Pastor Eduardo Costa volta a ser flagrado de peruca e calcinha

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O pastor e servidor do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), Eduardo Costa, voltou a ser visto nas ruas do centro de Goiânia (GO) usando roupas femininas. O caso ocorre poucos dias após o primeiro flagrante que viralizou nas redes sociais.

No registro inicial, divulgado por uma seguidora na página Goiânia Mil Graus, ele aparecia com uma calcinha e uma peruca loira próximo a um bar. Em um novo vídeo, gravado dias depois, Eduardo surgiu com outra combinação, incluindo uma blusa vermelha, e as imagens novamente ganharam repercussão.

Na terça-feira, 12 de agosto, o religioso publicou um vídeo ao lado da esposa, a missionária Valquíria Costa, para explicar o episódio. Ele declarou que a vestimenta foi usada em um contexto particular: “De forma errada, acabei colocando uma peruca e um short para tentar localizar um endereço”, disse o pastor. Ainda segundo ele, após a filmagem, uma pessoa tentou extorqui-lo.

Quem é Eduardo Costa

Na região, Eduardo é conhecido como bispo e líder religioso. Seu perfil no Instagram, restrito a seguidores, reúne cerca de 1,6 mil pessoas. Ele também é cantor e autor da obra Poder e Milagres – Pastor. Entre suas produções musicais, está a canção Barrabás, disponível em seu canal no YouTube.

O religioso atua como servidor público há 44 anos no TJGO, ocupando o cargo de analista judiciário. Em julho de 2025, recebeu vencimentos brutos de R$ 39 mil, que resultaram em R$ 28.807,71 líquidos após os descontos. No mês anterior, a remuneração ultrapassou R$ 40 mil, de acordo com informações do Metrópoles.

Redes sociais

Antes da repercussão dos vídeos, Eduardo Costa utilizava suas redes sociais para publicar fotos em família e mensagens religiosas. Em uma das postagens, ele escreveu: “Pessoas que mantêm relações sexuais antes do casamento, adoram ídolos, praticam sexo depois do casamento com quem não é seu cônjuge, têm relações sexuais ativas ou passivas com homossexuais, roubam, são avarentas, embebedam-se, atacam pessoas com linguagem insolente, pilhadoras, NENHUMA DELAS TERÁ PARTE NO REINO DE DEUS”.

Irã: cristã não nega Jesus e policial é impactado: ‘Pediu uma Bíblia’

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Naghmeh Panahi nasceu no Irã em uma família muçulmana que, segundo seu testemunho, descendia da linhagem de Maomé. Ainda jovem, migrou para os Estados Unidos com seus pais e o irmão. Foi no novo país que ouviu o Evangelho pela primeira vez.

Ela relatou que começou a ler a Bíblia junto com o irmão, mas sua mãe descobriu a prática e proibiu os filhos de se converterem ao cristianismo. Anos mais tarde, ao ingressar na universidade, Naghmeh passou a frequentar uma igreja e retomou a leitura das Escrituras. Nesse período, declarou ter entregue sua vida a Cristo e sentido o chamado para retornar ao Irã como missionária.

Retorno ao Irã e negação por medo

Ao chegar ao país natal, Panahi foi questionada pela imigração sobre sua religião. Em um vídeo publicado pela missão Back to Jerusalem no YouTube, ela contou que, com medo de ser presa, declarou-se muçulmana: “Eu estava com muito medo de ser presa”. Posteriormente, disse ter se arrependido e feito uma oração pedindo a Deus uma nova oportunidade de testemunhar sua fé.

De volta ao Irã, envolveu-se com o movimento de igrejas subterrâneas que, à época, viviam um período de avivamento, alcançando milhares de iranianos. Nesse contexto, participou ativamente de ações de evangelismo, mas acabou sendo presa diversas vezes pelo governo islâmico.

Guarda Revolucionária

Dois anos depois de sua primeira detenção, Panahi – que já foi casada com o pastor Saeed Abedini – relatou ter enfrentado um interrogatório prolongado conduzido pela Guarda Revolucionária Islâmica. Segundo seu relato, um dos oficiais disse: “Qual sua religião? Se você disser que é muçulmana, pode sair por essa porta agora mesmo. Se você disser que é cristã, será torturada, estuprada e morrerá”.

Ela declarou que, nesse momento, respondeu afirmando ser cristã. “A Guarda Revolucionária é muito brutal e violenta. Eu abri minha boca e disse que eu era cristã e aquele cara ficou chocado com isso”, relatou. Naghmeh afirmou ainda que, após compartilhar seu testemunho, um dos oficiais foi impactado e chegou a pedir uma Bíblia, o que foi presenciado por outros guardas.

De acordo com seu depoimento, esse mesmo policial a libertou posteriormente, demonstrando interesse em conhecer mais sobre o cristianismo. “Ele não apenas me libertou, mas seu coração se abrandou em relação à Palavra de Deus e ele queria saber sobre o cristianismo”, declarou.

Atuação nos EUA

Atualmente, Naghmeh Panahi vive nos Estados Unidos. Além de relatar suas experiências de fé, lidera um ministério voltado ao apoio de refugiados e mulheres vítimas de violência doméstica. Sua trajetória tem sido marcada por ações de assistência e testemunho cristão em diferentes contextos.

Cidade transporta igreja histórica para novo local no centro

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Após dois dias de deslocamento, a Igreja de Kiruna, um dos marcos arquitetônicos da Suécia, chegou em 20 de agosto à sua nova localização no centro da cidade. Com 113 anos de história e pesando mais de 600 toneladas, a estrutura foi erguida de seus alicerces e transportada sobre um reboque projetado especialmente para a operação.

O trajeto, de aproximadamente cinco quilômetros, exigiu o alargamento de estradas sinuosas para permitir a passagem da construção. Durante o percurso, o retábulo e o órgão, que acompanham o templo, foram igualmente transportados e passarão por inspeção e restauração. A expectativa é que a igreja volte a ser utilizada entre o fim de 2026 e o início de 2027.

O edifício, pintado em vermelho e considerado uma das maiores construções de madeira do país, avançou a uma velocidade de cerca de meio quilômetro por hora. O transporte foi realizado com apoio de vigas e reboques reforçados. Segundo Kjell Olovsson, gerente de projetos da empresa Veidekke, responsável pela operação, o progresso foi mais lento no segundo dia devido a “pontos difíceis” encontrados no trajeto. O campanário, removido da estrutura principal, será realocado em 26 de agosto.

A transferência da igreja faz parte da reestruturação urbana de Kiruna, cidade localizada no Círculo Polar Ártico, que sofre com o afundamento do solo causado pela mineração da estatal LKAB. O projeto, iniciado há oito anos, conta com um orçamento de 500 milhões de coroas suecas (aproximadamente 53 milhões de dólares). Antes do deslocamento, a igreja recebeu uma bênção especial.

Mais de 10 mil pessoas acompanharam o transporte, incluindo o rei Carlos XVI Gustavo. A emissora pública SVT transmitiu o evento sob o título “Den stora kyrkflytten” (“O grande movimento da igreja”), instalando dezenas de câmeras ao longo do percurso.

Projetada pelo arquiteto Gustaf Wickman, a Kiruna Kyrka foi inspirada nas tradicionais cabanas lávu do povo Sami. No interior, abriga um retábulo pintado pelo príncipe Eugen, integrante da família real sueca, e um órgão com mais de 2 mil tubos, ambos embalados para proteção durante o trajeto.

Embora a reabertura esteja prevista apenas para 2026, o plano de realocação da cidade se estenderá até 2035. Ao todo, 23 edifícios culturais deverão ser transferidos. A LKAB classificou o processo como “um evento único na história mundial”.

Chris Pratt louva a Deus em testemunho pela vida de seu filho

O ator Chris Pratt, 46, publicou uma mensagem em homenagem ao aniversário de 13 anos de seu filho Jack. Em uma série de imagens compartilhadas no Instagram, ele destacou a trajetória do filho, que nasceu prematuro e enfrentou graves complicações de saúde.

“Não acredito que você tem 13 anos hoje. Eu vi você crescer e se tornar um jovem incrível, e estou realmente orgulhoso da pessoa que você está se tornando”, escreveu o ator. Pratt encerrou a publicação com a frase “Jesus é Rei”, acompanhada de emojis de coração e mãos em oração.

Jack nasceu sete semanas antes do previsto, pesando apenas 1,45 kg. Em entrevista ao The Christian Post no início deste ano, Pratt relatou que esse período marcou sua vida espiritual. “Ele tinha tudo isso acontecendo. Eu orava muito a Deus. Eu estava em uma fase de transição espiritual naquela época e não entendia completamente”, afirmou.

O ator presente em produções como Guardiões da Galáxia e Jurassic World disse ainda que, diante da situação, fez um novo compromisso com a fé. “Sinto muito, Deus, aqui estou eu novamente, pedindo sua graça novamente. E Ele realmente salvou meu filho, e foi nesse momento que [minha fé] foi cimentada. Meu coração se amoleceu e minha fé se endureceu. Foi nesse momento que pensei: ‘Daqui para frente, vou entregar minha plataforma a Deus’”.

Conhecido por manifestar publicamente sua fé cristã, Pratt está ciente que essas expressões nem sempre recebem apoio: “Quando ouço ou vejo palavras, quando há uma reação negativa — e tenho certeza de que haverá uma reação negativa por causa disso — eu simplesmente vou confiar em Deus. Fui chamado por Deus para fazer isso, e se as pessoas não me entendem, vou orar por elas, e então vou voltar e ficar com meus filhos e brincar de pega-pega”.

No início deste ano, quando incêndios florestais devastaram áreas do sul da Califórnia, o ator também recorreu às redes sociais para agradecer por ter sua casa preservada. “Pela graça de Deus, temos quatro paredes e um teto. Somos resilientes e confiamos em Deus, e consideramos tudo isso uma bênção”, declarou. Ele destacou, porém, que pessoas próximas, incluindo sua ex-esposa e mãe de Jack, Anna Faris, perderam suas casas. “Deus os abençoe. Obrigado pelas orações. Falo com vocês em breve”, acrescentou.

Vocabulário de Malafaia em áudios gera debate entre evangélicos

Os áudios vazados de conversas entre o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), provocaram reações divergentes no meio evangélico.

As manifestações reuniram críticas de teólogos e pastores ao estilo e vocabulário do líder religioso, mas também trouxeram posicionamentos que colocaram a questão em perspectiva, apontando para preocupações maiores ligadas ao contexto político e social do país.

Na mesma linha crítica, o pastor e teólogo Yago Martins afirmou que o caráter de Malafaia já era amplamente conhecido no meio religioso: “O pessoal descobrir só agora que o Malafaia é o Rasputin do Bolsonaro é de corar de vergonha, o dado é público e muito bem conhecido no mundo religioso. O que vai ser doido mesmo é quando descobrirem que o Malacheia não é um Bolsonaro: ele tem mais coragem, mais força, mais poder, mais preparo e menos ética. Agora vai ser guerra, e aposto um braço que o Silas vai sair dessa mais poderoso do que nunca”.

O teólogo Gutierres Siqueira questionou a validade das propostas do grupo político sobre valores familiares a partir de discussões entre Eduardo Bolsonaro e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, vazadas no mesmo contexto da exposição dos áudios de Malafaia.

“Perguntar não ofende: um filho xingar o pai com um palavrão envolvendo o órgão excretor, e um pastor usando um linguajar mais chulo que o de um torcedor de futebol em estádio, é símbolo do resgate dos valores familiares diante da degradação da sociedade?”, escreveu Siqueira.

Entre os que relativizaram a polêmica, o pastor Jay Bauman, que atua com brasileiros na Primeira Igreja Batista de Orlando, nos Estados Unidos, destacou que a gravidade está em outro campo. “A acidez e a grosseria de Malafaia são cronicamente problemáticas, mas não são nada em comparação ao problema maior que o Brasil enfrenta, que é um país em uma encruzilhada onde os dias da liberdade de expressão parecem contados”.

O músico e palestrante cristão André Costa também interpretou o episódio como secundário diante de um contexto mais amplo: “O destempero do Malafaia já estava exposto há muito tempo. Matéria antiga e vencida para cristãos que acompanham sua postura há décadas. A novidade são líderes religiosos afetando virtude contra SM e absolutamente silenciosos quanto à perseguição política que ele está sofrendo”.

O pastor Renato Vargens chamou atenção para o risco de relativizar a questão da liberdade de expressão: “Você isentão, que ficou em cima do muro, e ainda está porque não gosta do Malafaia, quando chegar o dia em que sua liberdade for cerceada, não adiantará em nada seu protesto e reclamação”.

Em posição semelhante, o pastor Ageu Magalhães lamentou o vocabulário de Malafaia, mas destacou que há temas mais graves em curso no país: “O linguajar do Pastor Malafaia é lamentável… Porém, muito, muito pior, é a corrupção, a supressão de liberdades, e a quebra do estado de direito pelo qual o Brasil está passando”.

Com todo respeito ao irmão e suas reflexões, acredito que o momento que o Brasil está vivendo essa questão pode ser tratada em outro momento mais pertinente. Estamos querendo coar um mosquito para engolir um camelo.

— Fabio Oliveira 🇧🇷🇾🇪 (@fabioproliveira) August 21, 2025

Depressão e distúrbios: especialista sobre uso de tela por crianças

A psicóloga e pedagoga Cassiana Tardivo, especialista em Neuroaprendizagem e Dependência Tecnológica, aborda em seu mais recente livro, “Resgate seu filho das telas”, os desafios enfrentados por famílias na criação de filhos em um ambiente saturado por estímulos digitais.

A obra, publicada pela Editora Vida, oferece estratégias para promover desenvolvimento emocional saudável e firmeza espiritual em crianças e adolescentes.

A autora identifica uma série de consequências associadas ao uso excessivo de dispositivos digitais, incluindo casos de depressão, ansiedade, distúrbios do sono, isolamento social, ruptura de vínculos familiares e desinteresse por atividades religiosas.

Esses sintomas, segundo Tardivo, manifestam-se cada vez mais precocemente e com maior frequência.

O livro também alerta para riscos específicos como ciberbullying, automutilação, ideação suicida, exposição a comportamentos de risco (sexting, pornografia, desafios perigosos) e impactos físicos e cognitivos, como déficit de atenção, sedentarismo e queda no rendimento escolar.

Em trecho da página 143, a autora adverte: “O desenvolvimento das crianças que é comprometido pelo uso de telas e sua consequente privação de experiências e estímulos do ambiente pode ser irrecuperável.”

A proposta central da obra vai além da limitação do tempo de tela, focando na mediação parental com equilíbrio entre amor e autoridade. Tardivo defende a construção de rotinas familiares protetoras, a transformação do lar em ambiente de discipulado digital e a valorização da presença real por meio de convívio quality time, contato visual, afeto físico e escuta atenta.

A psicóloga enfatiza ainda a importância do brincar como “linguagem divina”, da contemplação da natureza como antídoto ao excesso de estímulos digitais e de um ambiente familiar marcado por bênçãos e palavras de afirmação. “Temos perdido filhos dentro dos quartos”, observa a autora.

Sobre a autora: Cassiana Tardivo é pedagoga, psicóloga e especialista em Psicopedagogia e Neuroaprendizagem. Com experiência como professora, coordenadora e diretora em instituições educacionais e socioassistenciais, atualmente atende em consultório, realiza consultorias para projetos sociais e capacita líderes ministeriais e institucionais.

Ela também palestrante, autora e editora, com atuação focada na restauração de vínculos familiares. Reside em Campinas-SP com o marido Jonatas e seus dois filhos.

‘Desgraçado, tu escolheu o cara errado’, diz Malafaia a Moraes

SILAS MALAFAIA! PF apreende meu celular, cadernos bíblicos e passaporte a mando do criminoso Alexandre de Moraes pic.twitter.com/vsxOcX9rbU

— Silas Malafaia (@PastorMalafaia) August 21, 2025

O pastor Silas Malafaia reagiu à operação da Polícia Federal determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que resultou na apreensão de seu passaporte, telefone e documentos. Em vídeo, Malafaia reiterou que não teme Moraes, a quem chamou de “ditador da Toga”.

“Seu ditador desgraçado Alexandre de Moraes, tu escolheu o cara errado. Não tenho medo de você. Não vou parar e tu vai ter que me prender”, declarou.

O líder religioso classificou a medida como perseguição política e religiosa: “Mais uma prova inequívoca que Alexandre de Moraes, o ditador da Toga, promove perseguição política e agora a religiosa também. Eu venho denunciando os crimes desse ditador durante esses quatro anos, mais de cinquenta vídeos. Todas as manifestações que eu coordenei, eu venho denunciando os crimes dele”, afirmou.

Criticando a apreensão de seu passaporte, Malafaia questionou a legalidade da decisão: “Apreender meu passaporte? Eu sou criminoso? Que país é esse, gente? Apreender o passaporte de um líder religioso. Eu sou um líder religioso reconhecido na igreja evangélica no mundo. Tenho agendas internacionais e tenho meu passaporte apreendido, como se eu fosse um criminoso. Tem cabimento uma coisa dessa?”, disse.

O pastor também apontou como abusiva a apreensão de materiais de sua atividade ministerial: “Ninguém é obrigado a concordar comigo. Ninguém é obrigado a gostar do que eu falo. Mas eu tenho um passaporte apreendido, telefone apreendido, cadernos e mensagens bíblicas apreendidos. Isso é uma vergonha! Isso é um absurdo!”, afirmou.

Em sua fala, Malafaia associou a ação a um ataque à liberdade religiosa: “Você não mexe só comigo, você mexeu com todo mundo evangélico – somos mais de 30% da população – e com todas as pessoas de bem desse país”, declarou.

Ao final, o pastor convocou apoiadores para uma manifestação no feriado da Independência: “Eu vou continuar a denunciar. Deus tenha misericórdia do Brasil. Abençoe você e sua família. 7 de setembro, em todo o Brasil, o povo brasileiro vai dar uma resposta a esse ditador na Avenida Paulista a partir das 15 horas. Deus abençoe a todos. Deus livre o Brasil dessa gente má, injusta e perversa”, afirmou.

Perseguição: Nicarágua toma à força escola cristã

A vice-presidente da Nicarágua, Rosario Murillo, anunciou oficialmente na terça-feira a expropriação da Escola San José, instituição cristã administrada há mais de quatro décadas pela Congregação das Irmãs de São José. O anúncio foi transmitido através de canais oficiais de comunicação do governo.

Em sua declaração, Murillo afirmou que o imóvel foi “transferido para o Estado” por ser considerado “emblemático da barbárie” durante os protestos antigovernamentais de abril de 2018, alegando que o local foi utilizado para “torturar e matar apoiadores sandinistas”. A vice-presidente não apresentou evidências documentais ou testemunhais para sustentar estas acusações.

“Temos um novo centro educacional. Esta é uma vitória pela paz, a paz que vivemos, protegemos e merecemos”, declarou Murillo durante o anúncio.

O processo de expropriação foi realizado de forma acelerada, sem detalhamento público sobre os procedimentos legais envolvidos. Serviços de manutenção já estão em andamento no local, e o governo planeja reabrir a instituição ainda nesta semana sob nova denominação:

Centro Educacional Sandinista, em homenagem a um líder político do partido no poder. Segundo informações oficiais, aproximadamente 600 estudantes, da educação infantil ao ensino médio, serão atendidos sob a política de educação gratuita do Estado.

Contexto: Esta é a terceira propriedade religiosa expropriada pelo governo Ortega-Murillo em 2024. Em janeiro, o Seminário San Luis Gonzaga e o centro de retiro espiritual La Cartuja foram igualmente tomados pelo Estado, em meio ao crescente conflito entre a administração sandinista e a Igreja Católica.

As relações entre o governo nicaraguense e instituições religiosas deterioraram-se significativamente desde os protestos de 2018, marcadas por expulsões de líderes religiosos, revogação de nacionalidades, prisões e restrições a atividades religiosas.

O país ocupa atualmente a 30ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2025, ranking que classifica as nações onde cristãos enfrentam os mais altos níveis de perseguição. Com: Exibir Gospel.

Malafaia sofre ‘perseguição policial’, avaliam pastores e analistas

A ordem de apreensão do celular e passaporte do pastor Silas Malafaia emitida por Alexandre de Moraes está sendo interpretada como perseguição religiosa em decorrência da perseguição política. Comentaristas políticos e pastores trataram o episódio como extremo.

Malafaia, que foi abordado pela Polícia Federal no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, ao retornar de uma viagem a Lisboa, em Portugal, afirmou que não se calará por não ter “medo de ditadores”, e reiterou sua interpretação de que o ministro Moraes comete crimes e que o Senado deveria abrir um processo de impeachment, para que depois de destituído do cargo ele fosse processado e preso.

Ao mesmo tempo, nas redes sociais, comentaristas políticos e pastores repudiaram a ordem de Moraes por entenderem que a motivação para a ação era silenciar as críticas do pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) contra o Supremo Tribunal Federal:

“Fizeram operações contra um padre – vários carros da PF, armas, coletes, intimidação… e uma invasão brutal em uma paróquia. Agora, fazem o mesmo com um pastor. O Brasil está, oficialmente, no mesmo grupo da Nicarágua que persegue religiosos por opiniões e posições políticas”, comentou Ana Paula Henkel, rememorando as ações contra o padre José Eduardo, em novembro de 2024.

Leandro Ruschell, jornalista radicado nos Estados Unidos, afirmou que a situação do país se torna mais complexa do ponto de vista internacional diante da decisão de coagir um pastor: “A perseguição policial contra um líder religioso crítico ao regime apenas consolida, entre os americanos, a percepção de que o Brasil mergulha numa ditadura”.

Em seguida, lembrou que os alertas feitos por conservadores sobre o cenário diante da volta da esquerda ao poder se comprovou verdadeiro: “Mais uma ‘fake news bolsonarista’ que se transformou em realidade da nossa ‘democracia pujante’: perseguição política contra cristãos”.

O pastor presbiteriano Ageu Magalhães foi sucinto ao comentar a situação com uma pergunta retórica: “O tiranete da República agora vai perseguir os evangélicos?”.

Renato Vargens, líder da Igreja Cristã da Aliança em Niterói (RJ), reiterou os alertas que vem expressando nas redes sociais ao longo dos últimos anos a respeito do risco real de censura: “Estava demorando para que isso acontecesse. O que virá depois? A liberdade de expressão no Brasil foi relativizada, e quanto a isso não há dúvidas”

“Uma coisa importante: a questão não é se você gosta ou não do Malafaia, mas sim que o direito à liberdade está na mão de um ministro da Suprema Corte”, lamentou.

Pastores e analistas avaliam que Malafaia sofre ‘perseguição policial’
Publicações nas redes sociais sobre o episódio
Pastores e analistas avaliam que Malafaia sofre ‘perseguição policial’
Publicação de Renato Vargens e questionamento de seguidor sobre o posicionamento do teólogo assembleiano Gutierres Siqueira

Governador de Goiás aponta Malafaia pré-candidato a presidente

Flavio Morgenstern e a pergunta que pode ter enterrado uma candidatura.

Esqueça os longos minutos de resposta. É só um amontoado de baboseira e grosseria de alguém que foi desestabilizado por uma pergunta que poucos têm coragem de fazer. pic.twitter.com/y84jMPQQRS

— Médicos Pela Liberdade (@MedicoLiberdade) August 19, 2025

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), afirmou que o pastor Silas Malafaia teria se colocado como pré-candidato a presidente da República. A afirmação vem após o nome do líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo ter seu nome incluído no inquérito da PF por suposto golpe.

Caiado concedeu uma entrevista ao jornal Gazeta do Povo e foi questionado pelo comentarista Flávio Morgenstern sobre sua participação em uma festa realizada pela advogada Guiomar Mendes, esposa do ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF).

O governador goiano não escondeu o incômodo com a pergunta e afirmou que transita em vários ambientes, dizendo que questiona-lo por participar de festas é “fofoca” e que o debate não pode ser com base em “historinhas de revista Contigo”.

Em seguida, afirmou que ele e os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Romeu Zema (Novo-MG), Ratinho Jr (PSD-PR) são pré-candidatos ao Palácio do Planalto e ganharam a companhia do líder evangélico: “Nós temos que entender que vários candidatos têm o direito de colocar suas pré-candidaturas. Agora, mesmo soube também que o pastor Malafaia se colocou como pré-candidato. Ótimo”.

“Nós temos o Zema, o Tarcísio, o Ratinho e eu. Agora entrou o pastor Malafaia. Todos nós vamos para o debate. A população vai escolher quem é que tem capacidade de governar o Brasil neste momento”, declarou, considerando diversos cenários de candidatura para a direita.

“Nós temos que ter uma discussão de temas que dizem como solucionar o problema. Como é que você vai solucionar o problema? Não adianta blefar”, finalizou.