‘Vendavais’: a luta de Shirley Carvalhaes contra depressão

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A cantora Shirley Carvalhaes revelou em entrevista ao programa Conversa com Bial, exibido nesta semana pela TV Globo, que enfrentou um período de depressão e que a canção Vendavais foi determinante em sua recuperação.

Conhecida como “Rainha da Música Gospel no Brasil”, Shirley está celebrando 49 anos de carreira e concedeu o depoimento durante a homenagem: “Eu entrei em depressão e fiquei muito mal. Muito depressiva mesmo, dentro de um quarto escuro, não tinha vontade de nada, não me alimentava”, relatou Shirley, ao recordar a fase difícil.

A artista contou que recebeu apoio de Wanderly Macedo, compositor da música. “Ele estava chorando com a presença de Deus, disse que um ser lá no quarto dele falou para que ele pegasse o violão e falou o meu nome. Foi quando ele começou a cantar Vendavais e disse: ‘A paz de Deus está chegando para você agora’”.

Segundo Shirley, aquelas palavras foram decisivas. “Eu não disse nem sim, nem não, fiquei calada. Mas dali por diante eu me esforcei, me levantei, sabe? Acreditei naquelas coisas que ouvi ali naquela música”.

A canção, lançada há cerca de 30 anos, fez enorme sucesso nas FMs gospel do Brasil ao longo das décadas e hoje ultrapassa hoje 4 milhões de reproduções nas plataformas digitais, tornando-se não apenas um marco na trajetória da cantora, mas também um hino de fé que alcançou milhares de ouvintes.

Fala de Felca também expõe preconceito contra cristãos

A prisão do influenciador Hytalo Santos, decorrente das denúncias do youtuber Felca sobre sexualização de menores – com vídeo que superou 40 milhões de visualizações –, trouxe à tona questionamentos sobre a resposta institucional a alertas anteriores, evidenciando também um cenário de preconceito contra os cristãos.

Isto, porque, líderes religiosos e parlamentares cristãos há anos já reportavam casos semelhantes sem obter a mesma atenção. A senadora Damares Alves (Republicanos), por exemplo, quando ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos (2019-2022), denunciou abusos na Amazônia e foi alvo de descrédito público, inclusive acusada de disseminar “fake news”.

Paralelamente, o pastor Lucas Hayashi documentou por mais de dois anos situações de exploração na Ilha de Marajó, sem desencadear ações efetivas. Em entrevista ao Guiame em 2023, Hayashi afirmou: “A falta de divulgação contribui para a persistência de incesto, pedofilia e tráfico infantil na região”.

Essas denúncias foram frequentemente tratadas como exageros ou teorias conspiratórias. Cristãos que expuseram casos chegaram a ser investigados pelo Ministério Público por “alarmismo”, retardando apurações.

O fenômino se repetiu com o filme Som da Liberdade (2023), sobre tráfico sexual infantil, classificado por setores da mídia como “narrativa da extrema-direita”.

Contradição evidenciada:

Para a jornalista Adriana Bernardo, em análise publicada por ela em sua coluna no Guiame, enquanto o caso Felca gerou suspensão de perfis no Instagram, investigações do MPPB e MPT, e compromisso legislativo imediato, alertas anteriores com conteúdo similar enfrentaram ceticismo sistêmico.

Especialistas apontam que a desqualificação por origem religiosa prejudicou respostas protetivas.

Contexto atual:

  • Pastor Hayashi segue atuando via Instituto Akachi, apoiando famílias vulneráveis em Marajó;

  • Projetos como a “Lei Felca” (em elaboração) e o PL 2628/2022 buscam preencher lacunas legais;

  • Dados do ChildFund Brasil indicam que 9 milhões de adolescentes sofreram violência sexual online.

O episódio expõe um consenso entre entidades de proteção à infância. Como observou Adriana, “a proteção infantil deve superar divisões ideológicas”. A eficácia no combate à exploração depende da avaliação objetiva de evidências, independentemente da identidade de quem as apresenta.

Legendários: ataque de abelhas deixa participantes hospitalizados

Um grupo que participava do Legendários, retiro espiritual voltado para homens, foi atacado por um enxame de abelhas na sexta-feira, 15 de agosto, em Caldas Novas (GO). O episódio mobilizou equipes de emergência e deixou pelo menos oito pessoas em estado grave, segundo informações do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, as vítimas receberam atendimento inicial ainda no local e, em seguida, foram encaminhadas a unidades hospitalares da região. No total, dez pessoas foram hospitalizadas, embora dezenas tenham sido atingidas pelos insetos. Apesar da gravidade do ocorrido, todos receberam alta no mesmo dia.

A causa do comportamento agressivo das abelhas ainda não foi esclarecida. A Secretaria informou que seguirá monitorando eventuais desdobramentos do caso.

Este não foi o primeiro incidente registrado em atividades do movimento. Em junho, durante uma trilha organizada pelo Legendários em Rondonópolis (MT), um participante sofreu uma crise convulsiva. Ele chegou a ser intubado na unidade de saúde local, mas não resistiu.

Em nota oficial, a Coordenação da Rota do Cerrado – Legendários Caldas Novas afirmou que “a situação foi imediatamente contida por meio da atuação coordenada da equipe de saúde presente e do time de gestão de crise, garantindo resposta ágil, eficaz e segura”.

O comunicado também informou que todos os envolvidos foram estabilizados no local e que alguns foram levados a hospitais apenas para avaliação complementar. Segundo a coordenação, “não houve qualquer ocorrência de gravidade, e todos retornaram em plena segurança, prosseguindo até a conclusão do evento juntamente aos demais 250 participantes presentes”.

A nota finaliza registrando gratidão “a Deus pela preservação da vida de cada participante” e reafirma o compromisso da organização de promover encontros “seguros, transformadores e proféticos”.

Drex: moeda digital do Brasil é sinal profético?

O Banco Central (BC) anunciou uma reorientação estratégica para o Drex, projeto de moeda digital brasileira. Em vez da proposta original de instrumento acessível ao cidadão, a primeira etapa do sistema – com lançamento previsto para 2026 – funcionará como plataforma de reconciliação de gravames, voltada exclusivamente ao mercado financeiro.

A mudança implica o abandono imediato da tecnologia blockchain (especificamente a rede Hyperledger Besu) e da tokenização, inicialmente consideradas pilares do projeto.

A decisão surgiu após dificuldades técnicas em conciliar privacidade e programabilidade na arquitetura blockchain. O novo modelo priorizará tecnologias tradicionais para criar um sistema integrado de verificação de ativos usados como garantia de crédito, conectando bancos, corretoras e cartórios.

Segundo Wagner Martin, VP da Veritran no Brasil, “ao unificar dados de gravames, a velocidade e o custo dos processos creditícios serão drasticamente melhorados”. Para usuários comuns, contudo, a fase inicial não trará alterações práticas – um contraste com as promessas originais de 2023, que incluíam inclusão financeira e pagamento de benefícios sociais.

O replanejamento ocorre num cenário global cauteloso: apenas Bahamas, Jamaica e Nigéria implementaram moedas digitais de varejo, enquanto 134 países mantêm projetos em pesquisa ou fase piloto. Como observa Sarah Uska, analista do Bitybank, “apenas os EUA baniram oficialmente moedas digitais de varejo”.

Paradoxalmente, a América Latina vive expansão acelerada de criptoativos, com crescimento de 42,5% no último ano (Chainalysis). O Brasil ocupa a 9ª posição mundial em adoção, impulsionado por proteção contra inflação (27,3% em 12 meses), pagamentos internacionais e desburocratização.

Reguladores defendem a opção como pragmática: garantir entrega funcional em 2026 antecipa ganhos de eficiência, ainda que distantes do cidadão. Blockchain e contratos inteligentes permanecem no horizonte de longo prazo, sem data definida.

O risco, segundo especialistas, é que o Drex perca relevância pública ao se tornar uma “moeda de bastidor”, enquanto soluções descentralizadas ganham espaço na economia real.

Implicação profética?

Para o pesquisador de escatologia Vinícius Lana, a criação da moeda brasileira 100% digital é um claro sinal do fim dos tempos. Em um artigo publicado recentemente por ele, o autor faz associação dessa ferramenta com o trecho de Apocalipse 13:17.

“A implementação do Drex vem em paralelo a discussões globais sobre um sistema de identidade digital único, já testado em iniciativas ligadas à ONU e ao G20. Ou seja, quem não estiver conforme às regras (políticas, ambientais, sanitárias, ideológicas) simplesmente não consegue comprar ou vender”, analisa.

“Essa identidade pode incluir biometria, histórico médico, status de vacinação, produção de carbono… Tudo isso seria pré-condição para “autorizar” seu dinheiro a funcionar”, completou o autor.

Lana concluiu: “Com o Drex, não é mais necessário um processo judicial complexo para bloquear seus recursos. Basta um algoritmo no sistema, e todo o seu dinheiro fica inacessível. Em um ambiente de censura, isso poderia ser usado contra vozes que se levantam contra o sistema.”

Mocellin elogia postura de Malafaia e critica ‘pastores certinhos’

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O pastor Rodrigo Mocellin, líder da Igreja Resgatar, em Guaratinguetá (SP), e youtuber com mais de 650 mil inscritos, comentou a inclusão do pastor Silas Malafaia em um inquérito da Polícia Federal que apura a suposta “tentativa de golpe”.

Em vídeo publicado em seu canal no YouTube, Mocellin elogiou a postura do líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, destacando sua atuação pública diante do episódio.

“A posição do Malafaia é muito correta. Eu acho ele tão errado na teologia, mas é impressionante como vários pastores que eu considero que estão tão certos teologicamente, estão tão errados politicamente. Devem aprender com Malafaia”, afirmou Mocellin.

Reação

Segundo o pastor, a inclusão de Silas Malafaia no inquérito teria repercutido inicialmente na imprensa. “O Malafaia foi colocado nesse inquérito, recebeu a notícia, nem foi pela justiça, foi pela Globo News, ele diz ‘bem estranho isso’, não? E o que ele faz aqui? Ele fala ‘não tenho medo’. E aí ele fala, ‘ditador’ – o Moraes – ‘tem que ser impedido, preso’. Que coisa, não? Ele não é frouxo. Você pode falar o que você quiser dele. Frouxo esse cara não é”, declarou.

Mocellin também mencionou declarações do deputado Gustavo Gayer. Segundo ele, o parlamentar teria apontado Malafaia como liderança capaz de convocar manifestações após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro: “O deputado Gustavo Gayer diz que isso aqui está acontecendo porque o Bolsonaro está preso e agora quem pode convocar manifestação, por exemplo, manifestação no dia 7 de setembro? Quem pode? Era o Malafaia, porque é o Malafaia que tem convocado essas últimas manifestações”, relatou.

Crítica a pastores omissos

Em outro trecho, Mocellin fez críticas a líderes evangélicos que, em sua avaliação, evitam envolvimento político: “O quanto tem de pastor certinho que é frouxo. Teologicamente eu acho que ele [Malafaia] é tão errado, tão errado. Mas tão macho, né? Ô meu Deus, quem dera a gente tivesse uns pastores certinhos, mas bravos, mais corajosos. É isso que a gente precisa, porque ao longo, ao longo das últimas décadas, o que os cristãos fizeram? Arregaram. Mas, é óbvio, de maneira piedosa”, afirmou.

Ele ironizou posturas de líderes que evitam confrontos políticos. “‘Não nos envolvemos com política’. Ah, então entregamos aos lobos? Foi isso que a gente fez. Outra maneira piedosa de não confrontar, como os profetas confrontaram os líderes, os governantes e os juízes da época. Uma maneira de fugir dessa função profética do pastor, da igreja, dos cristãos; uma maneira piedosa, dizendo, ‘nós temos que amar e dar a outra face’. E pregaram uma espécie aí de pacifismo. Tudo em nome do amor. ‘Vamos deixar. Vamos engolindo tudo’”.

Comparação histórica

O pastor também recorreu a um exemplo histórico para justificar sua defesa da postura de enfrentamento. Mocellin citou o Acordo de Munique, firmado em setembro de 1938 entre o então primeiro-ministro britânico Neville Chamberlain e Adolf Hitler.

“Deixe-me lembrá-los de que não se pode arregar para ditadores. Você se lembra do acordo de Munique? […] Setembro de 1938. Chamberlain, primeiro-ministro da Inglaterra, volta da Alemanha com um pedaço de papel – assinado por Hitler – que traria paz para o nosso tempo. Foi isso que ele disse. ‘Fizemos a paz com Hitler’. Isso ficou conhecido como o famigerado Acordo de Munique”, explicou.

Mocellin prosseguiu: “A Inglaterra, por meio desse frouxo, se submeteu às exigências de um cafajeste, do Adolf Hitler. A Alemanha nazista, sob Adolf Hitler, exigia a anexação da região dos Sudetos, parte da Tchecoslováquia, habitada por muitos de origem alemã, para evitar a guerra. Em nome da paz. Líderes europeus foram lá e se submeteram a um canalha. Fizeram acordo com um bandido. Então, em setembro de 1938, o Chamberlain acertou o acordo. O que o Churchill – que viria a ser primeiro-ministro da Inglaterra – disse? Entre a desonra e a guerra, vocês escolheram a desonra. Por isso terão a guerra. Ou seja, entre a desonra de aceitar as exigências de um cafajeste e a guerra, vocês escolheram a desonra. Vocês foram frouxos. […] Vocês foram humilhados e, pior, ainda vão ter a guerra. E, de fato, as profecias de Churchill se cumpriram. Menos de um ano depois, em março de 1939, Hitler invadiu a Tchecoslováquia. Em 1º de setembro, ele invadiu a Polônia e pronto. Começou a Segunda Guerra Mundial”.

Ao final de sua fala, Mocellin reforçou o elogio à postura de Silas Malafaia diante da investigação. “O Silas Malafaia deu um bom exemplo ao não arregar. Que Deus levante mais gente assim”, declarou.

Ex-muçulmano perseguido: “Jogaram bombas em minha casa”

Um ex-muçulmano identificado como *Yasin, residente no Iraque, relatou à organização Open Doors UK & Ireland sua conversão ao cristianismo após uma experiência sobrenatural e a subsequente perseguição que precisou enfrentar, promovida por sua própria família.

O caso ilustra os riscos de mudança religiosa em contextos de restrição à liberdade de crença, algo que tem posto em risco a vida de milhares de cristãos.

Conversão:

Yasin descreveu questionamentos durante sua juventude islâmica: “Eu dizia: ‘Deus, se Você é real, me dê um sinal’”. Segundo seu testemunho, um sonho decisivo ocorreu anos atrás: “Vi alguém de beleza indescritível. Colocou a mão em minha cabeça e disse: ‘Tu és meu filho amado. Este é o caminho, siga-me’”.

Após compartilhar a visão com um amigo muçulmano – que a atribuiu ao “diabo” –, buscou interpretação com um cristão conhecido da família. Este afirmou: “Isto é Deus se revelando a você”, e o incentivou a ler o Evangelho.

Conflito familiar:

A adesão ao cristianismo gerou reações violentas. O ex-muçulmano afirmou que, ao revelar a leitura da Bíblia aos filhos, causou “choque”. Seu irmão, incumbido de interromper suas atividades, tentou assassiná-lo múltiplas vezes:

“Jogaram bombas em minha casa”. Uma ameaça escrita deixada em sua residência alertava“Se você não abandonar o cristianismo, eu te mato”. A esposa inicialmente não o apoiou, e a comunidade passou a isolá-lo: “Quando saímos de casa, nos insultam”.

Missão e resistência

Apesar dos risos, Yasin recusou-se a deixar o país: “Tentei várias vezes ir embora, mas Deus colocou em meu coração a vontade de ficar”. Ele interpreta a perseguição à luz de Mateus 10:16 (“Sendo enviados como ovelhas no meio de lobos”) e crê numa vocação específica: “O Senhor tem uma missão para mim: levar Boas Novas ao meu povo”.

O Iraque ocupa a 15ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2025 da Open Doors, com conversões do islamismo frequentemente gerando rejeição familiar e ameaças. Organizações documentam casos semelhantes de revelações oníricas precedendo mudanças religiosas na região.

(Nome alterado para proteção do entrevistado)

Missionários relatam ação sobrenatural em transporte de Bíblias

Dois missionários identificados como *Omid e *Alborz (nomes verdadeiros alterados por razões de segurança) relataram à organização Christian Aid um episódio sobrenatural ocorrido durante o transporte clandestino de 40 Bíblias para comunidades cristãs no Irã.

O país, controlado por uma teocracia islâmica considerada hostil aos cristãos, proíbe a distribuição de literatura religiosa não islâmica, como Bíblias, com penas que incluem prisão.

Os missionários descreveram que, ao aproximarem-se de um posto policial em estrada monitorada, agentes de segurança sinalizaram a parada do veículo. Após breve revista ao porta-malas e banco traseiro – onde não encontraram itens ilícitos –, os oficiais liberaram a passagem sem inspecionar a bolsa com as Bíblias no banco dianteiro.

*Omid afirmou: “Deus, por favor, nos rendemos a ti” durante a abordagem. Um líder de igreja doméstica local, ouvido posteriormente, declarou: “Os guardas ficaram cegos para a sacola. Foi um milagre”.

Impacto no contexto local

As Bíblias foram entregues a um líder comunitário em vila uma remota, de onde foi distribuída para os cristãos que vivem sob perseguição no país muçulmano. Seu primo, ao descobrir o material, solicitou um exemplar e, após ler, pediu contato dos missionários.

Convertido ao cristianismo, o primo se tornou posteriormente um líder de múltiplas igrejas domésticas, sendo um fruto direto do trabalho de distribuição de Bíblias por parte dos missionários que arriscaram suas vidas.

O relato coincide com relatos de crescimento cristão no Irã. Fontes locais citadas pela Christian Aid mencionam “milhares de conversões” em 2024, frequentemente atribuídas a experiências sobrenaturais: 

Alguns veem Jesus em sonhos antes de conhecê-Lo. Quando Cristo entra em cena, aceitam-No”, explicou um interlocutor.

A organização registrou a distribuição de 27.000 Bíblias no Irã nos últimos seis meses, operação considerada de alto risco. “Igrejas pedem Escrituras e missionários oram antes de transportá-las”, detalhou a entidade.

NFL: jogador ‘viciado’ em ler a Bíblia deixa a Palavra guiar sua vida

O quarterback do New York Jets, Justin Fields, afirmou que seu novo hábito diário de leitura da Bíblia aprofundou sua fé e redirecionou seu foco da aprovação pública para a orientação de Deus. Em entrevista coletiva no campo de treinamento, o jogador de 25 anos disse que tem levado mais a sério sua vida espiritual nos últimos seis meses.

“Acho que eu costumava deixar que as opiniões dos outros moldassem a minha”, declarou Fields aos repórteres. “Mas você não pode fazer isso porque vai começar a pensar como essas opiniões. Estou feliz por ter superado essa fase e estou feliz que a única aprovação de que preciso agora é dos meus companheiros de equipe, dos meus treinadores e, em última análise, de Deus”.

Formado pela Universidade Estadual de Ohio e duas vezes eleito Jogador Ofensivo do Ano da Big Ten, Fields assinou em março um contrato de dois anos e US$ 40 milhões com os Jets, após três temporadas com os Bears e uma passagem pelo Pittsburgh Steelers. Ele disse que o comprometimento diário com as Escrituras fortaleceu seu relacionamento com Deus e revelou ensinamentos que desconhecia.

“Tenho me aproximado de Deus — lendo a Bíblia todos os dias, construindo esse relacionamento”, afirmou. “Há tanta sabedoria e tantos versos maravilhosos que eu nem conhecia. Sinceramente, sou um viciado em pegar minha Bíblia todos os dias, só porque aprendo algo novo a cada dia e consigo aplicar isso no meu dia a dia”.

Fields recomendou o livro de Provérbios para quem deseja começar a leitura e disse lamentar não ter iniciado antes o hábito. “Eu dormia sobre a Bíblia no começo da minha vida”, afirmou. “Gostaria de ter começado antes. Encorajo todos a lerem um pouquinho e partirem daí”. O atleta mantém no peito uma tatuagem com 1 João 1:9, versículo favorito de seu pai, e contou que, conforme relatou à revista GQ em 2023, costuma iniciar o dia abrindo o aplicativo da Bíblia em seu celular.

Nos últimos meses, outros jogadores da NFL também falaram publicamente sobre a fé. Em março, Baker Mayfield, quarterback do Tampa Bay Buccaneers, disse que precisou chegar “ao fundo do poço” antes de reconhecer a importância de Jesus Cristo. Em maio, o running back novato do Pittsburgh Steelers, Kaleb Johnson, relatou que seu batismo representou “um dos momentos mais poderosos e significativos” de sua vida, destacando que passou a encontrar sua identidade em Cristo e não no futebol americano.

A manifestação de fé também se estendeu ao esporte universitário. Antes do Campeonato de Softball da Conference USA, em maio, mais de 70 atletas e treinadores de seis escolas participaram do batismo de 26 jogadores após um evento de adoração.

O ex-tight end da NFL Benjamin Watson, hoje comentarista e líder cristão, disse à Coalizão pelo Evangelho que expressões públicas de fé entre atletas são positivas, mas exigem responsabilidade: “Precisamos orar para que os irmãos estejam dispostos a criticar, a falar a verdade com amor aos atletas. E isso vem por meio do relacionamento”, afirmou.

Watson alertou que, em alguns casos, jogadores recém-convertidos são expostos rapidamente a convites para falar publicamente, sem tempo para desenvolver maturidade espiritual, de acordo com o The Christian Post.

“Parte de se tornar mais maduro como crente está na sua própria prática pessoal, mas também na crítica prestativa e amorosa dos outros”, disse Watson. “Você o ajuda, comenta o que ele está dizendo e aborda o assunto com fé e amor — mas no sentido de fazê-lo crescer na fé e não rebaixá-lo”.

Bombeiro foi demitido após fazer publicação com críticas ao aborto

Um colegiado do Tribunal de Apelações dos Estados Unidos para o Oitavo Circuito decidiu, em 14 de agosto, reabrir o processo do bombeiro Steven Melton contra a cidade de Forrest City, no Arkansas. Ele foi demitido em 2020 após publicar em sua conta pessoal no Facebook uma imagem contrária ao aborto.

O juiz de circuito David Stras, indicado pelo ex-presidente Donald Trump, escreveu a opinião do colegiado, destacando que não houve exigência prévia da cidade para aprovar publicações em perfis pessoais de redes sociais. Stras afirmou que não havia “nenhuma demonstração de que a publicação de Melton teve impacto no próprio corpo de bombeiros”, acrescentando que nenhum colega reclamou ou se recusou a trabalhar com ele.

Melton é representado pela organização jurídica sem fins lucrativos Alliance Defending Freedom (ADF), especializada em casos da Primeira Emenda. O conselheiro sênior da ADF, Tyson Langhofer, declarou que “sempre que o governo decide quais tópicos são apropriados para debate, todos nós perdemos”. Ele acrescentou que a decisão “reconheceu corretamente que a proibição da Primeira Emenda aos vetos de manifestantes protege as discussões completas necessárias para o debate público”.

A publicação de Melton, feita em junho de 2020, mostrava a imagem em preto e branco de um bebê não nascido com uma corda de forca no pescoço, acompanhada da legenda “Não consigo respirar”. Após um bombeiro aposentado considerar que a imagem sugeria violência contra uma criança negra, Melton removeu a postagem e pediu desculpas. Mesmo assim, o prefeito Cedric Williams colocou o bombeiro em licença administrativa e, posteriormente, o demitiu.

O caso foi inicialmente rejeitado pelo tribunal distrital, que entendeu que a reação do prefeito e de membros da comunidade prevaleceu sobre a proteção ao discurso privado.

Em fevereiro de 2024, grupos como Douglass Leadership Institute, Radiance Foundation e Speak for Life apresentaram um amicus curiae em apoio a Melton, argumentando que a decisão permitiu que o governo punisse um cidadão por expressão particular sobre tema de interesse público, de acordo com informações do The Christian Post.

Tarcísio irá à Lagoinha Alphaville em evento de empreendedorismo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), participará no dia 18 de agosto, às 19h40, de um evento voltado a empreendedores na Igreja Lagoinha Alphaville, em Barueri (SP). A entrada será gratuita e destinada a empresários e líderes interessados em ampliar conexões e compartilhar experiências.

O convite foi feito pelo pastor André Fernandes, líder da Lagoinha Alphaville, durante reunião no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Fernandes também participará da programação e, em publicação nas redes sociais, confirmou a presença do governador no CRIE Empreendedores. “Saindo desse encontro inspirado e sonhando ainda mais alto”, escreveu o pastor.

O CRIE Empreendedores é reconhecido por reunir representantes de destaque dos setores público e privado, com objetivo de promover networking, estimular o empreendedorismo com propósito e inspirar novas ideias para negócios e projetos sociais.

Sob a liderança de André Fernandes e de sua esposa, Quézia Cadimo, a Lagoinha Alphaville se tornou uma das maiores igrejas de São Paulo, com capacidade para receber até 20 mil pessoas. Nos últimos três anos, a igreja celebrou mais de 10 mil batismos, reforçando sua atuação comunitária e seu compromisso com a transformação de vidas.