Michelle rebate deboche que jornalista fez sobre Bolsonaro

Estão torturando Bolsonaro! pic.twitter.com/Tshn00v3rO

— Marco Feliciano (@marcofeliciano) January 6, 2026

Durante a cobertura ao vivo do incidente envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde se encontra preso, a jornalista Daniela Lima, do UOL, fez um comentário que gerou repercussão nas redes sociais ao longo da terça-feira, 6 de janeiro.

No programa “UOL News”, ao discutir a notícia da queda sofrida por Bolsonaro dentro da cela, Lima dirigiu-se à colega de bancada Carla Araújo com a seguinte indagação: “Quem caiu da cama?”.

Como a interlocutora demonstrou não ter compreendido a referência, a jornalista repetiu a pergunta de forma mais explícita: “Quem caiu da cama e teve um traumatismo craniano leve?”.

Em seguida, ao ouvir a intervenção do jornalista e escritor Ricardo Kotscho, que comentou “caiu da cama e virou maquete”, Lima foi filmada dando risada. O vídeo do momento foi posteriormente compartilhado nas redes sociais pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que acompanhou a postagem com a palavra “asqueroso” para descrever a cena.

Contexto do incidente

O ex-presidente Jair Bolsonaro, que recentemente passou por novos procedimentos cirúrgicos para tratar sequelas da facada que sofreu em 2018, sofreu uma queda durante a madrugada de terça-feira dentro de sua cela na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, ocasião em que bateu a cabeça em um móvel.

No atendimento inicial, a PF emitiu um laudo indicando que não havia necessidade de internação imediata. Posteriormente, contudo, ao analisar um pedido da defesa de Bolsonaro para que ele fosse transferido a um hospital para realização de exames complementares, o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou a autorização para remoção.

Em sua decisão, o ministro Moraes, acusado pelos familiares de “torturar” Bolsonaro, citou nota da Polícia Federal que sustentava não existir “nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital”, muito embora a equipe médica que acompanha o ex-presidente tenha se posicionado de forma contrária.

Pastor é assassinado em comemoração de Ano Novo na Colômbia

Um pastor de 54 anos foi morto a tiros por homens armados na terça-feira, 31 de dezembro, no município de Fundación, no departamento de Magdalena, no norte da Colômbia, enquanto estava reunido com a família. O crime ocorreu no bairro Santa Elena.

A polícia informou que José Otoniel Ortega foi atingido por disparos por volta da meia-noite, durante a virada do ano, de acordo com a Christian Solidarity Worldwide (CSW), organização de defesa com sede no Reino Unido. A CSW afirmou que ele foi levado a uma clínica próxima e morreu pouco depois.

Autoridades de Magdalena informaram que abriram uma investigação em coordenação com a Procuradoria-Geral para identificar e prender os responsáveis. Elas pediram que moradores compartilhem informações pelos números de emergência locais.

O caso gerou manifestações de líderes religiosos no país, e redes evangélicas nacionais divulgaram notas condenando o assassinato. Ortega era ligado à Igreja do Evangelho Quadrangular e atuava como líder religioso em Fundación. Relatos anteriores haviam indicado, de forma incorreta, que ele pertencia à Igreja Pentecostal.

A CSW afirmou que o ataque teve caráter direcionado e relacionou essa avaliação ao momento e à forma do crime. A diretora de advocacia da CSW, Anna Lee Stangl, declarou: “A CSW expressa as suas mais profundas condolências à família e à comunidade da igreja do Pastor José Otoniel Ortega por esta perda”. Ela acrescentou: “A natureza do ataque ao Sr. Otoniel Ortega, enquanto ele celebrava a véspera de Ano Novo com a sua família, deixa claro que se tratou de um assassinato premeditado e direcionado”.

A denominação do pastor o apresentou como um líder dedicado e comprometido com o serviço. O Conselho Colombiano de Igrejas Evangélicas declarou que o assassinato atingiu não apenas a congregação local, mas a comunidade cristã do país, e pediu justiça e o fim da violência contra líderes religiosos.

O Ministério do Interior solicitou que autoridades civis e policiais locais identifiquem os autores e levem o caso à Justiça. A pasta também mencionou garantias constitucionais ligadas à liberdade religiosa e citou o direito à vida e à segurança de líderes religiosos e de suas comunidades.

A CSW afirmou que o assassinato se soma a outros episódios recentes no país. A organização informou que ao menos 10 líderes protestantes foram mortos e um padre católico foi sequestrado na Colômbia entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, incluindo outro pastor em Magdalena em janeiro de 2025.

A entidade declarou que líderes religiosos em áreas de conflito costumam ser alvos de grupos criminosos ligados ao conflito armado interno, em disputas por controle territorial e tentativa de suprimir dissidências. Representantes de igrejas e grupos de defesa também demonstraram preocupação com mudanças no marco de proteção e afirmaram que reformas alteraram o Decreto 1066, com a retirada de um protocolo específico que reconhecia líderes religiosos como grupo vulnerável e previa medidas de segurança no Sistema Nacional de Proteção.

De acordo com o portal The Christian Post, há pedidos que atores internacionais acompanhem os ataques e apoiem esforços de responsabilização. O funeral estava previsto para ocorrer na igreja do pastor, em Fundación, e a investigação policial segue em andamento.

Pastor polêmico morre após ser baleado dentro de casa

Um pastor de 31 anos do Alabama morreu após ter sido baleado em um episódio doméstico e ficar internado em um hospital da região. Autoridades identificaram a vítima como Da’Quarius Green, que já havia sido alvo de acusações de violência doméstica, posteriormente arquivadas.

A emissora WTVY informou que o disparo ocorreu dentro de uma residência no bairro Freedom Heights, em Level Plains, no condado de Dale, em 23 de dezembro. Autoridades informaram que Green morreu em 28 de dezembro.

As autoridades afirmaram que nenhuma acusação havia sido formalizada até o momento e que o caso permanece sob investigação. Investigadores informaram que a mulher apontada como autora do disparo não foi identificada publicamente.

Autoridades disseram que ainda não confirmaram se a pessoa investigada no caso é a mesma mencionada em documentos judiciais anteriores envolvendo o pastor. Registros judiciais apontaram que Green havia sido acusado de três contravenções por violência doméstica em 2022, e que os casos foram arquivados após a denunciante se recusar a depor.

Documentos de um pedido de medida protetiva registraram que uma mulher, que tem filhos com o pastor, relatou agressões recorrentes. Investigadores afirmaram que não descartaram a possibilidade de legítima defesa na apuração das circunstâncias da morte.

Green atuava como pastor na Igreja Batista Missionária de Elba Zion e era conhecido por atividades na comunidade religiosa de Montgomery. Uma publicação na página da igreja no Facebook lamentou a morte e destacou o serviço do líder religioso, com a mensagem: “Com o coração pesado, mas com fé inabalável, compartilhamos que nosso amado Pastor Da’Quarius Green fez a transição desta vida terrena para o descanso eterno”.

Mensagens na mesma página registraram manifestações de luto de membros e apoiadores. Uma das publicações declarou: “Sentiremos muita falta dele. O amávamos muito. Celebrando seu retorno para casa e orando por sua família e amigos”. Outras mensagens levantaram dúvidas sobre as circunstâncias da morte e possível relação com as acusações anteriores.

A morte do pastor gerou repercussão na comunidade religiosa de Montgomery. A ministra DiVonta Palmer afirmou que conhecia Green por meio de círculos locais de igrejas e relembrou conversas sobre fé, criação de filhos e crescimento pessoal.

A emissora WSFA registrou que Palmer disse: “Ele estava me contando como a paternidade o havia transformado”. Ela acrescentou: “Para mim, ele era um homem humilde, honesto, que amava profundamente a Deus e sua família”.

A ministra também descreveu um episódio em que o pastor teria visitado sua igreja sem aviso prévio. Palmer relatou: “Ele tocou no meu ombro e disse: ‘Irmão Palmer’”. Ela completou: “Eu não fazia ideia de que ele viria. Isso significou muito”.

De acordo com o The Christian Post, uma vigília de oração foi realizada em 28 de dezembro na Igreja Batista Missionária de Elba Zion para homenagear a memória do pastor. A igreja pediu orações pela família e pela congregação durante o período de luto.

Austrália: número de fiéis que vão aos cultos continua crescendo

Igrejas na Austrália seguem em recuperação gradual na frequência semanal após os confinamentos da COVID-19, mas os números continuam abaixo do patamar observado na virada do milênio. Pesquisadores informaram que os dados foram apresentados no primeiro Painel Local de Verificação do Pulso das Igrejas, criado para oferecer uma medição consistente e de longo prazo da saúde das congregações, em meio a mudanças culturais e sociais.

A iniciativa foi estruturada a partir de décadas de estudos da NCLS Research, que acompanha tendências no cristianismo australiano. Um porta-voz do projeto declarou: “O Inquérito de Pulso de 2025 permite-nos ir além de evidências anedóticas e fornecer um relatório fidedigno, baseado em dados, sobre a saúde e a resiliência das nossas igrejas locais”.

Os resultados se basearam em uma pesquisa nacional com 1.005 igrejas locais, realizada entre outubro e novembro de 2025, com participação de diferentes denominações. Os pesquisadores afirmaram que esse grupo representa cerca de 10% de todas as congregações australianas, e que utilizaram uma metodologia chamada projeções de crescimento por bloco para estimar os números nacionais de frequência semanal.

A equipe estimou que cerca de 1,35 milhão de australianos participam de cultos religiosos em uma semana comum. Pesquisadores apontaram que o dado indica a continuidade do papel das congregações locais na vida comunitária e espiritual, apesar de tendências mais amplas de secularização.

Na comparação com séries históricas, a Pesquisa de Frequência de 2025 indicou que a presença semanal chegou a 89% do nível registrado em 2001. Os pesquisadores avaliaram que o índice mostra uma recuperação relevante após a pandemia, mas também evidencia dificuldades para retomar o volume de participação anterior.

A equipe afirmou que a diferença ainda existente sugere um período de transição, com congregações ajustando modelos de ministério e estratégias de engajamento. Os pesquisadores informaram que esse processo ocorre enquanto igrejas buscam manter fundamentos teológicos e espirituais.

O levantamento de 2025 também marcou o lançamento de um Painel Permanente de Monitoramento em nível local. Os pesquisadores destacaram que acompanhar as mesmas igrejas ao longo do tempo tende a oferecer uma base mais confiável para medir crescimento ou declínio de longo prazo do que estudos isolados.

Os organizadores afirmaram que a continuidade do painel dependerá de colaboração com líderes denominacionais, para preservar a representatividade do panorama religioso do país. Durante a pesquisa, líderes religiosos foram convidados a participar do acompanhamento, e um número significativo já concordou, segundo os responsáveis, com a expectativa de inclusão de outras congregações nos próximos anos para ampliar a cobertura denominacional e geográfica.

Os pesquisadores informaram que os dados foram reunidos para apoiar pastores, líderes denominacionais e igrejas locais na leitura de tendências e no planejamento do ministério futuro. A equipe acrescentou que um relatório completo sobre o Church Pulse Check de 2025 deve ser divulgado nas próximas semanas, com análise mais detalhada sobre o cenário religioso do país, segundo o The Christian Post.

Mãe é presa por enterrar bebê após abortar com pílula

A Polícia Estadual do Kentucky acusou uma mulher de usar medicamentos abortivos e de enterrar, em uma cova rasa, o que a corporação descreveu como um feto do sexo masculino em estágio avançado de desenvolvimento.

A Polícia Estadual do Kentucky anunciou a prisão de Melinda Spencer, de 35 anos, em 31 de dezembro, e informou que ela passou a responder por homicídio fetal em primeiro grau, vilipêndio de cadáver e adulteração de provas.

A United Clinic, em Campton, acionou a polícia por volta de 14h30 e comunicou que uma mulher havia relatado à equipe que tinha provocado um aborto em uma residência na Flat Mary Road.

Detetives e policiais estaduais foram até a clínica e interrogaram a suspeita, informou a corporação.

Melinda Spencer declarou aos investigadores que encomendou medicamentos abortivos pela internet e que, depois, enterrou o que descreveu como restos do feto nos fundos da própria propriedade, informaram os policiais.

Equipes de busca localizaram material orgânico perto do quarteirão 3700 da Flat Mary Road, informou a Polícia Estadual do Kentucky.

Melinda Spencer disse aos investigadores que o enterro ocorreu em 28 de dezembro. A Fox 56 informou que a polícia obteve um mandado de busca antes de recolher itens no local indicado. A emissora também informou que um mandado de prisão descreveu o material encontrado envolto em um pano branco e acondicionado em uma caixa.

Melinda Spencer afirmou, durante interrogatório, que decidiu pelo aborto porque não queria que o companheiro soubesse que ele não era o pai da criança, informou a Fox 56, ao citar o mandado.

Lideranças e organizações contrárias ao aborto citaram o caso ao defender mudanças na regulamentação federal sobre o envio de pílulas abortivas pelo correio.

A presidente da entidade Susan B. Anthony Pro-Life America, Marjorie Dannenfelser, criticou a política adotada durante a gestão Biden para permitir a venda desses medicamentos por remessa postal. “A regra da administração Biden, implementada durante a pandemia de COVID-19, que permite a venda de medicamentos abortivos por correio, mina as leis de proteção até mesmo nos estados mais pró-vida”, disse ela.

Marjorie Dannenfelser afirmou que a medida precisa ser encerrada e relacionou o tema a mortes por drogas ilícitas. “Anos depois, está matando ainda mais americanos do que cocaína, heroína ou fentanil, e isso precisa acabar imediatamente”, declarou.

Embora detalhes do caso ainda não estejam plenamente esclarecidos, Marjorie atribuiu parte do problema à falta de informação sobre riscos: “Embora os detalhes dessa história em desenvolvimento não estejam totalmente claros, é evidente que o que a indústria do aborto não conta às mulheres sobre essas drogas perigosas está prejudicando-as e a seus bebês”, afirmou.

Marjorie também criticou os mecanismos de verificação em pedidos online: “Um formulário online superficial é totalmente inadequado para confirmar a idade gestacional, o potencial para complicações de saúde graves ou mesmo a verdadeira identidade de quem está por trás da tela de pedidos”, disse.

Ela afirmou que o caso envolveu “mais uma morte trágica” e defendeu proteção a gestantes e fetos. “O resultado: mais uma morte trágica de um menino, em um estado com leis especificamente criadas para proteger bebês no útero. Crianças não nascidas e suas mães merecem mais”, declarou.

O estado de Kentucky mantém uma proibição quase total do aborto, com exceções restritas, em vigor após a decisão da Suprema Corte dos EUA em Dobbs versus Jackson Women’s Health Organization, em 24 de junho de 2022, que derrubou Roe versus Wade, de 22 de janeiro de 1973.

A legislação estadual não se aplica a abortos espontâneos e não impede atendimento médico a mulheres nessas circunstâncias, conforme a descrição apresentada no material original.

Horror

Outro caso no Kentucky resultou em acusações contra uma mulher por abuso de cadáver, adulteração de provas e ocultação do nascimento de um bebê, conforme o relato, conforme informado pelo The Christian Post.

A Polícia de Lexington informou que prendeu Laken Snelling, atleta da Universidade de Kentucky, após localizar o bebê morto dentro de um armário em uma residência. Equipes foram acionadas em 27 de agosto, por volta de 10h30, para uma ocorrência de “bebê inconsciente” no quarteirão 400 da Park Avenue. Policiais encontraram a criança e um agente declarou a morte no local, informou o departamento.

A emissora WLEX informou que um mandado de prisão registrou que Laken Snelling admitiu ter dado à luz e ter tentado ocultar o corpo.

Assembleia de Deus de PE celebra milhares de conversões

A Igreja Assembleia de Deus em Pernambuco divulgou que registrou a conversão de 38.615 pessoas ao cristianismo ao longo do ano de 2025. O resultado é atribuído pela denominação ao projeto evangelístico “Pernambuco para Cristo”, que coordenou uma série de ações em diferentes regiões do estado entre os meses de janeiro e novembro.

Segundo a igreja, a iniciativa promoveu uma mobilização extensiva de seus membros para a realização de ações de proselitismo religioso em espaços públicos e privados. O objetivo declarado foi levar uma mensagem de “esperança, consolo e transformação espiritual” a pessoas em diversas realidades sociais.

Em publicação oficial, a Igreja Assembleia de Deus comentou o resultado. “Não se trata de números nem de estatísticas. Se trata de vidas. Vidas que clamam por liberdade, que anseiam por alento para a alma e que buscam consolo em meio às dores e frustrações”, afirmou.

Estratégias e Métodos de Alcance

As atividades realizadas incluíram evangelismo em vias públicas, passeatas e desfiles com bandas musicais, cultos em praças e a realização de visitas domiciliares sistemáticas. A estratégia, conforme descrita pela denominação, buscou intencionalmente alcançar pessoas que, em sua avaliação, teriam menor probabilidade de frequentar um templo religioso tradicional.

Uma das ações específicas destacadas pela Igreja Assembleia de Deus foi a mobilização do grupo de jovens da igreja, que utilizou o envio de cartas manuscritas como ferramenta evangelística. Os jovens produziram mensagens explicando a doutrina cristã sobre salvação e distribuíram os textos em residências por todo o estado.

Declaração sobre os Resultados

Ao anunciar o total de 38.615 decisões registradas, a Assembleia de Deus em Pernambuco reiterou sua interpretação dos números. “Nossa mensagem é simples, mas poderosa: Deus tem uma nova vida para você! Uma vida de transformação, esperança e propósito. Deus está agindo, alcançando vidas e fazendo tudo novo”, declarou a instituição. Com: Folha Gospel.

Conselho Evangélico da Venezuela emite nota contra o “pânico”

O Conselho Evangélico da Venezuela (CEV) emitiu um comunicado público no domingo (4) dirigido às igrejas e fiéis do país, conclamando por serenidade e fortalecimento da fé diante dos recentes acontecimentos políticos.

A declaração surge em resposta aos eventos iniciados no sábado (3), quando o ex-presidente Nicolás Maduro foi capturado por forças dos Estados Unidos.

Como resposta espiritual ao período de instabilidade, a entidade anunciou a realização de uma “Semana de Jejum e Oração”, com encontros transmitidos por meios digitais, a partir desta segunda-feira (5). A iniciativa do Conselho Evangélico da Venezuela  contará com a participação de movimentos evangélicos de outros países da América Latina, segundo a organização.

No texto, o CEV expressou solidariedade à população venezuelana, “especialmente àqueles que experimentam sentimentos de medo e incerteza”. A entidade afirmou que permanece próxima do povo neste “momento delicado” e reafirmou seu compromisso de interceder pelos cidadãos e comunidades afetadas pelo contexto político e social atual.

A nota também reiterou a convicção do conselho na “soberania divina sobre os rumos da história”. De acordo com a declaração, a confiança em Deus é apresentada como a fonte de paz e estabilidade necessárias em meio às mudanças, sublinhando que os acontecimentos não estão “fora do controle divino”.

O Conselho Evangélico da Venezuela fez um apelo à responsabilidade individual e coletiva. O CEV orientou os fiéis a “evitarem o pânico e a ansiedade”, recomendando moderação no consumo de informações – particularmente nas redes sociais – e incentivando a prática da oração, da comunhão, do serviço ao próximo e do cuidado familiar.

A entidade, segundo a Comunhão, elencou motivos específicos para oração, incluindo:

  • Pela paz nacional e pelo fim de conflitos e tensões.

  • Pelas autoridades e líderes civis e militares, para que ajam com sabedoria e justiça.

  • Pelo povo venezuelano, para que encontre conforto, esperança e segurança.

  • Pela estabilidade institucional e pelo respeito às leis.

  • Pela recuperação econômica e pelo sustento das famílias.

  • Pelos mais vulneráveis, como crianças, idosos e doentes.

  • Pela unidade do povo e pela superação de divisões.

  • Pela Igreja na Venezuela, para que permaneça firme no serviço e no consolo.

  • Pela prevalência da verdade e da justiça.

  • Por um futuro de transformação, dignidade e prosperidade para o país.

Ao final da mensagem, o Conselho Evangélico da Venezuela reafirmou sua missão de “anunciar o Evangelho” e contribuir para o bem comum, encerrando com um pedido por “sabedoria, equilíbrio e coragem” para enfrentar o momento atual.

Piper diz como cristãos devem montar as resoluções de ano novo

John Piper orientou cristãos sobre como organizar declarações de missão de curto e longo prazo para o novo ano. O podcast Ask Pastor John abordou o tema em um episódio publicado no dia 01 de janeiro.

Um ouvinte identificado como Paul perguntou como um cristão leigo deveria elaborar uma “declaração de missão pessoal”: “Então, como eu, um cristão leigo comum, devo elaborar minha declaração de missão pessoal? Devemos nos concentrar em nossos pontos fortes e talentos? Em nossos papéis? Ou devemos priorizar as necessidades espirituais da igreja, tanto local quanto globalmente?”, perguntou ele.

“E como podemos evitar que essa afirmação se torne tão abrangente a ponto de nos sentirmos sobrecarregados e, de fato, ela não nos ajude a concentrar nossas energias? Qualquer ajuda será muito apreciada”.

O chanceler do Bethlehem College and Seminary, em Minneapolis, no estado de Minnesota, afirmou que vê na Bíblia um ensino constante sobre propósitos. “Quando leio a Bíblia, não consigo escapar do ensinamento incessante de que Deus tem propósitos”, declarou ele. “Ele tem objetivos em tudo o que faz”.

O pastor disse que a existência do Evangelho, da salvação e da alegria eterna depende do que descreveu como planejamento de Deus. “Não creio que existiria Evangelho, salvação ou alegria eterna se Deus não fosse um planejador — alguém que vive com propósitos e objetivos”, afirmou. “Tenho certeza de que Ele tem milhões de subobjetivos e subpropósitos em tudo o que faz. Gosto de dizer que Deus está fazendo dez mil coisas das quais não sabemos nada”.

O líder religioso declarou que declarações de missão pessoal o ajudam a manter o foco no que chamou de “grandes coisas da vida”. Ele alertou, porém, que as particularidades da vida mudam com frequência e limitam o nível de detalhamento adequado em uma declaração. “As particularidades da vida são muito variáveis para que nossa declaração de missão seja muito detalhada”, disse. “Quanto mais detalhes sobre você e suas circunstâncias você incluir, mais efêmera será sua declaração, porque muita coisa muda”.

O pastor defendeu que uma declaração de missão com maior duração deve ser ampla e de nível mais alto. “Se você quer que sua declaração de missão dure mais do que alguns anos, ela precisa ser abrangente e de alto nível”, afirmou. “E é principalmente isso que tenho em mente quando penso nas minhas próprias declarações que guiam minha vida”.

O teólogo apresentou o que chamou de “processo vertiginoso” para elaborar uma declaração de missão. Ele apontou como componente central o reconhecimento de que “o propósito final de Deus é ser visto, apreciado e demonstrado”.

O autor citou Isaías 43:6-7. “Trazei meus filhos de longe e minhas filhas dos confins da terra, todos os que são chamados pelo meu nome, os quais criei para a minha glória, os quais formei e fiz”.

O professor bíblico relacionou a citação ao modo como cristãos devem agir com corpo, mente e coração. “Tudo o que fizermos com nossos corpos, nossas mentes e nossos corações deve glorificar a Deus”, afirmou. “Estamos ajudando as pessoas a vê-Lo, a apreciá-Lo, a mostrar-Lhe como Ele realmente é”.

O pregador vinculou a orientação ao chamado bíblico de servir aos outros e afirmou que a confiança alegre em Deus, no serviço ao próximo, manifesta a glória divina na vida do cristão. “Quando confiamos alegremente em Deus em tudo o que fazemos a serviço dos outros, Deus se manifesta gloriosamente em nossas vidas”, declarou.

Descrevendo Deus como “infinitamente glorioso”, ele afirmou que Deus deseja comunicar essa glória ao seu povo: “Deus é infinitamente glorioso. Deus deseja comunicar essa glória ao seu povo — para que a vejam, a saboreiem e a demonstrem. Ele quer que nos unamos a Ele nesse propósito. Isso se aplica a absolutamente tudo o que fazemos”, disse. “E fazemos isso com humilde confiança em Sua graça e poder, que vêm por meio de Jesus Cristo, a serviço dos outros. Isso O fará parecer grande”.

O pastor concluiu que, depois de uma declaração de missão abrangente baseada nos propósitos de Deus, a pessoa pode elaborar suas resoluções de curto prazo: “Quando você tiver elaborado uma declaração de missão abrangente baseada nos propósitos de Deus, então poderá fazer algumas declarações de missão de curto prazo”, concluiu, segundo informações do portal The Christian Post.

Campanha “Janeiro Branco” alerta sobre depressão e ansiedade

A campanha nacional “Janeiro Branco”, criada em 2014, propõe a reflexão sobre saúde mental e emocional no primeiro mês do ano. A iniciativa ganha relevância diante de dados do Ministério da Saúde que indicam que aproximadamente 30% dos brasileiros serão afetados por algum transtorno mental ao longo da vida.

O país está entre os que registram maior prevalência de ansiedade no mundo, conforme organismos internacionais de saúde. No Brasil, a depressão atinge mais de 11 milhões de pessoas. Anualmente, são registrados mais de 14 mil suicídios, uma média próxima de 40 mortes por dia.

Adicionalmente, os transtornos mentais e comportamentais figuram entre as principais causas de afastamento do trabalho concedido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A neurocientista Dra. Quézia Anders explicou o significado da campanha. “O janeiro branco é um simbolismo, uma forma de associar a cor branca – inclusive eleita cor de 2026 – que reflete paz e sensibilidade”, afirmou. Ela citou como principais fatores que impactam a saúde mental na atualidade a “falta de sono adequado, inatividade física e uso constante de telas”.

A especialista chamou atenção para o aumento significativo na procura por atendimento psicológico entre o público mais jovem. Conforme dados do Ministério da Saúde, nos últimos dez anos, o número de atendimentos por ansiedade no Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 1.575% na faixa etária de 10 a 14 anos e 4.423% entre adolescentes de 15 a 19 anos.

“As crianças ainda não sabem distinguir suas emoções, precisam dos pais para isso. Porém, muitos pais também não sabem e são irritáveis, sem paciência e acabam prejudicando todo esse processo. Isso torna as crianças ainda mais frágeis e adolescentes/jovens que não conseguem controlar suas emoções”, detalhou a Dra. Anders.

Ela defendeu a inclusão do tema na grade curricular das escolas. “Na Suíça, as crianças aprendem na escola sobre inteligência emocional. Já tive uma paciente que morava lá e era o filho dela de 7 anos que a ensinava sobre o repertório de emoções e para que servem. Deveríamos treinar isso desde cedo, a começar pelos pais”, declarou.

Segundo a Comunhão, a neurocientista também listou recomendações básicas para preservação da saúde mental, não apenas no Janeiro Branco, mas durante todo o ano: dormir no mínimo sete horas por noite, exercitar-se diariamente por pelo menos 30 minutos e reduzir ao máximo o tempo de exposição a telas e à internet.

Recomendações para a Saúde Emocional:

  • Reconheça suas emoções: Identificar sentimentos sem julgamento é o primeiro passo para lidar com ansiedade, tristeza ou frustração.

  • Mantenha uma rotina equilibrada: Horários regulares para dormir, alimentar-se e trabalhar contribuem para maior estabilidade emocional.

  • Cuide da qualidade do sono: A privação de sono eleva os riscos de estresse, irritabilidade e ansiedade.

  • Pratique atividades físicas regularmente: Exercícios favorecem a liberação de substâncias como endorfina e serotonina, associadas ao bem-estar.

  • Limite o consumo de notícias e o uso de redes sociais: O excesso de informações negativas pode intensificar sentimentos de angústia.

  • Fortaleça vínculos afetivos: Conversar e compartilhar experiências com pessoas de confiança ajuda a aliviar tensões.

  • Reserve tempo para lazer e descanso: Momentos de prazer e desconexão são fundamentais e não devem ser vistos como perda de tempo.

  • Aprenda a estabelecer limites: Saber dizer “não” evita sobrecarga emocional e promove relações mais saudáveis.

  • Pratique a gratidão: Focar em aspectos positivos da vida ajuda a reduzir a atenção excessiva em problemas.

  • Busque ajuda profissional quando necessário: Psicólogos e psiquiatras são qualificados para o diagnóstico e tratamento de transtornos emocionais.

  • Evite o isolamento social prolongado: O afastamento contínuo pode agravar quadros de tristeza e ansiedade.

  • Cultive a espiritualidade ou um propósito de vida: Para muitas pessoas, práticas como fé, meditação ou reflexão pessoal são fontes de equilíbrio emocional.

Juiz dá vitória aos pais em questão sobre gênero nas escolas

Um tribunal federal nos Estados Unidos emitiu uma injunção permanente contra políticas escolares na Califórnia que determinavam que professores ocultassem informações dos pais sobre a “identidade de gênero” expressa por seus filhos na escola. A decisão, proferida pelo Juiz Distrital Roger Benitez, declarou tais práticas inconstitucionais.

O caso, registrado como Mirabelli, et al. v. Olson, et al., foi uma ação judicial movida por um grupo de pais e professores, representados pela organização Thomas More Society. O juiz Benitez caracterizou as normas contestadas como “políticas de exclusão parental”, que exigiam que os professores ocultassem informações sobre a identidade de gênero de um aluno, a menos que o próprio aluno consentisse em compartilhá-las com os pais.

Em sua fundamentação, o magistrado afirmou que as políticas do estado da Califórnia “prejudicam os pais, privando-os do direito reconhecido há muito tempo pela Décima Quarta Emenda de cuidar, orientar e tomar decisões de saúde para seus filhos, e por sobrecarregar substancialmente o direito de muitos pais, garantido pela Primeira Emenda, de educar seus filhos de acordo com suas crenças religiosas sinceras”.

A decisão também considerou que os professores eram “compelidos a violar suas crenças sinceramente mantidas e os direitos dos pais, forçando-os a ocultar informações que consideram críticas para o bem-estar de seus alunos”.

A ação teve origem em disputas envolvendo as professoras Elizabeth Mirabelli e Lori West, que, conforme relatado pela CBN News em 2024, foram inicialmente colocadas em licença administrativa após se recusarem a não informar os pais sobre questões de identidade de gênero de estudantes.

Paul Jonna, advogado da Thomas More Society, declarou: “Esta vitória incrível finalmente, e permanentemente, encerra o regime perigoso e inconstitucional de políticas de segredo de gênero nas escolas da Califórnia. A decisão abrangente do Tribunal protege todos os pais, alunos e professores da Califórnia e restaura a sanidade e o senso comum”.

Em resposta, o Procurador-Geral da Califórnia, Rob Bonta, informou à emissora KATV que recorrerá da decisão. “Acreditamos que o tribunal distrital aplicou a lei erroneamente e que a decisão acabará sendo revertida em apelação”, disse Bonta.

Organizações externas ao processo também se manifestaram. Mat Staver, da Liberty Counsel, afirmou: “As escolas públicas não têm motivos para guardar segredos prejudiciais dos pais. Exigir que os professores sejam desonestos com os pais no curso de seu trabalho foi uma decisão inescrupulosa dos funcionários das escolas da Califórnia”.

Greg Burt, do California Family Council, acrescentou: “Um juiz federal deixou agora claro: as crianças não pertencem ao governo, os pais têm o direito de saber o que está acontecendo com seus próprios filhos”.

Dados levantados pelo grupo Defending Education indicam que políticas semelhantes de confidencialidade estão em vigor em pelo menos 1.215 distritos escolares de 37 estados, afetando mais de 21.000 escolas e 12 milhões de estudantes.

Em decisão liminar proferida em 2023, o Juiz Benitez já havia criticado severamente a política, classificando-a como uma “tríade de prejuízos” contra crianças, pais e professores, e argumentando que ela minava direitos constitucionais.