveu se aposentar, evitando ter que enfrentar o processo administrativo aberto pelo Conselho Médico da Califórnia.

“Em vez de prosseguir para uma audiência cara, o Dr. Cox decidiu entregar sua licença, pois havia fechado seu consultório e planejava se aposentar da prática da medicina há algum tempo”, disse o advogado, segundo o The Independent.

Nicodemus minimiza 'experiências emocionantes com Deus'

Considerado um dos principais nomes da teologia protestante no Brasil, o reverendo Augustus Nicodemus Lopes provocou um debate saudável nas redes sociais, no último final de semana, ao fazer um comentário minimizando “grandes experiências emocionantes com Deus” perante à importância da fé racional.

A publicação feita pelo pastor no “X” (antigo Twitter) foi uma espécie de reflexão acerca da sua caminhada pessoal com Deus, frisando que, durante esse percurso, a sua fé se baseou muito mais em sua razão, e não nas emoções.

“A maior parte da minha vida cristã foi vivida sem que eu tivesse grandes experiências emocionantes com Deus. Houve momentos de choro, alegria, exultação. Mas, não foram muitos. Na maior parte do tempo, tenho vivido pela fé, sem sentir, provar e ver. Vivo pela fé somente”, escreveu o pastor.

Apesar de não ter sido um ataque ao pentecostalismo, o comentário de Nicodemus parece ter sido interpretado por alguns como uma crítica à teologia desse segmento, onde as emoções normalmente se mostram mais durante os cultos e ministrações.

Pastor titular na Igreja da Palavra (Batista Reformada, CF 1689), Rafael Malta fez uma publicação, também no X, onde disse não ignorar a importância das suas experiências pentecostais. Não é possível afirmar, contudo, se a sua postagem foi uma reação direta ou não ao comentário de Nicodemus.

“Minha Teologia é Reformada. Sou Batista Particular, Confessional. Antes de tudo isso, eu me desenvolvi em um ambiente com traços neopentecostais. Nunca, mas NUNCA você me verá ignorar o que vivi na adolescência com o Senhor em ambientes voltados para a experiência”, comentou Malta.

Um seguidor do pastor Nicodemus também reagiu ao seu comentário, resolvendo aconselhá-lo ao dizer que se “orar pedindo com que Deus encha seu coração de alegria, tenho certeza de que vai encher, a ponto de chorar de alegria, e ter mais momentos extraordinários com Deus.”

Fala polêmica

A reação ao comentário do pastor presbiteriano e ex-chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie pode ser, também, um reflexo de falas polêmicas do religioso a respeito do segmento pentecostal, o que já motivou a discordância do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro.

Também pastor presbiteriano, Ribeiro reagiu à uma entrevista concedida por Nicodemus ao jornal Folha de S. Paulo, ocasião em que acusou os pentecostais de “infelizmente aderiram à teologia [da prosperidade] em tempos recentes”. Confira na matéria abaixo:

Pastor Milton Ribeiro reprova declarações de Augustus Nicodemus sobre pentecostais

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