Jovem relembra experiência de quase morte: 'Jesus me acalmou'

Colton Burpo, 25 anos, revisitou publicamente sua experiência de quase morte aos três anos de idade, originalmente documentada no livro O Céu É de Verdade, durante entrevista à CBN News.

O relato, que inspirou adaptação cinematográfica em 2014 e permanece em plataformas de streaming, detalha complicações médicas em 2002

Na época, Burpo foi submetido a cirurgia de emergência após diagnóstico tardio de apendicite. “Médicos não identificaram o problema por cerca de cinco dias. Quando descobriram, meu apêndice já havia rompido”, declarou.

Relato da experiência:

Durante o procedimento, Burpo descreveu uma vivência extracorpórea:

“Vi os médicos trabalhando em meu corpo e minha mãe em outro quarto, ao telefone, orando. Meu pai orava em voz alta em outra sala. Entrei em pânico até que Jesus me acalmou com anjos cantando”.

De acordo com o jovem, durante a experiência de quase morte ele também encontrou familiares falecidos, incluindo uma bisavó e um irmão não nascido, cuja existência desconhecia.

Impacto:

  • O livro, coescrito por seu pai Todd Burpo (pastor), vendeu mais de 3 milhões de cópias em 60 idiomas.

  • Gerou debates sobre experiências de quase morte (EQMs) na comunidade científica e religiosa.

Burpo, agora, atua como pastor de adoração na Crossroads Wesleyan Church (Nebraska) e eletricista. Sobre seu legado, afirmou: “Deus me chamou para ser um marido dedicado e pai guiado pela fé. Minha missão agora é viver de modo a honrar Cristo e levar pessoas comigo para o céu”.

O jovem também viaja pelos EUA com o ministério “Heaven Is for Real Ministries”, fundado pela família. Em 2024, celebrou o nascimento de seu primeiro filho, reforçando “não temer o reencontro com Jesus”.

Neurocientistas como Dr. Oliver Sacks (1933-2015) já apontaram que EQMs (fenômenos de quase morte) podem ser, supostamente, explicadas por atividade cerebral anóxica.

Para comunidades religiosas, contudo, mesmo que tais experiências envolvam a estrutura de funcionamento cerebral, elas não excluem o lado sobrenatural, uma vez que ambos, o físico e o espiritual, podem atuar em conjunto nesse momento.

Neste sentido, relatos como o de Burpo reforçam concepções de vida após a morte. A família mantém a narrativa original: “Não inventamos detalhes”, afirmou Todd Burpo em documentário de 2023. Com: CBN News.

'Genocídio' legalizado? País bate recorde em números de abortos

Dados oficiais divulgados pela Public Health Scotland na última segunda-feira (26) revelaram que a Escócia atingiu o maior número de abortos desde o início dos registros. Em 2024, foram realizados 18.710 procedimentos, um aumento de 468 casos em relação a 2023.

Detalhes estatísticos:

  • A taxa entre mulheres de 15 a 44 anos subiu de 17,5 (2023) para 17,9 por mil (2024).

  • Abortos repetidos representaram 41% do total (7.670 casos), ante 7.282 em 2023.

  • Procedimentos envolvendo diagnóstico de síndrome de Down aumentaram 15,38% (60 casos).

  • Abortos seletivos por deficiência somaram 280 ocorrências, crescimento de 76,74% frente a 2018.

  • Intervenções entre 18-20 semanas de gestação passaram de 147 para 152.

Abortos domiciliares:

O modelo, adotado como medida temporária durante a pandemia de COVID-19 e tornado permanente em 2022, segue gerando controvérsias. Catherine Robinson, porta-voz da Right To Life UK, declarou:

“Grande número de parlamentares e médicos alertou sobre riscos. Casos como o de Carla Foster, que realizou aborto além do limite legal de 24 semanas em casa, confirmam preocupações com segurança”.

A organização defende a reintrodução obrigatória de consultas presenciais para avaliação gestacional precisa.

Contexto legislativo:

  • Em setembro de 2024, o Parlamento escocês aprovou a Lei de Serviços de Aborto (Zonas de Acesso Seguro), estabelecendo perímetros de 200 metros ao redor de clínicas – a maior distância mínima global.

  • Dentro dessas zonas, são proibidos protestos, orações silenciosas, exibição de cartazes e abordagens audíveis, sob multas de até £10.000 (R$ 76.300).

  • Delegados do Partido Nacional Escocês (SNP) aprovaram moção para incluir o “direito ao aborto” em eventual constituição de uma Escócia independente.

Opinião pública:

Pesquisa encomendada pelo Daily Telegraph em abril de 2025 apontou:

  • 71% das mulheres defendem o retorno das consultas presenciais pré-aborto.

  • Apenas 9% apoiam o modelo domiciliar permanente.

  • 70% são favoráveis à redução do limite temporal para procedimentos.

  • 91% defendem a proibição de abortos seletivos por sexo.

Robinson reforçou: “Cada aborto representa um fracasso social em proteger vidas e apoiar mulheres. Consultas presenciais reduziriam riscos”. O governo escocês não se pronunciou sobre possíveis revisões na política de atendimento. Com: Christian Today.

Mãe ora pelo filho na madrugada, enquanto ele capotava o carro

Paul Gordon, ator e músico de 32 anos, escapou sem ferimentos graves após seu veículo capotar cinco vezes na madrugada de quarta-feira (28) na Ponte do Brooklyn, em Nova York. O fato ocorreu por volta das 1h15, quando outro carro, em alta velocidade, colidiu com a traseira de seu veículo.

Gordon retornava de Manhattan, onde participara de uma reunião profissional. Horas antes, e sem ter o menor conhecimento do que estava prestes a acontecer, sua mãe, Denise Gordon, relatou à CBN News um pressentimento incomum:

“Senti uma agitação à 1h da manhã. Tentei ligar para ele e mandar mensagem, mas ninguém atendeu. Pensei: ‘Senhor, alguma coisa está acontecendo’”. Denise afirmou ter orado por mais de uma hora, recitando trechos do Salmo 91 e inserindo o nome do filho nos versículos.

O acidente:

Após a colisão, o veículo de Gordon capotou repetidas vezes. Ele registrou um vídeo dentro do carro, declarando: “Sofri um acidente. Não consigo abrir a porta”. Ao sair pela janela, verificou apenas um corte superficial no braço e gravou novo registro: “Estou ileso. Tenho apenas um pequeno arranhão. Vocês não podem me dizer que Deus não é real”.

Paramédicos relataram surpresa com seu estado. Gordon citou as palavras de um socorrista: “Você capotou cinco vezes. Deveria estar morto. Já vi gente morrer por menos”. Transportado ao NYU Langone Hospital-Brooklyn para exames, recebeu alta após triagem.

Sua irmã conduziu-o para casa, onde Denise o aguardava. Ela declarou: “Quando vi meu filho, meu coração se alegrou. Creio que Deus fez isso por você”. Segundo a CBN News, Gordon respondeu: “Mãe, isso só pode ser Deus. Suas orações me ajudaram a superar isso”.

Desdobramentos:

  • O motorista do outro veículo não foi identificado e não contatou Gordon, que declarou tê-lo perdoado: “Quem sabe o que ele está passando? Tenho motivos para me vingar, mas não posso endurecer meu coração”.

  • Denise Gordon reforçou sua crença: “Você precisa clamar a Deus por seus filhos todos os dias, independentemente do que digam. Creia na Palavra”.

  • Paul afirmou que o evento fortaleceu sua fé: “Vamos enfrentar problemas, mas Deus está te protegendo. Se chegou até aqui, Ele cuida de você”.

Informações complementares:

  • O Departamento de Polícia de Nova York confirmou a ocorrência, mas não divulgou detalhes sobre investigações.

  • Segundo o Conselho Nacional de Segurança dos EUA, capotagens múltiplas têm taxa de mortalidade 12 vezes maior que acidentes convencionais.

Evangélicos se mobilizam em oração pela vida de Luiz Sayão

pastor Luiz Sayão, 67 anos, considerado um dos hebraístas mais respeitados do país, líder da Igreja Batista Nações Unidas (IBNU), além de renomado teólogo, sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) na segunda-feira, 26 de maio.

Desde então, o pastor e acadêmico permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde recebe tratamento médico.

Em vídeo divulgado na terça-feira (27), Luiz Sayão detalhou:

“Estou me recuperando do AVC que tive ontem. Graças a Deus, aconteceu dentro do consultório da médica. Fui encaminhado imediatamente ao hospital, medicado a tempo.”

O pastor relatou perda parcial dos movimentos em uma das mãos, mas expressou otimismo:

“Foi a graça de Deus que me abençoou tanto. Espero estar em breve bem mais recuperado.”

Contexto sobre AVC

Acidente Vascular Cerebral ocorre por interrupção do fluxo sanguíneo cerebral (AVC isquêmico, 85% dos casos) ou ruptura de vasos (AVC hemorrágico). Segundo o Ministério da Saúde:

  • É a segunda maior causa de morte no Brasil (100 mil óbitos/ano);

  • 400 mil novos casos são registrados anualmente;

  • Fatores de risco incluem hipertensão (principal causa), diabetes, colesterol alto e tabagismo;

  • Atendimento nas primeiras 4h reduz sequelas em 70%, conforme a Sociedade Brasileira de Neurologia.

Mobilização de apoio

A notícia motivou uma campanha de oração em redes sociais. O Memorial dos Batistas publicou: “Rogamos a Deus que conceda ao seu servo plena e rápida recuperação. Que o Senhor sustente sua família.”

Fiéis de diversas denominações e instituições religiosas manifestaram solidariedade.

Além do ministério pastoral, Sayão é:

  • Tradutor da Bíblia (comissão da Nova Versão Transformadora);

  • Especialista em hebraico (USP);

  • Autor de 22 obras teológicas;

  • Comentarista bíblico em mídias há 30 anos.

Líder da IBNU desde 1990, a igreja mantém projetos sociais em 12 comunidades paulistanas, sendo também uma referência de atuação no segmento evangélico nacional.

'Jesus donzelo': vocalista causa indignação ao atacar a fé cristã

Mais uma banda para ser boicotada: Camisa de Vênus, um show de imbecilidade e desrespeito!@roxmo viu isso? pic.twitter.com/pVYWJKVPSt

— Paola Raschieri (@paula_pavan) May 26, 2025

O vocalista da banda Camisa de VênusMarcelo Nova, provocou controvérsia durante apresentação no Cactus Moto Fest no último sábado, 25 de maio, em Currais Novos (RN). Em meio ao show, Nova dirigiu críticas a dogmas cristãos defendidos por evangélicos, como a santidade de Jesus, gerando reações de repúdio.

Diante de plateia que incluía religiosos, o músico afirmou:

“Como se vocês não fossem os maiores [censurado] de Currais Novos. […] Quem tem problema com [censurado] é religião. Jesus tinha que ser donzelo, Maria tinha que ser virgem. E no céu só entra gente que frequenta a igreja de Edir Macedo.”

Nova justificou a abordagem ao declarar que “alguém tem que contestar o que a maioria acredita”, conforme registro do portal Metrópoles.

Reações

A organização do evento, o Cactus Moto Clube, emitiu nota no mesmo dia:

“Lamentamos a apresentação e os termos inapropriados utilizados pelo vocalista. […] A contratação da banda foi decisão exclusiva do Cactus Moto Club, sem participação de parceiros ou patrocinadores.”

O vereador Itamar Júnior (PSB) também se manifestou:

“Acolher é da nossa essência. Mas tolerar intolerância religiosa e ofensa ao nosso povo, não é, nem será.”

Contexto

O episódio ocorre em um cenário de crescimento de denúncias de perseguição religiosa contra evangélicos no Brasil.

Segundo o Relatório de Intolerância Religiosa da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), evangélicos representaram 32% das vítimas de discriminação religiosa registradas em 2024, atrás apenas de praticantes de religiões de matriz africana (58%).

Casos incluem agressões físicas, depredação de templos e ofensas públicas, com maior incidência nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. Em fevereiro de 2025, a Igreja Batista do Caminho (Salvador) sofreu ataques com pedras durante culto, e em abril, um pastor assembleiano foi agredido verbalmente no metrô de São Paulo por portar Bíblia.

A Camisa de Vênus, banda baiana fundada em 1982, é conhecida por letras satíricas. O festival ocorreu no Parque de Exposições Severino Lopes da Costa, com público estimado em 15 mil pessoas. Não há registros de que as declarações de Nova tenham motivado reações violentas durante o show.

Muçulmano se converteu com folheto e hoje atua em ministério

Um cidadão turco, identificado como Yusuf*, relatou ter se convertido ao cristianismo após ler um folheto evangelístico produzido por um ministério cristão local.

Segundo informações divulgadas pela Christian Aid Mission, Yusuf passou a compartilhar sua fé com pessoas de sua própria comunidade, majoritariamente muçulmana.

Desde a infância, Yusuf foi educado em um ambiente de forte oposição ao cristianismo. Ele contou que cresceu em uma família muçulmana radical e que, na juventude, foi encaminhado para aprofundar seus estudos sobre o Islã. “Acreditava que o cristianismo era falso e uma ameaça ao islamismo”, afirmou.

O ponto de mudança, segundo ele, ocorreu ao ler um artigo publicado por um ministério cristão local. “O artigo me fez questionar tudo o que eu sabia sobre o cristianismo. Os pontos de interrogação dentro de mim não me deixavam em paz”, disse Yusuf à Christian Aid Mission.

Inicialmente, manteve em segredo sua curiosidade, por receio da reação familiar. “Quando estava sozinho, lia tudo o que encontrava sobre Cristo. Consegui uma Bíblia e comecei a tentar entender os evangelhos por conta própria. No processo, fiquei profundamente tocado pela mensagem de amor, perdão e salvação de Jesus”, relatou.

Tempos depois, ele decidiu visitar uma igreja local, onde foi recebido pela comunidade cristã. À medida que participava dos cultos e conversava com o pastor, aprofundou-se na fé. “Quando aceitei Jesus como meu Salvador, encontrei uma paz e uma felicidade indescritíveis dentro de mim. Essa decisão mudou radicalmente a minha vida”, declarou.

Mesmo ciente dos riscos, Yusuf escolheu tornar pública sua nova fé. Ele informou à família e aos amigos sobre sua conversão, o que resultou em rejeição por parte de todos. “Mas o amor e a orientação de Jesus me deram força. Durante esse momento difícil, os novos amigos que conheci na igreja e minha fé me sustentaram”, disse.

Hoje, Yusuf afirma que se dedica a compartilhar o evangelho com outros. “Todos os dias, me esforço para contar aos outros sobre a mensagem e o amor de Jesus. Espero ser uma esperança para pessoas como eu, que têm crenças diferentes e buscam respostas”, afirmou.

O líder do ministério responsável pelo material evangelístico relatou que o trabalho é realizado há mais de uma década. “Tanto nossos materiais impressos quanto nossos artigos publicados em plataformas online compartilham o Evangelho diretamente com centenas de pessoas todos os dias”, declarou.

*Nome alterado por motivos de segurança.

Malafaia nega interesse em ser político: ‘Prefiro a influência’

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), declarou nesta quarta-feira, 28 de maio, que não pretende disputar cargos políticos, incluindo uma eventual candidatura à Presidência da República.

A declaração foi feita durante entrevista na última quarta-feira, 28 de maio. Ao ser questionado sobre seu futuro político, Malafaia respondeu que sua influência fora da política tem sido mais efetiva do que se ocupasse um cargo eletivo.

Eu acredito que, como influência, sou muito mais forte do que se eu fosse um deputado. Eu prefiro exercer influência”, afirmou.

O pastor destacou que sua atuação como líder religioso e influenciador no meio cristão e conservador tem dado resultados práticos, especialmente nas eleições municipais de 2024. Segundo ele, dos 22 candidatos a prefeito que apoiou, 18 foram eleitos, e entre os 11 candidatos a vereador que receberam seu apoio, oito venceram.

Malafaia reiterou que sua decisão é pessoal e que respeita os que optam por seguir a carreira pública: “Quando você escolhe um partido, você faz parte da sociedade. Eu decidi que não vou ser parte da sociedade, eu sou do todo”, declarou.

Ele também comentou sobre sua relação com a imprensa, afirmando que seu posicionamento firme e frequente tem atraído a atenção dos veículos de comunicação. “Eu ganho um protagonismo, porque me posiciono mais do que os outros”, concluiu, na entrevista ao programa Pleno Time.

Silas Malafaia é uma das figuras mais conhecidas do meio evangélico no Brasil, frequentemente envolvido em debates políticos e sociais. Apesar da rejeição à candidatura, sua influência no cenário político permanece ativa por meio do apoio a nomes alinhados com sua visão de mundo.

‘Deus usa pessoas comuns’ para o chamado evangelístico

O evangelista Greg Laurie estima ter feito apelos à conversão que foram atendidos por mais de 1 milhão de pessoas ao longo das últimas cinco décadas. Ele compartilhou reflexões sobre o chamado evangelístico e sua convivência com Billy Graham.

O pastor da Harvest Christian Fellowship, com sedes na Califórnia e no Havaí, discursou sobre “O dom e o chamado de um evangelista” durante o Congresso Europeu sobre Evangelismo, promovido pela Associação Evangelística Billy Graham (BGEA), no hotel JW Marriott, em Berlim.

O testemunho de salvação de Laurie foi retratado no filme Jesus Revolution, lançado em 2023 pela Lionsgate, ambientado nas décadas de 1960 e 1970. O ator Joel Courtney interpreta o jovem Laurie, e Jonathan Roumie (Jesus na série The Chosen) representa Lonnie Frisbee, evangelista entre os hippies cristãos.

Ao comentar o legado de Billy Graham, Laurie relatou um encontro pessoal com o evangelista, ocorrido pouco antes de sua morte em 21 de fevereiro de 2018. “Perguntei: ‘Se um Billy mais velho pudesse falar com um Billy mais jovem, o que você diria a si mesmo?’”, disse Laurie. “Ele respondeu: ‘Gostaria de me lembrar de pregar mais sobre a cruz de Cristo e o sangue de Cristo porque é aí que está o poder’”.

Laurie comentou: “Eu nunca esqueci isso e vou mencionar isso aos evangelistas aqui [em Berlim] porque a mensagem do evangelista é muito simples e temos que evitar complicá-la”.

Membro do conselho da BGEA há 25 anos, Laurie acompanhou Graham em cruzadas e colaborou nos bastidores. Segundo ele, o privilégio de conviver com Graham foi “um período de grande treinamento”. “Senti que estava matriculado na melhor universidade evangélica do mundo, porque não há maior evangelista do século XX do que Billy Graham”, afirmou. “E ele levou o Evangelho a mais pessoas do que qualquer outra pessoa”.

Laurie recordou que Graham também atuou como conselheiro espiritual de presidentes dos Estados Unidos, “desde Harry Truman até [Barack] Obama”. Ele acrescentou: “Não temos ninguém como ele na cena hoje, e eu gostaria que tivéssemos. Mas, sabe, às vezes as pessoas afirmam que estão continuando o ministério de Billy Graham ou que assumiram o manto de Billy Graham”.

“Acho que Billy Graham foi chamado para ser Billy Graham. Acho que todos somos chamados a levar o Evangelho à nossa geração, à nossa maneira. Foi dito de Davi que ele serviu a Deus em sua geração. E foi isso que Billy fez. Ele serviu a Deus em sua geração”.

Ao tratar da responsabilidade pessoal do evangelista, Laurie enfatizou: “Devemos pregar o Evangelho, semear a semente e deixar o resultado final nas mãos de Deus”.

Ele explicou que nem todos os que ouvem a mensagem se tornam cristãos no sentido pleno. “Aqueles que respondem ao Evangelho fazem profissões de fé, e algumas perduram e outras não”, disse. “Tentamos fazer tudo o que podemos, sem sermos desagradáveis, para ajudar uma pessoa a crescer na fé depois de ter feito uma profissão de fé”.

Sobre a diferença entre evangélico e evangelista, Laurie declarou: “Evangélico é um termo cunhado há pouco tempo para descrever cristãos que defendem certas visões, como a de que acreditamos na inspiração das Escrituras e a de que precisamos de um relacionamento com Jesus Cristo. Um evangelista é alguém chamado para proclamar o Evangelho”.

Ele acrescentou: “Todo cristão é chamado a evangelizar, porque a Grande Comissão que nos foi dada é ir por todo o mundo, pregar o Evangelho e fazer discípulos de todas as nações. Portanto, embora alguns sejam extraordinariamente chamados para essa obra, todo cristão é chamado para compartilhar sua fé com os outros”.

Para Laurie, a eficácia evangelística está ligada à simplicidade e autenticidade. Ele destacou o contraste com a imagem negativa muitas vezes associada ao “televangelista autoritário”. “Para que eles possam nos ignorar e não ouvir o que temos a dizer”, disse. “Acho que, quando alguém conhece um cristão e começa a construir um relacionamento com ele, podemos quebrar esses estereótipos simplesmente sendo pessoas piedosas. Sendo pessoas amigáveis, amorosas, gentis e com quem os outros gostariam de estar por perto. Uma maneira de expressar isso é: ‘Se você quer conquistar alguém, seja cativante’”.

Laurie citou o evangelista Filipe como o único nomeado explicitamente com esse título no Novo Testamento. Ele também reconheceu o chamado evangelístico de Pedro, Paulo, Billy Graham, Franklin Graham e outros presentes no congresso. “Quero encorajá-los no chamado que Deus lhes deu, porque, francamente, não há muitas pessoas chamadas para evangelistas hoje em dia”, afirmou.

“Muitos são chamados para o ministério. Muitos são chamados para pastorear, mas parece que não encontramos muitos que sejam especificamente chamados para ser evangelistas”.

Ele observou que essa realidade se repete globalmente. “Você simplesmente não vê tantas pessoas chamadas especificamente para evangelistas quanto aquelas chamadas para pastores e mestres. Mas, novamente, quero enfatizar que todo cristão e todo líder espiritual é chamado para evangelizar”.

Ao citar Romanos 1:16, Laurie declarou: “O apóstolo Paulo chama o Evangelho de ‘poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê’. E a palavra que ele usa para poder é a palavra grega dunamis. Dela deriva a palavra inglesa dynamic, até mesmo dynamite. Portanto, acredito que há um poder explosivo na mensagem simples, porém profunda, do Evangelho”.

A respeito da vocação, ele recomendou atenção ao texto de 2 Pedro 1:10: “Portanto, meus irmãos, esforçai-vos para confirmar a vossa vocação e eleição. Porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis”.

Laurie acrescentou: “Uma das melhores maneiras de descobrir se você é um líder é liderar e ver se alguém o segue. E eu acho que, se você for chamado por Deus, verá resultados e frutos”.

Ele lembrou que muitos personagens bíblicos inicialmente duvidaram de seus chamados. “Moisés não se sentia qualificado. Gideão disse: ‘Sou o menor na casa de meu pai’. Mas parece que o Senhor se esforça para escolher pessoas comuns para fazer coisas extraordinárias. E o apóstolo Paulo diz: ‘Deus chama as coisas loucas do mundo para confundir as sábias’. Então, eu acho que se você acredita que seu chamado é ser um evangelista, então vá evangelizar”.

Ao concluir, Laurie afirmou que o sucesso de um evangelista não é medido pelo número de convertidos, mas pela fidelidade ao chamado. “Jesus, no último dia, não dirá: ‘Muito bem, servo bom e bem-sucedido’, mas sim: ‘Muito bem, servo bom e fiel’”.

Ele reconheceu que grandes eventos são importantes — como o Pentecostes, quando cerca de 3.000 pessoas creram, conforme Atos 2:41 —, mas reafirmou: “Às vezes o sucesso se baseia apenas em você obedecer a Deus e ao que Ele o chamou para fazer. Sucesso também é terminar bem a sua corrida, viver uma vida íntegra, não contradizer o que você prega ou sabotar seu próprio ministério com más escolhas”.

“Portanto, há muitas maneiras de definir o sucesso máximo. Mas acho que a resposta mais simples é fidelidade ao chamado que Deus lhe deu”, concluiu, de acordo com informações do The Christian Post.

Para quê confessar pecados se Cristo já nos perdoou na cruz?

A confissão de pecados permanece como uma prática recorrente na vida cristã, mesmo diante da convicção de que o perdão foi plenamente conquistado na cruz. A tensão entre o perdão eterno e a necessidade contínua de confissão está presente desde os primeiros séculos da fé cristã e segue alimentando reflexões sobre a graça, a justiça e a comunhão com Deus.

De acordo com o Novo Testamento, a confissão é apresentada como uma atitude constante. Na oração do Pai Nosso, ensinada por Jesus, encontra-se o pedido: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores” (Mateus 6:12). Na mesma linha, o apóstolo João escreve: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9).

O apologista cristão Robin Schumacher observa que, no texto original grego de 1 João 1:9, o verbo “confessar” está no tempo presente contínuo, sugerindo um hábito persistente. Segundo ele, a estrutura da frase poderia ser entendida como “se continuarmos confessando”, o que aponta para a confissão como parte permanente da vida devocional.

O perdão é aplicado individualmente

A discussão teológica sobre o papel da confissão no contexto do perdão já oferecido por Cristo é legítima. Robin Schumacher defende que é necessário considerar tanto a completude da obra redentora na cruz quanto a experiência cotidiana do cristão diante do pecado. Ele afirma: “A redenção oferecida na cruz se atualiza na história à medida que as pessoas passam a existir, cometem pecados, se arrependem e recebem a purificação de Deus”.

Segundo essa compreensão, não se trata de revalidar o sacrifício de Cristo, mas de reconhecer que o perdão é aplicado pessoalmente a cada crente mediante arrependimento. A cruz é suficiente e definitiva, mas a comunhão com Deus é fortalecida por meio da confissão sincera.

Entre a obsessão e a negligência

Historicamente, essa prática já foi alvo de excessos e descuidos. Um exemplo citado frequentemente é o do reformador Martinho Lutero, que, no início de seu ministério, chegava a gastar até seis horas por dia em confissão. Posteriormente, ele passou a entender a confissão como uma expressão de fé na misericórdia de Deus, e não como um fardo.

Em seus escritos, Lutero registrou: “Em suma, a menos que Deus perdoe constantemente, estamos perdidos. (…) Esta petição significa, na verdade, que Deus (…) deseja lidar conosco graciosamente, perdoar como prometeu e, assim, conceder-nos uma consciência alegre e jovial”.

Do outro lado do espectro, há o risco da indiferença, quando a confiança no perdão se desliga da prática do arrependimento. Essa visão, segundo Robin, ignora a seriedade do pecado e compromete a comunhão espiritual.

Confissão é expressão de fé

No entendimento de diversos teólogos, confessar pecados diante de Deus não é um ritual mecânico, mas um sinal de vitalidade espiritual. A prática envolve reconhecer a própria limitação e se submeter à graça. “Confessar não é tentar conquistar algo que falta, mas responder ao que já foi dado”, resume Robin, no artigo publicado no The Christian Post.

Essa postura é ilustrada nas palavras do salmista, que afirmou: “Se tu, Senhor, registrasses os pecados, Senhor, quem subsistiria?” (Salmo 130:3) e também declarou: “Como é feliz aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto” (Salmo 32:1). A tensão entre o “já” e o “ainda não” da salvação cristã aparece com clareza nesses textos.

Renovando a comunhão com Deus

Embora o perdão já tenha sido concedido por meio de Cristo, a confissão tem o papel de restaurar a comunhão com Deus. Robin Schumacher observa: “Não confessamos para conquistar um perdão ausente, mas para renovar nossa comunhão com Aquele que já nos perdoou”.

Essa distinção é considerada essencial para manter a integridade espiritual do cristão. A confissão não deve ser guiada pelo medo da condenação, mas pela confiança na graça. É uma forma de cultivar o relacionamento com Deus em meio à jornada da fé.

A prática da confissão de pecados, à luz das Escrituras, não se opõe ao ensino de que o perdão foi garantido na cruz. Pelo contrário, reforça a centralidade da cruz como ponto de encontro entre a justiça e a misericórdia divinas. Confessar é reconhecer o pecado como Deus o vê e se voltar a Ele em humildade e fé. É uma disciplina espiritual que fortalece a comunhão e mantém o coração sintonizado com a mensagem do Evangelho.

Fiéis lamentam partida de pastor referência na teologia pentecostal

Faleceu na madrugada de quinta-feira, 29 de maio, o pastor Claudionor Corrêa de Andrade, aos 69 anos, referência na teologia pentecostal. Ele estava internado desde o início de 2024 devido a uma infecção abdominal grave, com foco no fígado, segundo informações de familiares.

Durante 36 anos, Claudionor atuou na Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), onde exerceu funções de destaque nos setores de Jornalismo e Educação Cristã. Posteriormente, tornou-se gerente do Departamento de Publicações e conselheiro doutrinário e teológico da editora.

Foi ainda o primeiro funcionário da Editorial Patmos, braço da CPAD voltado para o mercado latino-americano, além de comentarista de diversas edições das revistas Lições Bíblicas Adultos e de livros de apoio a professores da Escola Dominical.

Nas redes sociais, membros da Igreja Assembleia de Deus expressaram pesar e homenagens ao legado teológico do pastor. “Depois de Antônio Gilberto, a maior perda teológica do país!”, escreveu um usuário da página Assembleianos de Valor. Outro seguidor declarou: “Era um pregador pentecostal mas com pregação cristocêntrica, sem exageros. O mover do Espírito Santo ocorria em consequência da Palavra ministrada”.

Outro internauta afirmou: “A Assembleia de Deus se despede desse comentarista que nos enriqueceu com sua sabedoria”.

Legado e Produção Acadêmica

Reconhecido como conferencista e autor prolífico, o pastor Claudionor publicou cerca de 30 obras nas áreas de teologia e doutrinas bíblicas, a maioria lançadas pela CPAD. Entre os títulos de maior repercussão estão Dicionário Teológico e Geografia Bíblica.

Era membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil e um dos fundadores da Casa de Letras Emílio Conde. Desde 2019, atuava como conselheiro bíblico da Escola de Teologia das Assembleias de Deus (EETAD), em Campinas (SP), onde publicou três livros nos últimos cinco anos. De acordo com a instituição, há ainda três obras inéditas que deverão ser lançadas futuramente.

Notas de Pesar

Em nota divulgada nas redes sociais, o pastor José Wellington Costa Junior, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), e sua esposa, irmã Lídia Dantas Costa, presidente da UNEMAD, manifestaram condolências à família. “Foi um homem de Deus, dedicado ao ensino, que por 36 anos colaborou com a Assembleia de Deus do Brasil trabalhando na CPAD, como escritor e comentarista de Lições Bíblicas”, afirmou o texto. A nota finaliza com a citação do Salmo 116.15: “Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos”.

O pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente de honra da CGADB e presidente do Conselho Administrativo da CPAD, também lamentou a perda: “Sua dedicação para com o ensino sadio das Sagradas Escrituras será sempre lembrada por todos nós que desfrutamos de seu conhecimento, também pelas Lições Bíblicas de Escola Dominical de nossa CPAD, por ele comentadas”.

O diretor-executivo da CPAD, Ronaldo Rodrigues de Souza, escreveu: “Foram mais de quatro décadas aplicadas na produção de literatura pentecostal, dos quais 36 anos na CPAD (…). Ele parte, mas deixa um legado em trabalhos, obras e vidas o qual não será esquecido”.

Trajetória Pessoal

Claudionor Corrêa de Andrade nasceu em 18 de novembro de 1955, em São Paulo. Cresceu em São Bernardo do Campo, onde, ainda jovem, teve uma experiência de conversão e iniciou o estudo sistemático da Bíblia aos 15 anos.

Aos 21 anos, iniciou relacionamento com Marta Doreto, com quem foi casado por 46 anos. Dessa união nasceram os filhos Gunnar Berg e Karen. Além da esposa, deixa o genro Marcos, a nora Ana e os netos Filipe, Karina, Estêvão e Amy.

O velório foi realizado na manhã de sexta-feira, 30 de maio, entre 8h e 9h45, no Cemitério Jardim da Saudade de Paciência, com o sepultamento às 11h.