“Projeto Kombíblia”: casal dirige o Brasil em Kombi para missões

Há seis anos, os missionários Roberta e Eliel Marins desenvolvem o “Projeto Kombíblia”, iniciativa itinerante que combina evangelização e ação social em território nacional. A bordo de um veículo adaptado, o casal percorre regiões distribuindo literatura bíblica e realizando trabalhos comunitários em parceria com congregações locais.

Desde seu início em 2019, a iniciativa já alcançou 14 estados brasileiros, incluindo passagens por Pernambuco, Bahia, Espírito Santo, Paraná e recentemente na divisa entre Rio Grande do Norte e Ceará. Em entrevista ao Guiame, Roberta Marins detalhou a gênese e evolução do trabalho.

Histórico e Metodologia

O Projeto Kombíblia originou-se quando Eliel, após ficar viúvo, decidiu empreender viagens para preencher o vazio pessoal. A iniciativa transformou-se em missão permanente com o casamento com Roberta, que compartilhava do mesmo chamado missionário. O casal, membros da Igreja Batista Nacional em Novo Progresso (PA), adaptou a Kombi como residência e centro de atividades evangelísticas.

Os missionários declararam que mantêm o projeto através de doações espontâneas, complementadas por suas aposentadorias. Entre seus objetivos está alcançar os cinco estados ainda não visitados: Rondônia, Acre, Roraima, Amazonas e Amapá. “Seguimos sem planos fixos, apenas confiando que Deus nos guiará”, afirmou Roberta.

Desafios e Impacto

A manutenção dos recursos financeiros e os constantes reparos mecânicos no veículo representam os principais obstáculos à continuidade das viagens. Quanto ao acolhimento, Roberta relatou: “As pessoas comuns sempre nos recebem muito bem. As igrejas, no início, se mostram receosas, mas acabam nos acolhendo. Já nas redes sociais, infelizmente, sofremos ataques de incrédulos”.

Dentre os diversos episódios registrados em estrada, destaca-se o ocorrido em Santo Antônio da Platina (PR), onde identificaram um jovem com sinais de esquizofrenia e perturbação emocional em situação de vulnerabilidade. O rapaz encontrava-se desaparecido há três meses de São José dos Pinhais, distante 400 quilômetros do local.

Através de redes sociais, os missionários do Projeto Kombíblia localizaram a família, que viajou durante a madrugada para reencontrá-lo. “Graças a Deus localizamos os pais dele, que viajaram a noite e na manhã seguinte o apanharam e o levaram de volta pra casa”, recordou Roberta.

Abordagem

O projeto caracteriza-se pela cooperação interdenominacional. “Não há um tipo específico de ação, estamos sempre nos colocando à disposição para qualquer situação. Geralmente, ao chegar numa comunidade procuramos a igreja local – independentemente da placa – e nos colocamos à disposição para ajudar”, explicou a missionária.

A despedida das comunidades constitui momento significativo, conforme relatado: “Quando vamos nos despedir é até difícil, pois ficam muito gratos e querem que fiquemos com eles”. O casal mantém a perspectiva de continuidade indefinida da missão, sustentada por convicção religiosa e receptividade comunitária.

Discriminação aos evangélicos: matéria de TV causa indignação

O Conselho Nacional das Igrejas Evangélicas da França (CNEF), principal organização representativa do segmento no país, emitiu nota de repúdio contra o programa “Envoyé spécial”, exibido pela rede pública France 2 no dia 25 de setembro. A atração, apresentada pela jornalista Elise Lucet, fez discriminação aos evangélicos ao abordar o crescimento de igrejas protestantes no território francês.

Em declaração assinada pelo presidente Erwan Cloarec e outros líderes, o CNEF afirmou ter ficado “chocado” com o conteúdo do episódio intitulado “Evangélicos: um sucesso nem tão angelical?”. A aliança acusou a produção de caracterizar os aproximadamente 1,2 milhão de protestantes evangélicos franceses como “ultraconservadores, homofóbicos e manipuladores”.

Conteúdo da Reportagem e Contestações

A reportagem investigativa destacou a abertura de uma nova igreja evangélica a cada dez dias na França e visitou uma das maiores congregações do país para analisar o fenômeno de crescimento.

Segundo o CNEF, a cobertura tornou-se tendenciosa ao privilegiar “o raro testemunho de uma família de ‘desconvertidos’ e de um ex-pastor”, com alegações sobre “técnicas de controle” sobre fiéis e a persistência de terapias de conversão em algumas comunidades.

A entidade classificou o material como “um claro ataque ao protestantismo evangélico e à fé cristã como um todo”, contendo claro viés de discriminação aos evangélicos. Em sua nota, afirmou: “Equacionar o evangelicalismo a um movimento ultraconservador e homofóbico, e apresentá-lo principalmente por meio de uma encenação tendenciosa, equivale a estigmatizar… todos os cristãos franceses”.

Críticas aos Métodos Jornalísticos

O CNEF questionou a metodologia da reportagem, citando “perguntas tendenciosas, edição acusatória e ausência de consulta a especialistas”. A declaração acrescentou que “estes métodos geram suspeitas e alimentam preconceitos infundados; constituem terreno fértil para discriminação aos evangélicos e estigmatização”.

Compromissos e Ações

A organização reafirmou seu compromisso com a liberdade religiosa e destacou seu trabalho conjunto com a Missão de Vigilância e Combate às Aberrações Sectárias (Miviludes) do governo francês para combater abusos, incluindo práticas ilegais de terapia de conversão.

O CNEF informou que apresentará objeções formais ao Ministério do Interior e à ARCOM, autoridade regulatória de mídia francesa, para defender “liberdades fundamentais e garantir o pluralismo de opiniões na esfera pública”.

Como contraponto, a entidade convidou jornalistas para participar de um culto marcado para 5 de outubro em mais de 90 cidades, descrito como “um momento de alegria para os protestantes evangélicos” e oportunidade para diálogo aberto.

A declaração finalizou enfatizando que “um diálogo honesto entre a mídia e os atores religiosos ajuda a informar melhor o público e a contribuir para uma sociedade onde a diversidade de crenças e práticas seja compreendida e respeitada”. Com: Christian Daily

Irmã divulga foto de Amanda Wanessa já na casa dos pais

A neuropsicóloga Danyele Mendes divulgou a primeira foto da irmã, a cantora gospel Amanda Wanessa, já instalada na casa dos pais. A mudança ocorreu após decisão da 3ª Vara de Família e Registro Civil de Jaboatão dos Guararapes, que concedeu a Danyele a curatela da artista.

Até então, Amanda vivia em um apartamento com o marido, Dobson dos Santos, e a filha de 12 anos, desde a alta hospitalar em outubro de 2022.

Na publicação feita nas redes sociais, Amanda aparece recebendo cuidados voltados ao bem-estar. Na legenda, Danyele escreveu: “Seguimos firmes na fé, cuidando com amor. É esse amor que nos fortalece”.

Amanda está em coma vigil desde 4 de janeiro de 2021, quando sofreu um acidente grave na PE-60, em Rio Formoso, Zona da Mata Sul de Pernambuco. O veículo em que estava se envolveu em uma colisão, resultando em múltiplas fraturas e traumatismo craniano. Após 642 dias internada no Hospital São Luiz, em São Paulo, ela foi transferida para tratamento domiciliar em outubro de 2022, sob a curatela de Dobson e da filha.

Em abril de 2023, o último boletim médico confirmou a permanência do quadro de estado vegetativo persistente, também chamado de coma vigil. A condição é caracterizada pela ausência de consciência e de capacidade cognitiva, mas com preservação de funções autonômicas, como respiração, circulação e ciclos de sono e vigília.

A transferência para a casa dos pais ocorre em meio a uma disputa judicial entre Dobson e a família da cantora. Na decisão do dia 22 de setembro, a Justiça determinou que a irmã assumisse não apenas os cuidados, mas também a administração dos bens de Amanda.

Muçulmanos ameaçam e tentam tomar à força Escola Evangélica

Um novo episódio de tentativa de ocupação forçada da Escola Evangélica do Sudão em Omdurman foi registrado no dia 3 de setembro, de acordo com fontes locais. Três indivíduos identificados com um grupo de interesse comercial, os muçulmanos adentraram à força nas instalações educacionais, ameaçando centenas de deslocados internos que se abrigavam no local.

Segundo relato de um líder religioso sudanês que preferiu manter anonimato por questões de segurança, os invasores dirigiram-se à sala da direção, pertencente à Igreja Evangélica Presbiteriana do Sudão (SPEC), e arrombaram a porta. Eles emitiram ameaças de tomada forçada do complexo sem estabelecer um prazo específico.

Contexto Histórico de Violência

Esta não é a primeira investida contra a instituição educacional. Durante o regime do presidente deposto Omar al-Bashir, a escola sofreu múltiplos ataques, incluindo invasões por apoiadores de empresários muçulmanos acompanhados por forças policiais.

Em abril de 2017, um episódio particularmente violento resultou na morte do ancião Younan Abdullah Kambu, da Igreja Evangélica Bahri, esfaqueado enquanto defendia mulheres cristãs durante tentativa similar de tomada do estabelecimento, também por muçulmanos. Na mesma ocasião, o ancião Ayoub Kamama também foi ferido com facadas no peito e na mão.

Cenário Beligerante Atual

As condições de segurança no Sudão deterioraram-se significativamente desde o eclodir do conflito civil em abril de 2023 entre as Forças de Apoio Rápido (RSF) e as Forças Armadas Sudanesas (SAF).

De acordo com o Relatório da Lista Mundial de Observação 2025 da Portas Abertas, o país registrou aumentos significativos no número de cristãos mortos, vítimas de violência sexual e ataques a propriedades cristãs. O documento afirma que “cristãos de todas as origens estão presos no caos, sem condições de fugir. Igrejas são bombardeadas, saqueadas e ocupadas pelas partes em conflito”.

Dimensão Humanitária e Política

Dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) indicam que o conflito com os muçulmanos já deslocou mais de 11,9 milhões de pessoas dentro e fora das fronteiras sudanesas.

O Sudão ascendeu à 5ª posição entre os 50 países onde a perseguição cristã é mais severa according com a Lista Mundial de Perseguição 2025, após breves avanços na liberdade religiosa pós-ditadura de al-Bashir em 2019.

Retrocesso nas Conquistas Democráticas

Após a deposição de Bashir em 2019, o governo de transição civil-militar havia revogado algumas disposições da sharia, incluindo a proibição de rotular grupos religiosos como “infiéis” e a efetiva revogação das leis de apostasia.

Entretanto, o golpe militar de 25 de outubro de 2021 reverteu este processo, gerando temores de retorno aos aspectos mais repressivos da lei islâmica entre a comunidade cristã sudanesa, estimada em aproximadamente 2 milhões de pessoas (4,5% da população total). Com: Christian Daily.

Papa Leão XIV pede à Europa que pratique ‘secularismo saudável’

O papa Leão XIV incentivou integrantes de instituições europeias a adotarem o que definiu como “secularismo saudável” no trato da religião na vida pública. A declaração foi feita na segunda-feira, durante discurso a membros do Grupo de Trabalho sobre Diálogo Intercultural e Inter-religioso, iniciativa vinculada ao Parlamento Europeu.

“Promover o diálogo entre culturas e religiões é um objetivo fundamental para um político cristão, e graças a Deus não faltam pessoas que deram um bom testemunho a esse respeito”, afirmou. Ao abordar o diálogo inter-religioso, o pontífice destacou a centralidade da pessoa: “sempre colocar a pessoa humana, a dignidade humana e nossa natureza relacional e comunitária no centro”.

Leão XIV acrescentou que a participação nesse diálogo reconhece o valor da religião no âmbito pessoal e social, lembrando que a própria palavra “religião” “se refere à noção de conexão como um elemento original da humanidade”. Segundo ele, “as instituições europeias precisam de pessoas que saibam viver um secularismo saudável”, entendido como “um estilo de pensamento e ação que afirma o valor da religião, preservando a distinção — não a separação ou confusão — da esfera política”.

Como referência prática, citou Alcide De Gasperi, ex-primeiro-ministro da Itália e líder do Partido Democrata Cristão até sua morte em 1954, de acordo com o The Christian Post.

O papa observou que a ideia de “secularismo saudável” já havia sido defendida por Bento XVI. Em dezembro de 2006, em encontro promovido pela União dos Juristas Católicos Italianos, Bento XVI falou em “secularidade saudável”, que “reconhece o lugar que é devido a Deus e sua lei moral, a Cristo e sua Igreja na vida humana”, ao mesmo tempo em que “afirma e respeita a ‘autonomia legítima dos assuntos terrenos’”.

Na ocasião, esclareceu que isso “implica que o Estado não considera a religião meramente como um sentimento individual que pode ser confinado apenas à esfera privada”. E completou: “Ao contrário, como a religião também está organizada em estruturas visíveis, como é o caso da Igreja, ela deve ser reconhecida como uma forma de presença pública da comunidade”.

Para Bento XVI, “isto implica também que a toda denominação religiosa (desde que não se oponha à ordem moral nem constitua ameaça à ordem pública) seja garantido o livre exercício das atividades de culto — espirituais, culturais, educativas e caritativas — da comunidade crente”.

Nascido Robert Prevost, Leão XIV foi eleito papa em maio, tornando-se o primeiro pontífice da história da Igreja Católica proveniente dos Estados Unidos.

Marcha para Jesus reúne milhares em Dublin: “O dobro de público”

No último sábado, 27 de setembro, milhares de cristãos reuniram-se no centro de Dublin para a segunda edição da Marcha para Jesus na Irlanda. O evento, que seguiu do Jardim da Memória até o St. Stephen’s Green, contou com participação estimada de 20.000 pessoas, conforme registros dos organizadores.

A manifestação, organizada pela Igreja de Todas as Nações, integra um movimento global de expressão pública de fé e reuniu mais de 20 congregações de diferentes denominações cristãs. A programação iniciou às 14h00 com um trajeto pelas ruas do centro da cidade, culminando em apresentações musicais e discursos em palco montado no parque público.

Crescimento

Os organizadores descreveram o evento da Marcha para Jesus como “história em construção” em publicação nas redes sociais, afirmando: “milhares unidos, uma voz, uma bandeira: Jesus Cristo é o Senhor”.

Um participante relatou nas redes sociais: “Acabei de voltar da Marcha para Jesus em Dublin e, meu Deus, inacreditável, o dobro de público do ano passado. Estamos falando de mais de 20.000 pessoas. Se houver alguma dúvida de que estamos vivendo um avivamento agora, deixe-a de lado”.

Contexto e Identidade

Um jovem presente ao evento enfatizou o caráter não-político da manifestação. “Não há nenhuma agenda oculta por trás disso, mas simplesmente amamos nosso Pai Celestial, e acreditamos que Ele é a resposta para todos os problemas que estão acontecendo no mundo”.

E acrescentou: “Sabemos que Jesus é a resposta. É somente Cristo que pode curar e transformar o coração humano. Ele o chamou para um momento como este”.

Uma participante destacou o aspecto unificador da celebração. “Há algo especial na igreja. É a única instituição que vai além da raça, que vai além da classe social, que vai além do status e está firmada no Evangelho de Jesus Cristo”.

E continuou: “Longe do que está acontecendo no mundo de hoje, nós, como crentes, precisamos nos unir ainda mais. Estamos aqui marchando por Jesus, porque Ele nos ama a todos”.

Antecedentes

A primeira Marcha para Jesus na Irlanda ocorreu em 26 de outubro de 2024, quando aproximadamente 12.000 pessoas reuniram-se em Dublin. Na ocasião, o evento foi organizado conjuntamente pela All Nations Church e Betania Church, com apoio de congregações de toda a Irlanda e da Irlanda do Norte.

Os organizadores relacionam a manifestação contemporânea com a herança cristã do país, que remonta à obra missionária de São Patrício no século V d.C.

E agora, Hamas? EUA e Israel anunciam plano de paz para Gaza

Em coletiva de imprensa realizada na Casa Branca na segunda-feira (29), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, apresentaram conjuntamente uma proposta de paz para o conflito em Gaza. O plano, estruturado em 20 pontos, foi formalmente endossado pelo governo israelense.

Netanyahu afirmou que a proposta “responde às preocupações de segurança de Israel”. O primeiro-ministro ressaltou que, mesmo com o acordo, Israel manterá uma presença militar em localizações estratégicas dentro da Faixa de Gaza para “garantir que Gaza nunca mais represente uma ameaça”.

Estrutura do Acordo

O plano estabelece um cessar-fogo imediato e a libertação de todos os reféns israelenses no prazo de 72 horas após a aceitação formal do acordo. Em contrapartida, Israel libertaria 250 prisioneiros condenados à prisão perpétua e 1.700 detidos de Gaza.

A proposta prevê a criação de um “Conselho da Paz”, presidido por Donald Trump e integrado por outras figuras internacionais, como o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. Este conselho supervisionaria a reconstrução de Gaza e uma transição política, com administração temporária a cargo de um comitê tecnocrático palestino.

Outros pontos incluem o desarmamento completo do Hamas, a implantação de uma Força Internacional de Estabilização e a criação de uma zona econômica especial. O plano também propõe um “diálogo inter-religioso para promover tolerância, paz e mudança nas narrativas”.

Declarações

Trump descreveu a proposta como “a única chance real de encerrar décadas de violência”. “Pelo menos estamos, no mínimo, muito, muito perto. E acho que estamos mais do que muito perto”, declarou o presidente americano aos jornalistas.

O presidente advertiu que se o Hamas rejeitar o acordo, “serão os únicos que restarão”. Dirigindo-se a Netanyahu, afirmou: “Você tem todo o nosso apoio para fazer o que quiser”.

Steve Witkoff, enviado especial de Trump, manifestou otimismo em entrevista à Fox News: “Temos muito apoio generalizado de todos os países árabes da costa do Golfo, temos muito apoio dos europeus”.

Obstáculos

Internamente em Israel, o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, criticou publicamente o plano, classificando-o como “fracasso diplomático” e “ato de cegueira deliberada que ignora todas as lições de 7 de outubro”.

O grupo Hamas, cuja anuência é considerada crucial para a viabilidade do acordo, ainda não se manifestou formalmente sobre a proposta. Líderes palestinos externos ao Hamas expressaram reservas, destacando que o plano não aborda explicitamente a criação de um Estado palestino independente em sua fase inicial.

O ponto 19 do documento menciona que “as condições podem finalmente estar em vigor para um caminho credível para a autodeterminação e o Estado palestino” apenas após a conclusão das reformas na Autoridade Palestina e o avanço do redesenvolvimento de Gaza.

Analistas internacionais apontam que a ausência do Hamas nas negociações representa o principal obstáculo à implementação. Especialistas alertam que a viabilidade do acordo dependerá do cumprimento efetivo por todas as partes e do apoio operacional da comunidade internacional.

O anúncio marca a mais recente iniciativa de mediação em um conflito que já causou milhares de mortes e uma crise humanitária de proporções significativas.

Deputado sofre extorsão de funcionário da Globo, que é preso

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu em flagrante, em 30 de setembro, Júlio Cesar de Oliveira Silva Rodrigues, funcionário afastado da TV Globo, por suspeita de tentativa de extorsão contra o deputado estadual Alexandre Knoploch (PL).

Segundo o parlamentar, Rodrigues se apresentou como produtor do programa Fantástico e teria pedido R$ 10 mil para que o nome de Knoploch não fosse citado em uma suposta reportagem sobre a Fundação Ceperj.

“Esse indivíduo, se passando por funcionário da Central Globo de Jornalismo, dizia ter uma matéria contra mim e tentou me chantagear pedindo R$ 10 mil para ‘resolver’ a situação. O que ele encontrou foi um deputado com a consciência limpa e a coragem de enfrentar o crime”, afirmou Knoploch em vídeo publicado nas redes sociais.

O caso foi registrado na 5ª Delegacia de Polícia, no Centro do Rio de Janeiro. Rodrigues permanece detido e aguarda audiência de custódia marcada para esta quarta-feira, 01 de outubro. A Polícia Civil apura se a mesma abordagem foi tentada contra outros políticos.

Procurada, a TV Globo informou que acionou as autoridades após receber a denúncia. Em nota, a emissora declarou que Rodrigues estava afastado por licença médica desde 2023, trabalhava como assistente de maquinaria em outra área da empresa e não tinha vínculo com o jornalismo ou com o Fantástico. A empresa acrescentou que, “diante da gravidade dos fatos”, decidiu desligá-lo.

Nota da Globo (íntegra):

“A Globo, assim que recebeu a denúncia do deputado estadual Alexandre Knoploch, acionou a Polícia Civil com uma notícia-crime. O colaborador em questão estava afastado por licença médica desde 2023, era assistente de maquinaria de outra área da empresa, sem qualquer relação com o Fantástico ou com o jornalismo da Globo. Diante da gravidade dos fatos, a Globo tomou a decisão de desligar o funcionário”.

Pastor e família sobrevivem a ataque na Ucrânia e cristãos cultuam

Um ataque aéreo russo contra a cidade de Kiev, na Ucrânia, na madrugada de domingo (28), atingiu a residência do pastor Mark Sergeev, líder da Igreja Eclésia, enquanto ele e sua família estavam no interior da casa. O incidente integrou uma ofensiva de larga escala, na qual mais de 600 drones e mísseis foram lançados contra alvos em todo o território ucraniano, conforme reportado pela CNN.

De acordo com o presidente Volodymyr Zelensky, o ataque resultou em pelo menos quatro mortos, configurando-se como um dos maiores desde o início da guerra.

Sobrevivência e Resgate

O pastor Mark Sergeev descreveu os momentos seguintes ao impacto. “Ouvi um barulho, depois um baque e minha esposa começou a gritar: ‘As crianças, as crianças!’”. Em entrevista à CNN, ele relatou que, aproximadamente trinta minutos após a explosão, conseguiu resgatar seus três filhos dos escombros. “Começou a ventar de novo e muitos incêndios ainda estavam queimando”, completou.

Através de vídeos publicados em sua conta no Instagram, Sergeev documentou a destruição completa da propriedade, incluindo a casa reduzida a ruínas e veículos carbonizados. Em uma das gravações, ele exibe um fragmento do míssil e afirma: “Bom dia a todos! Um pedaço do míssil que atingiu hoje, esta é minha casa. Meus filhos estavam dentro e graças a Deus estamos todos vivos”.

Em seu testemunho, o pastor expressou gratidão pela sobrevivência da família. “Sou profundamente grato por estar vivo. É uma bênção. O míssil atingiu quatro lugares a apenas quatro metros de distância. A casa e os dois carros desapareceram. Mas meus filhos e eu estamos vivos e ilesos. É um milagre de Deus”.

Contexto

Esta é a segunda vez que a família é deslocada devido à guerra na Ucrânia. Anteriormente, eles haviam fugido da cidade de Melitopol, no sudeste do país, por ocasião da ocupação russa da região.

Membros da congregação reuniram-se no local no mesmo dia para auxiliar no resgate de pertences que resistiram ao fogo. Em seguida, o grupo realizou um momento de adoração em meio aos escombros.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram os fiéis cantando o hino “A Ele a Glória” em ucraniano. Uma publicação no Instagram da igreja registrou a declaração de um participante: “Cantamos sobre as ruínas, mas nossos corações estão cheios de gratidão. A casa está destruída, mas as pessoas estão vivas. Deus preservou a vida onde a morte estava e nós O louvamos porque Sua misericórdia é maior do que qualquer infortúnio. Glória a Ele pelo milagre!”.

Outra mulher presente ao culto improvisado afirmou: “Louvar a Deus mesmo quando você não tem um teto sobre sua cabeça, ser grato a Ele por tudo, louvá-Lo por tudo”.

Apoio

A Igreja Eclésia iniciou uma campanha de arrecadação de fundos online para auxiliar na reconstrução da casa da família Sergeev e de outras duas famílias de membros da congregação que também tiveram suas propriedades destruídas no mesmo ataque na Ucrânia.

Em comunicado oficial, a denominação confirmou: “Três casas e dois carros destruídos. Graças a Deus, eles e as crianças estão vivos. Isto é um verdadeiro milagre e felicidade!”.

Nigéria: comediante questiona mídia sobre genocídio de cristãos

Após a divulgação de um relatório que denuncia mais de 7 mil cristãos assassinados na Nigéria desde o início de 2025, o comediante e apresentador Bill Maher criticou a continuidade da violência no país.

Na sexta-feira, 26 de setembro, Maher abordou o tema no programa Real Time with Bill Maher, que reúne debates com convidados de diferentes espectros políticos. Na mesma edição, a deputada Nancy Mace (Partido Republicano, Carolina do Sul) elogiou a iniciativa e agradeceu ao apresentador por pautar o assunto, apontando falta de cobertura da mídia sobre a tragédia.

Ao comentar a baixa repercussão, Maher afirmou: “Nigéria, o fato de essa questão não ter chegado ao conhecimento das pessoas é impressionante. Se você não sabe o que está acontecendo na Nigéria, suas fontes são péssimas. Você está em uma bolha”. Em seguida, declarou: “Não sou cristão, mas eles estão matando sistematicamente os fiéis na Nigéria. Já mataram mais de cem mil desde 2009. Queimaram 18 mil igrejas. Esses são os islâmicos, o Boko Haram”.

De acordo com o Christian Daily, Maher também criticou a ausência de protestos públicos nos Estados Unidos: “Isso é uma tentativa de genocídio muito maior do que o que está acontecendo em Gaza. Eles estão literalmente tentando exterminar a população cristã de um país inteiro. Onde estão os jovens protestando contra isso?”.

Dados principais do relatório

O documento da Sociedade Internacional para as Liberdades Civis e o Estado de Direito (Intersociety) reporta mais de 7.000 cristãos assassinados nos primeiros 220 dias de 2025 na Nigéria. Segundo a ONG, os números equivalem a média de 35 mortes por dia e foram repercutidos pela Newsweek. A organização Portas Abertas aponta a Nigéria como principal epicentro da perseguição religiosa contra cristãos, concentrando mais mortes por fé do que o restante do mundo somado.

A Intersociety registra que, desde 2009, a violência deslocou ao menos 12 milhões de cristãos. Foi nesse ano que o Boko Haram iniciou a insurgência com o objetivo de instaurar um califado na Nigéria e em áreas do Sahel. Nos 16 anos seguintes, a entidade estima 189 mil civis mortos, incluindo cerca de 125 mil cristãos e 60 mil muçulmanos não radicais.

Na Lista Mundial da Perseguição 2025 da Missão Portas Abertas, a Nigéria ocupa o 7º lugar entre os países onde é mais difícil ser cristão. O levantamento indica que, dos 4.476 cristãos mortos por sua fé no período analisado globalmente, 3.100 (69%) foram assassinados na Nigéria. Conforme o relatório, “a medida da violência anticristã no país já está no máximo possível”, segundo a metodologia aplicada.

Na região centro-norte, onde há maior concentração de cristãos, milícias extremistas Fulani atacam comunidades agrícolas, com centenas de mortes registradas. No norte, grupos jihadistas como Boko Haram e o Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP) ampliam a violência por meio de invasões, sequestros, estupros e assassinatos, sobretudo em áreas com baixa presença do governo federal.

O documento também alerta para o avanço da violência no sul e para o surgimento do grupo Lakurawa, ativo no noroeste; com armamento sofisticado, seria ligado à rede Al-Qaeda por meio da insurgência Jama’a Nusrat ul-Islam wa al-Muslimin (JNIM), originária do Mali.

Risco persistente

Embora a Nigéria garanta, em lei, maior liberdade religiosa do que outros países listados pela Portas Abertas, a organização ressalta que “a maior ameaça vem de militantes islâmicos que buscam eliminar o cristianismo e os cristãos da região”.

O conjunto de dados e relatos indica persistência da violência, com efeitos letais e deslocamentos em massa, além da expansão territorial das atividades de grupos armados.