Igreja evangélica multada em R$ 100 mil por barulho nos cultos

O juiz André Pereira de Souza, da 2ª Vara Cível de Sumaré (SP), condenou uma igreja evangélica localizada na região do Jardim Alvorada e seu representante legal por poluição sonora ambiental, após constatar que os cultos ultrapassavam os limites legais de ruído.

A decisão foi proferida após anos de denúncias e medições técnicas que apontaram picos de até 77 decibéis, acima do limite de 55 dB permitido no período noturno pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

De acordo com a sentença, a instituição religiosa continuou excedendo os níveis sonoros mesmo após diversas notificações e ordens judiciais. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) ingressou com a ação civil pública depois de sucessivas reclamações de moradores. “A questão de poluição sonora não pode ser tratada como simples incômodo entre vizinhos, mas sim como lesão a bens de natureza difusa, ligados ao meio ambiente, à saúde e à tranquilidade pública”, escreveu o magistrado.

Medições

Conforme os autos, medições realizadas pela Prefeitura de Sumaré entre 2022 e 2025 registraram ruídos entre 57 e 77 decibéis, mesmo após a igreja investir R$ 33 mil em isolamento acústico parcial. O juiz observou que as medidas foram “insuficientes e ineficazes” e que, dois anos após a concessão da liminar, o templo seguia descumprindo as determinações.

“Tal conduta configura não apenas desrespeito à autoridade judicial, mas também persistência na lesão ao meio ambiente e à saúde dos moradores”, destacou Souza. Os cultos, segundo o processo, ocorriam duas vezes por semana, às terças-feiras, às 19h40, e aos domingos, às 18h00, justamente em períodos noturnos em que os vizinhos relatavam maior incômodo.

O juiz ressaltou que, embora a liberdade religiosa seja um direito constitucional, nenhum direito fundamental é absoluto. “O exercício da liberdade de culto encontra limites no direito dos demais cidadãos ao sossego, à saúde e ao meio ambiente equilibrado”, escreveu. “Não se está impedindo o exercício da fé, mas condicionando-o ao respeito aos limites sonoros legais, que visam proteger a coletividade.”

Multas

A sentença confirmou a liminar anterior que proibia cultos com som acima dos limites permitidos e impôs multa diária de R$ 10 mil, limitada a R$ 500 mil, em caso de novo descumprimento. A decisão também determinou:

  • Pagamento de R$ 100 mil ao Fundo Estadual de Reparação de Interesses Difusos, referente ao descumprimento da decisão de 2023;
  • Suspensão imediata de cultos com microfones, instrumentos ou caixas acústicas, até a apresentação de laudo técnico de engenheiro acústico comprovando a adequação do templo;
  • Prazo de 90 dias para execução das obras de isolamento sonoro e envio do laudo à prefeitura e ao Ministério Público;
  • Fiscalização mensal obrigatória, com relatórios técnicos enviados ao Ministério Público e ao juízo;
  • Possibilidade de embargo e interdição do templo em caso de reincidência.

O magistrado afirmou que, “embora sem dolo aparente, a conduta da requerida configura abuso do direito de liberdade religiosa, ao causar dano ambiental e prejuízo à saúde de terceiros”.

Fundamentação

A decisão cita a Lei nº 6.938/81, que institui a Política Nacional do Meio Ambiente, estabelecendo a responsabilidade objetiva do poluidor, independentemente de culpa. O texto também faz referência à Organização Mundial da Saúde (OMS), observando que a poluição sonora figura entre as três principais prioridades ecológicas globais.

O juiz julgou a ação procedente e determinou o cumprimento imediato das medidas coercitivas. “Necessário o estabelecimento de medidas efetivas e coercitivas para assegurar a cessação da poluição sonora e a proteção dos direitos fundamentais ao meio ambiente equilibrado, à saúde e ao sossego público”, concluiu.

O caso ainda pode ser submetido a instância superior em eventual recurso, de acordo com o informado pelo Tribuna Liberal.

Surto de listeriose com 6 mortes é relacionada a refeições prontas

Autoridades de saúde confirmaram duas novas mortes e sete novos casos de listeriose associados a um surto nacional ligado a refeições prontas de massa recolhidas de supermercados. Os casos, inicialmente, estão restritos aos Estados Unidos, mas podem se espalhar eventualmente com o consumo dos alimentos contaminados em outros países.

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), o surto começou em agosto de 2024 e, até o momento, já provocou seis mortes e 27 casos confirmados em 18 estados norte-americanos. Os episódios mais recentes ocorreram em setembro e outubro deste ano, sendo o último registrado em 16 de outubro.

As novas mortes foram notificadas nos estados do Havaí e do Oregon. Casos anteriores incluíam vítimas em Illinois, Michigan, Texas e Utah. Entre os pacientes afetados, uma mulher grávida perdeu o bebê em decorrência da infecção.

As investigações rastrearam a origem do surto até massas pré-cozidas produzidas pela empresa Nate’s Fine Foods, sediada em Roseville, Califórnia. Em setembro, a empresa anunciou o recolhimento de aproximadamente 111 toneladas de produtos, incluindo linguine, fettuccine, penne e outros tipos de massa vendidos a grandes fabricantes de refeições prontas e saladas de massa.

O recolhimento foi iniciado após testes laboratoriais identificarem a mesma cepa da bactéria Listeria monocytogenes encontrada nos produtos fettuccine Alfredo com frango e linguine com almôndegas relacionados ao surto. A empresa FreshRealm, de San Clemente, Califórnia, responsável pela produção dessas refeições, utilizou sequenciamento genético para confirmar a conexão entre os produtos e os casos de contaminação.

Diversas redes de supermercados de abrangência nacional recolheram dezenas de produtos feitos com a massa contaminada. As autoridades de saúde recomendaram que consumidores verifiquem refrigeradores e freezers e descartem ou devolvam os itens listados nos comunicados de recall para receber reembolso.

O CDC informou que está atuando em conjunto com departamentos estaduais de saúde, a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para confirmar se as pessoas infectadas consumiram produtos já recolhidos ou se outros alimentos podem estar contaminados.

Os estados com casos confirmados incluem: Califórnia, Flórida, Havaí, Illinois, Indiana, Louisiana, Michigan, Minnesota, Missouri, Carolina do Norte, Nevada, Ohio, Carolina do Sul, Texas, Utah, Virgínia e Washington, de acordo com informações da emissora CBN News.

A listeriose é uma infecção bacteriana grave que pode causar sintomas como febre, diarreia e rigidez muscular, sendo particularmente perigosa para gestantes, recém-nascidos, idosos e pessoas com imunidade enfraquecida. As autoridades reforçaram a importância de manter os alimentos refrigerados e de seguir as orientações sobre o consumo seguro de produtos pré-cozidos.

EUA: escola judaica é vandalizada com símbolos nazistas

Um ato de vandalismo com símbolos nazistas foi registrado na Magen David Yeshiva, escola judaica localizada no bairro de Gravesend, Brooklyn, na manhã desta quarta-feira, 5. O Departamento de Polícia de Nova Iorque (NYPD) confirmou que investiga o incidente como crime de ódio.

De acordo com o relatório policial, o perpetrador pichou quatro suásticas vermelhas na fachada do edifício – duas sobre as colunas principais e duas em janelas. Imagens de vigilância capturaram um indivíduo chegando ao local por volta das 6h30 em uma bicicleta, executando os símbolos e fugindo em seguida.

A temporalidade do episódio – poucas horas após a confirmação da vitória eleitoral de Zohran Mamdani – gerou reações na comunidade local. Bob Moskovitz, coordenador-executivo da patrulha comunitária Flatbush Shomrim, declarou ao New York Post:

“À luz dos resultados da eleição, todos estão muito sensíveis e preocupados que isso se torne a nova norma”. Moskovitz caracterizou o ataque como “um ato de ódio chocante e traumático”.

Manifestações de representantes religiosos também emergiram no contexto eleitoral. O pastor Martin Sedra, da Echo Church, utilizou sua plataforma no Instagram para expressar apreensão com os resultados. Sedra afirmou temer impactos sobre “valores cristãos e a cultura americana”, classificando a vitória como “um desafio para princípios que considera fundamentais” e conclamando por orações pela cidade.

Paralelamente, registros da Movement Church em sua conta do Instagram, dias antes da eleição, proclaimavam: “Nova Iorque pertence a Jesus”, acrescentando: “Cada centímetro quadrado deste planeta, cada bairro e cada quarteirão da cidade de Nova Iorque pertencem a Jesus”.

Especialistas consultados indicam que estas declarações refletem tensões históricas entre grupos religiosos e propostas políticas progressistas.

Em resposta ao ato de vandalismo, a administração escolar removeu imediatamente as pichações das janelas e cobriu as colunas com bandeiras de Israel.

Um pai de alunos, que optou pelo anonimato, associou diretamente o crime ao cenário político, descrevendo-o como “a nova Nova Iorque de Mamdani” e interpretando-o como “um recado simbólico de que o antissemitismo pode se manifestar sem punição”.

Zohran Mamdani emitiu nota oficial através da plataforma X, anteriormente Twitter, qualificando o incidente com símbolos nazistas como “repugnante e doloroso” e afirmando estar “comprometido em ficar firme com nossos vizinhos judeus para erradicar o antissemitismo”.

A governadora Kathy Hochul anunciou a destinação de US$ 20 milhões em verbas adicionais para segurança de escolas não públicas, após descrever o vandalismo como “um ato de terrorismo doméstico”.

O NYPD informou que mantém patrulhamento reforçado na região e analisa as imagens de vigilância para identificação do suspeito. A Liga Antidifamação (ADL) emitiu comunicado afirmando que monitorará as políticas da nova administração municipal quanto a possíveis impactos sobre a comunidade judaica.

Analistas políticos destacam que a gestão de Mamdani, cuja posse ocorrerá nos próximos meses, será observada atentamente por apoiadores que visualizam oportunidades de transformação social e por críticos que alertam para possíveis impactos econômicos e sociais de suas propostas. Com informações: Comunhão.

Pastor Hernandes narra drama familiar e reitera fé em Deus

O pastor Hernandes Dias Lopes compartilhou o drama de sua família após um neto nascer com precocidade severa e enfrentar inúmeras complicações, com infecções gravíssimas e a necessidade de um milagre.

O testemunho foi dado durante uma pregação na AD Alpha, igreja localizada em Barueri (SP) e dirigida pelo pastor Jairo Manhães e sua esposa, Cassiane. Durante a pregação, afirmou que Deus não é pego de surpresa quando “um acidente trágico, um divórcio doloroso, um luto traumático” abala um servo.

“Estava compartilhando com a Cassiane que a nossa família está vivendo um grande drama e uma grande angústia nesse mês. No dia 30 do mês passado nasceu nosso netinho com precocidade extrema. Seis meses de gravidez. 26 semanas. Nasceu já com infecção severa”, contextualizou o pastor.

Desde que nasceu, o bebê “já passou por duas cirurgias de grande porte” e ainda enfrentou “um sangramento na cabeça”, o que tem deixado toda a família apreensiva e sofrendo: “Por três vezes os médicos reuniram a família e disseram, se vocês creem em Deus, orem, porque não tem mais nada o que fazer”.

“Estávamos respirando um pouco porque na última semana houve uma estabilidade, embora fosse grave. De ontem para cá os médicos chamaram de novo. Ele está com infecção em altíssimo grau, sem poder mudar o antibiótico. E os médicos disseram, não tem mais o que fazer. Se vocês creem em Deus, orem, para que o antibiótico funcione, porque não pode mudá-lo”, desabafou Hernandes Dias Lopes.

“As tempestades chegam. E as tempestades às vezes são inadministráveis porque não está na nossa força e no nosso poder mudar as circunstâncias. Mas uma coisa é verdade, as tempestades são pedagógicas. Porque o nosso Deus não é pego de surpresa”, ensinou o pastor presbiteriano.

“O nosso Deus não está lá no céu esfregando as mãos sem saber o que faz com os dramas da nossa vida. O nosso Deus ao permitir-nos uma tempestade é porque tem um plano e tem um propósito. Porque elas não vêm para nos reprovar, vêm para nos provar e para nos aprovar. Elas não vêm para nos destruir, vêm para fortalecer as musculaturas da nossa alma”, concluiu.

“Manga, cuidado”: prefeito cristão afastado do cargo foi avisado

O prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), afirmou em vídeo divulgado nesta quinta-feira, 6, que foi afastado do cargo. A declaração ocorre após decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) que determinou seu afastamento por 180 dias, no âmbito da segunda fase da Operação Copia e Cola, conduzida pela Polícia Federal.

Em sua gravação, Manga relacionou a medida à sua presença em Brasília no dia anterior, e disse ter sido avisado do que poderia acontecer por causa da sua atuação a frente da Prefeitura.

“Ontem, eu fui em frente o Palácio da Justiça, falei que tem que colocar o Exército na rua. Rodei o Congresso, os deputados me receberam superbem”, declarou o prefeito.

Ele também citou os alertas que recebeu: “Os deputados falaram: ‘Manga, cuidado, está aparecendo muito. Estão tentando aí, o que a gente ouve de bastidores é que os caras tentam tirar do jogo qualquer um que ameaça a candidatura deles’”.

Manga afirmou que o afastamento ocorreu “um dia depois” de sua manifestação na capital federal. “Gente, não deu outra. Hoje, um dia depois de eu estar em frente ao Palácio da Justiça, onde fui falar do Exército lá, para por o Exército na rua, me afastaram”, disse. O prefeito encerrou a mensagem assegurando que “não vai desistir de Sorocaba, não vai desistir do Brasil” e prometeu informar a população sobre os desdobramentos.

A base legal do afastamento é a autorização judicial para a nova etapa da operação, que investiga supostas irregularidades na contratação de uma organização social pela prefeitura de Sorocaba. O contrato emergencial e o termo de convênio em questão tinham como objeto a gestão de unidades de saúde do município.

Combater ao narcotráfico: Magno Malta quer ação com El Salvador

O senador Magno Malta (PL-ES), atualmente em licença médica e afastado das atividades presenciais da CPI do Crime Organizado, apresentou dois requerimentos à comissão propondo um intercâmbio institucional com El Salvador.

As propostas, protocoladas na quarta-feira, incluem a realização de uma diligência oficial ao país e o convite para que o presidente Nayib Bukele participe de uma sessão do colegiado.

Na avaliação de Magno Malta, o governo salvadorenho, sob a liderança de Bukele, é tido como uma referência em estratégias de segurança pública.

De acordo com nota divulgada pela assessoria de Malta, “a missão tem caráter técnico e institucional e busca conhecer de perto as medidas adotadas pelo governo salvadorenho no Plano de Controle Territorial, que resultou na prisão de mais de 78 mil membros de facções criminosas desde 2022, além do fortalecimento da estrutura carcerária e da retomada do controle estatal em áreas antes dominadas por grupos armados”.

O requerimento detalha que, durante a viagem, os membros da CPI poderão “participar de reuniões com autoridades locais, visitar o Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), megaprisão símbolo da política de ‘tolerância zero’ contra o crime, e dialogar com parlamentares e especialistas em segurança pública”.

O segundo documento formaliza um convite para que o presidente Bukele, pessoalmente ou por videoconferência, exponha suas experiências e resultados perante a comissão. Para o senador, a audiência com o líder salvadorenho pode oferecer subsídios para a formulação de políticas públicas e projetos de lei no Brasil.

Magno Malta permanece oficialmente afastado por licença médica até 30 de novembro. Conforme informado por sua equipe, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) atua como seu suplente nos trabalhos presenciais da CPI. No entanto, o parlamentar capixaba continua a acompanhar e a participar dos trabalhos legislativos de forma remota, conforme suas possibilidades.

Contexto da segurança pública em São Paulo

Em desenvolvimento paralelo no âmbito estadual, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), exonerou Guilherme Derrite do cargo de secretário de Segurança Pública nesta quarta-feira, 5.

Derrite, que também é deputado federal, retorna à Câmara dos Deputados para assumir a relatoria do Projeto de Lei 1.283/2025. A proposta, de autoria do deputado Danilo Forte (União Brasil-CE), tem como objetivo alterar a Lei Antiterrorismo para incluir milícias e facções criminosas na categoria de organizações terroristas.

A decisão de licenciar-se do cargo no executivo paulista havia sido anunciada por Derrite no dia 29 de outubro, durante os desdobramentos da operação policial no Rio de Janeiro que resultou em 121 óbitos. O projeto encontra-se atualmente em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

Sobre essa proposta, o governo federal manifestou posição contrária. Em declaração nesta quarta-feira, 6, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffman, afirmou que o “governo é terminantemente contra” o PL.

A ministra justificou: “O terrorismo tem objetivo político e ideológico e, pela legislação internacional, dá guarida para que outros países possam fazer intervenção no nosso país. Nós não concordamos com isso”. Com informações: A Gazeta.

Suspeito de matar Tiktoker cristão durante live na França é preso

Um cidadão argelino de 27 anos, identificado apenas pelas iniciais S.B., foi preso em 2 de outubro na cidade de Andria, no sul da Itália, em cumprimento a um mandado de prisão europeu. Ele é acusado de ter assassinado Ashur Sarnaya, um cristão assírio-iraquiano de 45 anos, durante uma transmissão ao vivo sobre fé cristã na plataforma TikTok.

O suspeito foi extraditado para a França na noite de 27 de outubro e, no dia seguinte, 28 de outubro, foi indiciado pela Promotoria Nacional Antiterrorista da França (Parquet National Antiterroriste – PNAT). As acusações apresentadas incluem “assassinato em conexão com uma organização terrorista” e “associação criminosa terrorista”.

De acordo com a investigação, o influenciador cristão foi atingido por golpes que cortaram a artéria carótida, morrendo no local. Cadeirante, Sarnaya era conhecido por compartilhar vídeos sobre fé cristã e temas relacionados à evangelização entre minorias do Oriente Médio.

Investigação

As autoridades francesas relataram que o telefone do suspeito permaneceu imóvel na região do crime entre 21h15 e 22h50 (horário local) no dia do ataque. Testemunhas afirmaram ter visto um homem em atitude suspeita nas proximidades e que fugiu logo após o assassinato.

Ainda conforme os investigadores, o acusado teria assistido à transmissão ao vivo de Sarnaya por cerca de 30 minutos, antes de cometer o crime. No dia seguinte, desligou o celular e iniciou uma fuga por várias cidades italianas: primeiro seguiu para Milão, depois para Roma, e, em seguida, para o sul da Itália, onde foi detido semanas depois.

Reações

O advogado da família da vítima, David Andic, afirmou à agência AFP que o caso ultrapassa a dimensão criminal. “Os fatos falam por si: foi enquanto ele pregava que Ashur foi atingido. Este ato, mais do que um crime, é uma mensagem, um ato político”, declarou.

Andic acrescentou que o ataque teve um simbolismo religioso. “Não foi apenas Ashur que foi alvo, mas tudo o que ele representava: o cristianismo do Oriente, que tem sido perseguido durante séculos. Os massacres, que se acreditava estarem limitados às minorias de um Oriente Médio atormentado, estão agora ressurgindo em silêncio chocante em solo francês.”

A associação Coordination Assyrienne-Chaldéenne en France (CCACF) alertou para o aumento dos incidentes anticristãos na França. Dados divulgados pela entidade indicam que, nos primeiros cinco meses de 2025, foram registrados 322 atos anticristãos, representando um aumento de 13% em relação ao mesmo período de 2024.

Segundo o Evangelical Focus, 86 senadores franceses assinaram um manifesto público pedindo que o governo adote “medidas decisivas para salvaguardar os cristãos”, destacando que essas comunidades “frequentemente se sentem abandonadas” diante do avanço da violência religiosa no país.

Ryan Lochte, medalhista olímpico, aceita Jesus e é batizado

O nadador norte-americano Ryan Lochte, de 41 anos, doze vezes medalhista olímpico, foi batizado na semana passada e reafirmou publicamente seu compromisso com a fé cristã em meio ao processo de divórcio e meses após ter concluído um período de reabilitação por abuso de substâncias.

Em 2 de novembro, Lochte publicou em seu perfil no Instagram um vídeo do batismo realizado na Canvas Church, em Alachua, Flórida. “Adoro compartilhar minha vida com meus fãs e seguidores. Nesta fase de crescimento, aprendi que a única coisa que realmente importa é o que Deus pensa de mim”, escreveu o atleta. “Tomei a decisão de rededicar minha vida a Jesus e hoje fui batizado!”.

O nadador acrescentou: “Meu coração está transbordando de amor e felicidade, e sou muito grato por tudo que Deus está fazendo e ainda fará em minha vida. Obrigado a todos que me amaram e me apoiaram ao longo da minha vida, vocês significam muito para mim!”. A publicação incluiu também fotografias com sua namorada, Molly Gillihan, e seus filhos.

Entre as mensagens de apoio, o cantor cristão Cory Asbury comentou: “Incrível, irmão!! Deus é bom!!”.

Lochte é o segundo nadador masculino mais condecorado da história olímpica, atrás apenas de Michael Phelps. Ao longo da carreira, conquistou 12 medalhas, sendo seis de ouro, além de múltiplos títulos em campeonatos mundiais e outras competições internacionais.

A trajetória do atleta, entretanto, também foi marcada por controvérsias. Em 2016, ele foi suspenso por 10 meses pelo Comitê Olímpico dos Estados Unidos e pela USA Swimming por má conduta. Dois anos depois, em 2018, recebeu uma nova suspensão, desta vez de 14 meses, por violação das regras antidoping.

Em agosto deste ano, Lochte publicou outra mensagem nas redes sociais relatando 54 dias de sobriedade e descrevendo uma “atualização positiva” sobre sua vida. Ele contou que entrou em “um momento muito difícil” após sofrer um grave acidente de carro em 2023, episódio que o deixou ferido e o levou à depressão. “Passei por depressão, solidão e quis desistir da vida”, afirmou. O atleta descreveu o episódio como uma “experiência de quase morte”.

Em entrevista posterior a um podcast, Lochte declarou que o acidente o aproximou ainda mais de Deus: “Deus estava me observando e disse: ‘Ainda não é sua hora’”, contou. Ele creditou a um programa de recuperação o apoio necessário para reconstruir sua vida e sua fé.

Em meio à reabilitação, o atleta também enfrentou o fim de seu casamento. Em 4 de junho, sua esposa, Kayla Rae Reid, anunciou em publicação no Instagram que havia decidido pedir o divórcio. “Tenho o casamento em altíssima consideração, então esta tem sido uma das fases mais dolorosas, reveladoras e desafiadoras da minha vida. Acredito que Deus ainda está agindo — mesmo na ruptura, mesmo no desconhecido. Escolho acreditar que um novo crescimento pode surgir de terrenos devastados”, escreveu.

Nos documentos judiciais apresentados em setembro, Reid afirmou que o ex-marido havia usado drogas na presença dos filhos pequenos antes da separação. Segundo o processo citado pela revista People, ela declarou: “A guarda compartilhada seria prejudicial para as crianças porque [Ryan] tem um histórico de abuso de substâncias e, segundo informações e crenças, ele ainda está abusando de substâncias controladas ilegais”.

O batismo de Ryan Lochte ocorre em um contexto de crescente manifestação pública de fé entre atletas e artistas norte-americanos. Em maio, o jogador Kaleb Johnson, do Pittsburgh Steelers, relatou ter vivido “um dos momentos mais poderosos e significativos” de sua vida ao ser batizado. Em dezembro do ano passado, o ator Denzel Washington recebeu o batismo em uma igreja de Nova York, ocasião em que também foi licenciado para o ministério, fato que ele afirmou ter sido “profetizado décadas antes”.

Mais recentemente, o comediante Matt Rife contou ter sido batizado em uma piscina após a morte do avô. “Embora eu odeie a igreja, quero acreditar em Deus”, disse o artista, explicando que o ato representou um momento de reconciliação pessoal com a fé.

Mulher que matou pastor diz ter sido seduzida em aconselhamento

A norte-americana LaToshia Daniels, de 46 anos, está sendo julgada por homicídio em primeiro grau e tentativa de homicídio pelo assassinato do pastor associado Brodes Perry, ocorrido em 4 de abril de 2019 no apartamento da família, em Collierville, Tennessee.

Perry, então com 36 anos, atuava na Igreja Cristã Mississippi Boulevard, em Memphis, e anteriormente havia servido como pastor de assimilação na Igreja Batista de Saint Mark, em Little Rock, Arkansas.

Durante o julgamento, LaToshia afirmou que conheceu Perry enquanto buscava aconselhamento sobre seu divórcio na igreja em Little Rock e que, naquele contexto, ele teria iniciado um relacionamento extraconjugal com ela. Segundo a acusada, o pastor afirmou que ele e a esposa, Tabatha Archie, mantinham um casamento aberto e que ela teria “autorizado” a relação.

A viúva do pastor, Tabatha Archie, que depôs em tribunal na terça-feira, negou as alegações. Ela contou que conheceu LaToshia na igreja de Little Rock e que, até o dia do crime, acreditava que ela fosse apenas uma amiga da família. O canal Court TV informou que a defesa da acusada apresentou gravações em vídeo nas quais Perry discute “não monogamia ética” e menciona que sua esposa estaria “perfeitamente bem com isso”.

“Com a Tabby estando perfeitamente bem com a forma como lidei com isso… sendo honesto e transparente… e confiando no meu julgamento”, diz Perry em uma das gravações, enquanto explicava as regras do suposto casamento aberto. Em outro vídeo, o pastor afirma que Tabatha havia feito uma “exceção” para LaToshia, já que o casal teria acordado não se envolver com pessoas de sua cidade natal ou de Jacksonville.

De acordo com o advogado de defesa, Perry também recomendou a LaToshia o livro The Ethical Slut (A Prostituta Ética), que aborda relacionamentos abertos, e participava de um grupo de leitura sobre o tema, comunicando-se com mulheres por meio de um aplicativo. Tabatha, entretanto, rejeitou essa versão: “Até onde eu sei, não havia nenhum relacionamento”, afirmou. Ao ser questionada sobre a veracidade dos vídeos, reconheceu que o marido “era convincente”, mas insistiu: “Nada disso era verdade”.

Antes do crime, LaToshia trabalhava como assistente social licenciada e era proprietária da clínica The Root Behavioral Health, especializada em controle da raiva. Segundo o testemunho de Tabatha, o casal havia se mudado para o Tennessee há cerca de seis meses quando LaToshia apareceu inesperadamente em sua casa, entre 21h e 22h, afirmando estar na cidade para participar de uma conferência.

A viúva relatou que, embora surpresa, permitiu a entrada da visitante. Minutos depois, Perry chegou e, segundo Tabatha, demonstrou irritação ao ver LaToshia. Após uma breve conversa, ela se dirigiu à porta para sair, mas ouviu disparos logo em seguida: “Eu a vi sacar uma arma e começar a atirar”, declarou.

Tabatha disse que o marido caiu no chão e que tentou protegê-lo com o corpo, mas LaToshia ordenou que ela se afastasse. Diante da resistência, a acusada teria atirado em seu ombro. A viúva contou ainda que LaToshia, enquanto disparava, dizia: “Você partiu meu coração”.

Após o crime, Perry morreu no local. Tabatha sobreviveu e testemunhou que, ao perceber a gravidade do ocorrido, LaToshia afirmou: “Eu não tinha essa intenção”. O julgamento continua, com novas audiências previstas para os próximos dias, conforme informado pelo The Christian Post.

Viúva de Charlie Kirk: ‘Não estou zangada com Deus’

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Erika Kirk, viúva do ativista conservador Charlie Kirk, de 31 anos, assassinado em 10 de setembro de 2018, participou na quarta-feira do especial da Fox News intitulado “Erika Kirk: Em Suas Próprias Palavras”. Durante a entrevista conduzida por Jesse Watters, Erika mencionou diversas vezes sua fé cristã, refletindo sobre perdão, luto e família.

A viúva relembrou que perdoou o assassino de seu marido, Tyler Robinson, durante o funeral realizado em 21 de setembro, e comentou a repercussão do caso após o apresentador Jimmy Kimmel ter declarado falsamente que o autor do crime pertencia à “gangue MAGA”. Ela também explicou como tem conversado com os filhos sobre a ausência do pai e citou o livro A Anatomia de uma Dor, de C.S. Lewis, que a ajudou durante o período de luto.

“É tão fácil se arrepender quando se perde alguém que se ama”, disse. “Tentei ler um livro de C.S. Lewis porque ele perdeu o amor da sua vida; ele só foi casado com ela por quatro anos”. Segundo Erika, a leitura foi difícil porque “nas páginas iniciais, ele fala sobre o quão zangado estava com Deus”. Ela destacou, no entanto: “Eu nunca senti isso. Não estou zangada com Deus, nunca estive. Nunca questionei: ‘Por que, Senhor, o Senhor está me fazendo passar por isso? Por que está me testando?’”.

Durante o programa, Erika relembrou como conheceu o marido, quando se candidatou a uma vaga na organização Turning Point USA, fundada por ele. A entrevista de emprego acabou se transformando em uma longa conversa sobre fé e propósito. “Ele me disse que não queria me contratar, mas queria me namorar”, relatou. “O Senhor sabia que eu precisava de um homem assertivo, que não brincasse com os sentimentos. Antes disso, eu orava pedindo a Deus que, se aquele fosse o meu futuro marido, Ele me mostrasse de forma tão clara que eu tivesse paz quanto a isso”.

Erika também falou sobre a transformação do marido após o casamento e o nascimento dos filhos. “Quando você se torna pai ou mãe, isso te transforma. Quando você se torna marido ou esposa, isso te transforma. Estar no altar, fazer uma aliança com o Senhor e dizer ‘Esta é a minha pessoa’, isso te transforma. Vocês se tornam um só. Tudo se torna um só. Nada está separado”, afirmou.

Ela comentou ainda a percepção de que Charlie Kirk se tornara “mais tranquilo” com o passar do tempo, descrevendo essa mudança como “um enorme testemunho de sua fé, porque ele percebeu cada vez mais que isso não se tratava de Charlie Kirk”.

Ao falar sobre como comunicou a morte do marido aos filhos, Erika contou que lhes disse que o pai “estava indo em uma viagem de trabalho com Jesus”. Segundo ela, quando a filha perguntou onde ele estava, respondeu: “Papai ainda está com Jesus. Se algum dia você quiser falar com o papai, basta olhar para o céu e começar a falar com Ele — Ele pode te ouvir”.

Por fim, a viúva explicou sua decisão de perdoar o assassino. “Muitas pessoas neste mundo pensam que perdoar é sinal de fraqueza ou que, ao perdoar, você esquece, mas é exatamente o oposto”, afirmou. “O inimigo roubou meu marido, e se eu não perdoasse, seria mais por mim do que por ele, porque o inimigo teria meu coração. E eu sabia que todos os dias o Senhor me perdoa por tudo. Não é fácil, nunca é fácil, mas é libertador. É tão libertador”.