Ministério social proibido de distribuir comida tem vitória na Justiça

Uma igreja que mantinha um ministério social que entregava refeições a pessoas sem-teto foi proibida de continuar atuando pela prefeitura. O caso foi à Justiça, e agora as autoridades terão que ressarcir as despesas da congregação com o custo do processo.

A Igreja Episcopal de St. Timothy mantinha um ministério social que entregava refeições gratuitamente a pessoas sem-teto durante vários dias da semana. Porém, uma norma da prefeitura de Brookings, no estado do Oregon (EUA), impediu que o trabalho fosse mantido.

A igreja recorreu à Justiça e na semana passada a prefeitura fechou um acordo se comprometendo a revogar a norma que impedia o trabalho social e se comprometendo a custear as despesas do processo, que somaram US$ 418 mil (equivalente a R$ 2,2 milhões na cotação atual).

Durante o processo, a igreja recebeu o apoio do Departamento de Justiça dos EUA, que apresentou uma declaração de interesse no caso em novembro passado, apoiando o trabalho junto aos moradores de rua.

Ao todo, a prefeitura terá que pagar US$ 375 mil ao escritório Stoel Rives LLP e US$ 43 ao Oregon Justice Resource Center, de acordo com informações do portal The Christian Post. A igreja poderá retomar seu ministério social imediatamente.

“Certamente não precisava chegar a esse ponto, mas tínhamos que defender nossas liberdades religiosas”, disse o padre Bernie Lindley. “Estamos muito felizes que tudo isso tenha acabado e que possamos voltar a atender às necessidades dos marginalizados em nossa comunidade sem a distração deste processo”, acrescentou.

O membro do Conselho Municipal de Brookings, Clayton Malmberg, disse em uma reunião na semana passada que foi “infeliz que as coisas tenham chegado tão longe”, mas que o desfecho permite à cidade deixar o episódio para trás: “Tudo isso meio que surgiu de não ser um bom vizinho, na minha opinião, e não trabalhar com sua comunidade para encontrar um caminho a seguir e abordar as necessidades, minimizando os impactos”.

Comunismo: após 20 anos preso na China, pastor obtém libertação

No regime ditatorial chinês a liberdade religiosa é relativa, uma vez que o Estado tem o poder de determinar a prisão daqueles que são considerados dissidentes do governo, como o pastor David Lin, que foi condenado à prisão perpétua em dezembro de 2009.

O líder religioso é natural dos Estados Unidos, mas estava na China realizando um trabalho missionário, cujo objetivo era implantar um centro de treinamento cristão em Pequim no ano de 2006.

Foi durante esse período que o pastor David Lin foi acusado injustamente de “fraude”, o que lhe fez responder perante às autoridades do país. Acusações falsas contra adversários do governo são comuns no comunismo chinês, sendo os líderes cristãos alvos em potencial, já que pregam ideais de liberdade que contrariam a ideologia comunista.

Para Alice Lin, filha do pastor que atualmente está com 68 anos, a prisão do seu pai, apesar de injusta, não deixou de ser usada por Deus como forma de alcançar os presos políticos do regime.

“O que sabemos é que ele estava na China porque tinha esse enorme fardo para os sem-igreja na China. Ele teve a visão de construir uma igreja e um centro de treinamento cristão”, disse ela durante uma entrevista para a rádio Washington Watch, em 2019, segundo o Christian Post.

“Em sua última mensagem para nós como um homem livre, ele nos disse: ‘Não se preocupe, Deus sabe o que está fazendo. É o desejo de Deus que eu esteja aqui. Há muitas pessoas lá dentro que precisam ouvir a Palavra de Deus. Por favor, não se preocupe, mas apenas ore por mim”, contou a filha do religioso.

Liberdade

Quase 20 anos depois, após um encontro do conselheiro de segurança nacional dos EUA, Jake Sullivan, com o ministro das Relações Exteriores da China em Pequim, o pastor David Lin finalmente ganhou a liberdade.

Familiares do religioso, bem como irmãos de fé, acreditam que o governo americano interviu para ajudá-lo, conseguindo negociar a sua libertação. O pastor, agora, está de volta aos Estados Unidos, onde pode reencontrar a sua família.

Ex-Tiazinha conta como a fé lhe ajudou a superar trauma de aborto

O aborto é uma das experiências mais traumáticas que uma mulher pode ter, algo que em muitos casos ocorre de forma espontânea, por questões naturais ligadas à própria gestação. Foi o que aconteceu com Suzana Alves, que fez sucesso décadas atrás com o personagem “Tiazinha”.

Convertida a Jesus Cristo há mais de 20 anos, atualmente ela usa as redes sociais para compartilhar parte das suas experiências, incluindo seu testemunho de fé. Recentemente, por exemplo, ela revelou como conseguiu superar o trauma de um aborto.

De acordo com a ex-Tiazinha, a experiência de perder um filho ainda no útero lhe fez achar que não teria forças para se  “reerguer”. Antes do ocorrido, ela contou que havia sonhado que perderia a criança.

“Quando eu acordei, eu senti mesmo que tinha perdido. Fui na ultrassom, e quando o médico começou a procurar o coraçãozinho do bebê e não escutava, eu caí no choro, por mais que eu soubesse que Deus estava no controle”, contou ela.

“Fiquei um tempão trancada no banheiro. Depois disso, eu não quis fazer a curetagem, eu quis realmente deixar expelir. Tive um parto de onze horas de dor, dormi, e quando eu fui ao banheiro, eu vi o bebezinho. Foi uma das coisas mais terríveis que eu já vivi”, contou Suzana Alves.

Fé em Deus

Na época do aborto espontâneo, Suzana disse que já tinha fé em Deus e, portanto, sabia que o seu filho estava nas mãos do Pai celestial, o que trouxe conforto ao seu coração, pois sabia que um dia irá reencontrá-lo.

“Nesse momento, eu realmente entreguei tudo nas mãos dele. Disse: ‘O Senhor sabe se vou ser mãe ou não’. Ali minha fé começou a ser renovada e comecei a viver grandes experiências com Deus”, revelou a ex-Tiazinha.

De fato,  Deus honrou a fé de Suzana lhe concedendo uma nova gravidez, agora do seu filho Benjamin. “Mesmo nos dias mais sombrios, acreditei que Deus tinha um propósito maior”, disse ela.

Tendo passado pelas dificuldades que passou, Suzana Alvez, agora, lembra aos seguidores e amigos que a perseverança é crucial para uma vida abençoada. . “Nunca perca a esperança. O tempo de Deus é perfeito, e Ele está sempre ao nosso lado, mesmo quando não entendemos o porquê”, conclui. Assista:

Pastor que levou igreja de 2 a 50 fiéis é demitido por sermão firme

O pastor Brett Murphy, que liderava uma congregação da Igreja Livre da Inglaterra, assumiu a igreja onde atuava com apenas dois membros, número que cresceu ao longo do tempo para 50. Mas a liderança da denominação decidiu demiti-lo por conta de pregações “firmes” contra o progressismo.

Conservador, o pastor publicava reflexões no YouTube sempre denunciando os males do progressismo e combatendo a influência do feminismo dentro da igreja. Por exemplo, o pastor Murphy chegou a referir às sacerdotisas progressistas como “bruxas”.

A Igreja Livre da Inglaterra é uma denominação anglicana dissidente da Igreja da Inglaterra, a denominação oficial do país. Apesar da separação, a igreja mantém algumas práticas herdadas da instituição de origem, com a ordenação feminina ao ministério pastoral.

Entretanto, segundo o pastor declarou à imprensa do Reino Unido, suas críticas não eram contra o ministério pastoral feminino em si, mas às práticas feministas militantes dentro da igreja.

A denominação emitiu nota ecoando o pensamento progressista de censura aos discursos mais firmes contra a ideologia: “Seus comentários sobre a liberdade de expressão foram anotados, mas há limites proporcionais a esse direito, principalmente quando se trata de proteger a reputação da igreja”, dizia o texto da Igreja Livre da Inglaterra.

O pastor Murphy criticou a parcialidade da investigação e descreveu os procedimentos como um “tribunal clandestino”, observando que ele foi “demitido por e-mail” após apenas 13 meses à frente da igreja, o que se tornou “traumático” para seus filhos e sua esposa, que está grávida.

Ele entende que está sendo perseguido por Bob Stephen, secretário-geral da Igreja Livre da Inglaterra, já que até a presença de uma caneca da denominação em um de seus vídeos se tornou uma acusação contra ele.

A entidade Christian Legal Centre (CLC), que defende a liberdade religiosa de cristãos no Reino Unido, emitiu nota afirmando que a postura de Stephen contradiz as próprias regras da Igreja Livre da Inglaterra, pois acusações contra ministros devem ser julgadas por um painel composto por clérigos e leigos, o que não ocorreu.

“A marca de uma fé cristã vibrante e apaixonada é a capacidade de um homem de fazer uma igreja crescer. Brett fez isso, e sua comunidade o ama. Removê-lo e sua jovem família da igreja e do lar é cruel”, disse Andrea Williams, diretora do CLC.

Nova igreja

Em decorrência de sua demissão, o pastor Murphy estuda criar uma igreja separada, impulsionada por mais de £140 mil (mais de R$ 1 milhão na cotação atual) em doações online destinadas a financiar uma nova casa. A mudança poderia potencialmente permitir que ele continuasse seu ministério independente, sem ligação com a Igreja Livre da Inglaterra.

Antes de sua demissão, além do crescimento de membros de 2 para 50, novas atividades vinham sendo realizadas, como a criação de um grupo de jovens, aulas de hebraico, estudos bíblicos, aulas de órgão e um coral, tudo sendo estabelecido em menos de um ano, segundo o portal The Christian Post.

“Eles não estavam evidentemente muito felizes com isso. Há um longo histórico do bispo [John Fenwick]… ninguém parece ficar em sua diocese por mais de cinco anos. Eu era possivelmente uma ameaça à sua autoridade, ao seu poder. Ele não gosta de ser questionado. Ele não gosta de muita transparência”, desabafou o pastor, sugerindo que seu superior poderia estar por trás das queixas a seu ministério.

Consumo de pornografia leva à depressão, aponta novo estudo

Um estudo sobre o impacto que o consumo de pornografia de forma rotineira constatou que os jovens que assistem filmes adultos com frequência sofrem com depressão e se sentem mais solitários do que os jovens que não foram fisgados pelo vício nesse tipo de material.

As preocupações sobre a exposição de jovens à pornografia motivou o estudo, realizado pelo Institute for Family Studies em parceria com o YouGov, nos EUA Foram entrevistados 2 mil adultos com menos de 40 anos sobre seu uso de pornografia.

Os resultados desta pesquisa, conduzida em maio e junho, foram divulgados em 12 de setembro. No geral, 11% dos entrevistados que participaram da pesquisa relataram que assistem a conteúdo pornográfico e sexualmente explícito pelo menos uma vez por dia.

Impacto na saúde mental

A pesquisa examinou o impacto do uso regular de pornografia na saúde mental dos entrevistados: 32% dos jovens adultos que assistem pornografia pelo menos uma vez por dia relataram sentir-se “para baixo e deprimidos”, enquanto 36% se descreveram como “solitários”.

O cenário começa a mudar quando o consumo de pornografia diminui: apenas 20% dos jovens adultos que consomem pornografia entre uma ou duas vezes por mês ou no máximo uma ou duas vezes por semana, disseram aos pesquisadores que frequentemente se encontram “deprimidos”. Nessa faixa de consumo, 26% dos entrevistados admitiram que frequentemente se sentem “solitários”.

Uma terceira categoria de entrevistados, aqueles que nunca veem pornografia ou a consomem apenas algumas vezes por ano, têm resultados de saúde mental muito melhores do que seus colegas: apenas 19% dos jovens adultos que raramente ou nunca assistem pornografia se sentiram “deprimidos”, enquanto 20% se sentiram “solitários” às vezes.

“Considerando essas descobertas, abordar os riscos à saúde mental associados ao uso frequente de pornografia, particularmente sua ligação com depressão e solidão, deve ser uma prioridade para profissionais de saúde e formuladores de políticas americanos”, declarou o Institute for Family Studies.

“Em meio à crise de saúde mental em andamento nos Estados Unidos, especialmente entre jovens adultos, é crucial entender e mitigar a natureza viciante da pornografia online”, acrescentou a nota da entidade sobre o estudo.

Outra entidade, chamada National Decency Coalition, trabalha para “apoiar os esforços estaduais para combater a difusão da pornografia online por meio de legislação estadual que exige verificação de idade para impedir que crianças tenham acesso”, e apontou quais estados do país já adotaram as medidas recomendadas: Alabama, Arkansas, Flórida, Geórgia, Idaho, Indiana, Kansas, Kentucky, Louisiana, Mississippi, Montana, Nebraska, Carolina do Norte, Oklahoma, Carolina do Sul, Tennessee, Texas, Utah e Virgínia, de acordo com informações do portal The Christian Post.

Quase 10.000 igrejas foram fechadas em Ruanda pelo governo

A perseguição religiosa aos cristãos, em muitos casos, ocorre de modo sistêmico. Isto é, através de mecanismos burocráticos, como através de restrições administrativas impostas pelo Estado. Este é o caso de Ruanda, um país onde quase 10.000 igrejas foram fechadas em um espaço de meses.

Esse foi o número de igrejas cristãs fechadas desde julho desse ano, segundo dados da Religion News Service. As alegações do governo são o suposto não cumprimento de medidas sancionadas pelo Estado em 2018.

São exigências como o isolamento acústico dos templos, pavimentação do acesso aos locais de culto e apresentação de diploma teológico por parte dos pastores. Os líderes religiosos locais, contudo, questionam a viabilidade dessas medidas devido à realidade local, que é de pobreza em sua maioria.

Muitos líderes de congregações, por exemplo, nas zonas rurais, não têm condições de deixar suas comunidades para obter um estudo formal, o que termina servindo de justificativa para o governo fechar suas igrejas.

“Quase todos os pastores com quem falei estão profundamente preocupados. Um pastor teve seu prédio convertido em mesquita”, disse o Dr. Stephen Isaac, vice-presidente de Assuntos Acadêmicos do Instituto Bíblico Totalmente Equipado.

A organização Portas Abertas também reconhece a perseguição religiosa às igrejas cristãs, em Ruanda, como algo essencialmente estatal.

“A legislação aprovada nos últimos anos sobrecarregou as organizações religiosas com complexidades burocráticas, o que resultou no fechamento em massa de igrejas e criou um ambiente em que os líderes religiosos são examinados com base em suas qualificações educacionais”, diz a organização.

Esforço

Para tentar evitar mais fechamentos de igrejas, o Instituto Bíblico Totalmente Equipado, com sede nos Estados Unidos, tem oferecido a oportunidade dos pastores de Ruanda cursarem teologia à distância, para que assim obtenham o diploma de bacharel.

“Estamos tentando evitar mais fechamentos, mas a situação é crítica”, conclui a Dra. Victoria Isaac, presidente da instituição.

Ação da Associação Billy Graham alcança 20 milhões para Cristo

Levar o evangelho de Jesus Cristo aos perdidos é o maior compromisso da Associação Evangelística Billy Graham (BGEA), uma entidade que tem contribuído para conectar pessoas ao Reino de Deus ao longo dos últimos anos.

Segundo a entidade, por exemplo, pelo menos 20 milhões de vidas foram conquistadas para Jesus desde 2011, através do projeto “Procure por Jesus”, voltado para o público que acessa a internet.

A iniciativa evangelística, basicamente, consiste em oferecer suporte espiritual online, especialmente através do site PeaceWithGod.net.

“O nosso objetivo é fazer com que o maior número possível de pessoas que vêm aos nossos sites e redes sociais se envolvam individualmente com um dos nossos voluntários para ter uma interação pessoal, uma conversa”, disse Mark Appleton, vice-presidente do ministério de Evangelismo na Internet da BGEA.

Rede de apoio

Para que tudo funcione, a Associação Evangelística Billy Graham conta com uma imensa rede de apoio composta por voluntários. São 17 mil pessoas espalhadas em 50 países, incluindo nações onde proclamar a Palavra de Deus é motivo de perseguição.

“Para mim, isso é um dos aspectos mais emocionantes de ver este ministério se desenvolver,”, ressaltou Mark. “Ao longo dos anos, Deus usou-a para se conectar com as pessoas no seu momento de necessidade.”

Além dos 20 milhões de convertidos online, cerca de 3 milhões solicitaram materiais para treinamento de discipulado. A equipe da Associação Evangelística Billy Graham envia por email, oferecendo ainda o acompanhamento necessário para os aprendizes.

Em uma geração marcada pelas atividades virtuais, o projeto “Procure por Jesus” se tornou um exemplo concreto de sucesso evangelístico, mostrando que a Igreja do Senhor não só pode, mas deve usar a tecnologia em seu favor, anunciando as boas novas em todas as plataformas sociais.

Em seu site oficial, por fim, a Associação pede orações pela continuidade do ministério, contando com o apoio espiritual e material das igrejas irmãs.

Pablo Marçal sobre escolas públicas: ‘A gente não quer falar todes’

Em meio às polêmicas da agressão sofrida no debate da TV Cultura, pouco repercutiu uma afirmação do candidato Pablo Marçal (PRTB) sobre suas propostas para a educação caso seja eleito prefeito de São Paulo.

Marçal foi agredido pelo candidato do PSDB, José Luiz Datena, durante o debate na TV Cultura no último domingo, 15 de setembro, após reiterar provocações feitas em outros debates.

Porém, em entrevista ao O Antagonista, Marçal afirmou que vai “banir o comunismo” da educação na rede municipal de escolas públicas, incluindo também materiais que vão contra o senso comum em relação à infância:

“Tudo que tiver pornografia infantil, estímulo à erotização infantil, aborto, tudo que vá contra a tradição do povo brasileiro, contra o vernáculo. A coisa mais linda que a gente tem culturalmente é a língua portuguesa. A gente não quer falar ‘todes’. A gente não quer cantar o hino nacional ‘des filhes deste solo’. Vai c****”, disse, protestando contra o dialeto usado pelos militantes da ideologia de gênero.

O episódio em que uma militante cantou o Hino Nacional no dialeto neutro foi referido por Marçal como um exemplo a ser combatido: “Seus filhos não vão cantar desse jeito, isso não existe, é um desrespeito. Inclusive é uma contravenção. Porque o ‘Boules’ não está respondendo por isso? Eu vim de escola pública, e a gente cantava o Hino Nacional todo dia. Foi só parar de cantar o Hino Nacional que esse inferno desses malucos desses comunistas começaram a cantar ‘des filhes’. O que é ‘des filhes’?”, questionou.

“Vamos colocar livros de empreendedorismo, educação financeira, tecnologia, profissão do futuro, de empresarização [sic]. Acho que não vai ter tempo para essas balelas que não levam a lugar nenhum”, propôs, explicando que as decisões serão tomadas em equipe: “Quem vai fazer isso é o secretário de Educação com equipe técnica. Só que o prefeito vai pegar uma BIC e vai colocar ‘é proibido colocar livro de idiotização’. Nós não vamos romantizar a idiotização na cidade de São Paulo”.

Ao final, o candidato retomou uma proposta feita pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em 2020, que apresentou o PL 4425 propondo a criminalização da apologia ao comunismo: “Tinha que criminalizar no Congresso. Isso nunca prestou em lugar nenhum. Nós, como povo, precisamos amadurecer a ponto de criminalizar como criminalizamos o nazismo, porque o comunismo matou mais gente que o nazismo. Povo vem com essa conversinha fiada, depois vira uma Venezuela que [o ditador] perde uma eleição e não sai nunca mais”, finalizou Pablo Marçal.

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Trauma vencido: palestrante abusada na infância testemunha cura

Uma palestrante chamada Erin Brewer começou a se identificar como um menino depois de ter sido abusada sexualmente aos 6 anos de idade, o que levou a sentimentos de auto aversão. Já adulta, o envolvimento com pornografia foi outro problema enfrentado antes que ela encontrasse cura para o trauma no amor de Deus.

Erin passou a usar roupas usadas de seu irmão e cortou o cabelo curto depois de ter sido abusada, porque o trauma a levou a acreditar que, se fosse um menino, nunca teria sofrido a agressão sexual.

A dissociação de Erin em relação a seu próprio corpo frequentemente se manifestava em um forte sentimento de raiva, e ela fazia coisas como bater na cabeça com uma escova quando se via no espelho.

Um professor encaminhou a menina para um psicólogo escolar, que encorajou sua mãe a retratar a feminilidade de forma positiva e expor sua filha a modelos femininos fortes. O psicólogo escolar também recomendou que Erin se juntasse a um grupo para crianças que lutavam com a comunicação, e essas intervenções ajudaram a colocar a menina no caminho para se reconciliar com sua identidade como mulher.

A menina lutou contra o fato de não querer ser mulher durante a maior parte da adolescência. Mas a orientação que recebeu, combinada com a menstruação, um desenvolvimento biológico que é distintamente feminino, a ajudou a parar de negar seu sexo: “Foi gradual, mas cansei de lutar contra a realidade”, disse ela.

Erin é grata à professora que reconheceu que algo estava errado e a encaminhou ao psicólogo da escola, temendo que, se ela fosse uma criança lutando com sua identidade de gênero hoje em dia, a escola teria encorajado esses sentimentos:

“Meu coração se parte pelas meninas que não estão recebendo a ajuda de que precisam e, em vez disso, estão sendo informadas de que nasceram no corpo errado. Especialmente porque muitas dessas crianças sofreram abuso sexual e, em vez de receber a ajuda de que precisam para processar o que aconteceu com elas, esse abuso sexual é deixado de lado, e é quase como se elas estivessem sendo atacadas novamente toda vez que sua confusão de gênero é reforçada”, declarou ela em uma entrevista.

Posicionamento

Erin Brewer é agora uma palestrante que se posiciona contra permitir que crianças que sofrem de disforia de gênero façam a transição social ou passem por procedimentos de mutilação corporal.

Há cinco anos atrás, ela publicou um vídeo reprovando o uso de apêndices que meninas que se identificam como meninos costumam comprar para usar nas calças para que tenham uma aparência masculina: “Os packers nem são tão ruins quanto parece. Existem bloqueadores de puberdade e hormônios cruzados que minam a fertilidade e a sexualidade de uma criança pelo resto de suas vidas, colocando-as em um caminho de autodestruição”.

Embora Erin nunca tenha usado drogas ou passado por uma cirurgia de mudança de sexo quando lutou com sua identidade, em determinado momento ela pediu aos professores que a chamassem de “Timothy”.

Hoje, a palestrante admite ter medo de imaginar como seria sua vida se seu desejo de se identificar como um menino tivesse ido mais longe. Agora mãe de três filhos, ela está profundamente ciente de que talvez nunca tivesse dado à luz se tivesse seguido esse caminho.

Tropeços

Estar bem consigo mesma quanto ao trauma com sua identidade de gênero não era o fim dos tumultos na vida de Erin. Aos 40 anos, passou a se envolver com pornografia por se sentir insegura e necessitada de atenção masculina.

Receber pedidos de homens para satisfazer fetiches era algo que a fazia se sentir querida em uma fase difícil da vida, com dificuldades de autoconfiança e recolocação no mercado de trabalho. Uma terapeuta com quem ela falou até a encorajou a continuar fazendo pornografia, comparando-a a uma assistente social por estar “prestando um serviço” para homens que precisavam.

“Eu sou uma mulher meio excêntrica, e acho que a pornografia preencheu essa lacuna de necessidade de atenção masculina. De repente, todos esses homens me disseram que eu era atraente e bonita; eles achavam que eu era uma princesa e queriam se casar comigo. Eu nunca tinha experimentado nada parecido antes, e era como uma droga”, relembrou.

Erin Brewer fez pornografia até setembro de 2019, quando teve a oportunidade de palestrar no Eagle Forum, um grupo conservador fundado pela falecida ativista Phyllis Schlafly em 1972.

Acolhimento

Ela disse que nunca teve a sensação de que fazer pornografia fosse errado até aquele momento: “Estando perto das mulheres no Eagle Forum, de repente tive uma sensação de Deus que nunca tive em toda a minha vida. Sempre fui meio ateia e agnóstica, mas só de estar perto daquelas mulheres, que eram tão ancoradas no amor, foi a primeira vez que realmente me senti amada incondicionalmente pelas pessoas”.

Após revelar aos presentes no Eagle Forum que ela havia feito pornografia, Erin se preparou para receber desprezo, mas ao invés disso, a organização expressou preocupação com seu bem-estar.

Membros da organização a alertaram que pornografia era perigosa, e ela eventualmente deixou de produzir tais conteúdos: “Acho que é um amor incondicional que Deus tem por nós que eu nunca havia sentido antes”, disse Erin.

A essa altura, ela tinha mais de 400 vídeos na plataforma Pornhub, e receber o acolhimento da comunidade cristã que havia se ocupado de discipula-la a levou a deletar todos os vídeos.

Agora, após se render a Cristo, Erin Brewer aconselha pais e autoridades escolares a pararem de permitir que as crianças acreditem que são do sexo oposto à sua biologia: “O tratamento deve ajudá-los a administrar e resolver esses sentimentos para que possam se sentir confortáveis com quem são sem se machucar”, finalizou o relato ao The Christian Post.

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‘Ouvi uma voz’: cego descreve livramento no World Trade Center

Um escritor cristão que é cego está compartilhando seu testemunho de livramento de morte no World Trade Center nos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 em Nova York.

Há mais de 20 anos a história de sobrevivência do autor Michael Hingson inspira pessoas ao redor do mundo. Cego, ele escapou do World Trade Center com seu cão-guia Roselle. Ele trabalhava na Torre I, no 78º andar, e conseguiu descer as escadas até o andar térreo e escapar dos prédios antes que eles desabassem.

Em seu novo livro, “Viva como um cão-guia”, ele fala sobre superar adversidades e seguir em frente com fé: “Aprendi que o medo é algo que posso usar como uma ferramenta muito poderosa”, disse ele.

De acordo com a emissora Christian Broadcasting Network (CBN News), o autor foi treinado sobre o que fazer em caso de emergência, e no dia do atentado, ele sabia como se deslocar pelo prédio e até ajudou pessoas a encontrarem as saídas de emergência.

“Aprendi a viajar pelo World Trade Center. Aprendi onde ficavam os restaurantes… Eu precisava saber o que fazer em caso de emergência. Eu precisava saber todas as saídas de emergência”, relembrou o escritor.

Quando Hingson conta seu testemunho, muitas pessoas questionam o motivo de ele ter estudado tanto as dependências do prédio já que ele tinha um cão-guia, ele sempre explica que os cães não lideram o deslocamento do dono, mas recebem dicas e a partir daí, ajudam na caminhada. Por isso era importante conhecer as dependências do edifício.

Quando o ataque terrorista aconteceu e um avião atingiu a Torre I, Hingson disse que o dano foi acima do 78º andar e que ele e outros não tinham ideia do que estava acontecendo acima deles. Naqueles momentos, porém, conhecer o prédio o ajudou a navegar em direção à escada:

“Enquanto descíamos as escadas, havia muitas pessoas ao nosso redor e ninguém sabia o que aconteceu porque aconteceu do outro lado do prédio e acima de nós. Então, não tínhamos a mínima ideia”, contou.

Um amigo de Hingson, David, viu fumaça e fogo acima deles e destroços caindo do lado de fora da janela, então os alertou para deixar o local porque havia algo errado: “Comecei a sentir um odor e levei um tempo para perceber que o que eu estava sentindo eram os vapores da queima de combustível de jato”.

Hingson levou uma hora para descer as escadas, com Roselle acompanhando-o durante toda a provação. Uma vez lá fora, ele teve que se mover rapidamente em meio a temores de que os prédios desabassem: “Eu pensei: ‘Deus, não acredito que você nos tirou de um prédio só para ele cair em cima de nós’”, disse, descrevendo sua oração angustiada.

“Eu ouvi na minha cabeça tão claramente quanto você me ouve agora uma voz que dizia: ‘Não se preocupe com o que você não pode controlar. Concentre-se em correr com Roselle e o resto se resolverá’. Foi Deus falando comigo? Absolutamente, foi. Não tenho dúvidas sobre isso, mas a questão é: eu escutei”, finalizou.

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