Hytalo Santos, denunciado por 'adultização', é preso em SP

O influenciador digital Hytalo Santos foi preso nesta sexta-feira, 15 de agosto, no interior de São Paulo. A detenção ocorreu em cumprimento a um mandado expedido pela 2ª Vara da Comarca de Bayeux, na Paraíba, no âmbito de investigações conduzidas pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), que o apontam como suspeito de exposição e exploração de crianças e adolescentes.

Hytalo passou a ser alvo de medidas judiciais após a publicação do vídeo Adultização, no qual o youtuber Felca denuncia suposta exploração de menores. O conteúdo foi postado em 06 de agosto e já acumula mais de 40 milhões de visualizações. O companheiro de Hytalo, Israel Nata Vicente, conhecido como Euro, também foi preso.

Na última quarta-feira, 13 de agosto, a Polícia Militar cumpriu um mandado de busca e apreensão no condomínio onde o influenciador morava. Funcionários informaram que ele havia saído pouco antes, levando “bastante equipamentos” no carro. Ao entrar no imóvel, os agentes encontraram o local esvaziado, portas internas trancadas, louça lavada e organizada na área externa e uma máquina de lavar funcionando.

O juiz Adhailton Lacet declarou que, caso a saída do influenciador fosse considerada um obstáculo às investigações, seria decretada a prisão preventiva. O magistrado aguardava manifestação do Ministério Público sobre o caso.

Hytalo já teve o acesso às redes sociais bloqueado e está proibido de manter contato com os menores mencionados no processo. Sua conta no Instagram está fora do ar desde 08 de agosto, dois dias após a divulgação do vídeo de Felca.

Frente Evangélica denuncia “instabilidade nacional” devido ao STF

A Frente Parlamentar Evangélica (FPE), maior grupo confessional do Congresso Nacional, emitiu nota pública conjunta com as frentes Parlamentar Católica, do Empreendedorismo e do Comércio e Serviço, contra o que considera abusos por parte do Supremo Tribunal Federal (STF).

O documento solicita ao Senado Federal que atue para conter o que classifica como “excessos” do STF. As frentes manifestaram preocupação com decisões recentes de ministros da Corte, afirmando que tais posicionamentos geram “instabilidade institucional”.

Segundo os parlamentares, tais medidas teriam provocado “impactos negativos na economia”, comprometendo o ambiente de negócios, a segurança jurídica, a confiança de investidores e o cotidiano dos cidadãos.

O texto destaca o papel do Senado como mediador de conflitos entre os Poderes, conclamando a Casa a “exercer plenamente suas atribuições para manter a democracia e restabelecer a ordem constitucional”.

As frentes argumentam que a mediação busca evitar o agravamento de tensões políticas e sociais, enfatizando que o equilíbrio entre Executivo, Legislativo e Judiciário é “indispensável para superar desafios econômicos e avançar em pautas que beneficiem a população”.

A nota foi subscrita pelo deputado Gilberto Nascimento (PSD-SP) em representação da Frente Evangélica; Luiz Gastão (PSD-CE) pela Frente Parlamentar Católica; Joaquim Passarinho (PL-PA) pela Frente do Empreendedorismo; e Domingos Sávio (PL-MG) pela Frente do Comércio e Serviço.

O manifesto ocorre em meio a debates sobre a atuação do STF em casos envolvendo temas econômicos e legislativos. Leia a íntegra do documento, abaixo:

“Nota oficial em defesa do equilíbrio institucional e da democracia

Nós, parlamentares federais abaixo assinados, manifestamos nossa profunda preocupação diante dos recentes episódios que vêm sendo protagonizados por ministros do Supremo Tribunal Federal, os quais têm gerado um crescente ambiente de instabilidade institucional em nosso país.

O momento exige sabedoria, responsabilidade e compromisso com a ordem democrática. As ações em curso, oriundas da mais alta Corte, têm provocado efeitos danosos à economia nacional, afetando diretamente o ambiente de negócios, a segurança jurídica, a confiança de investidores e o cotidiano de milhões de brasileiros, trabalhadores e empreendedores.

Vivemos um cenário que demanda mediação urgente e o distensionamento das polarizações que tanto prejudicam o Brasil. A harmonia entre os Poderes da República é pilar essencial para a democracia e precisa ser preservada.

Como membros da Câmara dos Deputados, temos nossas prerrogativas e responsabilidades. Contudo, é ao Senado Federal que a Constituição delega o dever de fiscalizar e conter excessos do Supremo Tribunal Federal. Diante disso, solicitamos que o Senado, no exercício de suas atribuições, busque a mediação com o propósito de mantermos a democracia e a harmonia entre os Poderes, restabelecendo a ordem constitucional.”

Nigéria: 7 mil cristãos mortos somente em 2025, aponta relatório

Extremistas islâmicos e milícias de pastores de gado da etnia fulani mataram pelo menos 7.087 cristãos na Nigéria entre 1º de janeiro e 10 de agosto de 2025, segundo estimativa divulgada pela Sociedade Internacional para as Liberdades Civis e o Estado de Direito (Intersociety).

O levantamento, apresentado pelo presidente da entidade, o criminologista Emeka Umeagbalasi, também aponta que cerca de 7.800 cristãos foram sequestrados no mesmo período.

A organização, sediada no estado de Anambra, baseou-se em reportagens da imprensa local e internacional, dados governamentais, informações de grupos internacionais de direitos humanos e relatos de testemunhas para compilar as estatísticas. Segundo o relatório, a média registrada no período equivale a aproximadamente 30 mortes de cristãos por dia e mais de uma por hora, além de 35 sequestros diários.

De acordo com a Intersociety, a violência está relacionada à atuação de grupos como Boko Haram e Estado Islâmico no nordeste do país, bem como a ataques de milícias Fulani radicalizadas contra comunidades predominantemente cristãs no Cinturão do Meio. O documento afirma que a Nigéria abriga ao menos 22 grupos terroristas islâmicos, alguns com ligações ao Estado Islâmico e ao Fundo Jihad Mundial.

A entidade alertou que essas organizações buscam eliminar ou deslocar cristãos e adeptos de religiões tradicionais, especialmente nas terras Igbo do sudeste e sul-sul. Umeagbalasi afirmou que sua equipe monitora a violência contra cristãos desde 2010 e disse ao The Christian Post: “Temos seguido os padrões e tendências, e a situação está piorando”.

O relatório também traz um panorama desde 2009, estimando 185.009 mortes de civis na Nigéria, sendo 125.009 cristãos e 60.000 muçulmanos liberais. O documento registra ainda a destruição de 19.100 igrejas, o saque de mais de 1.100 comunidades cristãs e o sequestro de 600 líderes religiosos, incluindo 250 padres católicos e 350 pastores.

Umeagbalasi responsabilizou o governo nigeriano, afirmando que os autores de massacres raramente são presos e que, em alguns casos, vítimas que tentaram se defender foram detidas. Ele defendeu que os Estados Unidos incluam a Nigéria na lista de “Países de Preocupação Particular” — classificação que permite a imposição de sanções —, medida adotada durante o primeiro mandato do presidente Donald Trump, mas retirada no governo Joe Biden em 2021.

Outros grupos, como a Missão Portas Abertas, também expressam preocupação. A organização colocou a Nigéria em sétimo lugar na Lista Mundial de Perseguição 2025, referente ao período de 1º de outubro de 2023 a 30 de setembro de 2024. No levantamento, foram contabilizados 3.100 cristãos mortos e 2.830 sequestrados.

Em agosto de 2024, o Observatório para a Liberdade Religiosa na África divulgou dados de quatro anos, registrando 55.910 mortes em 9.970 ataques no país. Do total de 30.880 civis mortos, 16.769 eram cristãos e 6.235 muçulmanos, com radicais fulani sendo responsáveis por mais da metade das mortes de cristãos.

O relatório de 136 páginas concluiu: “Por mais de uma década, as atrocidades contra civis na Nigéria foram relativizadas ou minimizadas. Isso se mostrou um grande obstáculo para aqueles que buscam entender a violência”.

Janja? Governo escala mulheres visando liderança evangélica

Em Salvador (BA), na quinta-feira, 14 de agosto de 2025, a primeira-dama Rosângela Silva, conhecida como Janja, participou de um encontro com lideranças evangélicas femininas.

O evento ocorreu em meio a avaliações de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a estratégia de relacionamento com esse segmento religioso, após o presidente reduzir menções a referências de fé em seus discursos públicos recentes.

Janja compartilhou imagens do encontro em suas redes sociais, acompanhadas da declaração:

De mãos dadas com mulheres de fé, vamos desenvolver soluções e políticas que façam bem para o nosso povo, avançando por um projeto de nação que preza por justiça social, onde ninguém passe fome, onde todas as crianças sejam cuidadas e protegidas, onde nenhuma mulher sinta medo de estar em sua própria casa ou no trabalho”.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, também integrou a reunião. Em sua fala, afirmou: “Junto com as igrejas, precisamos pensar soluções e políticas que façam bem para o nosso povo, avançando por um projeto de nação que faça o que é justo e o que é certo”.

Franco classificou a atividade como “um momento de escuta”, enquanto Janja a definiu como “manhã especial de diálogo”.

A iniciativa se dá em um contexto de queda de apoio ao governo entre os evangélicos. Dados do Datafolha de julho de 2025 indicaram que a rejeição a Lula nesse grupo subiu de 50% para 55% em relação a junho. Este eleitorado historicamente alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro é considerado fundamental para as eleições de 2026.

Conforme reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, aliados atribuem a mudança na abordagem de Lula a um esgotamento estratégico. “Lula cansou”, resumiu um interlocutor do Palácio do Planalto à publicação.

Paralelamente, Janja tem ampliado sua agenda com grupos religiosos: no início de julho, reuniu-se com mulheres evangélicas em Manaus (AM) e, um dia antes, com representantes do Candomblé para lançar um edital contra o racismo ambiental.

Marina Silva

De forma semelhante, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, membro da Assembleia de Deus, também se reuniu na noite de quarta-feira (13) com representantes de diferentes religiões no Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília (DF).

O objetivo da reunião foi tratar da pauta climática, mas associada às lições de fé, neste caso, “Fé no Clima”. Ambos os movimentos representam a tentativa do atual governo, rejeitado pela maioria dos evangélicos, de se aproximar no segmento religioso que mais cresce no país.

Mulheres como Marina Silva e Janja, portanto, seriam figuras importantes para o alcance de resultados que, embora tenham como pano de fundo a fé, na verdade dizem respeito a interesses políticos e partidários. Com informações: Exibir Gospel.

Igreja Anglicana: Nigéria rompe com Gales por causas LGBTs

A Igreja Anglicana da Nigéria anunciou o rompimento de relações com a Igreja no País de Gales após a eleição da rev. Cherry Elizabeth Vann, de 66 anos, como arcebispa. O comunicado foi feito pelo primaz nigeriano, rev. Henry Ndukuba, em 15 de agosto, durante a abertura da 14ª Conferência de Chanceleres, Registradores e Oficiais Legais da Igreja da Nigéria, realizada na St. Matthias House, em Abuja.

Segundo Ndukuba, a decisão foi motivada pela escolha de Vann, assumidamente lésbica e bispa de Monmouth há cinco anos, para ocupar o cargo de 15ª arcebispa do País de Gales. A eleição ocorreu após dois dias de deliberações por um colégio eleitoral formado por clérigos e leigos na igreja de St. Pierre, próxima a Chepstow.

Em discurso, o primaz nigeriano classificou a decisão como “uma abominação” e um afastamento do ensino bíblico, comparando o episódio à consagração de Gene Robinson, em 2003, na Igreja Episcopal dos Estados Unidos, que também resultou na ruptura entre as províncias.

De acordo com a biografia publicada pela Igreja no País de Gales, Vann vive com sua parceira civil, Wendy Diamond, há mais de 30 anos. No País de Gales e na Inglaterra, uniões civis entre pessoas do mesmo sexo são legais desde 2013, embora a Igreja da Inglaterra mantenha o ensino de que o casamento é entre um homem e uma mulher. Em 2021, a Igreja no País de Gales aprovou bênçãos para uniões entre pessoas do mesmo sexo, medida já adotada pela Igreja Episcopal Escocesa e pela Igreja Presbiteriana da Escócia.

O reverendo Charlie Baczyk-Bell, padre anglicano, comemorou a eleição, descrevendo-a como “muito significativa” para a denominação. Já Ndukuba criticou o que chamou de “ensinos revisionistas” em partes da Igreja Ocidental e reafirmou o apoio da província nigeriana aos fiéis galeses alinhados à sua compreensão da ortodoxia. Ele destacou que esse apoio será reforçado por meio de plataformas como a Conferência Global do Futuro Anglicano (GAFCON).

O primaz informou que a Igreja da Nigéria mantém planos de expansão missionária internacional, com inscrições em andamento na Alemanha, Holanda e Finlândia. Também anunciou que a província contribuiu com US$ 2,5 milhões para o Fundo de Doações da GAFCON e prepara uma nova doação de US$ 2,3 milhões. Ndukuba afirmou que os recursos reforçam o compromisso da Igreja com a preservação do ensino ortodoxo.

Durante a conferência, que teve como tema “Chamado como um Sentinela” (Ezequiel 33:7), Ndukuba exortou os responsáveis jurídicos da denominação a protegerem a Igreja contra agressões e apoiarem a revisão constitucional interna, além da criação de uma nova Constituição nigeriana, de acordo com informações do The Christian Post.

Caso Felca: jornalista relembra denúncias de Damares Alves

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O jornalista Alexandre Garcia comentou, em declaração recente, a repercussão da denúncia feita pelo influenciador Felca envolvendo conteúdos que, segundo ele, “erotizam crianças” por meio de algoritmos de redes sociais. Garcia afirmou que o caso ganhou destaque nacional e classificou a situação como “escandalosa” e “aterrorizante”.

O comunicador recordou que denúncias semelhantes já haviam sido feitas anteriormente. Ele citou o episódio das “meninas de Marajó”, denunciado pela senadora Damares Alves, que, segundo Garcia, “foi silenciada pela mídia tradicional, como se estivesse dizendo um sacrilégio”.

O experiente jornalista mencionou ainda a atriz e apresentadora Antônia Fontenelle, alegando que ela foi alvo de decisão judicial que determinou a retirada de críticas feitas a um influenciador acusado de “induzir crianças à erotização e à sensualidade”, além de multa diária de R$ 1 mil — decisão posteriormente derrubada.

Garcia também lembrou a votação sobre o projeto de castração química para condenados por pedofilia, apontando que “85 parlamentares da esquerda” votaram contra a proposta. Ele finalizou lembrando que, embora a denúncia atual feita por Felca seja “verdadeira” e “dramática”, não deve ser utilizada como “cavalo de Troia” para ampliar medidas que resultem em censura de opiniões, inclusive políticas.

Decisão da Justiça contra cultos domésticos é ameaça a células

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) decidiu proibir a realização de cultos religiosos em áreas comuns de condomínios residenciais, após reclamações de vizinhos sobre barulho e movimentação excessiva de pessoas e veículos.

A corte entendeu que, no caso analisado, o volume médio das atividades chegava a 68 decibéis durante o dia, superando o limite legal de 40 decibéis, além de haver uso formal do endereço como igreja, o que violava a convenção condominial e o estatuto da associação de moradores.

Segundo o tribunal, a liberdade de crença e culto religioso não é absoluta e deve ser conciliada com os direitos dos demais moradores. A decisão destaca que as normas internas do condomínio e a convenção condominial são instrumentos essenciais para a preservação da ordem e da paz no convívio coletivo.

A advogada Carla Rodrigues, especializada em direito cristão, afirmou que a medida está alinhada à Constituição: “O direito fundamental à liberdade de crença e culto religioso não pode prevalecer em detrimento dos direitos dos demais membros da coletividade”. Ela ressaltou que o uso de imóveis como templos deve respeitar regras internas, com a Justiça podendo impor limites para evitar excessos, sem impedir práticas religiosas pacíficas.

O reverendo Ítalo Reis, pastor da 1ª Igreja Presbiteriana do Natal (RN), observou que a adoração cristã envolve também respeito ao próximo: “Se os cristãos agirem assim, haverá mais paz nos condomínios, pois somos o povo que vive a paz do Senhor”. Ele defendeu que o uso de espaços coletivos deve seguir critérios de cuidado, como manter os locais limpos e organizados, e obediência às autoridades, princípio que considera bíblico.

O pastor Bruno Jannuzzi, da Comunidade Evangélica Jesus Vive (RJ), concordou com a decisão e destacou a responsabilidade das lideranças religiosas: “Se existe perturbação da ordem em qualquer esfera, a lei deve ser cumprida”. Para ele, a falta de orientação aos fiéis para respeitar regras e vizinhos compromete o testemunho cristão.

Já o pastor Antonio Targino, da IBCIDADE em Natal, lembrou que nenhum direito constitucional é absoluto: “O poder da Justiça se estende até o ponto em que o exercício de um direito individual afete direitos coletivos, como o sossego e a segurança da comunidade”, declarou à revista Comunhão.

O caso reflete um desafio recorrente nas grandes cidades brasileiras, onde conflitos sobre o uso de áreas comuns — seja para festas, eventos ou cultos — levam moradores à Justiça. Especialistas afirmam que o equilíbrio entre liberdade religiosa e direito ao sossego deve ser buscado por meio de diálogo e respeito às normas, evitando que disputas assumam contornos de intolerância.

Índia: pastor sobrevive a espancamento e leva 10 hindus a Cristo

Rakesh, pastor de uma pequena congregação na Índia, relatou ter superado um episódio de violência religiosa que quase ceifou sua vida. Em 2 de junho de 2024, durante um encontro de oração em sua casa, ele foi agredido por um grupo de extremistas hindus após a conversão de uma moradora de uma vila vizinha, que, segundo os presentes, teria sido curada durante um culto anterior.

A mulher, que vivia a mais de um quilômetro da residência de Rakesh, decidiu seguir a fé cristã depois da experiência. Familiares dela, entre os quais líderes de um templo hindu local, reagiram organizando um ataque. Na data mencionada, uma multidão cercou o local, gritando palavras de ordem e exigindo o encerramento da reunião. Homens armados com facas invadiram o espaço, dispersaram os fiéis, agrediram o pastor e depredaram a propriedade.

Após o episódio, a denúncia feita à polícia resultou em pressão para que as atividades cristãs fossem interrompidas na aldeia. Parte dos membros deixou de frequentar os cultos, e a renda familiar do pastor foi reduzida. Rakesh vive com a esposa e quatro filhos em uma comunidade rural e lidera ações evangelísticas em cerca de dez vilas próximas.

A organização International Christian Concern (ICC) tomou conhecimento do caso e forneceu mercadorias para que Rakesh abrisse um pequeno comércio. “Há alguns anos, sofríamos muito com as necessidades básicas e, hoje, vivemos muito felizes. Somos gratos”, declarou o pastor à ICC.

O negócio, inicialmente instalado na aldeia, foi transferido para uma área central, o que aumentou a clientela. A renda obtida permitiu a reforma da igreja e da residência, além do custeio da educação dos filhos. Desde então, mais de dez hindus se converteram, segundo o pastor, e participam das atividades da comunidade.

“Hoje, temos uma loja no centro da cidade, e isso é uma grande coisa para nós. A ICC nos abençoou muito, e nos alegramos no Senhor. Somos muito gratos ao ministério por nos dar esperança e nos ajudar a viver livremente, sem nenhum fardo. Todas as nossas necessidades são supridas pela renda da loja, e estamos repletos de paz e alegria em nossas vidas”, afirmou, conforme divulgado pela International Christian Concern.

Acidente ceifa vida de pastor, filho e sobrinha a caminho de culto

O pastor Tavaran Ridley, da Igreja New Season, em Nashville, Tennessee (EUA), faleceu na manhã de domingo em um acidente de trânsito que também vitimou seu filho, Tavaran “Deuce” Ridley II, de 8 anos, e sua sobrinha, Esther Holston, de 2 anos. Eles estavam a caminho do culto infantil, no qual Ridley pregaria.

O acidente ocorreu por volta das 8h30. Além das três vítimas fatais, estavam no veículo a esposa de Ridley, Anasia, grávida, e as duas filhas do casal. Uma delas, Aamiyah, de 9 anos, segue internada em estado grave e entubada, respondendo a comandos médicos. A outra, Zoe, de 5 anos, já recebeu alta. Anasia continua hospitalizada, mas apresenta boa recuperação.

Segundo o pastor Dwayne Lewis, líder da New Season, a ausência de Ridley gerou preocupação entre os membros da igreja, que enviaram mensagens sem obter resposta. “Às 22h30 daquela noite, um dos familiares dele me ligou e contou o que havia acontecido”, afirmou Lewis à Baptist Press em 12 de agosto. Na mesma noite, ele visitou no hospital os sobreviventes.

Membro da igreja há cerca de um ano, Ridley participava ativamente da formação de novos ministros por meio da escola de ministério. Lewis e sua esposa, Alexa, o descreveram como um homem humilde, discreto e querido pela congregação.

Na noite de 05 de agosto, a igreja realizou um culto de oração em apoio à família, com a presença de representantes da Associação Batista de Nashville. Lewis destacou o apoio recebido: “O TBMB sempre esteve ao nosso lado. O fato de eles aparecerem, continuarem me ligando até hoje, só para saber como estamos… isso é realmente muito especial”.

No último domingo, 10 de agosto, a New Season promoveu um culto especial em memória das vítimas, com atividades de apoio emocional conduzidas por conselheiros especializados em luto. Crianças e adultos participaram de ações simbólicas, como desenhos, bolhas de sabão e a confecção de um banner com marcas de mãos coloridas.

Ridley aguardava com expectativa o nascimento de seu segundo filho homem: “Ele e Deuce eram inseparáveis. Onde você via Tavaran, você também via Deuce. E era realmente muito bonito de ver”, relatou Lewis. Segundo ele, Anasia comentou que agradeceu a Deus por pai e filho terem partido juntos, devido à forte ligação entre ambos, segundo informado pelo Baptist Press.

Lucinho diz que ‘crente não bebe’ e recebe resposta de pastor

A Bíblia não proíbe o vinho, mas a embriaguez. O problema não é a bebida — é o coração sem domínio próprio. Vamos parar de trocar a verdade pela mentira. pic.twitter.com/h7PSRoYBkq

— O Pastor Tóxico (@OPastorJack) August 12, 2025

Um debate sobre o consumo de bebidas alcoólicas entre cristãos vem repercutindo nas redes sociais. O pastor Lucinho Barreto, da Lagoinha Belo Horizonte (MG), defendeu que “crente não bebe”, associando o consumo de álcool a experiências negativas pessoais e familiares. Já o pastor Jack, da Igreja Vintage, em Porto Alegre (RS), rebateu, afirmando que a Bíblia condena a embriaguez, mas não o consumo moderado, especialmente no contexto da ceia.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Lucinho afirmou que seguir a Cristo implica abandonar antigos hábitos: “Todo mundo tem que praticar um divórcio quando encontra Jesus. Você tem que ser ex alguma coisa. A Patrícia é uma ex-pinguça. E, infelizmente, na nossa família lá, a gente ainda luta muito com muita gente”.

O líder mineiro também ironizou a presença de bebidas alcoólicas em eventos familiares: “Sabe uma coisa que eu acho engraçado? Eu nunca fui numa festa e o não-crente falou assim ‘Olha, o pastor tá vindo aqui, vamos servir ceia do Senhor?’. Mas os crentes querem servir bebida alcoólica na festa de casamento, porque vai vir um tio lá do quinto dos infernos que bebe uma pinga. Crente não bebe!”, esbravejou.

A declaração motivou resposta de Jack, que acusou o colega de generalizar e distorcer o ensino bíblico: “Lucinho, crente não mente. A Bíblia fala disso. Crente não mente. Tu tá mentindo. Para de mentir. […] Meu avô era podre de bêbado, um ébrio, bebia até cair. Batia na minha avó. O resto da minha família, vários. Cansei de ver briga. […] Mas eu não vou falar contra bebida com base nisso. Minha base não é o que eu vivi. A minha base da minha fé é a Bíblia. Porque no final do dia, o problema não foi a bebida, o problema foi o bêbado”.

Segundo Jack, a condenação bíblica é específica à embriaguez: “Tem gente que bebe e não faz isso. Tem gente que bebe e faz isso. A Bíblia condena uma coisa. Condena embriaguez. Então pare de mentir. ‘Ah, mas eu não quero beber’. O problema é teu. Vou dar um exemplo aqui. Quando eu defendo isso, as pessoas pensam que eu bebo. O que eu bebo num ano inteiro? Com certeza não chega a passar nem um litro de álcool pelo meu organismo. O que eu bebo mesmo é na hora da ceia”.

O pastor gaúcho acrescentou que o vinho, mencionado nas Escrituras, tinha teor alcoólico. “Outra coisa, é impossível um crente ser crente sem beber. Porque ele tem que participar da ceia. Jesus falou de vinho. Ele falou de pão. Pão é pão, vinho é vinho. Então, ainda que seja baixo [teor alcoólico], essa coisa de suco de uva é nova. É uma invenção nova. Vocês acham que tinha suco de uva no período bíblico, cara? Como é que vocês conseguem ler vinho e pensar em Tang?”.

Ele ainda citou passagens do Novo Testamento para reforçar seu argumento: “Se os caras se embebedavam em Corinto, na ceia, é porque o vinho da ceia embebedava. Simples. Ou então era só Paulo resolver dizendo ‘gente, não bebam o vinho, bebam o suco’. […] ‘Não vos embriagueis com o vinho’. Quer dizer que o vinho embriagava. Simples. Quando Jesus transforma a água em vinho, os caras ainda citam o quê pra Jesus? ‘Tu deixou o melhor vinho pro final’”.

Jack concluiu defendendo o ensino do domínio próprio: “Parem de mentir. É loucura isso. Não seria melhor ensinar domínio próprio para o povo? […] Aí o cara fala ‘crente não bebe’. Ele é um mentiroso, cara. Crente não mente. Eu não vou vencer um pecado de embriaguez com o pecado da mentira. […] Quando eu quero ter uma espiritualidade superior à espiritualidade apostólica, eu estou cometendo pecado. Como que eu resolvo problemas? Eu resolvo do jeito que os apóstolos resolviam. […] Como que resolve com quem se embriaga? Não se embriague”.