‘Divertida Mente 2’: pastor diz que filme se distancia do Evangelho

O filme Divertida Mente 2 vem mobilizando multidões nos cinemas por abordar emoções de maneira bem-humorada. Entretanto, no meio evangélico, a produção da Pixar vem dividindo opiniões.

Recentemente, o pastor Douglas Gonçalves, do movimento JesusCopy, gravou um vídeo com uma reflexão a partir da mensagem que o filme transmite, expondo as mentiras da ansiedade.

Agora, o pastor Alex Mello, da Primeira Igreja Batista do Parque Meia Lua, em Jacareí (SP), publicou artigo no portal Voltemos ao Evangelho reprovando a abordagem do filme: “Em Divertida Mente 2, uma nova emoção que chega e assume o controle é a Ansiedade, inclusive expulsando a antiga emoção líder, a Alegria, do Centro de Controle”, introduziu.

“Tudo isso acaba sendo uma saga para a menina construir sua identidade baseada na ansiedade ou na alegria, mas que na mensagem do filme, a ‘salvação’ vem ao construir sua identidade num equilíbrio das emoções”, acrescenta Mello.

O pastor afirma que Divertida Mente 2 lança “um falso evangelho do controle emocional baseado em emoções bem equilibradas”, que termina por “excluir Deus das situações da vida real, bem como [a] vontade dele da forma como nossas emoções reagem às situações”.

Mello diz que “o filme traz uma mensagem que se distancia do verdadeiro evangelho”, mas reconhece que a produção “acerta em cheio ao mostrar a Ansiedade como uma emoção controladora”.

Confira tópicos do artigo de Alex Mello sobre o filme:

1 – Alegria e Ansiedade como emoções dominantes

O filme acerta, também, ao mostrar o embate entre a Ansiedade e a Alegria. Esse embate não é criação de Hollywood. Muito antes, a Bíblia já nos apresenta esse embate como um dos marcadores da nossa identidade cristã.

“Alegrem-se sempre no Senhor, alegrem-se” (Fp 4.4).

“Não andem ansiosos por causa de nada” (Fp 4.6).

No filme, a Ansiedade prende a Alegria junto com as outras emoções primárias e as lança fora do Centro do Controle. Em Filipenses vemos dois mandamentos que se complementam: devemos nos alegrar no Senhor e não vivermos ansiosos. O texto bíblico mostra a alegria como um padrão do cristão, “alegrem-se sempre”, e o “sempre” é importante aqui como se a alegria nunca devesse deixar nosso “Centro de Controle” e passasse a ser uma marca da nossa identidade. Por outro lado, o texto diz que não devemos “andar ansiosos por nada”. A ideia é que a ansiedade não deve ter lugar em nosso “Centro de Controle”, não podemos andar guiados por esse sentimento e deixar ela assumir o controle geral nas famosas “crises de ansiedade”.

O padrão emocional determinado por Deus é a alegria e não a ansiedade. Nossa identidade deve ser de uma pessoa alegre e não de uma pessoa ansiosa. Mas, como isso é possível?

2 – A oração contra a ansiedade

A Bíblia nos mostra que a oração é uma poderosa arma contra a ansiedade.

“Não andeis ansioso de coisa alguma; em tudo, sejam conhecidas diante de Deus, as vossas petições, pela oração e súplica com ações de graça. E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará o seu coração e mente em Cristo Jesus” (Fp 4.6-7).

A oração chama Deus para o campo de batalha das nossas emoções. A ansiedade projeta situações futuras na mente da Riley, mas na oração, entregamos nosso futuro nas mãos daquele que é soberano, lançamos a ansiedade para fora do Centro de Controle e confiamos nosso futuro ao cuidado e amor de Deus.

“Lançando sobre Deus toda sua ansiedade, porque Ele tem cuidado de você” (1Pe 5.7)

O resultado de uma entrega em oração é uma paz que só Jesus pode dar. Uma paz que excede o entendimento da mera razão, pois não está baseada em circunstâncias. Paulo diz que essa paz guarda nosso coração, emoções e sentimentos, assim como nossa mente e pensamentos, em Cristo Jesus. Quando você entrega em oração o seu Centro de Controle ao Príncipe da Paz, ele passa a reinar em seu coração, o resultado é a paz de Deus trazida pelo Deus da paz (Fp 4.9).

3 – Nossos pensamentos comandam nossas emoções

Em Divertida Mente, as emoções comandam Riley reagindo às situações que elas percebem. Mas, você parou para pensar de onde vem o pensamento das emoções? Nossas emoções não são como os personagens autônomos no filme, cada uma com sua própria personalidade. Na vida real, as emoções são reações naturais à forma como vemos e interpretamos os fatos a nossa volta, de acordo com nosso sistema de crenças (outro aspecto que aparece no filme). Assim, nossas emoções são reações aos nossos pensamentos guiados pelas nossas crenças fundamentais (o que também poderíamos chamar de cosmovisão). Aí está a verdadeira batalha:

“Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2Co 10.4-5).

Verdadeiras fortalezas podem se formar em nossa mente, aprisionando nossas emoções por meio de pensamentos mentirosos, mas que tem argumentos que parecem verdadeiros, chamados no texto de sofismas. Nossas mentes acreditam e são presas por esses pensamentos, mas começando com a oração, devemos pedir a Deus que mude a nossa forma de pensar, pela renovação da nossa mente (Rm 12.2), ao forçamos nosso pensamento em Deus conforme a sua Palavra. A Bíblia diz “levando todo pensamento cativo a Cristo”. Vemos como isso funciona em Filipenses 4.8, ao aplicarmos os filtros certos ao que estamos pensando.

“Finalmente, tudo o que é verdadeiro, tudo que é respeitável, tudo que é justo, tudo que é puro, tudo que é amável, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso que ocupe o vosso pensamento”.

5 – Guiados pelo Espírito Santo para a verdadeira identidade

As emoções conflitantes no Centro de Controle da Riley queriam definir sua identidade conforme suas próprias imagens, mas a Bíblia nos afirma que quando nascemos novamente em Cristo Jesus, estamos sob uma nova direção. Alguém que nos criou e conhece quem somos, que conhecesse a nossa história, assume o controle e se torna nosso Senhor e Salvador.

Esse é o verdadeiro Evangelho, que vai além do falso evangelho do equilíbrio emocional. O verdadeiro evangelho é que Jesus morreu por nós para nos livrar do julgo do pecado que se manifestava também em nossa forma de pensar e sentir. Nessa nova vida em Cristo, nossa mente é renovada segundo Deus (Ef 4.23) e o Espírito Santo passa a habitar nosso Centro de Controle nos dirigindo para a verdadeira alegria em Cristo.

“Você, porém, não está na carne, mas no Espírito, se de fato, o Espírito de Deus habita em você. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Rm 8.9).

Quando o Espírito Santo habita naquele que nasceu de novo em Cristo, nossas emoções e nossa maneira de viver apresentam o fruto deste Espírito.

“O fruto do Espírito é: amor, ALEGRIA, PAZ, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gl 5.22-23, ênfase do autor).

O Espírito é quem define nossa identidade. Deixamos de ter nossa identidade definida pelos nossos sentimentos dominantes como ansiedade, medo ou tristeza e passamos a ter nossa identidade definida por quem Deus diz que somos, seus filhos amados.

“Pois todos que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus… O próprio Espírito testifica com nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.14 e 16).

Irã condena cristão à prisão por posse do Novo Testamento

Um cristão armênio foi condenado a dez anos de prisão no Irã após ser flagrado em posse do Novo Testamento. Ele foi acusado de proselitismo, o que é crime na lei iraniana.

O caso de Hakop Gochumyan se tornou notícia internacional após a condenação não ocorrer com base em provas, mas na “intuição pessoal” do juiz, a partir de uma brecha do Código Penal Islâmico do Irã que permite decisões judiciais baseadas em palpites.

Ele e sua esposa, Elisa Shahvardian, foram presos durante as férias de agosto do ano passado no Irã. Ambos estavam jantando com os filhos na casa de um amigo na cidade de Pardis, próximo à capital Teerã, quando agentes de inteligência do governo invadiram a residência e prenderam todos, além de exemplares do Novo Testamento na língua farsi e outros livros cristãos.

De acordo com a organização International Christian Concern (ICC), os dois filhos do casal, de 7 e 10 anos, deixaram o Irã com uma tia após a prisão, enquanto os pais eram mantidos na temida prisão de Evin em confinamento solitário e sob torturas psicológicas.

Elisa, que tem ascendência iraniana e família no país foi libertada dois meses depois mediante pagamento de fiança. Porém, seu marido permaneceu preso acusado de “envolvimento em atividades de proselitismo desviantes que contradizem a lei sagrada do Islã”, promovendo uma “rede de cristianismo evangélico”.

Desde a acusação, Gochumyan tem negado que foi ao país para fazer proselitismo. Durante seu julgamento em fevereiro, o advogado destacou a ausência de provas concretas que apoiassem as acusações e argumentou que a decisão foi indevidamente influenciada pelo artigo 160 do Código Penal Islâmico do Irã.

Este mês, o recurso do cristão armênio foi rejeitado, confirmando a sentença de 10 anos de prisão, segundo informações do portal The Christian Post.

A ICC destaca que apesar das restrições severas e perseguição total, o cristianismo está crescendo de maneira significativa no Irã: “Por mais de 40 anos, o regime iraniano perseguiu os cristãos iranianos através da proibição de Bíblias em língua farsi, da prisão de líderes religiosos e da acusação falsa de convertidos ao cristianismo como ameaças à segurança nacional. Mas, apesar de tudo, Deus está operando um milagre, e a igreja clandestina iraniana continua a crescer rapidamente”.

Tiago Brunet: Bíblia prega ‘obsessão’ por riqueza; teólogo refuta

O coach e escritor Tiago Brunet afirmou, durante um podcast, que os exemplos bíblicos de homens ricos mostram que houve “obstinação” e “obsessão” pela riqueza, e que só depois da conquista a bênção divina foi colocada sobre a fortuna.

Em participação no podcast O Conselho, de Flávio Augusto, Tiago Brunet disse que a Bíblia demonstra na prática que aqueles que ficaram ricos dedicaram suas vidas a isso:

“O que a sabedoria milenar fala sobre riqueza? Principalmente quem é religioso e está me assistindo confunde muito riqueza com bênção divina. Ou seja, ‘Deus quis, Deus me abençoou, Deus abriu as portas’. Biblicamente não é assim. A riqueza não está ligada, inicialmente, à bênção divina. É no final que isso entra”, diz o coach.

Para Brunet, a riqueza é, de maneira “insubstituível e indiscutível na Bíblia” uma conquista pessoal: “É a obsessão e obstinação por aquilo que você quer. Todo mundo que a Bíblia coloca como riquíssimo – Abraão, ficou riquíssimo; Isaque, prosperou tanto que o rei da terra começou persegui-lo por inveja; Jacó enriqueceu mais, mais e mais – o que eles têm em comum? Todos eles queriam isso. Não tem nenhum que falou assim ‘Caramba, do nada Deus me mandou um dinheiro aqui’. Todos eles perseguiram, essa é a palavra, a riqueza”.

‘Mamom é demônio’

O pastor e teólogo Victor Fontana gravou um react ao vídeo de Tiago Brunet, afirmando que o ensinamento do coach é problemático do ponto de vista das Escrituras: “A sabedoria milenar do texto bíblico é bem enfática quando a questão é obsessão por ficar rico. Obstinação, perseguir, ficar riquíssimo – usando as palavras do Tiago”.

“Paulo, orientando Timóteo, diz que o amor ao dinheiro é a razão de todos os males. Não é a raiz de um mal, dois ou três males. É a raiz de todos eles”, sublinhou Fontana.

O pastor presbiteriano fez questão de destacar que o problema não está no dinheiro, mas no amor a ele: “Como alguém pode ser obcecado por dinheiro, por ficar rico, sem amar o dinheiro? É uma coisa que eu gostaria de saber. O apóstolo Paulo é bem consistente nesse tipo de mensagem, não titubeia, não é contraditório. Se ele diz isso para Timóteo, aos nossos irmãos colossenses, no capítulo 3 da carta, ele chama de idolatria a ganância”.

“O teor central do ensino que o Tiago está trazendo para essa mesa de podcast, à luz do texto bíblico, é uma mensagem muito problemática que Paulo coloca na linha da idolatria. […] Ganância é um problema também lá em Efésios 5”, acrescentou.

Por fim, Fontana destaca que “Jesus chama obsessão por dinheiro de um demônio, mamom”, e que a natureza dessa obstinação e obsessão pela riqueza esconde um coração pecador: “Mais uma vez a idolatria está ali no meio. É um grande problema”, conceituou.

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‘Horizon’: filme mostrará fé de colonos dos EUA usando versículos

O ator Kevin Costner produziu um filme de faroeste que vai contar a história de exploração dos Estados Unidos pelos primeiros colonos – que chegaram à América fugindo da perseguição religiosa no Reino Unido. Horizon: An American Saga reservará espaço para retratar a fé desses desbravadores.

Ao todo, serão quatro filmes para contar o que foi o processo de conquista da América, e Kevin Costner entende que o papel crucial que a fé dos colonos teve precisa ser destacada na história: “A fé é o que guiou as pessoas para o desconhecido”, disse o ator e diretor vencedor do Oscar.

“Eles apenas se apoiaram nisso. Houve essa promessa, mas a promessa não foi suficiente. Você tinha que seguir com fé. E as pessoas trouxeram a religião com elas para o Ocidente”, acrescentou o ator e diretor.

Aos 69 anos, Kevin Costner afirmou que olhar a vida e a arte pelas lentes da fé é uma coisa natural para ele: “Eu cresci batista e a igreja sempre fez parte da minha vida, minha avó, a coisa toda, então não me importo que isso se transforme em um filme”.

“Eu não forço isso. Mas quando penso por que as pessoas foram para o Ocidente, quando se despediram das pessoas do leste, nunca mais as viram, havia algum tipo de confiança na qual as pessoas precisavam se apoiar, porque elas muitas vezes estavam em situações em que nem sabiam o que estavam fazendo. Eles estavam fora de controle, precisavam de fé”, reiterou.

Perseverança

Para realizar o projeto, Costner investiu US$ 38 milhões do próprio bolso, além de atrair outros investidores. Os atores Sienna Miller, Sam Worthington e Luke Wilson estão no elenco.

O primeiro filme terá três horas e chega aos cinemas dos EUA na próxima sexta-feira. Horizon: An American Saga – Chapter 2 será lançado seis semanas depois, em 12 de agosto, enquanto o terceiro está previsto para ser lançado em 2025.

Costner revelou que vem trabalhando no projeto desde os anos 1980 e que perseverar no processo de criação também exigiu fé, já que a indústria do cinema em Hollywood não costuma ser receptiva a projetos tão complexos e demorados:

“Tento impulsionar as coisas através da força de vontade e tenho conseguido fazer muito isso na minha vida. Mas também descobri que as coisas acontecem em seu próprio tempo. Acho que foi assim que minha carreira foi, para ser sincero. Tudo no seu tempo, não entrei em cena na adolescência. Demorei um tempo. Então, confio na minha jornada”.

Filme para adultos

O longa-metragem foi classificado como inadequado para menores de idade por conta de cenas de violência e nudez, e o ator é honesto ao dizer que não é um filme cristão, já que será visceral em mostrar as lutas do Velho Oeste e o relacionamento muitas vezes sangrento dos colonos com os nativos americanos.

A proposta é mostrar que os colonos só tiveram força de vontade de conquistar o território porque eram movidos pela fé e pela ideia de família. De acordo com o portal The Christian Post, versículos bíblicos são sutilmente infundidos ao longo do filme, frequentemente citados por personagens em momentos de provação.

Em uma cena, um colono cita Salmos 23:5 (“Preparas-me uma mesa na presença dos meus inimigos; você unge minha cabeça com óleo; meu copo transborda”), e Costner conta que usou o texto para retratar o contexto do filme: “Eu queria que [as Escrituras] obviamente se relacionassem com a situação”, disse.

O longa também destaca a nobreza e a força encontradas nas famílias e o papel vital que desempenham na criação de uma sociedade próspera. Costner, pai de sete filhos, disse que o tema está em seu coração; seu filho mais novo, Hayes, 15 anos, aparece no filme como Nathaniel Kittredge.

“Qualquer um pode fazer um filme sobre um tiroteio, e eu vou levar você para esses tiroteios, e esses tiroteios serão aterrorizantes e barulhentos. […] Isso tem violência, mas também tem uma nobreza, um senso do por quê a família é importante. Quando ela se despede do filho, ela tem fé de que estará com ele novamente. Violência e humanidade podem andar juntas. Essa é minha esperança de que, embora seja um R, muitas pessoas dirão: ‘Sinto que minha filha deveria ver isso’”.

Por fim, ele espera que Horizon possa oferecer uma compreensão diferenciada da narrativa histórica dos Estados Unidos: “Não pretendo reinventar o Ocidente ou esclarecer as coisas”, disse, acrescentando que o filme tenta reconhecer as duras realidades e os conflitos culturais da época, ao mesmo tempo que celebra a desenvoltura e a coragem daqueles que se aventuraram no Ocidente.

“Isso foi muito disputado. A desenvoltura necessária para as pessoas que saíram, nem mesmo estando necessariamente equipadas para estar no Ocidente, é algo que admiro. Mas também compreendo o grande choque que aconteceu entre culturas e o que perdemos. Houve pessoas que foram deslocadas. Então não ignoro nada disso. Eu simplesmente vou atrás disso. Espero estar do lado do comportamento e da autenticidade”, encerrou.

Incêndio destrói templo de 1882, mas igreja já planeja reconstrução

Um incêndio no começo deste mês destruiu o templo de uma Igreja Batista centenária, construído em 1882. Porém, o pastor está encorajando os membros a retomarem a rotina de cabeça erguida, anunciando o Evangelho.

No dia 01 de junho, o templo da Igreja Batista Springdale, no Tennessee (EUA) foi consumido pelas chamas. O prédio incluía a estrutura original de 1882, e a causa exata do incêndio ainda não ficou clara para as autoridades.

“Foi muito devastador”, disse David Majors, membro da igreja, segundo informações do portal Baptist Press.

“Enquanto a igreja estava pegando fogo, eu disse aos nossos membros que estaríamos aqui no domingo, realizando um culto”, comentou o pastor Brandon Christian, que chegou ao local logo após o início do incêndio.

No domingo seguinte, a igreja – que tem mais de 200 anos de fundação – realizou o culto em uma varanda em frente aos escombros do antigo prédio, destruído pelas chamas. Aproximadamente 100 pessoas compareceram, incluindo os membros mais jovens até os mais velhos.

Todos se emocionaram, contou o pastor: “Quando o culto começou, o Senhor apareceu. Foi um dia muito encorajador em comparação com onde estávamos na noite anterior”.

No sermão, Christian lembrou aos membros que o que perderam foi “apenas um edifício”, acrescentando que “o povo é a Igreja”.

Fé e perseverança

O pastor comentou que, conforme o susto passou, as pessoas entenderam a oportunidade à sua frente: “Deus estava trabalhando quando nem percebíamos. Ele abriu portas para crescermos, tanto espiritual quanto numericamente”.

Os membros da igreja ajudaram na limpeza e se prepararam para a reconstrução, em um mutirão: “Somos abençoados. Sabemos que Deus está ao nosso lado e também temos membros dedicados que não têm medo de trabalhar”, declarou o pastor.

Brandon informou que a igreja tinha seguro, no entanto, não a indenização é insuficiente para cobrir os custos da reconstrução. Mas apesar disso, a congregação continuará suas atividades assim que obtiver autorização da seguradora.

O pastor também pediu aos cristãos da cidade que orem para que a igreja possa iniciar as obras de reconstrução o mais rápido possível. Membros de outras igrejas têm realizado ações para arrecadação de fundos, como no caso da Sunrise Missionary Baptist Church, em que as crianças realizaram a venda de sucos para arrecadar recursos e doa-los.

Ed René e aborto: ‘Todo mês uma heresia nova’, diz Yago Martins

O posicionamento progressista de Ed René Kivitz, ganhou um novo capítulo com seu posicionamento favorável ao aborto. Questionado sobre o assunto, o pastor Yago Martins afirmou que é positivo que o líder da Igreja Batista de Água Branca (IBAB) seja franco sobre sua visão antibíblica.

Ed René recebeu o ministro de Direitos Humanos e Cidadania do governo do PT, Silvio Almeida, no evento “Conversas Pastorais”, realizado pela IBAB, além de outros convidados. Na ocasião, a oposição ao PL 1904 foi evidente por parte dos participantes, com aplausos dos membros da igreja.

A postura de Ed René sobre o aborto foi comentada por Yago Martins no canal Dois Dedos de Teologia, pontuando que outras lideranças progressistas também tenham sido expostas em suas crenças, como nos casos de Ariovaldo Ramos e Ricardo Gondim:

“Fico muito feliz que pelo menos hoje, 2024, a gente sabe quem é todo mundo. Porque 5 anos atrás, 10 anos atrás, a gente não sabia quem era ninguém. O Ariovaldo Ramos ainda fingia que não era comunista, o Ed René ainda fingia que não era liberal, do progressismo teológico absoluto. O Gondim fingia um pouco menos”, comentou Yago.

O pastor da Igreja Batista Maanaim, de Fortaleza (CE), afirmou que agora as pessoas não serão mais enganadas pelas sutilezas, já que os posicionamentos dessas figuras é explícito: “Agora ninguém mais finge. Todo mundo é muito claro sobre as loucuras do que pensa, todo mundo é muito claro sobre as heresias que defende. É mais fácil identificar o herege: ‘Está aqui a heresia, linda, vistosa, pungente, pulsante, a heresia’. Aí você acredita se quiser, ou não”.

“Finalmente o Ed René Kivitz decidiu deixar claro a sua heresia pujante e frequente. Todo mês tem uma polêmica nova, todo mês tem uma heresia nova saindo da boca do Ed René Kivitz. Que bom! Pelo menos agora eu posso parar de ficar brigando para convencer os outros que o homem é herege. […] Se você seguir, é porque você quis, não é porque você foi enganado”, finalizou.

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Maconha: pastores protestam após STF liberar consumo da droga

O porte de maconha para consumo pessoal agora não é mais considerado transgressão da lei, já que o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria a favor da descriminalização. Com a decisão, pastores se manifestaram lamentando o desfecho da discussão.

Os ministros que votaram para formar maioria a favor da liberação do porte de maconha para uso pessoal foram Gilmar Mendes (relator), Luís Roberto Barroso (presidente do STF), Rosa Weber (que votou antes de se aposentar), Edson Fachin, Alexandre de Moraes e José Dias Toffoli.

Para o pastor Yago Martins, a deliberação do STF foi mais uma demonstração de usurpação de competência do Poder Judiciário sobre o Poder Legislativo: “Não importa qual seja sua opinião sobre a descriminalização do porte de drogas leves, é uma atentando [sic] contra a democracia representativa que os ministros do STF decidam roubar uma função do poder legislativo”, opinou no X.

“Quer mudar a lei? Vota no congresso. Não é função do Judiciário”, acrescentou Yago em sua publicação.

A realidade no país aponta mais para uma aristocracia, em que um grupo reduzido de pessoas tomam decisões que impactam a vida de todos, do que uma democracia, em que os representantes do povo decidem através de mudanças ou de manutenção de leis.

Para Renato Vargens, é possível que a omissão parlamentar seja uma postura deliberada para que decisões difíceis sejam tomadas pelo Judiciário: “O STF descriminalizou a maconha. Tudo isso nas barbas do congresso nacional que é frouxo. Aliás, começo a achar que o congresso prefere judicializar as discussões políticas, porque isso livra deputados e senadores de se indispuserem [sic] com a população que os elegeu”.

“Na verdade, é muito mais fácil transferir a responsabilidade para os juízes do que se exporem diante da opinião pública. Por outro lado, os ministros, ávidos pelo poder, decidem tudo impondo suas pautas progressistas ao povo, isso tudo com a conivência do congresso nacional”, acrescentou Vargens.

O horizonte, segundo o pastor e escritor, é preocupante: “Eu vi no Canadá o estrago da droga liberada. Nos Estados Unidos mesma coisa, mas o STF resolveu descriminalizar o uso dela. Estamos numa ditadura do judiciário, e enquanto isso o Congresso segue silente”, reiterou Vargens.

Pastores protestam contra ‘ditadura do Judiciário’ após STF liberar consumo de maconha
Publicações do pastor Renato Vargens no X
Pastores protestam contra ‘ditadura do Judiciário’ após STF liberar consumo de maconha
Publicação do pastor Yago Martins no X

Despacho: adeptos de religião afro flagrados por câmeras de igreja

Há uma narrativa no Brasil de que os praticantes de religiões afro são alvo de preconceito e intolerância por parte dos evangélicos de maneira generalizada. No último domingo, 23/06, câmeras de segurança flagraram o exato oposto: um casal realizou um despacho em frente a um templo da Igreja Universal do Reino de Deus.

A filial da Universal em Quatro Barras (PR) foi visitada na madrugada de domingo, por volta de 02h, por um casal que realizou um despacho ritual na porta do templo. Foi colocado no local uma cabeça de cera com carne dentro, pregos fincados e uma vela vermelha.

As câmeras de segurança flagraram a cena e o bispo Misael Silva gravou um vídeo no local afirmando que a instituição fundada por Edir Macedo foi alvo de preconceito religioso: “Com certeza, esse mal não irá nos atingir, até porque está escrito que mal nenhum consegue atingir a descendência de Abraão, pelo contrário, Deus promete abençoar os que nos abençoam e amaldiçoar os que nos amaldiçoam”, disse.

Enquanto a mulher fazia o ritual, o homem que a acompanhava fotografava tudo, o que seria um indício de que a iniciativa tinha motivação negativa: “Mas nós não queremos o mal dessa pessoa que fez isso, nós sabemos que há um sofrimento por trás, o que nós queremos na verdade é que essa pessoa venha buscar ajuda”, acrescentou o líder religioso neopentecostal.

No site da igreja foram feitos questionamentos sobre qual seria a intenção do casal: “Fechar as portas da igreja? Amarrar o trabalho da Universal local? Atentar contra a vida do pastor? Não sabemos. O que sabemos é que seja o que for e qual for a intenção, não terá nenhum efeito sobre a vida daqueles cujas vidas estão no Altar de Deus, tampouco, sobre a Sua obra”.

Veja as cenas:

André Valadão processará sites que distorceram fala sobre perdão

O pastor André Valadão afirmou que irá à Justiça contra os portais Metrópoles e Carta Capital, além da página Hugo Gloss, após matérias distorcerem sua fala sobre perdão.

Em uma caixa de perguntas do Instagram, um seguidor questionou: “O que o senhor diria como pastor para um estuprador que se arrependeu?”. André Valadão gravou uma resposta afirmando que Deus perdoa os que se arrependem sinceramente, mas que crimes precisam ser punidos:

“A grandeza da misericórdia de Jesus, a grandeza do amor de Jesus é infinitamente maior. Não há uma malignidade, uma perversidade nesse mundo, que o amor de Deus não seja maior. Jesus morreu por todos, e aquele que genuinamente se arrepende pode receber a Salvação. Também diria para essa pessoa que ele vai sofrer as consequências aqui na terra. Aqui se faz, aqui se paga. Então, essa realidade na Justiça tem que ser cumprida”, declarou o pastor da Lagoinha Orlando Church.

Após o vídeo, os veículos de esquerda repercutiram a fala do pastor associando às suas pregações contra o mês do Orgulho LGBT em 2023, quando um dos sermões foi usado para acusa-lo de pregar a morte de LGBTs, já que ele ilustrou a rejeição de Deus ao pecado com o episódio do dilúvio, quando a humanidade foi “resetada”.

No Metrópoles a manchete foi “Pastor diz que Deus mataria gays se pudesse e perdoaria estupradores”; Na Carta Capital, a matéria diz que “André Valadão, que atacou universidades e LGBTs, diz que Deus perdoaria estupradores”; e a página de fofocas Hugo Gloss seguiu a mesma linha: “Após dizer que Deus mataria os gays se pudesse, pastor André Valadão fala sobre perdão a estupradores”.

‘Assassinato de reputação’

Para o pastor, que preside a Igreja Lagoinha Global, o que os veículos de imprensa que se posicionam ideologicamente à esquerda estão fazendo é uma tentativa de destruir sua imagem:

“Um título sensacionalista feito por mídias de grande relevância no Brasil não pode ficar impune dessa forma. Já pedi instauração de inquérito policial e medidas na esfera cível. Isso é uma tentativa do mais baixo nível de tentar [sic] assassinar uma reputação!”, escreveu o pastor no Instagram.

André Valadão entende que houve desonestidade no episódio: “Mais uma vez uma tentativa de manipular o leitor e difamar, dessa vez em um tema tão sensível, onde eu disse que Deus perdoaria um criminoso e deixei claro que ainda que ele alcance o perdão de Deus, as leis devem ser aplicadas e esse criminoso sofrerá as consequências”.

“É nítida a tentativa de distorção por pessoas que não são cristãs, que não tem acesso e interpretação bíblica e que que jamais entenderiam o que Deus faz. Afinal, na própria cruz Jesus informou um criminoso que ele estaria no paraíso, mas ainda assim ele cumpriu a sua pena ali. Não tem como ficar mais claro que isso. Não caia em desonestidade”, encerrou.

Marcus Grubert é solto após promotor rejeitar acusações de abuso

O marido da cantora Heloisa Rosa, Marcus Grubert, foi liberado da prisão preventiva que vinha cumprindo na Flórida (EUA) após pouco mais de um mês. O promotor do estado rejeitou a acusação de abuso sexual contra ele, o que pôs fim ao caso.

A liberação de Marcus Grubert ocorreu na última segunda-feira, 24 de junho, e seu registro como detento já não consta mais na base de dados do condado de Osceola. O pastor Irineo Grubert, seu pai, confirmou sua soltura em uma live nas redes sociais.

“Recebemos uma graça de Deus, um milagre de Deus. […] Eu vou contar o que aconteceu, exatamente sobre a acusação que pairava sobre o meu filho, Marcus. Meu filho do meio”, disse Irineo Grubert, prometendo uma segunda live nesta terça-feira, 25 de junho.

O promotor Trevor Persenaire, que foi o responsável por avaliar o caso e decidir se faria a denúncia, rejeitou levar o caso adiante, de acordo com informações do Pleno News. Dessa forma, a advogada Anna Alves-Lázaro, fundadora da Hope and Justice Foundation, que auxilia a família da vítima, reprovou a decisão:

“Isso não acabou, não é o resultado final, muita coisa vai acontecer ainda. Eu ainda creio na justiça, que ela vai ser feita” disse Alves-Lázaro, acrescentando que além da liberdade concedida a Marcus, também foram revogadas as medidas protetivas que o impediam de contatar a vítima ou as testemunhas do caso.

Na opinião da advogada, o promotor ignorou provas substanciais, como um laudo que confirmava a presença do DNA de Marcus na menina que teria sido abusada: “Depois de um ano de investigação, um trabalho meticuloso da Justiça, pedido de liberdade negado por dois juízes… e esse promotor simplesmente descarta tudo”, protestou.

“A investigação criminal apontou a existência de um crime, mas o Estado decidiu não processá-lo”, insistiu a advogada, que admitiu que sequer houve a abertura de um processo contra Marcus, já que o promotor da Flórida vetou a ação.

“Não há processo, foi negado o direito ao devido processo legal para essa criança, essa vítima, é um desrespeito a toda a sociedade”, disse Alves-Lázaro.

Já pelo lado de Marcus Grubert, sua advogada, Michelle Yard, comentou afirmando que as acusações eram “injustas e falsas”: “Tenho o prazer de anunciar que o meu cliente foi inocentado hoje, quando o estado da Flórida rejeitou todas as acusações contra ele relacionadas com essas alegações injustas e falsas”.

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