Calouro do Raul Gil emociona com superação na luta com o câncer

O cantor Jonatha Calixto se apresentou na sexta-feira, 13 de março, no espetáculo “Seja Luz”, realizado em Santo André, no estado de São Paulo, após passar por uma cirurgia para retirada de um tumor cerebral em 2025. A participação ocorreu durante o período de tratamento e foi marcada pelo retorno do artista aos palcos.

Ao compartilhar um vídeo do momento nas redes sociais, ele comentou as dificuldades enfrentadas após o procedimento. — Não é fácil, é desafiador estar no palco, pois em meio a tantas limitações, eu teria todos os motivos para não estar ali, mas eu tenho fé que enquanto eu faço aquilo que eu amo, o céu vai cuidando de mim — escreveu.

Durante a apresentação, o cantor interpretou músicas como Gratidão, do ministério FHOP Music, e Tu És Poderoso, de Lukas Agustinho.

Jonatha Calixto ganhou visibilidade nacional ao participar do programa Shadow Brasil Gospel em 2024, exibido pelo SBT. Em junho de 2025, ele foi internado após receber o diagnóstico de tumor cerebral.

No dia 1º de julho de 2025, o cantor passou por cirurgia para retirada do tumor, que foi encaminhado para análise por biópsia. Ele recebeu alta hospitalar no dia 9 de julho e, dias depois, compartilhou registros do local da operação.

Atualmente, o artista segue em tratamento com sessões de quimioterapia, de acordo com o Pleno News. Nas redes sociais, ele publica atualizações sobre o processo de recuperação e também registros de apresentações em igrejas, mantendo atividades musicais durante o tratamento.

Especialista: IA erra em citações bíblicas entre 15% a 60%

A inteligência artificial tem grande potencial, mas ainda não oferece segurança suficiente para responder perguntas sobre Deus e as Escrituras. Essa é a avaliação técnica de Bobby Gruenewald, fundador e CEO do app da Bíblia YouVersion.

Ele disse que a plataforma só adotará plenamente esse tipo de recurso quando houver confiança de que a tecnologia pode operar com precisão e integridade adequadas.

Gruenewald comentou a possibilidade de o app YouVersion investir em ferramentas abertas de perguntas e respostas baseadas em IA. A plataforma bíblica, que já ultrapassou 1 bilhão de downloads em sua família de aplicativos, distribui as Escrituras em centenas de idiomas e é uma das mais utilizadas no mundo.

Durante visita a Nairóbi para inaugurar um centro regional da YouVersion voltado à criação de conteúdo digital localizado, ele afirmou que a organização já usa inteligência artificial em processos internos, como programação e fluxo de trabalho. Apesar disso, a empresa decidiu não lançar um chatbot público para responder questões teológicas. Segundo ele, o principal obstáculo é a falta de precisão.

— Se algum dia adotarmos totalmente a IA, será porque temos muita confiança de que isso pode ser feito com segurança e com um nível de precisão e integridade adequado — declarou.

Gruenewald afirmou que mesmo os modelos mais avançados ainda apresentam índices elevados de erro ao citar a Bíblia. — O melhor modelo, com o melhor desempenho, usando as versões mais populares da Bíblia e as mais indexadas, cita as Escrituras incorretamente em pelo menos 15% dos casos. Alguns chegam a citar incorretamente em até 60% dos casos — disse.

Ele acrescentou que até pequenas mudanças na redação ou na pontuação podem alterar o sentido do texto bíblico: “Para a tradução da Bíblia, cada palavra e pontuação é significativa para a tradução das Escrituras”, afirmou.

Segundo Gruenewald, os grandes modelos de linguagem são treinados com enormes volumes de conteúdo da internet, o que amplia sua capacidade de resposta, mas também aumenta a imprevisibilidade. Ele avaliou que sistemas abertos de conversa podem produzir respostas incorretas sem que muitos usuários percebam, especialmente quando um versículo é alterado de forma sutil.

A posição da YouVersion reflete um debate mais amplo entre líderes e estudiosos cristãos. Parte desse grupo alerta que ferramentas de IA podem apresentar interpretações teológicas falhas ou tendenciosas. Em análise publicada em 2023, a revista Christianity Today informou que sistemas de IA podem produzir explicações aparentemente confiantes, mas imprecisas, e recomendou cautela no uso dessas ferramentas para estudo bíblico.

Ao mesmo tempo, igrejas e ministérios têm ampliado testes com inteligência artificial. Reportagem publicada pela Axios em 2025 informou que congregações nos Estados Unidos passaram a usar a tecnologia para redigir sermões, preparar devocionais e criar aplicativos de oração. Algumas plataformas também permitem que usuários façam perguntas sobre a fé ou interajam com personagens bíblicos simulados.

Nesse cenário, Gruenewald afirmou que a YouVersion não adota uma posição de rejeição total à tecnologia. Ele disse que a organização quer participar da construção de soluções mais confiáveis e que já desafia desenvolvedores, de forma reservada, a melhorar a forma como os modelos lidam com as Escrituras. Segundo ele, se a precisão bíblica avançar de maneira consistente, a plataforma poderá colaborar com acesso a textos confiáveis.

Empresas voltadas ao público religioso também começaram a discutir critérios para avaliar sistemas de IA. Em 2025, a Reuters informou que a Gloo, empresa de tecnologia ligada ao segmento de fé, iniciou esforços para medir se ferramentas de inteligência artificial se alinham a princípios como integridade teológica e bem-estar humano.

Gruenewald reconheceu que a inteligência artificial já cumpre funções práticas importantes em ministérios e igrejas. Ele citou usos como análise de dados, elaboração de comunicados, apoio administrativo, pesquisa de textos bíblicos, comparação de traduções e identificação de padrões linguísticos. Na avaliação dele, essas aplicações podem liberar líderes religiosos para dedicar mais tempo ao cuidado pastoral direto.

Ainda assim, ele estabeleceu um limite quando o tema envolve autoridade espiritual. — Quando se trata de responder às perguntas mais importantes da vida e tentar dar orientação a partir da Palavra de Deus, precisamos que ela seja melhor para podermos confiar nela — afirmou.

Ele observou que o debate ocorre em um momento em que parte do público mais jovem recorre primeiro a chatbots, antes de procurar líderes religiosos. Gruenewald destacou que muitas pessoas tratam essas ferramentas como fontes neutras, embora os sistemas funcionem com base em probabilidade estatística, e não em doutrina ou discernimento espiritual.

Para a YouVersion, a escala do serviço amplia a responsabilidade. Com alcance global e integração em programas de discipulado de muitas igrejas, qualquer recurso baseado em IA voltado às Escrituras teria impacto direto sobre milhões de usuários. Segundo Gruenewald, esse alcance exige cautela adicional.

Ele incentivou os usuários a conhecerem a Bíblia diretamente e a buscarem orientação de pastores e líderes capacitados. Na avaliação dele, a tecnologia pode servir como apoio, mas não deve substituir o discipulado humano nem o estudo cuidadoso dos textos sagrados.

O avanço da inteligência artificial deve manter o tema em discussão nos próximos anos. Parte dos especialistas acredita que sistemas mais especializados, treinados com base nas Escrituras, poderão atingir níveis de precisão mais elevados. Até lá, Gruenewald afirmou que velocidade, alcance e popularidade não devem se sobrepor à fidelidade do conteúdo bíblico. Segundo ele, quando se trata de textos sagrados, a precisão deve vir em primeiro lugar, segundo o The Christian Post.

Parlamento escocês rejeita suicídio assistido em votação histórica

O Parlamento da Escócia rejeitou, na noite de terça-feira, 10 de março, o projeto de lei que buscava legalizar o suicídio assistido para adultos com doenças terminais. A proposta, apresentada pelo parlamentar Liam McArthur, foi derrotada por 69 votos contra 57, com uma abstenção, após horas de debate.

O texto previa que adultos mentalmente capazes, diagnosticados com doenças terminais e residentes na Escócia por pelo menos um ano, pudessem receber assistência médica para encerrar a própria vida. A proposta passou por anos de discussão e emendas antes de ser levada à votação final.

Após o resultado, McArthur afirmou que ficou “profundamente decepcionado”, mas indicou que o tema continuará em debate. — Enquanto os escoceses em fase terminal continuarem a sofrer devido à falta de escolha e segurança que a lei atual lhes proporciona, tenho certeza de que este será mais um tema debatido no parlamento — declarou.

Grupos contrários ao projeto comemoraram a decisão. O vice-diretor do The Christian Institute, Simon Calvert, afirmou que os parlamentares “entenderam a mensagem de que simplesmente não podiam aprovar esse projeto de lei”. Ele acrescentou que profissionais da saúde e organizações de defesa de pessoas com deficiência alertaram para riscos às populações vulneráveis.

— Acho que a lição para Holyrood — e para Westminster também — é que não existe um projeto de lei “seguro” sobre suicídio assistido — afirmou. — Em vez de oferecer a morte aos doentes, convidamos os membros do Parlamento escocês a direcionarem suas energias para oferecer melhores cuidados paliativos — disse.

O reverendo Alasdair Macleod declarou estar “grato e aliviado” com o resultado e afirmou que a decisão reforça a proteção à vida humana. Ele defendeu que o foco das políticas públicas deve estar no fortalecimento dos cuidados paliativos e no apoio às famílias.

O chefe do grupo CARE for Scotland, Stuart Weir, classificou a rejeição como “uma verdadeira vitória para os vulneráveis”. Ele afirmou que países que legalizaram o suicídio assistido registraram aumento progressivo nos casos e ampliação dos critérios de elegibilidade.

— Este projeto de lei teria aberto a caixa de Pandora — declarou. — O que a Escócia precisa fazer é garantir que cuidados paliativos adequados estejam disponíveis para todos que precisarem — afirmou.

O bispo John Keenan, presidente da Conferência Episcopal da Escócia, afirmou que os parlamentares adotaram uma decisão “responsável” e destacou a necessidade de ampliar o acesso a cuidados paliativos. — O voto deles serve para proteger algumas das pessoas mais vulneráveis da Escócia — declarou.

O debate foi marcado por relatos pessoais de parlamentares sobre experiências com doenças graves e perda de familiares. A vice-líder trabalhista Jackie Baillie, que votou contra o projeto, classificou a proposta como uma das mais relevantes já discutidas no período de devolução de poderes ao Parlamento escocês.

Durante a sessão, McArthur defendeu que o projeto era “bem elaborado” e “juridicamente defensável”, mas reconheceu a tendência de rejeição ao observar a mudança de posição de parlamentares. Entre eles, o conservador Brian Whittle afirmou que não estava convencido de que a proposta atendia aos padrões necessários.

Entidades médicas também se posicionaram contra o texto. O Royal College of Psychiatrists Scotland e a Royal Pharmaceutical Society Scotland passaram a se opor ao projeto após a retirada de salvaguardas, incluindo cláusulas de objeção de consciência.

Lideranças políticas de diferentes partidos já haviam declarado oposição, incluindo John Swinney, Anas Sarwar, Russell Findlay e Humza Yousaf. O projeto contou com apoio de Alex Cole-Hamilton e de parlamentares dos Verdes Escoceses, mas não alcançou maioria.

Durante o debate, parlamentares destacaram preocupações com coerção e riscos para pessoas vulneráveis. A parlamentar Ruth Maguire, diagnosticada com câncer em 2021, afirmou que a proposta gerava temor. — Só de pensar em estar sentada em um quarto de hospital e um médico levantar a questão do suicídio assistido enquanto avaliamos as opções de tratamento, meu sangue gela — declarou.

Organizações civis também reagiram à decisão. O diretor da Evangelical Alliance UK, Peter Lynas, afirmou que o projeto era “inseguro” e poderia afetar direitos de idosos e pessoas com deficiência. Já o CEO da Care Not Killing, Gordon Macdonald, declarou que a rejeição evita riscos à população vulnerável e reforçou a necessidade de investimento em cuidados paliativos.

— Ninguém deveria ter que sofrer uma morte dolorosa e precisamos investir em serviços de cuidados paliativos — afirmou.

Representantes religiosos também se manifestaram. A moderadora da Igreja da Escócia, Rosie Frew, destacou que a instituição já havia reafirmado sua oposição ao suicídio assistido em maio de 2025.

O diretor da Right To Life UK, Alisdair Hungerford-Morgan, classificou o resultado como “uma grande vitória para os mais vulneráveis”. Ele afirmou que o tema deve continuar em debate político, mas defendeu que o foco se volte ao acesso universal a cuidados paliativos.

— Holyrood enviou hoje uma mensagem decisiva a Westminster ao rejeitar o suicídio assistido — declarou. — Em vez de prosseguir com esse projeto de lei perigoso, os patrocinadores devem seguir o exemplo da Escócia — afirmou, de acordo com o The Christian Post.

Agência sugere que novo líder do Irã é gay, apesar de muçulmano

Um relatório de agências de inteligência dos Estados Unidos foi apresentado ao presidente Donald Trump durante reunião na Casa Branca, com informações sobre o líder iraniano Mojtaba Khamenei. O documento aponta que ele “possivelmente mantém relações com outros homens”, segundo relato divulgado pela imprensa norte-americana.

O jornal New York Post informou que o material descreve Mojtaba, de 56 anos, como “provavelmente gay” e menciona um suposto vínculo duradouro com um antigo tutor da infância. A publicação também afirma que o relatório inclui alegações de comportamento considerado inadequado em interações com profissionais de saúde após um bombardeio ocorrido em 28 de fevereiro.

Segundo o periódico, a reação de Trump ao receber as informações foi de surpresa. A publicação relatou que ele “gargalhou” durante a reunião, acompanhado por assessores.

— Outros presentes na sala também acharam “hilário” e compartilharam da reação do presidente — informou o New York Post. — Um alto funcionário da inteligência “não parou de rir disso por dias” — acrescentou o jornal.

O relato foi feito após bombardeios registrados em 28 de fevereiro, que resultaram na morte do então líder supremo do Irã, Ali Khamenei, pai de Mojtaba. O jornal britânico The Telegraph informou que Mojtaba estava no local no momento do ataque, mas havia deixado a área principal pouco antes do impacto, ocorrido às 9h32 no horário de Teerã.

De acordo com o New York Post, Ali Khamenei demonstrava preocupação com a capacidade do filho para liderar o regime iraniano. A avaliação, segundo a publicação, estaria associada a relatos sobre questões pessoais e de saúde atribuídas a Mojtaba.

Um telegrama diplomático de 2008, divulgado pelo WikiLeaks, indica que Mojtaba teria viajado ao Reino Unido em diversas ocasiões para tratamento médico contra impotência sexual. Fontes citadas afirmam que, após essas viagens, ele teve filhos com sua esposa, Zahra Adel, que também morreu no ataque aéreo de fevereiro.

No Irã, a legislação baseada na sharia proíbe a homossexualidade e prevê punições severas, incluindo a pena de morte. Ao mesmo tempo, o sistema jurídico permite procedimentos de redesignação sexual em determinadas circunstâncias, com respaldo de políticas públicas.

Aprovação de Lula é tão baixa quanto a de presidentes derrotados

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega à fase final de seu terceiro mandato com índices de aprovação inferiores aos registrados em períodos eleitorais anteriores. Os dados indicam um desempenho abaixo do observado entre governantes que conseguiram se reeleger ou transferir apoio a sucessores.

Levantamento do instituto Ipsos-Ipec divulgado na terça-feira, 10 de março, mostra que 40% dos entrevistados avaliam a gestão como ruim ou péssima. Outros 33% classificam o governo como ótimo ou bom.

Análise publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, com base em pesquisas realizadas em março de anos eleitorais desde 2002, aponta um padrão histórico. Presidentes que chegaram a esse período com aprovação igual ou inferior à atual não obtiveram êxito nas eleições nem conseguiram eleger candidatos aliados.

Nos mandatos anteriores, Lula registrava índices mais elevados no mesmo estágio do calendário. Em 2006, apresentava 38% de avaliação positiva. Em 2010, alcançou 75% e apoiou a eleição de Dilma Rousseff.

Outros presidentes chegaram à mesma fase com níveis mais baixos e não obtiveram sucesso eleitoral. Em 2018, Michel Temer registrava 5% de avaliação positiva, e o candidato que apoiou, Henrique Meirelles, não avançou na disputa. Em 2022, Jair Bolsonaro apresentava cerca de 19% de avaliações positivas e foi derrotado no segundo turno.

Parlamentares apresentam interpretações distintas sobre a queda na aprovação do governo. Integrantes da oposição atribuem o cenário a fatores como desgaste administrativo e percepção de aumento da carga tributária. O senador Rogério Marinho afirmou que há insatisfação entre os eleitores.

— O povo tem a sensação de que o governo Lula já deu — declarou, segundo informações da revista Oeste.

O líder do PL na Câmara, deputado Zucco, mencionou investigações envolvendo pessoas próximas ao presidente como elementos de desgaste. Ele citou a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, que inclui entre os alvos Fábio Luís Lula da Silva, além de questões relacionadas ao Banco Master.

— Como o próprio Flávio vem dizendo, Lula é um produto com prazo de validade vencido — afirmou.

Aliados do governo apresentam avaliação diferente sobre o cenário. O deputado Rogério Correia afirmou que há expectativa de recuperação ao longo da campanha eleitoral.

— A decisão do voto costuma levar em conta um conjunto mais amplo de fatores, e a população já começa a perceber essa mudança para melhor — declarou.

Fiel eufórico é retirado de igreja durante pregação sobre Israel e Irã

A polícia informou que um homem foi retirado pela equipe de segurança durante um culto realizado na manhã de domingo, 15 de março, em uma igreja no estado do Texas, nos Estados Unidos. O episódio ocorreu por volta das 11h no santuário principal da Prestonwood Baptist Church, localizada em Plano, cidade situada ao norte de Dallas.

Durante o culto, conduzido pelo pastor Jack Graham, um homem começou a gritar enquanto ele pregava sobre “América, Israel e a Guerra no Oriente Médio”. Frequentadores relataram que o indivíduo foi descrito por alguns como um possível manifestante e, por outros, como alguém excessivamente exaltado.

A frequentadora Linda Casey, que participa das atividades da igreja desde 2000, afirmou que a interrupção ocorreu no momento em que o pastor abordava o tema de “Israel e os judeus como povo escolhido de Deus”. Segundo ela, o homem interrompeu o sermão e foi conduzido para fora por três membros da equipe de segurança.

— Eu não tinha certeza se ele estava armado ou não, mas o pastor Jack Graham foi afastado do púlpito momentaneamente em meio ao caos — disse Casey na segunda-feira, 16 de março. — Antes que ele voltasse para terminar o sermão, saí correndo para encontrar meu filho, que estava na igreja infantil — afirmou.

Ela relatou que deixou o santuário devido à incerteza sobre as intenções do homem e à possibilidade de ele não estar sozinho. — Naquele momento, não sabíamos se o homem tinha um cúmplice ou se estava sozinho. Eu não estava esperando por um possível tiroteio ou ameaça de bomba. Toda a situação foi assustadora — declarou.

Uma pessoa familiarizada com o ocorrido informou que o episódio aconteceu enquanto o pastor compartilhava um relatório sobre conversões ao cristianismo no Irã. Segundo essa fonte, um jovem descrito como “animado” caminhou pelo corredor em direção ao púlpito e perguntou se poderia falar.

O homem teria gritado expressões como “Deus abençoe a América” e “Deus abençoe Israel”. A mesma fonte afirmou que ele “estava apenas empolgado em compartilhar sua fé e não percebeu que aquela era uma maneira inadequada de fazê-lo”.

Após o pastor recusar o pedido, integrantes da segurança o abordaram e o retiraram do local. Outro fiel presente no culto confirmou que o homem foi rapidamente conduzido para fora e que o pastor foi orientado a se afastar do palco até que a situação fosse controlada.

Embora alguns tenham avaliado que o episódio não representava risco imediato, Casey afirmou que interpretou a situação como potencialmente perigosa. — Quando a segurança afastou o pastor do púlpito para sua própria segurança, alarmes dispararam na minha cabeça, sinalizando perigo — disse.

Ela informou que a maioria dos presentes permaneceu sentada e aguardando instruções, enquanto a polícia já se encontrava do lado de fora do templo com sirenes acionadas. — Eu não ia ficar parada como um alvo fácil — afirmou.

Um porta-voz da polícia de Plano informou que o homem não era membro da igreja e estava no local acompanhado da esposa. Segundo a corporação, ele passou a causar tumulto ao concordar em voz alta com o sermão de forma considerada excessiva pelos demais participantes.

O policial JD Minton, do Departamento de Polícia de Plano, declarou que a equipe de segurança conversou com o homem e que agentes foram acionados para emitir uma advertência por invasão de propriedade. — Não houve qualquer perturbação ou altercação física, mas seus rompantes verbais, embora apoiassem as palavras dos pastores, foram considerados perturbadores para os outros fiéis — afirmou, segundo o The Christian Post.

O caso ocorreu dias após procuradores federais anunciarem a acusação de mais de 30 pessoas por envolvimento em um protesto contra o ICE que interrompeu um culto religioso em 18 de janeiro, na cidade de St. Paul, no estado de Minnesota.

De acordo com a acusação apresentada no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Minnesota, os manifestantes participaram de “um ataque coordenado de tomada de poder” na Cities Church, envolvendo atos de intimidação, ameaças e obstrução física.

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Justiça autoriza a volta dos seguranças e motoristas de Bolsonaro

A 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6) decidiu, por unanimidade, restituir a Jair Bolsonaro o conjunto de benefícios assegurados por lei aos ex-presidentes da República, incluindo motoristas, veículos oficiais, seguranças e assessores.

A decisão, assinada em 13 de março, reforma integralmente liminar anterior que havia suspendido parte dessas prerrogativas .

O caso chegou à Justiça Federal por meio de uma ação popular movida pelo vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff (PT-MG), que questionava a manutenção da estrutura custeada pela União durante o cumprimento da pena de 27 anos e três meses imposta ao ex-mandatário .

Em decisão liminar, o juiz federal Pedro Pereira Pimenta, da 8ª Vara Cível de Belo Horizonte, havia determinado a suspensão dos benefícios, argumentando que os fundamentos que justificam a concessão deixam de existir quando o ex-presidente está recolhido ao sistema penitenciário .

Fundamentação da relatora

A desembargadora federal Mônica Sifuentes, relatora do recurso apresentado pela defesa de Bolsonaro, destacou em seu voto que a legislação que trata das prerrogativas de ex-presidentes não estabelece qualquer condição relacionada à liberdade de locomoção ou à existência de condenação criminal para a manutenção dos benefícios.

“Não há previsão legal para a suspensão do direito em qualquer hipótese de encarceramento”, afirmou a magistrada .

Sifuentes também rebateu o argumento de que os motoristas seriam dispensáveis durante a prisão, ressaltando que esses profissionais não atendem apenas ao ex-presidente, mas também à equipe de assessores que continua exercendo suas funções.

“A própria União, responsável por prover a estrutura, reconheceu a indissociabilidade entre a equipe e os meios para sua locomoção, afirmando que privar a equipe de motoristas sob o argumento da prisão do ex-presidente é, por via reflexa, impedir que os demais servidores exerçam o cargo que a própria lei lhes conferiu”, escreveu a relatora.

Em sua decisão, a magistrada enfatizou que, mesmo na condição de preso, um ex-chefe de Estado “continua sendo uma figura de alta relevância histórica e política, detentora de informações e memórias que compõem o patrimônio imaterial da nação” .

A organização do acervo pessoal, a gestão da correspondência, o auxílio em questões de saúde e a administração do patrimônio foram citados como atividades que “se enquadram perfeitamente nos conceitos de apoio pessoal e assessoramento” .

Manifestação da União e do MPF

A União, responsável por prover a estrutura, manifestou-se favoravelmente ao restabelecimento dos benefícios, reconhecendo que “os assessores continuam no exercício de suas atribuições, as quais muitas vezes exigem deslocamentos externos para a gestão de documentos, contatos institucionais e suporte administrativo”.

A Casa Civil da Presidência concluiu que a manutenção dos motoristas é “indissociável da segurança dos assessores e do próprio acervo documental e pessoal do ex-chefe de Estado” .

O Ministério Público Federal também se posicionou favoravelmente à manutenção da estrutura, entendendo que os benefícios são garantidos por lei independentemente da situação penal do ex-presidente .

Contexto da prisão e estado de saúde

Jair Bolsonaro está detido desde novembro de 2025 no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, unidade conhecida como Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda. Ele foi transferido para a Sala de Estado Maior do complexo em janeiro de 2026, após mais de dois meses na Superintendência da Polícia Federal .

No último dia 13 de março, o ex-presidente foi internado no Hospital DF Star, em Brasília, com quadro de pneumonia bacteriana bilateral. De acordo com boletim médico divulgado na segunda-feira (16), ele apresentou melhora clínica e laboratorial, com recuperação da função renal e melhora parcial dos marcadores inflamatórios .

A defesa de Bolsonaro protocolou na terça-feira (17) um novo pedido de prisão domiciliar humanitária no Supremo Tribunal Federal, citando “a gravidade e a rápida evolução do quadro clínico” e argumentando que “o atual regime de cumprimento da pena, ainda que conte com a disponibilização de equipe médica de plantão, não é capaz de assegurar acompanhamento contínuo nem resposta imediata de equipe de saúde em caso de mal súbito”. Com: Oeste.

‘Não vou mudar’, diz Ratinho ao dobrar aposta em polêmica trans

O apresentador Carlos Massa comentou, em seu programa no SBT, a repercussão de declarações recentes envolvendo Erika Hilton, parlamentar de esquerda. As falas geraram críticas e acusações de transfobia, além de possíveis desdobramentos judiciais.

Durante a edição exibida na noite de segunda-feira, 16 de março, Ratinho afirmou que recebeu amplo apoio do público após o episódio.

Sem mencionar diretamente o nome da parlamentar, o apresentador agradeceu as mensagens recebidas.

“Na semana passada, eu tive meu nome envolvido em um verdadeiro furacão depois de dar uma opinião aqui no programa”, declarou.

Ele também afirmou que não conseguiu acompanhar todas as mensagens, destacando que muitas foram favoráveis ao seu posicionamento.

Ratinho reforçou que não pretende alterar sua forma de se expressar, destacando sua trajetória na comunicação: “Eu não vou mudar”, afirmou durante o programa.

O comunicador ressaltou que atua na televisão e no rádio desde antes da popularização da internet.

Segundo ele, seu estilo direto permanece o mesmo, apesar das mudanças no ambiente digital e nas redes sociais.

Origem da controvérsia

As críticas surgiram após comentários feitos pelo apresentador sobre a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.

Na ocasião, Ratinho questionou a escolha, afirmando que o cargo deveria ser ocupado por uma mulher.

“Ela não é mulher, ela é trans”, disse durante o programa. Ele também declarou que não possui questões pessoais com Hilton, mas manteve sua opinião sobre o tema.

Reação

Após as primeiras declarações do apresentador, Erika Hilton acionou o Ministério das Comunicações e o Ministério Público. Parlamentar pelo PSOL, Hilton solicitou indenização no valor de R$ 10 milhões, além de possíveis sanções a Ratinho, de acordo com informações da Oeste.

Defesa de Bolsonaro volta a solicitar prisão domiciliar ao STF

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou, nesta terça-feira, 17 de março, novo pedido ao ministro Alexandre de Moraes para que o cumprimento da pena ocorra em regime de prisão domiciliar.

O caso está sob análise do Supremo Tribunal Federal, onde Moraes atua como relator. Segundo a defesa, o pedido tem como base o estado de saúde do ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por supostos crimes relacionados à democracia. O voto do relator foi contestado na íntegra pelo ministro Luiz Fux durante o julgamento.

A solicitação foi feita poucos dias após Bolsonaro ter sido internado em um hospital particular em Brasília. Ele esteve na Unidade de Terapia Intensiva para tratamento de broncopneumonia bacteriana bilateral, com provável origem aspirativa.

Internação

O ex-presidente passou mal no dia 13 de março, enquanto estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha.

Após apresentar febre alta e queda na saturação de oxigênio, ele foi encaminhado ao hospital, onde permaneceu internado na UTI. Bolsonaro recebeu alta da unidade intensiva na segunda-feira, 16 de março.

De acordo com boletim médico recente, houve melhora no quadro clínico, incluindo recuperação da função renal e redução parcial de indicadores inflamatórios.

Argumentos da defesa

Os advogados afirmam que, conforme avaliação da equipe médica, há risco de novos episódios de broncoaspiração.

Segundo a defesa, essa condição exige acompanhamento constante e monitoramento clínico frequente.

“A permanência em ambiente de custódia expõe o quadro clínico a um risco progressivo, na medida em que a ausência de vigilância contínua e de intervenção imediata favorecem a repetição de eventos semelhantes, com potencial de maior gravidade”, argumentaram.

Decisões anteriores

O ministro Alexandre de Moraes já negou pedidos anteriores de prisão domiciliar apresentados pela defesa. Segundo o magistrado, o local de custódia do ex-presidente passou por adaptações para garantir assistência médica adequada.

O pedido mais recente ainda será analisado pelo relator no Supremo Tribunal Federal.

Igreja suspende pastora ao descobrir relação com Jeffrey Epstein

A Igreja Metodista Unida anunciou a suspensão temporária da reverenda Stephanie Remington após a revelação de seu vínculo profissional com Jeffrey Epstein.

A medida foi adotada para permitir a apuração interna das circunstâncias relacionadas ao caso. Segundo a igreja, a suspensão terá duração de 90 dias e inclui a retirada temporária das responsabilidades clericais da pastora.

Durante esse período, o escritório episcopal conduzirá uma investigação sobre a conduta e as informações apresentadas pela religiosa.

A denominação afirmou que mantém compromisso com padrões elevados de liderança espiritual e moral e que situações dessa natureza são analisadas com rigor.

A igreja também declarou solidariedade às vítimas dos crimes atribuídos a Epstein.

Atuação profissional com Epstein

Stephanie Remington trabalhou para Jeffrey Epstein em dois períodos diferentes.

Entre agosto e dezembro de 2018, ela atuou como assistente administrativa. Posteriormente, entre janeiro e maio de 2019, assumiu a função de gerente temporária de propriedades em uma ilha privada pertencente ao financista.

Na época do primeiro vínculo profissional, Epstein já havia sido condenado por crimes sexuais. Em julho de 2019, ele foi novamente preso sob acusações relacionadas ao tráfico de menores.

A igreja afirmou que a suspensão da pastora não está ligada a acusações criminais, mas a possíveis inconsistências entre os relatos apresentados e as informações obtidas pela instituição.

Histórico ministerial

Remington atuou por mais de 15 anos em diferentes congregações da Igreja Metodista Unida.

Em 2016, ela solicitou licença ministerial após seu divórcio. Seu ex-marido também é pastor na mesma denominação.

Após esse período, apresentou documentos à Conferência de Missouri indicando que exercia ministério em extensão no Lewis Center for Church Leadership.

Essa atuação foi inicialmente aprovada pela conferência, conforme informou a revista Charisma News.

Mudança para as Ilhas Virgens

Posteriormente, Remington mudou-se para as Ilhas Virgens Americanas. Entre 2017 e 2018, trabalhou remotamente como contratada de meio período para o seminário. Após deixar essa função, continuou declarando que exercia atividades ministeriais.

Segundo a conferência, ela não informou oficialmente o encerramento dessa função nem o emprego posterior com Epstein.

Em comunicado, a conferência afirmou: “A Conferência de Missouri não teve conhecimento da associação da indivídua com o Sr. Epstein… Nenhuma informação indicando esta associação foi divulgada em quaisquer desses relatórios.”

Declaração da pastora

Remington afirmou ter mencionado o trabalho realizado nas Ilhas Virgens em um relatório e em uma conversa por videoconferência com seu superintendente distrital.

Ela disse não ter certeza se a referência a Epstein foi plenamente compreendida durante a conversa.

A conferência, por sua vez, declarou que não recebeu informações formais sobre essa associação.

A pastora também reconheceu períodos em que deixou de enviar relatórios e afirmou não ter recebido acompanhamento institucional após seu divórcio.

Atividades na ilha

Documentos indicam que o nome de Remington aparece diversas vezes em registros associados a Epstein.

Segundo relatos, suas funções incluíam organização de viagens de convidados e administração das operações diárias da propriedade.

Embora tenha assinado um acordo de confidencialidade, Remington declarou que não presenciou episódios de abuso durante o período em que trabalhou na ilha.

Ela afirmou ter conhecido Epstein apenas nos últimos meses de vida do financista, após ele já ter cumprido pena por acusações anteriores.

Em um texto publicado em blog pessoal em 2019, sob pseudônimo, a pastora refletiu sobre a decisão de aceitar o emprego, mencionando dilemas éticos relacionados ao trabalho com uma figura pública controversa.

Segundo ela, a decisão foi influenciada por suas convicções religiosas e pelo entendimento de que sua vocação incluía demonstrar esperança e cuidado a pessoas marginalizadas pela sociedade.