Vitória da vida: clínica que fez quase 20 mil abortos é destruída

O estado do Kentucky, nos Estados Unidos, testemunhou recentemente a destruição física daquela que foi sua derradeira unidade de práticas de aborto na região. O prédio que abrigou o EMW Women’s Surgical Center, situado no centro de Louisville, veio abaixo por ação de máquinas demolidoras, selando de forma concreta o encerramento de um capítulo que se estendeu por mais de quatro décadas.

De acordo com informações divulgadas pelo periódico Kentucky Today, o estabelecimento médico funcionou ininterruptamente desde o ano de 1981 naquela localização. Suas atividades, contudo, foram integralmente cessadas em 2022, quando o Kentucky promulgou a proibição do aborto em seu território — medida que se tornou juridicamente viável a partir da histórica decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou a jurisprudência pró-aborto que vigorava em âmbito nacional.

Naquele mesmo ano, a filial da organização Planned Parenthood que operava na cidade de Louisville também encerrou definitivamente suas portas.

A área onde se erguia a estrutura do EMW foi completamente desobstruída para ceder espaço a um ambicioso empreendimento hoteleiro de 27 pavimentos. Enquanto as obras de construção propriamente ditas não têm início, o terreno será temporariamente aproveitado como área de estacionamento.

A clínica foi originalmente fundada por um quarteto de médicos — dentre os quais figuravam professores do renomado departamento de obstetrícia e ginecologia da Universidade de Louisville — e especializava-se na realização de abortos em fetos cuja idade gestacional variava entre 6 e 21 semanas, empregando tanto métodos farmacológicos quanto intervenções cirúrgicas.

Estatísticas compiladas pelo Gabinete de Saúde e Serviços à Família do estado (CHFS, na sigla em inglês) revelam que, no intervalo entre 2017 — ano em que o governo local passou a contabilizar oficialmente os procedimentos — e 2022, o EMW Women’s Surgical Center foi responsável por 19.640 interrupções de gravidez.

Esse número alarmante equivale a aproximadamente 92% do total de abortos oficialmente registrados em toda a extensão do território do Kentucky nesse interstício. Já o somatório de vidas interrompidas desde a inauguração da clínica, em 1981, até o início do monitoramento estatal, em 2017, permanece como uma cifra desconhecida e não documentada.

Defesa da vida

Matthew Harper, diretor da missão em defesa da vida intitulada Speak For the Unborn (Fale Pelos Não Nascidos) — organização que atuou ativamente nas imediações da EMW encorajando mulheres a reconsiderarem a decisão pelo aborto e a optarem pela preservação da vida — manifestou seu júbilo diante da demolição da última clínica abortista do Kentucky.

“O desmoronar da estrutura física da unidade de abortos EMW representa a materialização de décadas de orações perseverantes e se constitui como um monumento à fidelidade inabalável de Deus”, declarou Harper em entrevista ao veículo Kentucky Today.

“Meu coração se enche de contentamento por ter tido o privilégio de testemunhar esse acontecimento com meus próprios olhos. Agora, o verdadeiro labor está apenas principiando. Os cristãos têm, há muitos anos, oferecido esperança e assistência concreta. Porém, neste novo tempo, mais do que nunca, carecemos de um número ainda maior de fiéis que se disponham a sair da inércia e a amparar as famílias e as mães que se encontram em situação de fragilidade ou em meio a gestações que ocorrem em contextos de crise”, completou o líder.

Na mesma direção, Shelly Green, que ocupa o posto de diretora executiva da organização Right to Life (Direito à Vida) de Louisville, avaliou que a remoção da clínica de aborto do horizonte citadino carrega um peso simbólico profundo para a comunidade que milita pela proteção dos nascituros, segundo o Guiame.

“Por décadas a fio, a EMW configurou-se como um sítio onde uma multiplicidade incalculável de crianças ainda por nascer tiveram suas trajetórias vitais ceifadas, e onde uma legião de mulheres experimentou as marcas de uma profunda angústia e de uma pressão insuportável. Seu fechamento definitivo e sua subsequente supressão da paisagem urbana traduzem, de forma eloquente, a virada de uma página histórica, apontando em direção a um porvir no qual as mulheres sejam genuinamente apoiadas, os núcleos familiares sejam revigorados e a vida humana seja resguardada e protegida em cada etapa de seu desenvolvimento”, enfatizou Shelly Green.

Justiça condena igreja a indenizar fiéis que foram vítimas de fraude

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decidiu responsabilizar civilmente uma instituição religiosa por atos ilegais praticados por integrantes de sua liderança. O julgamento foi conduzido pela 10ª Câmara Cível e analisou um esquema de fraude ocorrido a partir de 2010, que atingiu dezenas de pessoas.

A ação judicial nº 5000122-72.2013.8.21.0078 foi proposta por 23 autores, entre pessoas físicas e uma empresa. Eles relataram ter participado de um suposto negócio de compra de veículos, com pagamento antecipado, sob a informação de que automóveis teriam sido doados por órgãos públicos a igrejas evangélicas. Segundo os autos, os veículos não foram entregues, configurando prejuízo aos envolvidos.

As investigações apontaram a participação de pastores e membros ligados a diferentes unidades da igreja em diversos estados. Em Veranópolis, por exemplo, pessoas vinculadas à instituição atuaram como intermediárias das negociações. De acordo com o processo, a associação com a igreja contribuiu para a confiança das vítimas na proposta apresentada.

O esquema, conforme descrito nos autos, apresentava elementos que simulavam regularidade. Contratos eram formalizados, reuniões ocorriam em espaços ligados à igreja e os pagamentos eram realizados por meio de depósitos em contas indicadas pelos envolvidos. Essas contas estavam em nome de pessoas físicas, empresas e entidades religiosas, o que dificultou a identificação das irregularidades no início.

Na primeira instância, a Justiça reconheceu a responsabilidade solidária dos réus e determinou o pagamento de indenizações por danos materiais e morais. Também foi reconhecida a responsabilidade civil de duas igrejas, com base no vínculo entre os representantes e a instituição e na confiança estabelecida com os fiéis.

Ao julgar o recurso, a 10ª Câmara Cível manteve a condenação, com ajustes. A decisão, tomada por maioria, fixou indenização por danos morais em R$ 5 mil para cada pessoa física e afastou esse tipo de reparação para a empresa, por ausência de comprovação. O colegiado também definiu que uma das rés responderá apenas pelos valores que transitaram por sua conta bancária, afastando a responsabilidade solidária nesse ponto.

O relator, desembargador Jorge Alberto Schreiner Pestana, afirmou que não houve participação direta da instituição religiosa na fraude, mas destacou a existência de contribuição indireta. Ele apontou falhas na supervisão dos representantes, que teriam utilizado a posição de liderança religiosa para conferir credibilidade ao esquema.

O julgamento também abordou o nexo de causalidade entre as condutas apuradas e os prejuízos registrados. As provas indicaram que reuniões relacionadas ao caso ocorreram em dependências da igreja, o que, segundo o colegiado, contribuiu para a confiança dos participantes.

De acordo com informações do Conjur, com base nesses elementos, a decisão concluiu que instituições religiosas podem ser responsabilizadas civilmente quando há falhas de fiscalização e uso indevido da confiança dos fiéis por seus representantes.

História de ateu que demoliu igreja mas se converteu vira filme

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O diretor Miguel Salvador lançou o documentário A Vingança de Deus, que ultrapassou 600 mil visualizações nas duas primeiras semanas de exibição. A produção apresenta a trajetória de seu avô, Jessé Salvador, na cidade de Prata, conhecida por relatos envolvendo sua postura contrária à religião.

Jessé Salvador era casado com Lila, professora, e pai de nove filhos. Segundo familiares, ele era reconhecido por atitudes generosas, mas também por um temperamento considerado difícil. Durante a década de 1980, acumulou patrimônio ao investir em terras, criação de gado e aquisição de maquinário, além de participar de atividades políticas no município.

De acordo com relatos apresentados no documentário, a conversão dos filhos ao cristianismo gerou conflitos dentro da família. Nos relatos, entrevistados dziem que a rejeição à fé levou Jessé a tomar medidas como a compra de um terreno com o objetivo de demolir um templo evangélico.

No filme, Miguel Salvador declara que passou a compreender de forma diferente a trajetória do avô. Ele afirma: “Vejo que vovô a vida inteira perseguiu Deus, assim como Saulo perseguia os cristãos. Quem persegue, uma hora encontra”.

Parte das imagens utilizadas na produção foi registrada pelo próprio diretor quando tinha 13 anos. Ele informou que não previa o uso do material em um projeto futuro. O documentário também inclui gravações realizadas por outros membros da família.

A obra apresenta ainda o depoimento de Lila, gravado há mais de dez anos, além de relatos sobre a convivência familiar marcada por diferenças religiosas. O conteúdo destaca episódios que evidenciam o contraste entre crença e rejeição dentro do mesmo ambiente doméstico.

Jessé Salvador morreu em outubro de 2013, dois anos após ter sido batizado. Miguel Salvador afirmou que a principal herança deixada pelo avô não foi de natureza material. Ele declarou: “Mais do que as posses, ele mostrou que tudo perde o valor diante da glória de Deus”.

De acordo com o Exibir Gospel, além desse projeto, o diretor produziu outros documentários com temática religiosa, como O Poder de Deus e Fé Não Fingida, que também registraram milhões de visualizações em plataformas digitais.

Pastora LGBT quer ‘arrancar páginas’ do Novo Testamento

“The New Testament is NOT the word of God’

UCC Bishop says we need a ‘Third Testament’ because the first two are ‘problematic,’ and contain bad theology.

As a result, “we need to pull those pages out” pic.twitter.com/zlkl51SyyD

— Protestia (@Protestia) April 20, 2026

Uma pastora titular da Igreja Unida de Cristo Cidade de Refúgio (UCC) afirmou que o Novo Testamento não é a Palavra de Deus. A declaração foi feita durante uma palestra e repercutiu nas redes sociais.

Yvette Flunder é adepta de uma série de vertentes teológicas que compõem a frente de atuação do progressismo no meio evangélico. Homossexual, vive com outra mulher e se declara feminista defensora das teologias negra, da libertação e inclusiva. Em relação a esta última, atua como presidente da Comunidade dos Ministérios Afirmativos.

Considerada uma das porta-vozes do movimento de teologia liberal, ela declarou recentemente em uma palestra no Centro de Teologia Pública e Políticas Públicas que os dois testamentos que compõem a Bíblia são “problemáticos”.

“Há algo muito perigoso que vou dizer agora… um pouco perigoso. Sou da opinião de que precisamos de um Terceiro Testamento, porque a Bíblia se tornou problemática”, disse Yvette.

Citando textos das cartas do apóstolo Paulo aos Efésios e Coríntios, ignorando o contexto, argumentou que a Bíblia não atende aos parâmetros de vida modernos: “‘Escravos, obedeçam a seus senhores como ao Senhor’. É um texto. ‘Que as mulheres se calem nas igrejas e, se tiverem alguma dúvida, que a perguntem a seus maridos em casa’”.

“Agora, sou crente, confio em Deus de todo o meu coração, acordo de manhã falando com Deus e Deus falando comigo. Mas estou completamente frustrada com a forma como o texto se dirige ao tipo de Deus rancoroso que cria esse tipo de coisa”, opinou a pastora progressista.

Em seguida, Yvette defendeu algo semelhante à proposta de Ed René Kivitz, que anos atrás pregou a “atualização” da Bíblia. Porém, a pastora foi mais incisiva: “As pessoas dizem: ‘Bem, está no livro’. E eu digo: então precisamos arrancar essa página. E eles dizem: ‘Bem, você não pode fazer isso. É a Palavra de Deus”. Eu digo ‘Não, são palavras sobre Deus. Ora essa. Mas será que é a Palavra de Deus? Não. Não é a Palavra de Deus”.

No X, o perfil de apologia católica Bruxão Petersoniano usou o episódio para estender as críticas à influência generalizada do progressismo nos diferentes segmentos cristãos: “Sempre que eu vejo alguém se gabando do ‘conservadorismo’ do evangélico/protestante (nessa hora eles são uma coisa só, mas tudo bem) brasileiro, eu lembro de como o mercado americano, mais antigo e com oferta mais variada, pode igualmente oferecer bizarrices ‘progressistas’ como as dos padres esquerdistas brasileiros/latinos (com a ressalva de que nem eles ousam defender sacerdócio feminino, quanto mais o cargo de ‘bispa’)”.

Gilmar Mendes vira alvo de pedido de impeachment por deputados

Deputados da oposição anunciaram, na segunda-feira, 20 de abril, a apresentação de um pedido de impeachment contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. A iniciativa é liderada pelo deputado Gilberto Silva, que atua como líder da oposição na Câmara dos Deputados.

Segundo o parlamentar, a medida ocorre após o ministro solicitar a inclusão do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, no chamado inquérito das fake news. Em publicação nas redes sociais, Silva afirmou: “Um ex-chefe do Poder Executivo estadual passa a ser alvo de investigação por expressar opinião política”. Ele acrescentou: “A crítica institucional, elemento essencial da democracia, passa a ser infração. O chamado inquérito das fake news, que fundamenta essa iniciativa, já é amplamente questionado no meio jurídico”.

Na semana anterior, Gilmar Mendes encaminhou uma representação ao ministro Alexandre de Moraes solicitando a apuração de conduta de Romeu Zema. O pedido teve como base a divulgação de um vídeo nas redes sociais em que o ex-governador faz críticas a integrantes da Corte.

Na gravação, fantoches representam os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes em um diálogo satírico relacionado à anulação de quebras de sigilo da empresa Maridt, vinculada a Toffoli. O ministro Gilmar Mendes havia determinado a anulação dessas medidas.

Na representação, o ministro afirmou que o conteúdo do vídeo atenta contra a honra do Supremo Tribunal Federal e sua imagem pessoal. Após o envio do pedido, Alexandre de Moraes solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre o caso, conforme informado pela revista Oeste.

Cantor gay chama bebê adotivo de ‘homofóbico’ por pedir a mãe

Two gay men in Nashville are sparking nationwide outrage after recording a video of themselves mocking the baby they had via surrogacy as it cries for its mother for content.

Man: “Who do you want, Dada or Pop?”

Baby: “Mama”

Man: “No, there is no mama.”

Baby: cries pic.twitter.com/ym3ujfdS0Q

— Right Angle News Network (@Rightanglenews) April 16, 2026

Um vídeo publicado nas redes sociais pelo cantor Shane McAnally gerou repercussão ao mostrar o artista e seu parceiro, Michael Baum, interagindo com o filho mais novo da dupla. A gravação, divulgada na segunda-feira, 14 de abril, apresenta os dois tentando distrair o bebê, que chora enquanto chama pela mãe.

Na publicação, McAnally incluiu a legenda “Bebê homofóbico de 23 semanas”. O vídeo mostra Baum perguntando à criança: “Quem você quer, papai ou paizão?”. Em seguida, o bebê chora e parece dizer “Mamãe, mamãe”. Baum responde: “Não, não há mãe”, enquanto ambos riem. Ao fundo, McAnally afirma: “Você tem ‘papai’ ou ‘papai’ — duas opções”.

O menino, identificado como Texson Ray McAnally Baum, nasceu em outubro por meio de gestação por substituição. O casal também tem outros dois filhos, os gêmeos Dylan e Dash, segundo informações publicadas pela revista People.

A publicação alcançou centenas de milhares de curtidas e reuniu milhares de comentários, incluindo manifestações de apoio e críticas. Entre as reações, a ativista Katy Faust, fundadora da organização Them Before Us, comentou sobre o caso. Ela declarou que o casamento entre pessoas do mesmo sexo “destrói todas as facetas da família natural”.

Em publicação nas redes sociais, Katy escreveu: “O que é a família natural? Um homem e uma mulher geram um bebê. Para que a união entre pessoas do mesmo sexo seja possível, ele deve rejeitar a procriação como elemento central da família. Em vez disso, deve priorizar a identidade adulta e a validação. Isso exige o desmantelamento de cada uma dessas características naturais da família”.

A ativista também afirmou que esse modelo “nega intencionalmente às crianças a presença da mãe ou do pai… ou de ambos”. Ela citou outros casos envolvendo gestação por substituição, incluindo o do comentarista político Dave Rubin, que anunciou em 2022 o nascimento de filhos por meio de fertilização in vitro e barriga de aluguel.

Críticos mencionaram preocupações éticas relacionadas à gestação por substituição, apontando que o processo envolve uma mulher que concorda em gestar e dar à luz uma criança para outra pessoa. Katy declarou: “A única coisa que ‘define uma família’ é: ‘o adulto recebeu exatamente o produto que encomendou, na hora que queria e pelo preço combinado?’”.

De acordo com o The Christian Post, ela acrescentou: “Sintam raiva, gritem e chorem pelo bebê que está sofrendo naquele vídeo viral. Mas não finjam que isso se resume à barriga de aluguel. Trata-se de um sistema legal que favorece o casamento entre pessoas do mesmo sexo e que exige a destruição de todos os aspectos da família natural essenciais para o desenvolvimento saudável da criança, em nome da ‘igualdade’ entre adultos”.

Katy Faust afirmou ainda que entende que sua posição pode gerar reações, mas declarou: “A proteção das crianças vale a pena”.

Em resposta às críticas, McAnally afirmou ao The Daily Mail que o vídeo tinha caráter “autodepreciativo” e disse ter ficado “chocado” com a repercussão. Ele declarou: “Achamos hilário. Ele tem 5 meses; obviamente não entende inglês”.

A organização Concerned Women for America também se manifestou sobre o caso. Em publicação na plataforma X, o grupo afirmou que não foi a primeira vez que o cantor fez esse tipo de conteúdo e declarou: “As crianças merecem algo melhor do que isso”. A entidade fez referência a uma postagem anterior, publicada em dezembro de 2025, na qual McAnally descreveu o filho como “bebê homofóbico de 6 semanas” ao compartilhar outro vídeo.

Lula acumula mais de R$ 972 milhões em despesas com viagens

Dados compilados desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em janeiro de 2023, indicam que o governo federal já destinou aproximadamente R$ 972 milhões a deslocamentos internacionais. O montante inclui passagens aéreas, diárias para servidores, hospedagens e outras despesas operacionais relacionadas às comitivas oficiais.

Segundo fontes governamentais, as viagens fazem parte da rotina diplomática do país e incluem participação em fóruns multilaterais, reuniões bilaterais e agendas voltadas à cooperação econômica e política. No mesmo período, os gastos com viagens nacionais — dentro do território brasileiro — somaram R$ 6,2 bilhões, valor significativamente superior ao das viagens ao exterior.

Agenda europeia atual envolve três países e 15 ministros

O presidente Lula iniciou na última quinta-feira, 16 de abril, uma nova viagem internacional com destino a Espanha, Alemanha e Portugal. A comitiva é composta por 15 ministros, além de presidentes de órgãos públicos e da primeira-dama, Janja da Silva. A programação inclui encontros políticos, fóruns multilaterais e assinatura de acordos bilaterais.

A primeira parada foi Barcelona, onde Lula participou da 1ª Cúpula Brasil–Espanha ao lado do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez. No sábado, 18, o presidente brasileiro esteve no Fórum de Defesa da Democracia, que discutiu temas como desinformação, desigualdades e a sucessão na Secretaria-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

A viagem também tem como objetivo angariar apoio à candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet para o comando da entidade.

Neste domingo, 19, Lula seguiu para a Alemanha, onde participa da Hannover Messe, feira global de inovação e tecnologia que este ano homenageia o Brasil. Estão previstos encontros com autoridades locais e a assinatura de cerca de dez acordos nas áreas de Defesa, clima, inteligência artificial e energia.

A agenda será concluída na terça-feira, 21, em Portugal, com reuniões com autoridades portuguesas e discussões sobre cooperação tecnológica, imigração e relações bilaterais. Com: Oeste.

Kleber Lucas será suplente na chapa do PT para o Senado no RJ

A entrada do cantor Kleber Lucas na política partidária integra a estratégia eleitoral do Partido dos Trabalhadores no Rio de Janeiro para as eleições de outubro. Conhecido nacionalmente por sua atuação na música gospel, ele foi indicado como suplente na chapa ao Senado liderada por Benedita da Silva.

A decisão foi tomada por unanimidade pelo diretório estadual do partido durante reunião realizada no fim de semana, na sede da legenda, no centro da capital fluminense. A composição inclui ainda o vereador Felipe Pires. A formação da chapa é apresentada internamente como uma tentativa de ampliar o diálogo com o eleitorado evangélico no estado, estimado em cerca de 5,5 milhões de pessoas.

Esta é a primeira participação formal de Kleber Lucas em uma chapa eleitoral. Pastor da Igreja Soul, o cantor também esteve envolvido em controvérsias pessoais e se afastou de parte do público evangélico ao participar de iniciativas de caráter ecumênico.

Nos últimos meses, ele ampliou sua presença em atividades públicas e sociais, incluindo ações em comunidades periféricas, participação em agendas com assentados do MST e mobilizações contra a intolerância religiosa, segundo a revista Comunhão.

Dentro do partido, esse movimento foi interpretado como sinal de disposição para atuação política mais ampla. A avaliação de integrantes da legenda é que sua presença pode contribuir para aproximar o partido de segmentos religiosos historicamente mais distantes. O sociólogo Samuel Braun afirmou que o cantor pode ampliar o diálogo social e “furar bolhas” políticas.

A formação da chapa ao Senado integra uma estratégia mais ampla do partido no estado, que inclui o apoio à candidatura de Eduardo Paes ao governo estadual. O alinhamento busca fortalecer a articulação regional em sintonia com o projeto nacional liderado pelo presidente Lula (PT).

Nos bastidores, a articulação foi conduzida pelo prefeito de Maricá, Washington Quaquá, que atuou para garantir consenso interno. A chapa ainda será homologada oficialmente durante o Encontro Estadual do partido, previsto para sexta-feira, 23 de maio.

Disney abandona linguagem neutra e retoma 'senhoras e senhores'

O Walt Disney World voltou a utilizar a saudação “Ladies and gentlemen” (“Senhoras e senhores”) em anúncios internos, após um período em que adotou mensagens neutras em relação a gênero. A mudança foi observada por visitantes e repercutiu nas redes sociais ao longo da semana.

Um perfil de fãs na plataforma X publicou um vídeo em que a expressão é utilizada no monotrilho expresso do Magic Kingdom, localizado em Orlando. Na publicação, o perfil afirmou: “Foi muito bom ouvir que ‘Ladies and Gentlemen’ voltou recentemente ao Magic Kingdom Express Monorail!”.

A mesma conta informou que a saudação havia sido retirada por volta de 2021, período em que a empresa passou a adotar comunicações consideradas mais inclusivas. Na ocasião, expressões como “Ladies and gentlemen, boys and girls” foram substituídas, em alguns contextos, por alternativas como “Good evening, dreamers of all ages” (“Boa noite, sonhadores de todas as idades”).

Em 2021, a divisão de parques da The Walt Disney Company declarou que buscava refletir diferentes contextos e tradições nas experiências oferecidas aos visitantes. A empresa afirmou: “Isso significa cultivar um ambiente onde todas as pessoas se sintam bem-vindas e apreciadas por suas experiências, perspectivas e cultura de vida únicas”.

A companhia acrescentou: “Onde celebramos a aliança e o apoio um ao outro. E onde visões e ideias diversas são procuradas como contribuições críticas para o nosso sucesso coletivo”.

A empresa também declarou, à época, que pretendia manter um ambiente em que todos se sentissem acolhidos e valorizados. Em março de 2022, a gerente de diversidade e inclusão da companhia, Vivian Ware, abordou essas mudanças durante uma videoconferência interna.

Segundo a Fox Business, até o momento, a Disney não confirmou oficialmente se o retorno da saudação representa uma alteração ampla na política de comunicação ou se se trata de um ajuste pontual em anúncios específicos dentro do parque.

Pastor que castigava e abusava de fiéis ficará preso

Uma operação policial realizada em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís, resultou na prisão do pastor David Gonçalves Silva, líder da igreja Shekinah House Church. A detenção ocorreu após cerca de dois anos de investigação e envolve suspeitas dos crimes de estelionato, estupro de vulnerável, posse sexual mediante fraude e associação criminosa.

A ação, denominada “Falso Profeta”, foi conduzida pela Polícia Civil do Maranhão, com apoio da Polícia Militar do Maranhão. A prisão ocorreu no bairro Recanto do Poeta, em um imóvel ligado à igreja, onde, segundo as autoridades, residiam entre 100 e 150 fiéis. O investigado foi localizado em um quarto, acompanhado de outro dirigente. Até o momento, o inquérito aponta entre cinco e seis possíveis vítimas.

O delegado Sidney Oliveira, titular da Delegacia de Paço do Lumiar, informou que o pastor é investigado por suspeitas de abusos sexuais e psicológicos contra frequentadores da instituição, incluindo homens, mulheres e menores de idade. Ele declarou que as apurações identificaram indícios de práticas de punição física dentro da comunidade. Vídeos apreendidos mostram pessoas sendo agredidas, segundo a polícia.

Materiais recolhidos no local indicam, de acordo com os investigadores, um controle rígido sobre os fiéis. Entre os itens apreendidos, havia folhas com frases manuscritas, como “Eu preciso aprender a respeitar o meu líder”, repetidas diversas vezes. Celulares e cartões de crédito dos frequentadores também foram recolhidos, o que, segundo a polícia, pode estar relacionado a práticas de controle financeiro e estelionato.

Relatos de ex-integrantes foram incluídos nas apurações. Um homem afirmou, em depoimento divulgado nas redes sociais, que frequentou a igreja em 2013 e relatou ter sofrido agressões físicas e choques elétricos. Ele declarou que o líder religioso afirmava que os fiéis possuíam demônios que precisariam ser expulsos. Segundo o relato, após deixar o local, ele e familiares teriam sido alvo de ameaças.

De acordo com o G1, uma das vítimas declarou: “Eu cheguei com 13 anos de idade. Estava na rua, em situação de vulnerabilidade, e pensando que estava me refugiando para ter uma ajuda, mas infelizmente vivi uma prisão por vários anos. Até hoje sou traumatizado por conta de tudo que vivi, por conta de abuso sexual e psicológico”.

Segundo Sidney Oliveira, a investigação teve início após denúncias feitas por ex-fiéis e se estendeu por aproximadamente dois anos. Ele informou que, a partir do depoimento de uma vítima, outras pessoas foram identificadas e ouvidas, inclusive nos estados do Pará e do Ceará. A Justiça determinou a prisão preventiva do investigado.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária informou que o pastor será encaminhado a uma unidade prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. Em nota, a Polícia Civil do Maranhão declarou que o caso segue em fase de coleta de depoimentos de vítimas e testemunhas e que novas informações serão divulgadas oportunamente para não comprometer o andamento das investigações.

A defesa informou que não irá se manifestar neste momento, alegando que ainda não teve acesso aos autos do processo.