Papa Leão XIV revela que não fará mudanças para agradar LGBT+

O papa Leão XIV reafirmou que manterá as reformas implementadas pelo papa Francisco em relação à comunidade LGBTQIA+ e à nomeação de mulheres para cargos de alto escalão no Vaticano como forma de evitar um racha na Igreja Católica.

Segundo o pontífice, essas mudanças permanecerão em vigor, mas não haverá novas alterações nem revisões na doutrina católica. Ele explicou que o objetivo é evitar a “polarização” dentro da Igreja:

“Qualquer questão que envolva questões LGBTQIA+ também é altamente polarizadora dentro da Igreja. E, por enquanto, pelo que já tentei demonstrar e viver em termos da minha compreensão de ser papa neste momento da História, estou tentando não continuar a promover a polarização na Igreja”, declarou Leão XIV.

Em outro trecho, o papa destacou a postura de acolhimento: “Os indivíduos serão aceitos e recebidos. Todos, todos, todos são bem-vindos. Mas não por ser de uma identidade específica. O ensinamento da Igreja continuará como está, e isso é o que tenho a dizer sobre isso por enquanto”, acrescentou. A declaração está contida no livro  Leão XIV: Cidadão do Mundo, Missionário do Século XXI, lançado na última quinta-feira, 18 de setembro.

Durante o pontificado de Francisco, o Vaticano passou a permitir que sacerdotes concedessem bênçãos a uniões entre pessoas do mesmo sexo. Também foi ressaltada a posição de que a homossexualidade não deve ser criminalizada. O papa emérito incentivou o acolhimento, admitiu a possibilidade de homens gays ingressarem no sacerdócio desde que vivessem o celibato e frisou que a homossexualidade não poderia estar “profundamente enraizada”.

Apesar das mudanças disciplinares, a posição bíblica tradicional da Igreja permanece: relações entre pessoas do mesmo sexo são entendidas como práticas pecaminosas, e o casamento homossexual segue não reconhecido pela doutrina católica.

Ação evangelística surpreende com batismo de 3 mil pessoas

Um evento evangelístico realizado no último final de semana, no estado do Texas, Estados Unidos, resultou no batismo de 3.381 pessoas. O encontro, denominado “Meet Me in the Water” (“Me Encontre nas Águas”), foi organizado pelo ministério da evangelista Kayla Gabbard e reuniu aproximadamente 7 mil participantes em um local ao ar livre às margens de um lago.

Durante os dois dias, voluntários e membros da equipe ministraram pregações sobre a mensagem cristã de salvação. Após as pregações, milhares de participantes decidiram passar pelo ritual do batismo nas águas do lago.

A evangelista Kayla Gabbard descreveu a logística do evento como intensa, mencionando que a equipe permaneceu na água sob temperaturas elevadas, comuns no Texas nesta época do ano, para realizar os batismos.

Em declaração fornecida após o evento, Gabbard afirmou: “Milhares libertos, curados, salvos, batizados e mudados para sempre. Trabalhamos por dois dias. Pessoas literalmente vieram do mundo todo”. Entre os batizados, estavam presentes indivíduos originários de países como Holanda, Canadá, Nova Zelândia e nações da Ásia, além de estadunidenses.

A evangelista comparou a cena a um “retrato do livro de Atos”, uma referência a um livro do Novo Testamento da Bíblia que relata os primeiros anos do cristianismo, sugerindo que o evento teve características de um avivamento religioso. “Vimos a Bíblia ganhar vida diante dos nossos olhos. Não é apenas para o passado. É para o presente. Essas coisas ainda estão acontecendo”, acrescentou.

Kayla Gabbard e sua equipe viajam regularmente pelos Estados Unidos realizando pregações, batismo em espaços abertos como praias, campos e fazendas. Seu ministério tem relatado testemunhos de conversões e de práticas que eles denominam como “curas” e “libertações” durante esses eventos.

Em agosto, por exemplo, foi divulgado um vídeo mostrando um homem que, após ser batizado, saiu caminhando de um rio, tendo entrado no local com auxílio de outras pessoas por fazer uso de cadeira de rodas.

“O risco de morte é iminente”: deputado alerta sobre Bolsonaro

O deputado federal Sanderson (PL-RS) manifestou preocupação com o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após uma visita realizada na tarde da última quinta-feira (18).

Sanderson, que ocupa o cargo de vice-líder da oposição na Câmara dos Deputados, descreveu o ex-presidente como “totalmente debilitado física e mentalmente” e mencionou a existência de um “risco iminente de morte”.

Em declarações à imprensa, o parlamentar relatou detalhes da visita: “Estive ali por duas horas e ele vomitou duas vezes. Essa questão do câncer de pele abalou bastante ele”.

Sanderson também afirmou que não tinha conhecimento prévio da gravidade do estado de saúde de Bolsonaro e que saiu da visita “bastante preocupado”. Segundo o deputado, o ex-presidente passará por novos exames e realizará outra biópsia em breve.

Jair Bolsonaro, de 70 anos, foi internado no Hospital DF Star, em Brasília, na terça-feira (16), apresentando um quadro clínico que incluía vômitos, tontura, queda de pressão arterial e pré-síncope. Seu estado melhorou após a administração de hidratação endovenosa e medicamentos, recebendo alta na quarta-feira (17).

Um boletim médico divulgado por seu médico, Dr. Antonio Luiz Macedo, no dia da alta, informou que os exames histopatológicos identificaram a presença de carcinoma de células escamosas “in situ” em duas de oito lesões cutâneas que haviam sido removidas previamente. O documento médico recomendou acompanhamento clínico e reavaliações periódicas para monitorar a condição.

Estado delicado

Apoiadores de Bolsonaro enxergam com preocupação a sua condição atual de saúde, especialmente porque o mesmo já vinha em um estado delicado em decorrência das sequelas de uma facada sofrida em 2018, quando o mesmo foi vítima de um a tentado durante as eleições presidenciais.

Em prisão domiciliar e condenado a mais de 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), os aliados do ex-presidente temem, também, que a pressão psicológica sobre o capitão reformado do Exército acabe prejudicando ainda mais a sua recuperação.

Sezar Cavalcante critica ‘idolatria disfarçada de devoção’ por Israel

O pastor e teólogo Sezar Cavalcante criticou, nesta semana, a crescente veneração a Israel em setores evangélicos, durante uma de suas análises teológicas. Segundo ele, a valorização da Terra Santa não pode se transformar em adoração, sob o risco de desviar o sentido bíblico da fé.

Cavalcante destacou que Israel tem importância histórica e simbólica, mas ressaltou que esses elementos não devem se sobrepor à centralidade de Cristo. “Confundir respeito com culto gera uma idolatria disfarçada de devoção”, afirmou, acrescentando que tal prática mistura política e espiritualidade.

O teólogo reforçou que a devoção cristã deve permanecer centrada em Deus. Ele advertiu que a fusão entre símbolos nacionais e promessas divinas pode levar a um sincretismo religioso com conotação política.

Com base em Romanos 10, Cavalcante explicou que, para o apóstolo Paulo, os judeus só podem alcançar a salvação ao reconhecerem Jesus como único e suficiente Salvador. “Sem isso, não há salvação”, disse.

Ele também citou Ezequiel 36, afirmando que a antiga aliança foi rompida. Para Cavalcante, o novo pacto estabelecido por Deus não se restringe a uma etnia, mas se estende à Igreja, formada por todos os que se submetem à vontade divina. “Historicamente, o povo de Deus são aqueles que se submetem à vontade de Deus. Para o judeu ser realmente povo de Deus, precisa aceitar a Nova Aliança, ser batizado e receber Jesus como Salvador”, concluiu, de acordo com a rádio Exibir Gospel.

Terrorista do Estado Islâmico deixa o grupo ao ser impactado por ação de missionários | Notícias Gospel

Uma família residente em uma região do Iraque anteriormente controlada pelo Estado Islâmico (EI) viu sua realidade transformada após receber assistência humanitária de um grupo missionário cristão. O caso foi relatado por uma missionária em uma igreja no Brasil, cuja identidade foi preservada por motivos de segurança.

De acordo com o relato, divulgado durante um culto, a situação ocorreu quando militantes do EI ainda mantinham controle sobre partes do território iraquiano. Enquanto o marido estava ausente, integrando as fileiras do grupo extremista, sua esposa e seus três filhos enfrentavam escassez severa de alimentos.

A missionária descreveu que a mulher, sem opções para alimentar os filhos, dirigiu-se a um local onde organizações humanitárias distribuíam cestas básicas. Ao chegar, foi informada de que todos os recursos já haviam sido entregues. Perante a negativa, a mulher declarou: “Então, eu vou ter que me prostituir para alimentar os meus filhos”.

Os voluntários no local, então, realizaram uma oração e conseguiram obter mais alimentos através de contatos. A mulher recebeu uma cesta básica e pode preparar uma refeição para as crianças. Em seguida, escreveu uma carta ao marido detalhando a situação de extrema necessidade pela qual passavam e como um grupo de cristãos havia providenciado o alimento.

Ao receber a correspondência, o homem questionou sua permanência no Estado Islâmico. Ele decidiu desertar do grupo e retornar para a sua família. Posteriormente, tanto ele quanto a esposa converteram-se ao cristianismo, de acordo com o testemunho da missionária.

O pastor e missionário Mauro Bueno, que atua com evangelização no Rio de Janeiro e conhece a missionária desde 1997, quando trabalharam juntos na JOCUM (Jovens Com Uma Missão) em Porto Alegre, descreveu-a como “uma mulher de fé e coragem”. Ele reforçou o encorajamento para que cristãos apoiem ações missionárias e orem por transformações em contextos de conflito.

A missionária finalizou seu relato exortando os presentes a continuarem com as orações, afirmando que “a oração de vocês aqui atinge terroristas lá no Oriente Médio”. A história foi compartilhada como exemplo de impacto de ações humanitárias em zonas de guerra.

‘Orações respondidas’, diz evangelista emocionada ao batizar mãe

A evangelista norte-americana Kayla Gabbard, que já conduziu centenas de pessoas ao batismo, relatou ter vivido um dos momentos mais marcantes de seu ministério ao batizar a própria mãe em um lago nos Estados Unidos. O episódio ocorreu recentemente durante uma celebração organizada por seu ministério evangelístico.

“Minhas orações foram respondidas! Obrigada Jesus por essa mulher que me trouxe ao mundo Te servir”, declarou Kayla em uma publicação no Instagram. Em seguida, acrescentou: “Este momento foi um círculo completo da bondade de Deus e da restauração de todas as coisas”.

Reconciliação e perdão

Kayla afirmou que a mãe havia sido batizada aos 6 anos, mas destacou que, na visão dela, o batismo adulto tem caráter de arrependimento. “Jesus foi batizado quando adulto e nos ordenou a se ‘arrepender e ser batizado para remissão dos nossos pecados’”, explicou.

A evangelista também contou que a relação com a mãe nem sempre foi harmoniosa. “Antes de encontrar Jesus, eu guardava muita amargura da infância. Mas o Senhor curou nossos corações, restaurou nosso relacionamento e nos deu uma nova chance”, disse.

Durante o batismo, mãe e filha se abraçaram emocionadas. “Quando a abracei e orei por ela, o perdão e o amor de Cristo vieram das profundezas da minha alma”, afirmou Kayla. O momento contou ainda com a presença dos netos, que participaram ativamente. “Meu filho olhava para cima louvando ao Senhor por um momento de restauração, cura e libertação”, relatou.

Kayla finalizou mencionando Efésios 4:32: “Pelo contrário, sejam bons e atenciosos uns para com os outros. E perdoem uns aos outros, assim como Deus, por meio de Cristo, perdoou vocês”. Segundo ela, “o perdão é uma escolha que todos nós temos — e ele não vai afetar apenas você”.

Ministério evangelístico

Kayla Gabbard lidera o ministério que leva seu nome, fundado com foco em evangelização e discipulado. Segundo informações publicadas em 2024, a organização realizou mais de 900 batismos em diferentes regiões dos Estados Unidos.

Em nota em seu site oficial, o ministério informou: “Acreditamos na importância de retornar aos padrões bíblicos. Afastar-se do mundo e das tradições humanas e se voltar para Jesus”. Além dos batismos, o grupo promove eventos de avivamento e oferece estudos bíblicos diários em plataformas digitais com o objetivo de auxiliar novos convertidos na compreensão das Escrituras.

Missionários fazem mutirão de catarata e 300 aceitam Jesus

Uma equipe de médicos voluntários da missão Samaritan’s Purse realizou mais de 550 cirurgias de catarata em Isiro, na República Democrática do Congo, durante uma semana de atendimentos. Segundo a organização, mais de 300 pessoas decidiram entregar suas vidas a Jesus Cristo no período da missão.

Entre os pacientes estava Ninahilo, um professor local que começou a perder a visão enquanto lecionava crianças da comunidade. Sem recursos, ele buscou inicialmente práticas da medicina tradicional da região. “Eu estava sofrendo. Comecei orando na igreja, mas depois fui forçado a procurar os feiticeiros. Foi a primeira vez que vi coisas místicas. Isso me deixou com o coração partido. Meu pai me criou para ser cristão. Não podia continuar assim”, declarou à Samaritan’s Purse.

Após orar pedindo ajuda a Deus, Ninahilo ouviu em um programa de rádio local sobre a clínica da missão. Durante a cirurgia, sua pressão arterial subiu, o que exigiu a interrupção do procedimento. Nesse intervalo, recebeu a visita do pastor Alphonse, que orou com ele e o lembrou de que “Satanás não tem poder sobre aqueles que pertencem a Deus”.

Ninahilo relatou que, naquela noite, teve uma experiência sobrenatural: “Enquanto dormia, vi alguém vindo tirar algo dos meus olhos. Então, essa pessoa foi embora. Isso me acordou imediatamente”. No dia seguinte, ao retirar os curativos, agradeceu: “Eu disse: ‘Senhor, obrigado por suprir minha necessidade’”. Ele acrescentou: “Eu me entreguei de corpo e alma a Cristo, então tudo ficará bem. Eu sei que Deus me criou. Ele é o dono de tudo. Eu me voltei para Jesus Cristo. Ele é meu Salvador agora”.

O oftalmologista Dan Grayden, voluntário da missão, declarou: “Tenho participado das viagens da Samaritan’s Purse nos últimos anos e estou realmente gostando da oportunidade de tratar pessoas em nome de Jesus Cristo. Não há nada como isso que eu esteja fazendo que me traga tanta alegria”.

O médico congolês Jason Pithuwa destacou o propósito espiritual do trabalho: “Não somos apenas médicos, mas também cristãos. É um enorme prazer saber que estamos cumprindo uma missão. Temos em nossos corações a missão de restaurar a visão — a visão física — mas também de ver Deus restaurar a visão espiritual”.

Já a oftalmologista queniana Mary Ng’ang’a reforçou a importância da oração junto aos atendimentos: “Oramos com nossos pacientes antes de iniciar a cirurgia, pedindo que o Senhor os toque”.

De acordo com a Samaritan’s Purse, a missão teve como objetivo não apenas restaurar a visão física dos pacientes, mas também compartilhar a mensagem do Evangelho.

Charlie Kirk: viúva assumirá entidade e promete continuar missão

A viúva de Charlie Kirk, Erika Kirk, foi escolhida por unanimidade pelo conselho da Turning Point USA (TPUSA) como nova CEO da organização. O grupo, fundado em 2012 por Charlie Kirk, tem como objetivo mobilizar jovens em torno de pautas conservadoras alinhadas ao cristianismo. A decisão foi anunciada em meio a um período de atenção sobre o futuro da entidade, já que os Estados Unidos se preparam para as eleições de meio de mandato para o Congresso, previstas para novembro.

Legado

No dia 15 de setembro, poucos dias após o assassinato de Charlie Kirk durante um evento da TPUSA na Universidade Utah Valley, em Orem (Utah), Erika fez um discurso em que prometeu dar continuidade ao trabalho do marido: “O trabalho de mobilização da Turning Point USA não será interrompido e continuaremos a espalhar o Evangelho para lotar o Céu”, afirmou, em tom emocionado.

O crime foi registrado em 12 de setembro. O suspeito, Tyler Robinson, de 22 anos, foi preso após uma caçada de 33 horas conduzida pelas autoridades locais.

Durante o pronunciamento, Erika relatou o impacto da tragédia sobre a família, especialmente a filha de três anos. “O que você diz a uma criança de 3 anos?”, questionou, descrevendo a dor da perda. Apesar disso, declarou sua confiança na ação divina. “Nosso mundo está cheio de maldade, mas nosso Deus é muito bom. Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”, disse, citando as Escrituras.

Continuidade da missão

Ao se dirigir aos responsáveis pelo crime, Erika afirmou que a morte do marido não enfraquecerá o movimento. “Se vocês achavam que a missão do meu marido era poderosa antes, não têm ideia. O movimento que ele construiu não vai morrer”, declarou.

Charlie Kirk, morto aos 31 anos, também liderava a TPUSA Faith, braço da organização dedicado a envolver pastores e líderes cristãos em pautas políticas e culturais. Embora fosse reconhecido por sua atuação no cenário político conservador, Erika destacou que a fé sempre foi sua prioridade. “Em suas últimas conversas, ele testemunhou sobre Jesus Cristo. Agora, ele está diante do Senhor com a coroa de um mártir”, afirmou, de acordo com o Christian Daily.

Ao encerrar sua fala, Erika fez um apelo à continuidade da missão iniciada pelo marido. “Nossa batalha não é apenas política; é espiritual. Charlie queria que todos conhecessem o Salvador que ele amava de todo o coração”, disse, conclamando jovens, líderes e famílias a permanecerem ativos na organização e firmes na fé.

Espanha: igreja evangélica celebra 150 anos de fundação

A igreja evangélica El Camino (O Caminho), localizada em La Coruña, no noroeste da Espanha, comemora em 2025 o seu 150º aniversário. A congregação teve início em 1875, quando os missionários britânicos Thomas Blamire e James Wiston fundaram a primeira comunidade evangélica da região da Galícia.

Desde então, o grupo passou por crescimento, mudanças e períodos de perseguição durante o regime de Francisco Franco, mantendo seu foco no ensino da Bíblia e na mensagem de Jesus Cristo. Para marcar a data, foi preparada uma programação de atividades culturais, sociais e espirituais, conforme destacou o programa Buenas Noticias TV, transmitido pela televisão pública espanhola.

Atividades comemorativas

Entre as celebrações, a igreja promoveu um concerto do coral gospel Vida no teatro Colón, o maior espaço cultural de A Coruña, reunindo mais de 600 pessoas. Também foram realizadas exposições, exibições de filmes, olimpíadas infantis e um musical sobre a vida de Jesus apresentado pelas crianças da congregação.

Além disso, foi publicada uma edição especial da Bíblia comemorativa, cuja capa traz a imagem da Torre de Hércules, considerado um dos monumentos mais emblemáticos da cidade.

Engajamento social

Desde sua fundação, a comunidade se destacou pelo envolvimento social. Em 1875, quando o índice de analfabetismo na Galícia ultrapassava 80%, a congregação abriu uma escola gratuita para ensinar leitura e escrita.

Atualmente, esse compromisso se mantém em ações como distribuição de alimentos e roupas, cursos de capacitação e parcerias com entidades de apoio social, como a Diaconía Espanha. “Esse legado continua por meio da distribuição de alimentos e roupas, cursos de treinamento e colaboração com organizações de ação social como a Diaconía Espanha para apoiar famílias vulneráveis”, afirmou o pastor da igreja, Timóteo Figueirido, em entrevista ao Buenas Noticias TV.

Rota histórica

A comunidade também resgatou sua própria trajetória por meio da chamada Rota das Pegadas Protestantes. O passeio guiado mostra os locais de culto originais, os negócios dos primeiros membros e os cemitérios civis e britânicos onde evangélicos foram sepultados.

O percurso relembra ainda a repressão durante a ditadura de Francisco Franco, período em que os templos foram fechados, obrigando os fiéis a se reunir em casas particulares e a realizar batismos em praias próximas.

Perspectivas

Atualmente, a igreja El Camino conta com cerca de 150 membros e mantém encontros adicionais nas cidades de Muxía e Carballo. A congregação reúne crianças, jovens e adultos em cultos dominicais e pequenos grupos, além de atuar na promoção da unidade dentro do movimento evangélico na Galícia e em outras regiões da Espanha, segundo o Evangelical Focus.

“Queremos que as pessoas nos conheçam, saibam quem somos e qual é a nossa mensagem”, afirmaram os líderes da igreja. Eles acrescentaram que a unidade da comunidade “se baseia na vida, morte e ressurreição de Jesus, e na convicção de que sua mensagem ainda é relevante hoje”.

Ao celebrar seus 150 anos, El Camino declarou que “olha para o futuro com gratidão pela fidelidade de Deus e uma determinação renovada de servir sua comunidade com valores como respeito, tolerância e amor ao próximo”.

Bispos africanos metodistas reiteram defesa do casamento bíblico

O Colégio de Bispos da Igreja Metodista Unida (UMC, na sigla em inglês) na África reafirmou neste mês sua posição de que o casamento deve ser definido exclusivamente como a união entre um homem e uma mulher.

A declaração foi divulgada após reunião oficial realizada em Luanda, Angola, no início de setembro, reunindo bispos de diferentes regiões do continente.

Na seção intitulada Compreensão Bíblica do Casamento, os bispos africanos reiteraram sua defesa do modelo tradicional de matrimônio, citando Gênesis 2.24 e Mateus 19.5. “Defendemos nossa compreensão teológica e cultural de longa data de que o casamento é uma aliança sagrada entre um homem e uma mulher, de acordo com as Escrituras”, afirmaram. Segundo o documento, essa visão está em consonância com convicções bíblicas, tradições africanas e legislações nacionais.

Os líderes destacaram também o compromisso de manter e ensinar uma “ética sexual cristã holística, enraizada nas Escrituras e no discipulado”. A posição foi reforçada apesar da decisão da Conferência Geral da UMC de 2024, quando a denominação global votou pela remoção da proibição de abençoar uniões entre pessoas do mesmo sexo.

Apoio à regionalização

O documento incluiu ainda apoio à proposta de regionalização da UMC, que daria autonomia para que órgãos regionais estabeleçam regras próprias sobre casamento e ordenação de homossexuais não celibatários.

“Acreditamos que a regionalização é um caminho fiel e estratégico a seguir — permitindo que cada região exerça o ministério de maneiras que reflitam seu contexto cultural, social e teológico”, destacaram os bispos.

A declaração também celebrou a eleição de nove novos líderes episcopais africanos e recebeu a assinatura de 14 bispos ativos e três bispos aposentados. O encontro, que reuniu colégios de bispos das áreas Oriental, Central, Meridional e Ocidental da África, foi noticiado pela agência UM News.

Recentes divisões

A UMC debate há décadas alterações em seu Livro de Disciplina envolvendo casamento entre pessoas do mesmo sexo, ordenação de homossexuais não celibatários e financiamento de grupos de defesa LGBT. Historicamente, os delegados africanos tiveram papel decisivo na rejeição de propostas consideradas progressistas, segundo o The Christian Post.

Em 2024, após a saída de mais de 7 mil igrejas, em sua maioria conservadoras, a Conferência Geral aprovou mudanças que incluíram a retirada da declaração de que a homossexualidade seria “incompatível com o ensino cristão”. Como reação, a Conferência da Costa do Marfim, com cerca de 1 milhão de membros, votou por deixar a denominação.

Na Libéria, a disputa permanece em andamento. Grupos dentro da Área Episcopal tentaram alinhar a conferência à Igreja Metodista Global (GMC). Em agosto, porém, um tribunal local decidiu que a UMC, e não o grupo dissidente, era a legítima proprietária de várias propriedades da igreja no país.