Nicodemus lista 6 lições que a queda de Philip Yancey ensina

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A confissão de Philip Yancey sobre o adultério que praticou ao longo de oito anos com uma mulher casada motivou o pastor Augustus Nicodemus a compartilhar seis lições que o episódio ensinam aos cristãos, em especial, a líderes evangélicos.

Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, o pastor declarou que a notícia o abalou: “Foi com muita tristeza que recebi a notícia da queda do Philip Yancey pela quebra do sétimo mandamento (não adulterarás). Ele confessou publicamente que vinha mantendo um relacionamento extraconjugal há oito anos com uma mulher casada”, resumiu.

Segundo o pastor presbiteriano, é positivo que Yancey tenha tomado iniciativa, pois denota arrependimento: “Graças a Deus que ele pediu perdão, reconheceu, admitiu, e também porque ele impôs sobre si mesmo essa disciplina, abandonando o seu ministério. Isso nos leva a pensar, a refletir sobre alguns pontos”.

As seis lições apontadas por Nicodemos estão associadas à vida cristã na prática: “O primeiro [ponto] é que nenhum servo está imune à queda, por mais piedoso ou influente que seja. Reflita sobre isso, não é à toa que a Bíblia diz ‘vigiar e orar’ e ‘o espírito está pronto, mas a carne é fraca’, e a Bíblia diz também ‘aquele que pensa que está em pé, cuide para que não caia’. Então, homens de Deus, homens piedosos, influentes de um ministério extraordinário, não estão isentos de serem tentados em cair em pecado e isso tudo deveria nos levar a um quebrantamento e uma reflexão a respeito da nossa própria vida”.

“Segundo ponto: o pecado ainda habita no crente e exige vigilância constante. Nós nunca chegaremos ao estado de perfeição, sempre seremos pecadores, inclinados a todo mal, tentados e com a possibilidade de cair. Portanto, mais uma vez, a necessidade de vigilância”, acrescentou o pastor Nicodemus.

O sentimento sobre o caso, a partir da confissão e arrependimento, é misto, afirmou Nicodemus: “Terceiro: o pecado sexual desqualifica para o ministério público. Eu, por um lado, fiquei muito triste, por outro, pelo menos, agradeci a Deus que o Yancey se arrependeu e ele mesmo saiu, tomou a iniciativa de sair do ministério público, de sair das suas atividades. Ele reconhece que o adultério, que o pecado cometido, o desqualifica como pastor”.

“Próximo ponto: a glória de Deus e o bem da igreja estão acima da reputação do líder. Nós devemos zelar pela glória de Deus e pelo bem da sua igreja. Isso significa que se a gente tiver que escolher entre a reputação da igreja, a glória de Deus e o bem do Evangelho e o nome de Yancey, vocês já sabem a resposta, não é? Acima de tudo, a glória de Deus e o bem da sua igreja”, exortou o veterano pastor.

Em quinto lugar, disse Nicodemus, vem a necessidade de disciplina: “A igreja a que ele pertence, é uma igreja pequena, de uns 30 membros (ele fez isso de propósito para evitar o assédio), mas […] deveria passar por um processo disciplinar, não é? Ele se aplicou essa disciplina, mas a igreja a que ele pertence deve proceder a um processo disciplinar para deixar claro que os evangélicos não concordam com isso aí”.

“O último ponto que eu quero trazer: a queda do Yancey, o pecado que ele cometeu, traz vergonha para todos os evangélicos, sem dúvida nenhuma, mas em momento nenhum desqualifica a nossa mensagem, a mensagem da graça foi pregada por ele. A mensagem sempre é maior do que o mensageiro, nós devemos lembrar disso. A queda de Yancey e o pecado que ele cometeu não significa que o Evangelho que ele pregou ou o Evangelho que ele explicou seja errado ou caiu com ele. Não cai com ele, porque como eu disse, a mensagem é maior do que o mensageiro, continua sendo verdade que Deus perdoa pecadores, Deus transforma pessoas, Deus usa pessoas imperfeitas como nós para pregar a sua Palavra, e que sua igreja é baseada na graça de Deus, a graça de Deus, graça que não significa libertinagem, como finalmente Yancey veio admitir”, concluiu o pastor em seu vídeo.

Pastor e esposa são mortos pelo próprio filho em Juiz de Fora

O pastor aposentado João Batista Fernandes Souza, de 74 anos, morreu após um ataque cometido pelo próprio filho na manhã de quarta-feira, 07 de janeiro, em Juiz de Fora (MG), na Zona da Mata. A ocorrência também resultou na morte da madrasta do suspeito, de 63 anos, de duas irmãs, de 44 e 47 anos, e de um sobrinho, de 5 anos.

A Polícia Militar informou que o caso ocorreu em um conjunto de casas onde a família morava, no bairro Santa Cecília. A corporação afirmou que o suspeito iniciou o ataque quando uma das irmãs saiu pelo portão, e que imagens de câmera de segurança registraram parte da ação.

O tenente-coronel Flávio Tafúri, da Polícia Militar, declarou à TV Integração: “Ele atacou a primeira, depois a segunda; em seguida, matou a mãe [madrasta], foi no quarto, matou o pai de 74, subiu até na parte de cima da casa e também efetuou as facadas contra a criança de cinco anos”.

A polícia informou que as vítimas foram encontradas por outro filho do pastor. Pouco depois, o suspeito foi localizado e preso no apartamento onde mora. A corporação afirmou que ele confessou o crime e que foi encontrado lavando roupas com manchas de sangue no momento da abordagem.

Flávio Tafúri disse: “Segundo o relato dos irmãos, ele passava por transtornos mentais, com mudanças de humor e episódios de surto psicótico”. A Polícia Civil informou que ainda não há laudo médico que comprove diagnóstico de transtorno psicológico e que a Delegacia Especializada de Homicídios de Juiz de Fora investiga a motivação.

Segundo informações divulgadas pela imprensa local, João Batista Fernandes Souza era pastor aposentado da Igreja do Nazareno e trabalhava como marceneiro. Ele realizava tratamento contra câncer de próstata, conforme a apuração publicada.

A Igreja do Nazareno divulgou nota de pesar pela morte do pastor e dos familiares. Os pastores Renato Siqueira e Silvia Helena afirmaram: “Vítimas de uma fatalidade que enluta não apenas seus familiares e amigos, mas toda a Igreja de Cristo”.

Eles acrescentaram: “Cremos que, mesmo diante do silêncio da dor, o Senhor continua soberano, presente e fiel. Nossa esperança está na promessa da vida eterna e no reencontro glorioso em Cristo Jesus. Nos solidarizamos com os familiares, amigos e irmãos na fé, reafirmando nosso amor, apoio e intercessão contínua”.

O presidente do Conselho de Pastores de Juiz de Fora, pastor Célio Neto, publicou uma mensagem nas redes sociais. Ele declarou: “Deixo aqui minhas condolências para todos os familiares por essa perda, essa tragédia, e também para toda comunidade cristã de Juiz de fora. Que Deus possa trazer consolo e paz aos integrantes da família depois dessa tragédia que aconteceu no nosso meio”.

A Assembleia de Deus Ministério Jeová Nissi, denominação da cidade, também divulgou nota no Instagram: “Nos unimos em oração e solidariedade à família do pastor João e a todos os irmãos da Igreja do Nazareno em Santa Cecília. Que o Espírito Santo, o Consolador, traga paz, força e esperança neste momento de dor”.

O velório ocorreu no Parque da Saudade. O sepultamento foi realizado na quinta-feira, 08 de janeiro, segundo as informações divulgadas.

Perseguidor de cristãos, governo de Cuba cai em breve, diz Trump

Na quinta-feira, 08 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar que acredita que o governo de Cuba “está muito perto” de cair. Ele fez a declaração em entrevista a um programa de rádio conservador, ao ser questionado pelo comentarista Hugh Hewitt sobre a situação política na ilha.

Trump disse que vê a possibilidade de uma mudança iminente no governo do presidente cubano Miguel Díaz-Canel, mas não ameaçou uma intervenção direta. O presidente afirmou que “não se pode exercer muita pressão” e vinculou um eventual cenário de troca de governo à redução do apoio econômico que Havana recebia da Venezuela.

Durante a entrevista, Trump declarou que a política de pressão de seu governo sobre Cuba seguirá em vigor. No domingo, 03 de janeiro, ele já havia afirmado que o governo cubano estava “prestes a cair” e citou, como justificativa, a expectativa de que o país deixe de se beneficiar do petróleo venezuelano.

Cuba e Venezuela mantêm cooperação política e econômica desde o início dos anos 2000, após um acordo firmado no governo de Hugo Chávez. O entendimento envolveu o fornecimento de petróleo a preços reduzidos para Havana e o envio de profissionais cubanos, como médicos e professores, para programas sociais em território venezuelano.

O governo cubano informou que a operação militar realizada em Caracas no sábado, 03 de janeiro, para capturar Nicolás Maduro, deixou 32 militares cubanos mortos que atuavam em missões de cooperação entre os dois países. Trump citou a captura de Maduro ao mencionar, na entrevista, mudanças políticas e econômicas anunciadas pelos Estados Unidos envolvendo um governo interino em Caracas.

Em junho de 2025, Trump assinou um memorando para endurecer a política dos Estados Unidos em relação a Cuba, com restrições a transações financeiras diretas ou indiretas com entidades controladas pelo governo e reforço de medidas ligadas a viagens e ao turismo no país.

Instagram: rapper cristão censurado por música sobre Jesus x Alá

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O rapper nobigdyl afirmou que o Instagram restringiu, nos Estados Unidos, a visualização de um vídeo recente com conteúdo cristão e comparação entre Jesus e figuras de outras religiões. Ele disse que a plataforma justificou a medida com base em suposta violação de “lei local”.

Em publicações feitas na segunda-feira, 05 de janeiro, o artista de Atlanta, cujo nome verdadeiro é Dylan Phillips, relatou ter recebido uma notificação informando que o vídeo da música Got a Reason, em colaboração com o rapper KB, teve o acesso limitado após o que a rede social classificou como uma solicitação legal.

Phillips divulgou capturas de tela com a mensagem atribuída ao Instagram, na qual a plataforma afirmou ter revisado o conteúdo e restringido a exibição “no local onde ele infringe a legislação local”. Ele escreveu: “O Instagram acabou de restringir meu conteúdo nos EUA porque, segundo eles, violava a ‘lei local’”. “Não as políticas deles, a lei”.

Phillips afirmou que a plataforma não indicou qual norma teria sido descumprida. Ele também publicou trechos do vídeo restrito, com referências bíblicas, menções à ressurreição de Jesus e uma comparação direta com outras tradições religiosas.

Em publicações posteriores, Phillips comparou a restrição aplicada ao seu vídeo com a permanência de conteúdos que, segundo ele, seguem disponíveis no Instagram. Ele citou um vídeo com Nick Fuentes e afirmou ter visto insultos raciais circulando sem a mesma limitação. Phillips escreveu: “Eu me pergunto qual ‘lei’ eu quebrei que Nick não quebrou com seu discurso racista, xenófobo e repleto de ódio”. “Eu me pergunto qual é o verdadeiro problema com o meu conteúdo”.

Na mensagem final, Phillips orientou o público a ouvir a música em outras plataformas e ironizou a justificativa apresentada pelo Instagram. Ele escreveu: “De qualquer forma, ouçam o verso transgressor e banido do Instagram em Got a Reason”.

Phillips já afirmou, em entrevistas anteriores, que a fé influencia sua vida e sua música, embora diga não gostar do rótulo de “rapper cristão”. “Quando as pessoas me perguntam o que eu faço, eu simplesmente digo que sou rapper”, declarou. Ele acrescentou que não corrige quem o identifica como “rapper cristão” e disse que considera o gênero “hip-hop”, sem separar por nichos, conforme informado pelo portal The Christian Post.

Em 2020, o cantor Sean Feucht afirmou que redes sociais restringiram publicações com vídeos de louvor e adoração. Na ocasião, o senador Josh Hawley criticou a decisão atribuída ao Instagram e declarou apoio ao artista.

Igreja faz campanha para construir abrigo para moradores de rua

A Impact Ministries, igreja recém-fundada no estado de Indiana (EUA), anunciou planos para arrecadar US$ 1 milhão com o objetivo de construir um novo abrigo para moradores de rua na região. A congregação atua em Boonville e é afiliada à Igreja Wesleyana.

A diretora assistente Nicole Kolley disse que a campanha de arrecadação, lançada no início desta semana, foi decidida após a igreja identificar uma demanda local: “Porque vemos uma necessidade muito real em nosso condado”, afirmou.

Kolley informou que a Impact Ministries foi iniciada em outubro de 2024 e apresentou a proposta do projeto. “Nossa visão é criar um lugar que não apenas ofereça abrigo, mas também apoio no desenvolvimento de habilidades para a vida, encorajamento e um caminho rumo à estabilidade”, declarou.

Ela afirmou que a iniciativa busca atender pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade habitacional. “Muitas pessoas e famílias estão enfrentando a falta de moradia, instabilidade habitacional ou desafios significativos em suas vidas”, disse. “Queremos trabalhar lado a lado com nossa comunidade para atender a essas necessidades de forma significativa e duradoura”.

Segundo Kolley, os recursos serão destinados à compra de terrenos e à construção do centro. A igreja declarou que projeta doações de 2.000 pessoas, com contribuição de US$ 500 por participante para atingir a meta.

Kolley afirmou que o abrigo pretende combinar atendimento social e ações religiosas. Ela disse que a proposta é “promoverá o Evangelho, atendendo às necessidades físicas e espirituais” dos moradores quando o local for inaugurado. “Além de fornecer comida e um lugar seguro para ficar, esperamos oferecer oportunidades de culto, apoio baseado na fé cristã e um ambiente cristocêntrico onde as pessoas possam experimentar esperança e transformação”, pontuou, segundo o The Christian Post.

Ela acrescentou que a igreja atribui o projeto à convicção religiosa do grupo. “Acreditamos que a mudança duradoura acontece por meio de Cristo, e queremos que este ministério reflita o Seu amor de maneiras práticas”, afirmou. Kolley também disse: “O apoio que já recebemos da comunidade tem sido impressionante e profundamente encorajador”.

Segundo Kolley, a reação local influenciou a decisão de avançar com a campanha e a igreja pretende publicar atualizações mensais sobre o andamento. “A resposta da comunidade foi o que nos inspirou a assumir um projeto desta magnitude”, afirmou.

Ao comentar o objetivo do abrigo, Kolley disse: “Acreditamos que [este projeto] pode fazer uma diferença duradoura na forma como nossa comunidade responde à situação dos sem-teto e daqueles que enfrentam dificuldades financeiras, emocionais ou pessoais”. Ela concluiu: “O nosso desejo é caminhar ao lado das pessoas, encorajá-las e ser uma fonte de esperança quando elas mais precisam”.

Atentado a tiros em igreja nos EUA deixa dois mortos e seis feridos

We are on scene of a shooting at 660 N. Redwood Road.

2 people were killed and at least 6 more have been injured with at least 3 of those in critical condition.

The suspects are still outstanding, but our officers have obtained solid leads and are working to locate those… pic.twitter.com/SleDVievfv

— Salt Lake City Police Department (@slcpd) January 8, 2026

Um ataque a uma filial de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, em Salt Lake City, no estado de Utah (EUA), deixou duas pessoas mortas e ao menos seis feridas. A capela era usada para um funeral na quarta-feira, 07 de janeiro, segundo as informações divulgadas pelas autoridades.

Em nota, a igreja informou que tomou conhecimento de um “incidente grave” ocorrido do lado de fora do local durante um culto memorial. A instituição declarou: “A Igreja está cooperando com as autoridades policiais e agradece os esforços dos socorristas”. A nota acrescentou: “Até que mais informações estejam disponíveis, todas as perguntas sobre este incidente devem ser direcionadas ao Departamento de Polícia de Salt Lake City. Estendemos nossas orações a todos os afetados por esta tragédia e expressamos profunda preocupação com o fato de qualquer espaço sagrado destinado ao culto ser submetido à violência de qualquer tipo”.

O Departamento de Polícia de Salt Lake City informou que três dos feridos estavam em estado crítico. A corporação também declarou que algumas vítimas foram levadas por veículos particulares a um hospital local antes da chegada dos policiais.

O senador Mike Lee (Partido Republicano–Utah) se manifestou na quarta-feira, 07 de janeiro, e classificou o caso como “violência sem sentido”. Ele escreveu no X: “Juntem-se a mim em oração pelas vítimas dessa violência sem sentido e por todas as famílias desta igreja”. “Por favor, contatem as autoridades policiais locais se tiverem alguma informação sobre os autores”.

O FBI em Salt Lake City informou, em comunicado, que estava ciente do caso e prestava apoio às autoridades locais. O Departamento de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos (ATF) de Denver declarou que mobilizou agentes especiais para responder à ocorrência na região da North Redwood Road, com apoio à investigação.

A polícia afirmou que ainda não possui uma descrição detalhada do veículo ou mesmo do suspeito pelo crime.

Como vivem os cristãos na Coreia do Norte? Portas Abertas conta

O cotidiano na Coreia do Norte é organizado sob controle do Estado, com doutrinação política e vigilância constante. Em cidades como Pyongyang, vivem grupos considerados mais privilegiados e associados a histórico de lealdade ao regime, com uma rotina rígida que inclui transmissão de propaganda estatal, reuniões políticas obrigatórias e supervisão contínua do trabalho em escritórios governamentais e fábricas.

Moradores desses centros também são obrigados a participar de sessões de autocrítica, nas quais precisam admitir erros em público e reconhecer suposto descumprimento de normas do partido. Esses encontros são descritos como momentos de exposição pública e de denúncia de outros integrantes do grupo.

Mesmo na capital, a população enfrenta escassez de alimento e instabilidade no fornecimento de energia elétrica. A liberdade individual aparece limitada, com controle sobre o que se diz, por onde se circula e o que se assiste ou lê, e a manifestação de opiniões consideradas inadequadas é apontada como passível de consequências graves.

No campo, as condições são apresentadas como mais severas. Agricultores trabalham longas jornadas em fazendas estatais, com ferramentas básicas, e o cenário é associado a desnutrição, falta de eletricidade e acesso precário a cuidados médicos.

Crianças frequentam a escola, mas o ensino é centrado em lealdade ideológica. A nova geração também é descrita como mobilizada para trabalho em fazendas estatais, enquanto muitas famílias buscam sobreviver por meio de mercados informais, com comércio feito em segredo.

A percepção sobre cristãos é associada ao nível de doutrinação recebido. Entre crianças, a ideia transmitida é a de que cristãos seriam estrangeiros perigosos e malignos, com narrativas escolares e da mídia estatal que retratam missionários americanos como responsáveis por crimes contra crianças, incluindo envenenamento e roubo de órgãos. Nesse contexto, a maior parte da população é descrita como crescendo sem contato com termos cristãos básicos, como “Jesus” e “Bíblia”.

Entre cidadãos considerados leais ao regime, a tendência descrita é de adesão à propaganda contra seguidores de Jesus. Outros permanecem indiferentes ou cautelosos, mas a denúncia de um seguidor de Jesus ao governo aparece como uma possibilidade, associada à expectativa de recompensa, como comida, favores ou avanço social.

Porém, de acordo com a Missão Portas Abertas, há o registro de que nem todos aceitam a propaganda estatal. Em regiões fronteiriças, a circulação de mídia contrabandeada e o contato com estrangeiros são citados como fatores que expõem informações diferentes das oficiais e permitem que alguns norte-coreanos se aproximem do cristianismo, mesmo sem acesso ao evangelho por meios tradicionais.

Incêndio destrói casas e igreja, mas Bíblia não: ‘Deus vai restituir’

Um incêndio atingiu um imóvel com uma igreja no térreo e uma casa no primeiro andar e resultou em relatos de moradores sobre perdas materiais e resgate de uma Bíblia entre os escombros. O caso ocorreu no bairro Buritizal, na zona sul de Macapá (AP).

Na quarta-feira, 07 de janeiro, Diana Rodrigues disse que perdeu a residência e o espaço onde funcionava a igreja que coordenava com outros membros da comunidade. Ela afirmou que conseguiu retirar dois televisores e salvar uma Bíblia durante o incêndio. “Deus há de restituir tudo”, declarou.

O Corpo de Bombeiros do Amapá informou que o difícil acesso à área e a proximidade entre os imóveis contribuíram para a rápida propagação do fogo. A corporação afirmou que não houve feridos.

Testemunhas relataram que o incêndio se espalhou em cerca de cinco minutos e destruiu ao menos seis casas. Moradores também mencionaram a suspeita de que as chamas tenham começado nos fundos de uma residência e avançado rapidamente.

Diana Rodrigues relatou que percebeu a fumaça após o almoço e que a saída ocorreu em poucos minutos. “Foi tudo muito rápido, perdi tudo e tenho um filho autista”, disse. Ela acrescentou: “Recentemente, Deus tinha me dado tudo novo, acabou tudo. Mas sei que os meus estão vivos. Só ficamos com a vida, isso é importante. Deus há de restituir tudo”.

A filha de Diana, Maira Cruz, disse que também perdeu a residência. Com uma Bíblia nas mãos, ela afirmou: “Agradeço em primeiro lugar a Deus que estamos vivas. Perdemos tudo”. Ela acrescentou: “Resumindo, não temos para onde ir, mas estamos com vida. Ficamos sem roupa, sem calçado, sem nada. Mas a vida é o melhor. Eu sei que Deus vai providenciar tudo”. Maira Cruz afirmou ainda: “Pensei que tinha perdido a bíblia, mas ela sempre está comigo. O que nos resta é a fé”.

O portal local Seles Nafes identificou a igreja atingida como Ministério Cenáculo e informou que o grupo realizava uma campanha de sete dias de oração, com encerramento previsto para o dia do incêndio.

Diana Rodrigues afirmou que pretende manter as atividades religiosas. “A igreja de Jesus vai continuar, porque Ele é fiel”, disse. Ela acrescentou: “Ontem o pastor falou que, para ganhar, às vezes é preciso perder. Eu perdi tudo, mas isso não importa diante da vida”.

O Corpo de Bombeiros informou que enviou todas as viaturas disponíveis ao local e montou um posto de controle para organizar o trabalho das equipes. A corporação afirmou que moradores ajudaram no combate às chamas e que muitas pessoas ficaram apenas com a roupa do corpo e alguns documentos. Aproximadamente 10 famílias ficaram desabrigadas, segundo o relato divulgado.

Fracasso: “saidinha” faz com que 1.131 detentos não retornem

A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) do estado de São Paulo divulgou na quinta-feira, 8 de janeiro, que 1.131 internos do regime semiaberto não retornaram às suas unidades prisionais após o término do período de “saidinha” temporária de fim de ano. Esses detentos são agora considerados foragidos.

Conforme os dados oficiais, o Poder Judiciário autorizou a liberação de 30.382 presos entre os dias 23 de dezembro de 2025 e 5 de janeiro de 2026. O número de faltosos corresponde a 3,72% do total de beneficiados.

De acordo com a legislação, o descumprimento das condições resulta na perda automática do direito ao regime semiaberto. Se recapturados, esses indivíduos retornarão ao cumprimento de pena em regime fechado.

Contexto Legislativo e Controvérsia

O benefício, conhecido como “saidinha”, foi centro de um debate político intenso em 2024. Naquele ano, o Congresso Nacional aprovou um projeto que extinguia a concessão da saída temporária em datas comemorativas, como Natal e Páscoa.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou a proposta, argumentando pela manutenção do benefício para presos que não tenham cometido crimes hediondos com resultado morte e que atendam a critérios específicos.

O veto presidencial, contudo, foi derrubado pelo Legislativo. Como resultado, foi promulgada a Lei nº 14.843/2024, que alterou a Lei de Execuções Penais. A nova norma pôs fim à saída temporária para visitas familiares em datas festivas, mantendo-a apenas para atividades relacionadas a estudo ou trabalho externo, sob regras mais restritivas.

Questionamento no STF

Após a promulgação da lei em maio de 2024, defensorias públicas e advogados de milhares de presos passaram a acionar o Judiciário para tentar garantir o direito ao benefício com base nas regras anteriores.

A matéria foi levada ao Supremo Tribunal Federal (STF), que deve julgar se os presos que já cumpriam pena quando a lei entrou em vigor mantêm o direito à “saidinha”.

Em março de 2025, o STF reconheceu que o caso possui “repercussão geral”. Isso significa que a decisão final da Corte servirá de diretriz obrigatória para todos os casos semelhantes que tramitam nas instâncias inferiores da Justiça. O julgamento definitivo ainda está pendente. Com: Pleno News.

Advogados pedem que Bolsonaro receba assistência de pastores

Os advogados de Jair Bolsonaro (PL) pediram ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que o ex-presidente receba assistência religiosa durante a permanência na Sala de Estado-Maior da Polícia Federal, em Brasília. A defesa também solicitou permissão para o uso de uma Smart TV no local.

Os advogados Celso Vilardi, Paulo Cunha Bueno e Daniel Tesser afirmaram na petição que o acesso a informações integra condições mínimas de dignidade e deve ser assegurado a pessoas sob custódia do Estado.

A defesa informou que Bolsonaro está em um espaço de cerca de 12 metros quadrados, com cama, armário, mesa, frigobar, ar-condicionado, janela e banheiro exclusivo. Imagens divulgadas após a detenção indicam a presença de uma televisão na sala.

Os advogados disseram que a Smart TV, a ser fornecida pela família, não será usada para acessar redes sociais. Eles afirmaram que o uso ficaria restrito a canais de notícias e plataformas jornalísticas, como o YouTube, “em sua função estritamente informativa”.

Além do pedido sobre a televisão, a defesa solicitou autorização para que o bispo Robson Lemos Rodovalho e o pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni prestem assistência religiosa a Bolsonaro. Os advogados afirmaram: “O atendimento espiritual será realizado de forma individual, com supervisão institucional, sem qualquer interferência na rotina do estabelecimento, tampouco risco à segurança”.

De acordo com a revista Oeste, na semana anterior, os advogados também pediram providências sobre o que classificaram como “ruído contínuo e permanente” do sistema de ar-condicionado central da sede da Polícia Federal. Eles afirmaram que o barulho incomoda Bolsonaro devido à proximidade do equipamento com o local onde ele está custodiado.