Conflito: Congresso Diante do Trono 2025 não será na Lagoinha

Considerado um evento tradicional para os membros da Igreja Batista da Lagoinha, o Congresso Diante do Trono 2025 não será realizado na sede da denominação, em Belo Horizonte. O comunicado foi feito pelo pastor Gustavo Bessa, esposo de Ana Paula Valadão, através das redes sociais.

Bessa lidera ao lado de Ana a Diante do Trono Church em Miami, Estados Unidos. O seu comunicado foi em resposta a uma pergunta feita no Instagram. “Pastor, como ficará a questão dos congressos DT? Continuará na matriz? Não terá o da Páscoa?”, diz a pergunta.

“Esse ano de 2025 nós não faremos o congresso do DT Páscoa na Lagoinha matriz”, respondeu o pastor. “E… e de fato, não sei quando realizaremos um evento como DT na Lagoinha matriz”.

A resposta do esposo de Ana Paula Valadão é reflexo do conflito familiar envolvendo o pastor André Valadão, líder global da Lagoinha, e o seu cunhado Felipe Valadão, líder da igreja Novos Começos, anteriormente chamada de Lagoinha Niterói.

André processou Felipe pelo uso do nome “Lagoinha” na igreja liderada por ele e Mariana Valadão, irmã do pastor. Segundo informações da imprensa, a motivação foi o uso indevido da marca, supostamente, após a congregação de Niterói não seguir as orientações da liderança global.

Áudios

Nas redes sociais, áudios atribuídos ao pastor Felipe Valadão mostram que ele estaria reivindicando independência com relação à Lagoinha, o que sugere que essa pode ter sido a motivação de André ao proibir o uso do mesmo nome da denominação.

“Niterói, Rio sempre foi independente, nós nunca demos taxa pra nada, nós nunca nos submetemos a nada. Nossa logo é diferente, nossa plataforma de liderança é diferente”, diz o áudio atribuído a Felipe.

Em outro trecho da gravação, Felipe teria dito o seguinte: “Eu não sou funcionário do André, eu não sou funcionário nem do pai dele”.

Em resposta ao pastor Bessa, seguidores lamentaram o conflito envolvendo a família Valadão. “Poxa que pena…muito triste… ali marcou tanto a igreja, quanto o próprio Diante do Trono…devemos continuar orando para que quebre essa divisão”, comentou uma seguidora. Assista:

‘Acabei de ver Jesus’: livro celebra 45 anos do filme ‘JESUS’

O icônico filme JESUS, lançado em 1979, acaba de ser relembrado pelo ministério Jesus Film Project com o lançamento de edição atualizada do livro Acabei de ver Jesus (I Just Saw Jesus), escrito por Paul Eshleman, fundador do projeto.

O relançamento inclui um prefácio de Jenn Huff, filha de Eshleman, e apresenta uma nova arte de capa. Publicado originalmente em 1985, o livro narra a jornada de Eshleman na criação do filme JESUS, considerado a produção cinematográfica mais traduzida e assistida da história, com versões em mais de 2.100 idiomas.

Desde seu lançamento em 1979, o filme tem sido um recurso evangelístico crucial para alcançar milhões de pessoas em diversas partes do mundo.

Prefácio e legado

Jenn Huff, no prefácio da nova edição, destaca a dedicação de seu pai e a precisão do filme: “O filme JESUS, meticulosamente elaborado para retratar a vida de Jesus com precisão sem precedentes, permaneceu como um farol de atenção aos detalhes. Nos bastidores, a narrativa igualmente meticulosa de meu pai refletiu a atenção que foi dada a todos os aspectos da criação do filme”.

Ela também reforça o impacto transformador do livro: “Acabei de ver Jesus não é apenas um livro; é um testemunho da mudança milagrosa que Cristo faz na vida das pessoas”.

Impacto global

O trabalho do cineasta e escritor Paul Eshleman foi movido pela missão de levar o Evangelho a regiões remotas. A nova edição inclui relatos de voluntários, missionários e pastores que enfrentaram desafios extremos para exibir o filme em aldeias isoladas.

Essas equipes usaram geradores e projetores em áreas de difícil acesso, enfrentaram líderes locais, superaram doenças e ameaças, sempre com o propósito de compartilhar a mensagem de Cristo em línguas nativas.

A obra homenageia o legado de Eshleman e reafirma o compromisso do Jesus Film Project em adaptar-se às novas gerações, utilizando tecnologias modernas para manter a mensagem do Evangelho acessível em um mundo em constante transformação.

O novo filme

O Jesus Film Project busca compartilhar a mensagem de Jesus em todo o mundo, promovendo o acesso ao Evangelho independentemente de barreiras linguísticas ou geográficas. Seus filmes estão disponíveis em mais de dois mil idiomas, focando especialmente em regiões de difícil acesso.

O ministério também investe em inovações tecnológicas para alcançar novas audiências, como por exemplo, o novo filme JESUS, em animação, que reimagina a produção original de 1979, mantendo diálogos baseados nos Evangelhos.

Voltado para famílias e novas gerações, o filme será lançado em mais de 2.000 idiomas, ampliando o alcance global do projeto. Por meio de parcerias com ministérios e décadas de tradução bíblica, o filme continua a romper barreiras culturais e linguísticas, reafirmando o compromisso do Jesus Film Project em levar a história de Jesus a todos, em todos os lugares.

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Michelle usa lição bíblica para condenar juízes desonestos

A ex-primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, fez uma publicação refletindo sobre o atual momento do país. Para isso, a presidente nacional do setor feminino do Partido Liberal (PL) utilizou uma lição bíblica, precisamente sobre Susana, personagem incluída no livro de Daniel pela Igreja Católica.

Apesar de não ser reconhecida como parte das Escrituras pelos protestantes (a história de Susana é contada no capítulo 13 do livro de Daniel, existente apenas nas versões bíblicas católicas), a lição sobre a personagem pode ser compreendida por seu valor literário.

Neste sentido, Michelle trouxe à tona essa história, que narra como Susana foi vítima de dois juízes desonestos, pois levantaram falsas acusações contra ela, fazendo uso da grande reputação que tinham diante da sociedade para acusá-la injustamente de algo que não havia feito.

“O desvio de caráter daqueles juízes, usando abusivamente de seus poderes, levou-os a construir uma narrativa em cima de uma mentira”, pontuou Michelle. “Até o povo foi conduzido a acreditar na versão dos juízes. Como consequência, uma mulher inocente e justa teve sua reputação destruída e foi condenada à morte.”

Felizmente, Susana não morreu devido à intervenção de uma pessoa justa. Para a ex-primeira-dama do Brasil, sua história demonstra o quanto a injustiça pode parecer prevalecer em dados momentos, mas tendo como sempre o seu destino final a derrota.

“Sendo assim, quero destacar que Deus sempre age na vida dos inocentes e, ao Seu modo e no Seu tempo, de alguma forma, virá em socorro dessas pessoas”, diz Michelle Bolsonaro em seu artigo publicado no Pleno News.

Narrativas

Para a ex-primeira-dama, o Brasil vive um momento semelhante à história de Susana, onde “narrativas” foram criadas contra pessoas inocentes. “O povo também foi enganado pelos juízes desonestos, mas só por um curto período”, avalia a ex-primeira-dama.

“Eu não sei o que acontecerá no futuro do nosso país com tantas pessoas sendo prejudicadas por narrativas mentirosas e cuidadosamente preparadas. Só sei que a justiça divina pode até tardar, mas não falhará”, conclui Michelle.

'Deus faz milagres': mulher passou 15 minutos em parada cardíaca

O testemunho de uma mulher chamada Angie é de tirar o fôlego, literalmente! Isso, porque, ela se tornou mais uma pessoa que pode afirmar ter sido alvo dos milagres de Deus, após sofrer uma parada cardíaca e ficar sem batimentos por até 15 minutos.

A história de Angie foi compartilhada por ela e seu marido com a CBN News, onde contaram que o episódio começou com ela sentindo fortes dores em seu estômago, mesmo já tendo sido medicada.

“Nós pensamos que simplesmente pararia de doer”, disse o marido dela, Bill, lembrando de quando a família estava reunida em 14 de dezembro de 2017, restando poucos dias para celebrar o Natal.

A dor no estômago de Angie, no entanto, não parou, e eles passaram a acreditar que ela estava sofrendo algum tipo de reação aos medicamentos que já havia tomado.

“Sabe, ela simplesmente ficou muito doente de repente. Naquela hora, meu filho mais novo pulou, correu e a colocou no carro. Não chegamos a um quarteirão de distância e ela começou a ter convulsões e espumar pela boca”, disse Bill.

Já na ambulância a caminho do hospital, Angie sofreu várias paradas cardíacas, e seus parentes não faziam ideia naquele momento que os milagres de Deus lhe alcançariam, pois achavam que ela estava morrendo.

Intercessão

A oração pela vida de Angie teve início com o enfermeiro que estava lhe socorrendo naquele momento. Ele sabia que Deus é o Deus de milagres, por isso pediu ajuda ao  Senhor para trazê-la de volta.

“Enquanto fazíamos as massagens [cardíacas], parávamos, e ela começava a ter convulsões. Ao mesmo tempo que eu pressionava, eu falava com Deus: ‘Senhor, por favor, venha. Que seu poder se mova através de mim agora mesmo. Me ajude a trazê-la de volta’”, lembra o profissional.

Apesar dos esforços iniciais, Angie entrou em parada cardíaca por um longo tempo, ficando 15 minutos sem batimentos do coração. Nesse momento, Bill se ajoelhou e clamou a Deus pela vida da esposa.

“Eu estava implorando por ela: ‘Senhor, por favor, nossa família precisa dela’. Então, eu senti que ela ficaria bem”, disse o marido. Após isso, Angie voltou com os batimentos e foi mantida em coma induzido.

Os médicos haviam dito para Bill que a sua esposa, se sobrevivesse, ficaria com sequelas, mas para a surpresa de todos, Angie acordou seis dias depois e mostrou que estava plenamente consciente e com os seus movimentos.

Os médicos ficaram admirados com a recuperação inexplicável da paciente. Para ela, contudo, os milagres de Deus foram mais uma vez provados através da sua própria vida.

“Agradeço ao Senhor por me dar uma segunda chance. Quando você fica sem um batimento cardíaco por tanto tempo, há milhares de coisas ruins que podem acontecer. E elas não aconteceram comigo. E eu só quero dar glória a Deus”, disse ela.

Angie concluiu transmitindo um importante recado para quem enfrenta situações difíceis. “Quero que as pessoas saibam que na sua pior situação, no pior cenário de todos, você pode orar. Foi isso que me salvou. Obrigada, Jesus. O Senhor está fazendo milagres”, disse ela.

Marcha para Jesus é condenada a pagar direitos autorais

A Justiça de São Paulo condenou a Igreja Renascer em Cristo e a Prefeitura de São Paulo ao pagamento de aproximadamente R$ 213 mil pelos direitos autorais de músicas tocadas na Marcha para Jesus.

O valor deverá ser pago ao Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), referente a direitos autorais de músicas executadas durante as edições de 2022 e 2023 da Marcha para Jesus.

O evento, realizado anualmente desde 1996, integra o calendário oficial da cidade e é promovido pela Igreja Renascer. A decisão foi proferida pela juíza Liliane Hioki, que considerou procedente a cobrança do Ecad.

A Renascer, fundada na década de 1980 pelo apóstolo Estevam Hernandes, argumentou que as músicas utilizadas são de domínio público e, por isso, estariam isentas do pagamento de direitos autorais.

Além disso, a igreja destacou que o evento é religioso e sem fins lucrativos, sem cobrança de ingressos ou outras formas de remuneração. Também afirmou que a responsabilidade pelo pagamento seria da prefeitura, uma vez que os artistas foram contratados pelo município.

Por sua vez, a Prefeitura de São Paulo contestou a ação, alegando que o processo aberto pelo Ecad apresenta falhas, como a ausência de especificação das obras musicais executadas.

Em sua defesa, o município questionou como poderia verificar se as músicas são isentas de cobrança sem a identificação precisa: “Se a autora não indica qualquer obra que tenha sido executada em suposto desrespeito a direitos autorais, como poderá o Município verificar se não se trata de músicas que são isentas de cobrança?”, argumentou.

Apesar das justificativas apresentadas pela igreja e pela prefeitura, a Justiça manteve a condenação, determinando o pagamento ao Ecad, de acordo com informações da revista Oeste.

‘Calvinismo é coisa de demônio’? Nicodemus refuta mitos

Uma dicotomia existente no meio evangélico envolvendo linhas teológicas frequentemente coloca irmãos na fé em pé de guerra, por isso o reverendo Augustus Nicodemus refutou a acusação de que o calvinismo seria uma doutrina do demônio.

Há duas linhas predominantes de interpretação sistemática das Escrituras no meio evangélico: o arminianismo, adotado pelas igrejas pentecostais e neopentecostais, e o calvinismo, adotado pelas igrejas que adotam a chamada “teologia reformada”, como a Igreja Presbiteriana e setores das Igrejas Batistas, dentre outras independentes.

O reverendo Augustus Nicodemus, pastor auxiliar na Esperança Bible Presbyterian Church, em Orlando, na Flórida (EUA), fez uma publicação no Instagram para explicar a origem da acusação de que o “calvinismo é coisa de demônio”.

“A acusação de que ‘o calvinismo é coisa de demônio’ é um mal-entendido comum e infundado, que não resiste a uma análise teológica cuidadosa. O calvinismo, fundamentado nas doutrinas elaboradas por João Calvino, enfatiza a soberania de Deus, a depravação total do homem e a graça irresistível, conceitos profundamente enraizados nas Escrituras”, introduziu o pastor.

De acordo com Nicodemus, “essa acusação surge de uma incompreensão ou distorção das doutrinas calvinistas, especialmente no que diz respeito à predestinação”, uma vez que o arminianismo rejeita a compreensão de que os salvos foram escolhidos por Deus desde antes da fundação do mundo.

“Aqueles que criticam o calvinismo dessa forma frequentemente desconhecem os fundamentos bíblicos e teológicos que o sustentam. Além disso, é importante ressaltar que ser calvinista não implica ser rude, intransigente ou arrogante, comportamentos contrários aos princípios do próprio calvinismo”, ponderou.

Outro ponto frequentemente criticado envolve questões ligadas ao que comumente é tratado como “profecia” nos tempos atuais: “João Calvino, assim como outros reformadores, estava ciente da existência de espíritos mentirosos e do constante esforço de Satanás para enganar as pessoas. Ele advertia contra ‘novas revelações’ que não provinham do Espírito Santo, mas de espíritos enganadores”, argumentou.

“Assim, o calvinismo sempre promoveu um retorno às Escrituras como a única fonte de verdade divina, rejeitando qualquer ensino que se desviasse dessa base”, finalizou Nicodemus.

Malafaia promete “arregaçar” calvinismo em sermão, mas termina criticado até por arminianos

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Professora demitida por negar ideologia de gênero será indenizada

O Distrito Escolar Local de Jackson, em Ohio, concordou em pagar US$ 450 mil em um acordo com a ex-professora Vivian Geraghty. A medida foi tomada após uma decisão judicial que reconheceu a violação dos direitos garantidos pela Primeira Emenda dos Estados Unidos, relacionados à liberdade de expressão e ao exercício da religião.

Vivian Geraghty, professora de inglês da Jackson Memorial Middle School, renunciou ao cargo no início do ano letivo de 2022-2023 após se recusar a utilizar os nomes e pronomes preferidos de alunos que se identificavam como transgêneros.

A professora cristã afirmou que tal exigência violava suas crenças religiosas, baseadas em sua fé pentecostal, que reconhece apenas dois sexos biológicos.

Antes de sua renúncia, a professora discutiu o assunto com o diretor da escola e representantes do distrito escolar. Após recusar uma oferta para se referir aos alunos apenas pelos nomes escolhidos, sem usar pronomes autodeclarados, Vivian foi informada de que sua postura seria considerada insubordinação.

Ação judicial e acordo

A professora recorreu ao sindicato dos professores, que indicou que ela poderia rescindir sua renúncia caso aceitasse as exigências do distrito. No entanto, ela manteve sua posição.

Posteriormente, a professora entrou com uma ação, alegando que o distrito havia infringido sua liberdade de expressão e o direito de praticar sua religião.

Em agosto de 2023, a juíza federal Pamela Barker, do Distrito Norte de Ohio, determinou que o distrito escolar violou os direitos da Primeira Emenda de Vivian, resultando em retaliação contra sua liberdade de expressão.

O acordo, anunciado em dezembro, inclui o pagamento de US$ 450.000 para cobrir honorários advocatícios e danos, segundo o The Christian Post.

Logan Spena, consultor jurídico da Alliance Defending Freedom (ADF), que representou Vivian, destacou: “Nenhum funcionário da escola pode forçar uma professora a deixar suas crenças religiosas de lado para manter seu emprego”.

Spena afirmou que o caso representa um exemplo de abuso de poder por parte do distrito escolar, reforçando que a Primeira Emenda da Constituição dos EUA protege indivíduos contra imposições que contradigam suas convicções religiosas e morais.

O caso de Vivian Geraghty não é isolado. Em 2018, Peter Vlaming, professor da Virgínia, foi demitido pelas Escolas Públicas de West Point sob circunstâncias semelhantes. Este ano, Vlaming também chegou a um acordo com o distrito escolar, recebendo US$ 575 mil em danos e honorários advocatícios, além da remoção da demissão de seu registro.

Cristã absolvida de acusações de blasfêmia após batalha judicial

Rhoda Jatau, uma cristã mãe de cinco filhos, foi totalmente absolvida das acusações de blasfêmia na Nigéria após um processo judicial que se estendeu por dois anos e meio. A decisão foi anunciada na última quinta-feira pelo grupo de defesa jurídica ADF International, que apoiou seu caso.

Rhoda foi detida em maio de 2022, sob acusações baseadas nas seções 114 (perturbação pública) e 210 (insulto religioso) do Código Penal do Estado de Bauchi. Caso fosse condenada, poderia enfrentar uma pena de até cinco anos de prisão.

A acusação surgiu após ela compartilhar um vídeo no WhatsApp condenando o linchamento de Deborah Emmanuel Yakubu, estudante universitária cristã assassinada e incendiada por colegas de classe devido à sua fé.

Durante 19 meses de prisão, Jatau enfrentou repetidas recusas de fiança e foi mantida incomunicável, com acesso restrito a familiares e advogados. Seus defensores destacaram que a promotoria não apresentou provas consistentes que sustentassem as acusações.

Decisão judicial

A absolvição foi proferida por um juiz do Tribunal Estadual de Bauchi, e o advogado Sean Nelson, consultor jurídico da ADF International, declarou: “Ninguém deve ser punido por expressão pacífica, e somos gratos que Rhoda Jatau tenha sido totalmente absolvida”.

Nelson enfatizou que Jatau “nunca deveria ter sido presa em primeiro lugar” e que o caso evidencia as falhas das leis de blasfêmia nigerianas.

O advogado nigeriano responsável pelo caso também celebrou a decisão, afirmando: “Após um calvário de dois anos e meio, incluindo 19 longos meses de prisão, estamos felizes que Rhoda finalmente foi absolvida de qualquer delito”.

A absolvição ocorre em meio a pressões internacionais contra as leis de blasfêmia na Nigéria, frequentemente usadas para atingir cristãos. Em outubro de 2023, especialistas das Nações Unidas enviaram uma carta ao governo nigeriano destacando que essas leis violam padrões internacionais de direitos humanos.

Organizações de defesa apontam que as tensões entre cristãos e muçulmanos no país, de 200 milhões de habitantes, são exacerbadas por essas legislações.

A ADF International está atualmente apoiando a defesa de Yahaya Sharif-Aminu, músico sufi condenado à morte por enforcamento por supostas blasfêmias em letras de músicas compartilhadas no WhatsApp.

Preso há mais de quatro anos, Yahaya aguarda uma decisão da Suprema Corte da Nigéria, de acordo com informações do portal The Christian Post.

Pastor demitido após acusações de abusos; Igreja foi dissolvida

A Igreja do Meu Evangelho, localizada em Paris, anunciou a demissão de seu pastor Matthieu Koumarianos em uma assembleia realizada em 6 de dezembro, após acusações de abuso sexual e abuso de poder.

A decisão foi divulgada pela rede de igrejas Perspectives, à qual a congregação pertencia. Segundo a Perspectives, o pastor foi acusado de “grave má conduta moral”, incluindo manipulação, controle, abuso de fraqueza e múltiplos casos de natureza sexual, supostamente ocorridos ao longo de 10 anos.

A rede orientou que outras igrejas cortassem quaisquer laços ministeriais com o ex-pastor Matthieu Koumarianos.

Dissolução da Igreja

Uma semana após a demissão, os membros da Igreja do Meu Evangelho decidiram renunciar e dissolver a entidade. O site e perfis da igreja nas redes sociais foram desativados, segundo apuração da Evangelical Focus, apesar de um canal no YouTube continuar ativo.

O Conselho Nacional de Evangélicos da França, do qual a igreja era parte, emitiu comunicado sobre o caso. A entidade – que representa 2.500 igrejas evangélicas no país, cerca de 70% do total – manifestou apoio às vítimas e reforçou seu compromisso com o combate aos abusos sexuais nas igrejas evangélicas protestantes.

O CNEF encorajou as vítimas a reportarem os fatos ao serviço Stop Abus, à polícia ou à plataforma estatal Miviludes, que atua contra abusos sectários.

‘Stop Abus’

Lançado em 2022, o Stop Abus é um projeto nacional promovido pelo CNEF para prevenir e lidar com casos de abuso. O serviço permite denúncias anônimas e oferece suporte psicológico e jurídico.

Em 2023, o programa registrou 38 denúncias de vítimas ou testemunhas, além de encaminhar outros casos para organizações especializadas.

Coordenado por Myriam Letzel, psicanalista e conselheira familiar, o serviço organiza atendimentos presenciais com voluntários especializados. A coordenadora explicou em entrevista à revista Réforme que as vítimas podem optar por contato por e-mail ou telefone, seguido de encontros regionais para suporte.

O CNEF também promove oficinas e treinamentos para prevenir abusos nas igrejas. Um guia de 44 páginas sobre o tema está disponível no site da organização, e webinars reúnem líderes e membros de diferentes entidades evangélicas para abordar medidas de proteção, especialmente em relação à violência contra crianças.

Iniciativas similares têm sido implementadas em outros países europeus por federações protestantes e alianças evangélicas, como parte de um esforço contínuo para combater abusos em ambientes eclesiásticos.

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Sonaira alerta para danos ‘permanentes’ em adolescentes trans

A vereadora Sonaira Fernandes (PL-SP) se manifestou contra a recente portaria publicada pelo Ministério da Saúde no governo Lula que reduz a idade mínima para o início de tratamentos hormonais destinados a jovens e crianças trans.

A medida que autoriza o uso de bloqueadores hormonais a partir de 12 anos e hormonioterapia cruzada a partir de 16 anos, ampliando as políticas de ideologia de gênero no Brasil, tem gerado intensas críticas e reações entre parlamentares e especialistas.

Sonaira Fernandes, evangélica reeleita para mais um mandato na Câmara Municipal de São Paulo, manifestou sua posição contrária no X (antigo Twitter): “Agora, um adolescente de 16 anos, que não pode nem dirigir, poderá usar hormônios e fazer procedimentos cirúrgicos cujas consequências são permanentes”, escreveu.

Sua crítica se soma à feita pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), também evangélico, que anunciou que apresentará um pedido formal ao Ministério da Saúde solicitando a fundamentação científica da medida.

“Vou protocolar um pedido de informações exigindo as bases científicas dessa decisão para comprovar quem são os verdadeiros negacionistas”, declarou.

Nikolas já havia se posicionado contra questões similares anteriormente, incluindo uma emenda parlamentar da deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) que destinava R$ 120 mil à ONG Minha Criança Trans, ação que foi encerrada pela Advocacia-Geral da União (AGU).

Outra voz de oposição é a jurista e vereadora eleita de São Paulo, Janaina Paschoal (Republicanos-SP), que chamou atenção para os riscos futuros associados aos procedimentos: “Extrair os seios de uma mocinha de 18 anos, que pode vir a desejar ser mãe e amamentar, é mutilação”, afirmou, acrescentando que esses procedimentos podem ser definidos como crime contra a humanidade no futuro.

Brasil na contramão

A decisão brasileira segue na contramão de medidas adotadas recentemente por países como o Reino Unido, Suécia, Argentina e diversos estados dos Estados Unidos, que têm restringido o uso de bloqueadores de puberdade e hormonioterapia cruzada em jovens e crianças trans.

Em março de 2023, o Reino Unido anunciou a suspensão de tratamentos hormonais para menores de idade devido à falta de evidências conclusivas sobre a segurança dessas intervenções.

Na Suécia, autoridades seguiram uma linha semelhante, reforçando as incertezas científicas que cercam o tema.

Na Argentina, o presidente Javier Milei revogou políticas anteriores relacionadas a tratamentos para jovens trans, reforçando sua oposição às medidas promovidas por governos anteriores.