Estudo: quanto mais ida ao culto, maior obediência à Bíblia

Um estudo divulgado nos Estados Unidos pela Lifeway Research analisou a relação entre frequência aos cultos e crenças entre frequentadores de igrejas protestantes. O levantamento foi realizado entre os dias 6 e 15 de janeiro, com 3.001 participantes, margem de erro de 1,9 ponto percentual e nível de confiança de 95%.

Entre os entrevistados que frequentam cultos semanalmente, 85% afirmaram acreditar que a ressurreição física de Jesus ocorreu. Entre os que comparecem com menor frequência, o índice foi de 64%.

O estudo também identificou diferenças na percepção sobre a identidade de Jesus. Entre os frequentadores semanais, 61% rejeitam a ideia de que Ele foi apenas um mestre. Entre os que vão à igreja poucas vezes por mês, esse percentual é de 37%.

Em relação a temas doutrinários, 84% dos participantes assíduos defendem o casamento entre homem e mulher, contra 68% entre os menos frequentes. Já 64% dos frequentadores semanais consideram a Bíblia literalmente verdadeira, enquanto entre os demais o índice é de 37%.

O levantamento também apontou divergências em questões morais. Entre os que frequentam cultos semanalmente, 68% afirmaram que relações sexuais fora do casamento são pecado, ante 42% entre os demais. Sobre o aborto, 61% dos assíduos classificaram a prática como pecado, contra 38% dos que frequentam menos.

Em temas contemporâneos, 71% dos frequentadores semanais discordam da ideia de escolha de gênero independente do sexo biológico. Entre os participantes com menor frequência, esse índice é de 51%.

O estatístico Daniel Price afirmou que a redução na frequência aos cultos pode ser um ponto de atenção para líderes religiosos, embora a participação regular não determine, por si só, mudanças nas crenças.

De acordo com o The Christian Post, o diretor da Lifeway Research, Scott McConnell, declarou que as principais diferenças observadas estão relacionadas à forma como os grupos percebem a autoridade da Bíblia. Ele afirmou que cultos com maior ênfase no ensino bíblico podem incentivar maior envolvimento dos fiéis.

‘Avivamento silencioso’: estudo invalidado após falhas encontradas

Um estudo que apontava um possível avivamento no Reino Unido foi retirado da plataforma YouGov após identificação de falhas nos dados. A decisão levou a Sociedade Bíblica a reconhecer que as conclusões do relatório não podem ser consideradas confiáveis.

O estudo, intitulado “Avivamento Silencioso” e publicado em 2025, indicava aumento na frequência às igrejas, especialmente entre jovens adultos. Uma revisão posterior apontou problemas na amostra, incluindo respostas fraudulentas e falhas nos mecanismos de controle de qualidade.

Em comunicado, a Sociedade Bíblica Britânica informou: “A amostra da pesquisa de 2024 […] era falha e não pode mais ser considerada uma fonte confiável”. A entidade também declarou: “Estamos profundamente decepcionados”, ao afirmar que confiou nas garantias fornecidas pela empresa responsável pelo levantamento.

O diretor-executivo da YouGov, Stephan Shakespeare, afirmou: “A YouGov assume total responsabilidade […] e pedimos desculpas pelo que aconteceu”. Segundo a empresa, falhas nos sistemas de verificação permitiram a inclusão de respostas inválidas, algumas possivelmente geradas por ferramentas automatizadas ou por participantes motivados por recompensas financeiras.

O relatório havia sido citado por líderes religiosos como indicativo de aumento do interesse pela fé no país, com destaque para a faixa etária entre 18 e 24 anos. Após a revisão, críticos afirmaram que os dados não estavam alinhados com outras pesquisas nacionais, que apontam tendência de queda na religiosidade no Reino Unido.

Apesar da retirada do estudo, a Sociedade Bíblica afirmou que outros indicadores sugerem maior interesse espiritual. A entidade declarou que ainda há “uma história positiva a ser contada”, mencionando fatores como aumento na venda de Bíblias e maior participação em atividades religiosas.

A organização informou que pretende realizar novos levantamentos com metodologias revisadas. Já a YouGov declarou que irá aprimorar seus sistemas para evitar falhas semelhantes, de acordo com o The Christian Post.

Igreja Batista em Vitória fará ação social com Carreta Missionária

A Igreja Evangélica Batista de Vitória realizará nos dias 10 e 11 de abril uma ação social com a participação da Carreta Missionária, vinculada à Junta de Missões Nacionais. O evento ocorrerá na cidade de Vitória.

A programação está prevista para ocorrer das 9h às 17h, com oferta de serviços gratuitos em diferentes áreas. Entre os atendimentos disponíveis estão consultas odontológicas e médicas, incluindo avaliação oftalmológica com fornecimento de óculos de grau, além de assistência jurídica, apoio terapêutico e orientação espiritual. A ação também incluirá serviços como corte de cabelo.

Segundo a organização, a iniciativa tem como objetivo atender moradores de diferentes regiões da capital capixaba, com foco em pessoas em situação de vulnerabilidade ou com dificuldade de acesso a serviços básicos. O atendimento será realizado por profissionais voluntários e missionários.

O evento ocorrerá na sede da igreja, localizada na Avenida Saturnino Rangel Mauro, nº 725, no bairro Jardim da Penha, de acordo com informações da revista Comunhão.

Para participar, será necessário realizar agendamento prévio. As inscrições estarão disponíveis a partir de terça-feira, 1º de abril, às 10h, por meio de plataforma on-line. A organização informou que as vagas são limitadas e podem ser preenchidas rapidamente.

Filho de Bolsonaro já virou o jogo na disputa contra Lula

Um levantamento divulgado nesta segunda-feira, 30 de março, pelo Instituto Paraná Pesquisas indica cenário de vantagem numérica do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra Lula (PT) em eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

Na simulação com apenas os dois nomes, Flávio Bolsonaro registra 45,2% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 44,1%, repetindo cenário apresentado em pesquisa do AtlasIntel divulgada na última quarta-feira, 25 de março. O levantamento aponta ainda 6,2% de votos em branco, nulo ou nenhum, além de 4,5% de indecisos.

No recorte por perfil, Flávio Bolsonaro lidera entre eleitores do sexo masculino, com 51,6%, e entre pessoas com ensino superior, com 50,2%. Lula apresenta maior apoio entre eleitores com ensino fundamental, também com 50,2%.

Entre mulheres, Lula registra 48,3%, contra 39,5% de Flávio Bolsonaro. O presidente também lidera entre jovens de 16 a 24 anos, com 49,8% frente a 39,4%, e entre eleitores com mais de 60 anos, com 47,1% contra 41,4%. No grupo classificado como população não economicamente ativa, Lula tem 47,2%, enquanto o senador soma 41,9%.

Flávio Bolsonaro apresenta vantagem entre eleitores de 25 a 59 anos, entre pessoas com ensino médio, com 46,9% contra 42% de Lula, e entre a população economicamente ativa, com 47% frente a 42,4%.

No X, o jornalista Paulo Figueiredo comentou a divulgação da pesquisa dizendo que, apesar das disputas internas na direita, o senador segue avançando nas intenções de voto: “Nova Paraná Pesquisas mostra Flávio na liderança novamente! E, apesar de tanta crítica e do silêncio de quem deveria estar apoiando, Flavio segue crescendo”.

Primeiro turno

No cenário de primeiro turno, Lula aparece com 41,3% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 37,8%. A diferença de 3,5 pontos percentuais também está dentro da margem de erro, configurando empate técnico.

Outros nomes testados incluem o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 3,6%; o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 3%; Renan Santos (Missão), com 1,2%; e o ex-ministro Aldo Rebelo (DC), com 1,1%.

O levantamento também indica que 53,3% dos entrevistados afirmam que Lula não merece ser reeleito, enquanto 43,7% consideram que o presidente merece a recondução ao cargo. Outros 3% não opinaram, segundo informado pela revista Oeste.

A pesquisa foi realizada entre os dias 25 e 28 de março, com 2.080 eleitores do Distrito Federal e de 158 municípios em todos os estados brasileiros. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00873/2026.

Nova Paraná Pesquisas mostra Flávio na liderança novamente! E, apesar de tanta crítica e do silêncio de quem deveria estar apoiando, Flavio segue crescendo. pic.twitter.com/IM5kwBtFyI

— Paulo Figueiredo (8) (@pfigueiredo08) March 30, 2026

Rejeição evangélica a Lula: ‘Resistência à esquerda demoníaca’

A desaprovação de Lula (PT) atingiu o nível mais alto em cerca de 10 meses, segundo pesquisa do instituto AtlasIntel divulgada em março. O levantamento aponta aumento da rejeição em diferentes segmentos do eleitorado.

Entre evangélicos, a desaprovação alcançou 85,5%. Em fevereiro, o índice era de 74,2%, indicando crescimento no período. O estudo aponta que esse grupo mantém comportamento eleitoral mais coeso e capacidade de mobilização.

Entre católicos, o presidente mantém índices de apoio superiores à rejeição, mas os números não compensam a resistência observada em outros segmentos religiosos.

A pesquisa também indica aumento da desaprovação entre jovens de 16 a 24 anos, que passou de 58,6% para 72,7%. Entre eleitores com 60 anos ou mais, o índice subiu de 39,2% para 50,8%.

No recorte regional, a desaprovação é maior no Centro-Oeste, com 65,9%, seguido pelo Norte, com 63,9%, e pelo Sul, com 60,2%. O Nordeste apresenta cenário distinto, sendo a única região em que a aprovação, com 55,6%, supera a desaprovação, de 43,9%.

O levantamento ouviu 5.028 brasileiros adultos entre os dias 18 e 23 de março de 2026. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-04227/2026.

O pastor Jack, da Igreja Vintage, em Porto Alegre, afirmou: “A única verdadeira resistência a demoníaca esquerda no Brasil é a Igreja Evangélica”.

Em comentário publicado na rede social, o perfil @bellanna declarou: “A esquerda construiu um discurso de que cuida dos pobres, mas, na prática, quem está dentro das comunidades sabe que quem segura a ponta, quem acolhe, quem alimenta, quem visita, quem ora e quem reestrutura famílias destruídas não é partido político, é a igreja”. Em seguida, acrescentou: “A igreja está onde o poder público falhou”.

A única verdadeira resistência a demoníaca esquerda no Brasil é s Igreja Evangélica. https://t.co/qH05HTsZWg

— O Pastor Tóxico Malvadão (@OPastorJack) March 29, 2026

Tarcísio lidera com quase 70% entre evangélicos contra Haddad

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A pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 30 de março, pelo instituto AtlasIntel em parceria com o jornal O Estado de S. Paulo aponta que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera todos os cenários de segundo turno contra nomes ligados a Lula (PT) na disputa pelo governo de São Paulo.

No cenário contra Fernando Haddad (PT), o atual governador aparece com vantagem de 10 pontos percentuais. A diferença se mantém em patamar semelhante em simulações contra o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e a ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB).

Entre eleitores de 16 a 24 anos, Haddad lidera com 40,5%, seguido por Tarcísio, com 33,6%, enquanto Kim Kataguiri registra 23,7%. Já entre os eleitores com mais de 60 anos, Haddad aparece com 56,4%, contra 31,2% de Tarcísio.

O governador lidera nas faixas etárias intermediárias, com destaque entre eleitores de 45 a 59 anos, onde registra 63,9%, frente a 28,4% de Haddad. Ele também apresenta vantagem entre eleitores com ensino fundamental e médio, enquanto Haddad lidera entre os que possuem ensino superior.

Evangélicos

O governador também registra vantagem entre evangélicos, com 69,8%, contra 19,2% de Haddad. Entre pessoas que se declaram “crentes sem religião”, Tarcísio tem 58,8%, enquanto Haddad soma 28,8%.

Entre católicos, o cenário é mais equilibrado, com 50,2% para Tarcísio e 44,7% para Haddad. Já entre agnósticos e ateus, Haddad lidera com 82,4%, enquanto Tarcísio registra 10%.

No recorte por renda, Tarcísio lidera entre eleitores com renda familiar de até R$ 10 mil. Acima desse valor, Haddad aparece à frente.

No recorte regional, Haddad lidera entre eleitores da capital paulista, com 47,4%, contra 41,5% de Tarcísio. No interior, o atual governador aparece à frente na maioria das regiões, com destaque para Presidente Prudente e Marília, onde alcança 68%, frente a 24,8% de Haddad.

Nas regiões de Campinas e São José dos Campos, o levantamento aponta empate técnico, com 47,6% para Tarcísio e 47,5% para Haddad. Nas demais regiões do estado, o governador mantém a liderança.

O menor distanciamento entre os cenários testados ocorre na simulação contra Simone Tebet, que registra 44,4%, enquanto Tarcísio soma 52,9%. Nesse caso, 2,7% dos entrevistados se declararam indecisos, brancos ou nulos.

A pesquisa ouviu 2,2 mil eleitores entre os dias 24 e 27 de março, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. De acordo com a revista Oeste, o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-01079/2026.

Israel recua e permite que cardeal faça missa no Santo Sepulcro

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, determinou nesta segunda-feira, 30 de março, que a polícia permita o acesso do cardeal Pierbattista Pizzaballa à Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, e autorize a realização de celebrações religiosas.

No domingo, 29 de março, a polícia havia impedido a entrada do cardeal para a missa do Domingo de Ramos. Segundo o governo israelense, a restrição foi motivada por razões de segurança.

Benjamin Netanyahu afirmou: “Nos últimos dias, o Irã tem atacado repetidamente com mísseis balísticos os locais sagrados das três religiões monoteístas em Jerusalém”. Ele acrescentou: “Em um dos ataques, fragmentos de mísseis caíram a poucos metros da Igreja do Santo Sepulcro”. Em seguida, declarou: “Para proteger os fiéis, Israel pediu aos membros de todas as religiões que se abstivessem temporariamente de praticar o culto nos locais sagrados cristãos, muçulmanos e judaicos na Cidade Velha de Jerusalém”.

Após tomar conhecimento do caso envolvendo Pierbattista Pizzaballa, o primeiro-ministro informou que orientou as autoridades a permitirem a realização das missas.

Antes da decisão, o governo indicou que a medida seguia diretrizes do Comando da Frente Interna, que limitam reuniões a até 50 pessoas. Autoridades religiosas afirmaram que esse limite não teria sido ultrapassado.

O Patriarcado Latino de Jerusalém e a Custódia Franciscana da Terra Santa informaram que as celebrações estavam sendo realizadas de forma privada, sem procissões, e dentro das restrições impostas desde o início do conflito. As instituições relataram que eventos públicos foram cancelados e que as missas passaram a ser transmitidas.

Em nota, as entidades classificaram o episódio como um “grave precedente” e uma medida “manifestamente desproporcional”. Também afirmaram que a decisão desrespeita a liberdade de culto e o chamado status quo dos locais sagrados em Jerusalém, além de ignorar a relevância da data para cristãos durante a Semana Santa.

O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, criticou a decisão da polícia. De acordo com informações da revista Oeste, ele afirmou que a medida é “difícil de entender ou justificar” e a classificou como um “excesso” com repercussão internacional. Segundo ele, o governo israelense indicou que buscará alternativas para viabilizar as celebrações.

O Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa no calendário cristão e relembra a entrada de Jesus em Jerusalém, episódio que antecede os eventos que culminam na crucificação e na Páscoa.

Bispa é empossada como 1ª mulher a liderar a Igreja Anglicana

Sarah Mullally foi empossada como arcebispa de Canterbury em cerimônia realizada na quarta-feira, 26 de março, na Catedral de Canterbury. Ela se tornou a primeira mulher a assumir o cargo máximo da Igreja da Inglaterra e, por consequência, uma das principais lideranças da Comunhão Anglicana.

O início formal de seu ministério público ocorreu durante a cerimônia, após ter sido investida nas funções legais do cargo em janeiro. Durante o sermão, Mullally, de 64 anos, declarou: “A Sarah adolescente que depositou sua fé em Deus jamais teria imaginado o futuro que a aguardava, e certamente não o ministério para o qual agora sou chamada”.

A arcebispa mencionou a ausência de membros da comunidade anglicana global que não puderam comparecer devido a conflitos internacionais. Ela afirmou: “Oramos por eles sem cessar, e por todos aqueles que estão em áreas devastadas pela guerra no mundo, na Ucrânia, no Sudão e em Mianmar, para que sintam a presença de Deus, assim como oramos para que a paz prevaleça”.

Mullally também declarou: “Somos chamados a confiar que nada é impossível para Deus, mesmo quando vemos tantas coisas no mundo que fazem a esperança parecer impossível”. Em seguida, afirmou: “Mas há esperança, porque fazemos essa jornada com Deus”. Ela acrescentou: “Não suportamos o peso dessa vocação com nossas próprias forças, mas somente com a graça e o poder de Deus”.

A nova arcebispa concluiu: “Caminhamos com Deus, confiando que Deus caminha conosco, confiando que em tudo o que enfrentamos — na tristeza e nos desafios, assim como na alegria e no deleite — não caminhamos sozinhos. Há esperança, porque somos convidados a confiar que Deus fará algo novo”.

Antes de ingressar no ministério religioso, Mullally atuou como enfermeira, trabalhando com pacientes oncológicos. Ela foi ordenada sacerdotisa em 2001 e assumiu como bispa de Londres em 2018. Sua eleição para o cargo ocorreu em outubro do ano anterior, sucedendo Justin Welby, que deixou a função em janeiro.

A nomeação gerou reações dentro da Comunhão Anglicana, especialmente entre setores conservadores, que articulam nomeação de outro arcebispo. A Conferência Global de Futuros Anglicanos esteve entre os grupos que se manifestaram criticamente.

De acordo com o The Christian Post, o presidente do conselho de primazes da organização, Laurent Mbanda, afirmou: “A Igreja da Inglaterra escolheu um líder que irá dividir ainda mais uma Comunhão já fragmentada”. Ele acrescentou: “Por mais de um século e meio, o Arcebispo de Canterbury atuou não apenas como Primaz de Toda a Inglaterra, mas também como líder espiritual e moral da Comunhão Anglicana”.

Em seguida, concluiu: “Contudo, devido à falha dos sucessivos Arcebispos de Canterbury em zelar pela fé, o cargo não pode mais funcionar como um líder crível dos anglicanos, muito menos como um foco de unidade”.

‘Casa de Davi’ protagonista fala dos bastidores da 2ª temporada

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A série bíblica Casa de Davi retorna com sua segunda temporada nesta sexta-feira, 27 de março, com estreia global no Prime Video. A produção, que já ultrapassou 40 milhões de espectadores, passa a focar na trajetória de liderança do personagem após a vitória sobre Golias.

Criada por Jon Erwin e Jon Gunn, sob o selo Wonder Project em parceria com a Amazon MGM Studios, a nova temporada aborda a ascensão de Davi em meio a conflitos políticos, desafios pessoais e questões espirituais.

O ator Michael Iskander, que interpreta o protagonista, afirmou que a nova fase da narrativa exigiu mudanças físicas e maior aprofundamento emocional. Ele declarou: “A segunda temporada é realmente sobre crescimento e desenvolvimento”. Em seguida, acrescentou: “À medida que Davi cresce, eu cresço, e quase me fundo com ele”.

Para representar a evolução do personagem como guerreiro, Iskander afirmou que passou por preparação física, incluindo ganho de peso e treinamento em combate. Ele declarou: “Trabalhei com um preparador físico e ganhei uns 7 quilos”. Também afirmou: “Aprendi como segurar a espada, como lutar com ela e todos os diferentes movimentos”.

A nova temporada amplia o foco além das conquistas de Davi, explorando aspectos como falhas, arrependimento e transformação. Iskander afirmou: “A verdade é que essa é a condição humana. Todos nós somos falhos e todos nós vamos cair às vezes”. Ele acrescentou: “A diferença é que Davi se arrependeu. Ele se afastou do pecado e voltou para Deus”.

O ator também destacou o contraste entre personagens bíblicos ao afirmar: “Saul cometeu erros, mas era orgulhoso demais para admitir suas transgressões”. Em seguida, declarou: “Davi assumiu a responsabilidade”.

Iskander afirmou que espera que o público se identifique com essa trajetória. Ele declarou: “Espero que eles vejam a transformação em Davi”. Também afirmou: “Que Deus não chama os qualificados, Ele qualifica os chamados”.

O papel coincidiu com mudanças pessoais na vida do ator. Nascido no Egito e residente nos Estados Unidos desde os 9 anos, ele afirmou ter passado por um processo de crescimento espiritual. Iskander declarou: “Minha vida mudou em muitos níveis, especialmente no espiritual”. Em seguida, afirmou: “Recentemente, me tornei católico”.

O ator também comentou a expansão de produções religiosas no entretenimento. Ele declarou: “As pessoas reconhecem a virtude quando a veem”. E acrescentou: “Quando as pessoas veem Deus refletido em uma história, elas não conseguem evitar assistir”.

O cocriador Jon Gunn afirmou que o desempenho da série indica maior interesse do público por conteúdos com valores definidos. Ele declarou: “Casa de Davi foi a série que estávamos criando para lançar a plataforma”. Em seguida, afirmou: “Isso demonstra a demanda por conteúdo inspirador”.

Segundo Gunn, o crescimento da Wonder Project nos últimos anos reflete esse cenário. Ele declarou: “Isso comprova a tese de que existe uma demanda muito grande por conteúdo como este”.

De acordo com o The Christian Post, o produtor também destacou a importância da autenticidade na produção de histórias com temática religiosa. Gunn afirmou: “A pureza é o que faz tudo funcionar. Se não me emocionar, não quero fazer”.

Ele concluiu ao afirmar que o público percebe quando uma narrativa não é genuína: “Eles são espertos. Você consegue perceber quando alguém está tentando te vender algo em vez de algo que seja puro e autêntico”.

Rejeição leva CBF a retirar ‘Vai Brasa’ das camisas da Seleção

A Confederação Brasileira de Futebol informou que irá retirar a expressão “Vai, Brasa!” do uniforme da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo FIFA, após repercussão negativa nas redes sociais. A frase havia sido incluída em peças divulgadas recentemente, com previsão de uso no meião e na gola da camisa.

Segundo a entidade, a expressão foi criada pela designer Rachel Denti, da Nike, como parte de uma campanha publicitária. O presidente da CBF, Samir Xaud, afirmou que o uniforme oficial utilizado em campo não terá a inscrição.

Samir Xaud declarou: “Não, não vai ter, até porque isso é respeito. Eu falo muito em respeito em relação ao nosso uniforme e à nossa bandeira, e o nosso nome é Brasil. Então, vai ter Brasil no nosso meião, e não Brasa”.

O dirigente afirmou que foi surpreendido com a inclusão da expressão e informou que solicitou a substituição por “Brasil” nas peças. Ele acrescentou que a atual gestão tem buscado reforçar a identidade tradicional da seleção.

Samir Xaud declarou à ESPN: “Meu conhecimento, a partir do momento que entrei no primeiro mês de gestão da CBF, nós nos debruçamos em cima de assuntos importantes”. Em seguida, afirmou: “Vocês acompanharam comigo a questão da camisa vermelha. É algo que de princípio nós já barramos, porque eu sei da nossa identidade e da nossa cultura como torcedores”.

O presidente também afirmou que a seleção deve preservar símbolos nacionais e evitar associações que possam gerar interpretações diversas. Segundo ele, o uniforme principal continuará seguindo o padrão tradicional. Samir Xaud declarou: “De antemão, pelo respeito que eu tenho com a bandeira do Brasil, que todos já sabem, e pelo respeito que eu tenho pela Seleção Brasileira, não tem ‘Brasa’ no nosso uniforme principal”.

Ele concluiu: “Isso foi feito em relação à Nike para essa campanha publicitária isoladamente, mas deixo claro que o nosso uniforme é o nosso manto, é o verde e amarelo, sempre deixo isso claro, e não vai ter essa questão de ‘Brasa’”.