Portas Abertas: missionário narra divisão entre igrejas perseguidas

Um missionário da Portas Abertas que atua em países do Oriente Médio e norte da África veio ao Brasil e falou sobre a realidade da Igreja Perseguida no mundo, lamentando as divisões entre evangélicos em países onde o cristianismo é hostilizado.

Matthew Burns (pseudônimo adotado por razões de segurança) está no Brasil para compartilhar experiências e seu testemunho no árduo trabalho de anunciar o Evangelho em países onde o cristianismo é hostilizado.

Na entrevista exclusiva ao GospelMais, o missionário falou sobre divisões existentes entre fiéis de igrejas históricas e congregações independentes, pontuando que esses atritos ameaçam a possibilidade de pregar o Evangelho de maneira eficaz.

Confira a entrevista:

Qual tem sido o papel da igreja evangélica brasileira no apoio à Igreja Perseguida mundo afora?

É muito importante lembrar que o cristão brasileiro tem um conceito de família muito arraigado e muito bonito. No tempo que vivi no Brasil – foram 10 anos em uma comunidade de Belo Horizonte – eu pude viver situações em que a comunidade cristã chamava de família todos que eram próximos: família, vizinhos, bairro, amigos, todos que se aproximavam.

Esse é o cristão brasileiro. Ele se ajuda nas tragédias, se ajuda nas pandemias, nas tragédias naturais. Isso me ensina muito sobre cristianismo. E isso não é diferente quando falamos de Igreja Perseguida.

O cristão brasileiro, a igreja evangélica brasileira, tem tido um importante papel no apoio à Igreja Perseguida, quando percebe que está o que Paulo escreveu na primeira carta aos Coríntios 12.26: “Quando um membro sofre, todos os outros sofrem com ele; quando um membro é honrado, todos os outros se alegram com ele”.

O cristão brasileiro tem orado pela Igreja Perseguida, participando do Domingo da Igreja Perseguida e do Shockwave, atendendo aos pedidos de oração pelos cristãos perseguidos e também tem ajudado financeiramente a manter em pé e perseverante os cristãos que não têm liberdade para adorar a Jesus.

Ainda há muito o que fazer para que mais cristãos brasileiros conheçam e participem da vida do cristão perseguido. Mas já vemos um mover muito grande nesse sentido aqui no Brasil.

No Brasil, os cristãos são divididos entre católicos e evangélicos em linhas gerais. No meio evangélico, há inúmeras ramificações, com algumas tradições recusando reconhecer a legitimidade de outras. Nesses países onde há perseguição, há algum debate sobre divergência teológica entre diferentes confissões?

Em muitos países onde há perseguição ainda há essa divergência teológica, sim. Em muitos deles, por exemplo, apenas igrejas históricas são permitidas de funcionar e igrejas domésticas são violentamente reprimidas.

Nós testemunhamos, muitas vezes, a própria igreja cristã ‘oficial’ nesses países serem agentes de perseguição contra igrejas que querem se levantar, abrir suas portas, mas não podem porque essas igreja não permitem e têm o Estado ao lado delas.

Mas podemos ver, também, em muitas comunidades mais distantes, principalmente em países do Norte da África, que não existem igrejas instituídas, que existem grupos de cristãos que se reúnem em torno da Palavra de Deus, distantes de discussões teológicas ou placas denominacionais.

Qual a percepção dos cristãos sírios sobre a tentativa de deposição de Bashar al-Assad?

O cristão sírio vive em constante vigilância e estado de alerta, pois é vítima de perseguição não apenas por parte do governo, mas principalmente por parte de grupos extremistas islâmicos, como o Estado Islâmico, que se aproveitou da guerra para perseguir ainda mais os cristãos no país.

Desde antes da Primavera Árabe, em 2011, que culminou a guerra civil que dura até hoje, o cristão já era perseguido por esses grupos e pela maioria muçulmana no país. A questão política e a guerra só veio aumentar a perseguição a cristãos sírios.

Por isso, não há uma percepção clara da tentativa de deposição do atual governo por parte do cristão que está, há anos, tentando sobreviver e permanecer firme e perseverante em sua fé, diante de tantos agentes de perseguição na Síria.

A comunidade cristã no norte do Iraque já se reorganizou depois dos anos de expurgo promovido pelo Estado Islâmico?

Tem se reorganizado, sim. Muitos cristãos cujos vilarejos foram destruídos pela invasão do Estado Islâmico no Iraque voltaram para suas comunidades e agora precisam reconstruir suas vidas. 

Em 2017, os cristãos que precisaram fugir do Estado Islâmico puderam voltar as suas comunidades e começar a reconstruir suas vidas. No entanto, eles se depararam com ruínas e cinzas. Tudo o que haviam construído até aquele momento fora destruído.

Além das casas estarem queimadas e depredadas, as fábricas e os comércios locais tinham desaparecido. A grave crise econômica não permitia que as pessoas tivessem dinheiro para reconstruir seus lares e negócios.

Famílias inteiras necessitavam de socorro imediato para ter o que comer e vestir. Mas a longo prazo, elas precisam ter onde trabalhar e de onde tirar seu sustento. Muitos cristãos querem reconstruir sua vida e trabalho, mas não têm matéria-prima, maquinário e funcionários.

A Portas Abertas tem campanhas em que o cristão brasileiro pode apoiar esses cristãos iraquianos a voltar para casa e ter sua vida restabelecida em suas cidades, com seu trabalho e sua igreja. Uma dessas campanhas está no link Iraque – Portas Abertas. E para saber mais sobre as cidades em que os cristãos estão retomando suas vidas, leia: Mosul Completa Sete Anos de Liberdade.

Conte-nos um testemunho de irmãos perseguidos que o impactou pessoalmente.

Eu estou na Portas Abertas desde 2011 exatamente quando houve a Primavera Árabe*, que foi um levante popular político, mas que afetou cristãos em todos os países. O evento culminou em guerra por todo o mundo árabe e alguns países, como Tunísia, Iêmen, Iraque, Síria declararam guerra civil – em que se encontram até hoje, deixando os cristãos mais vulneráveis à perseguição e a ações de radicais islâmicos, como Estado Islâmico e outros grupos extremistas.

Há dezenas de histórias de cristãos perseguidos que mexem comigo. Em 2014, um grupo de cristãos egípcios foram degolados em uma praia na Líbia. Assistir aquelas cenas, atender às famílias cristãs no Oriente Médio e rever múltiplas vezes o que havia acontecido com trabalhadores, pelo simples fato de serem cristãos, mexeu profundamente comigo e repercute muito, até hoje, em meu trabalho.

Ana Paula Valadão narra crise: ‘Marido achou que ia me perder’

Ana Paula Valadão compartilhou detalhes dos bastidores do Diante do Trono em seus primeiros anos, e como todo o trabalho a levou a uma crise de estresse aguda. Na ocasião, seu marido – o pastor Gustavo Bessa – temeu pelo pior: “Achou que ia perder a esposa”.

O relato foi feito pela cantora em uma live com o psiquiatra Ismael Sobrinho, em que ela testemunhou os benefícios que os cuidados com a saúde mental a longo prazo a proporcionaram.

Para contextualizar o episódio, Ana Paula relatou como era o ambiente na casa de sua família durante a infância e depois, já casada: “A gente estava perto de um Congresso do Diante do Trono no Mineirinho, tinha umas 15 mil pessoas inscritas. Na semana anterior, durante o ensaio, teve uma discussão, e meu pai é um homem doce, muito manso, nunca levantou a voz lá em casa, nunca vi xingamento. E aqui com o Gustavo também, a gente nunca teve uma briga de palavra feia, quebra-pau, gritaria, nunca”.

A convivência com pessoas calmas se traduziu em dificuldade de compreender o comportamento de outros que possuem temperamento mais explosivo: “Qualquer pessoa que levanta um pouco a voz pra mim mexe comigo, não tenho casca grossa. […] Eu sei que teve um ensaio que estava tendo uma tensão muito grande dentro da equipe, trabalhar com equipe foi uma das coisas mais difíceis da minha vida até hoje”, recapitulou, referindo-se à primeira formação do Diante do Trono.

“Naquele último ensaio da semana anterior desse Congresso teve lá um piripaque e aquilo mexeu demais comigo. Aconteceu que eu me posicionei, e acho que drenei tudo que eu tinha dentro de mim para lidar com aquilo. Não estava acostumada a levar meu estresse a um nível tal que eu tivesse que tomar uma posição e todo mundo ia ter que respeitar”, contou.

Estresse

Nesse ponto, Sobrinho a questionou se ela poderia revelar o que houve, para que o cenário fosse melhor entendido: “Briguei com a liderança do grupo. Eu me posicionei falando que aquele comportamento estava injusto com os liderados, estava errado. Fui para casa totalmente transtornada, chorando, com raiva. Foi sexta à noite, no sábado de manhã quando a gente acordou, eu e Gustavo, acordei chorando. Parecia uma bica. Não conseguia parar de chorar”.

Essa crise emocional se intensificou ao ponto de preocupar o marido da cantora: “Chorei por horas. Até que chegou um momento que eu deitei em posição fetal e me deu um branco. Do lado de fora, eu ouvia barulho, ouvia o que estava acontecendo, mas eu estava presa dentro do meu corpo, não conseguia mandar no meu corpo. E o Gustavo, que estava lá todo o tempo me apoiando, ficou tão desesperado que achou que ia me perder”.

O psiquiatra comentou que a descrição do episódio feito pela cantora tem características de um caso de “despersonalização e desrealização”, que são transtornos dissociativos que causam uma sensação de estranheza, irrealidade, anestesia e separação do próprio corpo: “A pessoa tem uma reação aguda ao estresse e o cérebro dá uma apagada em uma parte”, disse Sobrinho.

Ana Paula Valadão então lembrou que o marido recorreu à oração: “Ele desceu pro escritório, onde ele tinha um cantinho de oração, [ficou] clamando. E eu dentro do meu corpo, sem conseguir reagir. De repente eu consegui. […] Desci, ajoelhei ao lado do Gustavo, e ele chorava agradecido, porque ele achou que ia perder a esposa”, relembrou.

Depois de se recompor minimamente, ela e o marido foram almoçar na casa da família Bessa, como era o hábito aos sábados, onde ela foi acolhida: “Meu cunhado é médico. Me receitou um antidepressivo e falou ‘isso é só uma muleta, você vai conseguir administrar melhor esse momento que você está passando, acredito que você não vai precisar continuar com esse medicamento’. Realmente, eu tomei só uma caixa. E foi aquilo que me ajudou a fazer o Congresso na semana seguinte”, finalizou.

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Dívidas médicas de famílias carentes são quitadas por igreja

Diversas famílias com dívidas médicas receberam uma boa notícia: uma igreja reuniu ofertas e doações especiais e quitou os valores em uma ação social que testemunhou o sentido do “amor” pregado no Evangelho.

A Igreja The Altar, liderada pelo pastor Mattie Montgomery em Johnson City, no estado do Tennessee (EUA), reuniu ofertas para a iniciativa, e quitou as dívidas médicas de inúmeras famílias no entorno da igreja que somavam cerca de US$ 8 milhões.

A ação foi proposta por um amigo do pastor Montgomery, que é empresário e o procurou para mobilizar a igreja com esse objetivo, a partir do trabalho feito pela organização sem fins lucrativos RIP Medical Debt.

Foi realizado um levantamento e se constatou que as famílias de seis condados ao redor da igreja tinham US$ 8 milhões em pendências, e a igreja passou a negociar com os credores para obter um desconto e quitar esses valores.

Como funciona?

Por não ter um sistema de saúde pública universal, os Estados Unidos têm muitas famílias de baixa renda que enfrentam problemas financeiros por conta de dívidas médicas.

Ciente desse cenário, muitas igrejas têm investido parte dos dízimos e ofertas na quitação desse tipo de despesa através de um sistema de recuperação dos chamados “créditos podres”.

Quando isso acontece, a empresa compra a dívida por um valor muito menor, já que as instituições de saúde, na maioria das vezes, já não conta com o recebimento dos valores totais, e cobra dos pacientes por um valor também muito menor do que seria cobrado originalmente.

No caso da igreja The Altar, os US$ 8 milhões foram renegociados com os credores através da RIP Medical Debt, e a igreja conseguiu que essas dívidas fossem repassadas por apenas US$ 50 mil.

“Essencialmente, nos tornamos a agência de cobrança de US$ 8 milhões em dívidas médicas. E então, em vez de prosseguir com isso, apenas enviamos uma carta a todos cuja dívida tínhamos contraído, e apenas dissemos: ‘Ei, Jesus ama vocês, nós amamos vocês. E é nosso privilégio cancelar essa dívida completamente’”, declarou o pastor ao portal The Christian Post.

Testemunho

Um adolescente conhecido por frequentar a igreja sozinho, sem os pais, teve a oportunidade de compartilhar o Evangelho com seu pai depois que a igreja concluiu a quitação das dívidas.

A família dele foi uma das beneficiadas: “Então um dia, seu pai o chamou e disse ‘aquela igreja que você frequenta se chama The Altar, certo?’. E ele disse ‘Sim’. E o pai disse ‘sua igreja acabou de pagar todas as minhas contas médicas’”, contou o pastor Montgomery.

“E ele ficou realmente confuso com isso. Ele pensou ‘por que eles fizeram isso?’. E seu filho teve a oportunidade de compartilhar o Evangelho com seu pai por causa da doação da igreja”, testemunhou o pastor.

A igreja está localizada em uma área rural onde muitos moradores vivem na pobreza e lutam contra o vício. Embora Montgomery não tenha certeza se a igreja poderá fazer algo assim novamente, ele expressou que é uma “alegria doar” e desejou que as pessoas não tivessem que se endividar com despesas médicas: “Queremos que a generosidade extravagante seja uma das coisas pelas quais a igreja seja conhecida”.

“Não me refiro apenas à nossa igreja, The Altar Fellowship; refiro-me à Igreja nacional e internacionalmente. Quero que as pessoas saibam que, em um momento de crise, o lugar a que precisam chegar é estar com um grupo de pessoas que seguem Jesus. Elas precisam entrar em uma igreja. Essa é minha esperança: que a Igreja possa ser as mãos, os pés e a carteira de Jesus para o mundo ao nosso redor”, finalizou.

Congo: 100 mil pessoas ganham tradução bíblica no próprio idioma

Uma tradução da Bíblia para a língua Beembe, falada por aproximadamente 100 mil pessoas no Congo, acaba de ser publicada. Essa é a primeira vez que esse idioma recebe uma versão das Sagradas Escrituras.

A notícia foi confirmada pela Sociedade Bíblica da Inglaterra e País de Gales, que investiu no trabalho de muitos anos feito pelos tradutores.

“Mal posso esperar para colocar as mãos nesta Bíblia”, disse Yonnelle, um colaborador da entidade cristã em áreas onde se fala a língua Beembe, no sul da República do Congo.

O Dr. Christian Ntondele, que recentemente foi escolhido para liderar a equipe nacional em Brazzaville, capital do Congo, comemorou a conclusão dos trabalhos: “A publicação é uma oportunidade de agradecer às pessoas que apoiaram este trabalho ao longo dos anos. Decidimos levar o trabalho de tradução mais adiante porque nosso sonho é tornar a Bíblia disponível em todas as nossas línguas maternas”.

Ntondele já havia tomado iniciativa de tradução antes e trabalhou no atual projeto bem-sucedido. Antes da atual versão para a língua beembe, os pregadores costumavam usar a Bíblia em francês – idioma oficial do Congo – e adaptar uma tradução.

No entanto, para Hélène, uma cristã local, essa prática é inadequada “pois mantém os crentes distantes da Palavra de Deus e prejudica a experiência de adoração”.

Alegria

De acordo com a Sociedade Bíblica, as seis milhões de pessoas que residem no Congo falam dezenas de línguas entre si. A Bíblia Beembe ficará ao lado da primeira Bíblia em Lari, outra língua congolesa, que foi concluída em 2021.

“Publicamos o Novo Testamento Beembe em 2013. E então terminamos o Antigo Testamento Lari para completar a Bíblia Lari. O Antigo Testamento Beembe foi uma luta. Tivemos que criar uma escrita para a língua. O projeto levou mais tempo do que o esperado, mas foi uma boa experiência. Agora, os falantes de Beembe podem entender completamente a Bíblia e conhecer a vontade de Deus para suas vidas”, explicou o Dr. Ntondele.

“Me faltam palavras para expressar meus sentimentos. Mas meu coração está cheio de alegria por esta obra que o Senhor realizou por nós”, comentou um líder cristão da região.

“Levou um longo tempo e muitas pessoas aguardaram ansiosamente a publicação desta Bíblia. Muitos foram levados à glória antes de ver este dia acontecer. Mas somos abençoados que neste tempo enquanto ainda estamos vivos somos capazes de segurar fisicamente a Bíblia Beembe”, comemorou.

‘Alvo Mais Que a Neve’: Rachel Novaes resgata hino clássico

Rachel Novaes, uma das vozes em ascensão no meio evangélico, resgatou o hino Alvo Mais Que a Neve em um medley com a música Obrigado Jesus Pelo Seu Sangue.

A cantora Rachel Novaes gravou a música Obrigado Jesus Pelo Seu Sangue, uma versão em português de Thank You Jesus For The Blood, de Charity Gayle (intérprete original de I Speak Jesus, que ganhou a versão Clamo Jesus, de Paulo César Baruk e Marsena).

A artista também costuma resgatar louvores que fizeram parte da história da igreja, e aproveitou para criar um medley com o hino clássico a partir da temática da letra.


Alvo Mais Que a Neve esteve no centro de uma polêmica em dezembro de 2022, quando o cantor Kleber Lucas associou a letra ao racismo, ignorando a referência ao Salmo 51.7, que fala sobre purificação.

Segundo informações da assessoria de imprensa da Musile Records, a produção musical é assinada por Hananiel Eduardo, e o clipe tem direção de Eliel Thomaz.

“Só estamos aqui porque Cristo veio até nós e o Seu sangue nos conectou novamente ao Pai. Cantar sobre o sacrifício, morte e ressurreição de Jesus é a razão da minha vida. Estou feliz demais por compartilhar essa canção com vocês”, destacou a cantora, que vem se estabelecendo como uma artista focada em letras cristocêntricas.

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Empresa cristã vai concorrer com Netflix e Amazon no streaming

A rede de fast-food cristã Chick-fil-A está planejando lançar uma plataforma de streaming para concorrer com as principais empresas do mercado nessa área, como Netflix, Amazon e outras.

A Chick-fil-A liderou o mercado de fast-food dos Estados Unidos por mais de uma década, mesmo se recusando a abrir suas lojas aos domingos (o Dia do Senhor) e sofrendo perseguições da militância progressista. Em 2019, após uma tentativa de cancelamento, a empresa mais que dobrou suas vendas.

Agora, a empresa cristã está colocando em prática um audacioso projeto: produzir programas para toda a família. Para isso, está construindo um estúdio gigantesco em Atlanta, Geórgia, considerado o maior estúdio cinematográfico fora da Califórnia. A área total é de 2,9 mil quilômetros quadrados.

Embora seja especialista no ramo de restaurantes, com 3 mil lojas e um lance de frango exclusivo, a empresa já se envolveu com criação de conteúdo anteriormente. Em 2021, lançou a série de curtas-metragens animados Stories of Evergreen Hills, focada no público norte-americano.

Os planos estão avançados, já que de acordo com informações do portal Deadline, a empresa está negociando o licenciamento de conteúdo de outras produtoras, além de adquirir os direitos autorais de outras obras. Um exemplo é um programa de perguntas e respostas focado no público familiar, que terá inicialmente 10 episódios.

Plataforma de streaming

Dados estatísticos recentes mostram que o público gasta mais de três horas consumindo conteúdo em plataformas de streaming todos os dias. Nos Estados Unidos, 99% dos lares assinam pelo menos um serviço, sendo a Netflix a empresa com mais clientes no país: 260,2 milhões de assinantes.

O youtuber Giovanni Bertone “John” Campea, um canadense crítico de cinema e mídia, avalia a decisão da empresa cristão como uma oportunidade estratégica: “Se eles quisessem ser um serviço de streaming focado em conteúdo familiar, então você sabe o quê? Muitos dos grandes inventores sempre disseram, ouça, você quer fazer sucesso, encontre uma necessidade e preencha-a”.

“Existe um nicho por aí para um serviço de streaming que seja completamente dedicado apenas a conteúdo familiar? Eles poderiam encontrar um caminho para si mesmos”, disse Campea, de acordo com informações do portal The Christian Post.

Espada: extremistas muçulmanos matam evangelista em Uganda

Extremistas muçulmanos no leste de Uganda mataram um cristão a golpe de espada por pregar o Evangelho para outros seguidores de Maomé.

Os extremistas usaram espadas para executar o evangelista Yowabu Sebakaki, 52 anos, no dia 19 de agosto, quando ele voltava para casa de bicicleta para sua aldeia natal de Nyanza, no distrito de Budaka, Uganda.

Fontes que relataram o crime pontuaram que entre junho e julho, extremistas muçulmanos enviaram mensagens ameaçadoras a Sebakaki, incluindo uma que dizia: “Estamos cientes de uma reunião secreta que você está realizando. Você tem que parar de pregar, bem como converter nossos fiéis muçulmanos ao cristianismo, e se não, então em breve iremos atrás de sua vida”.

A revelação da ameaça foi feita às fontes do portal Morning Star pela esposa do evangelista, Nambaluka Sebakaki, que copiou as mensagens para seu smartphone.

Depois de liderar uma aula de discipulado às 17h45 para novos convertidos na casa de um cristão, Sebakaki estava sendo transportado para casa de bicicleta por David Nkomba: “Quando estávamos a 5 quilômetros de chegar à propriedade, por volta das 18h20, uma motocicleta apareceu logo atrás de nós, e em dado momento Sebakaki foi atingido por um objeto que por acaso era uma ‘panga’ [longa espada somali] nas costas, perto do pescoço”, narrou Nkomba.

“Ele caiu e foi cortado por outra [pancada de] panga na cabeça. Sebakaki ficou inconsciente devido ao sangramento excessivo”, acrescentou Nkomba, que pulou da bicicleta para salvar a própria vida.

“Outros agressores gritavam: ‘Sua hora chegou, e orem muito para que seu Deus os salve — vocês têm enganado as pessoas sobre a vida após a morte dada por Issa [Jesus]’. Eu fugi, mas consegui reconhecer um dos agressores como Rashid Siriman, um jovem muçulmano radical bem conhecido de Mbale”, declarou Nkomba.

Vizinhos chegaram ao local e levaram Sebakaki às pressas para um hospital em Mbale, mas ele morreu no caminho. A polícia em Budaka estava procurando os agressores.

Sebakaki foi treinado em apologética e se envolveu na pregação do Evangelho nas áreas predominantemente muçulmanas de Dhoho, Namatala, Kamonkoli, Sekulo e Mugiti, disse seu pastor, que teve o nome preservado por questões de segurança.

Enquanto estava em Kamonkoli em janeiro, Sebakaki sobreviveu a um ataque de extremistas muçulmanos depois de falar de forma convincente em um debate com estudiosos islâmicos, disse o pastor: “Muçulmanos radicais se apoderaram de Sebakaki e começaram a espancá-lo com objetos contundentes, mas ele foi resgatado por cristãos que estavam presentes. Desde então, ele evitou debates com estudiosos muçulmanos, mas em vez disso começou a pregar ao ar livre e iniciou uma classe de discipulado”.

A perseguição aos cristãos em Uganda tem crescido, apesar de a Constituição do país prever liberdade religiosa, incluindo o direito de propagar a fé e abandonar uma religião por se converter a outra. Os muçulmanos não constituem mais do que 12% da população de Uganda, com altas concentrações nas áreas orientais do país.

‘Segura na Mão de Deus’: cristãos apontam oportunismo de Boulos

Lideranças cristãs estão denunciando o oportunismo do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), que durante a campanha para prefeito de São Paulo passou a se apresentar como cristão.

Na última segunda-feira, 26 de agosto, participou de um culto com “cristãos de esquerda”, incluindo Ariovaldo Ramos – apelidado de “pastor lulista”, pela Folha de S. Paulo – e cantou Segura Na Mão de Deus.

O culto, organizado pelo deputado estadual Paulo Fiorilo (PT) em um hotel na Barra Funda, bairro da zona oeste, contou com membros das igrejas Assembleia de Deus de Madureira, Assembleia de Deus Belém, Unidos em Cristo e Universal, além de representantes de denominações menores.

“Vamos precisar que vocês sejam os 300 de Gideão”, disse Boulos aos “cristãos de esquerda”, orientando-os a subverter a influência de seus pastores, que adotam posicionamento conservador, conforme informações do portal Gazeta Brasil.

Durante o culto, Boulos cantou Segura na Mão de Deus. O candidato a vereador Danilo Pássaro (Psol), ativista que se apresenta como evangélico, afirmou que estava profetizando a eleição do colega como prefeito de São Paulo.

O pastor Renato Vargens usou as redes sociais para denunciar a postura oportunista do candidato: “Boulos foi a um ‘culto evangélico’, onde orou e cantou Segura na Mão de Deus. Isso tudo, é claro, com a aprovação de um pastor. Para piorar a situação profanaram o culto, vilipendiaram o nome de Cristo, manipulando o povo com um evangelho espúrio e falso”.

A vereadora Sonaira Fernandes (PL), missionária pentecostal e candidata à reeleição, não deixou passar a oportunidade de lembrar a postura hostil aos cristãos adotada pelo candidato de extrema-esquerda: “Guilherme Boulos, PSOL e PT são inimigos declarados da nossa fé! Não permitiremos a eleição de um comunista apoiador de políticas anticristãs e de ditaduras que perseguem os nossos irmãos ao redor do mundo”.

“Não adianta passar anos atacando os nossos costumes e aqueles que ministram a palavra do Senhor e, em época de eleição, ‘milagrosamente’ virar um ‘servo de Deus’. Somos a maioria e não seremos enganados!”, acrescentou Sonaira.

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Atleta olímpica testemunha conquista de medalha de ouro em culto

A atleta cristã de origem nigeriana Yemisi Ogunleye competiu pela Alemanha nas Olimpíadas de Paris e conquistou a medalha de ouro no arremesso de peso feminino. Em sua volta à igreja, testemunhou a vitória no esporte e liderou um momento de louvor.

Em seu testemunho, Yemisi Ogunleye declarou que a conquista da medalha de ouro foi resultado da intervenção divina. Ela ofereceu aos anciãos e demais membros a usarem a medalha durante o culto como forma de reconhecimento pela contribuição da congregação em sua formação.

Em suas palavras, foi a igreja que a construiu, em referência ao papel fundamental que a congregação teve em sua formação. Ela também explicou que quando sua mãe a levou à igreja pela primeira vez, no começo de sua vida, ela não entendia a necessidade de frequentar cultos.

No entanto, ela acrescentou que hoje é profundamente grata à mãe porque essas experiências iniciais estabeleceram a base para sua fé, o que também a ajudou no atletismo.

De acordo com informações do portal The Christian Post, a atleta de 25 anos conseguiu garantir o arremesso vencedor de 20 metros ao superar a neozelandesa Maddi Wesche por apenas 14 centímetros.

Durante uma coletiva de imprensa, Ogunleye, que já cantou em um coral gospel, disse que cantar para Deus em louvor e adoração a ajudou a se concentrar no Senhor durante tempos difíceis, incluindo sua performance nas Olimpíadas.

Ela disse que se apoiou em Deus durante as Olimpíadas cantando a música gospel I Almost Let Go (Kurt Carr), o que surpreendeu o pastor Franklin Graham, que elogiou a coragem da atleta em expressar sua fé em Cristo: “A vencedora da medalha de ouro olímpica Yemisi Ogunleye surpreende a imprensa com uma linda canção sobre como Jesus Cristo a manteve”, escreveu o pastor no  Facebook.

Em outra entrevista, Yemisi disse que sua decisão de participar das Olimpíadas foi tomada debaixo de orientação divina: “Algum tempo atrás, eu estava apenas orando e perguntando a Deus o que Ele queria fazer com os Jogos Olímpicos. E Ele disse ‘nós vamos ganhar ouro’. Eu não tinha fé naquele momento. Mas Ele continuou me dizendo. Parece literalmente loucura, mas eu vi isso diante dos meus olhos, e eu realmente comecei a ter fé e confiança de que seria possível”, contou.

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Lenço palestino vestido por Lula traz mensagem contra Israel

Um grupo de ativistas palestinos no Brasil se encontrou com Lula (PT) e entregou a ele presentes temáticos das bandeiras árabes, incluindo um lenço palestino contra Israel, além de um pedido de rompimento das relações com o governo da nação judaica.

O encontro entre Lula e uma representante do Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino Khader Othman ocorreu durante a visita do mandatário a uma obra no entorno de Florianópolis (SC).

Na ocasião, os ativistas entregaram uma caixa de presentes para agradecer o “apoio que o governo [petista] sempre deu ao Povo Palestino”. Entre os presentes estava o lenço palestino (keffiyeh) com a frase em árabe “القدس لنا”, que significa “Jerusalém é nossa”, além da mensagem “Nós estamos chegando”.

“Na caixa de presente colocamos uma masbaha, uma hata, um keffiyeh, uma bandeira da Palestina, duas camisetas com estampa e assinatura de Carlos Latuff (uma para o presidente e outra para primeira dama), bottons e três cartas”, diz a publicação dos ativistas no Instagram.

Uma das cartas era do Movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS), um grupo pró-palestina que defende o isolamento de Israel a ponto de inviabilizar a existência do país. No documento, um pedido para que o Brasil corte relações com o Estado israelense.

“Estamos felizes e honrados pelo privilégio e, na ocasião, solicitei ao presidente que ajude a salvar nosso povo do genocídio que está sendo brutalmente perpetrado pelo estado sionista de Israel”, pontua a publicação do Comitê Catarinense.

O encontro de Lula com os ativistas palestinos chegou ao conhecimento das autoridades israelenses. O assessor digital do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Hananya Naftali, expressou repúdio através das redes sociais:

“O presidente do Brasil Lula acaba de se reunir com um grupo pró-palestino e orgulhosamente vestiu um keffiyeh. Lula está muito ocupado se reunindo com radicais para se importar com o futuro do Brasil. Perigoso e vergonhoso!”, alertou Naftali.

A cantora Ana Paula Valadão comentou a publicação de Naftali em reprovação à aproximação de Lula com os ativistas palestinos: “Tá repreendido em nome de Jesus”.