“Deus é bom. Deus é real”, diz ex-líder de gangue convertido

Aos cinco anos, René “Level” Martinez, ex-líder de gangue, passou por um ritual de santeria que, segundo ele, marcou o início de uma jornada turbulenta. Sua mãe e um praticante da religião o seguraram enquanto o sangue de uma cabra era derramado sobre sua cabeça. O objetivo era protegê-lo, mas ele afirma que, a partir desse momento, passou a ver demônios e ouvir gritos de sofrimento.

Martinez compartilha sua experiência em seu canal no YouTube, “Soldado de Jesus Cristo”, onde relata que, por grande parte de sua vida, acreditou estar possuído. Criado em um ambiente de instabilidade familiar e criminalidade, ele se envolveu com a gangue Sindicato Latino, conhecida por sua atuação em Miami nas décadas de 1980 e 1990.

Sua infância foi marcada por dificuldades. Sua mãe, Emiliana, uma imigrante cubana, enfrentava problemas com drogas e negligênciava o filho. Aos nove anos, Martinez já praticava furtos e portava armas.

Aos 14, sofreu um grave acidente de carro durante uma perseguição policial, resultando em um coma e uma taxa de sobrevivência de apenas 5%. Sua recuperação foi considerada milagrosa por sua mãe, que, pela primeira vez, recorreu à oração em vez da santeria.

Mesmo após esse episódio, Martinez continuou imerso na criminalidade. Sem estabilidade financeira, ele e sua mãe viveram na parte de trás de uma locadora de vídeos. Durante essa fase, ela tentou tirar a própria vida, sendo salva pelo filho em duas ocasiões.

A conversão de Emiliana ao cristianismo aconteceu quando sua irmã, Myra, compartilhou o evangelho com ela. A mudança foi drástica: Emiliana abandonou o álcool e as drogas, conseguiu um emprego e alugou um imóvel.

Vivências

Martinez, no entanto, continuou nas ruas, participando de assaltos e confrontos violentos. Ele se envolveu em brigas clandestinas e ganhou notoriedade ao lutar contra adversários de grande porte.

Seu talento chamou a atenção de Kimbo Slice, lenda das lutas de rua, que o ajudou a ingressar no circuito profissional. Ele também alcançou sucesso no rap, mas, apesar da fama e do dinheiro, relata que sentia um vazio.

Em 2016, após a morte de uma criança vítima da violência de gangues, Martinez decidiu mudar de vida. Ele afirma que teve um encontro espiritual no qual compreendeu que sua sobrevivência a diversas situações de risco era um sinal de proteção divina. Então, entregou-se ao cristianismo e iniciou um trabalho de evangelização em comunidades carentes e prisões, informou o God Reports.

Hoje, Martinez é um pregador ativo, compartilhando sua história como testemunho de transformação. Ele realiza batismos e destaca que um dos momentos mais significativos de sua jornada foi batizar sua própria mãe. Seu testemunho é baseado na convicção de que a redenção é possível para qualquer pessoa, independentemente do passado.

Filho de líder muçulmano se converte após experiência com Jesus

Nadalla Alrajo nasceu na Síria, em uma família muçulmana. Seu pai era líder muçulmano em uma mesquita e empresário respeitado na comunidade. Desde os três anos, frequentava a mesquita para aprender sobre sua fé. No entanto, aos seis anos, ouviu falar de Jesus e se interessou por sua ressurreição e identidade.

O Alcorão menciona a ressurreição de Jesus, mas o apresenta como um profeta, e não como o Filho de Deus. Diante disso, Nadalla questionou o pai sobre o tema. “Perguntei: ‘Ele é Deus?’. E a resposta foi um tapa pela primeira vez”, relatou em um vídeo publicado no YouTube.

Após insistir na pergunta, enfrentou agressões e foi enviado para uma escola islâmica para ser preparado como líder religioso.

Aos 13 anos, ao retornar para casa, afirmou ter ouvido uma voz que o orientava a seguir para o Líbano. Com uma identidade falsa e algum dinheiro, viajou para o país vizinho. Lá, envolveu-se em diferentes experiências, mas relatou um sentimento persistente de vazio. “Eu não tinha felicidade, apenas depressão. Não conseguia dormir, pois temia morrer e ir para o inferno”, disse.

No dia 31 de agosto de 2008, ao retornar para casa, tomou a decisão de tirar a própria vida. Trancou portas e janelas e fez uma oração. “Deus que criou a Terra, se Você é real, eu quero te conhecer. Mas, se Você for o deus que aprendi, não posso acreditar”, afirmou.

Segundo seu relato, um homem entrou no quarto, apesar de tudo estar trancado. “Ele veio com uma forte luz e disse: ‘Nadalla, eu sou o caminho, a verdade e a vida’. Ele segurou minha mão por 15 segundos. Quando desapareceu, senti um peso sair dos meus ombros. Pela primeira vez, dormi sem medo”, declarou.

Após o episódio, Nadalla encontrou um site cristão árabe e começou a ler a Bíblia. Ao chegar em João 14:6, identificou que a figura que havia visto era Jesus. “Levantei as mãos e disse: ‘Senhor, sou seu’”, afirmou. Um voluntário do site passou a acompanhá-lo espiritualmente e, depois de três meses, ele buscou uma igreja local. No entanto, devido à reputação de sua família, foi recusado por diversas congregações que temiam represálias.

Somente em 2010, um pastor libanês aceitou encontrá-lo. Após a reunião, foi acolhido na igreja e batizado. “Diziam que Deus me trouxe como um presente”, relatou. Em seguida, cursou teologia e iniciou um trabalho evangelístico entre árabes e muçulmanos.

Com o tempo, sua família descobriu a conversão e seu pai passou a persegui-lo. “Ele já tentou me matar 22 vezes. Tenho 18 cicatrizes no corpo, mas ainda estou vivo graças a Deus”, afirmou, segundo o God Reports.

Nadalla também evangelizou seu irmão mais velho, que se tornou cristão. Em julho de 2014, o Estado Islâmico (ISIS) chegou à cidade e seu pai ordenou que o filho mais velho se juntasse à jihad. Ele recusou, afirmando que a Bíblia ensinava a amar os inimigos. O pai, então, disparou contra o próprio filho, que morreu no local.

Após a perda do irmão, Nadalla enfrentou um período difícil. Em 2018, mudou-se para o Canadá, onde se casou e fundou duas igrejas. “Não vim para fugir da perseguição, mas para obter um passaporte canadense que me permitisse ter uma cerimônia de casamento cristã e viajar pelo mundo para compartilhar o Evangelho”, explicou.

Além disso, criou um ministério online por meio da rádio “Voice of Faith”, que, segundo ele, tem alcançado pessoas ao redor do mundo, especialmente no Oriente Médio.

Dezenas de prostitutas se convertem em ação evangelística

Na última semana, o evangelista Frits Rouvoet e sua equipe da organização Bright Fame comemoraram duas décadas de atuação no Distrito da Luz Vermelha de Amsterdã, onde prostitutas vendem os seus corpos para o sexo. A instituição, dedicada a apoiar mulheres em situação de prostituição, consolidou-se como referência na Holanda.

Em entrevista à revista Revive, Rouvoet refletiu sobre o impacto do trabalho desenvolvido e destacou a relevância contínua da iniciativa. “É especial que estejamos aqui há vinte anos, mas ao mesmo tempo é uma pena que ainda seja necessário”, afirmou.

Ao longo desse período, a Bright Fame levou apoio espiritual e social a inúmeras mulheres. “Celebramos o que Deus nos falou. Ele foi e é fiel e conseguimos levar muitas mulheres a Jesus. Conseguimos até batizar mais de 50 delas”, acrescentou o evangelista.

O Início do Ministério

Antes de fundar a Bright Fame, Rouvoet não imaginava atuar junto a mulheres em situação de prostituição. “Mas meninas e mulheres continuavam vindo e me contavam que haviam sofrido algum tipo de abuso. Então, Deus começou a falar sobre ajudar mulheres que estavam envolvidas na prostituição, e as pessoas também confirmaram que eu tinha um chamado para isso”, explicou.

O trabalho começou de forma inesperada, quando uma mulher russa buscava conversar com outras que falassem o mesmo idioma no Distrito da Luz Vermelha. Rouvoet decidiu acompanhá-la e iniciou diálogos com as mulheres que estavam atrás das vitrines. “No começo, as prostitutas me viam como um cliente em potencial, mas eu disse a elas que vim para uma entrevista. Decidi que queria abordá-las de forma humana”, relembrou.

Com o tempo, o ministério voltado para as prostitutas se fortaleceu. “Minha cunhada passou a me acompanhar e depois outras pessoas se juntaram. Eu sempre fazia questão de sair com outra mulher e nunca sozinho. Foi assim que uma equipe foi se formando”, relatou Rouvoet.

A estruturação da organização avançou quando uma voluntária, estudante de assistência social, iniciou um estágio e permaneceu no projeto. “Foi assim que iniciamos a organização como a conhecemos hoje, onde oferecemos ajuda profissional tanto em nossa própria equipe quanto em nossa rede mais ampla. Agora nos tornamos um nome conhecido em Wallen”, destacou.

Impacto e Transformações

Ao longo dos anos, Rouvoet e sua esposa testemunharam mudanças significativas na vida de muitas mulheres. “Elas dizem: ‘Vocês são o pai e a mãe que eu nunca tive’. Acho isso muito especial. Isso diz muito sobre a confiança que as mulheres têm em nós”, afirmou.

O evangelista considera marcante o batismo de mais de 50 mulheres nesses 20 anos de atuação. “Não evangelizamos diretamente, mas uma consequência do relacionamento que construímos com as mulheres é que podemos falar sobre Jesus”, explicou.

O impacto do trabalho também se reflete em mensagens recebidas ao longo dos anos. “Uma delas [das prostitutas] me escreveu: ‘Você me ajudou anos atrás. Saí da prostituição e agora aproveito a vida no meu país de origem com meu marido e meus filhos. Obrigada’. Ouvir algo assim toca profundamente”, compartilhou Rouvoet.

Apesar das histórias de transformação, o evangelista destacou os desafios enfrentados no trabalho. “Entre as mulheres com quem tivemos contato, algumas foram mortas em algum momento. Em uma situação, eu tinha acabado de falar com uma jovem e, no dia seguinte, de repente, tudo estava isolado e havia policiais por toda parte”, relatou.

O caso envolveu uma jovem de 18 ou 19 anos, que havia retornado ao trabalho atrás das vitrines após o nascimento do filho de três meses. “Ela foi então morta com 72 facadas. Isso é uma experiência muito intensa”, afirmou, segundo o Revive.

Outra dificuldade mencionada é a reintegração das mulheres que foram prostitutas após deixarem a prostituição. “Às vezes, elas conseguem sair, mas não estão bem preparadas para ficar longe por muito tempo, e acabam voltando”, observou.

Mesmo diante desses desafios, Rouvoet não cogita interromper sua missão. “Acredito que é uma bênção de Deus que vem com meu chamado. As pessoas às vezes perguntam quando vou parar, porque estou ficando velho. Mas, eu não penso nisso. Se aposentar de servir a Deus não está na Bíblia. Vou continuar”, declarou.

Sobre os próximos anos, ele espera ampliar o impacto do ministério. “Espero também poder enviar cada vez mais um sinal aos jovens de que a prostituição não é uma profissão normal. O mundo tem se tornado cada vez mais violento e extremo nos últimos anos. Nós permitimos que isso acontecesse, legalizamos a prostituição. Acho especial que na minha idade eu seja ouvido por essa faixa etária. Espero poder alcançar muito mais jovens”, concluiu.

Rouvoet também lançou um livro sobre o trabalho da Bright Fame, destacando a importância da missão da organização. “Pastores dizem que levamos as pessoas a Jesus ajudando-as de forma prática e discipulando-as, e isso é verdade”, finalizou.

Após substituir Carnaval por evento gospel, prefeita é processada

O juiz Marcelo Moraes Rêgo de Souza determinou que a Prefeitura de Zé Doca e a prefeita Flavinha Cunha (PL) apresentem justificativa para a substituição do Carnaval por um festival gospel no município do Maranhão.

A decisão ocorre após a ação popular movida pelo advogado Jean Menezes de Aguiar, que solicitou o cancelamento do evento “Adora Zé Doca”, previsto para os dias 1 e 4 de março.

O magistrado da 1ª Vara de Zé Doca também intimou o Ministério Público do Maranhão (MP-MA) para se manifestar sobre a questão. Apenas após essa análise, o juiz poderá decidir sobre a concessão de uma liminar para suspender a realização do festival.

Em nota enviada ao portal UOL, o MP-MA informou que o promotor de Zé Doca, Frederico Bianchini Joviano dos Santos, requisitou documentação sobre os custos e processos administrativos relacionados ao evento, incluindo valores e contratos dos artistas.

Enquanto o processo judicial segue em andamento, a prefeita Flavinha Cunha tem promovido as atrações do festival, que contará com artistas do cenário gospel, como Maria Marçal, a banda Morada e o cantor Gerson Rufino.

Conforme apuração do UOL, cinco artistas já foram contratados, e os pagamentos somam mais de R$ 600 mil. Também estão confirmados o cantor Kleber Nascimento e o grupo infantil 3 Palavrinhas.

A ação popular argumenta que o festival fere o princípio do Estado laico e representa um caso de “malversação de recursos públicos”. O advogado Jean Menezes de Aguiar busca a anulação do evento e a devolução dos valores eventualmente gastos pela administração municipal.

No dia 19 de janeiro, a prefeita divulgou oficialmente o festival em suas redes sociais, ao lado do deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL). Apesar da polêmica envolvendo o cancelamento do Carnaval, a prefeitura manteve a programação de um baile carnavalesco nos dias 21, 22 e 23 de fevereiro, com ao menos três atrações confirmadas. Conforme publicação no Diário Oficial, os cachês desses artistas totalizam R$ 850 mil.

Segundo o portal Metrópoles, no dia 16 de janeiro, a Prefeitura de Zé Doca publicou um processo licitatório para a contratação de quatro shows para o “1º Zé Doca com Cristo de 2025” e para o pré-Carnaval.

A prefeita Flavinha Cunha, eleita em outubro de 2024 com 84,2% dos votos válidos, comemorou a repercussão do festival gospel em suas redes sociais. Em uma das postagens, escreveu: “O Adora Zé Doca já é notícia em todo o Brasil. Um projeto que nasceu com esse propósito: agradecer a Deus por todas as conquistas”.

O município de Zé Doca está localizado a 311 km de São Luís e possui uma população estimada em 40,8 mil habitantes, de acordo com o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com informações: CNN Brasil.

Vereador quer proibir símbolos cristãos em parada LGBT+

O vereador Dr. Rogério Amorim (PL) apresentou, em janeiro, um projeto de lei que propõe a proibição do uso de símbolos cristãos em parada LGBT+ na cidade do Rio de Janeiro. A proposta define como símbolo cristão qualquer “objeto, figura, indumentária ou representação associada às tradições e práticas do cristianismo, incluindo a cruz, o crucifixo, a Bíblia e vestimentas litúrgicas”.

Por meio de uma publicação em rede social, Amorim afirmou que a medida busca evitar desrespeito à fé cristã. “BASTA! Desrespeito com a fé alheia, NÃO. Estamos cansados de ver os símbolos cristãos vilipendiados e difamados. Por esse motivo, apresentei o PL 3711/24 que proíbe o uso de símbolos cristãos em paradas do orgulho LGBTQIA+ no Rio de Janeiro”, escreveu o parlamentar, que cumpre seu segundo mandato.

O projeto prevê multa de R$ 5 mil para eventuais infrações. Além dessa proposta, Amorim também apresentou um segundo projeto de lei sugerindo a transferência da Parada LGBT+ para o Sambódromo, no bairro Santo Cristo, região central da cidade. Segundo o vereador, a mudança permitiria maior controle do evento. Atualmente, a marcha ocorre anualmente na Praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro.

Em outra publicação, o vereador mencionou uma terceira proposta que visa proibir a presença de crianças nos desfiles da Parada do Orgulho LGBTQIA+.

“Meu projeto que proíbe a presença de crianças como participantes dos desfiles está em tramitação na Câmara, bem como outra proposta, esta atendendo a demandas dos já cansados moradores de Copacabana: transferir a passeata gay para o Sambódromo”, escreveu, segundo a Comunhão.

As propostas apresentadas pelo parlamentar geraram reações diversas e ampliaram o debate sobre a relação entre liberdade de expressão e o respeito a crenças religiosas, evidenciando divergências quanto à regulamentação de eventos voltados à comunidade LGBT+ no Brasil.

Nas redes sociais, apoiadores do vereador manifestaram apoio às iniciativas. Entre os comentários, destacam-se mensagens como: “Perfeito!!! Parabéns Vereador!!! Sempre é bom estar ao lado de pessoas sérias e que respeitam todas as religiões!!” e “Excelente iniciativa vereador”. Outra seguidora comentou: “Parabéns pelas iniciativas!!!”.

Pastor sobre o Juízo Final: 'Já participamos do fim dos tempos’

No dia 28 de janeiro, o Bulletin of the Atomic Scientists ajustou os ponteiros do Relógio do Juízo Final para 89 segundos da meia-noite, reduzindo em um segundo a margem estabelecida nos últimos dois anos.

A decisão foi justificada por ameaças nucleares decorrentes da invasão da Ucrânia pela Rússia, pelo avanço do uso militar de Inteligência Artificial e pelas mudanças climáticas. Além disso, o grupo destacou a instabilidade no Oriente Médio e outros conflitos ao redor do mundo como fatores de risco.

O conceito de “Juízo Final” também está presente na teologia cristã, onde se refere ao julgamento divino da humanidade no fim dos tempos. O pastor e teólogo Kenner Terra explica que algumas interpretações distinguem dois tipos de julgamento: o Tribunal de Cristo, reservado aos que foram salvos, e o Trono Branco, para os ímpios. No entanto, ele observa que a Bíblia não faz uma separação tão clara entre esses eventos.

No Novo Testamento, a expectativa é que Deus julgará todas as obras humanas e estabelecerá uma nova criação (2Co 5.10; Rm 14.10-12; Ap 20.12; Ap 21.1). Sobre a previsão desse evento, Mateus 24.36 afirma que “ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas apenas o Pai”. Para Kenner Terra, a escatologia cristã indica que o fim dos tempos já começou com a vinda de Jesus e será consumado em um momento determinado por Deus.

O pastor Acyr de Gerone Junior, da Igreja Missionária Evangélica Maranata, no Rio de Janeiro, também destaca que o Juízo Final será conduzido por Cristo, que determinará o destino eterno de cada indivíduo. De acordo com ele, todos ressuscitarão para enfrentar o julgamento: os justos serão conduzidos à vida eterna, enquanto os ímpios serão condenados (Jo 5.28-29; Ap 20.12). Segundo Apocalipse 20.15, aqueles cujos nomes não estiverem no Livro da Vida serão lançados no lago de fogo.

Evento surpresa

Para Acyr, esse julgamento representa a manifestação da justiça de Deus e a consumacão de Sua graça. Ele reforça que a salvação não depende de obras, mas da fé em Jesus (Rm 10.9-10; Ef 2.8-9). O momento exato desse evento permanece desconhecido, mas será repentino, conforme descrito em 1 Tessalonicenses 5.2 e 2 Pedro 3.10.

Os sinais do fim dos tempos, segundo a teologia cristã, já estão em curso desde a era do Novo Testamento. Acyr observa que a Bíblia menciona guerras, fomes, terremotos e perseguições como indícios desse período (Mt 24.6-8), mas enfatiza que a pregação do Evangelho a todas as nações precederá o desfecho final (Mt 24.14). Para ele, embora os sinais se intensifiquem, o momento exato do fim permanece sob a soberania de Deus.

O Relógio do Juízo Final, criado em 1947 após a Segunda Guerra Mundial, simboliza a proximidade da humanidade de sua própria destruição. Inicialmente fixado em sete minutos para a meia-noite, alcançou sua posição mais distante em 1991, quando marcava 17 minutos para o colapso global. A cada ano, uma junta de especialistas, incluindo 11 ganhadores do Prêmio Nobel, revisa os ponteiros do relógio com base em ameaças existenciais, como armas nucleares, desastres ambientais e avanços tecnológicos de risco.

O ajuste recente para 89 segundos reforça a percepção de que os desafios globais atingiram um nível crítico, elevando o debate sobre segurança, política internacional e sustentabilidade a um novo patamar. Com informações: Comunhão.

Trump veta o financiamento para 'mudança de sexo' em menores

Diversos hospitais nos Estados Unidos anunciaram a suspensão de procedimentos médicos relacionados à transição de gênero, popularmente chamada “mudança de sexo“, para menores de 19 anos, após a assinatura de uma ordem executiva pelo presidente Donald Trump.

O decreto, assinado em janeiro, determina que instituições médicas financiadas pelo governo federal cessem a oferta de cirurgias de redesignação de gênero e tratamentos hormonais para crianças e adolescentes transgêneros.

A medida estabelece penalidades financeiras e criminais para instituições que descumprirem a determinação, incluindo a exclusão de programas federais como Medicare e Medicaid.

O documento assinado pelo presidente estabelece que “é política dos Estados Unidos não financiar, patrocinar, promover, assistir ou apoiar a chamada ‘transição’ de uma criança de um sexo para outro” e que as leis que restringem esses procedimentos serão aplicadas rigorosamente.

Impacto em hospitais

A adoção da ordem executiva contra a “mudança de sexo” em menores levou diversas instituições a revisar suas práticas. O Hospital Infantil e de Saúde da Virginia Commonwealth University, em Richmond, anunciou no dia 30 de janeiro a suspensão de prescrições de medicamentos e realização de cirurgias de redesignação de gênero para menores.

Em comunicado, a instituição afirmou que “as portas permanecem abertas para todos os pacientes e suas famílias para triagem, aconselhamento, cuidados de saúde mental e outras necessidades médicas”.

No mesmo dia, o Children’s National Hospital, em Washington D.C., informou que interrompeu a prescrição de bloqueadores de puberdade e terapia hormonal para jovens transgêneros. A instituição declarou que a decisão segue as diretrizes da ordem executiva.

No Colorado, o Denver Health também anunciou a suspensão de cirurgias de redesignação de gênero para menores, visando manter o financiamento federal.

Reações

A procuradora-geral de Nova York enviou um comunicado aos profissionais de saúde do estado alertando que a adesão à ordem executiva pode entrar em conflito com as leis estaduais de antidiscriminação.

A medida continua gerando debates entre entidades médicas, organizações de direitos civis e autoridades estaduais sobre possíveis impactos na assistência à saúde de jovens transgêneros. Com informações: The Guardian

Jottapê anuncia o fim da carreira no funk após conversão

O cantor e ator Jottapê anunciou o encerramento de sua trajetória no funk durante um evento da Netflix no último sábado (1), no estádio do Canindé, em São Paulo. Conhecido por interpretar MC Doni na série Sintonia, da Netflix, o artista de 24 anos comunicou a decisão ao público durante sua última apresentação no gênero.

“Eu tenho um anúncio a fazer, algumas pessoas aqui me acompanham nas redes sociais. Isso que vocês acabaram de ver aqui, família, foi a minha última apresentação no funk. Eu quero agradecer a todo mundo que me acompanhou até aqui”, declarou no palco.

Ainda na ocasião, o cantor relatou sua conversão religiosa e afirmou que buscava sucesso, mas sentia um vazio. “Por muito tempo, eu corri atrás de tudo, dinheiro, fama, e eu consegui tudo isso, mas eu tinha um vazio enorme dentro de mim que nada preenchia. E graças a Deus, hoje eu não tenho mais esse vazio”, afirmou.

Durante o evento, a esposa do artista, Estefany Boro, entregou-lhe uma faixa com a mensagem: “Não vivo mais eu, mas Cristo vive em mim”, que ele mostrou ao público.

O vídeo do anúncio ultrapassou 900 mil curtidas no Instagram, e diversas mensagens destacaram a decisão de Jottapê.

Mudança

No dia seguinte, o cantor publicou nos stories que ainda estava assimilando o momento e descreveu a experiência como “uma bênção”. “Eu confesso que a única coisa que eu tinha preparado era aquela faixa, e eu fiquei pensando: ‘O que será que eu falo nesse momento?’”, escreveu.

Ele também citou um trecho bíblico de Lucas 12:11-12, no qual Jesus diz que o Espírito Santo ensinaria o que deveria ser dito.

Em um vídeo publicado no YouTube, Jottapê e Estefany compartilharam detalhes sobre o processo de conversão do casal. Ele cresceu em um lar cristão, enquanto Estefany veio de uma família católica, mas afirmou que não frequentava a igreja com regularidade.

“Tinha coisas que já vinham me incomodando e coisas que estavam incomodando o Jota. Eu e ele sempre conversamos e chegou a um ponto que nós não estávamos bem e fomos para um culto. Ali mesmo a gente sentiu no coração de aceitar Jesus”, disse Estefany.

Segundo Jottapê, o casal iniciou reuniões de oração em casa e, após experiências que definiram como “extraordinárias”, decidiu se batizar e mudar de estilo de vida. “Antes, a gente começou a fazer células em casa e ali a gente foi dando abertura para o Espírito Santo e algumas coisas foram nos constrangendo”, explicou.

O cantor afirmou que passou a enxergar sua carreira e influência sob uma nova perspectiva. “Eu me perguntava: ‘Por que toda essa relevância?’. Hoje, a gente entende que é para falar de Jesus. Desde os talentos que Ele me deu, desde a atuação ao musical, então eu comecei a usar para passar mensagens bíblicas e futuramente eu pretendo usar meu talento musical para o Reino”, concluiu. Assista:

CBB realiza o maior evento da Igreja Batista até domingo

A Convenção Batista Brasileira (CBB), em conjunto com a Convenção das Igrejas Batistas Unidas do Ceará (CIBUC), promove a Semana Batista – 104ª Assembleia da Convenção Batista Brasileira, que ocorre no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza (CE), entre os dias 29 de janeiro e 1º de fevereiro de 2025.

No dia 2 de fevereiro está programado um Evento Evangelístico, organizado pela Junta de Missões Nacionais da CBB, que terá lugar no Aterro da Praia de Iracema.

Antes da assembleia principal, a partir do dia 27 de janeiro, aconteceram encontros das organizações da CBB, reunindo pastores, músicos, educadores, jovens, esposas de pastores, diáconos e outros líderes para momentos de decisões estratégicas e capacitação.

O tema central da assembleia é “Anunciemos o amor gracioso”, com a divisa bíblica “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós” (I João 3.16a). A música tema do evento é “O Amor de Deus” (Logo Eu), composta por Rachel Novaes e Paulo Cesar Baruk.

O evento está sendo realizado no Centro de Eventos do Ceará, localizado na Avenida Washington Soares, 999 – Edson Queiroz, Fortaleza (CE). Para mais informações e atualizações, os interessados devem acompanhar as comunicações oficiais da CBB.

Sobre a CBB

A Convenção Batista Brasileira (CBB) é uma das principais denominações batistas no Brasil, com raízes que remontam ao final do século XIX. Sua história está intimamente ligada à chegada de missionários batistas dos Estados Unidos, que vieram ao Brasil com o objetivo de estabelecer igrejas e disseminar a fé batista.

Hoje, a Convenção Batista Brasileira é uma das maiores denominações evangélicas do Brasil, com milhares de igrejas filiadas e uma presença significativa em todas as regiões do país.

A CBB continua enfatizando a autonomia das igrejas locais, a importância do batismo por imersão e a autoridade das Escrituras. Além disso, mantém um forte compromisso com a missão, tanto no Brasil quanto no exterior, e com a formação de líderes através de seus seminários e instituições educacionais.

A CBB também está envolvida em diversas iniciativas sociais, incluindo assistência a comunidades carentes, defesa dos direitos humanos e promoção da justiça social, sempre baseada em sua interpretação dos ensinamentos bíblicos.

Tribo ouve de Jesus pela primeira vez e se entrega, diz missionária

Em uma de suas recentes viagens ao Quênia, a missionária americana Angi Magoulis compartilhou o Evangelho com uma comunidade tribal que nunca havia tido contato com a mensagem cristã.

O momento, registrado em vídeo e fotos, mostra Angi pregando com uma Bíblia nas mãos, auxiliada por um intérprete local, enquanto questiona se os ouvintes desejam se entregar a Jesus. Quase todos os presentes levantaram as mãos em resposta ao apelo, marcando o que a missionária descreveu como uma experiência transformadora.

“Foi a primeira vez que eles ouviram falar de Jesus. Eles amaram cada segundo ouvindo a Palavra de Deus”, relatou Angi em uma publicação no Instagram, no dia 17 de janeiro. Ela acrescentou: “Este momento faz tudo na minha vida valer a pena. Orem por mim. Nós levaremos o Evangelho para novas tribos”.

O vídeo, divulgado pela organização Revive, mostra Angi pregando sob árvores para um grupo atento, composto por membros da tribo que nunca haviam sido expostos ao cristianismo. A iniciativa recebeu elogios de outros missionários e internautas, incluindo pedidos de pessoas de países como Índia e Paquistão, onde comunidades enfrentam perseguições religiosas, para que Angi leve sua mensagem a essas regiões.

Povos não alcançados

De acordo com dados do Joshua Project, organização cristã dedicada ao estudo de grupos não alcançados, aproximadamente 3,39 bilhões de pessoas em todo o mundo ainda não têm acesso ao Evangelho. Esse número representa 42,5% da população global. Atualmente, existem 17.443 grupos de pessoas consideradas não alcançadas, sendo 49 deles no Brasil.

A definição de “povos não alcançados” é baseada em critérios estabelecidos por organizações missionárias. Segundo Marv Newell, missiologista da Missio Nexus, um grupo é considerado não alcançado quando não há igrejas, Bíblias disponíveis no idioma local ou crentes cristãos. Essas comunidades muitas vezes estão localizadas em regiões remotas, de difícil acesso geográfico, o que dificulta a disseminação do Evangelho.

Diante desse cenário, diversas organizações têm intensificado esforços para levar a mensagem cristã a regiões isoladas. O International Mission Board (IMB), por exemplo, está enviando 300 missionários para localizar e compartilhar o Evangelho com grupos não alcançados.

Muitos desses missionários são jovens, na faixa dos 20 anos, dedicados a pesquisar e estabelecer contato inicial com essas comunidades.

Um exemplo é o missionário Rees Morgan, que atuou na Guiné e viajou por oito países para pesquisar 12 grupos de pessoas. “Minha função é estabelecer o primeiro contato com essas comunidades, criando oportunidades para que igrejas locais e a Igreja global se envolvam a longo prazo, levando o Evangelho a elas”, explicou Morgan em entrevista ao IMB.

Outro casal em destaque é Campbell e Elizabeth Bach, que lideram uma equipe dedicada a compartilhar o Evangelho e plantar igrejas no Sul da Ásia, região considerada a maior concentração de pessoas não alcançadas.

“Há mais de 4 milhões de pessoas para cada missionário do IMB aqui. A necessidade de mais trabalhadores é imensa”, afirmou Campbell.

O impacto da missão

A experiência de Angi Magoulis no Quênia ilustra o impacto desses esforços missionários. Ao levar o Evangelho a uma tribo que nunca havia ouvido falar de Jesus, ela não apenas registrou as primeiras conversões, mas também destacou a importância de continuar expandindo o alcance da mensagem cristã. “Este é apenas o começo”, disse Angi. “Há muito mais a ser feito.”

Enquanto organizações e missionários continuam seus trabalhos em regiões remotas, o desafio de alcançar os 3,39 bilhões de pessoas que ainda não conhecem o Evangelho permanece uma prioridade global para a comunidade cristã.