'Estava sem sentido': homem relata cura milagrosa do câncer

Otoniel Alves de Jesus, 38 anos, residente em Rio das Ostras (RJ), relatou transformação radical em sua trajetória após uma cura milagrosa e cumprir pena por condenação criminal, além de enfrentar diagnóstico de câncer.

Em entrevista a um portal religioso, em 15 de março de 2024, ele detalhou os eventos.

Contexto:

Aos 20 anos, Otoniel recebeu sentença de 37 anos de prisão. Sobre o período anterior, declarou: “Posso classificar minha vida antes de conhecer a Deus como praticamente sem sentido. Vivia como todo mundo, achando que estava bem”. Durante o encarceramento, iniciou estudos bíblicos em 2016.

Encontro:

Cristina Mendes, 35 anos, conheceu Otoniel através de foto compartilhada por colega de trabalho. Em visita ao presídio, afirmou: “O Espírito Santo falou que seria ele. Ainda brinquei: ‘Mas aqui dentro, Senhor?’”. Ela manteve contato por seis anos via cartas e visitas semanais, descrevendo: “Era uma carga pesada, mas nunca senti esse peso”.

Diagnóstico:

Libertado após a cura milagrosa e redução de pena em 2022, Otoniel recebeu diagnóstico de câncer em 2023, exigindo internação no INCA (Instituto Nacional de Câncer). Quando o casal planejava o casamento, médicos negaram alta. Cristina relatou: “Falei: ‘Agora vamos depender ainda mais de Deus’”.

Em oração simultânea por telefone, Otoniel descreveu o desfecho: “O mesmo médico que negou a alta entrou no quarto e disse: ‘Você vai sair com uma condição: casar e voltar para tratamento’”. O casamento ocorreu em julho de 2023 com apoio financeiro da Igreja Adventista.

Batismo:

Poucas semanas após a cerimônia, ambos foram batizados. Otoniel ressaltou: “Estava com cateter no peito, sem cabelos, sem sobrancelhas”. Atualmente sem evidências da doença, o casal lidera uma congregação adventista local. Sobre seu papel, ele aconselha: “Não somos super-homens; devemos demonstrar dependência de Deus”.

Cristina enfatizou a constância espiritual: “A oração sempre fez parte da nossa vida. Por carta, já orávamos”. Otoniel finalizou: “Quando convidei Cristo, minha vida ganhou novo sentido. Todos os dias agradeço pelo ar, pela água… Isso é bênção”.

Dados:

  • O sistema prisional brasileiro permite visitas religiosas e estudos bíblicos, conforme Lei de Execução Penal (Lei 7.210/84).

  • Casamentos de detentos são amparados pelo Artigo 1.520 do Código Civil, exigindo autorização judicial.

  • Segundo o INCA, interrupções breves em tratamentos oncológicos podem ser autorizadas mediante avaliação de risco-benefício.

Inteligência artificial: um mal para a Igreja ou um benefício?

Conteúdos que recriam narrativas bíblicas com personagens apresentados em formato de vlog, utilizando inteligência artificial (IA), alcançaram ampla circulação no Instagram e TikTok na última semana.

Os vídeos, que atribuem linguagem cotidiana e sotaques regionais brasileiros a figuras como Moisés, Davi e Daniel, acumularam milhões de visualizações.

A página “Vlog Bíblico”, uma das responsáveis pela disseminação do material, registrou mais de 5 milhões de curtidas em sua conta no TikTok até 1º de agosto de 2024. As produções são desenvolvidas pelo especialista em mídia digital Klelvem Barcelos, que utiliza o modelo de geração de vídeo Google Veo 3 para criar as imagens realistas.

Características:

  • Formato: Os personagens narram suas histórias em estilo de vlog (vídeo blog), com falas coloquiais e expressões contemporâneas.

  • Elementos Regionais: Incluem sotaques identificados como mineiro e paulista.

  • Exemplo Documentado: Em um vídeo disponível no perfil @vlogbiblico, Daniel relata sua experiência na cova dos leões: “Pessoal, tô aqui há algumas horas já e os leões nem tchun pra mim […] tô aqui assistindo safári noturno”. Após sua libertação, declara: “Galera, sobrevivi! Deus fechou a boca dos leões […] Já pode deixar o like aí”.

Reações do público:

Comentários nas publicações apresentaram perspectivas diversas:

Usuária @marina_alves comentou: “Amando, quem sabe assim a geração tiktoker começa a conhecer as histórias bíblicas”.

Outra seguidora, @carla.ribeiro, observou: “Maneira didática de explicar para crianças e adolescentes”.

@fernanda.oliveira postou: “Jeito descomplicado de contar, agora é só ler o original para pegar mais detalhes”.

A usuária @anag_fé declarou: “Vejo isso como oportunidade top de evangelizar!”.

Impacto observável:

Publicações de perfis não religiosos contendo perguntas sobre as narrativas bíblicas indicaram que os vídeos geraram interesse além do público habitual. Klelvem Barcelos afirmou em entrevista ao portal Conteúdo Cristão em 30 de julho: “O objetivo é usar tecnologia para tornar as histórias ancestrais mais palatáveis ao contexto digital atual”.

Contexto:

O Google Veo 3, lançado em maio de 2024, é um modelo de IA capaz de gerar vídeos de alta definição a partir de prompts textuais. Plataformas como TikTok reportaram aumento de 47% em conteúdos religiosos com ferramentas de IA no primeiro semestre de 2024, segundo relatório da empresa.

‘O problema nunca foi a Disney’, diz pastor sobre ‘Lilo & Stitch’

O pastor Tiago Mattes, da Igreja Red, em Indaiatuba (SP), gravou um vídeo em contraposição aos que reprovam a audiência de cristãos ao filme Lilo & Stitch: “O problema nunca foi a Disney”.

No meio evangélico, a primeira a se posicionar sobre o assunto foi a cantora Lu Alone, que compartilhou o espanto com a descoberta que a estória faz referências explícitas a práticas ligadas ao vodu.

“Não sou o tipo de pessoa que demoniza tudo. Inclusive, na minha infância, Lilo & Stitch já existia. Minha irmã gostava muito […] Só que, recentemente, eu comecei a me atentar a várias coisas que eu gostaria, como mãe e cristã, que me fossem ditas”, disse, ao listar uma série de elementos da animação que fazem referência ao ocultismo. Veja mais aqui.

Em contraponto, o pastor Tiago Mattes afirmou que “assistir Lilo & Stitch não fará com que seu filho seja influenciado pelo demônio”, e acrescentou: “O Rei Leão não fará do seu filho um assassino, nem lhe levará a questionar sua sexualidade. Mas sabe o que pode confundir e destruir a vida do seu filho? Um coração não pastoreado”.

“Jesus disse que o que contamina um homem não é o que vem de fora, mas o que sai do coração. Ou seja, o que contamina não é a tela, o que contamina é o trono do coração. O que garante o futuro dos nossos filhos não é criá-los sem telas, mas criá-los com discernimento”, ensinou.

“O que nós precisamos fazer é, antes de expô-los ao conteúdo, expô-los, de fato, à palavra de Deus. Algum tempo atrás, a minha filha, eu estava assistindo Moana com ela, e ela disse ‘olha pai, a avó da Moana disse que vai voltar depois que ela morrer, isso está errado, né?’ Minha filha tinha apenas três anos, já estava pensando biblicamente. Ensine seu filho a pensar biblicamente. Ensine a palavra. Pastoreie o coração. O problema nunca foi a Disney. O problema sempre foi a omissão dos pais”, finalizou Tiago Mattes.

Cura milagrosa: 'O impossível aconteceu diante de todos nós'

No sábado, 31 de julho de 2023, durante a Primeira Convenção de Adoradores da Assembleia de Deus Brasil (AD Brasil) em Boa Vista, Roraima, a congregante Maria Eduarda Silva, 19 anos, relatou ter recuperado a capacidade de andar após dois anos e sete meses utilizando cadeira de rodas. A jovem atribuiu o fato a uma cura milagrosa.

De acordo com informações divulgadas pela AD Brasil em sua conta oficial no Instagram (@adbrasiloficial) em 1º de agosto de 2023, Maria Eduarda dependia da cadeira de rodas desde dezembro de 2020, quando desenvolveu sequelas neuromusculares após contrair Covid-19. A condição incluía, segundo o relato, dores constantes, atrofia muscular e hipersensibilidade cutânea.

Em postagem oficial, a igreja descreveu o ocorrido: “Nossos olhas viram um milagre. […] Maria Eduarda se levantou e andou. Uma cena comovente que tocou a todos os presentes e ficará gravada na memória de quem presenciou”. Registros audiovisuais do momento foram compartilhados nas redes sociais da denominação.

Em depoimento gravado no local, Maria Eduarda declarou:

“Foi algo único! Quando eu me levantei da cadeira de rodas, na verdade, impulsionada pelo Espírito Santo, eu não estava sentindo nada, eu simplesmente fui empurrada pelo Espírito Santo e comecei a andar”. Ela acrescentou:

“O Senhor fez um milagre e, do mesmo jeito que Ele fez na minha vida, Ele pode fazer na sua”. A jovem enfatizou ainda: “O maior milagre que Jesus fez na minha vida não foi eu voltar a andar, o maior milagre foi que Ele me transformou”.

Após o episódio, Maria Eduarda dançou no local, conforme documentado em vídeos publicados pela igreja. A AD Brasil afirmou que outros eventos considerados “milagrosos” ocorreram durante a conferência, concluindo em sua publicação: “Difícil descrever em poucas palavras o que temos vivido nestes dias. […] Esta 1ª Conferência de Adoradores marcará a vida de muitas pessoas”.

O cantor Abdiel Arsênio, que liderava o momento musical quando o fato ocorreu, declarou à plateia: “Estou completamente em choque com tudo o que Jesus fez aqui. […] Eu creio que outros milagres ainda maiores estão por vir”. Ele caracteriz o evento como um “avivamento”.

Maria Eduarda é conhecida na congregação local por participar de atividades evangelísticas e ministrar pregações. Em uma de suas falas anteriores, documentada pela igreja, ela exortou os fiéis: “Entregue sua vida em adoração ao Senhor. […] Jesus fará grandes coisas na nossa geração basta clamarmos”.

Comentários sobre a cura milagrosa, na publicação do Instagram (@adbrasiloficial), incluíram relatos como o de uma usuária identificada como @sara.leal: “Ela é uma benção e um exemplo de jovem, sempre está nos evangelismos, nos pré-congressos e ela nunca se limitou, inspira muitos jovens”. Outros internautas expressaram reações de comoção e celebração religiosa.

Parlamentar do PSOL, de esquerda, tenta barrar lei sobre a Bíblia

Em 29 de maio de 2025, a Câmara Municipal de Belo Horizonte publicou no Diário Oficial do Município a Lei nº 11.862/2025, que autoriza o uso da Bíblia como material paradidático nas escolas públicas da capital mineira.

No dia seguinte, porém, a vereadora Cida Falabella (PSOL) ingressou com ação judicial questionando a constitucionalidade da norma.

Argumentos:

Falabella sustenta que a lei viola o princípio constitucional do Estado laico ao privilegiar institucionalmente uma religião específica. Em nota, a parlamentar declarou:

“Não se trata de cultura, e sim de imposição religiosa em um espaço público que deve garantir liberdade e diversidade”. Ela alerta que o uso sem mediação crítica pode transformar as salas de aula em “ambiente de evangelização disfarçada”.

A ação destaca preocupações com a aplicação prática, mencionando que passagens bíblicas exigiriam análise contextual histórica complexa, especialmente para estudantes em fase de formação, algo que diverge da visão teológica tradicional, onde o ensino a respeito dos relatos bíblicos refletem apenas algo histórico e antropológico.

Contexto histórico-literário:

A Bíblia é reconhecida por historiadores como:

a) Um dos documentos fundadores da cultura judaico-cristã;

b) Fonte primária para estudos do Oriente Médio Antigo (séc. XII a.C. – I d.C.);

c) Influência decisiva na formação ética, artística e jurídica do Ocidente, citada em pesquisas acadêmicas como as da Society of Biblical Literature;

d) Composta por gêneros literários variados (leis, crônicas, poesia, epistolografia), com manuscritos mais antigos datados do século III a.C. (como os Rolos do Mar Morto).

A vereadora argumenta que a apresentação do texto como “neutro” poderia:

a) Reforçar visões intolerantes;

b) Causar constrangimento a alunos de outras religiões ou sem filiação religária.

Tramitação Legislativa:

Durante a discussão do projeto, emendas que propunham restrições foram rejeitadas, incluindo:

  • Limitação do uso ao contraturno;

  • Inclusão obrigatória de textos de outras tradições religiosas.

Contexto nacional:

A iniciativa integra um conjunto de projetos legislativos em tramitação no país que buscam ampliar a presença de símbolos religiosos em espaços públicos. O caso expõe tensões entre:

  1. Propostas conservadoras no Legislativo;

  2. Limites do Artigo 19 da Constituição Federal (vedação de alianças com cultos religiosos).

Enquanto apoiadores defendem o resgate de “princípios morais tradicionais”, críticos alertam para riscos de:

  • Erosão da neutralidade estatal;

  • Comprometimento do papel da escola pública na promoção do pluralismo.

O caso aguarda análise do Poder Judiciário.

Fontes:

  • Society of Biblical Literature (2023). The Bible as Cultural Heritage.

  • British Museum (2024). Ancient Near Eastern Context of Biblical Texts.

  • National Geographic (2022). Archaeology and the Bible: Assessing Historical Claims.

Novo pentecostes? Mais de 60 mil pessoas se reúnem por Deus

Entre os dias 29 de maio e 1º de junho de 2025, a cidade de Biddinghuizen, na Holanda, sediou a Conferência de Pentecostes Opwekking, reunindo mais de 60 mil participantes em um parque ao ar livre.

O evento, organizado pelo movimento Opwekking, teve como tema “Desejo Ardente”, inspirado no capítulo 16, versículo 7 do Evangelho de João.

Relatos dos participantes:

Segundo a organização, aproximadamente 33 mil jovens holandeses estiveram presentes, grupo que tem registrado aumento de engajamento em atividades religiosas nos últimos anos. Um participante recém-convertido declarou à plataforma Revive:

“Acabei de me tornar um cristão, mas o avivamento desempenha um papel importante nisso. Encontrei Deus aqui e o experimentei tão de perto”. A frequentadora Loïs Vorsterman van Ooijen acrescentou: “A cada ano a fome de Deus é maior”.

Programa:

A conferência incluiu sessões de música coletiva e discursos de líderes religiosos convidados. A organização relatou que o evento foi marcado por momentos de oração intensa, além de relatos espontâneos de curas e experiências classificadas como milagrosas pelos participantes.

Wim Hoddenbagh, fundador da Presence Foundation, proferiu discurso destacando a doutrina do poder do Espírito Santo para a propagação do cristianismo. Citando tradições cristãs sobre o apóstolo Tomé, Hoddenbagh afirmou:

“Se ele, que é rotulado por muitas pessoas como um cético, foi no poder de Deus, então você também pode ir […] Esse é o poder de Pentecostes: torna as pessoas comuns testemunhas revestidas de poder”.

O líder enfatizou a atualidade da experiência pentecostal:

“Pentecostes não é algo do passado – é algo de agora. O Espírito quer vir […] como fogo, como uma força, uma vida”.

Contexto

A conferência ocorre anualmente durante o período cristão de Pentecostes, que comemora, segundo a narrativa bíblica, a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos. A edição de 2025 manteve o formato tradicional de cultos ao ar livre, característico do evento desde sua fundação. Com: Guiame.

Deputada processada urge cristãos a usarem a liberdade de pregar

A deputada finlandesa Päivi Räsänen, médica evangélica, afirmou que sua longa batalha judicial não se trata apenas de sua pessoa, mas da liberdade de expressar publicamente a fé cristã.

Em entrevista concedida durante o Congresso Europeu de Evangelização realizado em Berlim, a parlamentar relatou os desdobramentos de um processo que já dura quase seis anos e permanece em aberto na Suprema Corte da Finlândia.

O caso teve início em junho de 2019, quando Räsänen publicou no antigo Twitter uma crítica à Igreja Luterana da Finlândia por apoiar o evento do Orgulho Gay de Helsinque. Na publicação, a deputada incluiu uma imagem com o texto bíblico de Romanos 1. Em setembro do mesmo ano houve a abertura de uma investigação criminal, e desde então o caso vem sendo acompanhado pela mídia europeia.

“Já passei por vários interrogatórios policiais”, explicou Räsänen. “Fui julgada no Tribunal Distrital de Helsinque e absolvida das três acusações. O promotor recorreu ao Tribunal de Apelação, onde também venci. Agora o caso está na Suprema Corte da Finlândia, e já faz mais de um ano que aguardo uma decisão. Pode acontecer a qualquer momento”.

Apesar da exposição pública e da tensão do processo, Räsänen declarou que se sente fortalecida em sua fé. “Certamente houve momentos sombrios. Mas, no geral, eu realmente senti que isso estava nas mãos de Deus. Surpreendentemente, esse processo me trouxe mais alegria e uma consciência mais profunda da bondade de Deus do que sofrimento”, afirmou.

Para a deputada, o processo legal assumiu também um contorno simbólico: “Curiosamente, até mesmo a mídia secular na Finlândia se referiu a isso como um ‘julgamento bíblico’. Não se trata apenas de mim — trata-se de saber se a Bíblia ainda pode ser defendida publicamente”.

A repercussão do caso, segundo Räsänen, trouxe à tona um debate essencial sobre os limites da liberdade de expressão e de religião na Europa. “Este caso é um precedente legal na Finlândia — e potencialmente na Europa também. Nunca tivemos um caso como este antes. Não é importante apenas para os cristãos, mas para qualquer pessoa que valorize a liberdade de expressar crenças, convicções ou fé profundamente arraigadas”.

Ela alertou que o maior risco atual não são apenas decisões judiciais contrárias, mas a crescente tendência à autocensura. “As pessoas têm medo de se manifestar. Se eu perdesse, seria efetivamente ilegal concordar publicamente com a Bíblia, especialmente com Romanos, capítulo 1. Isso marcaria uma mudança séria, possivelmente até o início de uma espécie de perseguição aos cristãos que creem na Bíblia”.

Com ampla experiência parlamentar, Räsänen também destacou o uso, segundo ela, indevido das leis contra discurso de ódio como uma das maiores ameaças enfrentadas por cristãos europeus. “O que eu disse não é ódio — é discurso de amor. Deus é amor, e Sua Palavra fala a verdade em amor”, disse. Ela afirmou que grupos de defesa dos direitos LGBT têm influenciado decisões políticas e legislativas no continente, buscando restringir a liberdade de expressão de valores cristãos sobre temas como casamento, gênero e o início e fim da vida.

“A liberdade está sob ameaça”, declarou. “Quanto mais silenciosos formos, mais nosso espaço para falar diminuirá. É por isso que é essencial que continuemos a falar”, concluiu, na entrevista ao portal Evangelical Focus.

A decisão da Suprema Corte da Finlândia ainda não tem data confirmada para ser anunciada. O caso de Päivi Räsänen permanece como um ponto de atenção no debate europeu sobre os limites legais da liberdade religiosa e de expressão.

Quadrangular Global rompe com IEQ e pede perdão a pastores

O Conselho Global da Foursquare Church, entidade internacional responsável pela supervisão da Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ), publicou um pedido público de perdão ao pastor Rinaldi Digilio e ao reverendo Rocco Digilio.

A declaração foi divulgada nas redes sociais e ocorre após o rompimento da igreja-mãe sediada nos Estados Unidos com a IEQ no Brasil, dentre outros motivos, pelas acusações envolvendo abusos.

O pedido reconhece os anos de acusações e conflitos enfrentados por Rinaldi e outros líderes que deixaram a denominação. “Depois de seis anos de calúnias e difamações, o Conselho Global da Foursquare emite um pedido público de perdão, reconhecendo o sofrimento que causaram à igreja brasileira”, escreveu o pastor Rinaldi Digilio em suas redes sociais no dia 02 de junho.

Após a ruptura com a gestão do pastor Mário de Oliveira, presidente nacional da IEQ, Rinaldi e outros pastores fundaram a Igreja Quadrangular Família Global, movimento que passou a reunir líderes e membros dissidentes. Segundo a nova declaração da Foursquare, Rinaldi e sua equipe estão agora autorizados a cuidar de pastores e fiéis que se afastaram ou foram excluídos da denominação original.

“A partir de agora, temos autoridade e permissão para acolher os pastores e ovelhas que estão sem rumo”, afirmou Rinaldi.

A manifestação pública ocorre no contexto das denúncias contra o pastor Mário de Oliveira, que enfrenta acusações de abuso sexual de menor. O Comitê Mundial da Foursquare solicitou sua renúncia imediata. No entanto, Oliveira teria se recusado a atender o pedido, afirmando que a IEQ no Brasil atua de forma autônoma e não está subordinada ao órgão internacional.

As tensões entre os líderes vêm se acumulando nos últimos anos, com denúncias internas, divisões e o surgimento de novas congregações formadas por ex-membros da IEQ. A declaração do Conselho Global representa, segundo Rinaldi, um novo ciclo. “Um capítulo de dor se encerra. Que a verdade e o perdão sejam a base para a reconstrução e o crescimento”, afirmou.

Sayão informa que passará por cirurgia cardíaca e pede orações

O pastor Luiz Sayão, da Igreja Batista Nações Unidas (IBNU), segue internado na UTI e aguarda uma cirurgia cardíaca. A informação foi compartilhada por ele próprio nesta segunda-feira, 02 de junho, por meio de um vídeo publicado nas redes sociais.

“Olá pessoal, eu sou o Sayão, diretamente da UTI do hospital. Eu estou estável, eu estou razoavelmente bem, inclusive apenas aguardando o procedimento cirúrgico no coração”, disse o pastor. Ele sofreu um AVC na última semana e tem se recuperado gradativamente.

Agradecendo o apoio de quem tem se disponibilizado para ajudar nas despesas médicas, Sayão indicou uma forma simples de apoio: “Agradeço muita solidariedade, as orações de todos e vou estar informando a todo mundo do que vai estar acontecendo nos próximos dias aí, né? Se vocês querem me apoiar, sigam os vídeos do nosso canal lá do YouTube, temos vários vídeos gravados anteriormente e essa é a melhor maneira de nos apoiar nesse momento.”

Ele explicou que seu problema de saúde está relacionado a uma condição de nascimento: “Tudo isso acontece por causa de um pequeno problema de nascimento que eu tenho, que agora se desdobrou”, afirmou.

O pastor também pediu que não fossem enviadas sugestões de tratamentos, destacando a importância de seguir as orientações médicas: “Não adianta dizer, olha, você precisa fazer isso, fazer aquilo, tomar isso e aquilo, porque eu preciso de fato seguir a orientação médica específica para a situação que eu enfrento”, ressaltou.

Sayão concluiu o vídeo informando que deve permanecer internado por mais uma semana: “Orem por mim, está tudo bem, debaixo da graça de Deus aqui. Um grande abraço a todos”, finalizou.

Entra em vigor a lei que reconhece a Bíblia como material didático

Foi promulgada na quinta-feira (29) a Lei Municipal nº 11.862/2025, que permite a utilização da Bíblia como recurso paradidático nas redes pública e privada de ensino da capital mineira. A norma, de autoria da vereadora Flávia Borja (DC), foi sancionada pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Juliano Lopes (Podemos).

Dispositivos da lei

Conforme o texto legal, a leitura bíblica poderá ser empregada para “disseminação cultural, histórica, geográfica e arqueológica de seu conteúdo”.

A aplicação da Bíblia está condicionada ao uso complementar em disciplinas como História, Literatura, Artes, Filosofia e Ensino Religioso.

O artigo 2º especifica que as histórias bíblicas deverão “auxiliar projetos escolares correlatos e atividades pedagógicas complementares pertinentes”.

A participação em atividades envolvendo o material será facultativa. Em declaração anterior à promulgação, a autora do projeto afirmou: “Não estamos trazendo como material religioso. […] O objetivo é o enriquecimento do conteúdo dentro das escolas”.

Contexto jurídico nacional

A medida alinha-se com dispositivos da Constituição Federal e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/1996), que admitem o uso de materiais religiosos com finalidade pedagógica, desde que respeitada a liberdade de crença e caráter não obrigatório.

Em 2017, o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu parâmetros para o ensino religioso na rede pública por meio da ADI 4439. A decisão exige que a disciplina seja facultativa e não confessional (sem vinculação a credos específicos), vedando qualquer forma de proselitismo ou discriminação religiosa.

Legislações similares 

Três capitais brasileiras possuem normas correlatas:

  1. Manaus (AM): Lei nº 1.332/2009 autoriza o uso bíblico como conteúdo paradidático;

  2. Rio Branco (AC): Projeto “Bíblia nas Escolas” aprovado em 2024, permitindo disponibilização do texto em bibliotecas;

  3. Porto Alegre (RS): Proposta em tramitação na Câmara de Vereadores para disponibilização em bibliotecas municipais.

A implementação da lei em Belo Horizonte será supervisionada pela Secretaria Municipal de Educação, cabendo às unidades escolares definir a integração do material aos planos pedagógicos. Com informações: Gazeta do Povo.