Governo Lula defende aborto de bebês com até 9 meses; entenda

Um documento assinado em 28/02/2024 por Felipe Proenço de Oliveira, Secretário de Atenção Primária à Saúde do governo Lula, e por Helvécio Miranda Magalhães Júnior, Secretário(a) de Atenção Especializada à Saúde, passou a repercutir negativamente nas redes sociais ao trazer à tona a defesa do aborto de bebês com até 9 meses de gestação.

Se trata da Nota Técnica Conjunta Nº 2/2024-SAPS/SAES/MS, a qual tem por objetivo “atualizar normas e harmonizar as informações sobre as condutas a serem adotadas nos serviços de saúde”, precisamente no tocante à viabilidade da prática do aborto para os casos previstos em lei.

No Brasil, de acordo com o artigo 128 do Código Penal, a interrupção da gravidez só é permitida em casos de estupro, risco de vida para a mãe ou de bebês anencéfalos. Porém, até então, estava em vigor uma outra Nota Técnica, de Nº 44/2022-DAPES/SAPS/MS (0027713213), publicada durante o então governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Essa Nota de N° 44 restringia, na prática, a realização do aborto legal conforme a idade do “feto”, afirmando que “a partir da 22/23ª semana de idade gestacional, os fetos precisam ser identificados como viáveis, como detentores do direito à vida e devem receber assistência conforme a sua vulnerabilidade. A probabilidade de sobrevida a longo prazo aumenta com o aumento da idade gestacional”, diz trecho do documento.

Em tom conservador, mas em respeito à legislação vigente, que autoriza o aborto em casos específicos, a nota de 2022 prossegue, segundo a Gazeta do Povo:

“Há que se salientar que, sob o ponto de vista médico, não há sentido clínico na realização de aborto com excludente de ilicitude em gestações que ultrapassem 21 semanas e 6 dias. Nesses casos, cuja interface do abortamento toca a da prematuridade e, portanto, alcança o limite da viabilidade fetal, a manutenção da gravidez com eventual doação do bebê após o nascimento é a conduta recomendada.

A Coordenação de Saúde das Mulheres (Cosmu) do MS esclarece que o aborto com excludente de ilicitude, previsto no inciso II do art. 128 do Código Penal, não pode ser imposto independentemente da idade gestacional pelo fato da observância do conceito da viabilidade, que é definido como estágio de maturidade fetal alcançado, em determinado período de tempo, em decorrência da evolução do desenvolvimento humano ainda no ambiente intrauterino.

Este é utilizado como marco temporal no qual o feto apresenta alguma capacidade de manutenção da vida fora do ambiente uterino, mesmo vindo a nascer precocemente por algum motivo. O período mais precoce desse estádio com a tecnologia atual, inicia-se a partir da 22ª semana gestacional e é denominado de periviabilidade. O nascimento de um ser humano a partir dessa época é conceituada como parto prematuro e não mais como abortamento”.

Nota do governo Lula

Diferentemente da nota N° 44 de 2022, que não apoiava a interrupção da gravidez em gestações que ultrapassem 21 semanas e 6 dias, a nota Nº 2/2024-SAPS/SAES/MS, assinada em fevereiro deste ano, portanto, sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defende a possibilidade do aborto em qualquer fase da gestação.

Informações sobre a 38ª Semana de Gestação
Um “feto” [bebê] com 9 meses de gestação, plenamente formado, restando apenas o nascimento. Foto: reprodução/Gestação Bebê

O documento diz que “não há limite gestacional para o acesso” ao aborto previsto em lei, classificando o posicionamento da Saúde sob a gestão Bolsonaro como “premissas conceituais equivocadas”.

“A Organização Mundial da Saúde (OMS), da qual o Brasil é Estado-membro, define, na 11ª Revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-11) como aborto induzido a ‘expulsão ou extração completa de um embrião ou feto (independentemente da duração da gravidez), decorrente da interrupção deliberada de uma gravidez em curso, por meios medicamentosos ou cirúrgicos, que não tem a intenção de resultar em um nascido vivo”, diz a Nota Nº 2/2024.

E conclui: “Depreende-se que o aborto induzido não tem relação com o tempo gestacional, peso fetal e tampouco ‘viabilidade fetal’ […] Destarte, se o legislador brasileiro ao permitir o aborto, nas hipóteses descritas no artigo 128 não impôs qualquer limite temporal para a sua realização, não cabe aos serviços de saúde limitar a interpretação desse direito”.

Lula retira Brasil de aliança internacional contra o aborto, assinada por Bolsonaro

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Moraes ordena e deputado é preso pela PF em igreja, diz senador

Mais uma decisão polêmica foi tomada horas atrás pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal e atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Dessa vez, o alvo da ação judicial foi o deputado estadual Capitão Assumção (PL), que foi preso pela Polícia Federal na noite da última quarta-feira (28).

O parlamentar foi eleito como deputado estadual do Espírito Santo, e em 2022 chegou a ser alvo de um mandado de busca e apreensão no âmbito de um inquérito que investiga supostos ataques à democracia e às autoridades.

Mesmo não tendo sido preso e não tendo sido denunciado pelo Ministério Público, o Capitão Assumção passou a cumprir medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, a restrição de locomoção e o não uso das redes sociais, o que vinha realizando desde então.

Ao noticiar a sua prisão, o senador Magno Malta, presidente do PL do Espírito Santo, disse não saber o motivo da prisão do Capitão, confirmando apenas que ele estava na Igreja Cristã Maranata quando foi detido, após ordem do ministro Moraes.

Nota do PL

Em nota assinada por Magno Malta, o PL questionou o real motivo da prisão do deputado. Nas redes sociais, o senador também lembrou que Assumção anunciou que vai se candidatar à Prefeitura de Vitória, sendo o nome escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para a disputa.

“O deputado estadual Capitão Assumção, do PL, conservador e bolsonarista, foi detido nesta quarta-feira (28/02) enquanto estava na igreja. Assumção é membro da Maranata”, diz um trecho do documento.

“O deputado já enfrentou recentemente busca e apreensão; ele foi obrigado a usar uma tornozeleira eletrônica por supostamente ter cometido ‘crime de opinião’. Será que esse crime se refere à sua oposição à vacinação ou à sua crítica ao ativismo judicial?”, ressalta a nota.

A prisão do deputado estadual provocou reações nas redes sociais, com internautas apontando a decisão do ministro Moraes como mais um caso de suposta violação ao Poder Legislativo.

“É preocupante ver tantas pessoas sendo presas por expressarem suas opiniões. Outros são detidos simplesmente por discordarem”, enfatiza a nota do PL, segundo a Folha de Vitória. Assista:

PRISÃO DE DEPUTADO Deputado Estadual Capitão Assunção

Senador Magno Malta acaba de comunicar pic.twitter.com/CHqEHnlYuk

— 🇧🇷 VLOGDOLISBOA (@VlogdoLisboa) February 29, 2024

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Homem com tumor na cabeça: 'Deus está presente no sofrimento'

O sofrimento é algo pelo qual ninguém quer atravessar, o que é perfeitamente natural e esperado. Mas, quando isso é inevitável, qual deve ser a postura do cristão? Para o ex-patinador olímpico Scott Hamilton, que há anos vive com um tumor na cabeça, a resposta envolve confiança, esperança e fidelidade.

“Estamos aqui por sua graça e misericórdia. Nossos corpos são frágeis, mas resistentes. Temporários. Portanto, vivemos nossos dias com alegria. Vivemos nossos dias com esperança. Vivemos nossos dias com fidelidade!”, diz ele em seu testemunho.

Scott luta contra o câncer há cerca de 20 anos! A primeira vez que um tumor foi descoberto em seu corpo, foi no testículo, em 1997. Após o tratamento com radioterapia e quimioterapia, ele se livrou da doença, mas ela retornou em 2006, dessa vez em seu cérebro.

“Esse tumor cerebral continua voltando – Craniofaringioma – com o qual eu nasci. Mas essa jornada tem sido milagrosa”, disse ele à CBN News, explicando que ouviu diversas coisas dos médicos.

“Quando eles me diagnosticaram, me deram todas as diferentes maneiras pelas quais eu poderia lidar com esse tumor, por meio de ações, oração e exercícios”, continuou. Tratado, Scott se livrou novamente do câncer, mas a doença retornou pela terceira vez em 2016, ainda no cérebro.

Decisão de fé

Com o terceiro diagnóstico de câncer no cérebro, Scott disse que os médicos lhe ofereceram uma cirurgia que poderia ter sucesso, mas seria complicada. Ele, porém, resolveu tomar uma decisão de fé, recordando de tudo pelo que já havia passado.

“Tudo o que senti foi: não se preocupe com isso. Basta ir para casa e ficar forte”, disse ele ao lembrar da sensação que teve na conversa com os médicos. “Eles disseram: ‘Bem, o que você quer fazer?’ E eu disse: ‘Acho que vou para casa e ficar forte’”.

Nos meses seguintes, o tamanho do tumor diminuiu por várias vezes. “Voltei ao exame três meses depois e eles disseram: [o tumor] não cresceu. Volto três meses depois e eles dizem: encolheu 45%. Eu disse ao meu cirurgião: ‘Você pode explicar isso?’. E ele disse: ‘Deus’. Voltei e ele encolheu 25% novamente”.

Durante a pandemia, Scott disse que o câncer voltou a crescer. Ele, porém, lembra que resolveu continuar firme em seu propósito de fé. “Em meu espírito, percebi que estou totalmente em paz por nem mesmo olhar para isso de novo, a menos que fique sintomático”, explica.

Para o ex-patinador, lidar com o sofrimento, portanto, é uma questão de aprendizado e experiências únicas com Deus. Não é algo que escolhemos, mas que precisamos aprender a enxergar com os olhos espirituais, já que nada escapa ao controle do Criador.

“Deus está mais presente em nossas vidas em nosso sofrimento mais profundo”, conclui.

Pastor do PSOL critica ato em SP: 'Fundamentalistas religiosos'

O pastor e deputado federal Henrique Vieira, do Partido Socialismo e Liberdade, o PSOL, não reagiu bem ao sucesso da manifestação realizada no último dia 25 na Avenida Paulista. Para o parlamentar, o ato em SP tratou-se de uma ação feita por “fundamentalistas religiosos” extremistas.

Conhecido por ser um ferrenho defensor das pautas liberais como a legalização do aborto, drogas e da agenda LGBT+, Henrique Vieira usou o seu perfil oficial no “X”, o antigo Twitter, para comentar a manifestação.

“Hoje, na Câmara dos Deputados, fiz um agradecimento improvável. Agradeci ao pastor Silas Malafaia por ter convocado, junto com Bolsonaro, a mobilização de extrema direita e golpista em São Paulo, no domingo passado”, iniciou o pastor do PSOL, em tom de ironia.

Na sequência, Vieira utilizou a retórica utilizada por figuras da esquerda política nacional em seus ataques aos conservadores, normalmente de forma generalizada, buscando rotular de forma pejorativa todos os cristãos que não concordam com a agenda liberal.

“E por que a gratidão? Porque, com esse ato, Malafaia demonstrou o completo desrespeito que ele e tantos outros extremistas e fundamentalistas religiosos têm pela democracia, pelo resultado eleitoral, pelo Estado Laico e pluralidade do nosso país”, continuou.

O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, foi o principal responsável pela idealização, organização e financiamento do ato na Paulista, o que terminou lhe rendendo ataques e o risco de ser investigado pela Polícia Federal.

Posteriormente, se referindo de forma curiosa à “Mãe Terra”, expressão normalmente utilizada por esotéricos e adeptos do animismo, Vieira insinuou que Malafaia e aliados estariam tentando manipular a fé alheia para fins políticos, considerando isso um desrespeito “aos irmãos e irmãs de fé” de outros segmentos.

“Não podemos nos calar quando a fé das pessoas é mobilizado por golpistas para promover o ódio, a intolerância e a discriminação”, completou o pastor do PSOL. Assista a íntegra do discurso, abaixo:

Hoje, na Câmara dos Deputados, fiz um agradecimento improvável. Agradeci ao pastor Silas Malafaia por ter convocado, junto com Bolsonaro, a mobilização de extrema direita e golpista em São Paulo, no domingo passado. E por que a gratidão? Porque, com esse ato, Malafaia demonstrou… pic.twitter.com/MsuW9Aybiw

— Pastor Henrique Vieira (@pastorhenriquev) February 27, 2024

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Após homicídio, homem aceita Jesus na prisão: 'Ensinado a odiar'

A trajetória de fé de uma homem chamado Joel se assemelha a de muitos que acabam encontrando Jesus Cristo só após muito sofrimento, rebeldia e criminalidade. Atualmente preso por causa de um homicídio, ele agora usa o seu testemunho para alertar outras pessoas.

Joel disse que apesar de ter crescido em um lar nominalmente cristão, não havia conhecido o que era o amor verdadeiro. Ainda muito novo, com apenas 18 anos, ele já era dependente químico e vivia consumindo drogas.

Foi nesse mundo de vício e criminalidade que o rapaz, já com dois filhos, cometeu o crime de homicídio, sendo condenado posteriormente a 38 anos de prisão. É de dentro da cadeia onde vive atualmente, a Instituição Correcional de Londres, em Ohio, Estados Unidos, que ele conta seu testemunho.

Joel contou, por exemplo, que chegou a se converter ao islã, mas que isso não foi o suficiente para lhe fazer mudar de atitudes. Foi na solitária do presídio, então, que ele pensou em tirar a própria vida.

“Eu tinha escrito um bilhete de suicídio. Terminei a vida. Cansei de sentir a dor. Naquele momento, não sei por que, mas o nome de Jesus continuava entrando na minha cabeça. Ele continuou vindo na minha cabeça e eu tentei empurrá-lo para fora”, lembra.

Felizmente, foi durante a sua ideação suicida que Joel recebeu a proposta de ir para uma área de recreação no presídio, onde teve a chance de assistir a mensagem de um pastor na TV. O evangelho inundou o seu coração de forma impactante, e ele acabou se rendendo ao Senhor.

“Naquele momento, recebi Jesus e, quando recebi Jesus, recebi uma nova família. É uma família de caras que me amam como eu nunca fui amado. Mesmo quando eu estava na vida de gangue, mesmo quando eu era muçulmano, eu nunca fui amado por um grupo de caras como esses caras”, contou.

Agora como cristão, Joel é uma nova criatura e o crime de homicídio ficou no passado. Ele contou que não havia imaginado uma mudança tão drástica em sua vida, especialmente dentro de uma prisão.

“Quando se tratava de falar com cristãos, eu não suportava porque fui ensinado pelo Islã a odiar isso. Poder identificar a graça de Deus e ver a misericórdia de Deus e ver o amor de Deus se desdobrar na minha vida é a maior sensação que já senti”, concluiu, segundo o God TV.

Jornalista: Lula erra ao não entender o sentimento dos evangélicos

A jornalista Natuza Nery, comentarista de política da emissora GloboNews, fez algumas observações sobre a relação do governo Lula com os evangélicos no Brasil, dizendo acreditar que a atual gestão erra por não compreender o “sentimento” desse segmento religioso.

O comentário da comunicadora se dá em um contexto de esforço por parte do Planalto, no sentido de querer conquistar o apoio da comunidade evangélica, vista como fundamental para as eleições no país.

No entanto, com uma declaração recente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o Estado de Israel, comparando a resposta militar do país ao holocausto nazista praticado por Adolf Hitler, essa aproximação com os evangélicos se tornou mais difícil.

Para Natuza, contudo, o sentimento dos evangélicos diante das pautas conservadoras e históricas, como a própria relação com Israel, precisa ser compreendido e respeitado pelo governo, já que faz parte da real maioria da população brasileira, que é cristã.

“O evangélico não pode ser tratado como um eleitor diferente da média do eleitor brasileiro”, diz a jornalista. “No passado, muitos líderes evangélicos que estavam com Bolsonaro, estiveram com Lula. Então, o problema não é a agenda de esquerda”, argumenta.

“Ao que parece [o governo] segue errando [com os evangélicos], porque segue com uma fórmula antiga. Se você perguntar, por exemplo, para lideranças petistas como um todo, eles vão se dividir”, continua Natuza, explicando que o eleitor evangélico não pode ser tratado como “um produto a ser conquistado”.

PEC de impostos

No contexto do seu comentário, Natuza Nery foi questionada se o governo acerta ou não ao apoiar um Projeto de Lei que visa ampliar a imunidade tributária das igrejas. A jornalista, contudo, lembrou que não serão apenas as denominações evangélicas beneficiadas com a medida, mas todos os segmentos religiosos.

Para alguns governistas, segundo a coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, a possível aprovação da PEC servirá como um aceno do governo para as lideranças evangélicas. Assista:

— GloboNews (@GloboNews) February 27, 2024

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'Deus me preparou e capacitou em secreto', diz Aymeê Rocha

A cantora Aymeê Rocha quebrou o silêncio e falou ao público sobre o que tem achado da repercussão sobre a sua música Evangelho de Fariseus, que dividiu a opinião do mundo cristão e chamou a atenção do meio secular para os problemas enfrentados na Ilha do Marajó.

A artista de 28 anos se mostrou surpresa pelo crescimento avassalador de seguidores nas redes sociais. Apenas no Instagram, a jovem já acumula quase 2 milhões de fãs, número alcançado em apenas dez dias de sucesso. Anteriormente, ela possuía apenas 2 mil.

“Assustadora, confesso!”, disse ela ao UOL, se referindo à repercussão da sua música. De acordo com a jovem, porém, a fama explosiva é algo que já vinha sendo trabalhado pelo Senhor em sua vida.

“Deus me preparou e capacitou por anos em secreto para o que eu viveria no público. Eu já imaginava a proporção, mas não imaginei que seria em uma velocidade tão rápida”, contou Aymeê.

A música

Na canção Evangelho de Fariseus, Aymeê fala do que acredita ser a mercantilização da fé, assim como da exploração humana na Ilha do Marajó.

“Há um evangelho de fariseus, cada um escolhe os seus e se inflamam na bolha do sistema”, diz a letra. “Ah, enquanto isso, no Marajó, o João desapareceu esperando os ceifeiros da grande seara. A Amazônia queima. Uma criança morre. Os animais se vão superaquecidos pelo ego dos irmãos”.

A música de Aymeê gerou críticas e elogios. Para o escritor assembleiano Gutierres Fernandes Siqueira, por exemplo, ela serviu para trazer “à tona o que há no coração de muitos crentes”.

Já para o pastor e também escritor Yago Martins, a repercussão da letra Evangelho de Fariseus será incorporada pelo “sistema”, sendo usada para um teatro no “mercado da fé”.

“Não me empolgo com denuncia ao sistema que pode ser incorporada tão facilmente pelo sistema. No fim das contas, vira parte do grande teatro do mercado da fé. Dito isto, a música é boa. Uma mistura de ‘a graça da garça’ com coletivo candieiro”, comentou Yago no X. Veja mais:

‘Não é entretenimento gospel’, disse Aymeê sobre música Evangelho de Fariseus

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Sóstenes: Ato não foi fidelização ao Bolsonaro, mas “aos valores”

O pastor e deputado federal Sóstenes Cavalcante, 2° Vice-presidente da Câmara dos Deputados, falou sobre a manifestação ocorrida no último dia 25, na Avenida Paulista, quando o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro e aliados discursaram em defesa do Estado Democrático de Direito.

Durante uma entrevista para a GloboNews, Sóstenes negou que o ato organizado e financiado pelo pastor Silas Malafaia fosse uma manifestação de “fidelização ao Bolsonaro”.

“Discordo que seja uma fidelização ao Bolsonaro. É uma fidelização aos valores, que foram muito bem interpretados pelo Bolsonaro quando ele esteve à frente da Presidência da República”, afirmou o parlamentar.

Para Sóstenes, que integra a bancada evangélica no Congresso, qualquer político que defender os princípios e valores cristãos terá o apoio da comunidade religiosa cristã, a exemplo do que ocorreu com Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2018 e 2022.

“São os valores que nos unem”, disse ele. “Hoje, esse líder é o Bolsonaro. Amanhã, poderá ser outro. O atual governo defende legalização de drogas, defende a legalização do aborto, defende tudo que vem contra os nossos valores, então eu sempre digo que evangélicos e governos de esquerda são água e óleo. Não vão se misturar nunca”.

‘Recursos pessoais’

Em uma publicação feita nas redes sociais, Sóstenes também rebateu os rumores de que o pastor Silas Malafaia poderá ser investigado pela Polícia Federal, algo já repercutido pelo GospelMais.

O possível motivo, segundo a suspeita levantada pelos críticos, é de que o líder religioso teria utilizado recursos da sua denominação, a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, para promover o ato do dia 25 na Paulista.

Para o 2° Vice-presidente da Câmara dos Deputados, no entanto, tudo o que Malafaia fez “foi com seus recursos pessoais, e embora a esquerda queira tirar o direito do meu pastor de exercer sua cidadania, a verdade é uma só: todo cidadão tem o direito de falar das suas convicções, isso é democracia!”. Assista:

“Discordo que seja uma fidelização ao Bolsonaro. É uma fidelização aos valores, que foram muito bem interpretados pelo Bolsonaro quando ele esteve à frente da Presidência da República. São os valores que nos unem. (…) Hoje, esse líder é o Bolsonaro. Amanhã, poderá ser outro. O… pic.twitter.com/Z4wvuN0CCr

— GloboNews (@GloboNews) February 27, 2024

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Só em 2023 foram registrados 44,6 milhões de abortos no mundo

O número de abortos no mundo parece estar cada vez maior, apesar da reação de grupos pró-vida que lutam para que o “assassinato de inocentes”, como acusam os críticos da prática, não se torne legal. Mesmo assim, só em 2023 foram registrados 44,6 milhões de mortes por interrupção da gravidez, sendo essa a maior causa de óbitos no planeta.

Os dados, segundo informações do Christian Post, foram divulgados pelo Worldometer, um banco de dados que rastreia dados quantitativos sobre saúde, população global e outras métricas em tempo real.

Conforme essa plataforma, os dados capturados pelo Internet Archive Wayback Machine, em 31 de dezembro passado, apontam que o quantitativo de mortes por aborto, naquele ano, foi maior do que todas as outras causas de óbito no mundo.

Para se ter uma noção da diferença assustadora, a segunda maior causa de morte no mundo em 2023 foi por doenças transmissíveis, com 12,9 milhões de óbitos. O câncer aparece em terceiro lugar, com mais de 8,2 milhões de mortes, enquanto o tabagismo foi apontado como responsável por 4,9 milhões de pessoas mortas, ficando em quarto.

Aborto é pecado

O aumento do número de abortos no mundo vai na contramão do que ensina o cristianismo. Para o pastor Nicodemus Lopes, por exemplo, por mais que a Bíblia não fale expressamente contra a prática, trata-se de algo “que na mentalidade israelita antiga, o aborto era impensável”.

“As crianças eram vistas como um presente de Deus, e a gravidez era considerada uma bênção divina. Não ter filhos era considerado uma maldição. A proibição genérica ‘Não matarás’ abrangia essa questão”, ensina o pastor.

Segundo Nicodemus, apesar de haver uma discussão sobre quando ocorre o início da vida, a Bíblia nos dá a entender que Deus reconhece a concepção como esse momento, o que contraria a tese defendida por alguns abortistas.

“Apesar de algumas passagens serem difíceis de interpretar, a Bíblia ensina que o corpo, a vida e as faculdades morais do homem têm origem na concepção”, conclui o Ex-chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Trump diz que precisa de Deus para vencer a 'esquerda radical'

O apelo ao discurso religioso como forma de demonstrar o que está em jogo nas eleições de grandes democracias, como a dos Estados Unidos, é uma realidade cada vez mais visível. Dias atrás, por exemplo, o ex-presidente Donald Trump voltou à falar do seu apego a Deus como forma de lutar contra a “esquerda radical”.

Cotado pelos Republicanos para disputar a eleição presidencial este ano, Trump discursou na última quinta-feira, dia 22, em um fórum para radialistas cristãos em Nashville, capital do Tennessee.

Na ocasião, o ex-presidente traçou um paralelo entre a disputa presidencial americana e um conflito militar global, dando a entender que, a depender do resultado das eleições deste ano, o mundo poderá enfrentar uma luta armada generalizada no futuro, ou um uma guerra de ordem moral.

Para o ex-presidente, contudo, o risco de um conflito global está atrelado à disputa interna no seu país. “Hoje estamos em outra luta pela sobrevivência de nossa nação”, disse ele. “Desta vez, a maior ameaça não vem de fora de nosso país, eu realmente acredito nisso: vem de dentro”.

“Estou aqui hoje, porque sei que, para alcançar a vitória nesta luta, assim como nas batalhas do passado, ainda precisamos da mão de nosso Senhor e da graça do Deus Todo-Poderoso”, continuou o ex-presidente, segundo a CNN Brasil.

‘Esquerda radical’

Em seu discurso, Trump se colocou como um cristão que estaria “lutando” e “levando as balas, levando as flechas” em defesa dos valores da direita conservadora. Foi durante o seu governo, de fato, que os Estados Unidos cortou financiamentos para o aborto e se colocou em defesa dos cristãos perseguidos pelo mundo, como o pastor Andrew Brunson.

O líder americano acredita, por fim, que os cristãos não devem se omitir das questões políticas da sua nação, tendo em vista que a “esquerda radical”, segundo o ex-presidente estaria vindo contra “todos nós”.

“Os cristãos não podem se dar ao luxo de ficar de fora dessa luta. A esquerda radical está vindo atrás de todos nós, porque eles sabem que nossa lealdade não é a eles. Nossa lealdade é ao nosso país e nossa lealdade é ao nosso Criador”, concluiu.