Michelle Bolsonaro atualiza quadro de saúde do ex-presidente

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro compartilhou, na manhã do domingo (3), novas informações sobre a recuperação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Pelos stories do Instagram, ela afirmou que o marido apresenta boa evolução no pós-operatório, com controle da dor, mas admitiu que ele está desanimado com uma limitação específica.

“Passando para informar que ele está tendo uma boa evolução, com a dor controlada”, escreveu. Em seguida, acrescentou: “Está apenas um pouquinho chateado, pois ainda não consegue se alimentar sozinho. Como a cirurgia foi no ombro direito e ele é destro, isso o impossibilita neste momento. Estou o ajudando em suas limitações”.

Jair Bolsonaro foi operado na última sexta-feira (1º) no Hospital DF Star, em Brasília, para correção de um problema no ombro. Ele permanece internado em um apartamento, recebendo analgesia, medidas para evitar trombose e acompanhamento de reabilitação motora e funcional.

Segundo o ortopedista Alexandre Firmino, integrante da equipe médica que assiste o ex-presidente, a previsão é que Bolsonaro receba alta ainda nesta segunda-feira (4) e retorne para casa, onde cumpre prisão domiciliar. Com: Pleno News.

Descoberta arqueológica aponta para cidade citada por Ezequiel

Pesquisadores identificaram vestígios de um complexo religioso em um sítio arqueológico no Egito, associado a uma cidade mencionada no Antigo Testamento. A descoberta foi feita em Tell el-Farama, no norte da Península do Sinai.

O local está ligado à antiga cidade de Pelúsio, possivelmente identificada com “Sim”, citada no Livro de Ezequiel. A área tem despertado interesse de estudiosos por sua relevância histórica e por referências em registros religiosos.

O principal achado é uma estrutura circular com cerca de 35 metros de diâmetro, datada entre o século II a.C. e o século VI d.C. Inicialmente interpretada como um edifício administrativo, a construção passou a ser classificada como uma instalação de caráter religioso após novas escavações.

De acordo com os arqueólogos, a estrutura funcionava como um sistema ligado a rituais que utilizavam água. “A estrutura era preenchida com água e provavelmente desempenhava um papel central em práticas religiosas ligadas ao deus local”, afirmaram os pesquisadores envolvidos no estudo.

O complexo inclui canais, reservatórios e múltiplas entradas, indicando fluxo significativo de pessoas e uso cerimonial. “Trata-se de uma instalação sagrada, não de uso doméstico ou civil, como se pensava anteriormente”, declararam os especialistas.

A região de Pelúsio teve importância estratégica na antiguidade, sendo considerada uma das principais portas de entrada do Egito e cenário de conflitos históricos. A possível relação com a cidade de “Sim” amplia o interesse acadêmico sobre o sítio.

O texto bíblico registra em Ezequiel 30:15: “Derramarei o meu furor sobre Sim, fortaleza do Egito, e exterminarei a multidão de Tebas”.

De acordo com o NY Post, os pesquisadores entendem que a descoberta contribui para a compreensão de práticas religiosas antigas e para a análise de cidades mencionadas em fontes históricas. “Descobertas como essa ajudam a conectar dados arqueológicos com registros históricos e tradições antigas”, afirmaram.

Político barrado de se candidatar por ser cristão terá indenização

O Partido Liberal Democrata concordou em pagar uma indenização de pelo menos £250 mil ao ex-jornalista da BBC, David Campanale, após reconhecimento de discriminação ilegal relacionada às suas crenças cristãs. O acordo foi formalizado por decisão judicial no Tribunal Real de Justiça de Londres.

Campanale havia se candidatado, em janeiro de 2022, para disputar uma vaga parlamentar pelo distrito de Sutton e Cheam, em Londres. Apesar de participar do processo seletivo interno, ele não foi escolhido, e a vaga foi posteriormente ocupada por Luke Taylor, que inicialmente havia ficado em terceiro lugar e venceu as eleições gerais de 2024.

A ação foi movida pelo escritório AI Law com base na Lei da Igualdade de 2010, que protege crenças religiosas. O processo incluiu acusações contra estruturas locais, regionais e nacionais do partido. Em abril, o juiz Alan Johns determinou o pagamento de indenizações e custas processuais, após os réus admitirem responsabilidade por discriminação direta e indireta, vitimização e quebra de contrato.

O advogado Alasdair Henderson afirmou que Campanale enfrentou questionamentos sobre sua fé após ser selecionado inicialmente: “Ele enfrentou queixas internas, assédio pessoal e tentativas de recusa. O partido admite que ativistas ‘zombaram e abusaram’ de David Campanale por causa de seu cristianismo”, declarou.

Segundo Henderson, o partido também reconheceu atos de discriminação ao longo dos processos internos. “É extremamente decepcionante ver qualquer partido político falhando em cumprir a lei dessa maneira. Espero que os Liberais Democratas aprendam com este caso e reafirmem que acolhem membros de qualquer religião”, afirmou.

Documentos judiciais citam Luke Taylor como um dos envolvidos nas ações que levaram às acusações. O partido é atualmente liderado por Ed Davey, que sucedeu Tim Farron após sua renúncia em 2017. À época, Farron mencionou dificuldades em conciliar liderança política com sua fé. “Ser líder, especialmente de um partido liberal progressista em 2017, e viver como um cristão convicto e manter-me fiel aos ensinamentos da Bíblia parecia impossível para mim”, declarou.

Além da indenização, o partido pode arcar com custos jurídicos que ultrapassam £250 mil. Em 10 de maio de 2024, o Fórum Cristão Liberal Democrata solicitou investigação à Comissão para a Igualdade e os Direitos Humanos. A entidade afirmou que o caso apresenta indícios de violação de princípios fundamentais de igualdade e pediu apuração independente.

Segundo o fórum, dirigentes partidários ignoraram evidências de assédio. Relatos indicam que o gabinete de Ed Davey acompanhou o caso desde janeiro de 2022, após denúncias internas contra Campanale, posteriormente descritas por um dirigente local como “infundadas e distorcidas”.

Em sua defesa, o partido sustentou o direito de retirar candidaturas com base em posicionamentos expressos. Campanale criticou a condução do caso. “Apesar de Ed criticar a crescente intolerância dentro dos partidos progressistas, ele foi testemunha de uma discriminação vergonhosa em sua própria região. Seu partido de parlamentares foi desmascarado como um grupo de infratores da lei”, afirmou.

O jornalista agradeceu à equipe jurídica e aos apoiadores que financiaram o processo. “Por esta vitória, agradeço a Deus. É hora de todos os partidos políticos reconhecerem o cristianismo como o fundamento da democracia britânica”, declarou.

De acordo com o The Christian Post, o advogado Tom Ellis afirmou que vem sendo registrado um aumento de casos semelhantes: “Opiniões que antes eram consideradas incontroversas agora encontram crescente oposição. Não há justificativa para discriminação direta com base na religião. O terreno de disputa no espaço público diz respeito à capacidade de um indivíduo de manifestar livremente suas crenças em uma sociedade cada vez mais secular”, disse.

Irã – Cristãos aproveitam guerra para evangelizar: ‘Ponto de virada’

A guerra no Irã tem gerado impactos diretos sobre a população, mas também alterado a dinâmica de atuação de grupos religiosos no país. Segundo Todd Nettleton, vice-presidente da Voz dos Mártires (VOM), o cenário atual reduziu a vigilância das autoridades sobre igrejas domésticas.

“Os caminhos do Senhor são misteriosos”, afirmou, explicando que, com o foco do governo voltado para o conflito, houve menor fiscalização sobre atividades religiosas clandestinas.

“Ao mesmo tempo, com o governo iraniano e as autoridades locais dando atenção à guerra, eles não estão dando tanta atenção às igrejas domésticas. Eles não estão se preocupando tanto em impedir que Bíblias entrem no país ou sejam distribuídas dentro do país”, declarou Todd Nettleton.

A VOM mantém parcerias com redes de igrejas iranianas e atua no treinamento de missionários, além da distribuição de materiais religiosos. Apesar das dificuldades logísticas causadas pela guerra, a organização informou que milhares de Bíblias foram distribuídas no país após o início do conflito neste ano.

Nettleton relatou o caso de uma comunidade cristã que precisou deixar sua cidade após um ataque. Segundo ele, os integrantes decidiram permanecer juntos durante o deslocamento. “Eles transformaram isso em um acampamento da igreja. Eles passaram um tempo fora da cidade, estudando a Palavra de Deus, adorando juntos, encorajando uns aos outros e realmente crescendo como um corpo de crentes”, afirmou.

O líder também destacou que missionários têm relatado aumento de conversas sobre fé em meio ao cenário de instabilidade. “Eles estão falando proativamente com as pessoas sobre Jesus em um momento de caos, em que pessoas estão morrendo e, por isso, pensando na eternidade. Estão pensando: ‘Ei, o que acontece depois que eu morrer?’”, disse.

Restrições de comunicação impostas pelo governo, como bloqueios de internet, já eram conhecidas por parte da população. Nettleton mencionou que, durante protestos antigovernamentais recentes, as autoridades limitaram o acesso à rede para conter mobilizações: “Nesse sentido, acho que os crentes e outros iranianos estavam acostumados ou preparados para isso. Por causa disso, muitas dessas conversas estão acontecendo em contextos individuais, em cafés ou em casa”.

De acordo com a Portas Abertas, o Irã ocupa a 10ª posição na Lista Mundial de Vigilância 2026, que reúne países com maior nível de perseguição a cristãos. Entre os relatos estão ações policiais contra igrejas domésticas, além de prisões, interrogatórios e pressão social. Convertidos do islamismo ao cristianismo são apontados como os mais expostos a riscos.

Apesar desse contexto, Nettleton afirmou que há relatos de expectativa entre os fiéis. “Uma das coisas que ouvi da nossa equipe do Oriente Médio depois que a guerra começou foi que eles constantemente percebiam um sentimento de otimismo entre os fiéis com quem conversavam”, disse.

Segundo ele, não houve pedidos de apoio para saída do país por parte dos cristãos contatados pela organização: “Nenhum cristão nos procurou para pedir isso. Eles diziam: ‘Este é um ponto de virada; este é um ponto de virada espiritual para o Irã. Queremos estar aqui. Queremos estar aqui para ver os frutos disso e a colheita disso’”, acrescentou.

Ao comentar formas de apoio, Nettleton pediu orações por segurança e condições básicas de sobrevivência. “Acho que, especialmente agora, nossos irmãos e irmãs iranianos apreciariam nossas orações. Obviamente, orações por proteção, orações por provisão, já que a economia e os efeitos da guerra começam a impactar as prateleiras dos supermercados, o fornecimento de gasolina e muito mais”, disse.

Ele também mencionou pedidos por oportunidades de atuação religiosa: “Mas também sei que eles nos pediriam para orar por oportunidades de sermos testemunhas. À medida que a guerra continua, conforme eles conversam e interagem com as pessoas ao seu redor, oremos para que tenham oportunidades de compartilhar fielmente o Evangelho e serem embaixadores de Jesus Cristo nessas situações”, declarou, na entrevista concedida ao The Christian Post.

Magno Malta abre b.o. contra enfermeira que o acusou

O senador Magno Malta (PL-ES) registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal após ser acusado de agressão física por uma auxiliar de enfermagem. O caso teria ocorrido durante o período em que ele está internado no Hospital DF Star.

No documento, o parlamentar negou ter praticado qualquer agressão deliberada e solicitou a abertura de investigação. Ele pediu a preservação de imagens de câmeras de segurança, a oitiva de profissionais que estavam presentes no atendimento, além da requisição do prontuário médico, realização de exame de corpo de delito e eventual perícia em objetos relacionados ao caso, como óculos que teriam sido danificados.

Magno Malta está internado desde quinta-feira, 30 de abril, após sofrer um mal súbito. Durante o atendimento, passou por um exame de angiotomografia, quando houve extravasamento de contraste no braço direito. Segundo o relato, o episódio provocou dor intensa, hematoma e possível comprometimento vascular.

Durante sessão do Congresso Nacional que analisava veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), comentou o caso e afirmou que o senador não sofreu infarto.

No boletim de ocorrência, Magno Malta descreveu sua reação durante o atendimento. “Em razão do quadro clínico, da dor aguda e do uso de medicação, o comunicante apresentou reação compatível com o sofrimento físico experimentado, sem, contudo, praticar qualquer ato de agressão física contra profissionais de saúde”, declarou. Ele também afirmou ter sido surpreendido com o registro policial em seu desfavor. “O comunicante relata que foi surpreendido com o registro de ocorrência policial em seu desfavor, no qual lhe foi imputada a prática de agressão física contra técnica de enfermagem, fato que não corresponde à realidade”.

O senador sustentou ainda que não houve intenção de agressão. “Esclarece que não houve qualquer conduta dolosa ou agressão deliberada, sendo eventual reação decorrente exclusivamente do estado de dor intensa no momento da intercorrência médica”, afirmou no documento.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar voltou a negar as acusações e questionou a motivação do caso. “O que aconteceu foi absolutamente alguma coisa armada, programada, numa tentativa de destruir reputação”, disse.

Ele também relacionou o episódio a acontecimentos políticos recentes. “Depois de tudo o que aconteceu, com a derrota do (Jorge) Messias e com a dosimetria, essa percepção, para mim, nada mais é do que uma guerra espiritual”, afirmou.

O senador declarou que nunca agrediu qualquer pessoa. “A minha vida foi defender crianças, defender mulheres, uma vida de luta e de respeito”, disse.

Ao final, afirmou que renunciaria ao mandato caso surjam provas das acusações. “Eu vou renunciar ao meu mandato de vergonha, vou enfiar minha cara no chão, com vergonha das minhas filhas e das minhas netas, porque eu não sou homem disso e jamais fiz isso de que estou sendo acusado”, declarou. “Essa é uma calúnia deslavada. Se aparecer essa imagem, eu garanto a vocês: eu renuncio ao meu mandato”.

Colômbia: dezenas de ataques a bomba contra igrejas registrados

Ao menos 31 ataques com explosivos foram registrados no sudoeste da Colômbia nos últimos dias de abril, atingindo os departamentos de Cauca, Valle del Cauca e Nariño. As ações tiveram como alvo forças de segurança, infraestrutura e civis, resultando em mortes, feridos e restrições à circulação.

O caso mais grave ocorreu na rodovia Pan-Americana, no município de Cajibío, onde uma explosão deixou ao menos 20 mortos e mais de 48 feridos, entre eles menores de idade. Horas antes, um drone com explosivos atingiu um radar aéreo na mesma região.

Outros ataques também deixaram feridos, incluindo moradores indígenas. Autoridades colombianas atribuem a sequência de ações a grupos armados dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Os episódios ocorrem semanas antes das eleições presidenciais e ampliam a preocupação com a segurança da população civil.

A escalada da violência impactou comunidades religiosas na região. Um pastor identificado como Saulo, que atua como voluntário da Portas Abertas na Colômbia, relatou mudanças na rotina das comunidades. “Esses ataques restringiram a circulação. As pessoas ficaram em casa por medo. Existe uma pressão constante”, afirmou.

Em algumas localidades, igrejas alteraram horários de culto. Em áreas rurais consideradas mais vulneráveis, congregações suspenderam atividades presenciais. Líderes religiosos relatam que o risco permanece mesmo após o período mais crítico.

No início de abril, uma ameaça de bomba bloqueou uma estrada enquanto um grupo de jovens retornava de um acampamento. Em diferentes regiões, líderes também enfrentam restrições de acesso a comunidades e relatam pressões para influenciar o voto de moradores.

Pastores de áreas rurais de Cauca informaram ainda que atividades foram reduzidas por questões de segurança. A presença de grupos armados em regiões afastadas tem imposto um ambiente de coerção e vigilância, afetando comunidades que não seguem orientações impostas por essas organizações.

Flávio quer redução da maioridade penal para crimes hediondos

Tenho falado de algumas propostas para o Brasil, entre elas a redução da maioridade penal para 14 anos, em casos de crimes hediondos, que são os mais graves!

Esse tipo de medida pode ser aprovada quando o Presidente da República usa seu prestígio junto ao Congresso Nacional.… pic.twitter.com/xVRnKv7js8

— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) May 3, 2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou no domingo, 03 de maio, que pretende defender a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de crimes hediondos, caso seja eleito em 2026.

A declaração foi publicada em seu perfil na rede social X: “Tenho falado de algumas propostas para o Brasil, entre elas a redução da maioridade penal para 14 anos, em casos de crimes hediondos, que são os mais graves! Esse tipo de medida pode ser aprovada quando o Presidente da República usa seu prestígio junto ao Congresso Nacional”, escreveu.

O parlamentar apresentou, em 2019, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com objetivo de reduzir a maioridade penal para 14 anos em situações específicas. A proposta abrange crimes classificados como hediondos, além de tortura, tráfico de drogas, terrorismo, organização criminosa e associação criminosa.

Segundo o senador, a medida busca evitar que “bandidos usem a idade cronológica para cometer crimes bárbaros”.

Atualmente, a Constituição Federal estabelece que menores de 18 anos são penalmente inimputáveis, estando sujeitos às normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Como essa regra está prevista no texto constitucional, qualquer alteração depende de aprovação do Congresso Nacional, com apoio mínimo de três quintos dos parlamentares em dois turnos de votação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Gideões 2026: Helena Raquel: ‘Não há unção que justifique abuso’

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Durante pregação no 41º Congresso Internacional de Missões dos Gideões, realizado em Camboriú, Santa Catarina, a pregadora Helena Raquel afirmou que líderes religiosos que cometem crimes devem ser denunciados. A declaração foi feita no último domingo, 03 de maio, diante do público presente no evento.

Na mensagem, ela incentivou vítimas a buscarem ajuda e segurança. “Você precisa ter coragem para sair e fazer a denúncia. Ligar para alguém de confiança e buscar um lugar seguro”, declarou.

Em publicações nas redes sociais, Helena Raquel voltou a abordar o tema e afirmou que instituições religiosas não devem se omitir diante de casos de abuso. “Não existe unção que justifique abuso”, escreveu.

A pregadora também reforçou a posição em outra mensagem. “Existe algo que a igreja não pode mais fazer: se omitir. Não existe unção que justifique abuso. Não existe chamado que autorize agressão. Se agride… não representa Deus”, afirmou.

Ela acrescentou que práticas de violência não devem ser associadas à autoridade espiritual. “Ungido não é abusador. Ungido não é agressor. A verdade precisa ser dita com clareza: se é pastor, se é obreiro, se é membro… mas fere, oprime e violenta isso não é autoridade espiritual. Isso é pecado. E pecado não se protege. Se confronta. Se você está vivendo ou presenciando isso, não se cale. O silêncio nunca foi a vontade de Deus. Denuncie. Ligue 100. Ligue 180. A igreja precisa voltar a ser lugar de cura, não de medo. E onde há verdade, há libertação”, declarou.

Malafaia declara seu apoio a Flávio Bolsonaro: ‘Amigo, não inimigo’

O pastor Silas Malafaia declarou, neste domingo, 03 de maio, apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A manifestação ocorre após uma posição anterior em que havia demonstrado preferência por outro nome dentro do mesmo grupo político.

“A Bíblia diz que há um tempo para todo propósito debaixo do sol. Esse é o tempo de eu apoiar o Flávio para presidente”, afirmou Malafaia. Flávio Bolsonaro participou, na manhã deste domingo, do culto realizado pelo pastor na Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), localizada na Penha, zona norte do Rio de Janeiro.

Durante a declaração, o pastor comentou críticas recebidas nas redes sociais. Ele mencionou uma “guerra” promovida por apoiadores que o pressionavam a se posicionar publicamente. Entre os que haviam se manifestado anteriormente está o jornalista Paulo Figueiredo Filho, que reagiu no X ao novo posicionamento do pastor da ADVEC: “Eu já sabia. Seja muitíssimo bem vindo, pastor Malafaia”.

A divergência teve início após o pastor defender, em momento anterior, o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como possível candidato. Segundo Malafaia, a preferência foi comunicada diretamente ao senador.

“Eu falei que, para mim, o melhor era Tarcisio e Michele. Isso eu disse para o Flávio. Não foram eles? Então, claro que o Flávio vai ter meu apoio. Eu disse isso para ele. Eu sou amigo, não sou inimigo. Aí ficam esses caras bolsominions fazendo guerra, sabe? Porque querem que você fale na hora que eles querem. Quanto mais me pressionam pra fazer uma coisa que é manipulação, aí é que eu não faço. Eu faço na hora certa”, declarou.

Malafaia afirmou ainda que mantém contato direto com o senador. “Eu tenho independência e vou ao próprio [Flávio]. Não sou manipulado por opinião de bolsominion. Eu não suporto nem aquilo que é extremo da direita, nem o que é extremo da esquerda, porque todo extremo trabalha com paixão. Eu não, eu trabalho com inteligência, com sabedoria, com convicção”, disse.

De acordo com o portal Metrópoles, também participaram do culto o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

Eu já sabia. Seja muitíssimo bem vindo, @PastorMalafaia!!! ❤️ ♥️ pic.twitter.com/TSOxrlx3dS

— Paulo Figueiredo (8) (@pfigueiredo08) May 3, 2026

Pastora mirim de 10 anos é abordada após pregar em avião

Dentro do avião – Uma pastora mirim de 10 anos foi abordada por comissários de bordo após iniciar uma pregação em um avião da Latam Airlines que fazia conexão em São Paulo. Segundo o pai da menina, o pastor Mauro Ortiz, ela teria sido empurrada e teve o braço apertado durante a… pic.twitter.com/SfSf5c9GlD

— g1 (@g1) April 30, 2026

Uma criança de 10 anos, que se identifica como pastora mirim, foi alvo de uma abordagem por parte de comissários de bordo em um voo da Latam Airlines que fazia conexão no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O episódio ocorreu na última quarta-feira (29), durante um trajeto que partiu de Campo Grande (MS) com destino a Navegantes (SC).

O pai da menina, o pastor Mauro Ortiz, relatou que a filha, chamada Júlia Ortiz, foi empurrada e teve o braço apertado pelos funcionários durante a intervenção. A acusação foi feita após vídeos publicados nas redes sociais da própria criança mostrarem o momento em que ela se levanta do assento, Bíblia na mão, e começa a pregar aos passageiros.

Nas imagens, é possível ver quando os comissários se aproximam e explicam que a prática não é permitida dentro da aeronave. A justificativa da empresa inclui tanto normas de segurança — que exigem que os passageiros permaneçam sentados durante o voo — quanto a política de não permitir anúncios ou discursos que possam incomodar os demais viajantes.

Até o momento, a Latam não se manifestou sobre as acusações de agressão feitas pelo pai da pastora mirim.

Impacto de pregadores mirins

Casos como o de Júlia Ortiz levantam um debate mais amplo sobre o fenômeno dos pregadores mirins, que têm ganhado destaque em diversos segmentos religiosos, especialmente no meio evangélico.

Crianças e adolescentes com discursos aguerridos e suposta unção espiritual costumam atrair grande atenção em cultos, eventos e redes sociais, mobilizando multidões que os enxergam como “prodígios” ou “escolhidos por Deus”.

Por um lado, fiéis celebram a coragem e a fé desses jovens, como da pastora mirim, considerando suas pregações como sinais de renovação espiritual. Por outro, especialistas em psicologia infantil e educação alertam para os riscos da exposição precoce à fama religiosa, incluindo a pressão emocional, a possível exploração por adultos próximos e a privação de uma infância comum.

O impacto emocional e simbólico que esses pregadores mirins exercem sobre platéias numerosas, no entanto, é inegável: eles frequentemente emocionam, convencem e mobilizam fiéis em escala que muitos pregadores adultos demoram anos para alcançar, o que torna cada episódio público envolvendo crianças pregadoras um tema de forte repercussão e polarização.