Relatório: violência sexual virou 'arma' contra meninas cristãs

Dados da Lista Mundial da Perseguição 2025, elaborada pela organização Missão Portas Abertas, indicam um aumento no número de cristãos que sofreram violência sexual devido à sua fé.

O levantamento registrou 3.123 vítimas deste tipo de perseguição no ano de 2024. No ano anterior, 2023, o número registrado foi de 2.622 casos, o que aponta uma tendência de crescimento.

A maioria esmagadora das vítimas são meninas e mulheres cristãs, com a África aparecendo como o continente mais afetado por essa modalidade de violência.

Outra forma de punição registrada no contexto de perseguição religiosa é o casamento forçado. Em 2024, foram documentados 821 casos, representando um aumento de 35% em relação ao ano anterior.

A Nigéria foi o país com o maior número absoluto de casos de violência e abuso sexual, com uma estimativa de que pelo menos 1.000 cristãs tenham sido vitimadas. A Síria aparece em segundo lugar, com aproximadamente 500 casos registrados.

A lista é seguida por outros 13 países, cada um com cerca de 100 vítimas documentadas: Burkina Faso, Camarões, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Etiópia, Mali, Moçambique, Mianmar, Níger, além de dois países que tiveram seus nomes omitidos no relatório por motivos de segurança, Paquistão e Sudão.

No que se refere especificamente a casamentos forçados de cristãs com não-cristãos, a República Centro-Africana lidera as ocorrências, seguida pela República Democrática do Congo e pelo Paquistão. Nestes três países, ocorreram aproximadamente 300 casos cada, de acordo com os dados da Portas Abertas.

Relato de sobrevivente

O relatório é ilustrado pelo testemunho de Rifkatu, esposa de um pastor na Nigéria, que foi vítima de violência sexual por extremistas. Ela recebe atendimento pós-trauma em um centro apoiado pela Portas Abertas.

Em depoimento à organização, Rifkatu descreveu ter sido sequestrada por extremistas islâmicos fulani ao retornar da lavoura para sua aldeia, predominantemente cristã.

“No acampamento, a maioria dos homens ali nos violentaram. Quando chorávamos, diziam que colchões não choram e que nós agora éramos apenas colchões”, relatou. Ela acrescentou: “Não podíamos nos mover, ou sequer nos virar. Chegou ao ponto em que eu mordi a minha própria língua e comecei a sangrar muito”.

Rifkatu foi libertada posteriormente e retornou ao lar, onde lida com traumas psicológicos. Seu marido, o Pastor Zamai, afirmou: “O objetivo dos militantes é colocar medo na comunidade, nos perseguir. Além de colocar medo em nossos corações, para que nós neguemos a Jesus. Eles querem as nossas esposas para eles”. Sobre o retorno da esposa, ele declarou: “Deus havia respondido à minha oração por sua libertação”.

Histórico: escola cristã é aceita pelo governo islâmico do Paquistão

No Paquistão, nação onde a comunidade cristã enfrenta perseguição religiosa sistemática e ocupa a 8ª posição na Lista Mundial de Observação 2025 da Portas Abertas, um fato inédito foi registrado: uma escola fundada por cristãos paquistaneses recebeu a certificação oficial do governo islâmico, um marco considerado histórico para os grupos minoritários do país.

A instituição de ensino é uma iniciativa da Missão Doulos no país. De acordo com Jairo Silva, um dos diretores da missão, a ideia de fundar a escola partiu do coordenador local, um pastor cujo nome foi alterado para Progba* por motivos de segurança. A motivação veio de suas próprias experiências de perseguição durante a adolescência em Madrassas (escolas islâmicas).

“Nosso coordenador sempre teve o sonho de abrir uma escola apenas para cristãos, pois em sua adolescência foi perseguido por ser cristão dentro das escolas (Madrassas – escolas focadas em incutir o islamismo na mente e caráter das crianças) que estudou”, declarou Jairo Silva em entrevista ao Guiame.

O projeto foi formalizado em 2005 pelo idealizador, que é formado em pedagogia. Na mesma época, um orfanato foi fundado, chegando a abrigar 15 crianças. No entanto, a instituição de acolhimento foi descontinuada após sete anos devido à falta de recursos, sendo as crianças subsequentemente adotadas por membros da igreja local.

A escola, por outro lado, se consolidou. A partir de 2010, com o apoio de parceiros, a iniciativa ganhou novo impulso. Jairo Silva destacou o caráter pioneiro do projeto: “Essa foi a primeira escola cristã criada por nativos, visto que no passado todas as escolas cristãs eram iniciadas por ingleses que colonizaram o país”.

O impacto educacional é mensurável. Dados fornecidos pela missão indicam que mais de 3 mil alunos já se formaram na instituição. Muitos egressos ingressaram em universidades de prestígio no país. Um caso emblemático citado é o do filho de um pastor local, que foi classificado entre os dez estudantes mais inteligentes do Paquistão e tornou-se o primeiro cristão a estudar na principal universidade de medicina do país, uma instituição militar.

“Posteriormente, muitos conseguiram empregos do governo, empresas privadas e outros serviços rompendo a bolha anti-cristã na sociedade”, afirmou Silva.

O currículo da escola inclui disciplinas regulares, aulas de inglês, computação, informática, alimentação e suporte pedagógico. A instituição mantém uma média de avaliação acima de 8,5 pontos em inspeções realizadas por educadores oficiais do governo.

A conquista mais significativa ocorreu recentemente, quando a escola recebeu a mais alta certificação já concedida a uma organização cristã no Paquistão. O certificado, emitido após avaliação de quatro diferentes áreas e ministérios do governo, concede à Missão Doulos a liberdade para abrir novas escolas na província de Punjab, além de projetos sociais e igrejas, sem a necessidade de aprovação prévia de órgãos locais e municipais.

“Pouquíssimas ou raríssimas instituições têm essa liberação. Isso demonstra o impacto da nossa escola na sociedade paquistanesa ao ponto de não poderem negar a atuação da igreja na melhoria da educação”, concluiu Jairo Silva.

*O nome foi alterado para preservar a segurança do indivíduo, uma prática comum em reportagens sobre contextos de perseguição religiosa.

A Igreja precisa ser mais eficaz contra o comunismo, diz teólogo

Em artigo publicado recentemente, o professor e teólogo Daniel Santos Ramos argumenta que o relacionamento entre a Igreja Cristã e o comunismo representa um conflito ideológico profundo, baseado em visões de mundo antagônicas sobre a natureza humana, a sociedade e a transcendência.

O posicionamento da Igreja, conforme exposto, não deve ser meramente reativo, mas sim fundamentado em uma compreensão doutrinária e histórica, mas devendo ser mais contundente e eficaz.

A análise, de caráter doutrinário e histórico, identifica uma incompatibilidade radical no nível filosófico e antropológico. De um lado, o materialismo dialético, base do comunismo clássico, define o ser humano como um produto de relações econômicas e materiais, sem dimensão espiritual e com um propósito limitado à realização de uma utopia terrena sem classes.

De outro, a antropologia cristã afirma que a dignidade humana é intrínseca e deriva de o homem ser “Imago Dei” (Imagem de Deus), um ser com destino eterno que transcende a história.

Conforme relata o autor, este embate de fundamentos tornou o conflito histórico inevitável. Ramos cita como exemplos os “mártires dos gulags soviéticos e das laogai chinesas até os padres perseguidos em Cuba e na Coreia do Norte”, situando a perseguição em um contexto de disputa pela lealdade última do indivíduo, reivindicada tanto pelo Estado comunista quanto pela Igreja.

Reação da Igreja

Para enfrentar este desafio, a análise propõe que a Igreja adote uma estratégia tripla. A primeira frente é apologética (em defesa da fé) com o objetivo de confrontar os pressupostos materialistas e afirmar a dimensão espiritual do homem.

A segunda é descrita como profética, na qual a Igreja deve atuar como voz denunciadora de violações à liberdade religiosa e de consciência, praticando tanto a advocacia internacional em favor de comunidades perseguidas pelo comunismo, quanto alertando sociedades livres sobre ideologias totalitárias.

A terceira frente é diaconal (de serviço). Ramos defende que a Igreja deve demonstrar na prática a superioridade de sua ação social através da aplicação de princípios como a subsidiariedade e a solidariedade. A atuação em escolas, hospitais e agências de caridade é apresentada como um contraponto ao coletivismo estatal, promovendo a pessoa “em sua integralidade” sem privá-la de sua dignidade e agência.

Por fim, o autor conclui que a eficácia da Igreja reside em permanecer fiel à sua identidade e missão, baseada em uma “esperança escatológica” que transcende projetos políticos terrenos. A estratégia proposta visa afirmar uma “soberania que está além de todas elas: a soberania de Cristo sobre toda a criação”.

“A necessidade de um posicionamento eficaz da Igreja frente ao comunismo é mais premente do que nunca. Este posicionamento, contudo, deve evitar as armadilhas do simplismo e do reacionarismo. Não se trata de abraçar uma agenda de direita ou de esquerda, mas de afirmar uma soberania que está além de todas elas: a soberania de Cristo sobre toda a criação”, conclui o autor.

Quem é o autor?

Daniel Santos Ramos (@profdanielramos) é professor, possuindo Licenciatura em Letras Português-Inglês (UNICV, 2024) e bacharelado em Teologia (PUC MINAS, 2013). É mestre em Teologia (FAJE, 2015) e atua como colunista do Portal Guia-me, além de lecionar Língua Portuguesa e Inglesa na rede pública de Minas Gerais e Teologia no IETEB. É autor de dois livros e membro da Assembleia de Deus em Belo Horizonte.

Malafaia defende anistia e diz que a Constituição está no “lixo”

BOLSONARO CONDENADO! Constituição e leis jogadas na lata do lixo.

ANISTIA JÁ! Para acabar com essa farsa de perseguição política. pic.twitter.com/IkqA2Zp4Xm

— Silas Malafaia (@PastorMalafaia) September 12, 2025

O pastor e empresário Silas Malafaia gravou mais um vídeo, dessa vez para comentar a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a mais de 27 anos de prisão, em regime fechado. Visivelmente revoltado, o líder assembleiano defendeu a aprovação de um projeto de anistia ampla, irrestrita e irrevogável em favor dos envolvidos no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF).

Isso, porque, para o líder da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), o julgamento dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Bolsonaro, generais do Exército Brasileiro e o ex-comandante da Marinha do Brasil, ocorreu de modo ilegal.

“Dia triste: a Constituição, as leis e a Justiça jogadas na lata do lixo”, inicia o pastor na gravação, lembrando em seguida que alguns ministros, como Cristiano Zanin, seriam suspeitos, dado ao passado como advogado do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando o mesmo foi condenado no âmbito da operação Lava Jato.

“Começa por uma Turma julgando com três suspeitos: Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. Antes de começar , eu já tinha dito: isso é uma farsa, um teatro. Bolsonaro já tinha sido condenado por pura perseguição política”, continuou.

Na sequência, Malafaia citou o ministro Luiz Fux, que na quarta-feira (10) divergiu do relator, ministro Alexandre de Moraes, demonstrando ao longo de nove horas uma série de fundamentos jurídicos que, em seu parecer, anulam por completo as ações contra Bolsonaro e os demais réus, por “absoluta incompetência” do STF diante do caso.

“Fux detonou os argumentos de Moraes Dino e dos que falaram depois dele”, disse Malafaia. “Todos teriam que ser julgados pelo plenário e não numa turma. Mudaram a jurisprudência no meio do curso do processo, para tirar Bolsonaro da primeira instância. Estamos diante da maior perseguição política da história do Brasil.”

Anistia

Para o pastor Malafaia, agora só resta a aprovação da anistia, por parte do Congresso Nacional, para que os condenados pela 1ª Turma do STF recebam a devida justiça. De acordo com o religioso, essa proposta só terá utilidade se for ampla e irrestrita, e não de forma parcial.

“O senador Flávio Bolsonaro tem dito , eu concordo com ele, não vai aceitar anistia meia sola. Diante da farsa do pseudogolpe sendo desmascarada no STF, só nos resta uma anistia ampla, geral e irrestrita! O resto é conversa fiada para enganar o povo”, comentou o pastor em uma postagem no “X”.

Pastor diz que Jesus Cristo retornará à Terra ainda este ano

O pastor sul-africano Joshua Mhlakela declarou em entrevista ao canal CettwinzTV, disponível no YouTube, que Jesus Cristo retornará à Terra nos dias 23 e 24 de setembro de 2025. Segundo seu relato, a informação teria sido revelada durante uma visão espiritual em que teria visto Jesus entronizado e ouvido a declaração: “Eu estou voltando em breve”.

Mhlakela associou a data à Festa das Trombetas (Rosh Hashaná), celebração do calendário judaico que ocorre no mês de setembro. A declaração gerou reações diversas nas redes sociais, com alguns usuários manifestando apoio à previsão e outros expressando ceticismo, citando passagens bíblicas que afirmam ser impossível prever o momento do retorno de Cristo.

O debate sobre se Jesus Cristo retornará à Terra este ano ocorreu simultaneamente a fenômenos astronômicos observados globalmente no início de setembro, incluindo um eclipse lunar que produziu o efeito popularmente conhecido como “lua de sangue“. Este evento remeteu à profecia do livro bíblico de Joel 2:28-31, que menciona transformações no sol e na lua como prenúncio do “dia do Senhor”.

Na doutrina cristã escatológica, o arrebatamento refere-se ao evento em que os fiéis seriam elevados ao encontro de Cristo antes de um período de tribulação na Terra. As declarações de Mhlakela seguem uma tradição de tentativas de datação do fim dos tempos, embora as principais correntes teológicas cristãs mantenham a posição de que tal evento não pode ser previsto com exatidão.

Até o momento, não há qualquer comprovação ou endosso institucional por parte de denominações cristãs majoritárias sobre a precisão da data anunciada de quando Jesus Cristo retornará à Terra, conforme dito pelo pastor sul-africano. Com: Exibir Gospel.

FBI divulga imagem de suspeito pela morte de Charlie Kirk

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O FBI divulgou nesta quinta-feira (11), em Salt Lake City, imagens do homem apontado como suspeito de assassinar o ativista conservador Charlie Kirk durante um evento na Universidade Utah Valley, ocorrido na quarta-feira (10). Kirk, de 31 anos, foi atingido por um disparo no pescoço enquanto discursava no campus.

As fotografias mostram um homem branco vestindo calça, moletom e boné escuros, além de óculos de sol. O moletom traz o desenho de uma bandeira dos Estados Unidos com uma águia. O órgão pediu a colaboração da população para ajudar a identificar o suspeito.

De acordo com informações oficiais, a investigação está sendo conduzida pelo FBI em conjunto com o Departamento de Segurança Pública de Utah. As autoridades informaram que o disparo foi feito de um telhado a cerca de 180 metros do palco onde Kirk se encontrava. O rifle de precisão, apontado como a provável arma utilizada no crime, foi localizado em uma área de mata próxima.

O jornal New York Post publicou uma foto do armamento, identificado como um rifle de caça equipado com mira telescópica. Nas redes sociais, vídeos que circulam mostram a silhueta de uma pessoa correndo sobre um prédio do campus segundos após o tiro.

As autoridades classificaram a busca pelo responsável como uma “caçada” e ressaltaram que qualquer informação fornecida pelo público pode auxiliar na identificação do atirador.

Ato reúne estudantes em oração pela família de Charlie Kirk

Após a morte de Charlie Kirk, fundador da Turning Point USA, baleado na última quinta-feira (04 de setembro) durante um evento na Universidade Utah Valley, em Orem (Utah), estudantes da Liberty University se reuniram no gramado da instituição, na Virgínia, para orar pela família do ativista de 31 anos.

Kirk participava de um encontro quando foi atingido por um disparo. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que ele leva a mão ao pescoço após o tiro, antes de cair gravemente ferido. Com a confirmação de sua morte, líderes e cristãos em diferentes países manifestaram indignação diante do crime.

Vigília de oração

Na noite seguinte, centenas de alunos da Liberty University — uma das maiores universidades cristãs privadas dos Estados Unidos — se uniram em oração. O ato foi marcado por cânticos e intercessões pela esposa, Erika Frantzve, e pelos dois filhos de Kirk, além de pedidos pela nação em meio ao episódio que chocou o meio político e religioso norte-americano.

A ligação de Charlie Kirk com a instituição vinha de longa data. Em 11 de maio de 2019, ele recebeu da Liberty o título honorário de doutor em Humanidades, concedido como reconhecimento à sua “liderança excepcional e voz enérgica” no conservadorismo.

Ainda naquele ano, em novembro, Kirk se uniu a Jerry Falwell Jr., então presidente da universidade, para lançar o Falkirk Center for Faith and Liberty, um think tank criado para fortalecer valores judaico-cristãos na cultura e na política, com foco no ambiente universitário.

Na ocasião, Falwell declarou: “À medida que os ataques às crenças tradicionais judaico-cristãs aumentam em frequência e intensidade, a necessidade nunca foi tão grande de um renascimento nacional dos nossos princípios fundamentais em toda a nossa sociedade e instituições nos Estados Unidos. Estamos muito felizes que a Liberty University possa desempenhar um papel nesta missão em prol de Cristo e dos ideais americanos”.

Kirk complementou: “Será usado para organizar um exército de crentes na fé e na liberdade”. Apesar do entusiasmo inicial, em 2021 a Liberty University decidiu não renovar o contrato de Kirk junto ao centro, que passou a se chamar Standing for Freedom Center.

Trajetória de Charlie Kirk

Charlie Kirk nasceu e foi criado em um lar evangélico nos subúrbios de Chicago. Em 2012, aos 18 anos, fundou a Turning Point USA (TPUSA), organização conservadora que cresceu rapidamente em influência ao defender princípios como o livre mercado e um governo limitado.

Com o passar dos anos, Kirk ampliou sua atuação, tornando-se voz ativa entre jovens conservadores e igrejas evangélicas. Em 2021, ao lado do pastor Rob McCoy, fundou a TPUSA Faith, braço religioso da organização que buscou mobilizar pastores e comunidades de fé em pautas como a oposição a cirurgias de transição de gênero em menores e a defesa da reabertura dos templos durante a pandemia de Covid-19.

Em eventos, Kirk frequentemente destacava a importância do engajamento das igrejas na vida pública. Em um encontro com líderes religiosos no Tennessee, afirmou: “Eles querem uma igreja passiva, obediente. Uma Igreja disposta a chamar o bem de bem e o mal de mal é uma ameaça ao totalitarismo secular”, comparando a omissão de parte das lideranças atuais à postura de igrejas na Alemanha nazista.

Além de sua atuação institucional, Kirk alcançava milhões de pessoas por meio de seu podcast e de suas redes sociais, consolidando-se como um dos principais articuladores da direita cristã nos Estados Unidos. “Ou vocês se envolvem e ajudam a definir a direção do país, ou deixarão um vazio para que outros que não compartilham dos seus valores ocupem esse espaço”, costumava dizer, segundo reportagem da NBC News.

Kirk deixou a esposa, Erika Frantzve, ex-Miss Arizona, e dois filhos. Sua morte provocou uma série de manifestações no meio político e religioso, reforçando o impacto de sua trajetória como ativista conservador e líder cristão.

Veja séries e filmes com temas cristãos chegando ao streaming

As principais plataformas de streaming anunciaram novidades voltadas ao público cristão e ao segmento de produções bíblicas para os últimos meses de 2025. Entre séries e filmes, o calendário inclui estreias aguardadas e títulos que já conquistaram reconhecimento internacional.

Casa de Davi – Segunda temporada

A série bíblica House of David retorna em 5 de outubro ao Prime Video, inicialmente dentro da assinatura do Wonder Project. A estreia será marcada pelo lançamento de dois episódios, enquanto os demais ficarão disponíveis posteriormente para todos os assinantes em data ainda não confirmada.

As primeiras imagens divulgadas aumentaram a expectativa dos fãs da trama, que acompanha a trajetória do rei Davi em uma narrativa épica de fé e liderança.

Veja lista de séries e filmes com temas cristãos que chegam ao streaming este ano
Cena da luta entre Davi e Golias na série ‘Casa de Davi’

Zero A.D.

Com estreia mundial prevista para 19 de dezembro, o longa Zero A.D. propõe uma abordagem dramática sobre o nascimento de Cristo. O ator Jim Caviezel, conhecido por interpretar Jesus em A Paixão de Cristo (2004), assume o papel do rei Herodes.

A direção é de Alejandro Monteverde, também responsável por Som da Liberdade (2023). A produção é da Angel Studios, estúdio que consolidou sua presença em dramas históricos após títulos como The Chosen e Cabrini. O filme apresenta a perseguição à família de Jesus, destacando o Natal não como um conto sereno, mas como um ato de resistência diante da opressão.

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Até que o fim nos separe

Dirigido por Daniel Friesen, o longa Até que o fim nos separe deve ser lançado ainda em 2025. A produção foi selecionada para diversos festivais nos Estados Unidos e conquistou o prêmio de Melhor Filme no Festival de Cinema de Nova York.

“O desafio do cinema cristão é escolher qual história contar para atrair o público evangélico”, declarou Friesen.

A trama apresenta um cenário pós-apocalíptico, em que 30% da humanidade desaparece repentinamente. O ex-militar Miguel tenta proteger seu filho Azlan, portador dos últimos versículos de um livro proibido. Quando o menino é sequestrado, o pai se vê obrigado a enfrentar um sistema global hostil e encarar verdades espirituais que sempre rejeitou.

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A Vida de Jó

O Univer Video confirmou a continuidade da série A Vida de Jó como destaque do seu catálogo no segundo semestre de 2025. A produção, que estreou em maio de 2025, seguirá com episódios inéditos até o final do ano.

Inspirada em uma das narrativas mais conhecidas da Bíblia, a série apresenta uma releitura dramática da história de Jó, homem justo que enfrenta perdas, provações e reflexões sobre fé, justiça e propósito.

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Budistas são impactados com cura milagrosa de pneumonia

Um casal de missionários, Bobby e Lindsey, relatou a recuperação de seu filho de um ano após caso grave de pneumonia na cidade de Govi Altai, Mongólia. O ocorrido, segundo seu testemunho, teria incentivado a conversão religiosa de membros da comunidade de budistas locais.

O menino, Judah, foi diagnosticado com pneumonia dupla no hospital de Govi Altai, condição atribuída pelos médicos aos altos índices de poluição atmosférica da região. A cidade, localizada a 1,6 mil metros de altitude, registra frequentemente índices de qualidade do ar superiores a 1.300, considerados significativamente acima dos níveis de segurança.

Os profissionais de saúde informaram que o tratamento adequado somente estaria disponível na capital Ulaanbaatar, situada a mais de um dia de viagem por estradas em condições precárias. Durante a avaliação médica, Judah sofreu uma parada cardíaca. Bobby descreveu o momento à AG News: “Foi quando soubemos que nosso filho estava morrendo. Aquilo foi tão assustador”.

Familiares nos Estados Unidos, incluindo uma terapeuta respiratória e um assistente médico, avaliaram por telefone que as chances de sobrevivência durante o transporte seriam mínimas. Simultaneamente, foi iniciada uma campanha de oração envolvendo contatos globais dos missionários.

Um jovem que integrava a comunidade local de budistas, amigo da família, decidiu orar pelo menino em nome de Jesus. Segundo relato de Lindsey, ele descreveu ter experimentado “algo que nunca havia sentido antes” durante a oração. Após uma semana de tratamento hospitalar, Judah recebeu alta médica.

Como desdobramento, o jovem budista e seis estudantes do ensino médio converteram-se ao cristianismo. Lindsey comentou sobre o contexto religioso local: “Leva, em média, sete anos para os budistas chegarem à fé. Foi um milagre ver como esses jovens se renderam a Jesus”.

O casal afirmou que a experiência reforçou um projeto anteriormente idealizado: a construção de um centro comunitário com filtros de ar e sistemas de climatização, previsto para inauguração em 2025. A instalação visa oferecer proteção contra a poluição e desenvolver atividades educativas e religiosas.

Bobby e Lindsey desenvolvem trabalho missionário na região desde 2010, enfrentando desafios como isolamento social, alcoolismo e abuso familiar. Jared, colaborador com duas décadas de experiência na Ásia-Pacífico, afirmou: “Atendemos às necessidades físicas e educacionais — por meio desses relacionamentos, vemos pessoas vindo a Jesus”.

O casal reconhece os desafios do trabalho missionário em área com menos de 1% de cristãos na população rural, onde os budistas são maioria. Bobby finalizou: “Seguir Jesus pode ser uma cruz pesada. Há farpas nessa cruz e você precisa calcular o custo. Mas Jesus é digno. Vá lá e compartilhe o Evangelho!”. Com informações: Guiame.

Voto de Fux por absolvição de Bolsonaro repercute no mundo

Na quarta-feira, 10 de setembro, veículos de imprensa internacionais repercutiram o voto divergente do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do chamado núcleo 1 do suposto golpe de Estado.

O magistrado votou pela absolvição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros cinco réus, contrariando os demais integrantes da Corte. O caso segue em análise pela 1ª Turma, composta por cinco ministros, e depende de três votos para a condenação.

A agência norte-americana Associated Press destacou que Fux “rompeu com seus pares”, o que trouxe “alívio” ao ex-chefe do Executivo e abriu “possíveis argumentos para sua equipe de defesa para uma apelação após um veredito final”. A publicação, no entanto, ressaltou que Bolsonaro “pode ser considerado culpado nos próximos dias”, lembrando que o placar está 2 a 1.

A agência Reuters classificou como “provável” a condenação do ex-presidente, mas observou que a divergência “aumenta as chances de uma apelação de sentença”. Para o veículo, a divisão no tribunal “eleva a tensão em um caso que já polarizou o país e levou milhares de apoiadores de Bolsonaro às ruas em protesto”.

O jornal espanhol El País relatou que Fux argumentou não caber ao STF julgar o caso e registrou o voto de absolvição do ex-presidente por “falta de provas”. A publicação acrescentou: “O voto severo de Fux tem o potencial, segundo analistas, de abrir caminho para que a defesa peça o arquivamento do caso no futuro. A intervenção de Fux conseguiu transformar a expressão séria dos advogados do ex-presidente do dia anterior em rostos sorridentes o dia todo”.

A emissora Al Jazeera, do Qatar, também repercutiu o julgamento, apontando que, embora o ministro tenha apresentado argumentos pela absolvição, “o STF ainda parece propenso a condenar Bolsonaro”, destacando que “dois juízes já votaram pela condenação, e os dois restantes foram nomeados pelo presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva”.

No voto, que se estendeu por mais de 12 horas, Luiz Fux defendeu a condenação de dois réus: o ex-ajudante de ordens da Presidência, tenente-coronel Mauro Cid, por envolvimento em planos violentos, e o ex-ministro da Casa Civil, general Walter Braga Netto, por financiar atos contra o ministro Alexandre de Moraes.

Já os demais seis investigados do núcleo 1 foram absolvidos por falta de provas. Entre eles estão: o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional Augusto Heleno e o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira.