Vetos de Lula ao PL da Dosimetria são derrubados pelo Congresso

O Congresso Nacional impôs nova derrota a Lula (PT) e derrubou, nesta semana, os vetos ao Projeto de Lei da Dosimetria com 367 votos contrários à decisão do governo. A proposta trata da revisão de penas previstas no Código Penal Brasileiro relacionadas a crimes contra o Estado Democrático de Direito, incluindo casos ligados aos atos de 8 de janeiro.

Ao todo, 168 parlamentares votaram pela manutenção dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto cinco se abstiveram. Na Câmara dos Deputados do Brasil, 318 deputados votaram pela derrubada e 144 pela manutenção. No Senado Federal do Brasil, 49 senadores foram contrários ao veto e 24 votaram a favor.

A votação ocorreu em um contexto de tensões recentes entre o governo e o Congresso. Na quarta-feira, 29 de abril, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, com 42 votos contrários e 34 favoráveis, número abaixo do mínimo necessário para aprovação.

O Projeto de Lei da Dosimetria prevê mudanças como a proibição da soma de penas sobrepostas, a possibilidade de redução de um terço a dois terços para condenados que não tiveram papel de liderança ou financiamento, além da alteração de regras de progressão de regime. O texto também prevê remição de pena em prisão domiciliar e aplicação retroativa por se tratar de norma mais benéfica ao réu.

O presidente havia vetado integralmente o projeto durante evento realizado no Palácio do Planalto, em 8 de janeiro. Na ocasião, afirmou que condenações relacionadas aos atos ocorreram com base em provas. “Golpistas foram condenados com provas robustas”, declarou.

Durante a sessão desta quinta-feira, parlamentares da base governista manifestaram preocupação com possíveis efeitos da derrubada dos vetos, incluindo impactos sobre casos envolvendo crimes graves. O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, informou a retirada de trechos específicos da votação para evitar conflitos com a legislação vigente.

Segundo ele, a decisão considerou dispositivos da chamada Lei Antifacção, que alteraram regras sobre progressão de regime. “Refiro-me aos incisos 4 a 10 do art. 112 da Lei de Execução Penal, que tratam da progressão de regime em hipóteses que foram recentemente alteradas pela Lei Antifacção”, afirmou, de acordo com a revista Oeste.

Alcolumbre acrescentou que a derrubada integral poderia gerar efeitos no sistema penal: “Essas normas, caso tivessem o seu veto derrubado, revogariam as novas regras de progressão de regime trazidas pela Lei Antifacção, inclusive a que trata da progressão de condenados que exercem o comando de facções criminosas”, disse. “Esse cenário representaria um passo atrás nas ações de combate à criminalidade, em especial ao feminicídio e ao crime organizado”, finalizou.

Luiza Possi anuncia 1ª música gospel: ‘Quero Conhecer Jesus’

A cantora Luiza Possi anunciou o lançamento de seu primeiro projeto gospel e apresentou detalhes da nova fase na carreira. A música Quero Conhecer Jesus será disponibilizada nas plataformas digitais no dia 15 de maio de 2026 e marca o início de um EP voltado à adoração.

O anúncio foi feito por meio das redes sociais, onde a artista também divulgou o pre-save do projeto. A canção dá nome ao EP e, segundo ela, representa um momento pessoal relevante. “Já está no ar o pre-save. Obrigada por caminharem junto comigo”, escreveu ao convidar o público a acompanhar o lançamento.

Luiza afirmou que a nova etapa tem sido marcada por decisões mais direcionadas. “Nessa caminhada, encontrei muitas pessoas e escolhi ficar com aquelas que me deram a sensação de encontrar um lar”, declarou. A agenda de apresentações também acompanha essa mudança, com eventos voltados ao novo repertório.

No início de março, a cantora já havia informado a mudança de direcionamento na carreira e afirmou que passaria a priorizar a fé em sua vida. Após o lançamento de seu último álbum no gênero MPB, ela declarou que pretende se dedicar exclusivamente a canções voltadas à adoração.

A artista afirmou que a decisão está ligada a uma convicção pessoal. “Não é uma escolha, é um chamado e eu não tenho opção. Deus me chama e eu vou cumprir esse chamado”, disse. Ela também convidou o público a acompanhar esse momento. “Eu peço que você venha comigo. Não é um caminho fácil, mas é a nova estação da minha vida”, afirmou.

Na terça-feira, 28 de abril, Luiza participou do Mais Você, exibido pela TV Globo, onde falou sobre sua conversão durante entrevista à apresentadora Ana Maria Braga, relatando que não cresceu em um ambiente cristão e que a fé passou a fazer parte de sua vida ao lado do marido. “Eu fui conhecer Jesus com meu marido. A gente sempre buscou muito por Deus até que chegou nesse ser apaixonante que é Jesus”, afirmou.

Ao comentar as mudanças, a cantora destacou transformações no âmbito pessoal: “O que mais mudou são mudanças muito mais internas do que externas. As pessoas acham que você vira outra pessoa, mas não. É a mesma pessoa, mas melhor”, disse.

Luiza também mencionou desafios enfrentados e a influência da fé nesse contexto. “Quando você tem esse encontro com Jesus, você sabe que tem alguém ali por você. Eu tenho passado por provações, inclusive públicas, mas com Deus é diferente”, declarou.

Ao encerrar, a artista afirmou que vive uma nova fase. “É o momento em que Jesus me chamou. Não é cantar um louvor, é louvar de coração”, disse. O lançamento do EP, segundo ela, reflete esse direcionamento em sua trajetória musical.

Grupos celebram o banimento do casamento infantil no Paquistão

A Assembleia da Província de Punjab, no Paquistão, aprovou na segunda-feira um projeto de lei que estabelece novas regras para coibir o casamento infantil. A proposta foi aprovada por maioria após debate entre parlamentares do governo e da oposição e segue para sanção do governador Saleem Haider Khan.

O Projeto de Lei de Restrição ao Casamento Infantil de Punjab de 2026 foi apresentado pelo ministro de Assuntos Parlamentares, Mian Mujtaba Shujaur Rehman, e já havia sido analisado por comissão legislativa em 13 de abril. A nova legislação substitui a lei de 1929 e fixa 18 anos como idade mínima para casamento, tanto para homens quanto para mulheres. Com isso, Punjab passa a adotar o mesmo limite já em vigor em Sindh, Baluchistão e no Território da Capital Islamabad.

Durante a tramitação, os parlamentares aprovaram por unanimidade uma emenda que estabelece o “melhor interesse da criança” como princípio central em todos os procedimentos legais relacionados ao tema. A proposta foi apresentada pelo legislador cristão Ejaz Alam Augustine. O texto também determina que menores envolvidos em casamentos não podem ser tratados como criminosos e que eventual consentimento não será considerado válido em situações que envolvam coerção ou sequestro.

A proposta enfrentou resistência de parte dos parlamentares, que argumentaram que a medida poderia entrar em conflito com normas sociais e interpretações religiosas. A moção para devolver o projeto à comissão foi rejeitada. A ministra da Informação de Punjab, Azma Zahid Bokhari, defendeu a aprovação e afirmou que decisões relacionadas ao casamento devem ocorrer apenas na idade adulta. Ela também destacou riscos à saúde e a necessidade de comprovação documental da idade.

O deputado Zulfiqar Ali Shah expressou preocupação com impactos sociais da medida. Em resposta, Bokhari mencionou práticas consideradas prejudiciais, como o uso de meninas para resolver disputas, e citou decisões anteriores do Tribunal Federal da Sharia que reconheceram a validade de legislações semelhantes.

Propostas adicionais apresentadas por Augustine foram retiradas após debates. Entre elas, a anulação automática de casamentos infantis e a exigência obrigatória do Cartão Nacional de Identidade Informatizado como prova de idade. Segundo o parlamentar, a legislação pode contribuir para reduzir casos de sequestro e conversão forçada envolvendo meninas de minorias.

Organizações da sociedade civil avaliaram a aprovação como um avanço, mas ressaltaram a importância da aplicação efetiva da lei. Samson Salamat, presidente do movimento Rawadari Tehreek, afirmou que autoridades devem garantir atuação cuidadosa de policiais e tribunais. “Agradecemos ao governo de Punjab por dar um passo na direção certa. No entanto, o verdadeiro teste será aplicar esta lei na íntegra”, declarou.

A diretora da ADF International para a Ásia, Tehmina Arora, afirmou que a medida representa uma proteção relevante e está alinhada a padrões internacionais de direitos humanos. “Este é um momento histórico não só para a província de Punjab, mas para todas as meninas do Paquistão”, disse, destacando a necessidade de implementação consistente.

Especialistas ligados ao Conselho de Direitos Humanos da ONU recomendaram, em 22 de abril, que o Paquistão amplie medidas contra casamentos infantis e conversões forçadas, incluindo a elevação da idade mínima em todo o país e o fortalecimento de mecanismos de responsabilização.

A nova legislação estabelece punições para quem participar, facilitar ou promover casamentos de menores. As penalidades incluem penas de até sete anos de prisão e multas que podem chegar a 1 milhão de rúpias paquistanesas. Registradores de casamento ficam proibidos de formalizar uniões envolvendo menores, sob pena de sanções. A lei também prevê punições para responsáveis legais e classifica a coabitação decorrente de casamento infantil como abuso.

Os casos deverão ser julgados em tribunais específicos e concluídos em até 90 dias. A medida busca acelerar a tramitação judicial e reforçar a aplicação das normas.

Relatórios recentes indicam que o Paquistão enfrenta desafios relacionados à proteção de minorias religiosas. A organização Portas Abertas posicionou o país entre os que apresentam maiores dificuldades para a prática do cristianismo, citando casos de conversões forçadas, sequestros e lacunas legais como fatores de preocupação.

STF: Malafaia celebra rejeição do “esquerdopata gospel” Messias

O pastor Silas Malafaia classificou como uma “derrota vergonhosa para Lula” a rejeição, pelo Senado Federal, do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita em suas redes sociais logo após o resultado da votação no Plenário da Casa.

O placar final registrou 42 votos contrários e 34 favoráveis à indicação do petista. Trata-se da primeira vez desde 1894 que o Senado rejeita um nome proposto por um presidente da República para o STF, o que foi interpretado por analistas como um duro revés ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“DERROTA VERGONHOSA PARA LULA! Como disse em várias entrevistas, Messias é um esquerdopata gospel, onde tenho profundas divergências, diametralmente oposto ao que penso. Acabou a indicação dele para o STF. Só o próximo governo”, escreveu Malafaia.

Contextualização

A manifestação do pastor, embora comemorativa, traz uma nuance importante: dias antes da votação, Malafaia havia defendido publicamente o direito de Lula de indicar Jorge Messias, mesmo tendo chamado o ministro de “esquerdopata gospel” e afirmado discordar radicalmente de suas posições.

Para o líder religioso, a prerrogativa de escolher um nome para o Supremo é inerente ao cargo de presidente da República — uma posição que ele já havia sustentado durante o governo Jair Bolsonaro (PL), quando apoiou a indicação do então ministro da Justiça, André Mendonça, para o STF em 2021. Na ocasião, Malafaia fez campanha aberta a favor de Mendonça, que acabou aprovado.

Assim, a celebração da derrota de Messias não significa, no entendimento do pastor, uma negação do direito de Lula indicar ministros, mas sim a vitória da “luta política” contra um nome que ele considera ideologicamente oposto.

A rejeição histórica, contudo, expõe o desgaste da articulação governamental no Senado e a força da oposição conservadora na Casa.

Pastor processado por pregar João 3.16 aguarda a decisão do juiz

O pastor aposentado que está sendo processado por pregar em frente a um hospital na Irlanda do Norte está aguardando a decisão da Justiça. O caso envolve Clive Johnston, que participou de uma audiência na quarta-feira, após adiamento ocorrido em dezembro. O juiz informou que a sentença será anunciada até o dia 7 de maio.

O processo está relacionado a um sermão ao ar livre baseado em Evangelho de João 3.16, realizado nas proximidades do Causeway Hospital, na cidade de Coleraine, no ano de 2024. A pregação ocorreu dentro de uma área classificada como “zona de acesso seguro”, estabelecida ao redor da unidade de saúde.

As autoridades acusam Johnston de tentar influenciar pessoas que buscavam serviços de aborto no local. O sermão, no entanto, foi realizado em um domingo, quando a clínica estava fechada. Durante a pregação, ele não mencionou o tema do aborto nem utilizou cartazes ou faixas.

Imagens registradas mostram uma conversa entre o pastor e policiais. Os agentes orientaram que a mensagem religiosa fosse compartilhada em um espaço considerado apropriado, como a capelania do hospital, e não dentro da área restrita.

O caso conta com o apoio do Christian Institute, que acompanha a defesa do pastor. Após a audiência no Tribunal de Magistrados de Coleraine, Johnston comentou a decisão de adiamento. “Fico feliz que o juiz tenha decidido se afastar e refletir sobre este caso antes de proferir sua sentença, porque há muito em jogo”, declarou.

Ele também descreveu as circunstâncias da pregação: “Realizamos um pequeno culto ao ar livre em um domingo, perto de um hospital. Não fizemos qualquer menção à questão do aborto. Mesmo assim, os promotores dizem que a lei das zonas de segurança é tão abrangente que realizar nosso culto de domingo foi um crime”, afirmou.

Ao comentar a situação, Johnston mencionou o apoio recebido: “É uma situação difícil, mas somos amparados pelas orações do povo de Deus e nos aproximamos de Cristo em busca de ajuda e força. Cristo é a coisa mais preciosa do mundo para nós, e é por isso que fazemos questão de falar d’Ele nas ruas e estradas desta terra que amamos”, disse, de acordo com o The Christian Post.

O caso também foi citado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, que classificou a situação como “preocupante” e informou que acompanha os desdobramentos. Em declaração à imprensa, um porta-voz afirmou que “os Estados Unidos ainda estão monitorando muitos casos de zonas de segurança no Reino Unido, bem como outros atos de censura em toda a Europa”.

Ao mencionar outro episódio, envolvendo Isabel Vaughan-Spruce, o porta-voz acrescentou: “A perseguição do Reino Unido à oração silenciosa representa não apenas uma violação flagrante do direito fundamental à liberdade de expressão e à liberdade religiosa, mas também um afastamento preocupante dos valores compartilhados que deveriam fundamentar as relações entre os EUA e o Reino Unido”.

Mendonça lamenta rejeição a Messias; Jornal vê ação de Moraes

O ministro André Mendonça lamentou a decisão do Senado em rejeitar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal em publicação nas redes sociais. Em resposta, um jornalista destacou que a conduta do indicado de Lula (PT) tem um histórico progressista.

“Respeito a decisão do Senado, mas não posso deixar de externar minha opinião. O Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro do Supremo. Messias é um homem de caráter, íntegro e que preenche os requisitos constitucionais para ser ministro do STF”, escreveu Mendonça no X.

Segundo o ministro, sua solidariedade foi expressa em público por uma questão de amizade: “Amigo verdadeiro não está presente nas festas; está presente nos momentos difíceis. Messias, saia dessa batalha de cabeça erguida. Você combateu o bom combate!

Deus o abençoe! Deus abençoe nosso Brasil!”, concluiu.

Em resposta, o jornalista Eli Vieira relembrou algumas das ações polêmicas de Jorge Messias enquanto advogado-geral da União: “Ele aprovou matar bebês de 22 semanas de gestação com uma agulha injetando solução salina no coração. Ele criou um Ministério da Verdade na AGU e perseguiu jornalistas, incluindo meu colega americano Michael Shellenberger”, protestou.

Em seguida, Vieira cobrou agilidade nas investigações que Mendonça tem conduzido: “Vá condenar seus colegas de STF pelas conexões com o Master”.

Trama

A jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, informou que a rejeição do Senado a Jorge Messias foi articulada pelo ministro Alexandre de Moraes, como forma de rivalizar com o ministro André Mendonça:

A jornalista disse ter apurado junto a seis fontes ligadas ao STF, Congresso e outros atores políticos e jurídicos que “o ministro Alexandre de Moraes se engajou para fortalecer a articulação do senador Davi Alcolumbre contra Jorge Messias”.

A estratégia teria incluído o envio de emissários para influenciar senadores com processos no Supremo ou vínculos com aliados do ministro, reforçando a campanha por votos “não” e contribuindo para a derrota que também representou revés para André Mendonça.

Ele aprovou matar bebês de 22 semanas de gestação com uma agulha injetando solução salina no coração. Ele criou um Ministério da Verdade na AGU e perseguiu jornalistas, incluindo meu colega americano @shellenberger. Vá condenar seus colegas de STF pelas conexões com o Master.

— Eli Vieira (@elivieira) April 30, 2026

Luiza Possi testemunha conversão ao Evangelho no ‘Mais Você’

A cantora Luiza Possi participou do programa Mais Você, da TV Globo, e relatou detalhes de sua conversão ao cristianismo. Ela afirmou que a decisão ocorreu em julho de 2024 e destacou que as principais mudanças aconteceram no âmbito interno.

A artista informou que não cresceu em um lar cristão e iniciou sua caminhada espiritual ao lado do marido, Cris Gomes. Segundo ela, a busca por Deus sempre esteve presente em sua vida e em sua casa, até que vivenciou um encontro que descreveu como marcante.

“Eu e meu marido, numa busca; a gente sempre buscou muito por Deus na nossa vida, na nossa casa, até que a gente chegou nesse ser maravilhoso e apaixonante que é Jesus. E com toda a intensidade do mundo”, declarou no programa exibido na terça-feira, 28 de abril.

Durante a entrevista, Luiza afirmou que a experiência não alterou sua essência, mas trouxe mudanças internas. “O que mais mudou, Ana, de verdade, são mudanças muito mais internas do que externas”, disse. Ela acrescentou que a percepção de terceiros nem sempre corresponde à realidade. “É tão bom poder falar isso, porque as pessoas tendem a achar que você vira um alien. Não, gente, é a mesma pessoa. A mesma pessoa, mas, graças a Deus, posso dizer isso, muito melhor”, afirmou.

A cantora também abordou a ideia de que a fé não é apenas uma escolha individual. “Não é a gente que escolhe, a gente é escolhido. E tem gente que quer muito conhecer e talvez não tenha sido alcançada ainda. E eu sinto, sei, posso afirmar que fui alcançada por Jesus e que hoje Ele é o centro da minha casa, da minha família, dos meus filhos”, declarou, ao comentar a influência da fé na criação dos filhos.

Ao explicar o que entende por conversão, Luiza destacou o conceito de “consciência do perdão”. “O que é se converter? É você ter a consciência de que pode se arrepender de coisas que fez, no sentido de não se culpar, mas pedir perdão por isso. Que há um Redentor, um Salvador, e que você não está sozinha nunca mais na vida, que tenha alguém por você”, afirmou.

Ela também mencionou sentimentos de solidão e insegurança como experiências comuns. “Eu sinto que o grande problema de todos nós é, em algum momento, se sentir abandonado, se sentir sozinho, sem força, sem ter como continuar, pensando em desistir às vezes da vida, do trabalho, de uma relação. E, quando você tem esse encontro com Jesus, você sabe que você tem alguém ali por você”, disse. A cantora acrescentou que, mesmo diante de dificuldades, sua fé contribui para uma sensação de amparo.

Sobre o batismo, Luiza afirmou que o momento representou uma mudança significativa. “O batismo muda a vida. Você entende as coisas de outra maneira. Foi muito especial, é uma entrega de coração, de alma e de espírito. Você entende que as coisas não são sobre o seu próprio entendimento, mas são coisas que você aprende através do Espírito”, declarou. Ela relatou ainda que passou a lidar de forma diferente com situações adversas, incluindo maior disposição para perdoar.

Ao final, a cantora afirmou que, apesar das conquistas na carreira, passou a enxergar sua identidade de outra forma. “É o momento em que Jesus me chamou, e eu senti isso muito forte: que era para eu louvar, para estar aqui como uma adoradora hoje e louvar de coração”, concluiu.

Indianos que dizem ser da tribo de Manassés chegam a Israel

Na última quinta-feira (23), um contingente de mais de 250 indianos pertencentes à comunidade Bnei Menashe desembarcou em Israel, dando continuidade a um programa governamental israelense de aliá — termo hebraico que designa a imigração judaica para o país. Conforme a Lei do Retorno de 1950, todo judeu no mundo tem o direito de se estabelecer em Israel.

Esses imigrantes indianos formam o primeiro grupo dos Bnei Menashe a chegar após a decisão do governo israelense de financiar a vinda da comunidade, que vive nos estados de Mizoram e Manipur, no nordeste da Índia. No ano passado, as autoridades aprovaram a aliá dos 6 mil membros restantes do grupo até 2030, operação batizada de “Asas do Amanhecer”.

Os Bnei Menashe afirmam ser descendentes da tribo de Manassés e migram para Israel desde a década de 1990.

Recepção calorosa no aeroporto

No Aeroporto Ben Gurion, os 250 indianos foram recebidos com comemorações por amigos e parentes israelenses que ficaram anos sem vê-los. “Esse homem é como um irmão para mim, não o vejo há nove anos. Éramos vizinhos e estávamos entre os poucos judeus da nossa vila”, declarou Dagan Zolat, que se mudou para Israel em 2006, ao abraçar um dos recém-chegados, em entrevista à AFP.

O ministro da Imigração, Ofir Sofer, esteve presente no aeroporto para recepcionar o grupo de indianos e classificou o momento como histórico. “Este é o começo de uma operação que permitirá que toda a comunidade imigre, 1.200 por ano”, afirmou Sofer à AFP.

Inicialmente, os 250 indianos serão alojados em um centro na cidade de Nof Hagalil, onde já há uma grande comunidade Bnei Menashe estabelecida. De acordo com o Ministério da Aliá e Integração, outros dois voos estão previstos para as próximas duas semanas.

A organização Shavei Israel, que rastreia descendentes das chamadas Tribos Perdidas e auxiliou no processo de imigração da comunidade indiana, informou que cerca de 4 mil Bnei Menashe já imigraram para Israel desde 1990, e aproximadamente 7 mil ainda vivem na Índia.

Segundo a tradição oral dos Bnei Menashe, a comunidade passou por um longo êxodo de séculos pela Pérsia, Afeganistão, Tibete e China, mantendo práticas religiosas judaicas como a circuncisão.

Incentivo à aliá em meio ao antissemitismo global

No ano passado, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, fez um apelo aos judeus ao redor do mundo para que façam aliá diante do aumento do antissemitismo internacional.

“Por que criar seus filhos nesse ambiente? Venham com suas famílias para a terra de nossos antepassados, para o Estado de Israel, onde os judeus ensinaram ao mundo inteiro o que significa autodefesa judaica. Chegou a hora”, incentivou ele, durante um evento em Israel. Com: The Times of Israel.

Presos pela fé, pastores levam Bíblias para indígenas no México

Apesar da violência e da rejeição ao cristianismo, pastores que atuam no México seguem levando esperança a comunidades isoladas por meio da distribuição de Bíblias em áudio. Mesmo tendo sido detidos por causa da fé, eles persistem no serviço a Deus e relatam o impacto transformador das Escrituras na região.

Há aproximadamente 30 anos, o pastor Mariano aceitou Jesus e deu início ao seu ministério em uma comunidade de Zinacantán, no estado de Chiapas, sul do México, enfrentando forte oposição.

Naquela época, ele era o único cristão em sua família. Mesmo assim, decidiu compartilhar o Evangelho com os vizinhos. “Quando começamos, eu estava sozinho”, afirmou ele ao Global Christian Relief.

José, outro pastor que atuava na mesma localidade, também falou sobre a resistência da população ao cristianismo: “Eles não queriam a Palavra de Deus na comunidade. Mesmo que um estrangeiro chegue, eles não o deixam entrar”.

Diante das adversidades, José começou um ministério doméstico em parceria com outros pastores no país. O primeiro culto ocorreu sem incidentes, mas, no domingo seguinte, “a perseguição começou”. Segundo José, oito moradores invadiram o local e levaram ele, Mariano e um terceiro pastor, chamado Antônio, para a prisão.

Atualmente, apesar dos riscos, José permanece na comunidade e continua à frente da igreja que fundou. “Hoje há liberdade”, disse.

Tempos depois, Mariano também fundou uma nova igreja em uma comunidade semelhante. Hoje, sua família inteira segue a Cristo. “Graças a Deus, minha esposa e meus filhos são crentes”, testemunhou.

Bíblias em áudio

Para apoiar o trabalho desses líderes religiosos, a organização Global Christian Relief passou a fornecer Bíblias em áudio para distribuição nas comunidades. Os aparelhos, movidos a energia solar, vêm com cartões de memória que contêm as Escrituras e permitem que pessoas não alfabetizadas tenham acesso à mensagem bíblica.

Além disso, os dispositivos têm sido essenciais para alcançar aqueles que não dominam o espanhol. Em regiões onde predominam línguas indígenas como o tzotzil e o tzeltal, os equipamentos possibilitam que os moradores ouçam a Bíblia em seu próprio idioma — muitas vezes pela primeira vez.

Para José, ouvir as Escrituras na língua materna foi marcante: “Fiquei muito feliz em ouvir a Palavra de Deus em tzotzil”. Ele relatou que entregou os aparelhos a pessoas que “não sabem ler nem falar espanhol”, mas que têm interesse em ouvir a Palavra de Deus.

Mariano demonstrou expectativa quanto aos frutos do Evangelho e destacou o impacto da iniciativa, especialmente entre mulheres analfabetas. “Graças a Deus que me enviaram Bíblias em áudio”, afirmou.

Outro pastor testemunhou que presenteou um homem cego com uma Bíblia em áudio, “para que ele pudesse ouvir a Palavra de Deus”.

Perseguição no México: cartéis e intolerância indígena

Conforme a missão Portas Abertas, a perseguição aos cristãos no México está ligada principalmente à atuação de grupos criminosos e à intolerância em comunidades indígenas.

Em regiões dominadas por cartéis, líderes religiosos e fiéis ficam expostos a ameaças, sequestros e violência, sem proteção efetiva do Estado. Já em áreas indígenas, convertidos ao cristianismo podem sofrer discriminação, multas, expulsão e até prisão por abandonarem as tradições locais.

O México ficou novamente em 30º lugar na Lista Mundial de Vigilância 2026 da Portas Abertas, ranking que avalia a perseguição enfrentada por cristãos em todo o mundo. Com: Guiame.

Igreja Universal celebra casamento coletivo para 17 mil casais

A Igreja Universal do Reino de Deus realiza nesta quinta-feira, 30 de abril, a 16ª edição da Celebração dos Casamentos promovida pela Terapia do Amor. O evento ocorre simultaneamente em unidades da instituição no Brasil e no exterior, reunindo milhares de casais em cerimônias coletivas de oficialização da união.

Segundo a organização, cerca de 17 mil casais participam da edição deste ano. A iniciativa é considerada uma das maiores cerimônias matrimoniais coletivas do país e segue em expansão internacional.

Em 2026, o evento será realizado pela primeira vez em pelo menos 10 países. A proposta, de acordo com a instituição, é permitir que casais formalizem o relacionamento com base em princípios espirituais, independentemente da localização.

Durante a cerimônia, os participantes oficializam a união diante do altar. O ato representa, segundo a organização, o compromisso civil e a aliança espiritual assumida pelos casais.

A programação está distribuída ao longo do dia. A liberação dos espaços para fotos ocorre às 14h, seguida pela assinatura das atas às 15h. A entrada dos noivos está prevista para as 18h.

Às 19h, será realizada uma palestra com Renato Cardoso e Cristiane Cardoso, voltada ao fortalecimento da vida conjugal e à importância do compromisso no casamento.

Segundo informações da revista Comunhão, a assinatura das atas ocorre no Memorial, espaço anexo ao Templo de Salomão. Segundo a instituição, o local faz referência ao cenáculo descrito na Bíblia, associado ao episódio de Pentecostes, quando discípulos firmaram compromisso espiritual.