MP acusa Universal de assédio judicial contra jornalista JP Cuenca

O Ministério Público Federal (MPF) reafirmou, em réplica apresentada à 28ª Vara Federal do Rio de Janeiro, a acusação de que a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) teria promovido assédio judicial contra o jornalista e escritor João Paulo Cuenca, que fez publicação sugerindo que o então presidente Jair Bolsonaro fosse “enforcado nas tripas do último pastor da Igreja Universal”.

A ação civil pública pede que a instituição seja condenada ao pagamento de indenização mínima de R$ 5 milhões por dano moral coletivo, com destinação a projetos de enfrentamento da violência contra jornalistas e de proteção à liberdade de imprensa.

De acordo com o MPF, entre julho e outubro de 2020, pastores da IURD ingressaram com 144 ações judiciais semelhantes, distribuídas em 19 estados, pleiteando indenizações que somavam mais de R$ 3,3 milhões. Em 62 desses processos, o modelo de petição era idêntico. Para a Procuradoria, a concentração temporal e a padronização das demandas indicam atuação orquestrada para constranger e silenciar o jornalista.

O caso teve início em junho de 2020, após uma publicação de João Paulo Cuenca no Twitter. A postagem gerou ampla repercussão nas redes sociais e mobilizou campanha pela sua demissão do periódico alemão DW, onde trabalhava. A dispensa ocorreu posteriormente, e o jornalista passou a relatar ameaças físicas e de morte.

O MPF sustenta que a IURD responde objetivamente pela conduta de seus pastores e que a estrutura hierárquica da igreja afasta a possibilidade de “mobilização espontânea”. O órgão afirma que, ainda que grande parte das ações não tenha obtido êxito, o objetivo de criar insegurança jurídica e impor desgaste emocional e financeiro já teria sido alcançado.

O Supremo Tribunal Federal (STF) define o assédio judicial como o ajuizamento de múltiplos processos, baseados nos mesmos fatos, em diferentes comarcas, com a finalidade de constranger jornalistas ou órgãos de imprensa. O caso envolvendo Cuenca foi mencionado pela Corte como exemplo dessa prática.

A atuação do MPF começou em 2020, após denúncia da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Desde então, foram realizadas audiência pública, criação de fórum de monitoramento de violações à liberdade de imprensa e apresentação de sugestões ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para identificar e acompanhar processos que configurem assédio judicial. A ação contra a IURD foi ajuizada em fevereiro deste ano, de acordo com informações do próprio MPF.

JP Cuenca
Captura de tela da publicação feita por JP Cuenca no antigo Twitter

Sede Mundial da Nação Madureira: vídeo mostra interior do templo

A Assembleia de Deus Ministério Madureira/Brás inaugurará, em 16 de agosto, a nova sede mundial da denominação nos Estados Unidos. O templo está localizado na cidade de Inverness, no estado da Flórida, e terá cerimônia oficial às 11h.

O anúncio foi feito pelo bispo Samuel Ferreira, líder do ministério, por meio de suas redes sociais, onde iniciou contagem regressiva para o evento. O bispo primaz Manoel Ferreira também confirmou presença na celebração.

Com mais de 80 mil metros quadrados de área total, o complexo foi projetado para atender demandas ministeriais, administrativas e sociais. A estrutura conta com mais de 60 salas, cozinha industrial, ginásio esportivo e poço artesiano para abastecimento próprio. De acordo com a liderança, o espaço está preparado para receber conferências, treinamentos e encontros espirituais, reunindo fiéis de diferentes países.

Em publicação, o bispo Samuel Ferreira declarou: “Um sonho. Uma realidade. Madureira não para. Repostem, se possível”. A convocação foi direcionada a fiéis e simpatizantes, com incentivo à divulgação do evento.

A nova sede também funcionará como centro de apoio a missionários e base para ações evangelísticas, com objetivo de integrar diferentes culturas e nacionalidades em torno da fé cristã. A direção da denominação informou que a estrutura pretende servir como referência para a comunidade evangélica mundial, fortalecendo a presença da Assembleia de Deus Madureira no território norte-americano.

O endereço da sede é 3896 S. Pleasant Grove Road, Inverness, FL 34452. A cerimônia deve reunir autoridades religiosas, membros da igreja e convidados especiais, sendo considerada pelos líderes como um marco na trajetória do ministério.

Pastor Edésio, pai de Nikolas, conta fala do filho aos 6 anos

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Pastor Edésio de Oliveira, pai do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), relatou como acompanhou o despertar do interesse político do filho, que iniciou sua trajetória pública aos 24 anos como vereador de Belo Horizonte (MG). Atualmente com 29 anos, Nikolas é considerado o político mais engajado do país e, nas eleições de 2022, obteve 1,4 milhão de votos, o maior número registrado no pleito em todo o Brasil.

Em entrevista, o líder religioso afirmou que o primeiro sinal dessa vocação surgiu quando o filho tinha apenas 6 anos. Segundo Edésio, na época, Nikolas declarou à mãe que queria ser político “porque os políticos eram muito safados”. Ele afirmou que levou a fala a sério e passou a orar pela vida do menino, caso aquela fosse, de fato, sua vocação. O pastor acrescentou que nunca imaginou que o filho desejaria seguir o ministério pastoral como ele.

“Aos 6 anos de idade, o Nikolas fez uma declaração que nos chocou muito, chamou muito a nossa atenção. Ele vira, e fala para a mãe dele que queria ser político, porque os políticos eram muito safados. Nós começamos a perceber que havia um chamado de Deus para ele”, disse Edésio.

O pastor também mencionou que já repreendeu o deputado por algumas atitudes no exercício do mandato. Um dos episódios foi quando Nikolas colocou uma peruca e se apresentou como “deputada Nikole”. Na ocasião, o pai afirmou ao filho que aquela ação não era necessária. Segundo Edésio, atualmente o parlamentar apresenta maior maturidade, o que tem tornado essas correções menos frequentes.

Escritora cristã endossa denúncia de Felca e alerta pra foto infantil

O youtuber brasileiro Felca publicou um vídeo denunciando práticas ilegais envolvendo a exploração de crianças e adolescentes nas redes sociais. O conteúdo, que já ultrapassa 27 milhões de visualizações, expôs casos e estratégias utilizados por criminosos para sexualizar menores e lucrar com esse material.

No vídeo intitulado “Adultização”, Felca citou o influenciador Hytalo Santos, com mais de 20 milhões de seguidores, como exemplo de uso indevido da imagem de adolescentes para gerar engajamento e monetização. Uma das vítimas foi a adolescente conhecida como Kamylinha, exposta desde os 12 anos em vídeos com trajes inapropriados e atitudes de conotação sexual.

Entre os registros mencionados, estão imagens da menor “rebolando no colo de outro menor de idade” diante de adultos que filmavam e aplaudiam. Felca também relatou que a adolescente se apresentava em eventos com público adulto, realizando danças sensuais em ambientes onde havia consumo de álcool e drogas.

As denúncias resultaram na abertura de inquérito policial e em investigações pelo Ministério Público do Trabalho da 13ª Região. Uma decisão judicial determinou a retirada das redes sociais de Kamylinha.

Redes criminosas online

Felca também detalhou que redes de pedófilos atuam de forma organizada em aplicativos de mensagens como o Telegram, compartilhando e comercializando material de abuso sexual infantil. Segundo ele, os criminosos exploram algoritmos para localizar fotos e vídeos aparentemente inofensivos, publicados por familiares, e os utilizam de forma criminosa.

Um estudo da SaferNet, divulgado em 2024, identificou mais de 1,25 milhão de brasileiros em grupos do Telegram dedicados à distribuição de pornografia infantil — prática tipificada como crime no Brasil e punida com prisão.

Alerta aos pais

Após a repercussão, a escritora cristã Vitória Reis publicou um vídeo com orientações para prevenir a exposição indevida de menores na internet. “Tudo que ele traz no vídeo é verdade e é importante que nós estejamos alertas”, afirmou.

Ela alertou que fotos de bebês apenas de fralda, imagens que evidenciem partes íntimas ou registros de crianças se alimentando de forma sugestiva podem ser alvo de criminosos. “Todas essas imagens atraem perfis para utilizar as fotos do seu filho. Veja bem, eu não estou falando que a sua criança está convidando ninguém, eu estou dizendo que infelizmente a mente dessas pessoas é completamente perversa”, disse.

Vitória ressaltou que é possível compartilhar momentos familiares sem colocar os filhos em situação de vulnerabilidade. “Nunca sabemos quem está do outro lado, não sabemos o que as pessoas podem fazer com esses vídeos. Nós não sabemos ainda o efeito dessa exposição toda na vida dos nossos filhos”.

Crítica à exploração

A escritora também criticou o uso de crianças como ferramenta de lucro online. “Criança não é brinquedo, não é produto e nós precisamos vigiar com isso. A internet não é lugar de criança, ela não deve estar preocupada em ficar produzindo conteúdo, preocupada com likes. Esse tipo de preocupação é danoso para a mente da criança e nós precisamos poupar os nossos filhos disso”.

Ao concluir, Vitória pediu orações pelo youtuber. “Ore pela vida e alma dele, porque só Deus sabe o que enfrentamos do lado de cá por levantar pautas como essa. Ele é uma voz muito relevante hoje, mas nós sabemos que também acabará sofrendo consequências”.

Missionários formam crianças para serem líderes cristãos na África

Missionários americanos têm realizado trabalho de evangelização infantil na África com o objetivo de formar uma nova geração de líderes cristãos no continente. A missionária Kathy Shafto, do Conselho de Missões Internacionais (IMB), afirmou que “as crianças não são a igreja do amanhã, elas são a igreja de hoje”.

Ela e o marido, Jay Shafto, atuam há décadas no continente, que, segundo a UNICEF, abriga a população infantil mais jovem do mundo. Projeções indicam que, até 2050, 40% das crianças do planeta estarão na África.

De acordo com Kathy, a formação espiritual desde cedo é essencial para a expansão missionária. “Faz todo o sentido que as crianças africanas sejam a igreja de hoje e os missionários do futuro”, declarou ao IMB. Ela acrescentou que líderes de igrejas africanas se comprometeram a enviar missionários para outros países e que, para alcançar esse objetivo, é necessário investir no discipulado infantil.

Na República Democrática do Congo, Kathy e uma equipe de seis líderes infantis de Kinshasa desenvolveram um currículo para crianças de 3 a 18 anos. O programa, baseado em 15 anos de aprendizado bíblico, inclui histórias sobre a atuação de Deus na história, ensinamentos sobre oração, evangelismo e serviço à comunidade. O método utiliza a aprendizagem oral, com as crianças recontando as histórias em suas próprias palavras, além de atividades de reflexão e aplicação prática.

Em áreas sem presença de igrejas evangélicas, como na comunidade onde atua a líder Mama Therro, as atividades são realizadas em diferentes pontos do bairro. Um dos exemplos é Abner, de 12 anos, que chegou a abandonar o clube bíblico para jogar futebol, mas retornou após compreender a importância de aprender e compartilhar a mensagem cristã. “Ele entendeu a importância de compartilhar o Evangelho agora e não esperar até ficar mais velho. Crianças como Abner são de vital importância para a igreja”, disse Kathy.

A missionária relatou que também foi evangelizada por uma criança quando tinha 10 anos e que essa experiência a motivou a capacitar novos evangelizadores desde cedo. “Quando se tornam crianças da Grande Comissão, sua visão de mundo se desenvolve e elas se tornarão os missionários de amanhã”, concluiu, conforme informado pelo portal Guia-me.

Radicais muçulmanos mataram mais de 22 mil pessoas na África

Grupos militantes islâmicos ampliaram sua atuação na África e mais que dobraram o número de mortes relacionadas a atividades violentas em áreas específicas do continente, segundo estudo do Centro Africano de Estudos Estratégicos (ACSS).

No período de 12 meses encerrado em 30 de junho, 10 grupos militantes islâmicos foram responsáveis por 22.307 mortes, a maioria de cristãos na África Ocidental, Oriental e Central. O levantamento aponta um aumento de 60% em comparação com os anos de 2020 a 2022, indicando intensificação dos métodos violentos adotados desde 2023.

De acordo com o estudo, “quase metade das mortes (10.685) no ano passado ocorreram no Sahel”, região que abrange 10 países, incluindo Mali, Chade, Nigéria, Burkina Faso e Camarões. Juntamente com a Bacia do Lago Chade e a Somália, o Sahel concentrou 99% das mortes atribuídas a militantes islâmicos na África no último ano. O levantamento estima que 950.000 quilômetros quadrados de territórios povoados — área equivalente à da Tanzânia — estejam fora do controle governamental devido às insurgências.

Nos últimos 10 anos, os grupos militantes islâmicos foram responsáveis por mais de 150 mil mortes. Entre eles, destacam-se o Al Shabaab, na Somália, e as facções ligadas ao Jama’at Nusrat ul-Islam wa al-Muslimin (JNIM), no Sahel, cada qual com mais de 49 mil mortes registradas em suas regiões nesse período. A Bacia do Lago Chade registrou aproximadamente 39.000 mortes.

A instabilidade política no Sahel tem contribuído para o aumento da violência. A média anual foi de 10.500 mortes nos últimos três anos, em comparação a 4.900 no triênio anterior, representando aumento de sete vezes desde 2019. O relatório, publicado em 28 de julho, afirma que “o ritmo e a escala da violência no Sahel são provavelmente ainda maiores do que os relatados” devido à restrição de acesso da imprensa por juntas militares no Mali, Burkina Faso e Níger.

O JNIM, com estimativa de até 7.000 combatentes, é responsável por mais de 80% das mortes no Sahel, atuando principalmente no norte, centro e sul do Mali e no sul de Burkina Faso, onde controla mais da metade do território. O grupo tem intensificado o uso de redes sociais, drones e inteligência artificial para recrutamento, propaganda e combate às forças militares na Nigéria, Mali e Burkina Faso.

No Mali, divulgou vídeos de supostos abusos de forças de segurança contra a comunidade Fulani, buscando se apresentar como “defensora das populações marginalizadas”. O estudo associa 17.700 mortes de civis às forças governamentais e aliados.

O Al Shabaab registrou 6.224 mortes entre 2024 e 2025. Segundo o levantamento, a arrecadação anual do grupo, estimada em US$ 200 milhões por meio de extorsão, pedágios e pirataria, se aproxima da receita interna da Somália e sustenta um contingente de 7.000 a 12.000 combatentes. A expansão do Estado Islâmico na Somália (EIS) é apontada pela ONU como ponto de preocupação, sendo classificado como sede administrativa e financeira do ISIS global.

O estudo foi divulgado em meio a um ataque contra cristãos em Komanda, no leste da República Democrática do Congo, atribuído às Forças Democráticas Aliadas (ADF), ligadas ao ISIS/ISIL.

De acordo com o The Christian Post, o grupo reivindicou a morte de 43 pessoas durante uma missa noturna, além do incêndio de lojas e residências. Também assumiu a autoria de outro ataque no início de julho, que deixou 66 mortos na província de Ituri, próxima à fronteira com Uganda.

Cristãos estão sendo caçados na África enquanto o mundo vira o rosto, diz Graham

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Movimento lança guia de oração para a COP30 em Belém

Movimentos cristãos internacionais divulgaram um guia de oração voltado especificamente para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), programada para novembro em Belém do Pará.

A proposta prevê uma jornada de dez semanas de intercessão, com temas que incluem decisões políticas, ética no uso de recursos naturais e responsabilidade ambiental. O material parte da premissa de que ações humanas contribuem para as mudanças climáticas e propõe a oração como ferramenta preventiva contra desastres ambientais.

O documento foi elaborado por organizações como Tear Fund, Renovar Nosso Mundo e 24/7 Prayer, que defendem a integração entre fé e ciência. Segundo os autores, o conhecimento científico deve ser valorizado pelos cristãos, e há uma responsabilidade coletiva diante da crise ambiental. Além das orações, o guia sugere atividades simbólicas, como escrever pedidos em lenços de papel, representando a fragilidade das decisões em prol do planeta.

Dúvidas

O pastor Sérgio Junger, presidente da Associação dos Capelães do Estado do Espírito Santo, reconhece a importância da oração, mas expressa uma visão distinta sobre o formato proposto. Para ele, a prática deve ser constante e individual, não vinculada a eventos de grande porte ou agendas internacionais. “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo”, citou, referindo-se a Tiago 1:27.

A sede da COP30 em Belém também carrega um significado histórico para o segmento evangélico. A cidade foi palco da fundação da Assembleia de Deus no Brasil, hoje o maior grupo evangélico do país. O evento reunirá líderes mundiais para discutir medidas contra o aquecimento global, mas a adesão das igrejas ao guia ainda é incerta, em razão da resistência de parte dos fiéis a instituições como a ONU e a OMS.

Para Junger, iniciativas desse tipo geram visibilidade, mas podem não produzir efeitos concretos. Ele afirma não encontrar respaldo bíblico para um cenário otimista em relação ao futuro do mundo e defende que a oração esteja voltada às necessidades imediatas das comunidades. “O papel da igreja é orar pelas pessoas próximas e pelas situações concretas que afetam o dia a dia”, disse.

Os organizadores do guia, por outro lado, acreditam na força da oração coletiva como estímulo à ação consciente. O objetivo é que, ao interceder por líderes e comunidades vulneráveis, os cristãos também adotem mudanças em seus hábitos, contribuindo para a preservação ambiental.

O lançamento ocorre no contexto de debates sobre um projeto de lei que flexibiliza regras ambientais no Brasil. Para os entusiastas da campanha, a possível aprovação da medida reforça a urgência de uma resposta.

Para o pastor capixaba, a prioridade continua sendo a oração constante e pessoal, independentemente de eventos globais. “Cada servo deve orar por tudo, em todo tempo, com sinceridade e compromisso”, concluiu, de acordo com informações da revista Comunhão.

José Dumont, condenado por pedofilia, voltará ao ar na TV Globo

O ator José Dumont, de 75 anos, condenado por pedofilia, voltará a aparecer na programação da TV Globo. A emissora anunciou que a novela Terra Nostra, exibida originalmente em 1999 e da qual Dumont fez parte do elenco, será reprisada a partir de 1º de setembro, substituindo História de Amor.

Dumont foi preso em flagrante em setembro de 2022, acusado de armazenar material de pornografia infantil. Em outubro do mesmo ano, foi liberado com uso de tornozeleira eletrônica. Em julho de 2023, recebeu condenação de 1 ano de reclusão e multa. Por ter mais de 70 anos, a pena foi reduzida e ele pôde recorrer em liberdade. O recurso está em andamento, aguardando novo julgamento.

O inquérito teve início após câmeras registrarem Dumont beijando um menino de 12 anos. Em depoimento, o ator afirmou que o material encontrado em sua casa seria utilizado como preparação para um papel. Em 2024, reportagem noticiou que o artista levava rotina normal em Copacabana, Zona Sul do Rio, sendo visto caminhando na orla e frequentando padarias locais.

Com mais de 40 filmes e dezenas de novelas no currículo, Dumont atuou em produções nas emissoras Manchete (extinta), RecordTV e Globo. No momento da prisão, estava escalado para a novela Todas as Flores, no Globoplay, mas foi retirado do elenco.

Na época, a Globo divulgou nota oficial: “O ator José Dumont estava contratado como obra certa especificamente para a novela Todas as Flores, a ser exibida no Globoplay. Diante dos fatos noticiados, a Globo tomou a decisão de retirá-lo da novela. A suspeição de pedofilia é grave. Nenhum comportamento abusivo e criminoso é tolerado pela empresa, ainda que ocorra na vida pessoal dos contratados e de terceiros que com ela tenham qualquer relação”.

Lula cansa de tentar conquistar evangélicos e desiste, diz jornal

Aliados do governo afirmam nos bastidores que Lula (PT) decidiu encerrar a tentativa de aproximação com o segmento evangélico, estratégia adotada em eventos pelo País. Interlocutores afirmaram que Lula deixou de incluir referências religiosas em discursos, e um deles resumiu a mudança dizendo que “Lula cansou” de buscar esse contato.

No dia 02 de agosto, levantamento do Datafolha apontou que apenas 18% dos evangélicos avaliam o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de forma positiva, ante 30% em outubro de 2024. A rejeição nesse grupo chegou a 55%, o maior índice desde março de 2023. Pesquisa do PoderData indicou cenário semelhante, com 69% de desaprovação e 26% de aprovação, revelando que cerca de sete em cada dez evangélicos estão insatisfeitos com a gestão federal.

Apesar da decisão, o PT mantém ações voltadas ao público evangélico, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo. Em maio, a Fundação Perseu Abramo – ligada ao PT – promoveu um curso de formação para militantes evangélicos, com o objetivo de prepará-los para o debate político com líderes e fiéis religiosos.

Nos Estados Unidos, o governo do presidente Donald Trump acompanha o cenário político brasileiro e, segundo fontes da Casa Branca, considera a hipótese de derrota de Lula nas eleições de 2026, “talvez até no primeiro turno”.

O Executivo norte-americano tem demonstrado simpatia pelo deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que mantém agenda frequente em reuniões no Congresso e no Executivo dos EUA, alinhando-se ao governo Trump em pautas como relações bilaterais, geopolítica e sanções ao ministro do STF Alexandre de Moraes.

Uma pesquisa de intenção de voto divulgada em junho mostrou Lula com 41,6% e Eduardo Bolsonaro com 39,1% em um cenário sem a candidatura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo interlocutores, esse resultado foi interpretado na Casa Branca como sinal de competitividade do parlamentar na corrida presidencial, e o eventual respaldo de Washington poderia fortalecer sua pré-candidatura.

‘Minha graça te basta’ é ‘nhenhenhé’, diz bispo Macedo

O bispo Edir Macedo se tornou o centro de uma polêmica ao demonstrar desprezo por uma das mais célebres afirmações do apóstolo Paulo em 2 Coríntios a respeito da providência e soberania de Deus.

A declaração ocorreu durante um programa em que o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus comentava a morte de um pastor de sua instituição. Ao afirmar que o passamento havia ocorrido por suicídio, o líder neopentecostal declarou que não havia nada a ser feito e que a “fé emotiva” é a razão do episódio trágico:

“Ele se matou. Eu senti muito. O que eu vou fazer? Eu vou ficar chorando a morte da bezerra? Eu não vou ficar chorando a morte da bezerra, não. Eu vou continuar na minha fé. Eu vou continuar passando, indo em frente. Mas, aqueles que vivem uma fé emotiva, aqueles que vivem na fé daquela graça, ‘a minha graça te basta nhenhenhenhé’ [sic], que vivem com a fé sentimental, que são os fracos, são os doentes, são os enfermos crônicos que nós temos espalhados nas igrejas, por todo o mundo”, disse Edir Macedo.

A morte por suicídio evidencia, na ótica de Edir Macedo, que o jovem pastor da Universal que tirou a própria vida aos 35 anos “nunca foi pastor”: “Se ele fosse homem de Deus, ele passaria pelos problemas que passou, ele venceria, porque eu passei por problemas piores do que ele. Eu passei por problemas piores do que ele”.

Após a polêmica, a Igreja Universal publicou uma nota de esclarecimento, relatando que o caso ocorreu na Bolívia e o jovem pastor “não enfrentava quadro de depressão”.

A Universal diz ter investido “tudo o que pôde pela sua total recuperação e, graças aos esforços empregados e à fé, ele foi curado”, diz trecho da nota.

De acordo com relatos da esposa, Lucas estava com alguns voluntários na Igreja quando, sem explicação, “correu em direção à rua, invadiu um local privado e escalou uma antena”, informa a Universal, descrevendo o contexto da morte do pastor. “Membros da Igreja o seguiram e chamaram a polícia. Porém, demonstrando um estado emocional alterado, não conseguiu se manter na antena e caiu”, acrescenta.

Ainda no comunicado, a Universal enfatiza que “são falsos os relatos perversos e insensíveis feitos à família do pastor Lucas que a Igreja Universal na Bolívia teria conhecimento de suposta condição mental inadequada e se omitido em oferecer ajuda”.