Ex-amante de pastor diz que abortou filho fruto do adultério

A teóloga Stephanie D. Prescott afirmou publicamente que o pastor mencionado em seu livro sobre abuso espiritual é o líder evangélico Bryan Meadows. A declaração foi feita em entrevista ao portal The Roys Report.

Stephanie Prescott, formada pela Candler School of Theology da Emory University, publicou anteriormente um livro relatando um relacionamento extraconjugal de longa duração com um líder religioso identificado apenas como “Apóstolo Fred”. Segundo ela, o homem mencionado na obra seria Meadows, pastor fundador da Embassy Church International, em Atlanta.

Em entrevista recente, Stephanie declarou que decidiu confirmar a identidade do pastor. A afirmação ocorreu poucos dias após Meadows admitir publicamente ter mantido um relacionamento extraconjugal de aproximadamente 12 anos com uma pastora assistente da igreja.

A declaração do pastor foi feita durante participação no podcast Hardly Initiated, apresentado por Jessica Laine McDonald. Na conversa, Meadows afirmou que traiu sua esposa e descreveu o relacionamento como um período prolongado de envolvimento emocional e pessoal.

Segundo ele, o relacionamento começou quando tinha pouco mais de 20 anos, pouco depois de se casar. O pastor afirmou que reconhecia que a situação era incorreta, mas disse ter dificuldade em encerrar completamente o vínculo.

“Eu tive um caso. Traí minha esposa, mas há complexidade e nuances”, declarou Meadows, acrescentando que deveria ter se afastado do relacionamento logo após o início.

Stephanie descreve o episódio em seu livro 95 Teses à Igreja Americana: O Confronto do Abuso Espiritual, Idolatria e Engano em Massa. Na obra, ela relata que o relacionamento teria durado mais de uma década e afirma que enfrentou forte conflito emocional durante esse período.

A autora também menciona que, durante o relacionamento, tomou a decisão de interromper uma gravidez. Em seu relato, ela afirma considerar essa escolha um dos momentos mais difíceis de sua vida: “Eu me importei demais com o que as pessoas diriam e tomei a terrível decisão de sacrificar nosso filho. Em vez disso, eu deveria ter arcado com as consequências de nossos atos e enfrentado todo o ridículo que viesse com essa escolha. Nunca haverá opinião ou julgamento que valha a pena tomar uma decisão tão traiçoeira”, escreveu ela, arrependida.

Stephanie afirmou ainda que conheceu Meadows durante a juventude, quando ambos participavam de atividades universitárias ligadas a um ministério cristão. Posteriormente, ela diz ter participado do início da igreja fundada por Meadows e atuado como pastora assistente.

No livro, a autora afirma que estava noiva de seu namorado da época quando o relacionamento com o pastor começou. Segundo seu relato, o casamento com o noivo foi mantido enquanto o vínculo com o líder religioso continuava em segredo.

Ela também declarou que, ao analisar o episódio anos depois, passou a interpretar a situação como resultado de abuso de autoridade e manipulação espiritual dentro do contexto religioso.

Em 2024, Meadows afirmou que foi confrontado internamente por líderes da igreja sobre o relacionamento. Após o episódio, ele declarou ter feito uma confissão à comunidade religiosa.

Stephanie reiterou em entrevistas recentes que considera o caso um exemplo de abuso de poder dentro de estruturas religiosas. Segundo ela, a experiência a levou a refletir sobre os riscos de relações desequilibradas entre líderes espirituais e membros das congregações, conforme informado pelo The Christian Post.

Ana Paula Valadão rebate críticas por apoio a Israel contra o Irã

A cantora gospel Ana Paula Valadão comentou publicamente os ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o Irã e afirmou que, em determinadas circunstâncias, o uso da força pode ser considerado justificável para enfrentar regimes que considera tirânicos.

A manifestação ocorreu após críticas feitas pelo bispo Hermes C. Fernandes e também pelo ex-pastor e sociólogo Valdinei Ferreira, que publicou artigo de opinião publicado no jornal Folha de S. Paulo questionando a reação de líderes religiosos diante dos bombardeios e mencionou relatos de vítimas civis em ataques ocorridos durante o conflito.

Em entrevista à Folha, Ana Paula afirmou que sua posição não representa celebração da guerra, mas a percepção de que medidas foram tomadas contra um regime acusado de violações de direitos humanos. Segundo ela, cristãos e outras minorias religiosas enfrentam restrições severas no Irã, governado sob liderança do aiatolá Ali Khamenei.

A cantora também respondeu às críticas relacionadas à postura de igrejas evangélicas diante de países do Oriente Médio. Ela afirmou que organizações cristãs acompanham regularmente a situação de cristãos perseguidos em diversas nações.

Entre as referências citadas está o levantamento anual divulgado pela Portas Abertas, que monitora a perseguição religiosa no mundo. Segundo a entidade, o Irã figura entre os países onde há maior repressão contra cristãos, especialmente convertidos do islamismo.

De acordo com a organização, convertidos ao cristianismo podem enfrentar sanções severas no país, e líderes de igrejas não reconhecidas pelo governo frequentemente são presos. Ana Paula afirmou que parte da comunidade cristã iraniana e da diáspora interpreta os ataques recentes como um possível sinal de mudança política.

O debate se intensificou após Gustavo Bessa, marido da cantora, compartilhar nas redes sociais um vídeo sobre um ataque a uma escola no Irã. Autoridades iranianas atribuíram o episódio às ofensivas militares, enquanto outras fontes pediram investigação independente.

Ana Paula declarou lamentar a morte de civis e afirmou que é necessário verificar as informações divulgadas durante o conflito. Segundo ela, até o momento não houve confirmação oficial por parte de Estados Unidos ou Israel sobre o episódio, e organismos internacionais pediram apuração dos fatos.

A cantora também mencionou acusações recorrentes de que grupos armados apoiados por Teerã, como o Hamas e o Hezbollah, utilizariam estruturas civis como escudos humanos. Segundo ela, esse tipo de prática dificulta a atribuição de responsabilidades em operações militares.

Ana Paula Valadão afirmou ainda que o apoio de muitos evangélicos brasileiros a Israel possui fundamentos teológicos. Entre os fatores citados estão a origem judaica de Jesus Cristo, a presença de autores judeus nos textos bíblicos e o significado histórico da criação do Estado de Israel em 1948 após o Holocausto.

Ela ressaltou, porém, que apoiar Israel não significa concordar com todas as decisões do país. Segundo a cantora, orações pela paz em Jerusalém fazem parte da tradição bíblica e incluem todos os habitantes da região.

Ao concluir, Ana Paula afirmou que acompanha o tema pensando nos cristãos que vivem no Irã. Para ela, os conflitos atuais representam um lembrete das consequências da violência e das disputas políticas no mundo contemporâneo.

Especialista: evangélicos explicam erro do Datafolha em pesquisas

As pesquisas presidenciais do Datafolha ficaram marcadas em 2022 por erros de estimativa, e agora em 2026 a empresa tem apontado um cenário de intenção de voto diferente de outros levantamentos que já situam o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Lula (PT) no segundo turno.

No último sábado, 07 de março, a nova pesquisa de intenção de voto feita pelo Datafolha apontou Lula com 46% de intenção de voto contra 43% de Flávio. Apesar de os números apontarem a realidade de empate técnico, outras pesquisas recentes apontaram números diferentes. O instituto Paraná Pesquisas, por exemplo, mostrou que Flávio possui 44,4% de intenção de voto contra 43,8% de Lula.

Em termos de comparação com a eleição de 2022, o Datafolha apontou vitória confortável de Lula com 52% dos votos válidos, contra 48% do então presidente Jair Bolsonaro (PL) na véspera da votação. Já o Paraná Pesquisas, na mesma ocasião, apontou que Lula teria 50,4% dos votos contra 49,6% de Bolsonaro. O resultado anunciado das urnas no dia 30 de outubro foi Lula com 50,90% dos votos válidos contra 49,10% de Bolsonaro, diferença que se traduz em cerca de apenas 2 milhões de votos.

O erro do Datafolha

O estrategista eleitoral Roberto Reis fez uma publicação no X questionando se a pesquisa Datafolha divulgada há dois dias pode estar equivocada, provocando uma reflexão profunda sobre possíveis vieses metodológicos.

Em sua publicação, Reis também compara os resultados com outros institutos recentes: enquanto o Datafolha aponta Lula com 39% no 1º turno e 46% no 2º (contra Flávio Bolsonaro em 34% e 43%, empate técnico), o AtlasIntel e o Paraná Pesquisas mostram cenários mais apertados ou até favoráveis numericamente a Flávio, com empates técnicos ou ligeira vantagem numérica para o senador no segundo turno.

O cerne do argumento é a subestimação dos evangélicos na amostra do Datafolha, fixada em 28% – supostamente alinhada ao Censo 2022, que desconsiderou as crianças abaixo de 10 anos de idade na projeção da divisão religiosa no Brasil.

cnReis destaca inconsistências internas do próprio instituto: em 2019, uma pesquisa dedicada indicava 31% de evangélicos na sociedade, e a série histórica da empresa mostra crescimento contínuo (de 14% em 1994 para 31% em 2019, tendência de +0,68 ponto ao ano), o que projetaria entre 34% e 36% de evangélicos no Brasil em 2026.

Institutos como Quaest (que usa correção algorítmica e projeções independentes dos números) e Mar Asset (baseada em 141 mil CNPJs de templos evangélicos na Receita Federal e modelo econométrico municipal) chegam à conclusão de que os evangélicos brasileiros representam entre 31 a 36% no país. Em algumas regiões, esse segmento religioso representa parcelas ainda maiores: 48% no Norte e 46% no Rio.

Reis explica por que isso importa: o próprio Datafolha revela um abismo de preferência: entre católicos, Lula tem 45% e Flávio 30%; entre evangélicos, Flávio lidera com 48% contra 22% de Lula.

No argumento apresentado pelo pesquisador em sua publicação, há a explicação numérica: cada ponto percentual a mais de evangélicos na amostra desloca cerca de 0,2 ponto a favor de Flávio. Assim, com 28% de evangélicos, Lula aparece com +3 no 2º turno; enquanto que um cenário com 36% de evangélicos a pesquisa apontaria empate técnico ou até inversão, como na projeção do Paraná Pesquisas.

Reis critica a metodologia de entrevista de rua (pontos de fluxo) sem ponderação formal por religião usada pelo Datafolha, pois essa prática captura mais pessoas de baixa renda (faixa onde evangélicos são desproporcionais: 48% ganham até 2 salários mínimos), ao contrário de AtlasIntel e Quaest, que ajustam por renda e religião.

O pesquisador comenta o erro de 2022 (Datafolha subestimou Bolsonaro), atribuindo em parte à composição religiosa distorcida na metodologia, acrescentando que essa é uma “variável que ninguém controla” e se torna o maior divisor de votos.

Ao final, Reis conclui que a maior diferença entre as pesquisas de 2026 não está nos candidatos, mas na “pergunta sobre fé”, opinando que subestimar essa questão transforma um empate em margem de “conforto” numérico para Lula.

Mendonça transfere Vorcaro para presídio de segurança máxima

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou na quinta-feira (5) a transferência do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima do sistema penitenciário federal. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal (PF) apresentado no âmbito da Petição 15.556 .

Vorcaro foi preso na quarta-feira (4) durante a terceira fase da Operação Compliance Zero e estava detido inicialmente na Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo, onde cumpria período de isolamento, procedimento padrão para novos detentos .

Fundamentos da transferência

No requerimento encaminhado ao STF, a Polícia Federal argumentou que a permanência do banqueiro em um presídio estadual poderia representar riscos devido à sua suposta “capacidade de articulação e influência sobre diversos atores situados em diferentes esferas do poder” .

Segundo a corporação, o caso exige “cautela redobrada” diante da “potencial capacidade do investigado de mobilizar redes de influência com aptidão para, direta ou indiretamente, interferir na regular condução das investigações ou no cumprimento das determinações judiciais” .

Ao analisar o pedido, Mendonça concluiu que as circunstâncias se enquadram nas hipóteses previstas na Lei 11.671/2008, que regula o sistema penitenciário federal. O ministro afirmou que a legislação permite a inclusão de presos em estabelecimentos penais federais quando a medida se justificar “no interesse da segurança pública ou do próprio preso” .

A PF também ressaltou que a transferência para a unidade federal protege a integridade física de Vorcaro, além de permitir monitoramento mais rigoroso e maior proximidade com os órgãos responsáveis pela investigação e supervisão judicial do caso no STF .

Contexto da investigação

A prisão de Vorcaro ocorreu na terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos por organização criminosa.

Segundo as investigações, o banqueiro liderava um esquema que incluía um núcleo de comando, responsável por estratégias financeiras, e uma estrutura paralela denominada “A Turma”, utilizada para monitorar alvos, obter informações sigilosas e intimidar desafetos .

A PF aponta que o grupo mantinha estrutura de vigilância e coerção privada, com acesso indevido a sistemas sigilosos da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e de organismos internacionais como FBI e Interpol.

Conversas obtidas pela investigação indicam que Vorcaro teria ordenado a simulação de um assalto com o objetivo de agredir fisicamente um jornalista que publicava notícias contrárias aos seus interesses .

Situação de outro investigado

Na mesma operação, foi preso Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado pela PF como responsável pelo monitoramento e obtenção de informações sigilosas de pessoas consideradas adversárias dos interesses do banqueiro. Segundo as investigações, Mourão recebia pagamentos mensais de R$ 1 milhão e era identificado no celular de Vorcaro como “Sicário” .

Na quarta-feira (4), Mourão tentou suicídio na carceragem da Superintendência da PF em Minas Gerais, em Belo Horizonte, enforcando-se com uma camisa amarrada na grade. Ele foi reanimado pelos policiais e encaminhado ao hospital, onde permanece internado em estado grave, com suspeita de morte cerebral .

Estrutura do presídio federal

A Penitenciária Federal em Brasília possui 208 celas individuais de seis metros quadrados. Antes de ser integrado à população carcerária, Vorcaro passará por um período de adaptação de 20 dias em uma cela de nove metros quadrados.

O sistema penitenciário federal é dotado de regime de segurança diferenciado e monitoramento rigoroso, com estrutura para garantir isolamento de líderes de organizações criminosas e atendimento médico moderno .

A Secretaria Nacional de Políticas Penais informou que tomou ciência da decisão e que estão sendo adotados os trâmites administrativos e operacionais necessários para o cumprimento da determinação judicial . A transferência deve ocorrer nesta sexta-feira (6), com plano aéreo e terrestre montado pela Polícia Penal Federal para escolta do banqueiro .

A defesa de Daniel Vorcaro, assinada pelos advogados Pierpaolo Cruz Bottini e Roberto Podval, informou que o empresário sempre esteve à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente com as investigações, e negou categoricamente as alegações atribuídas a ele, confiando que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta. Com: Oeste.

Malafaia: “Se Vorcaro abrir a boca caem Lula, Moraes e Toffoli

Se Vorcaro abrir a boca caem Lula, Alexandre de Moraes, Toffoli e figurões da República. pic.twitter.com/TnDOSJojGb

— Silas Malafaia (@PastorMalafaia) March 5, 2026

O pastor Silas Malafaia publicou um vídeo em suas redes sociais na quinta-feira, 5 de março, comentando os desdobramentos das investigações que envolvem o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Na gravação, o líder religioso declarou que, caso o empresário decida “abrir a boca” e firmar um acordo de delação premiada, autoridades de alto escalão dos Poderes Executivo e Judiciário poderiam ser diretamente atingidas.

“Se Vorcaro abrir a boca caem Lula, Alexandre de Moraes, Toffoli e figurões da República”, disse ele ao legendar a gravação.

Malafaia citou nominalmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli como possíveis envolvidos, caso Vorcaro revele integralmente suas relações políticas e os detalhes de suas conexões com figuras influentes da República.

O pastor também direcionou críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT) e manifestou expectativa de que o banqueiro colabore com as investigações para esclarecer o que classificou como um dos maiores escândalos financeiros do país.

Contexto das Investigações

As declarações ocorrem em meio a uma nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na quarta-feira, 4 de março, pela Polícia Federal. Vorcaro teve sua prisão preventiva decretada pelo ministro André Mendonça, do STF, que assumiu a relatoria do caso após o afastamento do ministro Dias Toffoli .

A investigação apura um esquema bilionário de fraudes financeiras, com indícios de formação de organização criminosa, lavagem de dinheiro e tentativas de intimidação de jornalistas e adversários .

Mensagens extraídas do celular de Vorcaro, cujo conteúdo foi parcialmente compartilhado com a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, revelaram contatos próximos do banqueiro com o ministro Alexandre de Moraes, incluindo relatos de encontros pessoais e referências à esposa do magistrado, a advogada Viviane Barci de Moraes, cujo escritório manteve contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master .

Além disso, as mensagens indicam a proximidade de Vorcaro com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), descrito pelo banqueiro como “um dos meus grandes amigos de vida” em conversas com a namorada. O material também passou a ser analisado no âmbito da CPMI do INSS, que investiga conexões entre as fraudes previdenciárias e as operações financeiras do Master .

Repercussão

As declarações de Malafaia amplificaram a repercussão do caso nas redes sociais e entre lideranças políticas. O vídeo já acumula milhares de visualizações e comentários, dividindo opiniões sobre a veracidade e o alcance das acusações. Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre eventuais irregularidades envolvendo as autoridades citadas, e as investigações seguem em andamento sob sigil

Uso de IA em sermões preocupa pastores: ‘Não transmite vida’

Líderes cristãos discutiram o impacto da inteligência artificial na pregação durante um encontro realizado na Coreia do Sul. Pastores participantes afirmaram que ferramentas de IA podem auxiliar na preparação de sermões, mas não conseguem reproduzir a experiência espiritual associada ao ministério pastoral.

O debate ocorreu durante a Conferência de Pregação Pathway, realizada em quarta-feira, 26 de fevereiro, na Igreja Bom Pastor, localizada na cidade de Seongnam, ao sul de Seul. O encontro reuniu pastores, líderes e seminaristas para discutir o tema: “Na era da IA, como a pregação pode sobreviver?”.

Segundo o portal Christian Daily Korea, o evento foi dividido em quatro sessões que combinaram análise acadêmica e reflexão pastoral sobre a essência da pregação cristã.

Durante as apresentações, os participantes reconheceram que sistemas de inteligência artificial já são capazes de redigir sermões, sugerir ilustrações, realizar análises bíblicas e imitar estilos de pregadores. Apesar disso, alertaram para o risco de substituir a experiência espiritual do pregador e a interação direta com a comunidade religiosa.

O pastor Kim Da-wi, líder da Igreja Bom Pastor, afirmou que a fé cristã envolve mais do que transmissão de informações. Segundo ele, a experiência pessoal do pregador é parte essencial da mensagem.

“Se a IA for usada como uma ferramenta complementar — como para geração de imagens ou produção de infográficos — ela pode se tornar uma aliada útil”, declarou.

Kim acrescentou que a tecnologia se torna problemática quando tenta substituir aspectos espirituais da pregação. “Mas, quando tenta substituir o encontro espiritual, a vivência e a ressonância que estão no cerne da pregação, ela se torna uma ameaça”, afirmou.

Ele observou que um sermão gerado por IA pode apresentar coerência teológica e correção gramatical, mas não substitui a experiência vivida pelo pregador.

Como proposta de reflexão, o pastor apresentou um modelo que chamou de “3E da pregação”. O conceito inclui três dimensões: Encontro com Deus, Encarnação da mensagem na vida do pregador e Eco espiritual na comunidade.

“Na era digital, a pregação pode exigir uma recuperação de uma espiritualidade lenta e analógica”, afirmou.

Apesar das ressalvas, Kim também sugeriu que a inteligência artificial pode funcionar como ferramenta auxiliar na organização de materiais pastorais, como devocionais, testemunhos e registros de sermões.

O pastor Lee Jung-gyu, da Igreja Sigwang, destacou que a pregação envolve liderança espiritual dentro de uma comunidade. Segundo ele, mesmo que algoritmos produzam mensagens teológicas detalhadas, há dimensões do ministério que não podem ser reproduzidas por sistemas automatizados.

“Se definirmos o pregador como aquele que lidera a narrativa no centro da comunidade, fica claro que existe uma área que a IA não pode substituir”, afirmou, de acordo com o The Christian Post.

Lee acrescentou que os fiéis não recebem apenas o conteúdo da mensagem, mas também a história e o caráter do pregador. “A IA pode fornecer informações, mas não pode compartilhar com a comunidade uma experiência que ela própria viveu”, declarou.

Outros participantes também discutiram o tema durante a conferência. O professor Shin Sung-wook, da Asia United Theological University, analisou possibilidades e responsabilidades relacionadas ao uso da tecnologia no ministério cristão.

O pastor Choi Byung-rak, da Igreja Batista Central de Gangnam, destacou a importância das experiências pessoais no testemunho cristão.

Ao final do encontro, os participantes afirmaram que a inteligência artificial pode ser utilizada como ferramenta de apoio, desde que não substitua a dimensão espiritual da pregação e o relacionamento entre líder religioso e comunidade.

Israel amplia bombardeios ao Hezbollah; Irã reage e ataca Tel Aviv

Israel informou que esta manhã cerca de 50 caças atacaram e destruíram o principal bunker do regime iraniano no centro de Teerã. pic.twitter.com/i1N1aqHkf8

— Hoje no Mundo Militar (@hoje_no) March 6, 2026

A escalada militar no Oriente Médio ganhou novos desdobramentos na sexta-feira, 06 de junho, com ataques simultâneos envolvendo Israel, Irã e grupos armados aliados na região. Bombardeios israelenses atingiram áreas ao sul de Beirute, enquanto forças iranianas anunciaram ofensivas contra alvos em Tel Aviv e instalações militares dos Estados Unidos.

Durante a madrugada, o Exército de Israel informou ter realizado 26 ataques aéreos nos arredores da capital do Líbano. Segundo as forças israelenses, os bombardeios atingiram centros de comando e depósitos de armas do Hezbollah, organização apoiada por Teerã. Imagens registradas na região mostraram explosões e clarões no céu sobre bairros da zona sul da cidade.

No mesmo período, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou o lançamento de mísseis Kheibar em direção a Tel Aviv. A ação foi descrita como a 21ª ofensiva da “Operação Promessa Verdadeira 4”, segundo comunicado oficial da corporação militar iraniana.

Autoridades iranianas afirmaram que mísseis e drones atingiram pontos considerados estratégicos no centro da cidade israelense. Fontes do Catar também relataram ataques com drones contra a base aérea norte-americana de Al Udeid Air Base, considerada a maior instalação militar dos Estados Unidos no Oriente Médio. Não houve relatos imediatos de feridos.

O Irã declarou ainda ter atingido a base aérea de Ramat David Airbase e um sistema de radar em território israelense. Autoridades iranianas também mencionaram ataques contra instalações militares norte-americanas no Kuwait e na cidade de Erbil, no Iraque.

Um representante da Guarda Revolucionária afirmou que o país pretende utilizar novos armamentos e estratégias militares nas próximas fases do conflito. Segundo ele, as medidas seriam uma resposta às operações conduzidas por Israel e pelos Estados Unidos.

Conflito regional ampliado

Após sete dias de confrontos, o conflito passou a atingir outras regiões do Oriente Médio e áreas próximas. Ataques atribuídos ao Irã também foram registrados em países do Golfo, além de episódios relatados em Chipre, Turquia e Azerbaijão.

Autoridades militares dos Estados Unidos informaram ainda que um submarino norte-americano afundou um navio iraniano no Oceano Índico, próximo ao Sri Lanka.

Durante evento realizado em Nova Délhi, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, afirmou que o país considera o confronto uma ameaça direta à sua existência. “Esta é uma guerra existencial para o Irã, o que nos deixa sem escolha a não ser responder onde quer que os ataques norte-americanos tenham origem”, declarou.

Pela manhã, o Hezbollah publicou mensagem em hebraico em seu canal no Telegram pedindo que moradores de cidades israelenses localizadas até cinco quilômetros da fronteira deixassem essas áreas. O grupo afirmou que os ataques israelenses contra o território libanês e contra infraestrutura civil receberiam resposta.

Mortes e danos

Segundo o Crescente Vermelho Iraniano, cerca de 1.200 pessoas morreram no Irã desde o início das hostilidades. No Líbano, o Ministério da Saúde informou que 123 pessoas morreram e 683 ficaram feridas em decorrência dos bombardeios israelenses. As autoridades não especificaram quantas vítimas eram civis ou combatentes.

Até o momento, não houve confirmação oficial de mortes em Israel relacionadas a ataques do Hezbollah.

Na quinta-feira, 05 de junho, o governo do Azerbaijão anunciou medidas de retaliação após relatar que quatro drones iranianos cruzaram a fronteira e feriram quatro moradores no enclave de Nakhchivan. O governo iraniano negou envolvimento no incidente.

A atual escalada militar começou no sábado, 28 de maio, quando Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra alvos iranianos em meio às tensões sobre o programa nuclear do país.

No domingo, 29 de maio, a imprensa oficial iraniana informou que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morreu em bombardeios atribuídos a forças norte-americanas e israelenses. Após o anúncio, autoridades iranianas afirmaram que o país responderia às ações militares.

Aiatolá quer derramar sangue de judeus e Trump como vingança

O aiatolá Abdollah Javadi Amoli discursou em rede nacional de televisão no Irã, na última quinta-feira, 05 de junho, convocando ações contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e contra israelenses como vingança pela ação militar que, dentre outras baixas, matou Ali Khamenei.

Na declaração exibida pela emissora estatal iraniana, Amoli afirmou que o país enfrenta um momento decisivo. “Estamos agora à beira de um grande teste. E devemos ter o cuidado de preservar plenamente essa unidade, de preservar plenamente essa aliança”, declarou.

Em seguida, o clérigo fez referência a ações violentas contra adversários do país. “O derramamento de sangue sionista, o derramamento do sangue de Trump. O imã da época diz: ‘Lutem contra a América opressora, o sangue dela está sobre meus ombros’”, afirmou.

No mesmo contexto de tensões diplomáticas e militares, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, criticou uma operação militar atribuída aos Estados Unidos. Segundo ele, Washington “lamentará profundamente o precedente que criou com o ataque de torpedo à fragata iraniana Dena em águas internacionais”.

Araghchi afirmou que o ataque ocorreu na quarta-feira, 04 de junho, e resultou no afundamento do navio. Segundo o ministro, grande parte da tripulação teria morrido na ação. Ele classificou o episódio como “uma atrocidade” e afirmou que o ataque ocorreu sem aviso prévio.

Escalada do conflito

As tensões militares na região se intensificaram após ataques realizados no sábado, 28 de maio, por forças dos Estados Unidos e de Israel contra alvos iranianos. As ações ocorreram em meio a disputas sobre o programa nuclear iraniano.

Após os bombardeios, autoridades iranianas anunciaram medidas de retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas.

Entre os países citados estão Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, 29 de maio, veículos de comunicação iranianos divulgaram a informação de que o líder supremo do país, Ali Khamenei, morreu em ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera reagir às operações militares. “A ofensiva mais pesada da história”, declarou, acrescentando que o Irã vê a resposta aos ataques como um “direito e dever legítimo”.

Em reação às ameaças de retaliação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu que novas ações iranianas poderiam resultar em mais resposta militar. “É melhor que eles não façam isso”, declarou. “Porque, se fizerem, os atingiremos com uma força nunca antes vista”, afirmou, segundo informado pela revista Oeste.

André Mendonça passa a usar colete a prova de balas na igreja

A Polícia Judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) consultou o gabinete do ministro André Mendonça sobre a possibilidade de ampliar o esquema de segurança destinado ao magistrado, que já está usando um colete à prova de balas quando prega na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo (SP).

A proposta em análise prevê estender a proteção também à esposa e aos filhos do ministro. Atualmente, a segurança oferecida pelo tribunal é direcionada apenas aos ministros da Corte. A medida em avaliação prevê que agentes passem a acompanhar deslocamentos da família de Mendonça, garantindo proteção ampliada.

O ministro atua como relator de processos considerados sensíveis no STF, entre eles investigações relacionadas ao Banco Master e a casos envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo auxiliares do gabinete, Mendonça tende a concordar com o reforço de segurança caso a medida seja considerada viável pela área responsável do tribunal. Em algumas situações recentes, o ministro já adotou precauções adicionais.

Durante os cultos realizados na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, na cidade de São Paulo, onde atua como pastor-adjunto há cerca de um ano, Mendonça vem utilizando colete à prova de balas durante suas participações.

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Investigações do caso

Em decisão recente relacionada a investigações sobre o Banco Master, Mendonça determinou a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro. No despacho, o ministro afirmou haver indícios da atuação de uma organização criminosa.

Segundo a decisão judicial, o grupo investigado teria operado como uma espécie de “milícia privada”.

De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Federal, a organização — identificada como “A Turma” — teria realizado monitoramento ilegal e ameaças contra autoridades públicas, jornalistas e pessoas consideradas adversárias do grupo.

As apurações também indicam que integrantes da organização teriam emitido ordens para agressões físicas contra críticos.

Diante dessas informações e do perfil do grupo investigado, a Polícia Judicial do STF avaliou a necessidade de reforçar a proteção do ministro responsável pela relatoria do caso.

A análise considera também a possibilidade de estender a segurança aos familiares mais próximos do magistrado, como medida preventiva durante o andamento das investigações, segundo informações da revista Oeste.

Trump recebe pastores no Salão Oval em meio à guerra ao Irã

O presidente Donald Trump recebeu líderes evangélicos na Casa Branca, em Washington, D.C., para um momento de oração realizado na quinta-feira, 5 de março. O encontro ocorreu no Salão Oval e reuniu cerca de 20 pastores.

O pastor Greg Laurie divulgou imagens do encontro nas redes sociais. O momento também foi compartilhado pela assessora de comunicação da Casa Branca, Margo Martin.

Durante a reunião, os líderes religiosos oraram pelo presidente, pelas forças armadas e pela situação internacional envolvendo os Estados Unidos e o Irã.

A oração foi conduzida pelo pastor Tom Mullins, da Christ Fellowship Church. Em sua intercessão, ele pediu proteção para o presidente e para os militares norte-americanos.

“Eu oro pela Sua graça e Sua proteção sobre ele. Oro por graça e proteção sobre nossas tropas e todos os homens e mulheres que servem em nossas forças armadas. E, Pai, simplesmente oramos para que continue dando ao nosso presidente a força que ele precisa para liderar nossa nação”, declarou Mullins durante o encontro.

Também participaram da reunião o pastor Robert Jeffress, o líder político Ralph Reed, da Faith and Freedom Coalition, o analista político Gary Bauer, ligado ao Family Research Council, e o pastor Samuel Rodriguez, presidente da National Hispanic Christian Leadership Conference.

Após o encontro, Ralph Reed comentou o momento em declaração pública. Segundo ele, a reunião representou uma oportunidade de interceder pelo governo e pelas forças armadas.

“Sou grato ao presidente Trump por sua decisão de enfrentar o regime iraniano. É uma honra orar por ele e por nossas forças armadas na Casa Branca. Que Deus conceda liberdade ao povo iraniano”, afirmou.

Em publicação nas redes sociais, Samuel Rodriguez também destacou a importância da oração em momentos de tensão internacional. Segundo ele, a prática reflete a busca por orientação espiritual diante de decisões políticas de grande impacto.

Rodriguez afirmou que liderar uma nação exige discernimento e humildade, ressaltando que a oração continua sendo um elemento presente em momentos importantes da vida pública norte-americana.

“Mesmo em meio a conflitos globais e imensa responsabilidade, paramos para buscar a sabedoria e a cobertura de Deus”, escreveu o pastor. Segundo ele, líderes religiosos oraram pelo presidente, pelos militares e pela busca de paz em meio à crise internacional.