Secretário de guerra dos EUA diz que ora em busca de ‘sabedoria’

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que tem feito orações pelos integrantes das Forças Armadas americanas envolvidos em operações militares relacionadas às tensões com o Irã. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa realizada na segunda-feira, na qual autoridades apresentaram atualizações sobre a Operação Epic Fury.

Hegseth participou da coletiva ao lado do chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine. Durante o evento, um repórter perguntou qual seria sua oração pelos militares que, segundo o jornalista, estariam “em perigo neste momento”.

O secretário respondeu mencionando práticas de oração realizadas por ele e por pessoas próximas. “Minha oração por eles é que eu ore por eles”, declarou.

Ele acrescentou que a prática ocorre também em sua família e em seu gabinete. “Minha esposa ora por eles. Nossa família ora por eles. Nosso gabinete ora por eles. Nada disso é feito por capricho”, afirmou.

Hegseth declarou que os militares são considerados nas decisões relacionadas à política externa e às operações militares. Segundo ele, as recomendações feitas ao presidente dos Estados Unidos incluem momentos de oração.

“Sei que pensamos neles em cada decisão que tomamos e em cada recomendação que fazemos ao presidente dos Estados Unidos. Essas recomendações são feitas em oração, e quando oro todos os dias por eles e por esta missão, oro simplesmente por sabedoria bíblica para buscar o que é certo e coragem para fazê-lo”, afirmou.

O secretário também mencionou que a operação envolve decisões que exigem determinação política e militar. “Será preciso coragem para levar isso adiante. Haverá muita repercussão negativa e oramos para que isso aconteça, e esperamos que todos vocês também orem”, declarou.

No início da coletiva, Hegseth dirigiu uma mensagem aos militares envolvidos nas operações. “Que o Deus Todo-Poderoso os proteja e que Seus braços providenciais se estendam sobre vocês. Que Deus os acompanhe, guerreiros — e continuem firmes”, afirmou.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também mencionou orações ao anunciar a Operação Epic Fury. O pronunciamento foi transmitido à nação no sábado.

Durante o discurso, Trump afirmou que orações estavam sendo feitas pelos militares envolvidos na missão. “Oramos por cada membro das Forças Armadas que, altruisticamente, arrisca suas vidas para garantir que os americanos e nossos filhos jamais sejam ameaçados por um Irã com armas nucleares”, declarou.

O presidente acrescentou que espera proteção divina para os militares. “Pedimos a Deus que proteja todos os nossos heróis em perigo e confiamos que, com a Sua ajuda, os homens e mulheres das Forças Armadas prevalecerão. Temos os melhores do mundo e eles prevalecerão”, afirmou.

As declarações de autoridades do governo ocorreram em meio a reações diversas entre líderes cristãos sobre a operação militar, segundo informações do portal The Christian Post.

O evangelista Franklin Graham, presidente da organização humanitária Samaritan’s Purse e da Associação Evangelística Billy Graham, pediu orações pelos líderes políticos e pelos militares envolvidos na missão.

Em mensagem publicada nas redes sociais, Graham incentivou seguidores a intercederem pelo presidente e pelos integrantes das Forças Armadas. Ele também mencionou os riscos enfrentados pelos militares durante a operação.

Por outro lado, o ativista cristão Shane Claiborne manifestou críticas à operação. Em publicação nas redes sociais, ele questionou o uso da força militar: “A violência só gera mais violência. Quem vive pela espada, morre pela espada”, escreveu.

Claiborne também afirmou que considera incompatível a mensagem cristã com a preparação para o confronto armado. “Dois erros nunca fazem um acerto. É impossível amar nossos inimigos como Cristo ordena e, ao mesmo tempo, preparar-se para matá-los”, declarou.

Secretário de Defesa dos EUA criticado por orar ‘ao Rei Jesus’ no Pentágono

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Luiza Possi se despede do secular e diz que cantará para Cristo

A cantora Luiza Possi anunciou nas redes sociais que pretende iniciar uma nova fase em sua trajetória pessoal e artística. Em um vídeo publicado no Instagram, a artista afirmou que, após o lançamento de seu próximo álbum, pretende dedicar sua carreira exclusivamente à música voltada à fé cristã.

O anúncio foi feito durante a divulgação do álbum “É Só o Amor”, com lançamento previsto para quarta-feira, 05 de março. Segundo a cantora, o projeto marca o encerramento de um ciclo de 25 anos de carreira na música popular brasileira.

No vídeo, Luiza Possi afirmou que a mudança está relacionada à sua experiência espiritual. “Vou cantar pelo amor de Deus que hoje está em primeiro lugar na minha vida”, declarou.

Ela também afirmou que o novo trabalho simboliza o encerramento de uma etapa profissional. “Esse álbum encerra uma estação para que comece uma nova estação onde eu vou cantar o meu amor pelo meu Salvador, Jesus”, disse.

A artista informou que dedicou cerca de um ano e meio à produção do disco. O álbum reúne músicas que abordam diferentes expressões do amor, incluindo relacionamentos afetivos, amor próprio e vínculos familiares.

Luiza Possi afirmou que o tema acompanha sua trajetória desde o início da carreira. “Desde os meus 13 anos eu canto e sempre escolhi cantar o amor. Sempre cantei a minha verdade. Nunca me vendi para as modas do mercado em 25 anos”, escreveu na legenda da publicação.

O projeto conta com participações de outros artistas. Entre elas está a colaboração do cantor Péricles, que participa da faixa Estou Apaixonado.

A cantora informou que ainda realizará shows de encerramento relacionados ao álbum antes de iniciar a nova fase voltada à música cristã. Após esse período, pretende dedicar-se integralmente a composições e apresentações com temática de fé.

No vídeo divulgado nas redes sociais, Luiza Possi afirmou que considera a decisão resultado de convicções pessoais. “Não é uma escolha, é um chamado e eu não tenho opção. Deus me chama e eu vou cumprir esse chamado”, declarou.

Ela também convidou o público a acompanhar a mudança em sua carreira. “Eu peço que você venha comigo. Não é um caminho fácil, mas é a nova estação da minha vida”, disse.

A cantora afirmou que já possui projetos em desenvolvimento relacionados a louvor e adoração. “Após essa agenda, mergulho de cabeça e por inteiro no meu amor a Jesus Cristo, a Deus. Vou cantar, louvar e reverenciar meu Mestre e Salvador”, declarou.

Ao encerrar a mensagem, a artista agradeceu ao público que acompanha sua trajetória e reiterou a mensagem que afirma orientar sua carreira. “Como eu sempre digo e tenho tatuado na minha pele, seguir cantando o amor”, afirmou.

Nos últimos meses, Luiza Possi também comentou publicamente sobre sua experiência religiosa. Em fevereiro, a cantora afirmou nas redes sociais que observa crescimento no número de pessoas que se identificam como evangélicas no Brasil, mas declarou que nem todas passam por mudanças profundas de comportamento.

Na ocasião, ela afirmou que a fé cristã envolve transformação pessoal: “Hoje a gente vive o evangelho da adesão e não da conversão”, declarou, acrescentando que a conversão envolve arrependimento e mudança de atitudes.

O posicionamento gerou debates entre usuários nas redes sociais. Em novembro do ano passado, a artista também afirmou que enfrentou críticas no meio artístico após assumir publicamente sua fé cristã. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela declarou que algumas pessoas reagiram negativamente à mudança.

“Descobri uma liberdade incrível. Os outros são os outros, e sempre estarão apontando o dedo para você”, afirmou, reiterando que considera a decisão resultado de sua experiência espiritual: “Não é uma escolha, é um chamado”.

Espanha aprova medida contra a perseguição religiosa

A Comissão de Assuntos Externos do Congresso dos Deputados da Espanha aprovou uma proposta do Partido Popular (PP) que busca fortalecer a atuação do país no combate à perseguição religiosa global, com ênfase na proteção de comunidades cristãs e na adoção de uma postura diplomática mais enérgica diante de massacres motivados pela fé.

Durante a apresentação da medida, a deputada Maribel Sánchez enfatizou que a liberdade religiosa não constitui privilégio de qualquer confissão, mas sim direito humano fundamental e “indicador de qualidade democrática”.

Sánchez recorreu à Lista Mundial da Perseguição 2026, elaborada pela organização Portas Abertas, para dimensionar a urgência da proposta: 388 milhões de cristãos vivem atualmente em países onde sofrem níveis altos ou extremos de perseguição religiosa e discriminação . “Não se tratam de incidentes isolados”, afirmou a parlamentar, mas de “um padrão estrutural” impulsionado pela ascensão de governos autoritários e conflitos armados.

O debate, no entanto, evidenciou profundas divisões partidárias. María Dolores Corujo, porta-voz do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), partido do primeiro-ministro Pedro Sánchez, foi a crítica mais veemente, acusando o PP de instrumentalizar o tema com “islamofobia populista” e de promover perseguição a muçulmanos em administrações locais.

Agustín Santos Maraver, do grupo de esquerda Sumar, também votou contra, embora tenha reconhecido a importância de combater todas as formas de discriminação religiosa .

Em contrapartida, a proposta recebeu apoio do partido catalão Esquerra Republicana, cujo porta-voz Jordi Salvador declarou que “não existem crenças, sentimentos ou línguas de segunda classe”. O partido de direita Vox também manifestou aprovação, com Alberto Asarta destacando a situação de cristãos como minorias vulneráveis sujeitas a sequestros, violência sexual e ataques jihadistas em diversas regiões .

Perseguição religiosa: silenciosa e estrutural

A iniciativa aprovada não se limita a crimes explícitos, mas aborda também a discriminação sistemática que compromete o cotidiano de milhões de fiéis. Ted Blake, diretor da Portas Abertas na Espanha, explicou em entrevista ao portal Protestante Digital que a perseguição frequentemente opera de maneira silenciosa, inserida na estrutura social, limitando acesso a emprego, educação e justiça, e relegando cristãos à condição de cidadãos de segunda classe em dezenas de nações .

O texto aprovado convoca o governo espanhol a intensificar sua atuação diplomática junto à União Europeia, ao Conselho da Europa e à ONU, vinculando a defesa dos direitos humanos aos acordos internacionais e reconhecendo a proteção da liberdade religiosa como instrumento para prevenir migrações forçadas. A votação revelou a fragilidade do consenso: a medida foi aprovada por margem mínima de um voto, com 18 abstenções .

Segundo o Relatório sobre Liberdade Religiosa de 2025 da organização Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), mais de 5,4 bilhões de pessoas vivem atualmente em países com graves violações desse direito fundamental, o que corresponde a quase dois terços da humanidade.

O documento aponta o autoritarismo como principal ameaça global à liberdade religiosa, além do aumento do jihadismo, do nacionalismo religioso e dos crimes de ódio antisemitas e antimuçulmanos. Com: Evangelical Focus

Evangelista relembra “revelação” divina de ameaça a Trump

O evangelista Rubens Gabriel compartilhou em suas redes sociais uma visão que afirmou ter recebido em 1º de janeiro de 2025, envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, a revelação apontava para tentativas de atentados contra o líder americano e para ações divinas envolvendo nações sob regimes comunistas e ditaduras.

Ao descrever o que viu, Gabriel declarou: “Eu via novos atentados sendo feitos contra a vida dele para tentar matá-lo, porque através dele Deus usará esse presidente para trazer libertação para países que estão oprimidos, países que estão sofrendo na mão de ditadores, na mão de presidentes comunistas”.

Ele acrescentou: “E eu vi uma grande luta sendo levantada contra Donald Trump, porque ele trará libertação e ele será um socorro, ele será um instrumento que Deus vai usar para socorrer o país da Venezuela, para socorrer outros países que estão sendo oprimidos na mão de comunistas”.

Parte da visão, segundo o evangelista, cumpriu-se em janeiro de 2026, quando Trump ordenou uma operação que resultou na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, atualmente preso nos Estados Unidos.

Agora, Gabriel aponta que os recentes conflitos no Oriente Médio — com os ataques conjuntos de EUA e Israel ao Irã e a morte do aiatolá Ali Khamenei — também se alinham à revelação recebida. Em resposta, o governo iraniano iniciou bombardeios contra alvos americanos em países do Golfo Pérsico, intensificando a tensão regional.

O atual conflito

A motivação central declarada por Estados Unidos e Israel para o ataque conjunto ao Irã, lançado em 28 de fevereiro de 2026, foi a necessidade de uma ação “preventiva” para neutralizar a ameaça representada pelo programa nuclear iraniano, que, segundo autoridades, havia progredido a ponto de permitir a produção de material para bombas nucleares de forma iminente.

No entanto, analistas e fontes oficiais indicam que a real motivação foi mais ampla e estratégica: a percepção de que o regime iraniano estava em seu momento mais vulnerável desde a revolução de 1979, fragilizado por uma crise econômica severa, pela repressão brutal a protestos populares que mataram milhares no início do ano e com suas defesas aéreas e proxies regionais (como Hezbollah e Hamas) já severamente degradados por conflitos anteriores com Israel .

O fracasso das negociações indiretas em Genebra, onde o Irã se recusou a negociar seu programa de mísseis balísticos e seu programa nuclear, somado à determinação israelense de atacar com ou sem apoio americano, levou Washington a concluir que uma oportunidade única para degradar permanentemente as capacidades militares iranianas não deveria ser desperdiçada.

Deputada vê esquerda incompatível com Jesus e abandona partido

A deputada estadual Karen Whitsett, do estado de Michigan, nos Estados Unidos, reafirmou declarações nas quais critica a ideologia de esquerda do Partido Democrata e afirma que pretende se afastar definitivamente da política para se dedicar à fé cristã.

A parlamentar publicou novas mensagens nas redes sociais um dia após tornar públicas as críticas ao partido. Em uma publicação na última terça-feira, 03 de março, Karen Whitsett declarou que mantém suas convicções religiosas e não pretende buscar aprovação pública para suas decisões.

“Quem entende, entende. Quem não entende, não entende. No fim das contas, todo joelho se dobrará e toda língua confessará. Minha responsabilidade é permanecer na verdade e andar em obediência — não buscar aprovação”, escreveu.

A deputada também afirmou que considera sua fé como prioridade. “Não preciso justificar minhas convicções. A Deus eu respondo em primeiro lugar. Se minhas palavras despertarem algo em você e o levarem a postar uma resposta em algum lugar, oro para que isso o aproxime Dele, e não o afaste da graça. Ninguém responde a coisas que não importam. Só estou dizendo”, declarou.

Karen representa Detroit na legislatura estadual e iniciou o mandato em 2023, com término previsto para 01 de janeiro de 2027. Em entrevista ao canal WDIV Local 4, ela afirmou que considera incompatível permanecer no partido diante de suas convicções religiosas.

“Para mim, é impossível ser uma seguidora fiel de Jesus Cristo e, ao mesmo tempo, permanecer membro do Partido Democrata como ele existe hoje. Não consigo conciliar essa plataforma com as Escrituras”, declarou.

A parlamentar também afirmou que passou a reconsiderar suas posições pessoais nos últimos anos. “Comprometi meu relacionamento com Jesus por muito tempo, e sou grato a Deus por não ter desistido de mim. Ele me deu tempo para me arrepender, me converter e me dedicar completamente a Ele”, disse.

Karen mencionou temas políticos e sociais que, segundo ela, influenciaram sua decisão. Entre os pontos citados estão o aborto, debates sobre sexualidade e discussões relacionadas à identidade de gênero.

Em entrevista concedida na segunda-feira, a deputada afirmou que não pretende disputar novas eleições. “Não me candidatarei à reeleição para este cargo e nunca mais me candidatarei a nenhum cargo. Esta não é uma decisão política — é uma decisão espiritual”, declarou, de acordo com o The Christian Post.

Ela também afirmou que sua decisão está relacionada a convicções pessoais. “Não tenho um Céu ou um Inferno para colocar ninguém. Só Deus tem. Mas tenho a Palavra inabalável de Deus para me apoiar, e não posso mais comprometê-la para me adequar a uma plataforma partidária ou para agradar às pessoas”, afirmou.

O jornal The Detroit News informou que Karen não compareceu a sessões legislativas nos últimos meses. A deputada também declarou que ela e a família participam atualmente de atividades religiosas da Igreja Lionheart, com sede em Austell, no estado da Geórgia, nos Estados Unidos. Segundo ela, a participação ocorre por meio da plataforma online da igreja.

Karen afirmou que a comunidade religiosa tem influenciado sua caminhada espiritual: “Meu marido e eu frequentamos a Igreja Lionheart online, aqui de Michigan — a Igreja Lionheart fica em Austell, Geórgia — e esse ministério tem ajudado a moldar nossa caminhada com Jesus Cristo”, declarou.

A Igreja Lionheart é liderada pelos pastores Otha Turnbough e LaRonna Turnbough. A instituição mantém presença digital significativa, com mais de 2 milhões de seguidores em sua página no Facebook.

Segundo informações divulgadas pela própria igreja, há planos para criar uma rede de locais de culto e treinamento que funcionem 24 horas por dia, sete dias por semana, na região onde está sediada.

Cristãos interpretam conflito no Irã como “sinais dos tempos”

A escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã reacendeu entre lideranças cristãs a discussão sobre os chamados “sinais dos tempos“, expressão usada para interpretar acontecimentos globais à luz de passagens bíblicas.

Pastores, teólogos e estudiosos têm recorrido a escrituras para contextualizar os confrontos recentes, gerando debates em igrejas e plataformas digitais.

Um dos textos mais citados é Mateus 24:6, no qual Jesus adverte: “Vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras; não se assustem”. Para muitos pregadores, a passagem indica que conflitos armados integram o cenário descrito antes do fim dos tempos, mas a orientação central é manter a serenidade, pois “o fim ainda está por vir”.

Outra referência recorrente é Gênesis 1:14, que descreve os luminares celestes como sinais para marcar “tempos e estações”. Alguns intérpretes associam fenômenos como as chamadas “luas de sangue” a possíveis alertas espirituais, ainda que reconheçam a existência de explicações científicas para tais eventos. A relação entre astronomia e profecia, no entanto, divide opiniões no meio cristão.

Em Lucas 21:25-28, Jesus menciona sinais no sol, na lua e nas estrelas, além de angústia entre as nações. Para os que aplicam o texto ao momento atual, os acontecimentos globais reforçam a necessidade de vigilância e oração, conforme recomendação bíblica.

A simbologia de Israel com os sinais dos tempos também aparece na parábola da figueira, registrada em Mateus 24:32-35. Muitos interpretam o renascimento do Estado de Israel e os desafios enfrentados pelo país como parte do cenário profético, apontando para a proximidade do retorno de Cristo. Outros, porém, adotam postura mais cautelosa.

Apesar das diferentes ênfases, líderes religiosos convergem para uma orientação prática baseada em Mateus 24:14, onde Jesus afirma que o evangelho deve ser anunciado a todas as nações antes do fim. Em vez de medo, a recomendação é ação e compromisso missionário, com ênfase em vigilância, oração e proclamação da fé. Com: CBN News.

Guerra no Irã: minorias cristãs temem por segurança

A ofensiva militar conjunta de Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos no Irã no último fim de semana, que resultou na morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei e de outros membros do regime, acendeu um alerta entre organizações humanitárias e religiosas sobre os riscos para as minorias cristãs na região.

Enquanto algumas vozes celebram a queda do regime como uma oportunidade de libertação, outras temem que a escalada do conflito aprofunde o sofrimento de comunidades já vulneráveis.

A organização beneficente católica Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) expressou preocupação com a situação das minorias cristãs em todo o Oriente Médio, particularmente no Irã, Iraque, Síria, Líbano, Gaza e Cisjordânia. Regina Lynch, presidente executiva internacional da ACN, alertou que “uma nova espiral de violência pode levar comunidades já frágeis a um ponto de insucesso”.

Segundo ela, equipes da organização no terreno relatam “ansiedade crescente” entre os fiéis.

“O anseio por liberdade e dignidade entre os povos da região é legítimo”, afirmou Lynch. “Mas o preço de uma nova guerra seria extremamente alto. Os civis sempre sofrem mais, e os cristãos muitas vezes estão entre os mais indefesos.” Ela destacou que muitos cristãos já emigraram e, com uma nova guerra, dificilmente retornarão. “Os que permanecem são frequentemente idosos, pobres e profundamente ansiosos em relação ao futuro” .

Tal preocupação, por outro lado, revela uma aparente contradição, uma vez que o atual regime iraniano é apontado como um dos mais perigosos para as minorias cristãs e os direitos humanos como um todo, sendo responsável por intensa opressão, prisões, torturas e mortes. Isto é, muito embora a guerra traga consigo certas sequelas, em certa medida ela é inevitável para quem vislumbra mudanças sólidas a médio e longo prazo.

É um fato

No Irã, a ACN observou que pequenas comunidades cristãs enfrentam discriminação oficial, e os convertidos ao cristianismo são “especialmente vulneráveis” a ataques. A República Islâmica ocupa o 10º lugar no ranking da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas, que monitora países com maior perseguição a cristãos.

A organização também manifestou apreensão quanto ao futuro dos cristãos no Iraque, que apenas recentemente começaram a se reerguer após os ataques extremistas islâmicos dos últimos anos, e na Síria, onde a incerteza persiste desde a queda do regime de Bashar al-Assad em 2024 .

Vozes a Favor da Intervenção

Em contrapartida, Lana Silk, presidente e CEO da Transform Iran, organização cristã liderada por iranianos que atua no país, classificou a ação militar como “inevitável e tristemente necessária”. Em comunicado, ela afirmou que “ninguém deseja a perda de vidas, mas a perda de vidas continuava — e provavelmente em números muito maiores do que uma guerra decisiva e direcionada poderia causar” .

Silk ressaltou que o povo iraniano sofreu “47 anos de brutalidade sistêmica sob este regime”, com dezenas de milhares de mortos e muitos mais traumatizados, especialmente nas últimas semanas . “Esta era uma situação que os iranianos não conseguiam resolver sem ajuda externa. Eles acolhem bem a intervenção do Ocidente e têm pedido por ela há muito tempo”, declarou .

A líder humanitária reconheceu a complexidade de uma transição política, alertando que “é simplista pensar que as pessoas podem instantaneamente assumir o controle do governo”, dado o trauma profundo que enfrentaram . No entanto, afirmou ver “sinais de fratura moral dentro do sistema” e que orações por coragem têm sido respondidas .

Os fundadores da Transform Iran, Lázaro e Maggie Yeghnazar, que deixaram o Irã em 1988 com a missão de preparar os fiéis para um futuro retorno, declararam: “O tempo e os acontecimentos no Oriente Médio estão se desenrolando rapidamente. Temos nos dedicado fielmente à preparação dos santos por 38 anos. Agora chegou a hora” .

Contexto de Repressão e Protestos

Os ataques ocorrem em meio a um cenário de intensa repressão no Irã, onde protestos generalizados eclodiram no final de 2025 devido a problemas econômicos e crescente insatisfação popular.

Segundo a Anistia Internacional, a repressão resultou em um “padrão mortal de forças de segurança atirando ilegalmente, perseguindo, prendendo e espancando manifestantes” . Estima-se que dezenas de milhares de pessoas tenham sido mortas e mais de 50 mil presas desde o início das manifestações em 28 de dezembro de 2025 .

Baixas e Reações Oficiais

Os ataques de sábado mataram Khamenei e outros altos funcionários, além de vários civis. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra Israel e posições militares dos EUA na região. Um míssil atingiu a cidade israelense de Beit Shemesh no domingo, matando nove pessoas, e pelo menos seis militares morreram em um ataque a um porto civil no Kuwait .

O presidente Donald Trump, em vídeo no domingo, afirmou: “Oramos pela plena recuperação dos feridos e enviamos nosso imenso amor e eterna gratidão às famílias dos falecidos. E, infelizmente, provavelmente haverá mais antes que isso termine” .

Diana Eltahawy, diretora adjunta para o Oriente Médio e Norte da África da Anistia Internacional, condenou a repressão do regime, exigindo que o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã ordene imediatamente “que as forças de segurança cessem o uso ilegal da força e de armas de fogo” .

Apelo à Oração e Solidariedade

Regina Lynch concluiu seu apelo com uma mensagem de esperança cautelosa: “Apelamos à oração e à solidariedade. Quaisquer que sejam os desenvolvimentos políticos, a presença cristã e a missão da Igreja no Oriente Médio devem continuar”.

Na mesma linha, Lana Silk convocou o Ocidente à oração em prol das minorias cristãs e demais: “Com a ajuda de Deus, proclamaremos as boas novas aos pobres, curaremos os de coração quebrantado e proclamaremos o ano da graça do Senhor para o Irã”. Com: The Christian Post.

Israel: arqueólogos acham selo da época do Templo de Salomão

Um selo de pedra datado do final do século VIII a.C., período associado ao Primeiro Templo, foi identificado durante escavações arqueológicas conduzidas pela Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA) no norte de Israel. Pesquisadores envolvidos na análise afirmam que o objeto pode ter pertencido a um funcionário administrativo do Reino de Judá.

A descoberta ocorreu durante trabalhos relacionados à construção do Intercâmbio Ein Tut. As escavações foram conduzidas pelos arqueólogos Dr. Amir Gorzalczany e Gerald Finklestein, que coordenaram as atividades de campo no local.

A Autoridade de Antiguidades de Israel informou que o artefato apresenta características típicas de selos administrativos utilizados na antiguidade. Esses objetos eram empregados para autenticar documentos, lacrar recipientes ou confirmar a origem de mercadorias.

Produzido em pedra semipreciosa de tonalidade castanha clara, o selo possui estrutura dividida em três faixas decorativas. Na parte superior aparecem quatro romãs entalhadas, motivo recorrente na iconografia do período.

Nas duas faixas inferiores há uma inscrição em hebraico antigo. Especialistas traduziram o texto como: “Pertencente a Makhach (filho de) Amihai”.

A leitura da inscrição foi realizada pelo arqueólogo David Amit, em parceria com a Dra. Esther Eshel, pesquisadora da Universidade Bar-Ilan. Amit participou da análise inicial do objeto antes de seu falecimento.

Especialistas afirmam que a relevância do achado está relacionada à preservação de nomes pessoais associados ao período bíblico. Outro fator considerado importante é a procedência arqueológica controlada do artefato, já que o selo foi encontrado durante escavação científica documentada, e não no mercado de antiguidades.

Durante os trabalhos no mesmo local, os pesquisadores também localizaram fragmentos de alças de jarros com inscrições administrativas. Entre elas aparecem marcas como “Pertencente ao Rei”, expressão associada a sistemas de armazenamento e distribuição utilizados pelo governo de Judá.

Algumas dessas inscrições mencionam Hebron e a antiga cidade de Zife, localidades que exerceram funções administrativas relevantes durante o final do período do Primeiro Templo.

O arqueólogo Amir Gorzalczany afirmou que impressões de selos desse tipo são conhecidas em escavações ligadas ao Reino de Judá. Segundo ele, o contexto geográfico da descoberta amplia o debate histórico sobre a circulação desses artefatos.

“O fato de esses objetos terem sido encontrados em uma área situada mais ao norte, tradicionalmente associada ao Reino de Israel, contribui para ampliar a discussão sobre circulação administrativa e influência política entre os dois reinos no período bíblico”, afirmou Gorzalczany, conforme informações do portal The Jerusalem Post.

Arqueólogos descobrem selo raro de 2,7 mil anos próximo ao local do Templo de Salomão

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Acusado de manipulação, Todd White faz pedido público de perdão

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O evangelista Todd White, fundador da organização Lifestyle Christianity, publicou um vídeo de oito minutos pedindo desculpas por aquilo que descreveu como falhas em sua liderança, após semanas de pressão crescente envolvendo alegações de má conduta financeira, abuso de autoridade e manipulação.

O pedido de desculpas ocorre na esteira de uma investigação independente financiada pelo professor bíblico Mike Winger e de uma petição online que já ultrapassou 1.600 assinaturas .

Em sua declaração, White afirmou ter recebido confirmação divina sobre o sofrimento causado a algumas pessoas. “Há pessoas por aí que estão feridas ou distantes de Deus, e isso se deve à minha liderança”, declarou. “Sinto muito. Já pedi perdão a vocês e peço novamente”, acrescentou, reconhecendo que seu zelo e pressa podem ter machucado pessoas ao longo do caminho .

As acusações contra White ganharam notoriedade após Winger divulgar um vídeo detalhado apontando falta de prestação de contas na estrutura diretiva da igreja e relatando que testemunhas afirmaram que o pregador solicitava que apoiadores emitissem cheques em seu nome pessoal, em vez de para a organização ministerial .

Uma petição pública também pede que a Lifestyle Christianity revogue todos os acordos de confidencialidade e permita que ex-funcionários se manifestem livremente .

Contextualização e Problemas de Saúde

No vídeo, White tentou contextualizar as alegações, que alguns afirmam se estender por mais de duas décadas. Ele lembrou que é cristão há apenas 21 anos e que a escola ministerial foi inaugurada em 2019, com a congregação sendo fundada em 2020.

“Quando olho para trás, percebo que tudo aconteceu muito mais rápido do que a graça permitiu. Agi com zelo, sem ter paciência”, justificou, acrescentando que, mesmo com boas intenções, pessoas acabaram se machucando no processo .

O pregador também revelou ter sido diagnosticado com insuficiência cardíaca congestiva em 2021, o que o afastou por cerca de 100 dias. Na ocasião, agradeceu ao pastor William Hinn por assumir a liderança da igreja durante sua ausência. “William cuidou da igreja com carinho, e eu sou muito grato. Subi ao palco e disse a todos que William é o pastor de vocês”, afirmou .

Recepção Dividida e Análise da Sinceridade

White afirmou acolher correções e disse desejar uma equipe que o responsabilize. “Não quero pessoas que concordem com tudo, preciso de pessoas que queiram ver isso avançar da melhor maneira possível”, declarou, pedindo feedback construtivo daqueles que estão ao seu redor .

A resposta à sua declaração tem sido mista. Enquanto apoiadores destacam sua disposição ao pedido público de desculpas, críticos apontam que uma reconciliação genuína exigiria medidas concretas, como uma auditoria financeira independente e reformas na governança do ministério .

Analistas de comunicação observaram que o tom da declaração de White, embora inclua expressões de arrependimento, também emprega táticas clássicas de reparação de imagem, transferindo o foco de ações específicas para consequências vagas, como “dor” ou “confusão”, ao mesmo tempo em que reforça suas boas intenções e enquadra as falhas como excesso de zelo, em vez de má conduta deliberada

Missionários enxergam ataque o irã como resposta às orações

A escalada militar no Oriente Médio, desencadeada pelo ataque conjunto de Estados Unidos e Israel a alvos estratégicos no Irã no último fim de semana, trouxe não apenas repercussões geopolíticas, mas também um profundo significado espiritual para ministérios cristãos dedicados ao país persa.

Com a confirmação da morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e o aumento da instabilidade, organizações que atuam junto à população iraniana interpretam o momento como uma resposta divina a décadas de oração e preparação.

A ofensiva, justificada por Washington e Jerusalém como uma ação preventiva para neutralizar ameaças de mísseis e impedir o avanço do programa nuclear iraniano, aprofundou uma crise que já se arrastava por meses.

Relatos de baixas e a desestabilização do regime intensificaram os apelos de grupos de direitos humanos, que estimam que mais de 50 mil pessoas foram presas e um número semelhante pode ter morrido desde o início dos protestos em 28 de dezembro de 2025.

Transform Iran: “Preparados para Agir”

Em meio a esse cenário, a organização Transform Iran, fundada por Lázaro e Maggie Yeghnazar — que deixaram o Irã em 1988 convencidos de que Deus os guiava para preparar os fiéis para um futuro retorno —, emitiu um comunicado reafirmando seu compromisso com o povo iraniano.

“O tempo e os acontecimentos no Oriente Médio estão se desenrolando rapidamente. Temos nos dedicado fielmente à preparação dos santos por 38 anos. Agora chegou a hora”, declararam os fundadores.

A presidente e CEO da Transform Iran, Lana Silk, em entrevista à CBN News, aprofundou a visão espiritual do momento. Ela alertou para a complexidade de uma transição política, destacando o trauma profundo vivido pela população. “O trauma que sofreram é insondável, e devemos reconhecer o preço que já pagaram. Uma mudança real exigirá tanto ação externa quanto coragem interna”, afirmou.

Silk vê sinais de desgaste entre as próprias fileiras do regime. “Temos orado por coragem e para que aqueles que recebem ordens ímpias se levantem. E vemos essas orações sendo atendidas”, disse, observando um crescente desejo entre os iranianos por dignidade e uma vida melhor.

Ela descreveu a situação como “inevitável e tristemente necessária”, ressaltando que, embora ninguém deseje a perda de vidas, o povo iraniano enfrenta décadas de opressão sob o regime dos aiatolás.

Oração e Preparação para o Pós-Conflito

A missão, que há décadas mantém ministérios de apoio a cristãos e à população dentro do Irã, enxerga na crise não apenas desafios, mas uma oportunidade espiritual significativa. A organização afirma que muitos ocupantes de posições de poder no Irã enfrentam conflitos internos, dúvidas e medo, o que tem levado cristãos a intensificarem orações por coragem moral.

“Acollhemos com satisfação a mudança de regime no Irã e estamos preparados com um plano estratégico para agir quando chegar a hora”, declarou Silk, enfatizando que a igreja subterrânea no país permanece firme, com muitos cristãos prontos para “ser luz” em meio à escuridão.

A Transform Iran afirma que vem se preparando para um possível período de transição por anos, capacitando evangelistas e pastores para atuar em novas oportunidades de ajudar, cuidar das pessoas e compartilhar a fé. “Há décadas, temos treinado e preparado evangelistas e pastores para este momento. Agora, nossa equipe está pronta para a ação — para levar o poderoso amor de Deus ao povo ferido do Irã”, acrescentou Silk.

Um Chamado à Intercessão Global

Para a comunidade cristã focada no Irã, os eventos não são meramente um relatório de guerra, mas um chamado à intercessão permanente. Silk concluiu seu apelo: “Não buscamos destruição, mas restauração.

Oremos por sabedoria, proteção para os inocentes e que o amor de Deus alcance os corações em meio à tempestade. Neste momento, encorajamos o Ocidente a orar. Com a ajuda de Deus, proclamaremos as boas novas aos pobres, curaremos os de coração quebrantado e proclamaremos o ano da graça do Senhor para o Irã”. Com: CBN News.