Paciente em cuidados paliativos é batizado em hospital

No último dia 19 de fevereiro, o Hospital Universitário em Cuiabá, Mato Grosso, foi palco de um evento com forte carga emocional: o batismo de Leocir Tonetta, de 54 anos, que se encontra internado em cuidados paliativos.

O pedido para a cerimônia partiu do próprio paciente, que desejava dar um testemunho público de sua fé em Jesus, e foi prontamente atendido pela equipe do hospital.

A cerimônia foi organizada por líderes e membros da Congregação Cristã do Brasil e ocorreu no pátio do hospital, com a ajuda de uma maca para que Leocir pudesse ser batizado em uma piscina improvisada. O evento contou com louvores executados por uma orquestra, e emocionou o novo convertido, seus familiares e também a equipe médica e assistencial presente.

De acordo com Davi Fantinato, interno de Medicina do hospital, Leocir está em cuidados paliativos desde o ano passado, após ser encaminhado com uma complicação grave. “Esse pedido do batismo foi uma demanda dele e da família”, relatou o médico.

Ele também enfatizou a importância de proporcionar um cuidado integral ao paciente, que inclui não apenas o bem-estar físico, mas também o emocional, psicológico e espiritual, aspectos essenciais no tratamento de pacientes em cuidados paliativos.

Naiara Tonetta, filha de Leocir, expressou sua gratidão à equipe hospitalar pelo atendimento humanizado, destacando que o pai chegou ao hospital em estado grave e, hoje, está sem dores e recebendo todo o suporte necessário. “Sinceramente, eu não esperava que haveria esse tratamento humanizado. Meu pai tem sido acolhido, bem recebido e amparado”, afirmou Naiara, emocionada.

O esforço da equipe hospitalar em proporcionar um cuidado completo, respeitando as necessidades do paciente em todas as suas dimensões, foi destacado na repercussão do caso, conforme informado pelo portal SóNotícias.

‘Teologia da Xuxa’: Tiago Mattes refuta Deive Leonardo

A fatídica pregação de Deive Leonardo, em que ele afirma que Deus está compromissado em dar aos Seus filhos todos os seus desejos, continua repercutindo. O pastor Tiago Mattes, líder da Igreja Batista Redenção, em Indaiatuba (SP), refutou a mensagem.

Em um corte de uma pregação motivacional publicado pelo próprio Deive Leonardo nas redes sociais, ele afirma: “Deus nunca vai deixar que você veja, sonhe, algo que Ele não possa dar para você. Isso significa que, se Deus deixou você ver, tocar, sentir, abraçar, experimentar, é porque Ele tem o poder de dar nas suas mãos muito além daquilo que você pode pensar ou imaginar. Deus não é um Deus irresponsável, Ele não coloca sonhos que Ele não tenha condição de patrocinar na sua vida”.

A repercussão motivou comparações com o que diz a Bíblia, como por exemplo o caso de Moisés, que conduziu o povo à Terra Prometida, a viu do alto de um monte, mas não recebeu de Deus a permissão para entrar. Em um tom mais áspero, o pastor Yago Martins classificou Deive Leonardo como um “satanista”.

‘Teologia da Xuxa’

Tiago Mattes, que também é escritor, usou as redes sociais para expor, de maneira sucinta, uma refutação à mensagem equivocada pregada por Deive Leonardo:

“Deus vai deixar você ver, Deus vai deixar você sonhar, e Ele não vai te dar. Isso mesmo! Você vai sentir, você vai tocar, você vai abraçar, você vai experimentar, e Deus vai te frustrar”, introduziu o pastor da Igreja Batista Redenção (Red).

“Sabe por quê? Porque Ele não está comprometido com a tua felicidade, Ele está comprometido com a tua santidade. Deus não está aqui para realizar teus sonhos, Deus está aqui para te tornar parecido com Jesus”, acrescentou Mattes.

Em sua conclusão, o pastor fez um convite à realidade: “Pare de ser iludido com essa teologia da Xuxa, do ‘tudo que eu quiser o cara lá de cima vai me dar’, e caia na real para o teu chamado como cristão: negar a si mesmo, tomar a tua cruz e seguir a Jesus”.

Indonésia: igreja enfrenta oposição ferrenha para construir templo

A Igreja Cristã Toraja de Lanraki, localizada na vila de Paccerakkang, na província de Sulawesi do Sul, Indonésia, tem desfrutado crescimento, mas enfrenta oposição ferrenha ao seu pedido de construção de um novo prédio de culto.

A igreja, que realiza seus cultos há dois anos em uma casa modesta de um membro, solicitou em maio de 2024 uma licença para a construção de um novo edifício que acomodasse seu crescimento. A solicitação recebeu apoio inicial dos moradores locais, que inclusive solicitaram melhorias na iluminação pública da área, o que foi atendido.

No entanto, em 4 de fevereiro de 2025, apareceu uma faixa em um complexo habitacional próximo, localizada na cidade de Makasar, com a mensagem: “Nós, todos os muçulmanos em Paccerakkang, especialmente os moradores da região, rejeitamos veementemente a construção de uma igreja e atividades religiosas em nossa área para sempre”.

A faixa foi removida por moradores não envolvidos com sua instalação ainda no mesmo dia, segundo informações do The Christian Post.

Makis Wata, chefe do comitê de construção da igreja, expressou surpresa com a oposição, uma vez que a igreja estava operando sem problemas na localidade. O pedido para a construção do prédio foi feito sem obstáculos, com o apoio da comunidade, até a aparição do cartaz.

Ian Hidayat, representante da Fundação Indonésia de Assistência Jurídica, considerou a faixa um possível incitamento ao discurso de ódio e um ato discriminatório, pedindo uma atenção mais rigorosa por parte das autoridades.

O chefe do subdistrito de Biringkanaya, Juliaman, também manifestou seu descontentamento, afirmando que a faixa violava a garantia constitucional da liberdade religiosa e que a oposição à construção da igreja era inaceitável. A comunidade religiosa deveria, segundo ele, priorizar o respeito mútuo.

A situação gerou uma inspeção adicional do Fórum de Cooperação Inter-religiosa (FKUB), que se comprometeu a mediar o conflito e facilitar o diálogo entre a igreja e os opositores.

O pastor Nicky Wakkary, da Igreja Pentecostal na Indonésia, que já enfrentou desafios semelhantes em Java Ocidental, incentivou a congregação de Lanraki a manter-se firme em sua fé, independentemente do desfecho da situação.

A questão reflete uma crescente preocupação sobre a liberdade religiosa na Indonésia, onde uma parte significativa da população muçulmana tem demonstrado resistência a práticas religiosas não islâmicas.

A situação destaca um possível aumento da intolerância religiosa em algumas regiões, especialmente em um contexto de governo mais nacionalista sob o presidente Prabowo Subianto.

Jovem pastor deixa EUA por avivamento no Brasil

David Matteucci, jovem pastor que atua na Online World Church (OWC), compartilhou seu testemunho em entrevista ao PodCrê, relatando detalhes sobre sua trajetória de fé.

Nascido na Argentina e tendo vivido grande parte de sua vida nos Estados Unidos, David explicou que recebeu um chamado de Deus para pregar o Evangelho, com um destino específico: o Brasil.

Apesar de ter tido contato com o Evangelho ainda na infância, sua adolescência foi marcada por uma vida afastada dos princípios cristãos, envolvendo-se com drogas e álcool. Somente após um encontro genuíno com Jesus, ele decidiu abandonar os prazeres mundanos e se dedicar inteiramente à obra do Senhor.

“Quando a gente começa a seguir Cristo, não há como uma parte de nós querer voltar, ou dizer ‘vou andar um pouquinho com Cristo, mas em alguns momentos eu ainda vou ter minha volta para o prazer. Eu tinha isso muito claro no meu coração”, declarou, falando sobre a total rendição a Jesus.

Ao chegar no Brasil, David não tinha planos definidos. Inicialmente, ele se estabeleceu em Curitiba, e posteriormente, seguiu para Goiás, onde conheceu o pastor Chris Durán, líder da OWC.

Durán se tornou seu discipulador, e foi nesse contexto que David se envolveu com o ministério da igreja. Durante esse período, ele também conheceu a filha de Durán, Esther, com quem atualmente mantém um relacionamento de corte e está noivo.

Assista a entrevista do jovem pastor ao podcast:

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Abortos mal feitos e esgoto no chão: jornal denuncia clínicas

A história de Nakara Alston, que enfrentou a perda de um bebê após um aborto malsucedido em uma unidade da rede de clínicas Planned Parenthood, ilustra uma das várias acusações contra a organização. O caso foi destaque em um artigo do New York Times, que renovou os apelos para o fim do financiamento federal à instituição.

No último sábado, o New York Times informou que revisou documentos e processos legais de diversas instalações da Planned Parenthood no país e entrevistou mais de 50 funcionários e ex-funcionários. O jornal apontou que várias unidades da organização enfrentam problemas financeiros, operando com equipamentos obsoletos e pessoal mal treinado.

Kristan Hawkins, presidente da Students for Life, comentou o artigo em uma publicação no X, ressaltando a importância de uma grande mídia como o New York Times abordar os problemas do maior provedor de abortos nos Estados Unidos.

“Quando até o New York Times admite que a Planned Parenthood falha em seu ‘trabalho’ desumano de matar pessoas por dinheiro, fica claro que chegou a hora de cortar o financiamento”, escreveu Hawkins, pedindo ação do presidente Trump para desfinanciar a organização.

Alston, que se submeteu a um aborto na unidade da Planned Parenthood em Nova York, processou a instituição por negligência médica. Ela descobriu que estava grávida de oito semanas após decidir terminar seu relacionamento e, em um momento de desespero, agendou o aborto.

Após o procedimento, Alston sofreu sangramentos intensos e cólicas por semanas. Quando buscou orientação na clínica, um funcionário afirmou que o feto havia sido expelido e que ela não deveria se preocupar.

Contudo, os sintomas continuaram e Alston procurou atendimento em um pronto-socorro, onde foi descoberto que o feto ainda estava em seu útero. Doze semanas após o aborto, ela deu à luz, mas o bebê faleceu logo após o nascimento.

Abby Johnson, ex-funcionária da Planned Parenthood no Texas e defensora pró-vida, comentou que a organização não parece ter mudado desde sua época. Johnson, fundadora do grupo pró-vida And Then There Were None, que ajuda profissionais a deixar a indústria do aborto, acusou a Planned Parenthood de usar medicamentos vencidos, expor mulheres a condições insalubres e contratar funcionários não qualificados.

“Independentemente da posição de cada um sobre o aborto, todos devem concordar que as mulheres não devem passar por essas condições”, disse Johnson.

Membros da equipe de uma unidade da Planned Parenthood em Omaha, Nebraska, relataram ao Times que, no ano passado, vazamento de esgoto de um banheiro invadiu a sala de recuperação, ficando lá por dois dias. Apesar das tentativas de conter o vazamento, o cheiro fez com que mulheres vomitassem.

Outra acusação foi feita por uma mulher grávida de quatro meses, que em 2022 passou por um procedimento de inserção de dispositivo intrauterino em Nebraska e, mais tarde, deu à luz um bebê natimorto.

Johnson, que também foi diretora em uma clínica da Planned Parenthood, pediu o corte de financiamento à organização, que recebe mais de 600 milhões de dólares de fundos públicos, mas, segundo ela, não oferece um atendimento adequado. “Podemos fazer melhor pelas mulheres, e cortar o financiamento da Planned Parenthood é um ótimo começo”, afirmou.

O artigo do Times sugeriu que a má gestão e as condições precárias nas instalações da Planned Parenthood estão relacionadas à falta de recursos financeiros. O jornal também observou que, embora a organização receba grandes doações, uma parte significativa desse dinheiro é destinado a campanhas políticas e legais, em vez de ser investido nas unidades locais.

A Susan B. Anthony Pro-Life America, grupo político pró-vida, acusou a Planned Parenthood de priorizar o lobby pelo aborto em vez de oferecer cuidados adequados. “Embora se autodenomine a maior provedora de cuidados de saúde reprodutiva do país, a Planned Parenthood é, na prática, a maior defensora do aborto sob demanda”, declarou o grupo.

Nos últimos anos, conforme os relatórios anuais da organização, o número de abortos realizados pela Planned Parenthood aumentou, enquanto os serviços de adoção e cuidados médicos genuínos diminuíram.

'Batimento cardíaco': lei contra o aborto salva 23.000 bebês

A Agência de Administração de Saúde da Flórida divulgou novos dados que indicam a preservação de mais de 23.000 vidas de bebês desde a implementação da “Lei do Batimento Cardíaco”, uma legislação contra o aborto assinada pelo governador Ron DeSantis em 2023.

A medida estabelece que a partir do momento em que os batimentos cardíacos de um feto podem ser detectados, entre seis e oito semanas de gestação, a interrupção da gravidez é proibida, salvo em situações excepcionais.

A “Lei de Proteção ao Batimento Cardíaco” também inclui outras provisões, como a exigência de que a mulher grávida tenha a opção de visualizar um ultrassom antes do procedimento, além de um período de reflexão de 24 horas antes do aborto, salvo em casos de emergência.

A legislação estabelece ainda que o consentimento informado seja obtido. Para casos de estupro, incesto e tráfico de pessoas, as exceções à regra exigem documentação oficial.

Após uma longa batalha judicial, a lei entrou em vigor em 1º de maio de 2024, com a Suprema Corte da Flórida decidindo, por 6 votos a 1, que não há um direito constitucional ao aborto no estado.

Além disso, a proibição do aborto após 15 semanas também passou a ser válida, com exceções para preservar a vida da mãe, como em gestações ectópicas e anomalias fatais no feto.

Desde a implementação da nova legislação, o número de mulheres de outros estados viajando para a Flórida para realizar abortos caiu significativamente, com uma redução de quase 51% em 2024, conforme dados do Liberty Counsel, uma organização jurídica sem fins lucrativos.

Mat Staver, presidente do Liberty Counsel, comentou que a queda no número de abortos demonstra a eficácia das leis pró-vida na proteção de vidas e mulheres, reiterando a importância de se afirmar o direito à vida de todos, nascidos e não nascidos.

Medidas

A legislação também destinou recursos substanciais para apoiar mulheres grávidas e suas famílias, com um financiamento de US$ 30 milhões destinados a fornecer produtos essenciais, como roupas, berços e cadeirinhas de carro.

O impacto da decisão da Suprema Corte dos EUA no caso Dobbs v. Jackson Women’s Health Organization também é evidente em números.

Estudo do Instituto de Economia do Trabalho, de 2023, revelou que 32.000 bebês nasceram no ano seguinte à decisão, que resultou na proibição do aborto em vários estados. A pesquisa apontou que, nos estados que implementaram proibições totais de aborto, o número de nascimentos aumentou em média 2,3%.

A mudança no cenário legal e de acesso ao aborto nos Estados Unidos tem gerado debates intensos, mas também reflete o avanço do movimento pró-vida, conforme destacou Kristan Hawkins, presidente da Students for Life of America, ao reconhecer a contribuição da geração pró-vida para salvar vidas. Com informações: CBN News.

Igreja de 75 anos é destruída por incêndio; suspeita é de radicais

Na noite de 15 de janeiro, uma igreja cristã em Chokragoan, no distrito de Udalguri, Índia, foi marcada por um incidente devastador. Sua capela foi completamente destruída por um incêndio, apenas dois dias após a celebração de um culto em que dois novos líderes cristãos foram ordenados.

A igreja, que havia existido pacificamente na região por 75 anos, agora está em ruínas: o telhado desabou, as janelas de madeira foram carbonizadas, e os restos queimados de cadeiras de plástico e um altar sem mesa restam no local.

Segundo relatos de um cristão local, a comunidade precisou correr no meio da noite para apagar um incêndio que estava consumindo o feno de um vizinho. Quando retornaram, encontraram a capela em chamas.

Os bombeiros chegaram pouco depois e conseguiram controlar as chamas. Apesar da polícia estar ciente do ocorrido, até o momento nenhuma ação concreta foi tomada.

Testemunhas locais e veículos de notícias indicam que grupos religiosos com intenções hostis podem ter sido responsáveis pelo incêndio, com base em uma reunião realizada semanas antes do incidente, onde falavam contra a comunidade cristã e seus missionários.

Atualmente, os cristãos da região não podem mais se reunir na capela para orações e têm realizado encontros de oração nas casas dos membros. Os líderes religiosos apelaram às autoridades para garantir proteção e promover a paz na região, visto que a capela atendia 160 famílias, representando aproximadamente 500 pessoas.

A Igreja Perseguida, uma organização que apoia os cristãos perseguidos, solicitou ajuda para aqueles que enfrentam essas dificuldades. O apoio financeiro pode ser uma maneira de ajudar os cristãos locais a se manterem firmes em sua fé durante esse período de provação.

A organização Portas Abertas, por sua vez, pede orações para que o conforto dos cristãos em Chokragaon, especialmente pelos membros da capela que fazem parte da comunidade há décadas, seja uma providência divina.

“Intercedamos por paz e harmonia na vila, pedindo a Deus que toque os corações daqueles que alimentam o ódio e causam divisões. Que Deus abençoe os esforços para reconstruir a capela, proporcionando esperança e resiliência à congregação, fortalecendo sua fé nesse momento difícil”, diz a organização.

Polícia reprime oração silenciosa em protesto contra o aborto

🚨BREAKING🚨: Scottish police filmed applying “buffer zone” law to “silent vigil”, despite recent denials from the Scottish government! 👮‍♂️

“Am I committing an offence?”

“Yes, I believe you are conducting a silent vigil”

Vance was right. The law IS being misapplied to prayer!🏴󠁧󠁢󠁳󠁣󠁴󠁿 pic.twitter.com/Gsm0x4yspM

— Lois McLatchie Miller (@LoisMcLatch) February 18, 2025

A ativista pró-vida Rose Docherty foi abordada por policiais na Escócia enquanto realizava uma oração silenciosa diante de uma clínica de aborto. O episódio ocorre em meio a um debate crescente sobre o tratamento de ativistas pró-vida no Reino Unido, impulsionado por declarações recentes do vice-presidente dos EUA, JD Vance.

A ativista britânica Lois McLatchie Miller divulgou o vídeo do encontro em sua conta na rede social X na última terça-feira. As imagens mostram Docherty segurando uma placa com os dizeres: “Coerção é um crime, estou aqui para conversar, somente se você quiser”.

Policiais alegaram que sua presença violava a lei escocesa que estabelece Zonas de Acesso Seguro ao redor de clínicas de aborto.

De acordo com informações do governo escocês, desde 24 de setembro de 2024, manifestações pró-vida, incluindo orações silenciosas, estão proibidas nessas áreas. No vídeo, os agentes explicam que “ficar ali sem dizer nada” configura uma vigília silenciosa, o que infringe a legislação.

Docherty, no entanto, contestou a interpretação: “Não estou fazendo nada de errado. Só estou apontando que a coerção é contra a lei e que, se alguém quiser falar comigo, pode”.

Os policiais insistiram que havia uma razão para a presença dela no local, mencionando sua participação em protestos anteriores contra o aborto. Um dos agentes recomendou que Docherty se afastasse da área.

Quando questionado se permanecer ali representaria uma infração, ele confirmou. A ativista reiterou que estava apenas disposta a conversar com quem desejasse abordá-la.

O caso ocorre poucos dias após o vice-presidente dos EUA, JD Vance, discursar na Conferência de Segurança de Munique e criticar ações legais contra ativistas conservadores que protestam pacificamente contra o aborto, segundo informações do portal The Christian Post.

Testemunho de cristã norte-coreana impacta brasileiros

O testemunho da cristã norte-coreana Kim Sang-Hwa (pseudônimo) em igrejas no Brasil, entre os dias 1 e 16 de fevereiro, impactou muitos irmãos na fé.

Ao todo, mais de 8.500 pessoas em diferentes cidades do estado de São Paulo participaram dos eventos para ouvir a cristã que viveu debaixo de severa perseguição.

Igrejas nas cidades de Adamantina, Araçatuba, Fernandópolis, Penápolis, Birigui, Guararapes, São José dos Campos, Guarulhos, São Paulo, Embu das Artes e Santo André foram visitadas por Kim.

Em entrevista, a cristã norte-coreana disse que achou o público brasileiro muito caloroso: “Foi uma experiência muito boa ver os cristãos brasileiros interessados no meu testemunho e na situação da Coreia do Norte. Muitas pessoas oraram por mim e demonstraram seu afeto”, declarou.

Os cristãos que visitaram as igrejas onde Kim Sang-Hwa deu seu testemunho também foram impactados. Luis Henrique, de Embu das Artes, aprendeu mais sobre a fé ao ver o testemunho da irmã em Cristo: “Ouvir os relatos sobre a conversão e a vida da Kim Sang-Hwa na Coreia do Norte me fez repensar em como viver minha vida cristã. Os desafios vividos por ela e por tantos outros irmãos norte-coreanos dia após dia em nome da fé em Cristo Jesus nos faz reavaliar se realmente estamos valorizando a nossa salvação”.

Marcela Oliveira, de Santo André, sentiu-se impactada pela maneira em que aconteceu a conversão da norte-coreana e de como ela quis compartilhar o amor de Deus com as outras pessoas.

“É lindo saber que, mesmo quando criança, ela evangelizava na escola por meio de parábolas; mesmo correndo um risco, ela fazia isso por amor a Jesus. A história dela é emocionante e, ao ouvi-la, sentimos mais vontade ainda de orar pela Coreia do Norte e pelos nossos irmãos perseguidos”.

Em São Paulo, Thiago Silva foi quebrantado por meio da oração que a família de Kim fazia, pedindo apenas pela vinda do Reino de Deus e confiando que o Senhor supriria as demais necessidades: “O testemunho de vida da Kim só me quebrou e me fez pensar que sou extremamente dependente de Deus. A partir de agora, essa simples oração fará parte do meu dia a dia, me corrigindo e exortando a minha vida! Somente assim, buscando o Reino de Deus e sua justiça, tudo em minha vida será acrescentado!”

O caminho até Cristo

Kim Sang-Hwa também visitou a base da Portas Abertas em São Paulo, onde compartilhou um pouco de seu testemunho. Ela relata que vivia normalmente com seus pais e irmãos no país mais hostil para cristãos em todo o mundo.

Aos 12 anos descobriu que havia um fundo falso em uma gaveta e quando puxou o objeto guardado, encontrou um livro estranho, escrito em chinês. Ela abriu e leu Gênesis 1.1, que dizia: “No princípio, Deus criou os céus e a terra”.

Amedrontada, Kim Sang-Hwa devolveu o livro ao seu lugar e ficou em conflito, pensando em fazer o que aprendeu na escola: denunciar seus pais às autoridades. Então decidiu confrontar seu pai. Ele a pegou pela mão e levou para fora de casa e revelou que Deus tinha criado os céus, a terra, as florestas etc.

“No momento em que meu pai me explicou tudo, simplesmente fez sentido. Surgiu uma fé instantânea em meu coração”, contou.

A partir desse contato com o evangelho, Kim Sang-Hwa fazia muitas perguntas para seus pais sobre tudo o que viviam e sonhava em compartilhar com os amigos o amor de Jesus.

Na escola, perguntava aos colegas qual era o animal mais perigoso, e quando respondiam “a serpente”, ela descobria que eram filhos de outros cristãos secretos. Isso por causa da história de Gênesis que seu pai havia lhe contado.

Kim Sang-Hwa é a terceira geração de cristãos em sua família e seu pai pregava aos mais próximos. Uma dessas pessoas era um espião do governo que, mais tarde, se tornou seu esposo.

Hoje, ela vive na Coreia do Sul com seu esposo e quatro filhos e testemunha o que Deus fez em sua vida e na vida de outros cristãos norte-coreanos que vivem a fé secretamente, de acordo com a Missão Portas Abertas.

Flordelis diz que problemas de saúde geram ‘vontade de morrer’


A conta oficial da ex-deputada federal Flordelis no Instagram foi atualizada na quarta-feira, 19 de fevereiro, com a publicação de uma carta manuscrita atribuída à cantora, que cumpre pena de 50 anos de prisão.

O texto foi divulgado por sua equipe, que alega dificuldades para obter assistência médica adequada para ela dentro do sistema penitenciário.

No documento, Flordelis afirma enfrentar depressão, ansiedade e crises convulsivas, necessitando de medicação controlada. Segundo ela, sua condição de saúde tem se agravado.

— Minha saúde mental só tem piorado também. Já tive um AVC e já fui tratada em um hospital de neurologia antes de vir para cá. Tive princípio de infarto e o que me salvou foi que vomitei — relata um trecho da carta.

Ela também menciona um episódio em que sofreu um desmaio e caiu, resultando em ferimentos na cabeça e no rosto, além da quebra de dentes.

A carta destaca ainda que Flordelis participa do coral da penitenciária, atividade que, segundo ela, traz um sentimento de liberdade e desejo de viver. No entanto, ela relata momentos de desesperança, com vontade de morrer.

Além dos problemas de saúde mental, a ex-deputada menciona a necessidade de procedimentos médicos pendentes, como um ultrassom abdominal e a reparação dos dentes quebrados, que, segundo o relato, ainda não foram providenciados.

A defesa da ex-parlamentar afirma que já alertou as autoridades sobre a situação, mas sem obter respostas satisfatórias.