NBA: famoso jogador diz que busca paz na Bíblia ao sofrer críticas

O armador Tyrese Haliburton, do Indiana Pacers, atribuiu sua resposta a recentes críticas no ambiente da NBA à sua fé em Deus. Durante uma partida dos playoffs em 29 de abril contra o Cleveland Cavaliers, Haliburton foi alvo de gritos de “superestimado” vindos da torcida. O jogo terminou com a vitória dos Pacers por 120 a 119, após um arremesso decisivo feito pelo jogador.

A origem das críticas está ligada a uma pesquisa conduzida pelo The Athletic, na qual jogadores da liga, de forma anônima, classificaram Haliburton como o atleta mais superestimado da NBA.

Em entrevista após a partida, Haliburton comentou: “Eu não sabia que tínhamos treta… Que bom para eles. Isso surgiu do nada. Acho que agora que esse rótulo existe, vai ser assim toda vez que jogarmos fora de casa”. Ele também afirmou: “Provavelmente isso vai me perseguir até a próxima enquete. Vamos ver se eu serei o número 1 de novo. Eu controlo o que posso e, sim, superestimo isso”.

A situação repercutiu entre outros atletas da liga. Em uma publicação na rede social X, o jogador LeBron James defendeu Haliburton: “Onde estão os idiotas que disseram que ele era superestimado??!”. James descreveu o armador dos Pacers como “tranquilo e simpático” e acrescentou que ele é “alguém com quem todos adorariam jogar”.

Os Pacers, equipe comandada por Haliburton e classificada como a quarta cabeça de chave na Conferência Leste, superaram o Cleveland Cavaliers, que entrou na disputa como o primeiro cabeça de chave.

Cristão assumido, Haliburton relatou em entrevista ao Sports Spectrum que os cultos realizados pela equipe têm desempenhado papel relevante em sua caminhada de fé. “São uma grande parte do meu sucesso e, honestamente, da minha sanidade”, afirmou. Ele acrescentou que a leitura bíblica o ajuda a manter a perspectiva fora das quadras: “Acho que esses 15 a 20 minutos que tenho todos os dias para me separar e falar sobre o que realmente importa, que é meu Senhor e Salvador, são muito importantes para mim”.

Antes das Olimpíadas de Paris, realizadas em 2024, Haliburton listou a Bíblia como um de seus dez itens essenciais. Na ocasião, ele afirmou: “Nos últimos dois anos, minha religião se tornou muito importante na minha vida”. Medalhista de ouro com a seleção dos Estados Unidos, o atleta foi fotografado segurando uma Bíblia.

“Só de entender que sou feito à imagem de Deus, num mundo onde você joga mal e está sendo massacrado nas redes sociais, ou a confiança oscila, posso sempre vir aqui. Esta é a minha paz”, disse, de acordo com o Crosswalk.

Haliburton também mencionou que as Escrituras o ajudam a lembrar que “somente [Deus] tem autoridade para realmente me julgar”. Embora cite versículos como Filipenses 4:13, ele reconheceu: “Nunca li a Bíblia. Quando criança, eu não frequentava a igreja nem nada parecido”.

Em entrevista concedida em 2023 ao portal Andscape, John Haliburton, pai do jogador, afirmou: “Tyrese é humilde e muito abençoado”. Ele concluiu: “Damos a Deus o louvor e a glória. Tyrese não é nada sem a misericórdia de Deus. Ele sabe como lidar com isso. Ele sabe de onde vem”.

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Com Junior Trovão, Miguel Oliveira canta música de Maria Marçal


Um evento pentecostal que tinha o pregador Junior Trovão como um dos convidados marcou uma reaparição do adolescente Miguel Oliveira, conhecido como “profeta Miguel” e alvo de polêmicas ao longo das últimas semanas.

Miguel Oliveira interpretou a faixa Deserto, de Maria Marçal, e também O Escudo, da Voz da Verdade, durante um evento gospel realizado em São Paulo, de acordo com a página Assembleianos de Valor.

Nos comentários da publicação, muitos seguidores da página manifestaram simpatia pelo adolescente: “Esse menino precisa de apoio mesmo, não julgamentos. Passa uma batalha travada em sua casa, mãe na espera do milagre”, escreveu uma usuária do Instagram.

“Volto a dizer: esse menino é brilhante e terá um futuro maravilhoso em Deus!”, elogiou outro. “Melhor ele louvando do que falando heresias”, contrapôs uma internauta.

Miguel Oliveira se envolveu em inúmeras polêmicas ao longo das últimas semanas, quando seus vídeos ultrapassaram a bolha do segmento evangélico, com suas supostas “línguas estranhas” virando matéria-prima de memes.

O pastor Anderson Silva chegou a sugerir que o adolescente era membro de um grupo envolvido com crimes: “Tem uma quadrilha por trás desse menino que operava em Brasília. Aí queimou o filme porque rouba os desobedientes, rouba tudo que pode: rouba carro, escritura de casa, dinheiro. Aí leva muitos à falência e quando é descoberto, sai para outro lugar”, disse o pastor.

“Não sei se você já ouviu uma falsa profetisa da cara inchada? Os olhos inchados? Ela é a líder da gangue. É o marido dela que fazia agenda do trombadinha”, acrescentou.

Refugiados cristãos são jogados ao mar pela Marinha da Índia

Ao menos 40 refugiados rohingyas de Mianmar, entre eles cerca de 15 cristãos, teriam sido forçados pela Marinha da Índia a entrar no mar perto da fronteira marítima com Mianmar em 8 de maio.

Segundo informações da agência Associated Press (AP), que citou familiares das vítimas, fontes ligadas à ONU e um advogado, os detidos foram levados de Nova Déli para um porta-aviões da Marinha indiana após serem presos em 6 de maio. No local, os militares teriam retirado suas vendas e amarras, fornecido coletes salva-vidas e ordenado que nadassem até uma ilha em território birmanês.

Embora tenham alcançado a costa, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos afirmou, em nota publicada em 15 de maio, que o paradeiro dos refugiados é desconhecido. No dia seguinte, 16 de maio, a AP informou que cinco refugiados entrevistados relataram ter parentes entre os enviados ao mar. Entre eles, havia mulheres, crianças e idosos.

Tom Andrews, relator especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos em Mianmar, classificou o ato como um “flagrante desrespeito às vidas e à segurança daqueles que necessitam de proteção internacional” e disse que a medida foi “nada menos que ultrajante”.

Em nota, Andrews declarou: “Tais ações cruéis seriam uma afronta à decência humana e representam uma grave violação do princípio de não repulsão, um princípio fundamental do direito internacional que proíbe os Estados de devolverem indivíduos a um território onde enfrentam ameaças às suas vidas ou liberdade”.

O Comissariado da ONU informou ter nomeado um perito independente para investigar os “atos inaceitáveis e inconcebíveis”. A agência da ONU também solicitou formalmente ao governo indiano que “se abstenha de tratamento desumano e com risco de vida aos refugiados rohingya, incluindo sua repatriação para condições perigosas em Mianmar”.

O advogado Dilawar Hussain, que representa os refugiados, afirmou que familiares das vítimas ingressaram com uma petição na Suprema Corte da Índia, solicitando o retorno de seus parentes a Nova Déli. Procurados pela AP, o Ministério das Relações Exteriores da Índia e a Marinha indiana não se pronunciaram.

Um refugiado rohingya residente na Índia, cujo nome foi mantido em sigilo por razões de segurança, relatou que seu irmão conseguiu entrar em contato após nadar até uma ilha em Mianmar. Ele teria usado o telefone emprestado de um pescador local para informar que as autoridades indianas os haviam forçado a pular no mar.

Outro refugiado relatou que alguns dos integrantes do grupo teriam sido agredidos por militares indianos. A AP destacou que essas alegações não puderam ser verificadas de forma independente até o momento. Também não houve resposta do governo militar de Mianmar ao pedido de comentário enviado por e-mail pela agência.

A população rohingya, predominantemente muçulmana, é historicamente perseguida em Mianmar e também na Índia, onde vive uma comunidade estimada em 40 mil refugiados. Conversos ao cristianismo também são alvo de hostilidades. Em Mianmar, o governo nega cidadania à etnia rohingya, alegando que são migrantes ilegais vindos de Bangladesh. Os rohingyas, por sua vez, afirmam ser nativos do estado de Rakhine, no oeste do país.

Antes da ofensiva militar de 2017 — que resultou na fuga de mais de 740 mil rohingyas para Bangladesh — a população desse grupo em Mianmar era estimada em 1,4 milhão de pessoas. Autoridades locais impõem severas restrições ao deslocamento, ao acesso à educação e ao emprego público da comunidade.

Organismos internacionais como a ONU e a Human Rights Watch descreveram a repressão aos rohingyas como “limpeza étnica”. Investigações conduzidas por missões da ONU identificaram relatos de incitação ao ódio por parte de budistas ultranacionalistas, além de práticas sistemáticas de prisões arbitrárias, execuções sumárias, tortura e trabalho forçado.

De acordo com o portal Christian Daily, a composição religiosa de Mianmar é formada por 87,9% de budistas, 6,2% de cristãos, 4,3% de muçulmanos, 0,8% de animistas e 0,5% de hindus.

Ativista pró-aborto realiza atentado em clínica de fertilização

Um atentado a bomba ocorrido no sábado, 18 de maio, destruiu grande parte de uma clínica de fertilidade no sul da Califórnia, feriu quatro pessoas e resultou na morte do criminoso, um ativista radical, segundo autoridades federais. O FBI informou que o ataque está sendo tratado como um ato intencional de terrorismo.

O autor do atentado foi identificado como Guy Edward Bartkus, de 25 anos, residente de Twentynine Palms, na Califórnia. De acordo com as autoridades, Bartkus conduzia um carro-bomba que explodiu ao atingir os American Reproductive Centers, uma clínica especializada em fertilização in vitro. O impacto da explosão estilhaçou janelas de prédios próximos e causou danos extensos à unidade médica. A clínica estava fechada no momento do ataque, o que, segundo o FBI, evitou uma tragédia maior.

“Este foi um ataque direcionado contra a unidade de fertilização in vitro”, afirmou Akil Davis, responsável pelo escritório do FBI em Los Angeles: “Não se enganem: estamos tratando isso, como eu disse ontem, como um ato intencional de terrorismo”.

A explosão, descrita por um alto funcionário do FBI à Associated Press como possivelmente “a maior cena de atentado a bomba que já tivemos no sul da Califórnia”, deixou quatro feridos, mas não houve outras mortes além do próprio autor.

Em uma declaração oficial publicada no Facebook, os American Reproductive Centers informaram que “todos os óvulos, embriões e materiais reprodutivos” estão seguros e intactos. “Nossa missão sempre foi ajudar a construir famílias e, em momentos como estes, somos lembrados de quão frágil e preciosa a vida é”, diz a nota da clínica.

O jornal Los Angeles Times reportou que um site supostamente vinculado ao autor do ataque havia prometido uma “guerra contra os pró-vida” e mencionava explicitamente o desejo de atacar uma clínica de fertilidade. O conteúdo do site promovia filosofias marginais como o veganismo abolicionista, que rejeita qualquer uso de produtos de origem animal, e o utilitarismo negativo, uma vertente filosófica que considera a redução do sofrimento como o maior bem moral.

“Basicamente, sou um pró-mortalista”, dizia uma das mensagens do site, referindo-se a uma ideologia que vê a morte como uma forma de aliviar o sofrimento da existência. Em outra passagem, o autor afirma que seu objetivo era “esterilizar este planeta da doença da vida”, segundo o Times.

Para Brian Levin, professor emérito da Universidade Estadual da Califórnia em San Bernardino e fundador do Centro de Estudos de Ódio e Extremismo, a internet tem desempenhado um papel decisivo na radicalização de indivíduos. “Hoje, temos basicamente um ecossistema do tipo faça-você-mesmo, onde pessoas sozinhas podem se envolver em condutas que antes pendia mais para grupos e pequenas células”, disse Levin ao Los Angeles Times. “Há todo um caldeirão que envolve radicalização, desinformação e legitimação da violência como método dentro desse conjunto de queixas, e é isso que temos”.

Levin acrescentou que a combinação entre o acesso a conteúdo técnico, redes sociais e ambientes digitais que incentivam a raiva cria um cenário perigoso. “A Califórnia viu todos os tipos de aspectos disso”, afirmou.

As investigações sobre o atentado seguem em andamento, com foco em entender a motivação completa do autor e possíveis conexões com grupos extremistas ou fóruns digitais que propaguem ideologias similares, de acordo com informações do CrossWalk.

Pastores em dificuldades cogitam medidas extremas, diz pesquisa

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Barna em maio revelou que 18% dos pastores protestantes seniores nos Estados Unidos afirmaram ter pensado em automutilação ou suicídio no último ano. A sondagem foi realizada no contexto do Mês de Conscientização sobre Saúde Mental e indica que quase metade dos pastores (47%) relatou sentir-se solitário ou isolado em sua rotina ministerial.

Joe Jensen, ex-pastor e atualmente vice-presidente sênior do Barna, comentou os resultados em entrevista ao Crosswalk Headlines. “É uma estatística alarmante e preocupante”, afirmou. Para Jensen, os dados reforçam a necessidade de oferecer apoio cotidiano aos líderes religiosos, frequentemente afetados por uma “epidemia de solidão que se esconde atrás do púlpito”.

Apesar da gravidade do quadro, Jensen observou que a maioria dos entrevistados descreveu esses pensamentos como passageiros ou episódios isolados. Ainda assim, ele destacou que a pesquisa evidencia “uma necessidade profunda que muitas vezes passa despercebida”.

Segundo Jensen, é comum que os membros da igreja não percebam que seus pastores se sentem sozinhos. “Embora os membros se inspirem constantemente no pastor, o próprio pastor muitas vezes não tem uma fonte de apoio”, explicou.

Ele acrescentou que a natureza do ministério contribui para o isolamento: “Acreditamos que, só por estarmos perto das pessoas, estamos nos conectando com elas. Mas muitos pastores não se beneficiam da comunidade que pastoreiam”. Jensen também apontou que a função pastoral costuma estar associada a grandes expectativas: “Pastores são humanos e passam pelas mesmas dificuldades que todos. Porém, sentem que devem estar sempre no controle, com a vida em ordem, e isso os leva ao recuo”, afirmou.

De acordo com Jensen, essa realidade é agravada pela necessidade de manter uma imagem de estabilidade diante da congregação: “Na manhã de domingo, os pastores projetam que ‘estão todos juntos’. Mas é uma espiral descendente viciosa que leva muitos a querer desistir do ministério e, em casos extremos, da própria vida”, disse.

Para Jensen, é necessária uma mudança profunda na forma como o sucesso ministerial é definido: “As expectativas atuais incentivam a busca por expressões externas de sucesso, às vezes às custas da saúde interior da alma”, declarou. Ele defendeu que a liderança das igrejas deve assumir responsabilidade pelo bem-estar dos pastores. “Presbíteros e conselhos precisam pensar: como podemos liderar nossos pastores rumo a uma saúde mais holística?”, questionou.

Jensen também sugeriu que os orçamentos das igrejas deem prioridade ao cuidado com o ministério pastoral. “Investimos em programas, evangelismo, ações de extensão — todas essas coisas são importantes, mas não funcionam se o pastor não estiver saudável. É um investimento”, observou.

Ao comentar as soluções possíveis, Jensen ressaltou que o aconselhamento cristão é útil, mas não suficiente. Ele enfatizou a importância da conexão entre pastores. “Não vou me abrir com a congregação sobre minhas lutas mais profundas, mas sei que há pastores próximos que entendem o que estou passando”, afirmou. “Podemos nos reunir com colegas de ministério, tomar um café e encontrar apoio mútuo — porque eles também estão passando por isso”.

A pesquisa do Instituto Barna reforça um cenário de vulnerabilidade emocional entre líderes religiosos e levanta o debate sobre o cuidado com aqueles que conduzem comunidades de fé.

‘Preciso acreditar que Deus existe’, diz Igor 3K do Flow Podcast

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O apresentador Igor Coelho, conhecido como Igor 3K, compartilhou reflexões sobre fé e espiritualidade durante um episódio recente do Flow Podcast. Em conversa com o humorista Arthur Petry, veiculada em maio, o comunicador afirmou estar em processo de aprofundamento na leitura bíblica e destacou aspectos que considera centrais na relação com Deus.

“Estou cada vez mais crente, não muito religioso, mas cada vez mais crente”, afirmou Igor. Ele disse que passou a ver sentido na vida ao considerar a existência de Deus: “Eu preciso acreditar que Deus existe porque, se não, as coisas param de fazer sentido”.

O apresentador explicou que sua fé se fortaleceu a partir de experiências cotidianas e coincidências que, segundo ele, indicam uma ordem além da razão. “Eu acabo acreditando mais em Deus, observando não só a realidade, mas também as coincidências que acontecem para que as coisas estejam no lugar que estão. E chama muita atenção essas coincidências”, declarou.

Como exemplo, citou o caminho que o levou até o Flow Podcast, resultado de uma sequência de eventos que, segundo ele, contribuíram diretamente para sua trajetória atual. “Só o fato da gente estar vivo e a galera falar: ‘Ah, mas o universo é infinito. Isso é uma possibilidade’. Sim, mas para mim, isso é só mais uma prova de que a lua tem que estar no lugar certo e no tamanho certo. Tem que ter um planeta e uma estrela em uma distância certa”, disse.

Atributos de Deus e leitura bíblica

Durante o diálogo, Igor refletiu sobre os atributos divinos e destacou a misericórdia como o aspecto mais marcante. “Para mim, a característica mais interessante de Deus, já que Ele é perfeito, era a justiça. Eu achava que a coisa mais linda que tem sobre Deus é que Ele é justo, e não é, é que Ele é misericordioso”, afirmou.

Ele prosseguiu dizendo: “A misericórdia é com certeza uma das características mais incríveis de Deus. Por que você sabe o que é justo? Quem é você para dizer o que é justo?”. Segundo Igor, os seres humanos, por sua limitação, não são capazes de exercer justiça plena.

“Eu parei de pedir a Deus para Ele ser justo comigo, agora, eu só peço para Ele ter misericórdia”, disse o apresentador. Ele afirmou que muitos não percebem as bênçãos que vivem por estarem focados apenas nas dificuldades: “A gente também foca tanto nos problemas que não percebemos que estamos vivendo o sonho que a gente sempre quis ou que a gente não sabia que queria”.

Ao relembrar o período anterior ao podcast, quando trabalhava como professor de inglês, Igor 3K atribuiu à misericórdia divina o percurso que o levou à sua posição atual. Quando Petry perguntou: “E para quem não chegou a lugar nenhum?”, Igor respondeu: “Está vivo”, sugerindo que a própria existência é um sinal da graça de Deus.

Ele ainda comentou: “A misericórdia de Deus vai se manifestando à medida que você vai dando material para Ele se manifestar. Quanto mais você corre atrás, Deus se manifesta”.

Segundo Igor 3K, a possibilidade de trabalhar com o que gosta é também parte desse processo: “A gente está fazendo algo em que acredita muito, e a possibilidade da gente estar aqui fazendo o que gosta e talvez ocupando um lugar que não sonhava estar, só pode ser Deus. E aí, eu vou ficando cada vez mais crente, estou lendo a Bíblia”.

O apresentador relatou que tem utilizado um aplicativo de celular para acompanhar a leitura das Escrituras: “Ele me dá um plano para eu ler. Comecei a ler o Novo Testamento, ele é mais tranquilo porque é mais descritivo. Estou lendo os caras contando como nasceu Jesus”.

Ao final, compartilhou uma curiosidade aprendida durante o estudo: “Agora, eu sei que João Batista era uns seis meses mais velho que Jesus, que nasceu de dois pais idosos e uma mãe estéril”.

Igreja Batista Atitude batiza 1.200 pessoas no Rio de Janeiro

No sábado, 17 de maio, cerca de 1.200 pessoas foram batizadas na Praia do Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro (RJ), durante uma celebração realizada pela Igreja Batista Atitude. O evento reuniu milhares de fiéis e familiares em uma celebração pública de fé.

A igreja, que tem sede na capital fluminense, publicou imagens do batismo em suas redes sociais e descreveu o momento como uma expressão coletiva de entrega espiritual.

“Cada mergulho foi um grito de liberdade, cada lágrima uma resposta ao chamado de Deus. A areia virou altar. O mar virou testemunha. Famílias inteiras se renderam ao amor de Cristo”, declarou a denominação em publicação no Instagram.

Durante a cerimônia, os participantes também tiveram momentos de adoração e oração. Segundo a organização, uma equipe de intercessores esteve presente para acompanhar os batizandos, oferecendo apoio espiritual enquanto eles testemunhavam publicamente sua fé em Jesus Cristo.

A atividade foi nomeada “O Grande Batismo 2025” e, segundo a igreja, teve o objetivo de reafirmar a missão evangelística da denominação. “O Grande Batismo 2025 foi mais do que um evento — foi uma demonstração do poder do Evangelho em ação!”, afirmou a Igreja Batista Atitude.

Esta foi a terceira edição consecutiva do batismo em massa promovido pela igreja na Praia do Recreio. Em 2024, a mesma ação resultou no batismo de mais de 1.200 pessoas, fruto da campanha evangelística “Amigos de Fé”. Já em 2023, mais de mil novos convertidos também foram batizados no mesmo local.

A Igreja Batista Atitude é conhecida por ações evangelísticas de grande escala e por sua atuação na região metropolitana do Rio de Janeiro, com ênfase no discipulado e na integração de novos membros à comunidade cristã.

'Tudo fez sentido': ex-adepta da Nova Era se rende a Jesus Cristo

Priscilla Priem, de 34 anos, compartilhou publicamente sua jornada de conversão ao cristianismo após anos dedicados a práticas da Nova Era. Em entrevista à Revive, ela detalhou como encontrou paz espiritual ao substituir rituais ocultistas por uma relação pessoal com Jesus Cristo.

Nascida em um ambiente não religioso, Priscilla relatou questionamentos sobre o sentido da vida desde a adolescência. “Por que estou aqui? Essas perguntas me perseguiam”, disse.

Após a morte da sogra em 2017, mergulhou em atividades como tarô, comunicação com os mortos e cursos de ocultismo. “Achei que havia encontrado a luz, mas a inquietação interior continuava”, admitiu.

Virada em 2020

O nascimento do filho, em 2020, marcou o início de uma busca por respostas mais profundas. Através das redes sociais, descobriu testemunhos de ex-praticantes da Nova Era que encontraram fé em Cristo.

“Perguntei: ‘Quem é Jesus?’. Decidi pesquisar o cristianismo”, contou. Nos meses seguintes, dedicou horas a pregações online e à leitura da Bíblia, apesar de enfrentar ceticismo interno.

Um episódio em seu carro foi crucial. “Uma música dizia: ‘Me ame. Você é meu maior tesouro. Estou cansado de esperar’. Senti que Deus falava comigo”, relatou. Aos poucos, a leitura integral das Escrituras — do Antigo ao Novo Testamento — consolidou sua fé. “Tudo fez sentido. Entendi que fui criada por Deus para um relacionamento com Ele”, explicou.

Conversão

Sozinha no quarto do filho, Priscilla fez uma oração de entrega a Jesus em 2022. “Fui transformada de dentro para fora”, testemunhou. Meses depois, visitou uma igreja em Middelburg, na Holanda, e decidiu ser batizada. “Deus não precisa mais esperar. Este mundo é mais bonito desde que passei a crer”, declarou.

Hoje, Priscilla integra atividades ministeriais e usa sua história para incentivar outros. “Antes, chamava Deus de ‘universo’, um conceito vago. Agora, vivo em conexão com Ele e encontro força na oração”, afirmou. Amigos e familiares notam mudanças: “Dizem que irradio paz. Compreendo meu propósito”.

Segundo o Instituto de Pesquisa Religiosa da Holanda, 12% dos convertidos ao cristianismo no país em 2022 vieram de movimentos espiritualistas alternativos, como a Nova Era. Para Priscilla, a mensagem é clara: “Deus me sustentou mesmo quando não O conhecia. Quero compartilhar Seu amor, pois sei como é viver sem ele”.

Igrejas no Haiti passam a ser atacadas por gangues de vodu

Na região central do Haiti, a comunidade cristã de Petite Rivière foi alvo de dois ataques consecutivos atribuídos à gangue Gran Grif, composta majoritariamente por praticantes de vodu. As investidas, ocorridas recentemente, resultaram em quatro mortes, destruição de residências e o deslocamento forçado de dezenas de pessoas.

Entre os atingidos está o ministério Every Man a Warrior, vinculado à missão Rádio Trans Mundial (RTM). Um representante da organização, identificado como Obed, afirmou que a violência tem aumentado e levantou suspeitas sobre o acesso das gangues a armamentos pesados. “É provável que haja apoio externo envolvido”, declarou.

Obed também destacou o componente espiritual do conflito. Segundo ele, os membros da gangue combinam o uso de armas com rituais religiosos. “Eles realizam práticas de vodu no contexto dos ataques, o que torna a situação dos cristãos ainda mais delicada”, afirmou.

Em razão do clima de insegurança, diversas igrejas locais foram fechadas e os fiéis têm vivido sob constante medo. Obed apelou por solidariedade global: “Pedimos orações e apoio de cristãos ao redor do mundo por aqueles que estão sendo perseguidos pela fé”.

Com o objetivo de acolher os deslocados, a RTM iniciou um projeto de realocação em um terreno localizado próximo à fronteira com a República Dominicana. O espaço deverá servir como abrigo para as famílias que perderam suas casas, oferecendo condições mínimas de segurança.

Embora a liberdade religiosa seja garantida no Haiti, práticas como o vodu continuam difundidas em várias regiões do país. Segundo a Rádio Trans Mundial, a baixa taxa de alfabetização dificulta o acesso das pessoas à Bíblia por meios escritos, fazendo do rádio o principal canal de evangelização.

A atual onda de violência expõe uma perseguição religiosa persistente, segundo organizações cristãs e entidades de direitos humanos que atuam no país. Essas instituições têm solicitado intervenção e atenção internacional urgente para a proteção da população cristã e a promoção da paz no Haiti, conforme informado pelo Exibir Gospel.

Inteligência Artificial pode prejudicar formação teológica

A formação teológica, tradicionalmente compreendida como uma resposta ao chamado ministerial e um pilar essencial para o exercício pastoral, passa por mudanças significativas diante do avanço da tecnologia digital.

A presença crescente da inteligência artificial (IA) no cotidiano, inclusive em ambientes religiosos, tem provocado reflexões entre pastores e educadores cristãos sobre os rumos da preparação ministerial.

Ferramentas como assistentes virtuais, tradutores automáticos, algoritmos de recomendação e plataformas que geram sermões ou simulam aconselhamento pastoral tornaram-se acessíveis e populares. No entanto, líderes zelosos enfatizam que, apesar dessas inovações, a fidelidade às Escrituras e a profundidade nos estudos continuam sendo indispensáveis à formação teológica.

O pastor e professor Wagner Scatamburgo, da Faculdade Evangélica de São Paulo (FAESP), observa que a formação pastoral vive uma transição marcada por dois períodos distintos: antes e depois das redes sociais, agora somadas à influência da IA. “Antigamente, os pastores buscavam conhecimento bíblico com o propósito de edificar a fé da igreja, estruturando-a doutrinária e espiritualmente”, afirmou. Ele acrescenta que “hoje, muitos utilizam esse conhecimento como forma de performance, buscando seguidores e relevância digital”.

Segundo Scatamburgo, essa mudança de enfoque tem desviado parte da liderança cristã do propósito central do ministério. “A intenção era ganhar almas para Cristo, mas muitos buscam associados para seus próprios interesses, como vemos em Atos 8.18-20”, disse.

Esgotamento dos seminários

Outro ponto levantado por Scatamburgo é o esvaziamento dos seminários teológicos. Ele associa esse fenômeno à popularização de conteúdos prontos oferecidos por aplicativos e plataformas de IA. “Muitos líderes optam por não investir tempo na leitura bíblica nem na oração. Adotam um modelo mais próximo do coaching motivacional e negligenciam a suficiência das Escrituras, como Paulo adverte em 2 Timóteo 4.10-15”, afirmou.

Diante dessa realidade, algumas instituições têm revisto seus currículos para incluir disciplinas voltadas ao contexto digital, como ética pastoral nas redes sociais. Ainda assim, o professor defende que o foco deve permanecer na formação bíblica sólida. “O alcance virtual é significativo, mas é preciso preparo para que se promova o Reino de Deus, e não apenas visibilidade pessoal”, ressaltou.

Oferta ampla, compromisso escasso

O pastor Acyr de Gerone Junior, doutor em teologia, integrante da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) e professor da Faculdade Vitória em Cristo, no Rio de Janeiro, também observa mudanças na forma como a teologia tem sido ensinada no Brasil. Ele reconhece que a oferta de cursos aumentou, mas alerta para a falta de compromisso confessional em muitas dessas iniciativas.

“Há faculdades ofertando teologia sem nenhum vínculo com a Bíblia, a igreja ou a ortodoxia. Muitos desses cursos priorizam disciplinas estratégicas ou genéricas e oferecem pouco conteúdo bíblico ou sistemático”, declarou.

Acyr destaca que a tecnologia pode ser útil no processo de ensino, mas não deve substituir a essência do conteúdo. “Não podemos confundir forma com conteúdo. A formação teológica precisa priorizar a profundidade bíblica. O ideal é que a tecnologia sirva como apoio, não como substituto do ensino sério e fiel à Palavra”, afirmou.

Ao refletir sobre os caminhos da formação pastoral, Acyr citou uma frase do teólogo inglês John Stott: “Precisamos ouvir a Deus e ouvir o mundo”. Segundo ele, esse equilíbrio entre fidelidade bíblica e capacidade de dialogar com a realidade contemporânea é indispensável.

“Parafraseando Stott, precisamos de fidelidade a Deus sem perder nossa capacidade de compreender e responder ao mundo contemporâneo”, concluiu, de acordo com informações da revista Comunhão.