‘The Chosen’: criador dá notícia preocupante sobre a 6ª temporada

Embora a quinta temporada da série The Chosen ainda esteja em exibição, o criador e diretor Dallas Jenkins informou que a próxima temporada da produção sofreu atrasos e não seguirá o cronograma tradicional de lançamento.

O anúncio foi feito durante uma sessão de perguntas e respostas, com duração aproximada de duas horas, publicada recentemente no YouTube.

Nos anos anteriores, a quarta temporada estreou nos cinemas em fevereiro de 2024, enquanto a quinta foi lançada entre março e abril de 2025. No entanto, Jenkins esclareceu que a sexta temporada, que abordará a crucificação de Jesus, não será disponibilizada no primeiro semestre de 2026: “Não anunciaremos futuras datas de lançamento até que as tenhamos definido”, afirmou o diretor.

Jenkins explicou que a sexta temporada exigirá mais tempo de filmagem do que qualquer outra já realizada: “Isso, é claro, também adia o processo de pós-produção”, declarou. Entre os fatores citados para o adiamento, ele destacou a necessidade de um prazo maior para edição e finalização dos episódios.

“O processo de entregar essas temporadas no ritmo que temos feito tem sido extremamente desgastante para a equipe”, relatou o diretor.

Segundo o diretor, a produção enfrenta um rigoroso controle de qualidade, mais intenso do que o observado na maioria dos programas e filmes, o que tem gerado “muitas dores de cabeça” e “desafios”. Ele acrescentou que a equipe, “extremamente sobrecarregada”, solicitou mais tempo para concluir o trabalho de maneira adequada. “Eles têm me implorado para dar um pouco mais de folga. E com certeza faremos isso nas próximas temporadas”, disse Jenkins.

Outro fator mencionado para o adiamento é a complexidade da logística internacional, incluindo traduções, dublagens e legendagens: “Estamos tentando lançar o máximo de idiomas possível ao mesmo tempo”, explicou.

Jenkins também observou que a produção não conta com o suporte financeiro de um grande estúdio, o que torna o processo mais demorado: “Não somos propriedade de nenhum grande estúdio. Não temos um bilhão de dólares à disposição para fazer tudo isso funcionar. Estamos fazendo isso, boa parte disso, do zero, então leva tempo e é muito difícil”, destacou.

Por fim, Jenkins pediu compreensão ao público: “Por favor, tenham paciência conosco enquanto passamos por isso”, disse. Ele concluiu incentivando os fãs a valorizar o esforço da equipe: “Sejam gratos pelo fato de o programa ter crescido e se tornado maior, e por estarmos tentando satisfazer as necessidades de todos ao redor do mundo”, declarou, conforme relatado pela CBN News.

Vídeo: pregadora diz que línguas do profeta Miguel são cachorrada

A pregadora Januaria Câmara expressou sua indignação com a conduta do pregador-mirim Miguel Oliveira, conhecido como “profeta Miguel”, e tratou como “cachorrada” os episódios que o adolescente tem protagonizado no meio pentecostal.

Durante uma pregação no Seminário Bíblico para Jovens Cristãos (SEBJOC 2025), Januaria não poupou palavras ao reprovar o comportamento e a irreverência do profeta Miguel. Ao tentar reproduzir as falas do adolescente, confundiu os termos que Miguel Oliveira empresta do inglês, como “of the King” e “the power”:

“Estava vendo um menino – não vou falar o nome por questão de ética – que arrumou um tal de ‘tecon’, ‘tepauri’. Pai amado! Irmãos, o que é aquilo?”, questionou Januaria.

Para a pregadora, o próprio adolescente já deixou claro que seu comportamento é intencional e não tem nada de espiritual: “Apareceu outro vídeo dele falando ‘eu falo a língua que eu quiser, se eu quiser eu falo aramaico’. Então quer dizer, línguas estranhas, língua do céu, ele já descartou. Ele está inventando as línguas para falar”.

Ela também criticou a postura de líderes assembleianos diante do cenário caótico que se tornou o contexto em torno do adolescente, ecoando críticas feitas por outros pastores: “Tem pregadores de nome e renome que estão pregando dentro das igrejas Assembleia de Deus apoiando uma cachorrada dessa. O negócio, irmãos, não é contra o menino”, explicou, cobrando medidas para colocar fim à chacota com a doutrina pentecostal de dons espirituais.

“Vi um desses ‘pregadorzão’ dizendo assim ‘deixa o menino pregar, Deus usou Samuel, Deus usou Jeremias que falou que era um menino’. Onde já se viu comparar Samuel, Jeremias, com esse ‘tepon’, ‘tepauri’?”, protestou a pregadora.

Ao final, Januaria Câmara também condenou a presença da teologia da prosperidade nos discursos do adolescente: “‘Faça o pix! R$ 100 que Deus vai te abençoar’. Igreja, jovens, Deus tem uma obra na sua vida mas não é para isso, não!”, exclamou a pregadora.

Filho confessa ritual de bruxaria para tirar a vida da mãe

Alexander Taylor Valdez, de 23 anos, foi preso em 18 de abril, no oeste de Fort Worth, Texas, acusado de matar sua mãe, Teresita Sayson, de 58 anos, dentro da casa onde moravam em um ritual de bruxaria.

Segundo o mandado de prisão, Valdez encontrou os policiais na porta da residência coberto de sangue e declarou, sem ser questionado: “Foi um exorcismo”.

De acordo com a polícia, a ocorrência começou após uma ligação anônima para o número da emergência. A pessoa que ligou relatou ter visto, em um grupo no Snapchat, uma imagem mostrando “uma mulher coberta por algo vermelho, possivelmente sangue”, conforme informou a CBS News Texas.

A fotografia havia sido postada poucos minutos antes, levando os policiais a realizarem uma verificação de bem-estar, segundo o The Dallas Morning News. Quando os agentes chegaram ao local, Valdez segurava uma Bíblia e apresentava vestígios de sangue no rosto, pescoço, peito, tronco, mãos e pés.

Questionado sobre o motivo de estar ensanguentado, respondeu: “Eu estava fazendo bruxaria para matar minha mãe”. Em seguida, informou que havia “um cadáver” dentro da casa, identificando a vítima como sua mãe.

No quarto principal, os policiais encontraram Teresita Sayson caída no chão, sem sinais de vida. Ela apresentava múltiplos ferimentos contundentes no rosto e na parte superior do corpo e estava coberta de sangue. Um cachorro da família também foi encontrado morto no local.

Perto do corpo, os detetives localizaram uma caixa de joias quebrada, coberta de sangue e com fios de cabelo presos. De acordo com o Fort Worth Star-Telegram, os investigadores afirmam que a caixa foi usada como arma para agredir Sayson. Exames preliminares indicaram que o sangue e os cabelos encontrados eram compatíveis com a vítima.

As investigações apontam que Valdez fotografou a cena do crime e enviou as imagens para integrantes de um grupo privado no Snapchat. O destinatário que acionou a polícia reconheceu o quarto e identificou a vítima como Teresita Sayson. Segundo o Star-Telegram, Valdez também compartilhou uma segunda imagem, mostrando o cachorro morto.

Valdez foi detido no local sem resistência e conduzido à Delegacia de Homicídios da Polícia de Fort Worth, onde se recusou a prestar depoimento formal e solicitou a presença de um advogado. Posteriormente, foi autuado na cadeia do Condado de Tarrant sob acusação de homicídio. A fiança foi fixada em US$ 750.000. Até o momento, não consta registro de advogado representando o réu.

O mandado de prisão não esclarece os motivos que levaram Valdez a acreditar que sua mãe necessitava de um exorcismo ou a relação entre o ato e a prática de bruxaria. As autoridades continuam analisando os dados do telefone celular e das redes sociais do acusado para estabelecer a sequência dos eventos.

De acordo com informações do The Christian Post, testemunhas que receberam as imagens no Snapchat também estão sendo ouvidas para determinar os detalhes da divulgação das fotografias.

Vídeo: Fernanda Brum repreende mulher que falava em línguas

A cantora e pastora Fernanda Brum protagonizou um momento de tensão durante um culto, quando precisou repreender uma senhora que falava em línguas estranhas e profetizava enquanto a pregação era feita.

O vídeo com o recorte do momento está sendo compartilhado nas redes sociais e mostra a cantora interrompendo sua pregação para se dirigir à mulher que tumultuava o momento:

“Irmã, eu te repreendo em nome de Jesus e chega o que a senhora tem feito até hoje. Em nome de Jesus a senhora está repreendida. A maior profecia está no altar”, afirmou Fernanda Brum, referindo-se à ministração da Palavra.

No texto de 1 Coríntios 14, o apóstolo Paulo estabelece prioridades no culto, e afirma que a profecia – interpretada como a exposição do texto das Escrituras – tem prioridade em relação ao dom de línguas, independentemente da interpretação que se faça do significado desses dons.

Em seguida, o apóstolo dos gentios também pontua que há a necessidade de um intérprete para quem fala em línguas se expressar no culto. Dado esse contexto, Fernanda Brum foi bastante objetiva ao se dirigir à senhora que interrompia a pregação e pediu aos obreiros que tomassem providência.

“Por favor, os irmãos cuidem da irmã. A irmã tem um problema, não é de hoje, e nós vamos cuidar”, disse Fernanda Brum.

Do trauma e ocultismo à missionária em zonas de prostituição

Kelsey Decker, 34, narrou à revista Revive uma trajetória marcada por abusos, envolvimento com o ocultismo e prostituição, seguida por conversão religiosa e atuação em ministérios cristãos voltados a vítimas de exploração sexual.

Nascida nos EUA, Kelsey sofreu abuso sexual aos 7 e 14 anos. Após o divórcio dos pais, sua mãe adotou práticas como tarô, cristais e mediunidade, expondo-a desde cedo ao ocultismo.

As 1o8, ingressou em uma seita que combinava rituais de “magia de sangue” com exploração sexual, justificada como “caminho espiritual”. Paralelamente, atuou como dançarina em boates, em sites pornográficos e na prostituição.

O período

“Tinha uma suposta ‘visão espiritual’, mas não conhecia o Espírito Santo. Olhava na direção errada”, relatou. Sobre o abuso, afirmou: “Foi como se o diabo tivesse acesso legal à minha vida”. Após depressão e tentativas de suicídio, tornou-se viciada em cocaína e engravidou, optando por abortar.

Na seita, era obrigada a relações sexuais sob alegação de “crescimento espiritual” e participou de rituais com magia de sangue.

“Achava que controlava minha vida, mas me entregava a forças demoníacas. Não via saída”, disse. Simultaneamente, liderava rituais lunares e atuava como “curandeira da nova era”: “Queria curar outros, mas eu estava quebrada”.

Ponto de virada

Em 2020, viajou a Londres para reencontrar um homem ligado a seu passado ocultista, que a submeteu a violência, manipulação e falsos “exorcismos”. Durante visita a uma igreja local, ouviu um sermão contra práticas ocultistas:

“Minha vida passou diante dos meus olhos. Deus disse: ‘Esta é a verdade. Escolha agora’”. Na mesma noite, leu a Bíblia enviada pelo pai, orou e declarou entrega a Jesus. “Minha salvação veio sem rituais — só Ele”, afirmou.

Quatro meses depois, foi batizada. “Pela primeira vez, senti silêncio na mente. Uma libertação radical”, descreveu. O pastor responsável, de 80 anos, declarou: “Vi demônios saindo dela quando emergiu da água”. Kelsey cortou vínculos com o ocultismo e iniciou discipulado: “Deixo 40 anos de mentiras, mas o Espírito Santo me guia”.

Missão

Um mês após a conversão, retornou aos EUA para reatar laços com a filha. Nove meses depois, uniu-se à Morning Glory Ministries, organização evangélica que atua com vítimas de prostituição.

“Levei mulheres a Jesus. Vi milagres: elas deixaram a exploração”, testemunhou. Em 2023, colaborou com Frits Rouvoet, do ministério Bright Fame, em ações no Distrito da Luz Vermelha de Amsterdã, área conhecida pela prostituição.

“Não fui salva por mérito, mas porque Jesus é bom. Ele me resgatou quando eu não queria viver. Agora, vivo para fazê-Lo conhecido”, concluiu.

Fontes:

  • Depoimento de Kelsey Decker à Revive.

  • Declarações do pastor responsável pelo batismo (identidade não revelada).

  • Informações da Morning Glory Ministries e Bright Fame.

Declínio? “Não religiosos” superam cristãos católicos e evangélicos

Um estudo do grupo de pesquisa Weltanschauungen (Fowid), divulgado neste mês, revelou que 47% da população alemã (39 milhões de pessoas) não possui afiliação religiosa, superando pela primeira vez o total de cristãos (45% ou 38 milhões) evangélicos e católicos.

Entre os religiosos, 24% são católicos romanos, 21% protestantes, 3,9% muçulmanos e 4,1% pertencem a outras comunidades.

Contexto histórico:

O declínio de fiéis que se consideram membros de alguma igreja nas principais denominações cristãs da Europa é uma tendência consolidada, o que parece estar se refletindo, agora, na pesquisa mencionada.

Entre 2021 e 2023, a Igreja Católica registrou as maiores perdas anuais, enquanto a Igreja Evangélica na Alemanha (EKD), que reúne 20 denominações protestantes, já enfrentava reduções acentuadas antes de 2020.

Em 2024, ambas perderam aproximadamente 580.000 membros cada, totalizando mais de um milhão de abandonos — quarto ano consecutivo com essa marca.

Declarações

“As igrejas católica e protestante estão no mesmo patamar de declínio. A secularização avança em todas as regiões”, afirmaram os pesquisadores da Fowid.

Já o Relatório Anual do Escritório Federal para Migração e Refugiados destacou o crescimento de 80.000 muçulmanos no país em 2024, impulsionado por migrações e taxas de natalidade.

Fechamento de templos

Uma investigação do jornal Süddeutsche Zeitung em 2023 projetou o fechamento de cerca de 10 mil igrejas cristãs nas próximas décadas, devido à redução de fiéis.

Segundo o Evangelical Focus, Stefanie Lieb, professora de arquitetura da Universidade de Colônia, afirmou: “Até 2033, uma em cada quatro ou cinco igrejas não será mais usada para cultos”. Isto, porque, muitas já foram convertidas em restaurantes, academias ou lojas por novos proprietários.

Especialistas apontam que a transformação de igrejas em espaços laicos deve acelerar, enquanto líderes religiosos discutem estratégias para reter fiéis. A EKD e a Conferência Episcopal Católica alemã não comentaram os dados até o fechamento desta reportagem. Veja também:

Sinais de avivamento? Jovens europeus oram e vão aos cultos mais que seus avós, diz pesquisa

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Igreja surpreende com estratégia evangelística ousada para jovens

Bridge Community Church (BCC), em Lansdale, Pensilvânia, está utilizando cursos profissionalizantes como estratégia evangelística, alcançando mais de 400 jovens com mensagens de fé e habilidades práticas.

O programa LEAP (sigla em inglês para Learning, Equipping, Achieving, Purpose), voltado a estudantes de 14 escolas locais, combina workshops técnicos com discussões sobre questões sociais e espirituais.

A iniciativa surgiu em 2012, após uma campanha natalina em que a igreja distribuiu centenas de caixas de alimentos em parceria com seis congregações locais. Segundo o pastor Paul Kemper, a ideia evoluiu para abordar desafios como solidão, vícios e pressão das redes sociais entre adolescentes.

Detalhes:

  • Workshops: Oficinas de escrita criativa, confeitaria, mecânica automotiva, ciência da computação e música, entre outras.

  • Estrutura: Cinco dias de atividades, com café da manhã, almoço e sessões sobre temas sociais à tarde.

  • Público: 50 a 75 alunos por edição, a maioria sem vínculo prévio com a igreja.

Depoimentos:

  • Paul Kemper (Pastor): “Assuntos espirituais surgem naturalmente durante as conversas. Queremos que sintam o amor de Jesus enquanto aprendem habilidades úteis”.

  • Andy Liples (Engenheiro de Software): Ministra oficinas de STEM e música, destacando a “precisão da criação divina”. “Confio no Espírito Santo para guiar minhas palavras às necessidades deles”, afirmou.

  • Erin Lilly (Ex-Professora): Relatou ajudar uma adolescente com necessidades especiais através de leituras bíblicas. “Servir aqui me permite usar minhas habilidades para mostrar o amor de Cristo”.

Desde o início, 400 jovens ouviram o Evangelho, com casos emblemáticos:

  • Um adolescente retornou à fé após três anos no programa e levou três amigos ao batismo em novembro de 2024.

  • Darlene Bostwick (74 anos), voluntária na cozinha, exemplifica como idosos encontram novas formas de ministério.

A igreja planeja expandir as oficinas para incluir robótica e design gráfico em 2025, mantendo o foco em “discipulado através da prática”, tendo os cursos como um meio simples e de cunho social para alcançar vidas para Jesus Cristo. Veja também:

Cristãos abrem cafeteria para empregar moradores de rua e ex-usuários de drogas

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'Guerra espiritual'? Polarização política, radicalismo e atentados

O radialista conservador Steve Deace afirmou em entrevista recente que os eventos políticos dos últimos anos, incluindo a tentativa de assassinato de Donald Trump e a ascensão do movimento MAGA (abreviação de Make America Great Again, em português “Torne a América Grande Novamente”) refletem uma “guerra espiritual manifesta no plano natural”.

Em análise no podcast Quick Start, ele exortou cristãos a não confundirem engajamento político com discipulado religioso, defendendo que a igreja deve liderar mudanças culturais antes de confrontos ideológicos.

Deace citou como exemplos de “caos espiritual” a polarização política, a instabilidade cultural e a influência do MAGA entre jovens homens nos EUA. Para ele, embora movimentos conservadores promovam valores alinhados ao cristianismo, a ausência de um avivamento religioso precedente ameaça a sustentabilidade das transformações.

Principais pontos:

  1. Guerra Espiritual na Política:



    “O que vimos neste último ano foi a guerra espiritual se materializando. Desde atentados a Trump até reviravoltas inesperadas, o reino invisível se manifestou no mundo natural”
    , disse ele.

  2. Crítica ao MAGA como “Igreja Substituta”:



    “O MAGA tornou-se a igreja para jovens homens. Ensina iniciativa, mas ser politicamente correto não garante salvação. Há Pais Fundadores no inferno — assinaram a Declaração de Independência, mas não se arrependeram”
    .

  3. Ordem Correta: Avivamento Antes de Confronto:



    “Estamos invertendo a prioridade: confronto cultural antes do despertar espiritual. Movimentos políticos, mesmo os melhores, não discípulam ninguém. A igreja precisa recuperar o tempo perdido”
    .

Análise de Deace:

  • Falha no Discipulado: O radialista atribuiu parte da crise atual à incapacidade da igreja de discipular gerações anteriores, resultando em raízes espirituais frágeis.

  • Jovens “À Frente da Igreja”: “Muitos jovens não religiosos estão mais engajados na guerra espiritual atual que membros de igrejas. Precisamos alcançá-los e depois retroceder para discipular”, alertou.

Deace defendeu que organizações conservadoras, embora úteis politicamente, não substituem a missão evangelística. “Não há uma ala ‘America First’ no céu. A vitória eterna depende do Evangelho, não da política”, concluiu.

O apresentador não detalhou estratégias práticas, mas enfatizou a necessidade de congregações priorizarem ensino bíblico e discipulado, especialmente para homens jovens, segundo a CBN News.

Estado Islâmico reage às homenagens feitas ao Papa Francisco

Em sua edição mais recente do boletim Al-Naba’, o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) classificou as homenagens ao falecido Papa Francisco como uma “ferramenta de marketing em guerra teológica”, acusando tributos internacionais de enfraquecerem os princípios do tawhid (monoteísmo islâmico).

A crítica surge em meio a alertas de autoridades globais sobre o recrudescimento das atividades do grupo no Oriente Médio.

O EI condenou especificamente o Grande Imame de Al-Azhar (Egito) e veículos de comunicação regionais por retratarem o Papa de forma “simpática”, o que, segundo o grupo, gera “confusão espiritual” entre muçulmanos.

A publicação também questionou a sinceridade dos apelos do pontífice pela paz em Gaza, descrevendo-os como “gestos superficiais para promover sua imagem, não para apoiar palestinos”.

O grupo ainda atacou o suposto alinhamento entre o Vaticano e Al-Azhar, acusando ambas as instituições de substituírem “autenticidade religiosa por mensagens humanistas”, o que, segundo o EI, corrói os fundamentos do Islã.

Críticas ao Papa 

  • Enterro Humilde: O EI alegou que o uso de uma cruz de ferro e um local de sepultamento modesto foram “estratégias em uma guerra ideológica”, não demonstrações genuínas de humildade.

  • Jesuítas e Al-Azhar: O editorial equiparou a abordagem da ordem jesuíta (mistura de misticismo e ativismo social) à teologia de Al-Azhar, acusando ambas de priorizarem “coexistência humanista” em vez de rigor religioso.

Enquanto isso, EUA e ONU alertam para o fortalecimento do Estado Islâmico na Síria, com aumento de recrutamento e ataques. Segundo o The New York Times, há preocupação com uma possível retomada de influência, embora o grupo esteja mais fraco que em seu auge (2014–2017), quando controlava territórios no Iraque e na Síria.

Dados-Chave:

  • Detidos na Síria: Entre 9.000 e 10.000 combatentes do EI e 40.000 familiares estão em campos controlados por forças curdas apoiadas pelos EUA.

  • Campos Al-Hol e Roj: Abrigam 55.000 detidos, incluindo crianças que reproduzem gestos de decapitação e ameaças a guardas, conforme reportagem da Sky News.

Declarações:

  • Colin Clarke (Soufan Group): “A libertação de combatentes experientes dos campos seria um impulso operacional e propagandístico para o EI”.

  • Comandante Kane Ahmed (responsável por Al-Hol): “As células do EI contrabandeiam armas e planejam fugas, escondendo pessoas em caminhões ou rotas fluviais. Mulheres e crianças juram lealdade ao ‘califado’ diariamente”.

Recentemente, o Estado Islâmico lançou um vídeo atacando o governo transitório sírio de Ahmed al-Sharaa, acusando-o de apostasia e colaboração com potências estrangeiras. O grupo busca explorar divisões entre ex-aliados jihadistas integrados às novas estruturas pós-Assad.

A comunidade internacional monitora riscos de fugas em massa dos campos, que poderiam reabastecer as fileiras do EI. Enquanto isso, forças curdas reforçam vigilância, mas admitem dificuldades em conter radicalização e violência interna. Com: Christian Post.

Morre Doris Pearl Johnson, referência das Assembleias de Deus

A missionária Doris Pearl Johnson, referência histórica das Assembleias de Deus no Brasil e cofundadora da Escola de Educação Teológica das Assembleias de Deus (EETAD), faleceu aos 93 anos, após décadas dedicadas ao trabalho evangelístico e à formação teológica.

Seu legado inclui mais de 60 anos de atividades ininterruptas, mesmo após o falecimento de seu marido, o pastor Bernhard Johnson Jr., no ano de 1995.

Nascida na década de 1930 em Detroit, Michigan (EUA), Doris cresceu em um lar humilde durante a Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial. Filha primogênita de Oscar e Elizabeth Puckett, enfrentou adversidades precoces: a morte da mãe biológica na adolescência deixou a família fragmentada, até que o pai se casou com Juanita, que reuniu os oito irmãos Puckett novamente.

Sob incentivo paterno, Doris tornou-se pianista clássica após anos de estudos rigorosos. Em 1951, no Central Bible College, conheceu Bernhard Johnson Jr., filho de missionários no Brasil. O casamento marcou o início de uma parceria ministerial que se estendeu por décadas.

Trajetória ministerial:

O casal Johnson fixou-se no Brasil, onde fundaram a EETAD, instituição-chave para a formação pastoral das Assembleias de Deus. Doris atuou como educadora, musicista e missionária, contribuindo para a expansão da denominação.

Após a morte de Bernhard, ela manteve o ministério ativo, tornando-se a missionária mais idosa em atividade vinculada à Missão Americana.

Doris e Bernhard tiveram três filhos: David, Terry e Elizabeth. Seu trabalho na EETAD influenciou gerações de líderes religiosos, com ênfase na educação teológica e na música sacra. A escola emitiu nota destacando seu “longuíssimo e profícuo ministério”, referindo-se a ela como “matriarca” da instituição.

Declarações

A EETAD publicou: “Ela combateu o bom combate, guardou a fé e agora aguarda a ressurreição”. Apesar da linguagem religiosa, o impacto social de seu trabalho é reconhecido além das fronteiras eclesiásticas, com menções a seu papel na estruturação do ensino teológico brasileiro.