Batalha judicial de treinador demitido por orar em campo vira filme

Uma trajetória de superação frente à intolerância religiosa, esta é a história do treinador Joe Kennedy, que ficou conhecido no meio cristão por resistir à pressão institucional de uma escola que tentava lhe obrigar a não fazer mais orações em campo, após o fim das partidas de futebol americano, nos Estados Unidos.

O caso do treinador Kennedy veio à tona anos atrás, após ele ser demitido da Escola de Ensino Médio de Bremerton, em Washington, por se recusar a parar de fazer orações em campo, ao final das partidas de futebol, independentemente do resultado do seu time.

Foram sete anos de batalha judicial, até a Suprema Corte dos EUA finalmente reconhecer que o treinador teve seus direitos de liberdade religiosa e expressão violados pela escola.

“Foi talvez uma oração de 30 segundos após cada jogo que jogamos, em casa e fora. Isso durou oito anos”, disse o treinador, que agora terá sua história retratada no cinema, com o filme intitulado “Kennedy – Average Joe”, o qual será lançado nos EUA no próximo dia 11.

Liberdade

Ciente dos seus direitos, o treinador decidiu não obedecer a decisão da escolha pela interrupção das orações. Ele viu que a sua iniciativa, simples, serviu de inspiração para os jogadores do seu time e até dos adversários, que se juntavam a ele.

“Os jogadores queriam saber se poderiam participar. E, claro, eu disse a eles que era um país livre – e às vezes eles oravam, às vezes não”, contou o ex-treinador da Bremerton High School.

Reiterado ao seu emprego após sua vitória judicial, Kennedy também foi injustiçado em seu ambiente de trabalho, o que lhe fez resolver sair novamente da escola. Agora, o treinador viaja pelos Estados Unidos testemunhando a sua trajetória, sendo o filme uma importante ferramenta de inspiração e conscientização a respeito da liberdade religiosa.

“Deus tem algo a dizer ao resto do mundo, e os americanos [precisam] acordar e entender o que significa sua Primeira Emenda e sua liberdade de expressão, a liberdade de religião e o livre exercício [da religião]”, conclui o treinador, segundo a Crosswalk.

Trump diz que tem pensado mais em Deus após atentados

O ex-presidente Donald Trump declarou em uma entrevista que sabe que foi Deus que permitiu que ele escapasse das recentes tentativas de assassinato contra ele, e que isso o levou a pensar mais n’Ele.

Na entrevista à Fox News, o candidato republicano à Casa Branca falou sobre a recente tentativa de assassinato enquanto jogava golfe num domingo na cidade de Palm Beach, na Flórida.

“Como está seu jogo de golfe?”, perguntou o apresentador Greg Gutfeld, numa tentativa de tratar o assunto de forma bem humorada. “Bem, não tenho pensado muito sobre isso ultimamente. Eu sempre disse que golfe é um jogo muito perigoso”, respondeu o ex-presidente.

A conversa se tornou mais séria quando Trump refletiu que ser presidente é perigoso, especialmente se a presidência for vista como “relevante”: “A única coisa boa é que sempre é um presidente importante que é alvejado e, felizmente, até agora, tenho tido muita sorte. Ou [há] algo maior do que todos nós”, declarou.

Além do tiro sofrido em Butler, Pensilvânia, e do tiroteio ocorrido no campo de golfe em Palm Beach, Flórida, outro atentado vem sendo investigado, já que um carro-bomba foi encontrado próximo a um endereço visitado por Trump em Nova York, no momento em que o ex-presidente estava no local.

“Há algo lá em cima; alguém está lá em cima, talvez cuidando de nós”, reiterou Trump antes de ser questionado se os episódios recentes de livramento de morte o levaram a refletir sobre Deus.

O ex-presidente reconheceu que tem pensado mais em Deus, especialmente sobre as circunstâncias incomuns que o livraram da morte no dia 13 de julho em Butler: “Não [não penso muito] sobre mortalidade, mas penso mais em Deus. Butler foi realmente o maior de todos os milagres”, disse, enfatizando que o que evitou que fosse baleado na cabeça foi “muito pouco”.

“Eu não estaria aqui agora, e suas avaliações seriam um pouco mais baixas, talvez”, ele brincou com Gutfeld.

Estudo: pequenos grupos auxiliam às igrejas pois priorizam a Bíblia

Uma das atividades mais comuns nas igrejas evangélicas são os pequenos grupos, algo que foi alvo de um estudo realizado pela Lifeway Research, a fim de demonstrar qual é o real impacto causado por essas iniciativas nas igrejas.

De acordo com o levantamento, os pequenos grupos não concorrem com as atividades principais das igrejas, como os cultos geralmente realizados aos domingos. Pelo contrário, eles somam força quanto ao incentivo de participação nas celebrações congregacionais.

“O envolvimento no culto e em pequenos grupos não está em competição. Estudos mostraram que a participação em estudos bíblicos em andamento reforça a frequência ao culto”, disse Scott McConnell, diretor executivo da Lifeway Research.

Para 46% dos líderes religiosos, o propósito maior dos pequenos grupos é o estudo da Bíblia sagrada, enquanto 16% é para capacitar membros e 12% acreditam que é para a comunhão.

O fator mais relevante, em geral, é que as reuniões também conhecidas como “células” ou “grupos de vida” e “escola dominical” corroboram fortemente para a unidade das igrejas, dando a elas maior fortalecimento espiritual e comunitário.

“Quanto maior a porcentagem de uma igreja de participantes do culto de fim de semana envolvidos em um pequeno grupo, classe da Escola Dominical ou grupo semelhante, maior a probabilidade de crescimento da frequência ao culto em um período de 5 anos”, disse McConnell.

Discipulado

Outro grande efeito produzido pelos pequenos grupos das igrejas é o discipulado. Isto é, a capacidade de reproduzir seguidores fiéis a Jesus Cristo, algo que se baseia o maior foco das células, que é o estudo bíblico.

“Os líderes dos ministérios de grupos de adultos priorizam o estudo da Bíblia, os relacionamentos e o discipulado intencional como objetivos dos grupos em andamento”, explica McConnell, segundo o Baptist Press.

O diretor executivo da Lifeway Research, por fim, conclui ressaltando a importância das igrejas investirem nesse tipo de atividade. “As igrejas seriam sábias em encorajar fortemente os grupos a permanecerem de pequeno a médio porte”, disse ele.

Para McConnell, o pequeno grupo deve ter como essência uma quantidade limitada de membros. “É mais fácil recrutar novos líderes de grupo porque grupos maiores são intimidantes para liderar. O discipulado acontece melhor dentro de um grupo menor de pessoas”, conclui. Veja também:

Pequenas igrejas e pastores próximos dos fiéis evangelizam mais, diz estudo

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Adepta da Nova Era se converte após experiência com Jesus

Para algumas pessoas, a necessidade de obter um sentido para a vida, algo natural a todo ser humano, pode acabar fazendo com que sigam por caminhos contrários à Verdade. Este foi o caso de Andrea Roozendaal, que por mais de uma década foi adepta da Nova Era.

Antes de ter uma experiência sobrenatural com Jesus Cristo, Andrea passou pelo catolicismo e acabou mergulhando nas práticas esotéricas, o que a lhe transformou numa curandeira reconhecida.

“Começou muito inocentemente com pequenas coisas. Você vai a uma feira, você vai aqui e ali. Mas, eventualmente, você se aprofunda cada vez mais nisso. Comecei a dar curas e tive minha própria prática de cura”, disse ela.

A Nova Era é um movimento que ganhou força entre as décadas de 1970 e 1990, reunindo em seu arcabouço uma série de práticas místicas, muitas das quais importadas da Ásia.

Entre as ideias difundidas pelos “aquarianos”, como também são conhecidos os adeptos da Nova Era, ou “New Age”, está a de que o ser humano teria o potencial de desenvolver poderes de cura através do controle energético do seu corpo e do Universo, bem como mediante o auxílio de “entidades” espirituais “evoluídas”, que na verdade são espíritos malignos.

Enganada por essas ideias, Andrea Roozendaal disse ter conseguido “sucesso” ao desenvolver seus próprios métodos com cartas. “As pessoas começaram a pedir curas cada vez mais. Eu fazia isso remotamente também.”

Conversão

A mudança na vida de Andreia surgiu quando ela se deu conta que o seu vazio existencial continuava existindo. Com isso, foi através de um sonho que Jesus Cristo lhe chamou a primeira atenção.

“Foi super lindo. Eu estava sentada na beira da estrada em um campo aberto, e Ele se aproximou e olhou direto para o meu coração. Eu senti que não podia esconder nada de quem eu era. Então Ele disse: ‘Você pertence à minha família. Você fala a linguagem da luz. Então, por que você está fazendo isso?’”, lembra ela.

“Eu soube naquele momento que Ele estava se referindo ao meu trabalho”, conta, lembrando ainda que, após fazer uma pergunta sobre o Céu, ela ficou maravilhada por ter sido chamada pelo próprio nome.

“Achei ótimo que Ele me chamasse pelo nome, porque senti que Ele me conhecia muito bem. Eu nunca vou esquecer o sorriso dele também, isso foi realmente lindo”, disse a ex-adepta da Nova Era.

Após este sonho com Jesus, Andrea disse que fez uma oração sincera para Deus, pedindo ao Senhor que lhe mostrasse a Verdade. Naquele momento o seu coração havia se aberto ao Evangelho, o que lhe trouxe a libertação espiritual completa.

“Então veio uma enxurrada de paz, amor, alegria e se instalou bem no meu coração. Era como se houvesse um Pai atrás de mim e eu me sentisse super segura. Pensei: ‘É isso! Isso é o que eu tenho procurado toda a minha vida’. Eu soube imediatamente: esta é a verdade”, disse ela, segundo o Revive.

Atualmente Andrea Roozendaal usa a sua história de vida como um testemunho de libertação, mostrando que a Nova Era é um conjunto de enganos, sendo apenas Jesus Cristo o único caminho, a Verdade e a vida.

Maior escritora da Nova Era entrega a vida a Jesus após ler o Antigo Testamento

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Igreja chama atenção ao batizar 14.500 pessoas na Amazônia

Alcançar populações da Amazônia pode não ser uma tarefa fácil, considerando que para chegar em muitas comunidades ribeirinhas é preciso navegar quilômetros em veículos como balsas, barcos e canoas. Mas, essa tem sido a missão de uma igreja que já batizou 14.500 pessoas em apenas seis meses.

Se trata da Igreja Quadrangular, liderada na região pelo pastor e missionário Josué Bengtson, presidente da filial em Belém. A ação evangelística que a denominação tem realizado no Noroeste do Brasil tem sido tão eficaz que chamou atenção da emissora americana CBN News.

Em seu portal oficial, a emissora disse estar havendo uma “profunda transformação espiritual” na Amazônia, com sua população se rendendo à fé evangélica de forma cada vez mais explícita.

“Hoje, o cristianismo evangélico está remodelando o tecido espiritual da região, levando a novos convertidos e igrejas”, diz a CBN News, que enviou correspondente ao Brasil para conferir pessoalmente o trabalho missionário local.

Foi nessa viagem que entrevistaram o pastor Bengtson, o qual teve a oportunidade de traçar um breve histórico da atuação da Igreja de Cristo na Amazônia brasileira, onde vivem 30 milhões de pessoas.

“Na época em que começamos a evangelizar nesta região, tínhamos apenas alguns trabalhadores e, em alguns municípios, os pastores tinham que caminhar de 10 a 15 km para abrir uma congregação”, disse Bengtson à CBN News. “Hoje, quase todas as igrejas de médio porte na Amazônia têm um pequeno barco.”

Atualmente existem 3.200 congregações quadrangulares na região, e a meta da denominação é dobrar o número de batismos ainda em 2024. “Nos primeiros seis meses deste ano, batizamos 14.500 pessoas. Nosso objetivo para este ano é batizar mais de 30.000 pessoas”, contou o pastor.

Relacionamento

Ainda de acordo com a CBN News, para o sociólogo José Eustáquio Alves, considerado um dos principais nomes do ramo no Brasil, o crescimento da igreja evangélica na Amazônia pode ser um reflexo, também, do relacionamento profundo dos pastores com as comunidades.

“A Igreja Católica tem muita dificuldade em treinar novos padres, por isso é muito comum ver Igrejas Católicas na Amazônia, mas não sacerdotes suficientes para liderar congregações”, disse o sociólogo.

“Um padre vai uma vez por mês ou uma vez a cada semestre para a Amazônia e muitas vezes está longe da comunidade. Os evangélicos, por outro lado, treinam rapidamente pastores que se integram à comunidade e por muito tempo.”

Para o sociólogo, a região Norte do Brasil pode estar vendo florescer um verdadeiro despertar espiritual. “Acho que o renascimento que esperamos aqui no Brasil está acontecendo na Amazônia”, conclui ele.

Steven Lawson é afastado do ministério após adultério vir à tona

O pastor Steven Lawson não lidera mais a Trinity Bible Church of Dallas. O anúncio foi feito pela igreja em seu site após um caso extraconjugal envolvendo o renomado teólogo vir à tona.

Steven Lawson esteve à frente da Trinity Bible Church of Dallas, no Texas (EUA), nos últimos seis anos, fazendo parte do momento de crescimento da igreja, que recentemente anunciou a construção de um novo templo para comportar os membros.

No site da igreja, os presbíteros publicaram uma nota explicando o afastamento imediato e indefinido do pastor, acrescentando que a medida também se aplica à sua remuneração.

“Os presbíteros da Trinity Bible Church of Dallas anunciam com pesar que, com efeito imediato, Steven J. Lawson foi removido indefinidamente de todas as atividades ministeriais da Trinity Bible Church of Dallas”, introduz a nota.

O caso veio à tona por iniciativa do próprio pastor: “Vários dias atrás, os presbíteros da Trinity Bible Church of Dallas foram informados por Steve Lawson sobre um relacionamento inapropriado que ele teve com uma mulher”.

“Os presbíteros se encontraram com Steve e continuarão a acompanhá-lo e orar por ele com o objetivo final de seu arrependimento pessoal. Steve não será mais compensado pela Trinity Bible Church of Dallas”, pontua a nota.

O conselho da igreja lembrou que “somos todos pecadores, e Jesus Cristo veio ao mundo para salvar pecadores – e Cristo continua sendo o Cabeça de Sua Igreja, que é maior do que qualquer homem caído”.

“Na verdade, Jesus Cristo continuará a liderar Sua Igreja, incluindo a Trinity Bible Church aqui em Dallas, assim como Ele tem feito desde o início deste trabalho em 5 de janeiro de 2018. […] Os presbíteros têm se concentrado na primazia da exposição bíblica unida por vários homens que ocupam o púlpito a cada semana. O Senhor estava construindo a Trinity Bible Church of Dallas bem antes de Steve se tornar nosso Pregador Líder, e Ele continuará a construir esta igreja muito depois de Steve Lawson, ou qualquer outro homem, nesse caso”, destaca a igreja.

“Gostaríamos de pedir suas orações pelos presbíteros, por nosso Corpo e por Steve e sua família. Estejamos sempre atentos às palavras de 1 Coríntios 10:12: “Portanto, aquele que pensa estar em pé, cuide-se para que não caia”, encerra a nota.

Igreja afasta pastor Steven Lawson do ministério ‘indefinidamente’ após adultério
Nota da Trinity Bible Church sobre o afastamento de Steven Lawson

Justiça rejeita acusação que levou pastor a tirar a própria vida

O pastor David Mark Baker, que foi encontrado morto no banheiro de um hospital onde estava internado, teve uma acusação de abuso sexual rejeitada pela Justiça americana. O líder religioso chegou a ser preso por causa da suspeita de ter cometido o crime, o que havia sido negado por ele.

Conforme o GospelMais havia noticiado dias atrás, o pastor Baker foi encontrado morto com duas perfurações de arma de fogo no banheiro do Maury Regional Medical Center, um dia após sair da prisão após o pagamento de uma fiança de $200,000.

“Estamos profundamente tristes com os acontecimentos de hoje. Nossas orações são estendidas à família e aos amigos desse indivíduo, bem como aos membros de nossa equipe que responderam ao chamado de socorro”, disse Dr. Martin Chaney, CEO do Hopsital.

A acusação

O líder religioso ficou detido na Prisão do Condado de Maury, após ter sido acusado de abusar um menor de 12 anos. O pastor atuou como vice-presidente da Independente Baptist Online College, e líder da Igreja Batista da Família, situada no estado do Tennessee.

Baker também exerceu a função de capelão por 28 anos na prisão do condado de Maury. Em seu obituário, os familiares destacaram as diversas atividades que o pastor realizou ao longo da sua vida, incluindo a de escritor e a de mentor.

“Um amado marido, pai, avô, filho, irmão, pastor, autor best-seller, palestrante, capelão, treinador de marketing, empreendedor e apresentador de vários podcasts”, diz um trecho do texto, segundo informações do Christian Post.

Acusações de abuso sexual envolvendo líderes religiosos têm chamado atenção das mídias e trazido escândalo à Igreja de Cristo. Em certos casos, porém, as denúncias não são plenamente esclarecidas, o que requer cautela diante da possibilidade de calúnia e difamação. Veja também:

Marido de Heloisa Rosa é preso sob acusação de abuso sexual infantil

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'Chorei cada gota', diz Eyshila ao falar como superou morte do filho

Uma das maiores vozes da música gospel nacional, a cantora Eyshila compartilhou um pouco da sua história de vida, explicando como superou o luto pela morte do filho. Sua fala ocorreu durante a sua participação no programa “Chega Mais”, do SBT.

A artista perdeu seu filho Matheus Oliveira, na época com 17 anos, em 2006, após o rapaz contrair meningite viral. Ao falar do assunto, ela disse que não tinha imaginado o tamanho do sofrimento que iria enfrentar.

“Eu achei que a perda da minha voz seria o maior desafio, quando eu escrevi a canção ‘Nada pode calar um adorador’ eu não tinha noção do que eu estava dizendo até eu perder o Mateus”, contou Eyshila.

De acordo com ensinamentos da psicologia, pessoas que perdem entes queridos atravessam diferentes fases do luto, algo que a cantora disse ter reconhecido e também atravessado.

Eyshila lembrou que, diferentemente do que alguns podem imaginar, a fé em Deus não significa que o luto será vivenciado de forma menos dolorida, devendo o sofrimento ser encarado como algo natural, e não como fraqueza.

“Passei por todos esses momentos do luto, tive que elaborar esse luto, foi bem difícil e não menosprezo essa dor de forma alguma”, disse ela. “Eu não acho que por termos fé, por termos Jesus, temos que ser fortes. Eu chorei cada gota. Fiz várias cartas para Deus e recebi várias respostas de Deus que transformei em canções”.

Cura no “processo”

Eyshila, por fim, explicou que a superação do luto é algo que surge no decorrer de um “processo” de cura, sendo a expressão do sofrimento algo necessário. “A Bíblia diz que há tempo para tudo, há tempo de chorar e há tempo de rir”, diz ela.

“Se é tempo de chorar, você tem que chorar, porque senão ali na frente você vai ter problemas sérios. Eu fui curada no processo”, completou. Assista:

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Jesus 2024: prefeitura manda igreja retirar placa e pastor se recusa

O pastor Mark Driscoll foi intimado pela prefeitura da cidade onde sua igreja está sediada a remover uma placa com o nome de Jesus Cristo e uma referência ao ano corrente, 2024. Porém, o líder evangélico já avisou que irá desobedecer e multiplicar as placas.

Mark Driscoll anunciou que recebeu um email da prefeitura de Scottsdale, no estado do Arizona (EUA), cobrando que ele remova a placa com os dizeres “Jesus Cristo ’24”, instalada na propriedade da Trinity Church.

“Estamos recebendo reclamações sobre uma placa temporária que foi erguida no ROW adjacente à igreja. Essa placa não parece ser uma placa política”, diz um trecho do email lido pelo pastor à congregação.

“Alguém reclamou”, disse o pastor, acrescentando que “o governo nos pediu para retirar nossa placa de Jesus ’24”, mas a medida não será cumprida: “Minha resposta? Não obedeceremos, mas nos multiplicaremos”.

Durante o culto, o pastor mostrou à sua congregação fotos da vizinhança onde a placa foi colocada perto da Trinity Church, que incluíam uma série de placas políticas semelhantes àquela colocada pela igreja.

Driscoll desafiou o governo para resolver alguns dos problemas mais urgentes do país em vez de se concentrar em fiscalizar placas: “Eu humildemente sugeriria que, se vocês trabalhassem para o governo antes de sair por aí coletando placas, descobrissem como fechar a fronteira e cuidar das pessoas antes das placas”.

Secularismo

Aproveitando o episódio, o pastor contou a história de Scottsdale e de seu fundador, o capelão do Exército dos EUA Winfield Scott, em 1888, indicando que um local de predominância cristã no passado sofre os efeitos do secularismo:

“Eles deram o nome da cidade em homenagem a um pastor que ensinava a Bíblia. Ele se mudou para cá, começou estudos bíblicos e plantou uma igreja. Se Winfield Scott estivesse aqui, ele diria que provavelmente tinha uma placa ‘Jesus Cristo 1888’ na frente de sua igreja quando eles começaram em Scottsdale, Arizona, porque ele é um cristão que acredita na Bíblia”, contextualizou.

Em seguida, o pastor informou que todos os membros receberiam uma placa igual para instalar em suas casas e pediu que a igreja vote de acordo com sua fé e não com base em política partidária: “Ao escolher seu líder político, certifique-se de escolher seu Salvador eterno”, acrescentou.

Meses atrás, o pastor Mark Driscoll afirmou que os cristãos devem votar com “sobriedade” e declarou que não considera nem o presidente Joe Biden nem Trump candidatos atraentes:

“A verdade é que teremos dois candidatos, ambos velhos. Eu gostaria de alguém mais jovem. Ambos são de carne e osso. Então, temos um democrata de carne e osso, e temos um republicano de carne e osso. Se você está cheio do Espírito Santo, suas opções são péssimas, mas bem-vindo à América”, disse na ocasião, segundo o The Christian Post.

Mais recentemente, após o debate entre Trump e Kamala Harris, que substitui Joe Biden na disputa presidencial, ele escreveu no X que a candidata democrata parecia sob efeito de uma “unção falsa”, acrescentando: “Novos tempos, velhos demônios”.

África: 16 milhões de cristãos deixam casas para escapar da morte

O pastor Barnabas está entre os milhões de seguidores de Cristo que vivem em campos de deslocados superlotados na Nigéria depois de um ataque dos extremistas fulani. A história dele ilustra a realidade de outros 16,2 milhões de cristãos na África Subsaariana.

Em 2019, Barnabas, seu irmão e sua cunhada foram atacados em sua fazenda por extremistas da etnia fulani, um grupo de pastores de gado nômades seguidores do islamismo. No ataque, o pastor perdeu a esposa e o irmão, além de ter tido sua mão quebrada, um ferimento que cinco anos depois ainda o limita.

“Perdi tudo o que tinha”, lamentou Barnabas em depoimento à Missão Portas Abertas, que divulgou dados sobre o deslocamento forçado de cristãos no relatório “No Road Home”.

“Tudo em minha casa e vila foi queimado; fiquei sem nada”, desabafou o pastor Barnabas, que viveu com sua família em um acampamento improvisado de tendas de 1,5 metro de altura construídas com papelão e lonas usadas. As famílias amontoadas nesses acampamentos lutam diariamente para conquistar comida e trabalho que permitam sobreviver.

Até hoje, a mão de Barnabas ainda está machucada, mas ele não pode pagar pelo tratamento médico de que precisa. Vivendo em um campo de deslocados internos, o pastor serve como ministro para seus companheiros cristãos que são forçados a viver lá devido à perseguição violenta: “Milhões de cristãos estão deslocados aqui na Nigéria… [assim como] em toda a África. Estamos permanecendo na escuridão”, disse ele.

Perseverança

A Missão Portas Abertas, que monitora a perseguição aos cristãos em mais de 60 países, relata que mais de 32 milhões de pessoas na África Subsaariana fugiram de suas casas nos últimos anos devido à crescente violência. Metade desses, 16,2 milhões, são cristãos.

Os deslocados abandonam suas casas para escapar dos ataques dos grupos extremistas islâmicos, como o Boko Haram, ou grupos étnicos de pastores fulani que foram radicalizados também no islamismo e mataram dezenas de milhares em comunidades agrícolas predominantemente cristãs na última década.

O novo relatório da Portas Abertas é baseado em dados coletados em dois estados da Nigéria, onde a violência resultou no deslocamento em massa de comunidades cristãs e colocou o país entre os 10 principais países que acolhem deslocados internos no mundo.

Segundo Barnabas, a capacidade dos cristãos de sonhar com o futuro desapareceu: “E como pastor no acampamento, [que também está] deslocado, não tenho nada para dar a eles. Nós apenas oramos juntos e compartilhamos a Palavra de Deus juntos. Nossos olhos estão em [Deus]. … Nossa esperança está [nEle]. Colocamos nossa confiança [n’Ele]. Acreditamos que Ele é grande. Ele fará isso, mais do que esperávamos”, declarou, conforme informado pelo portal The Christian Post.