Alunos reprovam trans em vestiário e passam a ser investigados

Três adolescentes da Stone Bridge High School, localizada no Condado de Loudoun, no estado da Virgínia (EUA), estão sendo formalmente investigados por suposto assédio sexual após manifestarem desconforto com a presença de uma colega que se identifica como homem utilizando o vestiário masculino da escola.

O caso ocorreu após uma aula de educação física e ganhou repercussão nacional. Segundo familiares, os estudantes apenas expressaram surpresa e desconforto com a situação, sendo posteriormente alvos de uma apuração disciplinar.

De acordo com relatos, a estudante teria gravado uma conversa dos adolescentes sem consentimento e o áudio foi utilizado como base para iniciar o processo investigativo. Um dos pais afirmou que seu filho, de 15 anos, apenas “fez uma pergunta diante de algo que o incomodou”.

A situação motivou o governador da Virgínia, Glenn Youngkin (Partido Republicano), a solicitar uma investigação formal ao procurador-geral do estado. Em declaração pública, Youngkin afirmou: “É inadmissível que estudantes que expressam preocupações legítimas sobre privacidade sejam tratados como infratores”.

A defesa dos adolescentes está sendo conduzida pelo Founding Freedoms Law Center, organização jurídica vinculada ao Family Foundation. Em nota, o centro argumenta que os jovens foram injustamente investigados por manifestarem dúvidas legítimas diante de uma situação inesperada e não esclarecida previamente.

O episódio repercutiu também no meio religioso. Para o pastor Roberto Cruvinel, da Assembleia de Deus IEB, em Barueri (SP), o caso revela um “choque de valores e princípios”. Ele declarou: “Nós cristãos vamos evocar o direito constitucional da liberdade de expressão e de liberdade religiosa. A Bíblia sagrada diz em Isaías 5:20: ‘Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal!’”.

Segundo Cruvinel, é necessário preservar a coerência entre o sexo biológico e o uso de espaços como banheiros e vestiários: “Do ponto de vista social, é temerário um homem biológico usar o banheiro feminino e uma mulher biológica usar o banheiro masculino”.

Na análise do sociólogo Thiago Cortês, o caso vai além de uma situação escolar específica. “Mais do que uma situação isolada, a notícia vem ressaltar que estamos diante de um processo profundo de inversão de valores, no qual a realidade objetiva, nesse caso, a diferença biológica entre os sexos, cede espaço à imposição ideológica.” Para ele, as escolas estariam se tornando “laboratórios de reengenharia cultural”.

Cortês afirmou ainda: “Impor normas ideológicas sobre sexualidade e identidade sem espaço para o contraditório, especialmente dentro das escolas, é uma forma de autoritarismo disfarçado de progresso”.

No Brasil, o debate sobre o uso de banheiros e vestiários conforme o sexo biológico também está em pauta no Congresso Nacional. Desde março de 2023, tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1601/23, que propõe regulamentar o uso desses espaços com base no sexo biológico do indivíduo.

O texto teve parecer favorável na Comissão de Educação, mas encontra-se desde agosto de 2024 parado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), de acordo com informações da revista Comunhão.

Vitor Belfort fará live com Augustus Nicodemus sobre ‘veneno’

O ex-lutador de MMA Vitor Belfort participará de uma transmissão ao vivo com o pastor e escritor presbiteriano Augustus Nicodemus nesta quinta-feira, 22 de maio. A conversa será transmitida pelo Instagram, às 21h (horário de Brasília).

O tema da live será o movimento conhecido como Nova Reforma Apostólica (NAR): “O pastor Nicodemus aceitou o meu desafio e vamos desvendar o que é esse movimento”, afirmou Belfort em vídeo publicado nas redes sociais.

Ambos residem nos Estados Unidos, onde Belfort tem se dedicado ao estudo da teologia reformada e à prática do evangelismo nos ambientes esportivos em que atua. Ele é casado com Joana Prado, ex-modelo que foi amplamente criticada no carnaval passado por expressar sua visão embasada na fé cristã a respeito da festa da carne.

Na ocasião, o pastor Pedro Pamplona se manifestou no X em defesa da ex-modelo, apontando que a empresária tem se afastado de seu passado e se dedicado a uma vida cristã: “Joana Prado é mais uma mulher cristã atacada e exposta por seu passado pela turma do amor. Um passado do qual ela se arrepende e não vive mais”, pontuou Pamplona.

Vitor Belfort

Em agosto de 2024, o pastor Paul Washer divulgou uma foto ao lado de Belfort, registrada durante uma visita do ex-lutador à sua residência, com o objetivo de aprender mais sobre doutrinas bíblicas.

Em palestras recentes, Paul Washer mencionou os encontros com o ex-lutador, destacando o empenho de Vitor Belfort em proclamar a mensagem do Evangelho nos contextos que frequenta, como encontros de atletas e jovens lutadores.

Evangélicos pedem que Trump lidere providência ética sobre IA

Cerca de uma dúzia de líderes evangélicos norte-americanos divulgaram, em 21 de maio, uma carta dirigida ao presidente Donald Trump solicitando que seu governo assuma a liderança no desenvolvimento da inteligência artificial (IA), com foco na ética e valores humanos.

Intitulada “Cristianismo na Era da IA: Um Apelo por uma Liderança Sábia”, a carta expressa entusiasmo quanto ao potencial da IA, mas também alerta para riscos relacionados ao avanço de tecnologias autônomas. O documento afirma: “Máquinas autônomas mais inteligentes que os humanos, que ninguém sabe como controlar, representam um perigo que precisa ser enfrentado com responsabilidade”.

Entre os signatários estão o pastor Johnnie Moore, presidente do Congresso de Líderes Cristãos; o pastor Samuel Rodriguez, presidente da Conferência Nacional de Liderança Cristã Hispânica; Doug Clay, superintendente geral das Assembleias de Deus; e Tim Clinton, presidente da Associação Americana de Conselheiros Cristãos.

Na carta, os líderes religiosos chamam Trump de “Presidente da IA” e afirmam que seu retorno ao poder ocorreu “exatamente quando esta tecnologia atingiu sua própria ascensão”. O texto prossegue: “Como pessoas de fé, acreditamos que você é o líder mundial agora, pela Divina Providência, para também guiar a IA”.

O documento defende que o cristianismo é uma fé compatível com o progresso científico, mencionando a tradição de hospitais e universidades fundados por cristãos. “Acreditamos que devemos desenvolver rapidamente ferramentas de IA poderosas que ajudem a curar doenças e resolver problemas práticos, mas não máquinas autônomas mais inteligentes que os humanos, que ninguém sabe controlar”, acrescenta o texto.

Os líderes propõem a criação de um conselho consultivo presidencial formado por pessoas de fé, especialistas em ética e outros profissionais com foco na preservação de valores humanos. A carta afirma: “Escrevemos para sugerir que você convoque um conselho consultivo, ou delegue autoridade a uma agência ou conselho existente, que reuniria líderes que se concentrariam especialmente não apenas no que a IA pode fazer, mas também no que deve fazer”.

O texto também manifesta preocupação ética com o uso indevido da IA por atores mal-intencionados e destaca a necessidade de proteger o “modo de vida” dos norte-americanos. Segundo os autores, as decisões nessa área devem ir além de interesses econômicos ou de segurança nacional. “Esses esforços devem envolver pessoas cuja principal preocupação não seja comercial, mas sim os melhores resultados para os seres humanos”.

Johnnie Moore afirmou ao The Christian Post que a carta será enviada à Casa Branca nos próximos dias. Ele e Rodriguez convidaram outros líderes religiosos cristãos e não cristãos a assinarem o documento, cujo conteúdo integral está disponível online.

Na mesma entrevista, Moore descreveu-se como “um entusiasta da IA e também um alarmista da IA”, argumentando que os Estados Unidos precisam agir com rapidez e cautela: “Precisamos avançar mais rápido do que qualquer país do mundo e alcançar a inovação máxima o mais rápido possível para garantir que nós e nossos aliados dominemos esta nova era”, declarou.

“Mas precisamos reconhecer o quão disruptiva e potencialmente perigosa essa tecnologia pode ser se agirmos de forma irresponsável”, acrescentou.

Moore também alertou para os riscos da militarização da IA, da substituição de trabalhos intelectuais por máquinas e do desenvolvimento de sistemas incontroláveis. Segundo ele, além dos riscos diretos, é necessário considerar o “custo de oportunidade de não educar o público sobre os benefícios” da IA, como a busca por curas de doenças. Ele comparou a situação com o impacto da catástrofe de Chernobyl em 1986, que, segundo ele, teria contribuído para paralisar o uso da energia nuclear nos Estados Unidos por três décadas.

Para evitar decisões precipitadas, Moore defendeu que o conselho proposto seja apartidário, formado com base em mérito e independente de interesses empresariais. “Precisamos de um grupo cujo objetivo principal não seja o domínio econômico ou de segurança, mas sim refletir sobre dinâmicas sociais ou éticas, questionando não o que pode ser feito, mas o que deve ser feito”, afirmou.

A carta também faz referência ao papa Leão XIV, que assumiu o pontificado no início de 2025. Segundo os autores, o pontífice escolheu seu nome em parte por causa do desafio que a IA representa para “a defesa da dignidade humana, da justiça e do trabalho”.

O apelo dos líderes evangélicos reflete um movimento crescente dentro das comunidades religiosas para participar ativamente dos debates sobre o impacto das novas tecnologias, buscando garantir que os avanços da IA estejam alinhados com valores éticos e humanos.

‘Prefiro morrer’: cristã em cativeiro recusa negar a Jesus

Uma cristã identificada como Maria relatou que conseguiu escapar do cativeiro do Boko Haram após um ataque à sua aldeia no norte da Nigéria. O testemunho foi publicado pela organização Global Christian Relief, que acompanha casos de perseguição religiosa no país.

De acordo com Maria, o ataque ocorreu poucos dias após ela retornar da fazenda da família, onde havia deixado seus três filhos: “Prefiro morrer tentando escapar do que ficar aqui e me tornar muçulmana”, declarou.

Quando os primeiros tiros foram ouvidos, ela e outras pessoas da comunidade fugiram para o mato, onde permaneceram escondidas por dois dias. “Esperamos que eles deixassem nossa aldeia, mas eles não saíram”, afirmou.

Após esse período, um grupo de moradores, incluindo Maria, decidiu retornar às suas casas em busca de suprimentos, mas foram capturados pelos militantes. “Eles nos levaram para uma casa e nos mantiveram lá. Então, eles nos pediram para tomar banho e depois nos converter ao Islã”, relatou.

Segundo ela, os sequestradores prometeram alimentação e cuidados em troca da conversão. “Eles disseram que nos alimentariam, atenderiam a todas as nossas necessidades e que ficaríamos com eles”, contou.

Maria recusou-se a renunciar à sua fé cristã: “Minha vida espiritual tem sido uma fonte de força para mim. Com Deus, todas as coisas são possíveis”, declarou.

A cristã informou que os terroristas haviam programado uma cerimônia de conversão forçada, mas a casa onde estavam foi atacada antes da data marcada. Durante a confusão, Maria conseguiu escapar com outros prisioneiros. “Eu corri até chegar à minha aldeia. Eu voltei para onde meus filhos estavam e eles vieram me abraçar chorando. Eles disseram que achavam que eu tinha sido morta”.

Após o reencontro com os filhos e o marido, Maria precisou deixar a aldeia novamente, deslocando-se entre comunidades para evitar novos ataques do Boko Haram. Durante esse período, ela enfrentou o luto pela morte de um irmão, assassinado pelos militantes.

Apesar das perdas e deslocamentos forçados, Maria afirmou que sentiu a presença de Deus durante o tempo de sofrimento. Atualmente, ela vive em segurança com o marido e os filhos, com apoio de parceiros da Global Christian Relief.

“Eu estava sem esperança. Eu nunca imaginei que me sentaria no meio de pessoas assim novamente. Que Deus nos conceda alívio, e oramos para que essa violência desapareça para sempre para que possamos viver em paz”, disse.

‘Domo Dourado’: Donald Trump segue Israel para criar escudo

O sistema de defesa aérea em múltiplas camadas utilizado por Israel tem sido apontado como modelo para uma nova iniciativa de segurança nacional dos Estados Unidos. O presidente norte-americano Donald Trump anunciou, em 20 de maio, a proposta de um projeto denominado Domo Dourado (Golden Dome), um sistema de defesa antimísseis que, segundo ele, será capaz de interceptar ataques provenientes de qualquer parte do mundo.

“Uma vez totalmente construído, o Domo Dourado será capaz de interceptar mísseis mesmo que sejam lançados do outro lado do mundo”, afirmou Trump durante o anúncio no Salão Oval, destacando que o programa terá custo estimado de US$ 175 bilhões.

O plano prevê a instalação de armamentos norte-americanos no espaço e, de acordo com o presidente, o sistema estará “totalmente operacional” até o fim de seu mandato, no início de 2029. Um funcionário do governo, entretanto, informou que o cronograma pode se estender além dessa data.

A inspiração direta do projeto é o modelo israelense de defesa aérea em camadas, chamado Domo de Aço, que se destacou no cenário internacional especialmente após os ataques lançados pelo grupo Hamas em 7 de outubro de 2023. Desde então, Israel tem utilizado suas plataformas defensivas para interceptar mísseis disparados por grupos militantes aliados ao Irã e pelo próprio Irã.

O sistema israelense, desenvolvido ao longo de décadas com apoio técnico e financeiro dos Estados Unidos, atua de forma seletiva: ele avalia se o projétil inimigo representa risco a áreas povoadas ou a infraestruturas críticas e, apenas nesses casos, realiza a interceptação. Autoridades israelenses afirmam que, embora não garanta proteção absoluta, o sistema tem evitado danos significativos e um elevado número de vítimas.

O sistema de defesa de Israel

Arrow (Seta/Flecha)

Desenvolvido em parceria com os EUA, o sistema Arrow é projetado para interceptar mísseis de longo alcance fora da atmosfera terrestre. Em 2023, foi utilizado para derrubar projéteis lançados por rebeldes houthis do Iêmen e pelo Irã, em dois episódios distintos de confronto direto.

David’s Sling (Funda de Davi)

Também fruto da cooperação com os EUA, o David’s Sling tem como alvo mísseis de médio alcance, como os utilizados pelo grupo libanês Hezbollah. O sistema foi acionado diversas vezes durante a escalada do conflito com o grupo, que resultou em um cessar-fogo no fim de 2023.

Iron Dome (Domo de Ferro)

Focado na interceptação de foguetes de curto alcance, o Domo de Ferro é operado desde o início da década de 2010. Desenvolvido por Israel com apoio financeiro dos EUA, o sistema interceptou milhares de projéteis lançados principalmente pelo Hamas e pelo Hezbollah. Israel afirma que sua taxa de sucesso supera 90%.

Iron Beam (Raio de Ferro)

Em fase de desenvolvimento, o Iron Beam utiliza tecnologia de laser para neutralizar ameaças aéreas. Segundo autoridades israelenses, o sistema será significativamente mais barato do que os atuais. Enquanto uma interceptação pelo Domo de Ferro custa aproximadamente US$ 50 mil, os sistemas de médio e longo alcance podem ultrapassar US$ 2 milhões por míssil. As interceptações a laser, por outro lado, custariam apenas alguns dólares por disparo, de acordo com o Ministério da Defesa de Israel. No entanto, o Iron Beam ainda não está operacional.

Vídeo: pastor Lamartine Posella comenta caso dos bebês reborn

O pastor Lamartine Posella, líder da YAH Church, comentou em um vídeo publicado no dia 20 de maio em seu perfil no Instagram sobre o crescente número de pessoas que adotam comportamentos maternos em relação a bonecos conhecidos como bebês reborn.

Segundo Posella, o fenômeno representa uma distorção emocional e espiritual que, em suas palavras, caracteriza um “tempo de engano”.

“Esses bebês, na verdade, são bonecos ultra-realistas que custam entre 500 reais e 11 mil reais. (…) E pessoas estão levando essa brincadeira a níveis completamente fora do normal”, afirmou Posella.

O pastor citou como exemplo casos de mulheres que compartilham nas redes sociais a rotina com os bonecos, tratando-os como filhos. Entre as atividades mostradas, estão a troca de fraldas, banhos quentes e massagens aplicadas em momentos de suposto “nervosismo” do brinquedo. Ele também mencionou um evento realizado no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, que reuniu mulheres identificadas como “mães de reborn”.

Para Posella, esse tipo de comportamento representa uma fuga da realidade. “É o mesmo tipo de desvio que pessoas têm quando se identificam com animais, com cachorro, com gato”, disse. E acrescentou: “As pessoas preferem o engano do que a verdade”.

Apesar de reconhecer que psicólogos e especialistas associam o uso de bonecos reborn a estratégias de enfrentamento do luto ou da infertilidade, o pastor expressou ceticismo quanto à eficácia da prática. “A verdade é que isso não vai acabar bem, porque não vai haver cura para qualquer que seja o problema psicológico com uma mentira”, declarou.

No vídeo, Posella sugeriu que a fé pode oferecer um caminho mais eficaz para a restauração emocional. “Existe um suporte muito mais poderoso, que é um relacionamento com Deus. Deus é capaz de restaurar o coração de uma mãe que perdeu um bebê ou de alguém que não conseguiu gerar filhos”, afirmou.

O pastor concluiu recomendando a adoção como alternativa concreta e transformadora para lidar com o vazio emocional. Segundo ele, esse gesto pode representar uma forma real de oferecer amor e encontrar sentido diante da dor.

Pastor ensina 4 palavras que podem transformar um casamento

O pastor Greg Laurie afirmou que é possível restaurar um casamento ferido por meio do amor cristão e do abandono do egoísmo. Em um artigo recente, o pastor destacou que princípios bíblicos podem fortalecer uniões já saudáveis ou reconstruir relacionamentos que estejam “por um fio”.

“Deus não só pode construir um casamento duradouro do zero, como também pode restaurar casamentos”, escreveu Laurie. Ele também ressaltou que a palavra “esperança” pode ser entendida como o acróstico em inglês para “Hold On with Patient Expectation” — que significa “Perserverar com Expectativa Paciente”.

O ponto central de sua reflexão está baseado em Efésios 5:25, onde o apóstolo Paulo instrui: “Maridos, amem suas esposas, assim como Cristo amou a igreja”. Para Laurie, esse chamado exige do homem um tipo de amor “impossível de ser exercido apenas com esforço humano”, e que depende da ajuda divina.

Laurie explica que o termo usado por Paulo para esse amor é “ágape”, palavra grega que expressa o amor incondicional. Segundo ele, esse tipo de amor “não depende da aparência, do comportamento ou das emoções”, mas é uma escolha ativa e constante: “Eu escolho te amar, e com a ajuda de Deus, eu te amarei”.

Contraste com a cultura

O pastor argumenta que a visão cultural do amor tende a ser baseada em atração, desempenho ou reciprocidade: “A revista People não publica edições anuais com as pessoas menos atraentes do mundo”, ironizou Laurie, ao destacar que, para o mundo, só os belos e carismáticos são dignos de afeto.

“Mas Deus ama pessoas desagradáveis. Deus ama pessoas pouco atraentes. E Deus nos chama para amar como Ele ama”, afirmou.

Ele citou ainda o autor Ed Wheat, do livro Love Life for Every Married Couple, que define o amor ágape como “persistente diante da rejeição” e capaz de “se doar de bom grado aos que não merecem, sem indenizar o custo”.

Egoísmo no centro dos conflitos

Laurie afirma que o egoísmo está por trás de muitos problemas conjugais. “Se você tivesse que resumir os problemas da maioria dos casamentos, eu os identificaria em uma palavra: egoísmo. E se quiser saber a solução, eu colocaria outra palavra no lugar: altruísmo.”

Para embasar essa reflexão, o pastor cita Filipenses 2:3: “Nada façam por rivalidade ou por vaidade, mas sejam humildes e considerem os outros superiores a si mesmos” (NVI). Ele observa que o texto não incentiva fingimento, mas uma real mudança de perspectiva: “Significa, de fato, acreditar que os outros são mais importantes”.

Ele também argumenta que a raiz do egoísmo é antiga. “Uma das primeiras palavras que uma criança aprende é ‘meu!’”, afirmou. “Não deixe que isso domine seu casamento.”

Humildade e perdão

O pastor também compartilhou uma declaração de Cliff Barrows, que atuou por décadas nas cruzadas evangelísticas de Billy Graham. Ao ser questionado sobre o segredo de um casamento duradouro, Barrows respondeu: “Acho que há nove palavras que deveríamos estar dispostos a dizer todos os dias. ‘Sinto muito. Por favor, me perdoe. Eu te amo’”. Ele ainda acrescentou: “A culpa foi minha”.

Laurie comentou que tais palavras são uma forma prática e direta de resolver conflitos conjugais: “E não demora tanto”.

Jesus como modelo de amor

Encerrando o artigo publicado originalmente no The Christian Post, Laurie apontou Jesus Cristo como o exemplo supremo de amor e humildade. Ele citou Filipenses 2:5-8, destacando que Cristo, mesmo sendo Deus, assumiu a forma de servo e se humilhou até a morte na cruz: “Ele serviu, ajudou e sempre teve tempo para os outros”, escreveu.

O pastor também relembrou o episódio da última ceia, quando Jesus lavou os pés dos discípulos, inclusive de Judas, pouco antes de ser traído por ele. “Se eu fosse Jesus, não teria lavado os pés de Judas. Eu teria quebrado os pés dele. […] Mas Ele lavou os pés dele.”

Segundo Laurie, esse gesto expressa a profundidade do amor de Cristo, que se entregou na cruz pelos pecadores. “Foi o maior exemplo de amor do universo”, afirmou.

Ao final, o pastor reforçou o chamado bíblico para que os maridos amem suas esposas como Cristo amou a Igreja e destacou: “Essa é apenas mais uma razão pela qual precisamos desesperadamente cada vez mais da presença e do poder de Deus em nossa vida diária”.

Greg Laurie é pastor da Harvest Christian Fellowship, na Califórnia, e atua como evangelista desde os anos 1970. Ele é autor de diversos livros sobre vida cristã e família.

Pastor relata caso de racismo na Assembleia de Deus: ‘Mão preta’

Durante uma pregação recente, o pastor Osiel Gomes compartilhou lembranças pessoais envolvendo seu pai, que também foi pastor da Assembleia de Deus, destacando episódios de racismo vivenciados por ele em seu ministério.

“Eu sou filho de pastor, eu nasci na Assembleia de Deus, eu sou assembleiano, meus irmãos”, afirmou. Ele contou que visitou o primeiro campo ministerial onde seu pai trabalhou e foi recebido por irmãs da igreja local. Segundo relatou, passou horas com elas cantando, orando e ouvindo histórias sobre a trajetória de seu pai naquele lugar. “Lá não tinha dízimo onde meu pai trabalhava, era 10 crentes, 10, 11 crentes, e aí ele ganhou essa família todinha pra Jesus, pastor preto, porque naquela época ainda tinha isso”, declarou.

O pastor mencionou que, embora haja avanços em relação ao preconceito racial, situações discriminatórias ainda persistem: “Hoje tá melhorzinho, mas ainda tem. Vocês pensam que é fácil? Não”, comentou, ao recordar um caso específico envolvendo seu pai.

De acordo com Osiel, uma mulher da igreja pediu que outro pastor celebrasse a festa de debutante da filha. Ao ser questionada por que não escolhera o pastor local, respondeu: “Eu não quero o pastor Bené pra fazer o aniversário da minha filha, porque vai ser tirada muita foto, e eu não quero a mão preta dele aparecendo”.

Apesar do episódio de discriminação, segundo Osiel, seu pai manteve a postura cristã. “O meu pai ficou triste, ficou mole, mas ele disse ‘eu sou homem de Deus’. Aí ficou trabalhando”, relatou. Ele afirmou ainda que, anos depois, a mesma família passou por dificuldades e foi acolhida por seu pai, já atuando em outra localidade. “Ele foi atrás de casa pra alugar pra eles, ajeitando, deu cargo, deu alimento, deu tudo”, relatou.

Pastor Osiel também fez menção ao pensamento racista presente na história, citando textos de figuras religiosas e intelectuais: “Se vocês pegarem a obra de Padre Vieira e de outros aí, tem muitos que defendiam que o crânio do negro era pequeno e que o negro não tinha muita inteligência e nasceu pra ser escravo. E lá na América passaram, foi tempo com isso”.

Ao concluir, o pastor mencionou a resistência e a dignidade dos que enfrentaram o preconceito racial no contexto eclesiástico. “Esses homens, meus irmãos, enfrentavam tudo isso de cabeça erguida. É pesado. Negócio pesado”, disse.

Pesquisa: muitos cristãos não creem que exista uma verdade

O Centro de Pesquisa Cultural da Universidade Cristã do Arizona divulgou, em 15 de maio, a edição de 2025 do Inventário de Visão de Mundo Americana, revelando que a maioria dos adultos nos Estados Unidos rejeita a existência de uma verdade moral absoluta.

A pesquisa, realizada em janeiro com 2.100 participantes, analisou as percepções da população sobre moralidade e verdade, destacando diferenças entre grupos religiosos e não religiosos.

Segundo os dados, 67% dos entrevistados concordaram com a afirmação de que “um ser humano maduro aceita diferentes visões de verdade como tão válidas quanto as suas próprias”. Entre os que mais endossaram essa ideia estão os não cristãos (69%), pessoas sem filiação religiosa (68%) e cristãos autodeclarados (67%).

Já entre os que se identificam como cristãos renascidos teologicamente, 56% também concordaram. Apenas 31% dos chamados “discípulos integrados” — grupo definido como adultos com uma cosmovisão bíblica consistente — aprovaram essa declaração, sendo o único segmento em que a maioria manteve a crença em uma verdade moral absoluta.

A pesquisa também mostrou que 58% dos entrevistados acreditam que “pode haver múltiplas visões conflitantes sobre a verdade moral em qualquer situação, sem que ninguém esteja errado”. Essa visão foi compartilhada por 64% dos não cristãos, 61% dos não religiosos e 56% dos cristãos autodeclarados. Entre os cristãos renascidos teologicamente identificados, o índice foi de 47%, enquanto apenas 6% dos discípulos integrados concordaram.

Outro ponto abordado foi a ideia de que “as percepções da verdade moral mudam com o tempo e entre culturas, provando que não existe uma verdade moral absoluta”. Esta afirmação recebeu apoio de 45% dos participantes. A maior adesão veio de não religiosos (55%) e não cristãos (53%). Entre os cristãos autodeclarados, 41% concordaram; entre os cristãos renascidos teológicos, 28%; e apenas 6% entre os discípulos integrados.

Quanto à afirmação de que “as divergências entre religiões e filosofias sobre verdades morais provam que não há absolutos morais”, 44% do total de entrevistados concordaram. A maioria foi composta por não religiosos (54%), enquanto os índices entre os demais grupos variaram entre 14% e 43%.

A crença de que a verdade é uma “criação social” também foi analisada. Cerca de 33% dos entrevistados endossaram essa visão. Os percentuais foram mais altos entre os não cristãos (36%) e os sem religião (35%), e menores entre os cristãos autodeclarados (31%), cristãos renascidos teológicos (26%) e discípulos integrados (4%).

Em relação à moralidade de pequenas mentiras para proteção pessoal ou da reputação, 33% consideraram tal prática aceitável. Entre os grupos, a taxa foi de 42% entre não cristãos, 34% entre não religiosos, 31% entre cristãos autodeclarados, 23% entre cristãos renascidos e 4% entre discípulos integrados.

George Barna, diretor do Centro de Pesquisa Cultural e professor da Arizona Christian University, afirmou que esses dados refletem diretamente o cenário atual da sociedade americana: “É impossível separar os valores fundamentais da América — como honestidade, respeito, serviço, responsabilidade, confiabilidade — das crenças sobre a verdade moral”, declarou.

Barna também relacionou a crise de confiança entre os cidadãos à ausência de uma base moral comum. “Novos dados mostram que os americanos confiam menos uns nos outros, estão decepcionados com a falta de respeito demonstrado pelos outros, uma ênfase crescente em ser servido em vez de servir aos outros e a divisão geracional em relação ao compromisso com a responsabilidade pessoal”, observou.

Segundo ele, o abandono dos absolutos morais pode gerar “caos, confusão e desamparo”. Barna alertou para o risco de surgimento de lideranças autoritárias em contextos onde não há consenso sobre a verdade: “Na ausência de uma oposição forte, consistente, lógica e compassiva às filosofias que rejeitam absolutos morais, a gravidade cultural levará à aceitação de um salvador político autoritário ou de um poderoso grupo elitista como árbitro da verdade para as massas”.

Ele acrescentou que, embora tais líderes afirmem agir em benefício do povo, “análises objetivas indicam que, na maioria das vezes, eles simplesmente impõem seu próprio código moral absoluto sob o pretexto de zelar pelo melhor interesse das massas”.

Barna defendeu o retorno a fundamentos morais sólidos. “Essas situações nunca são um bom presságio para o público, e o pêndulo da ideologia normalmente oscila de volta para as massas, que anseiam por um retorno a absolutos morais baseados em um padrão de liberdade individual dentro de limites morais definidos, compassivos e comprovados”, declarou.

O pesquisador também mencionou o papel das igrejas nesse cenário. Para ele, comunidades de fé que deixam de ensinar sobre a confiabilidade bíblica e a natureza absoluta da verdade perdem seu propósito espiritual. “Igrejas que falham em ensinar persistentemente razões pelas quais a Bíblia é confiável, o que é verdade moral, por que ela deve ser entendida como absoluta em vez de situacional, e facilitam a responsabilização pela aplicação da verdade bíblica em nossas vidas pessoais não são igrejas com propósito e poder bíblicos, mas meros peões da cultura”, disse.

De acordo com o The Christian Post, ele concluiu afirmando que “um corpo cristão que hesita na verdade não tem credibilidade e não pode abençoar a nação como é chamado a fazer”.

Diante de câncer terminal, pedreiro realiza sonho e grava louvor

O pedreiro Alexandre Campos gravou, ainda em vida, um louvor cristão que desejava deixar como lembrança para a família. Diagnosticado com um câncer terminal, Alexandre faleceu em janeiro deste ano, após um período de tratamento e internação.

Segundo informações do portal Conexão Política, seu último pedido foi registrado com a ajuda do músico e amigo pessoal Alexsandro Nogueira. A canção, intitulada Vale a Pena, foi gravada com um celular no leito do hospital, em meio à fragilidade causada pela doença.

Mesmo debilitado, Alexandre reuniu forças para cantar e cumprir o desejo de deixar uma mensagem de fé à esposa e aos filhos.

Após a gravação inicial, o projeto contou com a colaboração de artistas da música cristã, incluindo o barítono Ronaldo Fagundes, ex-integrante do grupo Arautos do Rei, e as cantoras Gissela Kroll, Karin Kiefer e Patrícia Lessa.

Alexandre chegou a ouvir apenas a primeira parte da produção. Após sua morte, os amigos concluíram a música e entregaram a versão final à família. O lançamento nas plataformas digitais ocorreu no dia 7 de maio, como uma homenagem póstuma.

Nas redes sociais, a esposa Suellen Moura declarou: “Meu marido, sinto tanto orgulho dele. Sua humildade e carisma. Ele foi um testemunho vivo, foi fiel até a morte. E garantiu a coroa da vida. Deus seja louvado. Meu marido eternizou sua voz com essa linda canção. Te amarei pra sempre”.

O filho, Jonatas Campos, também compartilhou sua homenagem: “Meu paizinho, sua partida ainda dói, mas a esperança de reencontrá-lo é maior. A mensagem deixada através dessa música também nos fortalece espiritualmente”.

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