Venezuela: pastores são assediados e ameaçados nas eleições

A situação dos líderes cristãos durante as eleições na Venezuela vem se degradando rapidamente, com assédios por parte dos integrantes da ditadura que governa o país nas últimas décadas.

De acordo com a Missão Portas Abertas, o governo atual pune pastores que não prometem apoio nas eleições: “A Venezuela vive um dos momentos mais críticos de sua história recente. Amanhã (28) acontecerá a eleição presidencial. Pela primeira vez em 23 anos, a oposição está liderando as pesquisas de intenção de voto, com mais de 30 pontos à frente do atual presidente, Nicolás Maduro. A situação criou um clima de tensão e incerteza em toda a nação”, contextualizou a entidade em uma nota.

A ONG Laboratorio de Paz relatou 76 casos de pessoas que sofreram prisões arbitrárias, além das denúncias de 28 casos de assédio e dezenas de abusos dos agentes da Polícia Nacional Boliviana.

“Maduro também conseguiu desqualificar duas oponentes – María Corina Machado e Corina Yaris – no ano passado, mas não pode impedir a candidatura de Gonzales Urrutia para as eleições deste domingo”, recapitulou a Portas Abertas.

O aumento na perseguição aos cristãos durante as eleições na Venezuela vem sendo denunciado pela entidade missionária há tempos: “Atualmente, a nação faz parte da Lista de Países em Observação 2024, na 67ª posição, nos quais os seguidores de Jesus enfrentam índices elevados de pressão e assédio. O governo impede a mobilização popular e mantém o controle da Venezuela por meio de ações, como a censura da liberdade religiosa e de denúncias sobre a crise em meios virtuais”.

Vigilância e suborno

Um pastor identificado pelo pseudônimo Dario (por questões óbvias de segurança) contou à Portas Abertas que foi visitado há algumas semanas por um representante do partido de Nicolás Maduro na igreja, alertando-o que estava lá com a missão exclusiva de investigá-lo e acusá-lo de oposição à ditadura:

“Nunca me envolvi com política, apesar de ter minhas convicções. Jamais incitei alguém”, contou o pastor, que tem familiares favoráveis ao governo e atuando no setor público.

Outro pastor, apresentado como Abel, diz que o temor de represálias é generalizado entre os fiéis da igreja. Às vésperas das eleições, o governo Maduro ofereceu diversos benefícios para igrejas que apoiassem o governo e muitos dos que recusaram as vantagens, foram punidos.

“É uma estratégia do governo para conseguir apoiadores. Eles nos oferecem boa infraestrutura para as igrejas e ajuda, mas não aceitamos. Por isso, eles cortam nossos cabos. Há oito dias, quando chegamos para o culto, não havia eletricidade. O cabo principal foi arrancado. Me sinto desconfortável por, como venezuelano, não poder ter liberdade de pensamento”, contou Darío.

Em sua nota, a Portas Abertas pondera que “apesar das ameaças, os cristãos venezuelanos se juntaram para encorajar uns aos outros em oração”, o que pode ser depreendido pela afirmação do pastor Dario: “Minha missão é mobilizar as pessoas para levar a mensagem de esperança, os ensinos de Cristo”, finalizou.

Santa Ceia zombada nas Olimpíadas: pastores apontam cristofobia

A abertura das Olimpíadas de Paris 2024 foi marcada pela temática progressista que vem sendo imposta ao mundo ocidental, mas o ponto de maior polêmica se deu com o escárnio à santa ceia, numa reprodução com drag queens da cena pintada por Leonardo DaVinci no quadro A Última Ceia.

A França, que já foi chamada pelos católicos de “a filha predileta da Igreja”, foi palco de um dos episódios de maior demonstração inequívoca de ódio ao cristianismo, protagonizado justamente pelo grupo social que tem como discurso as bandeiras de respeito, igualdade e tolerância.

A cena se tornou o principal tópico de comentários de muitos pastores e líderes cristãos na última sexta-feira, 26 de julho: “Tiveram seu momento de satisfação, zombando gratuitamente da nossa fé. Agora, retornando para seus lares, terão que voltar a lidar com suas amarguras e ressentimentos. Enquanto nós continuaremos felizes, constituindo famílias e temendo a Deus!”, comentou a vereadora Sonaira Fernandes (PL-SP) no X.

Tiveram seu momento de satisfação, zombando gratuitamente da nossa fé.

Agora, retornando para seus lares, terão que voltar a lidar com suas amarguras e ressentimentos. Enquanto nós continuaremos felizes, constituindo famílias e temendo a Deus! pic.twitter.com/HJ4u0fhR4m

— Sonaira Fernandes (@Sonaira_sp) July 26, 2024

“Insegurança, desorganização, problemas com alimentação, muitas críticas de atletas…

E por fim uma cerimônia de abertura que escarnece e faz chacota mundial com um dos mais importantes símbolos cristãos. As Olimpíadas revelando a decadência da França e do ocidente”, destacou o pastor Pedro Pamplona.

Insegurança, desorganização, problemas com alimentação, muitas críticas de atletas…

E por fim uma cerimônia de abertura que escarnece e faz chacota mundial com um dos mais importantes símbolos cristãos.

As Olimpíadas revelando a decadência da França e do ocidente. pic.twitter.com/EVzNEZkpkT

— Pedro Pamplona (@pedromcp) July 26, 2024

“Blasfêmia na Olimpíada de Paris. Sempre zombam de Jesus. Nunca de Maomé. Nunca de Buda. Nunca de Marx, Stálin ou Mao. Com certeza, nunca do panteão de deuses pagãos sexualizados. Eles odeiam a luz porque ela expõe suas maldades”, constatou o pastor Franklin Ferreira diante do vilipêndio ao símbolo da Santa Ceia.

“A condenação é esta: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal detesta a luz e não se aproxima da luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Quem pratica a verdade se aproxima da luz, para que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus” (João 3.19-21), acrescentou.

O líder da Onda Dura Church, pastor Filipe Duque Estrada, alertou para a cauterização sofrida por muitos seguidores de Jesus diante do evento: “Na abertura das Olimpíadas, a agenda ideológica anticristã atacou novamente. O que impressiona é o mundo cristão olhando e normalizando essa ofensa ao cristianismo”

“É bizarro que fazem isso sob o pretexto de exigir tolerância, mas a pergunta é: será que genuinamente a agenda woke quer respeito e dignidade para as minorias, ou quer destruir e ofender aqueles que não são adeptos de suas práticas? Tudo isso é uma afronta a um Deus que amou o mundo ao ponto de se auto revelar, esvaziando-se de sua glória, e a um povo que ama o próximo. Não tem como não concluir que isso é uma sina odiosa contra o amor, a verdade e a Luz”, escreveu Lipão, citando Romanos 1.18-23 em seguida.

O pastor Guilherme de Carvalho destacou que a abertura das Olimpíadas expressou o espírito do anticristo: “É a mesma coisa na França, no Reino Unido, na América do Norte e no Brasil: uma religião secular que existe roubando e costurando partes mortas da herança cristã, incluindo sua ética, sua escatologia, seu enredo e, como é evidente, a sua iconografia, como se viu na abertura das olimpíadas”.

Carvalho também fez um alerta sobre os ditos “cristãos de esquerda” que pregam integração entre a Igreja de Cristo e essa cultura vigente no mundo: “Pensem comigo, meus caros: a serviço de quem estão os crentes progressistas que abraçam essa cultura? A serviço de quem estão os que tentam infiltrar essa abominação nas igrejas evangélicas? A serviço de quem estão as elites anticristãs do mundo ocidental?”.

‘Danizinha Protetora’: desenho cristão vira alvo da militância

O desenho Danizinha Protetora, uma animação de conteúdo cristão que está sendo exibida pela Rede Minas, despertou a fúria do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos (CONEDH/MG), que acionou o Ministério Público de Minas Gerais contra a veiculação.

Idealizado pela pastora Daniela Linhares, vice-presidente da Igreja Batista Gersêmani, em Belo Horizonte, o desenho está sendo acusado de preconceito de gênero por ter diferenciado o sexo biológico de meninos e meninas de forma lúdica em um de seus episódios.

O Conselho argumenta que uma propaganda referente à atração infantil com as frases “Menino e Menina: Deus fez os dois para sua glória!” e “fundo azul para meninos e rosa para meninas”, pode configurar uma irregularidade na grade da programação da emissora pública do estado.

O desenho é descrito no site da Fundação TV Minas Cultural e Educativa (FTVM) como a história de uma garotinha que “ensina a importância da confiança em Deus”: “[Danizinha] encarna a defensora dos valores cristãos e ensina a importância da confiança em Deus e como reconhecer situações que podem comprometer seu bem-estar”.

Robson Sávio Reis Souza, presidente do CONEDH/MG, disse em nota que viu com “estupefação” a propaganda sobre o desenho e o “advento deste programa”, cobrando também que as autoridades confiram se há “falta de informações que o isente de ser um programa que possua uma linha fundamentalista, antipluralista e preconceituosa”.

Souza pede que o MPMG investigue se há preservação da laicidade do Estado e preservação do interesse público em detrimento do privado, de acordo com informações do portal O Tempo.

Em resposta, Daniela Linhares disse que cedeu os direitos autorais da animação Danizinha Protetora à Rede Minas para exibição na emissora sem cobranças: “O contrato não envolve valores. Cedi todos os direitos. Não recebo nada, mas também não pago nada. Não pode vincular propaganda ao produto e, para mim, é uma forma de divulgação do projeto”.

Ela também argumentou que o desenho não tem qualquer abordagem doutrinária e não foi custeado pela Igreja Batista Getsêmani.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) saiu em defesa da animação e expôs a intolerância dos ativistas progressistas: “Querem a retirada do programa pois a autora chamou menino de menino e menina de menina? Querem a censura do programa, pois as cores são azul e rosa para representar meninos e meninas? Então o Conselho vai também começar a impedir os chás de revelação do sexo dos bebês no Brasil?”, questionou, no Instagram.

“As crianças também assistem o programa infantil que os pais quiserem. Que fique bem claro que os filhos pertencem aos pais. Acho que está na hora desta militância deixar as famílias em paz. Está ficando muito feio este patrulhamento desnecessário”, protestou a senadora, cobrando em seguida: “Deixem as famílias em paz”.

Pastores: caso de Luiz Sayão é alerta para cuidados de saúde

O caso recente de afastamento do pastor Luiz Sayão para cuidar da saúde após complicações de um acidente vascular cerebral (AVC) despertou, mais uma vez, a preocupação sobre o grau de estresse ao qual são submetidos os pastores em geral.

Sayão – um dos acadêmicos teológicos brasileiros de maior conhecimento do hebraico, idioma original do Antigo Testamento – usou as redes sociais para relatar as complicações de saúde pós infecção de covid-19 anos atrás e um recente AVC, e anunciou o cancelamento de todas as suas agendas para se recuperar.

O caso de esgotamento do pastor da Igreja Batista Nações Unidas é um exemplo do que foi constatado pelo estudo Greatest Needs of Pastors de 2022 da Lifeway Research, que constatou que 75% dos pastores dizem que estão extremamente estressados e 90% relatam que trabalham entre 55 e 75 horas por semana.

Em uma entrevista à emissora Christian Broadcasting Network (CBN News), um pastor ouvido sobre a rotina de trabalho na igreja afirmou que mesmo os líderes religiosos precisam “ser sábios com o chamado de Deus” para ter certeza que o cumprimento do dever “não nos esmague”.

Joshua Smith, que dirige a Igreja Light Elk Grove, disse ainda que há a necessidade de que um pastor saiba distribuir responsabilidades entre os líderes das congregações: “Sabemos que o fardo de Deus é leve, mas também precisamos orar por um espírito de sabedoria para que possamos delegar algumas dessas tarefas para as quais Deus não nos chamou”.

Negar a necessidade de descanso é um erro que não se pode cometer, alertou Smith: “Você e eu precisamos saber em que graça andamos para não carregarmos um fardo que não fomos projetados para carregar. Também precisamos estar bem em sermos humanos e vulneráveis. Precisamos descansar. Precisamos recarregar”.

No âmbito espiritual, o pastor Smith vê a ação satânica para desgastar os pastores e dessa forma atrapalhar comunidades inteiras: “Em Coríntios, Paulo diz que há uma porta de ministério, uma porta larga e eficaz, mas ele disse que há muitos adversários. Então, não há apenas a atração de viver a vida e cuidar dos negócios, mas também há uma guerra espiritual”.

“Onde quer que haja uma porta, há uma guerra. Então o diabo está guerreando contra almas. Como um homem de Deus e como uma mulher de Deus, estamos conectados a grupos de pessoas, estamos conectados a igrejas e estamos conectados a comunidades inteiras. Se ele puder nos desgastar, ele destruirá comunidades inteiras”, alertou.

Ariovaldo diz que ‘Deus está no inferno anunciando Salvação’

Ariovaldo Ramos compartilhou uma pregação sua em um culto online da Comunidade Cristã Reformada (CCR) afirmando que Deus está no inferno manifestando Sua Salvação para anunciar arrependimento. Em resposta, o pastor Renato Vargens declarou que a frase pode ser classificada como uma “heresia”.

O contexto da afirmação feita por Ariovaldo Ramos – que devido à sua intensa atuação política em defesa da ideologia de esquerda foi rotulado pela imprensa como “pastor lulista” – está na pregação feita por ele em 1 Pedro 2.20-23, em que ele compara a recusa de Jesus a responder a ofensas a uma decisão de não ir ao “inferno” de onde o adversário o atacava.

“O que acontece é que na nossa luta contra o inferno, o inferno vem o tempo todo tentar nos convencer de que não tem outro jeito de enfrentar aqueles que, do inferno, nos atacam, senão descer ao inferno para lutar com eles lá. E muitas vezes nós fazemos isso, nós descemos para o inferno onde o sujeito está e o atacamos. Era isso que Jesus se recusava a fazer”, diz Ariovaldo no começo da pregação.

Mais à frente, Ariovaldo diz que “o inferno não é o nosso ambiente”, como forma de explicar que a conduta do cristão deve ser diferente: “Isso Jesus deixou claro na vida d’Ele: o inferno não é um ambiente para ser visitado”.

Contradição

Uma das pessoas presentes no culto da CCR questionou Ariovaldo se Deus se faz presente no inferno, através de Sua ira, ou se o inferno é um lugar onde Deus não está em hipótese alguma. Na resposta, o raciocínio dúbio foi apresentado: “A ideia toda é que o inferno é o lugar onde a manifestação de Deus não é vista. Deus está em todos os lugares porque todos os lugares estão em Deus. Tudo que existe, existe em Deus. Mas não [é] em todos os lugares Deus manifesta Sua presença. Onde Deus não manifesta sua presença é trevas. E em relação a isso Ele não precisa fazer mais nada”, disse.

“Quando o primeiro casal rompeu com Deus, eles foram para as trevas. Deus, por meio do Cristo, vinha visitar o casal todos os dias no fim da tarde. Ato seguinte seria ‘o Cristo nunca mais vai aparecer por aqui’, mas o Cristo apareceu e disse para o casal ‘onde você está?’. Ele poderia ter dito ‘Você fez o que você não deveria ter feito, hein? Está tentando esconder isso de mim? Deixa eu dizer uma coisa para você: até ontem, todas as vezes que eu vinha visitar você, eu fazia uma viagem do infinito para o finito, mas hoje eu tive de fazer uma viagem da luz para as trevas. Mas estou aqui. E eu quero saber onde é que você está’”, acrescentou, contradizendo sua própria afirmação de que Jesus se recusava a ir ao “inferno”.

“Ali, ele fez uma promessa ao casal: ‘Eu vou tirar vocês daqui. Você não tem ideia para onde você foi, mas eu vou tirar você daqui’. Então, quando o camarada diz que Deus está no inferno com a Sua ira, eu olho para as Escrituras e vejo que Deus está no inferno com a Sua Salvação, dizendo ‘volta, vem para cá, eu vou tirar você daí; onde você está? Eu vou mostrar para você onde você está para que você venha comigo’. Essa é a visão que eu vejo nas Escrituras”, finalizou.

‘Heresia’

O pastor Renato Vargens usou a frase de Ariovaldo sobre a presença de Deus no inferno para pregar arrependimento para destacar que essa é uma faceta nova do desvio doutrinário chamado de “universalismo”, que vendem a ideia de que não há condenação eterna.

“Existem ‘pastores’ defendendo o universalismo, o que por si só é um acinte. Se não bastasse isso, não são poucos aqueles que afirmam a inexistência do inferno ou mesmo, como falou Ariovaldo Ramos, que Deus está no inferno com salvação e não com ira. As Escrituras são extremamente claras em afirmar que o destino eterno daqueles que não forem salvos por Cristo é o lago de fogo e enxofre”, pontuou, recapitulando o conceito bíblico básico sobre a condenação.

Vargens também ponderou que “para contragosto dos teólogos liberais, o juízo de Deus existe, e isso é uma verdade clara e indiscutível” exposta nas Escrituras: “A Bíblia nos ensina que a única forma do homem ser livre da ira de Deus é mediante a fé em Cristo, que ao derramar seu sangue na cruz do Calvário, redimiu os eleitos de Deus, dando a esses vida eterna. Cuidado com os falsos ensinos de ‘mestres’ que apostataram da genuína fé em Cristo”, finalizou.

Arqueólogos descobrem fosso que confirma verso no livro de Reis

Os achados arqueológicos vêm servindo para lançar luz sobre os registros históricos da Bíblia Sagrada. Em um dos mais recentes, por exemplo, arqueólogos descobriram um fosso de 3.000 (três mil anos) anos que confirma uma passagem contida no livro de Reis, do Antigo Testamento.

A estrutura, segundo os pesquisadores, faz separação entre a Cidade de Davi e o Monte do Templo, sendo uma obra gigantesca para a época em que foi construída, o que revela a complexa arquitetura realizada já naquele tempo, em Jerusalém.

A estrutura possui 9 metros de profundidade e fica situado no Parque Nacional das Muralhas de Jerusalém. “A construção do fosso foi uma operação monumental em grande escala, projetada para alterar e modificar a topografia natural, demonstrando o poder dos governantes de Jerusalém”, informou à imprensa a Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA).

Yuval Gadot, professor da Universidade de Tel Aviv, disse que após um reexame de estudos feitos na década de 1960 pela arqueóloga britânica Kathleen Kenyon, “ficou claro para nós que Kenyon observou que a rocha natural se inclina para o norte em um local onde, naturalmente, deveria subir.”

Isto é, eles perceberam que a topografia havia sido alterada, mas não pela natureza e sim por construtores humanos. “Ela pensou tratar-se de um vale natural, mas agora descobrimos que ela havia, na verdade, encontrado a continuação do fosso, esculpido a oeste”, ressalta o professor.

Na Bíblia

A referência bíblica do fosso se encontra no livro de Reis 11:27, onde ele é citado como “Milo”. O trecho diz: “Foi assim que ele se revoltou contra o rei: Salomão tinha construído o Milo e havia tapado a abertura no muro da Cidade de Davi, seu pai.”

Para Shalev, membro da Autoridade de Antiguidades de Israel, o fosso teve por objetivo a proteção da cidade com relação à parte norte, “o único ponto vulnerável da encosta da Cidade de Davi.”

“De qualquer forma, estamos confiantes de que ele foi utilizado na época do Primeiro Templo e do Reino de Judá (século 9 a.C.), criando um claro tampão entre a cidade residencial ao sul e a cidade alta ao norte”, conclui, segundo a Veja.

Pastor sofre ameaças por rejeitar ideologia vitimista de esquerda

Um renomado pastor, que lidera uma igreja com um projeto social relevante em sua cidade, relatou ameaças de morte e a necessidade de se esconder para evitar o pior, após publicar um artigo em que declarou rejeitar a cultura vitimista que a esquerda nos EUA tenta impor aos negros no país.

O pastor Corey Brooks é uma figura popular em Chicago, Illinois (EUA), conhecido por seus esforços desmedidos para criar um centro comunitário na cidade. Por ser profundamente ligado aos movimentos sociais, quando revelou que não se submete à doutrinação ideológica do Partido Democrata, sofreu ameaças de morte.

A posição de destaque na sociedade se deve ao fato de ter conseguido arrecadar dezenas de milhões de dólares para os projetos sociais que são de iniciativa da igreja que ele lidera, a New Beginnings Church of Chicago.

Recentemente, ele escreveu um artigo intitulado “Rejeito a mentalidade de vitimização que democratas querem que eu aceite. É por isso que este pastor negro é um republicano”, publicado pela Fox News.

Ele também participou da Convenção Nacional Republicana, que confirmou Donald Trump como candidato novamente à Casa Branca, onde liderou uma oração para que Deus mantenha o país unido.

Em seu artigo, o pastor explicou o que aconteceu anos atrás quando as pessoas descobriram que ele era conservador — uma revelação que, segundo ele, não foi muito bem recebida: “Estando em uma cidade e estado redutos democratas… subestimei a resposta drasticamente. Achei que seria OK. Sabe, as pessoas são livres para ter uma opinião”.

O assunto voltou à tona em uma entrevista ao podcast Higher Ground, de Billy Hallowell, e ele contou que se surpreendeu com a resposta hostil que recebeu: “Houve muita resistência, muitas coisas negativas que foram ditas, muita difamação de caráter”.

Na ocasião, 75% dos membros de sua igreja o abandonaram: “Passamos de cerca de 2.000 para cerca de 500. E não foi resultado de pecado, não foi resultado de alguém ter feito algo errado — foi apenas o resultado de minhas crenças políticas e do ataque violento que as pessoas lançaram contra mim”.

“Nossa família teve que se esconder por várias semanas. Foi muito ruim”, relembrou o pastor, explicando que o episódio foi marcado por seu apoio a um candidato republicano ao governo. “Foi aí que as pessoas realmente descobriram. ‘OK, ele é um republicano. Ele não é apenas republicano, mas tem visões conservadoras’, e isso desencadeou uma onda de ataques”, acrescentou.

Em decorrência disso, ele desenvolveu depressão, e embora tentasse omitir a sua situação, estava “despedaçado” por dentro. Com a ajuda de alguns colegas pastores, que ofereceram encorajamento, ele conseguiu seguir em frente e superar a situação, segundo informações do portal FaithWire.

Hoje, anos depois, Brooks ainda compartilha sua perspectiva conservadora e disse que desta vez está pronto para a raiva e as críticas que já estão chegando por denunciar a cultura vitimista.

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‘Bebê milagre’ abandonado sobrevive 2 dias à beira de estrada

Abandonado pela mãe à beira de uma rodovia, um “bebê milagre” sobreviveu, sozinho, à chuva e o vento do furacão Beryl, que recentemente atingiu a região leste dos Estados Unidos. Ao ser encontrado por um motorista, foi resgatado e levado

O bebê de um ano de vida, chamado Beryl, foi encontrado próximo à divisa entre os estados do Texas e Louisiana por um motorista que passava pela rodovia I-10 Leste. Ele viu a criança engatinhando em direção à rodovia e parou para garantir sua segurança e acionar as autoridades.

A Polícia foi acionada e constatou que o bebê estava a poucos quilômetros do local onde o corpo de seu irmão mais velho, de apenas 4 anos, havia sido encontrado. Os dois foram vítimas da própria mãe, uma mulher de 25 anos acusada de ter matado o menino mais velho e abandonado o mais novo para morrer sozinho.

“Nós olhamos para esse menino de 1 ano como nosso bebê milagre porque ele ainda estava vivo. Esse garoto passou dois dias no tempo na beira da rodovia. Graças a Deus que o caminhoneiro o viu. Quando você olha o vídeo aqui, ele estava, sabe, rastejando em direção à rodovia”, descreveu o xerife do condado de Calcasieu, Stitch Guillory, durante uma entrevista coletiva no início deste mês.

Drama familiar

O bebê de 1 ano foi identificado como Kingtrail Jack, e seu irmão, Legend Jack, de 4 anos, havia sido encontrado atrás de um centro comercial no dia 9 de julho. Ambas as crianças tinham sido vistas pela última vez com sua mãe, Aaliyah N. Jack.

A mãe foi presa após ser encontrada em uma estação de trem no Mississippi, a centenas de quilômetros de distância. Ela foi inicialmente mantida presa no Mississippi antes de ser extraditada para Louisiana na semana passada, onde enfrenta uma acusação de assassinato em segundo grau, duas acusações de falha em relatar uma criança desaparecida e uma acusação de crueldade contra um menor.

Aaliyah disse que que não tinha certeza do motivo pelo qual deixou seus filhos na rodovia interestadual e que estava sob a influência de drogas na época, mas admitiu ter matado seu filho mais velho.

O bebê milagre recebeu alta do hospital em 10 de julho e está com as autoridades. A avó paterna das crianças, Dion Polk, que cuidava do menino mais velho, afirmou que a família está vivendo “um pesadelo” com a morte e a situação do mais novo.

Já a avó materna, Conswella Jack, disse que está ajudando a filha financeiramente e não entendeu porque Aaliyah machucou seus netos: “Fiquei tão abençoada em saber que o bebê sobreviveu, mas também tão magoada porque um deles se foi. Agora tenho que lutar pelo meu neto”.

“É estressante porque eles vão me fazer passar por tudo o que estou prestes a passar só para tê-lo de volta. Eu nem tenho dinheiro para isso, então tenho que fazer tudo o que posso para ter aquele bebê de volta, porque ninguém o conhece como nós o conhecemos”, desabafou a avó materna, de acordo com informações do portal The Christian Post.

'Tivemos brigas sérias', diz Eyshila sobre o esposo, ex-drogado

A cantora gospel Eyshila não hesitou em compartilhar detalhes da sua vida pessoal. Casada há 28 anos com o pastor Odilon Santos, ela precisou confiar muito em Deus para ver o seu casamento prosperar, considerando que o esposo se tornou dependente de drogas antes mesmo de conhecê-la.

De acordo com a cantora, ela só descobriu a dependência de Odilon após um ano de namoro. Mesmo alertada pelos pais dele sobre o desafio que teria, Eyshila não desistiu da relação e ambos se casaram depois de seis anos de namoro e noivado.

“Ele teve uma recaída muito grande no primeiro ano do nosso casamento e foi desafiador. A gente teve umas brigas sérias”, contou a cantora. Esses conflitos, no entanto, não envolveram violência física da parte do hoje pastor.

“O Odilon nunca me encostou o dedo ou foi violento comigo, mas eu fui com ele. Eu gritava, queria sacudir e falar para largar o vício”, detalhou Eyshila. “Ele socava a parede quando estava drogado ou em crise de abstinência. Era um hospício!”

Segundo a cantora, foi a sua fé que lhe manteve de pé, dando a capacidade necessária para lidar com a situação sem desistir da relação. “Se Jesus não tivesse interferido no curso dessa história, eu não estaria aqui hoje”, contou.

Lição de fé

Hoje pastor e livre da dependência, Odilon lidera junto com a esposa a Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo em Santo André, São Paulo. O casal, agora, tem muitas lições para repassar ao público.

Eyshila disse que uma delas é saber lutar contra os inimigos certos. A vida do casal mudou quando ela viu que a sua batalha era espiritual, e não carnal. Daí então, assumiu uma postura diferente dentro de casa.

“Nunca diga que a sua luta, sua vida ou sua casa é um inferno. Não chame o inferno para perto de você. Você foi chamado para abençoar e não para amaldiçoar. A gente precisa entender que nas nossas palavras há poder”, contou ela.

E concluiu: “Quando eu entendi isso, o Espírito Santo começou a me mostrar como é que eu tinha que lutar. O nosso papel é orar e amar, transformar é com Deus. Nós nunca poderemos fazer a parte do Espírito Santo. Nossa parte é não desistir jamais!”.

O testemunho completo da cantora pode ser assistido na gravação do podcast PodCrê, do Pleno News. Assista:

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Justiça manda Igreja Universal devolver R$30 mil doados por fiel

Transtornos mentais e de comportamento algumas vezes são confundidos com problemas de ordem espiritual, e não por acaso isso acaba gerando inconveniências. Foi o que aconteceu, por exemplo, com uma mulher que resolveu doar R$30 mil à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), acreditando que seria curada de uma doença mental.

A mulher, que não teve o nome identificado, acreditou que estava com problemas espirituais, e que por isso seria curada, ficando livre da enfermidade. Ela, então, decidiu parar o tratamento que estava fazendo, doando parte dos seus recursos para a IURD.

A doação foi feita em agosto de 2017, e a mulher já havia sido hospitalizada duas vezes por causa da doença mental, diagnosticada como transtorno afetivo bipolar. A Justiça de São Paulo, por sua vez, entendeu que a fiel foi induzida a fazer a doação, e por isso determinou a devolução do valor.

Em outras palavras, que os líderes religiosos teriam se aproveitado de uma condição de vulnerabilidade psicológica para conseguir extrair da fiel a sua doação. “É sabido o poder da oratória dos pastores”, afirmou à Justiça a advogada Tula dos Reis Laurindo, segundo o UOL.

“A interditada, acreditando poder ser curada, não somente deixou de tomar os medicamentos para controle de sua doença mental grave, mas também acabou sendo induzida a praticar a doação”, declarou no processo.

Decisão pessoal

A Universal do Reino de Deus, por outro lado, negou que tivesse praticado qualquer ilegalidade. Em nota, a denominação argumentou que não há como comprovar que a mulher estava incapacitada de entender o teor da doação.

Isto é, para a IURD, a doação foi voluntária, sendo fruto de uma decisão pessoal da fiel. “Vale ressaltar que a segunda internação ocorreu há mais de 45 dias da data da suposta doação, e mais de cinco anos após a primeira internação”, diz o processo.