Nikolas Ferreira comenta Erika Hilton na Comissão da Mulher

Erika Hilton (PSOL-SP) será presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher após eleição realizada na  última quarta-feira, 11 de março. Parlamentar de primeiro mandato assumirá a liderança do colegiado na Câmara dos Deputados.

Após a eleição, o deputado federal Nikolas Ferreira comentou o resultado nas redes sociais. Em publicação, ele compartilhou uma imagem registrada em março de 2023 durante um discurso na Câmara dos Deputados do Brasil.

Na ocasião, Ferreira utilizou uma peruca loira e declarou se identificar como “deputada Nicole” durante sua fala no plenário. No discurso, ele afirmou que “as mulheres estão perdendo seu espaço para homens que se sentem mulheres”.

Ao comentar a eleição de Erika Hilton para a presidência da comissão, o parlamentar escreveu: “Eu avisei”.

Erika Hilton foi indicada pelo próprio partido para substituir a deputada Célia Xakriabá, que ocupava anteriormente a presidência do colegiado. A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher é responsável por discutir projetos e políticas públicas relacionadas à proteção e promoção dos direitos das mulheres no país.

Damares é criticada por apoiar projeto subjetivo sobre misoginia

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal aprovou na quarta-feira (11) alterações no projeto de lei que tipifica a misoginia como crime no Brasil. O texto, apoiado pela senadora Damares Alves, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), altera a Lei do Racismo (Lei 7.716/1989) para incluir o ódio ou aversão às mulheres entre as condutas de discriminação e preconceito puníveis criminalmente .

Os senadores analisaram emendas apresentadas em Plenário ao Projeto de Lei 896/2023, que já havia sido aprovado anteriormente pelas comissões permanentes da Casa. A relatora, senadora Augusta Brito (PT-CE), acolheu uma emenda de redação que define misoginia como “a conduta que manifeste ódio ou aversão às mulheres, baseada na crença da supremacia do gênero masculino” .

Outras três emendas, todas de autoria do senador Eduardo Girão (Novo-CE), foram rejeitadas pela relatora. As propostas pretendiam restringir o conceito de misoginia, excluir manifestações artísticas, científicas e religiosas do alcance da lei e exigir prova de que o autor agiu deliberadamente com ódio para configuração do crime. Para Augusta Brito, as mudanças enfraqueceriam a norma e dificultariam a responsabilização de agressores .

O colegiado também aprovou requerimento de urgência para acelerar a tramitação da matéria. Com isso, o projeto retorna à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado com prioridade de análise — última etapa antes de ser remetido à Câmara dos Deputados .

Contexto e justificativas

Durante a discussão da matéria, parlamentares destacaram a necessidade de enfrentar o crescimento de discursos de ódio contra mulheres, especialmente no ambiente digital. A senadora Augusta Brito ressaltou que a caracterização penal combaterá condutas misóginas que, como o racismo, afetam toda uma coletividade e têm se tornado cada vez mais visíveis, sobretudo nas redes sociais .

Senadoras mencionaram casos recentes em que agressores chegaram a divulgar imagens de crimes contra mulheres, incluindo situações de violência sexual que circularam em plataformas digitais envolvendo jovens. Também foi citada a atuação de grupos como o movimento “redpill”, conhecido por promover ideias de dominação masculina e oposição ao feminismo .

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) manifestou preocupação com conteúdos na internet que incentivam agressões contra mulheres que rejeitam se relacionar com homens. A senadora Augusta Brito complementou: “A internet não pode ser uma terra sem lei. Esse tipo de ataque às mulheres está ganhando força porque muitos se sentem protegidos pelo anonimato” .

Nas redes sociais, contudo, Damares Alves foi criticada por influenciadores ligados à direita e ao conservadorismo, os quais enxergam na proposta de criminalização da misoginia um campo muito subjetivo que dá margem para promover perseguição e intolerância ideológica contra os homens.

“Damares Alves não é de direita, muito menos conservadora. Ela gera um dano muito maior do que qualquer psolista, pois ela usa a máscara conservadora para avançar sua agenda feminista radical, que criminaliza os homens, promovendo o ressentimento que retroalimenta a misoginia”, comentou o analista Leandro Ruschel no “X”.

O Ex-Secretario de Comunicação Institucional da Presidência da República, Felipe Pedri, também criticou o apoio de Damares ao projeto:

“A Sra realmente tem idéia [sic] das bombas atômicas que você tem criado para o tecido social brasileiro? Vai ainda por cima tentar dizimar uma geração inteira de meninos com um severo processo de desvirilização?”, questionou Pedri.

“A Sra não entendeu que os RP [“redpill”] sao justamente um PRODUTO desse verdadeiro estado matriarcal estatal? Não estudou o caso europeu? Os efeitos que essas leis criaram por lá? É simplesmente uma barbaridade o que estamos assistindo, condenar a masculinidade de milhões de meninos no Brasil em virtude de uma visão míope de que todo menino ou homem é um garimpeiro estuprador do Rio Amazonas”, completou.

Tarcísio enquadra Haddad: “Aumentou imposto a cada 30 dias”

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), rebateu na quarta-feira (11) as declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que afirmou que o chefe do Executivo paulista seria “blindado” de críticas pela imprensa.

Haddad deve ser o adversário de Tarcísio na disputa pela reeleição ao governo do estado nas eleições de outubro .

Em entrevista após evento de inauguração do novo Centro de Controle Operacional do Metrô, Tarcísio contestou a avaliação do ministro. “Ninguém é blindado de crítica de lugar nenhum. Tem bom trabalho, tem trabalho que é ruim. O que eu posso fazer se ele aumentou o imposto a cada 30 dias? Não é culpa minha, é culpa dele”, afirmou o governador, em referência à política fiscal conduzida por Haddad à frente da pasta econômica .

Ao comentar o possível embate eleitoral, Tarcísio disse que “não escolhe adversário” e que pretende concentrar sua estratégia na conexão direta com o eleitorado. “A gente vai mostrar o que nós fizemos e o que temos de projeto”, declarou .

Pesquisa Datafolha divulgada na semana passada mostra Tarcísio como líder isolado nas intenções de voto para o governo paulista, com taxas superiores a 40% no primeiro turno. Nas simulações de segundo turno, o governador vence com pontuações que variam de 50% a 60%.

Haddad, por sua vez, marca 31% no primeiro turno, à frente de outros nomes do campo progressista, mas perde do atual governador por 19 pontos percentuais num eventual segundo turno .

Disputa pelas vagas ao Senado

Questionado sobre o desempenho de nomes da esquerda na corrida pelas duas vagas ao Senado por São Paulo – como Haddad, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB) –, Tarcísio afirmou que pretende apoiar um “nome viável” para a disputa. O governador avaliou que a eleição para o Senado costuma ter um tempo diferente de mobilização do eleitorado .

“As pessoas demoram um pouco mais para se conectar à eleição de Senado. Então, numa primeira avaliação, neste momento aparece melhor quem tem mais recall. Obviamente, a gente vai escolher alguém com viabilidade, isso é uma coisa importante”, disse .

A primeira vaga da chapa apoiada por Tarcísio já está definida: será do deputado federal e ex-secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite (PP-SP), que confirmou sua pré-candidatura após encontro com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Papudinha, em Brasília, no final de fevereiro .

A segunda vaga, no entanto, segue em aberto e tem gerado divisões dentro do bolsonarismo. O ex-presidente Jair Bolsonaro defende o nome do vice-prefeito de São Paulo, coronel Mello Araújo (PL), com quem mantém proximidade desde seu mandato.

Já o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que seria candidato caso não tivesse deixado o país, tem como favorito o deputado federal Mário Frias (PL). O governador Tarcísio, por sua vez, resiste a ambos e defende um nome mais ao centro para a composição .

Outros nomes também são cogitados, como os deputados estaduais Gil Diniz (PL-SP) e Marco Feliciano (PL-SP), além da deputada federal Rosana Valle (PL-SP), que conta com o apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro .

Pesquisa Datafolha divulgada na segunda-feira (9) mostrou ministros do presidente Lula à frente dos candidatos da direita na corrida ao Senado. Simone Tebet, Marina Silva (Meio Ambiente) e o próprio Haddad – que agora deve concorrer ao governo – aparecem bem posicionados, assim como Geraldo Alckmin e Márcio França (Empreendedorismo) .

O senador Flávio Bolsonaro afirmou que a decisão sobre o segundo nome será tomada em consenso e divulgada em 30 de março, após análise de pesquisas de intenção de voto e conversas com lideranças . O escolhido, segundo ele, “tem que ser uma pessoa de confiança e obviamente validada pelo presidente Bolsonaro”. Com: Oeste.

Pesquisa aponta empate entre Flávio Bolsonaro e Lula no 2° turno

Levantamento realizado pelo instituto Meio/Ideia e divulgado nesta quarta-feira (11) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente empatados em uma eventual disputa de segundo turno nas eleições presidenciais de outubro. O petista registra 47,4% das intenções de voto contra 45,3% do parlamentar, diferença dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais .

Em comparação com a pesquisa anterior, de fevereiro, observa-se aproximação entre os dois. Na ocasião, Lula tinha 45,8% e Flávio, 41,1%. O crescimento das intenções de voto ao senador foi superior ao do atual mandatário no período . No confronto direto, 4% dos entrevistados declararam voto em branco ou nulo e 3% não souberam responder .

Outros cenários de segundo turno

O instituto testou ainda o desempenho de Lula contra outros nomes cotados para a sucessão presidencial. Contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o petista marca 46% e o paulista, 45% – também empate técnico pela margem de erro. Nesse cenário, 6% votariam em branco ou nulo e 3% não opinaram .

Em todos os demais cenários avaliados, Lula aparece numericamente à frente. Contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o petista registra 46% contra 38% do adversário.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), atinge 37% contra 46% de Lula. Já o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), marca 41% frente a 47% do atual presidente. A maior diferença ocorre contra o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD): 47% para Lula e 29% para o gaúcho .

Os percentuais de votos brancos e nulos variam nesses cenários: 11% contra Zema e Caiado, 9% contra Ratinho Junior e expressivos 21% contra Eduardo Leite, que também registra 12% de indecisos .

Cenários de primeiro turno

No primeiro turno, Lula mantém a liderança, mas com vantagem reduzida. O petista aparece com 40% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro oscila entre 35% e 36%. Tarcísio de Freitas registra 36% nas simulações em que é incluído .

Os demais governadores testados pontuam em patamares inferiores: Ratinho Junior tem 9%, Caiado e Zema aparecem com 5% cada, e Eduardo Leite registra 4% das intenções de voto .

Na pesquisa anterior, de fevereiro, Flávio Bolsonaro variava de 32% a 35,3% e Lula ficava entre 38,7% e 39,5%. Tarcísio, na ocasião, tinha 35% .

Metodologia

O levantamento ouviu 1,5 mil pessoas entre os dias 6 e 10 de março, por meio de abordagem telefônica com coleta Assisted ,Personal Interview (telefones fixos e móveis). A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00386/2026-BRASIL. Com: Oeste.

Eduardo: “Lula está sozinho no mundo e a hora dele vai chegar”

Lula será o próximo a cair, concorda?

Só precisamos disso da comunidade internacional👇 pic.twitter.com/fiaSntFYFP

— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) March 3, 2026

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou um vídeo em suas redes sociais nesta terça-feira (10) no qual faz críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pede que a comunidade internacional “fique de olho nas eleições do Brasil” para garantir a realização do processo democrático no país.

Na gravação, Eduardo lista uma série de ações recentes lideradas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra líderes políticos de diferentes países. “Esse novo xerife Donald Trump já prendeu Nicolás Maduro, colocou de joelhos o Petro da Colômbia, apoiou que Israel neutralizasse os líderes do Hezbollah, do Hamas”, afirmou.

O parlamentar fez referência também à morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, ocorrida no final de fevereiro durante ataques militares. “Agora os Estados Unidos jogam a pá de cal, eliminando o líder do mais sanguinário ditador que a nossa geração já viu, o Ali Khamenei”, declarou.

“Lula está sozinho no mundo”, prosseguiu Eduardo. “Nós temos certeza que, naturalmente, a hora do Lula vai chegar”, completou.

Contexto regional e pressões internacionais

As declarações de Eduardo Bolsonaro ocorrem em meio a um momento de tensão diplomática entre o governo brasileiro e a administração Trump. Os Estados Unidos preparam-se para classificar como organizações terroristas estrangeiras o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), duas das principais facções criminosas do Brasil .

O governo americano considera que o PCC e o CV representam “ameaças significativas à segurança regional” e prometeu agir adequadamente contra envolvidos em atividades terroristas . A medida é vista com preocupação pelo Palácio do Planalto, que teme que a designação possa abrir brechas para uma eventual intervenção militar no país, nos moldes do que ocorreu na Venezuela .

Na segunda-feira (9), durante visita de Estado do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, Lula defendeu o preparo militar do Brasil: “Se a gente não se preparar na questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente” .

Articulação com aliados regionais

Diante das pressões, Lula tem buscado coordenar-se com outros líderes sul-americanos. Na quarta-feira (11), o presidente brasileiro recebeu telefonema do presidente da Colômbia, Gustavo Petro . Na conversa, os dois trataram sobre a integração latino-americana no contexto dos preparativos para a Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC), marcada para 21 de março em Bogotá .

Petro e Lula também confirmaram presença na 4ª edição do evento “Em Defesa da Democracia”, promovido pelo governo espanhol, que será realizado em Barcelona no dia 18 de abril .

Na segunda-feira (9), Lula já havia conversado com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, com quem discutiu aspectos da relação econômica e parcerias na área de energia . México e Colômbia tiveram cartéis de drogas classificados pelo governo Trump como grupos terroristas estrangeiros no ano passado .

Reunião do Escudo das Américas

Paralelamente, Trump promoveu em Miami, na Flórida, o encontro de lideranças conservadoras do Escudo das Américas (Shield of the Americas), que reuniu 12 líderes de países latino-americanos alinhados ideologicamente ao governo americano . No evento, Trump explicitou o desejo de expandir operações militares similares às realizadas no Mar do Caribe e anunciou uma “coalização militar” para usar força letal contra grupos armados na região .

Questionado nesta quarta-feira (11) sobre a ausência de Lula, Sheinbaum e Petro no encontro, Trump afirmou achar que os três presidentes “haviam sido convidados e faltaram”. “Eu acho que foram convidados. Talvez não tenham vindo. Eu me dou bem com todos eles”, declarou o presidente americano . O governo brasileiro, no entanto, indicou anteriormente que Lula não recebeu convite formal para participar do evento .

Ações de Trump na região

O governo Trump tem adotado uma postura mais assertiva na América Latina desde o retorno do presidente republicano à Casa Branca. Em janeiro, forças americanas realizaram operação militar em Caracas que resultou na captura do então presidente venezuelano Nicolás Maduro . A ação foi precedida pela designação das facções venezuelanas Tren de Aragua e Cartel de Los Soles como organizações terroristas .

Em fevereiro, uma operação envolvendo polícias e militares mexicanos, com apoio de informações de agências americanas, levou à morte de El Mencho, principal líder do Cartel Jalisco Nueva Generación .

Temor de intervenção

O governo brasileiro vê com preocupação a possibilidade de que a designação do PCC e do CV como organizações terroristas possa levar a ações militares americanas em território nacional. Interlocutores do presidente Lula têm reiterado que o caminho para o combate ao crime organizado transnacional é a cooperação policial e que o Brasil não vai aceitar essa designação, que não encontra respaldo na lei brasileira .

A pauta é mais um atrito nos bastidores da preparação de uma visita de Lula a Trump em Washington, negociada há meses e ainda sem data para ocorrer . O governo brasileiro vê indícios de que a administração americana possa ter atendido a lobby de setores bolsonaristas, que apoiam a designação das facções como terroristas .

Em nota oficial sobre a conversa com Petro, o Palácio do Planalto informou que os dois líderes trataram sobre integração latino-americana e confirmaram presença em eventos internacionais, sem mencionar os temas sensíveis discutidos.

Ucranianos recebem 1,6 milhão de Bíblias em resposta à guerra

A Sociedade Bíblica Ucraniana (UBS) divulgou balanço atualizado sobre sua atuação humanitária e religiosa no país desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022. De acordo com o relatório, aproximadamente 1,6 milhão de Bíblias foram distribuídas aos ucranianos ao longo dos últimos quatro anos, média de quase mil exemplares por dia .

O documento, divulgado neste mês de março, destaca que a demanda inicial por respostas emergenciais deu lugar a uma “batalha de longo prazo pela sobrevivência emocional, psicológica e espiritual” da população ucraniana. “A necessidade mudou da intervenção imediata em crises para a construção de resiliência a longo prazo em indivíduos, famílias e comunidades”, afirma a organização .

Crescente busca por apoio religioso

Segundo a UBS, a população ucraniana tem recorrido cada vez mais às igrejas em busca de auxílio para lidar com os efeitos psicológicos do conflito prolongado. O relatório descreve a dimensão da demanda como “estarrecedora”, considerando que aproximadamente um milhão de militares servem nas forças armadas e que o número de vítimas civis continua a aumentar .

Adultos têm buscado Bíblias completas, Novos Testamentos, devocionais e recursos pastorais para enfrentar estresse prolongado, trauma, luto, sofrimento moral e separação familiar . Paralelamente, a organização registra crescimento expressivo na procura por materiais bíblicos direcionados a crianças e jovens, atualmente a área de maior expansão na distribuição .

“As igrejas priorizam a geração que um dia reconstruirá a Ucrânia”, justifica o relatório. “Crianças e jovens, muitos dos quais só conheceram instabilidade, precisam cada vez mais de Bíblias ilustradas e livros de histórias adequados à sua idade” .

Ampliação do programa de apoio a vítimas de trauma

A UBS também apresentou resultados de seu ministério de apoio a vítimas de trauma, lançado logo após o início da invasão russa. O que começou como um seminário para 90 participantes expandiu-se para uma rede nacional de suporte psicológico e espiritual .

Segundo dados da organização, 6.380 pessoas já foram treinadas em atendimento a traumas, em 114 sessões realizadas em todo o país. Foram contabilizadas ainda 93 iniciativas adicionais de apoio psicológico e espiritual .

“Essas iniciativas incluem acampamentos de recuperação, programas de cura comunitária e apoio direcionado para famílias de soldados falecidos, veteranos, crianças e pessoas deslocadas internamente”, detalha o relatório .

Metas para 2026

Para o corrente ano, a Sociedade Bíblica Ucraniana estabeleceu como meta distribuir entre 300 mil e 400 mil novos exemplares das Escrituras em todo o território nacional. Na área de apoio a vítimas de trauma, a organização pretende alcançar mais 16 mil pessoas por meio de oficinas, grupos de apoio, centros de restauração e treinamento de facilitadores .

O relatório conclui que, mesmo em meio ao conflito, “a Palavra de Deus continua a trazer fé, cura e esperança — uma família, uma igreja, uma comunidade de cada vez” . Com: Christian Daily.

Após mal-estar na igreja, pastor Robert Steele morre aos 62 anos

Igrejas da região do Piedmont Triad, na Carolina do Norte, lamentaram a morte do pastor Robert Steele, reconhecido por décadas de atuação no ministério pastoral e no apoio a famílias cristãs. Líderes e membros de diferentes congregações destacaram o impacto de sua trajetória na comunidade religiosa local.

Steele atuava como administrador executivo da Triad Baptist Church e da Triad Baptist Christian Academy, em Kernersville. Ele faleceu na noite de domingo, 8 de março, após sofrer uma emergência médica dentro da igreja. O pastor tinha 62 anos.

A liderança da igreja comunicou a morte à congregação em nota oficial, classificando o episódio como uma perda significativa para a comunidade cristã da região. Os primeiros socorristas foram acionados após o incidente ocorrido no templo.

Segundo a igreja, a causa oficial da morte ainda não havia sido confirmada até o momento do comunicado. A congregação afirmou que acredita que Steele “partiu em paz, entrando na presença de seu Senhor e Salvador”.

Trajetória ministerial

Robert Steele passou a integrar a equipe da Triad Baptist Church em julho de 2023. Em pouco tempo, tornou-se uma referência de liderança tanto na igreja quanto na academia cristã vinculada à instituição.

Em nota, a igreja descreveu Steele como um pastor dedicado e um servo comprometido com o ministério. “Sua liderança, incentivo e presença constante foram uma bênção para inúmeras pessoas ao longo dos anos”, afirmou o comunicado.

O ministério de Steele se estendeu por mais de três décadas. Durante esse período, ele pastoreou igrejas em diferentes estados dos Estados Unidos e colaborou com organizações de apoio pastoral.

Entre elas está a Energize Ministries, dedicada a fortalecer o trabalho de líderes religiosos.

Igrejas onde atuou

Ao longo da carreira, Steele ocupou posições pastorais em várias congregações. Entre elas estão a New Salem Baptist Church, onde serviu como pastor sênior, e a The Church at Stonebrook.

Ele também foi pastor sênior da Fifth Avenue Baptist Church. Além disso, exerceu a função de pastor executivo na Green Street Baptist Church por cerca de 14 anos.

Na área acadêmica, Steele possuía formação em contabilidade e formação teológica avançada. Ele concluiu mestrado em divindade no Southwestern Baptist Theological Seminary e doutorado em teologia pelo Andersonville Theological Seminary.

Vida familiar

Colegas e líderes religiosos afirmaram que Steele valorizava profundamente sua vida familiar. Ele foi casado por 40 anos com sua esposa, Jennifer.

O casal costumava ministrar cursos e encontros voltados ao fortalecimento do casamento e da família. Juntos, tiveram quatro filhos adultos e 15 netos.

A igreja destacou que Steele era conhecido não apenas por sua atuação ministerial, mas também por sua dedicação como marido, pai e avô. Segundo o comunicado, seu compromisso com a fé e com a família era evidente em todas as áreas de sua vida.

Homenagens da comunidade

O pastor Rob Decker prestou homenagem ao colega e amigo. Em declaração pública, ele afirmou ser grato pelo trabalho realizado por Steele em favor da igreja e do ministério cristão.

Decker também pediu que a comunidade cristã ore pela esposa de Steele e pelos filhos do casal, Hannah, Andrew, Sarah e Rebecca.

A morte do pastor foi sentida por diferentes igrejas e ministérios da região de Piedmont Triad, onde Steele atuou ao longo de muitos anos. Líderes religiosos afirmaram que sua contribuição ao ministério pastoral deixou marcas duradouras.

Comunidade em luto

Em mensagem à congregação, a liderança da Triad Baptist Church reconheceu o impacto emocional da perda para a igreja. “Hoje é um dia pesado, e muitos estão de luto”, afirmou a instituição.

Os líderes também disseram que a equipe pastoral continuará apoiando os membros da igreja neste período de luto, mantendo o compromisso com a missão da congregação.

A igreja expressou gratidão pelo serviço de Steele e pelo legado que ele deixou na comunidade cristã local.

O culto em celebração à vida do pastor está previsto para ocorrer em 14 de março, às 11h30, na Green Street Baptist Church, em High Point, segundo informações do portal Charisma.

Igreja Católica alerta para a escalada da perseguição aos cristãos

O observador permanente da Igreja Católica junto às Nações Unidas em Genebra, arcebispo Ettore Balestrero, denunciou nesta semana que os cristãos continuam sendo o grupo religioso mais perseguido em todo o planeta.

A declaração foi feita durante evento intitulado “Ao lado dos cristãos perseguidos: defender a fé e os valores cristãos”, realizado em 3 de março na sede da organização na Suíça .

Balestrero apresentou números que, segundo ele, evidenciam a gravidade da situação. “Quase 400 milhões de cristãos em todo o mundo enfrentam perseguição ou violência, o que os torna a comunidade religiosa mais perseguida do mundo”, afirmou. “Isso significa que um em cada sete cristãos é afetado” .

Os dados citados pelo representante vaticano indicam que aproximadamente 5 mil cristãos foram mortos por causa de sua fé ao longo de 2025, média de 13 mortes por dia . Pesquisas recentes da organização Portas Abertas apontam número ainda maior: 388 milhões de cristãos sofrem atualmente com perseguição e discriminação severas em âmbito global .

Mártires e responsabilidade estatal

O arcebispo estabeleceu distinção entre a perspectiva religiosa e o direito internacional em relação às vítimas. “Aqueles que foram mortos por causa de sua fé são mártires no sentido etimológico do termo: testemunhas de seu credo que incarnam valores que desafiam a lógica do poder”, explicou. “Da perspectiva do direito internacional, no entanto, eles são vítimas de violações escandalosas dos direitos humanos” .

Balestrero enfatizou que a responsabilidade fundamental pela proteção dos fiéis recai sobre os governos. “Um Estado deve respeitar a liberdade de religião ou de credo e abster-se de interferir na capacidade de indivíduos ou grupos professarem sua fé em privado ou em público por meio do culto, da prática e do ensino”, declarou .

O representante do Vaticano alertou que a impunidade contra a perseguição religiosa permanece como um dos problemas mais graves no enfrentamento à perseguição religiosa global. A proteção, segundo ele, deve alcançar os fiéis antes, durante e depois de eventuais ataques .

Perseguição velada e discriminação institucional

Além da violência física, o arcebispo chamou atenção para formas menos visíveis de opressão. “Entre estas, existe uma espécie de perseguição velada, que muitas vezes assume a forma de discriminação através da marginalização gradual e da exclusão da vida política, social e profissional, mesmo em terras tradicionalmente cristãs” .

Dados apresentados por Balestrero indicam que, somente em 2024, foram registrados mais de 760 crimes de ódio contra cristãos no continente europeu, conforme relatório do Gabinete para as Instituições Democráticas e os Direitos Humanos da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) .

O representante Vaticano citou casos recentes de restrições legais a expressões públicas da fé cristã, incluindo ações judiciais contra indivíduos por oração silenciosa perto de clínicas de aborto ou por referência a passagens bíblicas sobre questões sociais.

“Estas não são ações superficiais. São violações graves dos direitos dos cristãos, perpetradas pelas próprias autoridades que têm o dever de respeitar, proteger e promover os direitos humanos de todos”, afirmou .

Panorama global da perseguição

A Lista Mundial da Perseguição 2026, divulgada pela organização Portas Abertas em janeiro, aponta a Coreia do Norte como o país mais perigoso para cristãos, seguida por Somália, Iêmen, Sudão e Eritreia. O relatório destaca que 15 países apresentam nível máximo de perseguição, com destaque para a ascensão da Síria ao sexto lugar após aumento de violência contra comunidades cristãs .

A África Subsaariana concentra os maiores índices de violência letal. Dos cerca de 4.849 cristãos mortos por causa da fé no período analisado, aproximadamente 72% eram nigerianos. Sudão, Nigéria e Mali são os únicos países que atingiram pontuação máxima no indicador de violência .

Dimensão simbólica da cruz

Ao concluir seu discurso, Balestrero recorreu à simbologia cristã para ilustrar o significado dos ataques contra fiéis. “A cruz é formada por duas linhas que se cruzam: a vertical representa a abertura do homem à transcendência, enquanto a horizontal simboliza a ligação do homem com os outros” .

Segundo o arcebispo, os ataques na dimensão vertical buscam romper a relação entre a consciência e Deus, confinando a fé ao silêncio. Já os ataques na dimensão horizontal ocorrem quando os cristãos são perseguidos, privando a pessoa humana da capacidade de responder livremente ao chamado da verdade .

O representante católico concluiu defendendo que a salvaguarda da liberdade religiosa é essencial não apenas para proteger os fiéis, mas também para preservar a dignidade humana e a harmonia social. Com: The Christian Today.

Qual o chamado do cristão no fim dos tempos? Piper responde

O pastor e teólogo John Piper afirmou que o principal chamado dos cristãos diante de crises globais não é viver em estado de medo ou especulação sobre o fim dos tempos. Segundo ele, a resposta bíblica deve ser marcada por fidelidade ao Evangelho e vigilância espiritual.

A declaração foi feita em resposta a uma pergunta publicada no ministério Desiring God. O questionamento abordava o papel dos cristãos diante das descrições de Jesus sobre os últimos tempos registradas no Evangelho de Mateus, especialmente no capítulo 24.

Orientação diante dos sinais

Segundo Piper, a intensificação de conflitos, desastres e crises pode gerar ansiedade ou especulação excessiva sobre datas e acontecimentos futuros. Para ele, a orientação bíblica não é tentar prever o momento exato do fim, mas viver com sobriedade espiritual.

O pastor afirmou que os cristãos devem permanecer vigilantes em sua vida espiritual, dedicados à oração e comprometidos com a vontade de Deus. Ele acrescentou que a expectativa pela volta de Cristo deve fortalecer a fé, e não gerar pânico.

De acordo com Piper, o maior risco para os cristãos não é interpretar incorretamente os sinais mencionados nas Escrituras. Na avaliação do teólogo, o perigo maior está em tornar-se espiritualmente insensível diante da realidade espiritual.

Impacto das notícias globais

Ao comentar o cenário mundial, Piper observou que conflitos armados, crises humanitárias e desastres naturais aparecem com frequência no noticiário. Para ele, esse fluxo constante de informações pode provocar dois efeitos principais nas pessoas.

O primeiro é o sentimento de sobrecarga emocional diante de tantas notícias negativas. O segundo é o desenvolvimento de uma espécie de insensibilidade, quando os acontecimentos deixam de provocar qualquer reação.

Segundo o teólogo, essa condição pode afetar também a percepção espiritual das pessoas. Piper afirmou que o risco é tornar-se incapaz de reconhecer a dimensão espiritual da realidade.

Interpretação bíblica

Piper afirmou que Jesus já havia mencionado a presença de guerras, fome e calamidades como parte do período que antecederia o fim da era atual. No discurso registrado em Mateus 24, esses eventos são descritos como “dores de parto”.

De acordo com o pastor, essa expressão indica que tais acontecimentos seriam sinais de um processo em desenvolvimento. Para ele, os cristãos devem compreender esses eventos dentro de uma perspectiva bíblica mais ampla.

O teólogo também destacou a advertência bíblica de que o amor de muitas pessoas esfriaria em razão do aumento da maldade. Segundo Piper, esse fenômeno espiritual pode resultar em atitudes marcadas pelo ódio e pela indiferença.

Chamado à perseverança

Apesar do cenário descrito nas Escrituras, Piper enfatizou que a resposta cristã não deve ser dominada pelo medo. Para ele, o ensinamento central de Jesus nesse contexto é o chamado à perseverança.

O pastor citou a passagem bíblica que afirma que “aquele que perseverar até o fim será salvo”. Segundo ele, essa declaração reforça a importância da fidelidade a Cristo em meio às dificuldades.

Piper acrescentou que a missão principal da igreja continua sendo a proclamação do Evangelho. Na avaliação do teólogo, essa tarefa permanece central mesmo em tempos de incerteza global.

Foco espiritual

Para o pastor, os cristãos devem manter atenção à vida espiritual enquanto enfrentam as tensões do mundo contemporâneo. Ele afirmou que a vigilância espiritual, a oração e a perseverança são atitudes essenciais nesse contexto.

Segundo Piper, o desafio não está apenas em compreender os sinais mencionados nas Escrituras, mas em permanecer fiel à fé cristã ao longo do tempo.

O teólogo concluiu afirmando que os cristãos devem viver com esperança e responsabilidade espiritual. Para ele, manter o amor ativo, permanecer vigilante e continuar anunciando o Evangelho são atitudes fundamentais enquanto aguardam a volta de Cristo.

Pesquisa Genial/Quaest mostra Flávio empatado com Lula

Até instituto esquerdista está dando empate técnico…

Se pegar a “margem de erro” de 2022, Flávio deve estar uns 7 pontos na frente. pic.twitter.com/7GwD6gI9WP

— Leandro Ruschel 🇧🇷🇺🇸🇮🇹🇩🇪 (@leandroruschel) March 11, 2026

A disputa pela Presidência da República em 2026 apresenta cenário de forte polarização entre os principais campos políticos do país, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 11. O levantamento foi realizado pela Genial/Quaest e aponta empate entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma simulação de segundo turno.

De acordo com o estudo, ambos aparecem com 14% das intenções de voto nesse cenário. O resultado reflete crescimento nas menções ao senador nas últimas semanas, enquanto o presidente registrou recuo em comparação com levantamentos anteriores.

Cenários de segundo turno

Além do empate com Flávio Bolsonaro, a pesquisa também simulou disputas entre Lula e outros possíveis candidatos. Em alguns desses cenários, o presidente aparece numericamente à frente de adversários ligados ao campo de centro-direita.

Entre eles estão o governador do Paraná, Ratinho Júnior, que registra 33% contra 42% de Lula, e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que soma 34% frente a 44% do presidente na simulação.

Os números indicam que, entre os nomes avaliados pelo instituto, Flávio Bolsonaro aparece como o candidato da direita com maior competitividade no cenário analisado.

Situação no primeiro turno

Na simulação de primeiro turno apresentada pela pesquisa, Lula lidera com 37% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 30%. O resultado é semelhante ao registrado em levantamento anterior do mesmo instituto, que havia indicado 37% para Lula e 31% para o senador.

Outros nomes testados aparecem com percentuais menores. Ratinho Júnior registra 7%, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, aparece com 4%, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, soma 3%.

A pesquisa também aponta 16% de eleitores que declararam voto branco, nulo ou indecisão sobre participação na eleição.

Influência de Jair Bolsonaro

O levantamento também analisou o impacto do apoio político do ex-presidente Jair Bolsonaro ao senador Flávio Bolsonaro. Segundo os dados, 69% dos entrevistados afirmaram ter conhecimento do apoio público do ex-mandatário à eventual candidatura do filho.

Entre os entrevistados, 47% consideram que Bolsonaro acertou ao indicar o senador como possível candidato, enquanto 39% avaliam a escolha como equivocada.

Na chamada consulta espontânea, quando os entrevistados respondem sem lista prévia de candidatos, 69% afirmaram não saber em quem votariam. Entre os nomes citados espontaneamente, Lula aparece com 18% das menções, seguido por Flávio Bolsonaro com 10%.

A pesquisa foi realizada entre 6 e 9 de março e ouviu 2.004 eleitores em diferentes regiões do país. O levantamento possui margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.

Avaliação do governo

O estudo também avaliou a percepção da população sobre o atual governo federal. Segundo os dados, 51% dos entrevistados disseram desaprovar a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 44% afirmaram aprovar o governo.

Outros 5% dos entrevistados declararam não saber ou preferiram não responder, de acordo com a revista Oeste.

De acordo com a série histórica apresentada pelo instituto, o índice de desaprovação permaneceu relativamente estável em relação ao levantamento anterior. Já o índice de aprovação registrou leve oscilação negativa, mantendo a tendência de queda gradual observada desde o segundo semestre de 2025.