Congresso Mulheres DT não ocorrerá na Lagoinha, diz Ana Paula

A cantora Ana Paula Valadão anunciou que o Congresso Mulheres DT 2025 não será realizado em Belo Horizonte, na Igreja Batista da Lagoinha, local que tradicionalmente sediou o evento.

A informação, que já havia sido antecipada pelo pastor Gustavo Bessa, foi divulgada por meio das redes sociais. A mudança ocorre em meio a uma disputa envolvendo os irmãos Valadão sobre o uso do nome “Lagoinha”.

O pastor André Valadão, atual presidente da denominação, entrou com um processo judicial contra seu cunhado, Felippe Valadão, e sua irmã, Mariana, para impedir que a igreja liderada pelo casal em Niterói, no Rio de Janeiro, continue utilizando a nomenclatura.

Em resposta, Ana Paula se posicionou em defesa da irmã e rompeu com André, o que pode afetar sua participação em eventos na sede da igreja que foi presidida por seu pai por mais de 50 anos.

O Congresso Mulheres DT 2025 será realizado na Yah Church, liderada pelo pastor Lamartine Posella, localizada na Vila Leopoldina, Zona Oeste de São Paulo.

O evento está programado para os dias 21 e 22 de fevereiro, e os ingressos já estão disponíveis. Outras edições estão sendo planejadas para acontecerem em cidades ao redor do Brasil, no templo de igrejas que se ofereçam para receber o evento.

Andressa Urach diz que trans serão ‘obreiras’ em sua ‘igreja’

A influenciadora Andressa Urach reiterou, por meio de suas redes sociais, a intenção de fundar uma igreja nos próximos cinco anos. Esse é mais um capítulo da guerrilha da ex-modelo contra os evangélicos.

Em um vídeo publicado recentemente, ela aparece ao lado de 12 transexuais, mencionando que alguns atuarão como “obreiras” no futuro templo religioso.

Na legenda da publicação, Andressa Urach escreveu: “Orem por nós, irmãs! Algumas meninas dessa gravação vão ser obreiras na minha igreja! Vamos juntas ganhar almas para Jesus. E um dia vamos morar no céu!!!”.

A declaração gerou grande repercussão entre seguidores e internautas, com muitos demonstrando incômodo. A mesma reação pode ser observada em agosto do ano passado, quando ela revelou seu plano de montar uma “igreja” para falar de Jesus “com língua de cobra”.

Em entrevista à revista Contigo, a influenciadora afirmou que conheceu as participantes durante a gravação de um filme adulto e decidiu incluí-las no projeto religioso. Segundo ela, algumas dessas mulheres já frequentaram igrejas evangélicas, mas acabaram se afastando devido a episódios de preconceito.

Urach também explicou que a igreja que pretende criar não cobrará dízimos e será mantida com recursos próprios: “Não vou roubar dinheiro de ninguém. Quero um espaço onde as meninas possam atuar como obreiras voluntárias e ajudar outras pessoas”, declarou.

Mulher que não podia ter filhos consegue dar à luz: 'Milagre'

Joana Darc Dias Ribeiro Correa iniciou seu trabalho no ministério infantil aos 13 anos de idade, no Rio de Janeiro. Desde cedo, desenvolveu um forte vínculo com crianças e, na juventude, manifestou o desejo de ser mãe, mas sem imaginar que um dia vivenciaria um milagre.

“Sonhava em ser professora, casar e ter quatro filhos. Com o tempo, conheci um rapaz, começamos a namorar e nos casamos. Decidi que não tomaria anticoncepcionais, pois queria engravidar logo e formar uma linda família”, afirmou Joana em entrevista ao Site Mulher Cristã.

Entretanto, ao longo dos anos, a gravidez não ocorreu. Após buscar orientação médica, recebeu o diagnóstico de ovários policísticos, condição que poderia dificultar a gestação.

“Iniciei um tratamento para tentar engravidar, mas passei por momentos difíceis, incluindo uma gravidez psicológica, que trouxe muita dor ao descobrir que não estava grávida”, relatou.

Diante da dificuldade de conceber, Joana e o esposo procuraram um especialista em reprodução assistida. Exames adicionais apontaram outras condições, como útero invertido, ausência de ovulação e miomas.

“Cada novo diagnóstico parecia me afastar ainda mais do sonho de ser mãe. Apesar disso, Deus me prometeu que eu engravidaria. Entretanto, o tempo passava, e a promessa parecia distante”, comentou.

O tratamento recomendado pelo especialista exigia autorização de um cardiologista. Durante a consulta, recebeu um parecer desanimador.

“O médico afirmou que não me liberaria, pois a gravidez representaria riscos para minha saúde. Ele sugeriu que eu adotasse um gato ou um cachorro, pois, segundo ele, eu não havia nascido para gerar. Saí do consultório arrasada, sentindo que nunca realizaria o sonho de ser mãe”, afirmou.

Mesmo diante das dificuldades, familiares de Joana mantiveram um período de oração e jejum. Em 2019, ao completar dez anos de casamento, ela fez um clamor a Deus por um milagre.

Experiência espiritual

Algum tempo depois, durante um evento da igreja, Joana relatou ter vivido uma experiência espiritual.

“Durante o louvor, senti a presença de Deus de forma intensa e um mover em minha barriga. Saí daquele culto cheia de fé”, afirmou.

Cerca de um mês depois, começou a sentir sintomas como fadiga e sono excessivo.

“Minha amiga Daniele sugeriu que eu fizesse um exame de gravidez, mas fiquei receosa, pois já tinha sofrido muitas decepções. No entanto, os sintomas persistiam, e, com o apoio do meu esposo, resolvi fazer o exame”, contou.

“Naquele momento, lembrei da palavra do Senhor: ‘Tu não serás envergonhada’”, declarou. Segundo Joana, a confirmação da gestação foi marcada por emoção e gratidão.

“Eu e meu esposo caímos de joelhos no chão, começamos a orar e chorar diante do Senhor, agradecendo por sua infinita graça e fidelidade em nossas vidas. Minha família veio até nossa casa, e todos juntos adoramos a Deus, celebrando o milagre que Ele havia feito”, relatou.

Após uma gestação sem complicações, Joana deu à luz uma menina, chamada Esther. Atualmente, aos 15 anos, a jovem é considerada pela família um testemunho de superação.

“O Senhor operou o milagre de forma completa e perfeita”, afirmou Joana.

Jottapê revela que paga 'multas milionárias' após conversão

O cantor Jottapê comentou recentemente sobre as multas milionárias que enfrenta após decidir encerrar sua carreira no funk devido à sua conversão ao Evangelho. A decisão envolveu a rescisão de contratos e a renúncia a fontes de renda que, segundo ele, iam contra princípios bíblicos.

No domingo (9), Jottapê compartilhou detalhes de sua trajetória em um vídeo publicado no YouTube. Ele relatou que, ao aprofundar sua fé, sentiu-se direcionado a abandonar práticas que antes faziam parte de sua rotina.

“Eu me batizei junto com minha esposa e, desde então, o Espírito Santo foi me constrangendo em várias áreas da minha vida: drogas, loucura e principalmente o meu trabalho, que me sustentava financeiramente, mas se tornou uma idolatria”, afirmou.

O cantor destacou que a busca por uma vida espiritual mais intensa foi determinante para sua decisão. “Quando você aprende a ouvir a voz de Deus e busca intimidade no secreto, é impossível não compreender o que Ele quer para a sua vida. E Ele falou claramente comigo que os talentos que me concedeu eram para o Reino e não para mim”, acrescentou.

Mesmo após sua conversão, Jottapê precisou cumprir compromissos contratuais e chegou a realizar apresentações contra sua vontade. Sua última performance no funk ocorreu no início de fevereiro, durante um evento da Netflix no estádio do Canindé, em São Paulo. Na ocasião, anunciou publicamente sua decisão de seguir um novo caminho.

Multas milionárias

Ao romper contratos de publicidade e encerrar sua ligação com a produtora de funk, Jottapê passou a lidar com penalidades financeiras expressivas.

“Abrimos mão de muitas rendas que vinham de coisas que não agradam a Deus”, afirmou.

O cantor citou um contrato com uma casa de apostas, pelo qual recebia mais de R$ 200 mil mensais, e destacou que ainda enfrenta dificuldades para quitar as rescisões. “Além dessa multa, também estou pagando o distrato com a produtora de funk. São valores milionários”, revelou.

No mesmo vídeo, a esposa do cantor, Estefany Boro, compartilhou seu testemunho sobre a mudança que o casal experimentou após a conversão.

“A nossa vida era uma perdição. Era festa, bebida, tudo o tempo inteiro. Algo que me envergonha muito é que, naquela época, eu e o Jottapê ficávamos com outras mulheres. Quando Jesus começou a me constranger, entendi a importância do papel da mulher na família. Temos o poder de edificar ou destruir”, declarou.

Ela enfatizou que a oração e a busca espiritual foram essenciais para a transformação do casal. “Passei a orar mais, a buscar mais, a alimentar o nosso espírito para vencer a carne”, disse.

Após o casamento e o batismo, o casal abandonou hábitos que consideravam incompatíveis com sua fé. “Tudo o que nossa família queria era servir ao Senhor”, afirmou Estefany.

Atualmente, Jottapê e Estefany congregam na igreja Paz Church, em Santana de Parnaíba. Assista:

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Sonaira: 'A esquerda não suporta dois segundos de verdade'

Em entrevista concedida ao Jornal da Oeste nesta sexta-feira, 7, a vereadora de São Paulo Sonaira Fernandes (PL-SP) afirmou que a esquerda “não suporta dois segundos de verdade”.

Durante a conversa, Fernandes mencionou o caso do vereador Lucas Pavanato (PL-SP), alvo de um processo judicial após declarar que a vereadora transexual Amanda Paschoal (Psol) é “biologicamente homem”. A declaração levou Amanda a denunciá-lo ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) por “injúria transfóbica”.

A parlamentar comparou a situação ao episódio ocorrido em 2021, quando, após seu primeiro discurso na Câmara Municipal, foi criticada pela então vereadora Érika Hilton (Psol). Na ocasião, Sonaira havia afirmado que os conceitos de feminilidade e masculinidade estavam sendo distorcidos. Em resposta, Érika a classificou como “transfóbica e homofóbica” durante discurso na tribuna.

“Essas palavras foram suficientes para que ela fizesse os ‘elogios’ que eles geralmente fazem”, declarou Sonaira. “Eu a presenteei com uma Bíblia e reafirmei uma verdade incontestável: homem é homem, mulher é mulher. A esquerda não suporta dois segundos de verdade.”

A vereadora também afirmou que Pavanato tem o respaldo da bancada do PL na Câmara Municipal e sustentou que ele está correto em suas declarações.

Debates sobre pautas

Na mesma entrevista, Sonaira Fernandes destacou que há um movimento crescente na Câmara Municipal voltado à tramitação de projetos de lei alinhados a pautas progressistas.

Segundo a parlamentar, a transição de gênero tem sido um dos principais temas debatidos desde o final do ano passado, e a esquerda teria tentado incluir essa questão na votação final do orçamento municipal.

Outro tema mencionado foi o aborto. Sonaira afirmou que há articulações para que a prática seja regulamentada e financiada com recursos da Prefeitura de São Paulo. Além disso, alertou sobre a atuação da Bancada da Educação, que, segundo ela, representa um risco dentro da Casa Legislativa.

Atuação da direita

Ainda segundo Sonaira, a atuação da direita na Câmara Municipal tem sido mais consolidada, o que, em sua visão, representa um avanço em relação aos anos anteriores, quando disse ter feito oposição à esquerda de maneira isolada.

A parlamentar enfatizou que essa nova configuração tem garantido um posicionamento mais firme em relação a pautas conservadoras e ao combate de propostas progressistas defendidas por partidos de esquerda.

Por fim, segundo a Revista Oeste, Sonaira Fernandes afirmou que a direita segue mobilizada para evidenciar o que classificou como “absurdos” do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Assista a íntegra da entrevista, abaixo:

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Evangelismo com surfistas une esporte à fé: 'O Senhor no mar'

No extremo sul da Costa Rica, Pavones se destaca como um dos principais destinos para surfistas em busca de ondas de longa duração. Além do reconhecimento no cenário do surfe, o local também tem sido marcado pela atuação do grupo “Christian Surfers”, que busca conectar a comunidade do surfe à fé cristã por meio de atividades na praia e distribuição da “Bíblia dos Surfistas”.

Os líderes do movimento explicam que o objetivo não é promover conversões em massa, mas oferecer um espaço de acolhimento e companheirismo para aqueles que compartilham a paixão pelo mar.

“Quando você fala para os surfistas irem à igreja, eles imaginam bancos, vitrais e órgãos. Não estamos tentando fazer proselitismo em massa, mas queremos ser irmãos deles, amá-los, surfar com eles. Muitos estrangeiros buscam experiências espirituais com a ayahuasca, mas por que não encontrar o Senhor no mar?”, afirmam.

A iniciativa parte do entendimento de que o surfe representa uma subcultura com valores e experiências próprias, o que faz com que a abordagem tradicional da igreja nem sempre alcance esse público.

A proposta dos “Christian Surfers” é apresentar a espiritualidade cristã de forma acessível e relevante, relacionando a conexão dos surfistas com a natureza a um caminho de fé.

O movimento, que conta com aproximadamente 175 filiais em mais de 35 países, incluindo Japão, Noruega e Estados Unidos, expandiu recentemente sua presença na Costa Rica. Em Pavones, a rua principal recebe o nome de “Perfect Waves” [Ondas Perfeitas], em referência às condições ideais do local para o surfe.

A atuação na região tem entre seus principais responsáveis o norte-americano Chandler Brownlee. Ex-ministro batista, Brownlee, de 52 anos, é natural da Flórida, pai de três filhas e entusiasta da vida selvagem.

Ele reforça a proposta do movimento ao afirmar que a busca pela onda perfeita nem sempre resulta em satisfação plena. “Mesmo que você pegue a onda perfeita, pode se sentir vazio por dentro. E isso abre uma oportunidade para Deus entrar.”

Origem e desafios

O “Christian Surfers” foi fundado na Austrália no final da década de 1970 com o objetivo de combater a discriminação que surfistas cristãos enfrentavam tanto dentro das igrejas quanto no ambiente do surfe. O grupo buscava reduzir o preconceito contra surfistas – frequentemente associados a um estilo de vida alternativo – e, ao mesmo tempo, aproximar essa comunidade da fé cristã.

Para isso, o movimento adota cinco pilares estratégicos: conectar, discipular, servir, fazer parcerias e equipar. Além das interações presenciais, um devocional semanal é enviado aos integrantes da comunidade de fé. O lema do grupo resume a proposta: “Juntos Somos uma Família e uma Missão”.

Os líderes do movimento incentivam a participação de novos membros e reforçam a importância da missão, informou o Evangelical Focus.

“Nós convidamos você a se juntar a nós em uma busca vitalícia de construir o Reino por meio deste chamado muito especial de Surfistas Cristãos. Temos a oportunidade de ajudar a transformar vidas de uma forma eterna, e você tem o poder dado por Deus para adicionar combustível a este fogo… para compartilhar o amor de Jesus com cada surfista e cada comunidade de surfe!”, destacam.

Pais se revoltam com escola que fez atividade LGBT+ com alunos

A relação entre escola e família desempenha um papel fundamental na educação de crianças e adolescentes, especialmente em temas sensíveis. Recentemente, uma atividade realizada em uma escola da Califórnia gerou debate sobre o direito dos pais de serem informados sobre o conteúdo pedagógico oferecido aos alunos.

No Distrito Escolar Unificado de Vista (VUSD), em San Diego, estudantes da Rancho Buena Vista High School participaram de uma atividade intitulada “Coming Out Stars”, inspirada no grupo The Trevor Project.

O exercício propunha que os alunos se imaginassem como parte da comunidade LGBT e encenassem um processo de revelação de identidade. A situação ganhou notoriedade após alguns estudantes, citando objeções religiosas, recusarem-se a participar e deixarem a sala de aula.

Dean Broyles, advogado do Centro Nacional de Direito e Política (NCLP), argumentou que a escola desconsiderou os direitos dos pais ao não notificá-los previamente sobre a atividade. A Lei da Juventude Saudável da Califórnia (CHYA) determina que as escolas informem as famílias sobre conteúdos relacionados à educação sexual, permitindo que optem por excluir seus filhos dessas discussões.

De acordo com Broyles, o distrito escolar utilizou uma brecha na legislação para abordar identidade de gênero em disciplinas que não se enquadram nos critérios estabelecidos pela CHYA, evitando assim a obrigatoriedade de aviso prévio.

Entidade solicita posicionamento

Além da atividade teatral, a escola utilizou o diagrama “Unicórnio de Gênero” em outro contexto pedagógico, abordando identidade e expressão de gênero. O NCLP alega que tais ações limitam a capacidade dos pais de supervisionar o aprendizado de seus filhos em temas que podem entrar em conflito com suas convicções religiosas.

“Os pais têm o direito de conhecer o conteúdo educacional relacionado à sexualidade humana transmitio a seus filhos, especialmente quando essas informações divergem de crenças religiosas protegidas constitucionalmente”, afirmou Broyles em um comunicado.

O NCLP enviou uma carta ao VUSD solicitando que a escola emita uma retratação pública e adote medidas para garantir o cumprimento das normas de notificação parental. Até o momento, o distrito escolar não se pronunciou sobre o caso.

Pastor utiliza aulas de boxe para alcançar jovens e crianças

O pastor Peter Baker, de 67 anos, encontrou no boxe um meio de alcançar crianças e suas famílias com a mensagem cristã. Natural de Indianápolis, nos Estados Unidos, ele se destacou no esporte durante a juventude, mas aos 20 anos, após se converter ao cristianismo, decidiu encerrar sua trajetória competitiva. No entanto, criou um programa evangelístico que combina treinamento de boxe e discipulado.

“O boxe é um tipo diferente de fraternidade. Ele molda seu pensamento e ensina caráter, habilidades e disciplina. Eu falo constantemente com as crianças sobre a vida e o Senhor”, afirmou Peter em entrevista à AG News.

As aulas ocorrem em uma subdelegacia do Condado de Kern, na Califórnia, como parte de um programa administrado pelo Departamento do Xerife. O espaço foi estruturado de acordo com as especificações fornecidas pelo pastor.

Atualmente, cerca de 70 crianças participam semanalmente da iniciativa, cujo impacto se estende às famílias. Pelo menos 20 dos 100 frequentadores da igreja liderada por Peter foram atraídos pelo projeto.

“Todos os meus treinadores assistentes são pessoas que não conheciam a Cristo. Todos aceitaram Jesus e vieram à minha igreja com suas famílias e parentes”, testemunhou o pastor.

Do ringue ao ministério

Durante a adolescência, Peter recebeu treinamento de um campeão estadual e de um técnico que enfrentou o lendário pugilista Joe Louis. Contudo, ao se converter, decidiu abandonar as competições. “Senti que não era compatível. O desejo de competir me deixou”, relatou.

Mesmo sem participar de torneios, manteve os treinos enquanto cursava o seminário e exercia atividades ministeriais. Em 2000, assumiu a liderança de uma propriedade da First AG Bakersfield, igreja localizada na Califórnia.

Ao interagir com crianças da região, percebeu que o boxe poderia ser um canal de evangelismo e discipulado. O interesse dos jovens pelo esporte facilitou a abordagem, levando à formação de uma organização sem fins lucrativos.

Com apoio de uma bolsa de financiamento, o programa se expandiu para escolas públicas e instituições do condado. Posteriormente, integrou-se à Sheriffs’ Activity League, passando a incluir outras atividades, como levantamento de peso, futebol e artesanato.

Martin Barron, delegado aposentado, esteve à frente dos treinamentos de boxe ao lado de Peter por uma década. “O que eu realmente gosto no Peter é que ele ama trabalhar com jovens em áreas de risco”, afirmou Barron. Ele destacou que o pastor “se coloca à disposição, aconselha as crianças e seus pais e constrói uma relação de confiança, o que gera impacto na comunidade”.

Forma de inclusão

Para ampliar o alcance do projeto, Peter organizou torneios de boxe em parques, atraindo um público entre 200 e 300 pessoas por evento. Segundo Barron, a iniciativa despertou o interesse da comunidade.

“Ele tornou isso algo emocionante e as pessoas quiseram se envolver. Viram as mudanças nas crianças, na forma de pensar e na postura diante da vida. Muitos desses jovens estão limitados ao seu bairro e não enxergam além desse estilo de vida, mas ao participarem do programa, percebem que podem ser melhores”, afirmou.

A segurança é uma prioridade nos combates, que são demonstrativos e sem disputa de vencedores. No encerramento das lutas, os participantes trocam medalhas como símbolo de respeito mútuo. Cada evento começa com uma oração e uma breve mensagem sobre Jesus, sendo realizado em diversos espaços públicos, como feiras, escolas e shoppings.

Além da técnica esportiva, Peter busca transmitir valores como resiliência, amizade, autoestima e perdão. “O mais incrível foi que eu tinha me afastado do boxe e agora percebo que estava errado, e que Deus poderia usá-lo”, concluiu, segundo a AG News.

Crescimento evangélico poderá impactar a reeleição de Lula

Um estudo realizado pela Mar Asset Management projeta que 35,8% da população brasileira será evangélica em 2026, ano da próxima eleição presidencial. O número representa um crescimento de 3,7 pontos percentuais em relação a 2022, quando esse segmento correspondia a 32,1% da população. A análise sugere que essa mudança pode influenciar o cenário político e reduzir as chances de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com o estudo, a expansão do eleitorado evangélico tem impacto direto sobre a disputa presidencial, uma vez que essa parcela da população demonstra, historicamente, maior alinhamento ideológico com candidatos de direita e valores conservadores, opondo-se ao Partido dos Trabalhadores.

A projeção foi feita com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o crescimento da população evangélica entre 2000 e 2010, além da evolução no número de templos. O estudo identificou uma correlação entre a densidade de templos evangélicos por 100 mil habitantes e a proporção de votos no PT, apontando que, em regiões com maior presença dessas igrejas, o apoio à sigla tende a ser menor. Estima-se que aproximadamente 5 mil templos evangélicos sejam inaugurados anualmente no Brasil, totalizando 140 mil em 2024.

Impacto no resultado eleitoral

Nas eleições de 2022, Lula foi eleito com 50,9% dos votos válidos. Segundo a projeção do estudo, caso a população evangélica naquela época já representasse o percentual estimado para 2026, o presidente teria obtido 49,8% dos votos.

O levantamento aponta que essa diferença, mantidas as intenções de voto registradas entre evangélicos e não evangélicos, poderia alterar o resultado do pleito.

Até as eleições de 2018, a avaliação dos presidentes por parte da população evangélica não diferia significativamente daquela observada entre os não evangélicos. No entanto, a candidatura de Jair Bolsonaro (PL) marcou uma inflexão nesse comportamento. Durante seu governo, o ex-presidente obteve índices de aprovação mais elevados entre os evangélicos do que entre os demais grupos da população.

Com a eleição de Lula, essa tendência se inverteu. O atual presidente apresenta índices de aprovação inferiores à média nacional dentro desse segmento religioso, enquanto sua popularidade entre os não evangélicos se mantém acima da média geral.

Crescimento da direita

O estudo também destaca uma migração do eleitorado brasileiro para partidos de direita ao longo da última década. Em 2024, candidatos desse espectro político receberam 43% dos votos, um avanço significativo em relação aos menos de 20% registrados em 2012. Os partidos de centro mantiveram uma participação estável desde 2004, enquanto a esquerda viu sua representação cair de 37,8% naquele ano para 20,5% em 2024.

Esses dados, segundo a análise, refletem mudanças no comportamento eleitoral do país, com impacto direto sobre o cenário político para as eleições de 2026.

Trump assina ordem para combater o “preconceito anticristão”

O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na quinta-feira (6) um decreto voltado ao combate ao que classificou como “preconceito anticristão”.

A medida estabelece uma força-tarefa com o objetivo de eliminar ações de discriminação e perseguição contra cristãos dentro do governo federal. O decreto determina que qualquer conduta considerada ilegal ou inadequada nesse sentido seja identificada e corrigida.

“Minha administração não permitirá o uso indevido do governo contra cristãos nem tolerará condutas ilegais direcionadas a eles. A legislação garante a liberdade dos americanos e dos grupos religiosos para exercerem sua fé em paz, e meu governo fará valer essa proteção. Qualquer política ou prática que ataque os cristãos será investigada e interrompida”, afirma o documento assinado por Trump.

O ex-presidente já havia anunciado a medida algumas horas antes da assinatura. Durante seu pronunciamento, destacou que a procuradora-geral Pam Bondi, nomeada para liderar a iniciativa, será responsável por coordenar as ações da nova força-tarefa.

“Hoje, estou assinando um decreto que tornará Pam Bondi — uma excelente pessoa, será uma ótima procuradora-geral — a chefe da nova força-tarefa para erradicar o preconceito anticristão”, declarou Trump, segundo relato de Betsy Klein, da CNN.

Perseguição

Em 2024, a perseguição aos cristãos atingiu níveis alarmantes, conforme apontam diversos relatórios internacionais. De acordo com a organização Portas Abertas, mais de 365 milhões de cristãos em todo o mundo enfrentam altos níveis de perseguição e discriminação devido à sua fé, representando um aumento em relação aos 360 milhões registrados no ano anterior.

A Coreia do Norte mantém-se como o país mais perigoso para os cristãos, seguida pela Somália e Líbia. O número de países com perseguição classificada como extrema aumentou de 11 para 13, com a inclusão da Síria e Arábia Saudita nesse nível.

GUIAME.COM.BR

Os ataques a igrejas, escolas cristãs e hospitais registraram um aumento significativo, passando de 2.110 incidentes em 2023 para 14.766 em 2024, um crescimento de quase sete vezes. Além disso, o número de cristãos mortos em ataques relacionados à fé foi de 4.998, embora especialistas acreditem que esse número possa ser maior devido a casos não relatados.

Esses dados ressaltam a crescente preocupação com a liberdade religiosa e a segurança das comunidades cristãs em diversas partes do mundo.