Conferência cristã tem sala de oração criada por adolescentes

Um grupo de adolescentes organizou uma sala de oração durante uma conferência cristã e passou a escrever pedidos nas paredes, além de interceder uns pelos outros no local. A iniciativa ocorreu na Temporada de Verão do Instituto TeenStreetBrasil, realizada de 18 a 23 de janeiro, em Maringá (PR).

Os recados manuscritos expuseram fragilidades emocionais e espirituais e chamaram a atenção de lideranças para dores enfrentadas por parte dessa geração. Em meio à programação com louvores, esportes e atividades recreativas, muitos participantes reservaram um tempo para orar e conversar com Deus no espaço preparado para esse propósito.

Entre os pedidos registrados nas paredes, havia frases como “Retire toda dor do abuso que sofri”, “Frieza espiritual”, “Para que meu pai encontre Jesus” e “Pelo relacionamento dos meus pais que estão se separando”. Cada anotação aparecia cercada por círculos, que, segundo os organizadores, indicavam que alguém havia parado para orar de forma direcionada por aquela necessidade.

O Instituto TeenStreetBrasil publicou nas redes sociais que “adolescente sente dor” e pediu que os sentimentos dessa faixa etária não sejam ignorados.

A sala de oração integrou a programação do encontro realizado no campus da UniCesumar e reuniu adolescentes de diferentes regiões do país, marcando a abertura do calendário do movimento global TeenStreet em 2026. O TeenStreetBrasil, fundado em 2004, afirma ter como missão incentivar adolescentes a desenvolverem uma amizade real com Jesus e a refletirem o Evangelho no cotidiano, como preparação para o início do ano letivo.

Ao longo de seis dias, os participantes vivenciaram momentos de adoração, ensino bíblico, comunhão e desafios espirituais, além de atividades esportivas e recreativas. Durante o evento, os adolescentes são orientados sobre temas ligados à fé cristã, como alegria na vida com Jesus, relacionamento íntimo com Ele e coragem para viver o Evangelho no mundo.

Segundo o portal Guia-me, o ministro Cassiano Machado comentou a experiência da sala de oração e afirmou que os pedidos servem como alerta para pais e líderes. Ele disse que, ao pensar que adolescentes não enfrentam problemas ou não sentem dor, vale lembrar as solicitações escritas pelos próprios jovens.

Ao se dirigir aos adolescentes, ressaltou que há pessoas orando por eles e que cada círculo desenhado nos pedidos representa uma oração voltada à dor relatada.

Lula perde para Flávio Bolsonaro no segundo turno, diz pesquisa

A pesquisa Futura/Apex, divulgada em 22 de janeiro de 2026, aponta que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) venceria Lula (PT) em um eventual segundo turno. No cenário testado, Flávio aparece com 48,1% das intenções de voto, enquanto o atual mandatário tem 41,9%, uma diferença de 6,2 pontos percentuais.

No segundo turno, o levantamento também indica que Lula ficaria atrás em simulações contra Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Jr. (PSD-PR) e Ronaldo Caiado (União Brasil-GO). Em contrapartida, o presidente venceria em disputas contra Romeu Zema (Novo-MG) e Eduardo Leite (PSD-RS).

Primeiro turno

Nos cenários de primeiro turno, Flávio lidera em três simulações, todas sem a presença de Tarcísio de Freitas. Tarcísio manifestou apoio a Flávio e já declarou que não pretende disputar a Presidência em 2026, reiterando essa posição em publicação no X ontem, 22 de janeiro.

Em simulações com mais nomes alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, Lula aparece em primeiro lugar, com os votos mais distribuídos entre os candidatos desse campo. Mesmo assim, a pesquisa classifica a maioria dos resultados como empates técnicos, devido à margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

A maior diferença desfavorável a Flávio, de 3,7 pontos percentuais, ocorre em uma simulação com Tarcísio, Caiado, Zema, Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (Democracia Cristã), além de Lula.

No único cenário sem empate técnico, Flávio aparece na frente com 43,8%, contra 38,7% de Lula, uma diferença de 5,1 pontos percentuais. Essa simulação inclui, além de Flávio e Lula, Renan Santos e Eduardo Leite.

Metodologia

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas entre 15 e 19 de janeiro de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08233/2026.

De acordo com o Poder360, o estudo foi realizado pela Futura, empresa de pesquisas da Apex Partners, com custo informado de R$ 160 mil, pago com recursos próprios.

Lula perde para Flávio Bolsonaro no segundo turno, diz pesquisa Futura/Apex
Infográfico do Poder360 mostra cenários das eleições 2026

A esquerda treme!!! Bora resgata o nosso Brasil juntos @tarcisiogdf !!!🇧🇷💪

— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) January 23, 2026

Chuvas causam enchentes na África e igrejas se tornam abrigos

Chuvas torrenciais já deixaram mais de 200 mortos e desalojaram centenas de milhares de pessoas no sul do continente africano desde o fim de dezembro, em um cenário de enchentes amplas, estradas destruídas e comunidades inteiras isoladas.

Em meio ao colapso de infraestrutura e ao acesso limitado a áreas atingidas, igrejas na África do Sul, em Moçambique e no Zimbábue passaram a funcionar como abrigos improvisados e centros de apoio, oferecendo espaço seguro para famílias deslocadas, refeições, roupas e acolhimento pastoral. Autoridades e equipes de emergência alertam que o número de vítimas pode aumentar à medida que as águas baixarem e novas regiões se tornarem acessíveis.

Na África do Sul, o governo declarou estado de calamidade pública depois de inundações que mataram pelo menos 30 pessoas nas províncias de Limpopo e Mpumalanga. As Forças de Defesa Nacionais enviaram helicópteros para ajudar nas operações em áreas de difícil acesso. O Parque Nacional Kruger foi parcialmente fechado após a evacuação de funcionários e visitantes de acampamentos atingidos pela água, sinalizando o alcance do impacto para além dos centros urbanos.

Moçambique é descrito como o país mais afetado. O Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD) confirmou mais de 100 mortes, com concentração nas províncias de Gaza e Sofala, enquanto relatos locais indicam a possibilidade de um total maior. O presidente Daniel Chapo afirmou que salvar vidas é a “prioridade absoluta”, e o instituto emitiu alerta vermelho. A governadora de Gaza, Margarida Chongo, estimou que cerca de 40% da província está submersa, e o INGD aponta que mais de 300 mil pessoas já foram deslocadas.

No Zimbábue, a Unidade de Proteção Civil reportou quase 80 mortes e danos extensos em Masvingo e Manicaland. Pontes e escolas destruídas deixaram dezenas de aldeias inacessíveis, dificultando a entrega de alimentos e medicamentos e prolongando a vulnerabilidade de comunidades que já enfrentam escassez de recursos.

Com estradas intransitáveis, a rede de apoio local ganhou protagonismo. Em Chokwe, Moçambique, a Igreja Cristã de Sião recebeu mais de 200 famílias. O reverendo Alberto Bila relatou que hinários foram levados ao sótão para abrir espaço para colchonetes e descreveu a igreja como o “único terreno elevado” que restou na área. Em Limpopo, a Igreja Metodista da África Austral organizou refeições quentes e distribuição de roupas secas, enquanto líderes religiosos relatam luto, perdas materiais e necessidade de acolhimento constante.

O quadro também eleva o risco sanitário. Agências da ONU alertaram para uma “combinação letal” de doenças transmitidas pela água e desnutrição, já que as enchentes interrompem o acesso a cuidados médicos. O UNFPA confirmou que um surto paralelo de cólera complica a resposta humanitária em Moçambique, onde mais de 100 unidades de saúde estariam danificadas ou sob ameaça.

Em Gaza, autoridades de Xai-Xai pediram que moradores evitassem contato com as águas não apenas por contaminação, mas também por relatos de crocodilos avançando para áreas urbanas alagadas.

A previsão de mais chuva mantém a região em alerta máximo para novos alagamentos e inundações repentinas. Líderes evangélicos na África do Sul também têm destacado a necessidade de responder ao presente sem perder a capacidade de mobilização para o que ainda pode piorar nos próximos dias, segundo o portal Christian Daily.

Ativistas que interromperam culto em igreja nos EUA são presos

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou, na quinta-feira, que agentes federais prenderam três ativistas ligados a um protesto contra o ICE que interrompeu um culto no último domingo na Cities Church, em St. Paul, Minnesota.

A procuradora-geral Pam Bondi e o diretor do FBI, Kash Patel, anunciaram que Nekima Levy Armstrong e Chauntyll Louisa Allen foram indiciadas com base na Lei FACE, de 1994. A norma proíbe ferir, intimidar ou interferir intencionalmente com pessoas que estejam exercendo o direito de liberdade religiosa garantido pela Primeira Emenda em um local de culto.

Bondi declarou que a primeira prisão ocorreu “sob suas ordens” e disse que Armstrong teria exercido papel central na organização do que classificou como um ataque coordenado à igreja. Em seguida, anunciou a detenção de Allen e reforçou que o governo pretende proteger locais de culto.

A secretária do Departamento de Segurança Interna, Kristi Noem, publicou uma foto de Armstrong algemada e afirmou que ela seria acusada com base no Título 18 do Código dos EUA, Seção 241, conhecido como “conspiração contra os direitos”. Essa lei proíbe que duas ou mais pessoas conspirem para prejudicar, oprimir, ameaçar ou intimidar alguém no livre exercício de direitos assegurados pela Constituição ou pelas leis do país.

Noem descreveu a liberdade religiosa como um dos fundamentos dos Estados Unidos e afirmou que não existe um direito constitucional que impeça alguém de praticar a própria religião.

As prisões foram anunciadas no mesmo dia em que o vice-presidente JD Vance viaja para Minnesota, em meio a uma onda de protestos no estado. Mais tarde, Bondi também comunicou a prisão de William Kelly, visto em vídeo repreendendo fiéis e zombando deles, chamando-os de “falsos cristãos”. Na mesma linha, a procuradora-geral declarou que o país foi colonizado por pessoas que fugiam de perseguição religiosa e afirmou que o governo protegerá pastores, igrejas e americanos de fé.

Armstrong, Allen e Kelly integraram um grupo associado à Rede de Justiça Racial que entrou na Cities Church (filiada à Convenção Batista do Sul) durante o culto e provocou o encerramento antecipado da cerimônia após gritar com os presentes. O grupo protestava contra o fato de o reverendo David Easterwood, um dos pastores, também atuar como diretor interino do escritório do ICE em St. Paul.

Os manifestantes pediram a renúncia dele em meio à repressão do ICE à imigração ilegal na região da capital de Minnesota, marcada por protestos recentes e por dois episódios de violência a tiros envolvendo agentes do ICE nas últimas semanas, incluindo a morte de Renee Good, de 37 anos.

O ex-apresentador da CNN Don Lemon acompanhou o grupo e filmou sua própria participação no protesto, mas depois buscou se distanciar dos manifestantes enquanto a apuração federal avançava. Um juiz federal de Minnesota se recusou a assinar uma denúncia contra Lemon.

Allen, que afirmou publicamente ter organizado os protestos, é descrita como líder do movimento Black Lives Matter e integrante do Conselho de Educação das Escolas Públicas de Saint Paul. Filha de uma pastora, ela comparou a ação na igreja ao episódio bíblico em que Jesus expulsou cambistas do templo, dizendo que, quando “as coisas não iam bem”, ele “virava as mesas”. Lemon também fez comparação semelhante. O caso gerou reação de comentaristas cristãos que sustentam que a ação de Jesus no templo foi singular e ligada à afirmação de sua autoridade.

O procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, defendeu os manifestantes, afirmando a Lemon em entrevista que as ações estariam protegidas pela Primeira Emenda. “Cantar hinos não pode ser crime; é liberdade de expressão”, disse.

Após a interrupção do culto, foi criada uma campanha de arrecadação para a Cities Church que já havia superado US$ 40 mil de uma meta de US$ 100 mil até a manhã de quinta-feira, segundo o relato.

O anúncio das acusações também reacendeu debate sobre o uso da Lei FACE em outros contextos. Sob a administração Biden, a lei foi aplicada para processar manifestantes pró-vida em ações ilegais em clínicas de aborto, e houve casos em que acusações adicionais foram usadas para buscar penas mais longas, de acordo com o The Christian Post.

Em janeiro, Trump concedeu indulto a cerca de duas dezenas de manifestantes pró-vida processados por protestos ilegais em clínicas. Harmeet Dhillon, procuradora-geral adjunta para Direitos Civis, afirmou que o governo tem “diversas ferramentas” disponíveis para lidar com violações relacionadas a direitos e acesso a locais protegidos por lei.

Índia: cristãos rejeitam negar Jesus e têm casas destruídas

Quatro famílias cristãs de Midapalli, no estado de Maharashtra, na Índia, tiveram suas casas demolidas por vizinhos após se recusarem a renunciar à fé.

Segundo a organização Christian Solidarity Worldwide (CSW), o conflito começou em 11 de janeiro, quando moradores exigiram que as famílias abandonassem o cristianismo e chegaram a ameaçá-las de morte caso não obedecessem.

No dia seguinte, a exigência foi repetida. Uma multidão de cerca de 20 pessoas se reuniu e destruiu as casas dos cristãos. As famílias procuraram a polícia para denunciar o ataque, mas, ainda segundo a CSW, os agentes não ofereceram proteção e teriam feito novas ameaças.

Entre as advertências relatadas, a polícia teria dito que documentos de identidade e o acesso a suprimentos de ração poderiam ser cancelados. Os cristãos também teriam sido questionados sobre por que, sendo membros de uma comunidade tribal, decidiram seguir o cristianismo. Após a reação oficial, as ameaças dos moradores da aldeia teriam se intensificado.

Ainda conforme a CSW, a polícia passou a negar qualquer tipo de assistência às famílias. Em 14 de janeiro, o pastor local foi levado para interrogatório, sob a alegação de que sua pregação seria “superstição”, e depois foi proibido de visitar os cristãos da aldeia.

Cerca de 25 cristãos estariam agora vivendo nas ruínas das casas durante o inverno. As famílias pretendem buscar ajuda junto a uma instância superior, entrando em contato com o Administrador Distrital.

Mervyn Thomas, fundador e presidente da CSW, afirmou que é “profundamente preocupante” ver famílias sendo atacadas e humilhadas por motivo religioso. Ele também criticou a falta de proteção policial, dizendo que isso teria encorajado os responsáveis.

Segundo informado pelo portal Christian Today, a CSW pediu intervenção urgente das autoridades distritais e estaduais para garantir segurança às famílias, restaurar direitos, oferecer compensação pelas perdas e responsabilizar os autores do ataque.

Petista quer que PRF impeça Nikolas de caminhar até Brasília

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), acionou a Polícia Rodoviária Federal (PRF) nesta semana para tentar interromper a caminhada do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), realizada entre Paracatu (MG) e Brasília (DF). A chegada está prevista para o próximo domingo, 25 de janeiro.

O pedido foi protocolado em conjunto com o deputado Rogério Correia (PT-MG). No documento enviado à PRF, eles solicitam providências diante do que classificam como risco à segurança na rodovia.

Os petistas afirmam que a mobilização ocorre em um trecho de tráfego intenso, com participantes usando o acostamento e, em alguns pontos, ocupando a pista. Eles também mencionam o acompanhamento do ato por aeronaves, com pousos próximos à estrada, o que, segundo o pedido, pode elevar o risco de acidentes.

Nikolas iniciou a chamada “caminhada pela liberdade” na segunda-feira, 19 de janeiro. Até o momento, 22 parlamentares de direita já participaram do percurso.

Para Lindbergh, que é líder do PT na Câmara, a iniciativa oferece risco tanto os participantes quanto os motoristas: “Eles podem se manifestar onde quiserem, mas não podem colocar em risco a vida das pessoas. Façam essa mobilização onde quiserem, mas não desse jeito, sem autorização e colocando vidas em perigo”, declarou, de acordo com o Correio Braziliense.

Igrejas são reduzidas a escombros por incêndio florestal no Chile

O céu no sul do Chile foi coberto por uma espessa nuvem de fumaça na última terça-feira, 20, enquanto milhares de famílias nas cidades de Lirquén e Penco lidavam com os impactos dos recentes incêndios florestais.

Segundo relatos locais, o fogo matou pelo menos 20 pessoas e destruiu mais de 34 mil hectares, atingindo áreas residenciais e diferentes comunidades, incluindo grupos religiosos. Publicações nas redes sociais, como as divulgadas pela página Chile Evangélico, mostram templos destruídos que funcionavam como espaços de culto e apoio para moradores da região.

Em Lirquén, as chamas avançaram com rapidez, impulsionadas por condições climáticas extremas. Moradores de áreas mais altas, como o bairro Ríos de Chile, disseram que a propagação foi tão acelerada que dificultou qualquer tentativa de contenção, de acordo com o portal Christian Daily.

Vídeos e imagens compartilhados online indicam que várias congregações evangélicas perderam seus prédios. Entre os registros aparecem estruturas reduzidas a escombros, cadeiras de metal deformadas pelo calor, instrumentos musicais queimados e Bíblias parcialmente consumidas pelas chamas, sinalizando a dimensão das perdas.

Um morador de Lirquén resumiu o sentimento de muitos ao relatar que tentou proteger o que pôde, mas viu o fogo chegar em poucos instantes. Para membros das igrejas atingidas, a destruição não se limita ao dano material, já que muitos desses espaços também eram pontos de encontro e centros de apoio social em bairros vulneráveis.

As autoridades também mencionaram a perda de uma igreja histórica em Lirquén, construída em 1913, considerada parte do patrimônio religioso local. Ao mesmo tempo, relatos apontam que diversas famílias perderam casas e bens, incluindo integrantes de congregações que viviam nas áreas mais afetadas.

A tragédia ganhou repercussão nacional com histórias como a de Matías Arriagada, que teria perdido o pai e um animal de estimação da família durante os incêndios. Mesmo em meio ao luto, moradores começaram a se organizar para apoiar vizinhos, repetindo a ideia de que, apesar de terem perdido muito, ainda estavam vivos.

Organizações religiosas e entidades de ajuda cristã, como a Cáritas e outros grupos locais, iniciaram ações de assistência para famílias atingidas nas regiões de Ñuble e Biobío, oferecendo suporte emergencial e mobilizando doações para os desabrigados.

Em Israel, Flávio Bolsonaro e esposa são batizados no Rio Jordão

Já somos batizados, mas mesmo com a água congelante não poderíamos perder a oportunidade de renovar nossa aliança com Deus, descendo às águas do Rio Jordão, em Israel, no mesmo local onde Jesus Cristo foi batizado!

Com @NandaBolsonaro pic.twitter.com/NoWItlOQSL

— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) January 22, 2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, foi batizado no Rio Jordão, em Israel, ao lado da esposa, Fernanda Bolsonaro, durante uma viagem ao país.

Na noite de 22 de janeiro de 2026, ele publicou um vídeo do momento nas redes sociais e afirmou que a cerimônia foi apenas simbólica: “Já somos batizados, mas mesmo com a água congelante não poderíamos perder a oportunidade de renovar nossa aliança com Deus, descendo às águas do Rio Jordão, em Israel, no mesmo local onde Jesus Cristo foi batizado”, escreveu.

Segundo o senador, a decisão foi motivada pela fé cristã e pelo significado histórico e religioso associado ao local.

Há menos de um mês, Flávio atendeu a um apelo do pastor André Valadão e se reconciliou com Deus durante um culto na Lagoinha Orlando. Ele participou da celebração ao lado da esposa e do deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), que também recebeu oração.

A agenda do senador em Israel inclui participação na Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo, prevista para 26 e 27 de janeiro, em Jerusalém. O encontro reúne autoridades, acadêmicos e representantes da sociedade civil para discutir o aumento de atos antissemitas em diferentes países nos últimos anos.

Nikolas Ferreira mostra pés machucados na caminhada a Brasília

Após caminhar mais de 100 quilômetros em direção a Brasília, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) relatou dores nos pés, mas disse que pretende concluir a Caminhada Pela Liberdade e Justiça. Em publicação nas redes sociais, afirmou que está com os pés inchados e com unhas feridas, e declarou que considera “a dor de não fazer nada” pelo país “muito maior”.

“Minha saúde está de boa, meu pé que realmente, sempre no final, chega um pouco deformado do que o original, algumas dores no joelho, mas a dor de não fazer nada seria muito maior.”

A mobilização começou em Minas Gerais na segunda-feira, 19 de janeiro e, segundo a organização, deve terminar em Brasília no domingo (25). O percurso total previsto é de 230 km. O parlamentar tem sido acompanhado por centenas de pessoas, entre políticos, lideranças religiosas e participantes sem cargo público, com presenças que variam ao longo do trajeto.

De acordo com Nikolas Ferreira, o ato tem como objetivos pedir prisão humanitária para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e protestar contra as condenações relacionadas aos eventos de 8 de janeiro de 2023.

De acordo com o Pleno News, os participantes — alguns de forma pontual, sem acompanhar todo o trajeto — são:

  • Nikolas Ferreira, deputado federal por Minas Gerais

  • André Fernandes, deputado federal pelo Ceará

  • Gustavo Gayer, deputado federal por Goiás

  • Guilherme Batista, pregador

  • Marcelo Bonifácio, cantor

  • Pablo Almeida, vereador por Belo Horizonte (MG)

  • Wess Guimarães, influenciador

  • Carlos Bolsonaro, ex-vereador pelo Rio de Janeiro (RJ)

  • Luciano Zucco, deputado federal pelo Rio Grande do Sul

  • Rafael Satiê, vereador pelo Rio de Janeiro (RJ)

  • Fernando Holiday, vereador por São Paulo (SP)

  • Carlos Jordy, deputado federal pelo Rio de Janeiro

  • Sargento Gonçalves, deputado federal pelo Rio Grande do Norte

  • Major Vitor Hugo, vereador por Goiânia (GO)

  • Luiza Cunha, filha de Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão

  • Thiago Medina, vereador pelo Recife (PE)

  • João Pedro Pugina, vereador por Araçatuba (SP)

  • Magno Malta, senador pelo Espírito Santo

  • Lucas Pavanato, vereador por São Paulo (SP)

  • Lucas Polese, deputado estadual pelo Espírito Santo

  • Pedro Poncio, ex-MST

  • Sebastião Coelho, ex-desembargador

  • Eduarda Campopiano, vereadora por Praia Grande (SP)

  • Junio Amaral, deputado federal por Minas Gerais

  • Chiara Biondini, deputada estadual por Minas Gerais

  • Vile Santos, vereador por Belo Horizonte (MG)

  • Douglas Garcia, ex-deputado estadual por São Paulo

  • Mauricio do Vôlei, deputado federal por Minas Gerais

  • Capitão Martim, deputado estadual pelo Rio Grande do Sul

  • Ivson de Castro, vereador por Sete Lagoas (MG)

  • Samuel Caires, vereador por Janaúba (MG)

  • Matheus Braga, vereador por Ipatinga (MG)

  • Ugleno Alves, vereador por Teófilo Otoni (MG)

  • Pedro Luiz, vereador por Contagem (MG)

  • Thomaz Henrique, vereador por São José dos Campos (SP)

Ex-pastor se diz inocente da acusação de perseguição à ex-mulher

O pastor John-Paul Miller, da Carolina do Sul, declarou-se inocente em um tribunal federal das acusações de prestar declarações falsas a investigadores federais e de perseguir ciberneticamente sua ex-esposa, Mica Miller, por quase dois anos, até a morte dela em 2024, registrada pelas autoridades como suicídio.

Durante a audiência em Florence, na segunda-feira, promotores o descreveram como risco de fuga. Ainda assim, a Justiça fixou fiança de US$ 100 mil, determinou que ele mantenha distância de quaisquer vítimas ou familiares ligados ao caso e exigiu o uso de tornozeleira eletrônica, conforme registros judiciais.

Entre as condições impostas, Miller está proibido de deixar a Carolina do Sul sem autorização do Departamento de Liberdade Condicional dos EUA, não pode portar arma de fogo, deve evitar consumo excessivo de álcool e precisa entregar o passaporte, além de outras exigências.

O Gabinete do Procurador dos EUA para o Distrito da Carolina do Sul afirma, em denúncia apresentada em 17 de dezembro, que Miller teria iniciado a perseguição cibernética por volta de 16 de novembro de 2022, mantendo a conduta até a morte de Mica, em 27 de abril de 2024. A acusação sustenta que as ações teriam sido praticadas com intenção de assediar, intimidar ou manter a vítima sob vigilância, identificada no documento como “Vítima 1”.

Segundo os promotores, Miller teria usado ou ameaçado usar imagens íntimas da ex-esposa para assediá-la e também teria publicado conteúdo íntimo online sem consentimento. A acusação ainda aponta que ele teria instalado, ou mandado instalar, dispositivos de rastreamento em veículos usados por Mica, além de interferir em finanças, operações bancárias e atividades diárias dela.

Os investigadores também afirmam que Miller fez uma declaração “materialmente falsa” ao dizer que Mica teria ligado para ele mais vezes do que o contrário em 11 de março de 2024. A denúncia registra que ele teria ligado para a vítima pelo menos 50 vezes a mais e que teria declarado, de forma incorreta, que a polícia nunca o orientou a parar de contatá-la, quando um policial do Departamento de Polícia do Condado de Horry teria feito essa orientação na mesma data.

A acusação ainda afirma que Miller negou ter danificado os pneus do carro de Mica, mas que teria sido comprovado o uso, direto ou por terceiros, de um dispositivo para esvaziar pneus.

Se condenado, Miller pode receber pena de até cinco anos por perseguição cibernética e até dois anos por declarações falsas, além de multa de até US$ 250 mil, conforme informações do portal The Christian Post.

Registros judiciais indicam que, antes da morte, Mica entrou com um pedido de divórcio em outubro de 2023, que foi arquivado em fevereiro. Pouco depois, Miller apresentou um pedido de “pensão alimentícia e manutenção separada”, buscando apoio financeiro. Mica entrou com solicitação semelhante em abril de 2024, e uma audiência foi marcada para 5 de junho.

Em declaração apresentada ao tribunal, Sierra Francis, irmã de Mica, disse que ela havia entregado os papéis do divórcio em 25 de abril e estava esperançosa com o futuro após a separação.