Morre o filho de Leonardo Sale, com apenas um dia de vida

O pastor evangélico Leonardo Sale relatou em live nas redes sociais (vídeo acima) a morte de seu filho, Lion, horas após o nascimento. O bebê, prematuro, faleceu após complicações no parto relacionadas a descolamento prematuro de placenta.

O caso ilustra desafios amplos da mortalidade neonatal, que atinge cerca de 2,3 milhões de crianças globalmente por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Leonardo descreveu que acordou com sua esposa, Cássia, sangrando intensamente em casa. No hospital, ela foi submetida a cesariana de emergência, mas o bebê nasceu sem batimentos cardíacos.

Após 14 minutos de reanimação, Lion teve quatro paradas cardíacas em 24 horas e não resistiu. “Se chegássemos mais tarde, Cássia também estaria em risco”, afirmou o pastor, que já tem outros dois filhos.

Mortalidade Neonatal

  1. Principais Causas:

    • Prematuridade (35% dos casos): Principal fator, associada a complicações pulmonares e cerebrais.

    • Complicações no parto (24%): Incluem descolamento de placenta, asfixia perinatal e infecções.

    • Malformações congênitas (19%): Defeitos cardíacos ou genéticos não detectáveis precocemente.

    • Infecções (12%): Sepse neonatal e pneumonia.

    • Outros (10%): Restrição de crescimento intrauterino, doenças maternas não tratadas.

  2. Dados no Brasil:

    • Taxa de mortalidade neonatal: 7,8 óbitos por 1.000 nascidos vivos (Ministério da Saúde, 2023).

    • Prematuridade: Responsável por 60% das mortes no primeiro mês de vida (dados UNICEF).

“Lion nasceu em sofrimento. Se sobrevivesse, teria sequelas permanentes”, disse Leonardo Sale. Sobre o descolamento da placenta, explicou:

“A placenta se soltou antes do parto, cortando o oxigênio do bebê”. O caso reflete uma emergência obstétrica comum: o descolamento responde por 15% das mortes neonatais no país, segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Avanços e desafios

Apesar da redução de 40% na mortalidade neonatal global desde 2000 (OMS), países de baixa e média renda ainda concentram 98% dos óbitos. No Brasil, a Atenção Primária ampliou o pré-natal, mas desigualdades regionais persistem: no Norte, a taxa de mortalidade neonatal é 42% maior que no Sudeste.

Leonardo Sale e Cássia planejam campanhas de conscientização sobre pré-natal de risco. Enquanto isso, o Ministério da Saúde mantém programas como o “Nascer no Brasil”, que monitora partos prematuros.

Cardeais definem data para escolher o novo papa; Veja detalhes

Após o sepultamento do papa Francisco no sábado, 26 de abril, os cardeais reunidos na quinta congregação geral do Vaticano definiram que o conclave para a eleição de um novo papa terá início em 7 de maio, na Capela Sistina. A decisão foi anunciada na segunda-feira, 28 de abril, pelo porta-voz da Santa Sé, Matteo Bruni.

De acordo com Bruni, a definição da data ocorreu em uma reunião que durou cerca de duas horas e contou com a presença de mais de 180 cardeais, dos quais mais de 100 possuem direito a voto. Pelo menos 20 cardeais se pronunciaram durante a congregação, abordando temas como o estado atual da Igreja, seu relacionamento com o mundo contemporâneo e os traços desejáveis no próximo papa.

Entre os que discursaram estão o cardeal alemão Reinhard Marx, arcebispo de Munique e Freising; o cardeal filipino Luis Antonio Tagle, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização; e o cardeal francês Dominique Mamberti, prefeito do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica.

Segundo o cronograma definido, na manhã de 7 de maio os cardeais celebrarão a missa Pro eligendo pontifice. À tarde, dirigem-se à Capela Sistina para o juramento solene e o início formal do processo de eleição.

Durante a congregação, também foi discutida, sem decisão final, a situação do cardeal Angelo Becciu. De acordo com informações divulgadas pelo portal Pleno News, Becciu — que teve seus privilégios retirados por Francisco devido a seu envolvimento em um escândalo financeiro e posterior condenação — alega manter o direito de participar do conclave.

“Linguagem neutra”: Com Mendonça, STF toma decisão polêmica

Por maioria de votos, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucionais leis municipais que proibiam o uso da linguagem neutra em instituições de ensino. A decisão, publicada nesta quarta-feira (23), reafirmou que apenas o governo federal pode legislar sobre normas da língua portuguesa, incluindo políticas educacionais.

As leis questionadas, aprovadas em cidades como Porto Alegre (RS), Uberlândia (MG) e Votorantim (SP), vetavam a adoção de “novas flexões de gênero e número” em materiais didáticos e currículos, sob alegação de contrariar regras gramaticais.

Desde 2023, 18 normas similares foram contestadas no STF por entidades LGBTQIA+, que argumentaram violação à liberdade de expressão e ensino.

O relator, ministro André Mendonça, que também é pastor da Igreja Presbiteriana, seguiu o entendimento de que a competência para legislar sobre língua portuguesa é exclusiva da União, conforme o artigo 22 da Constituição. A maioria (6 votos a 1) incluiu ministros como Alexandre de MoraesCármen Lúcia e Gilmar Mendes.

Em divergência, o ministro Cristiano Zanin defendeu que municípios podem regulamentar o ensino local, desde que alinhado ao Vocabulário Ortográfico (Volp) e à reforma ortográfica da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). “Não cabe ao STF definir políticas pedagógicas”, afirmou.

Desde 2023, o STF derrubou ao menos cinco leis municipais sobre o tema. Em fevereiro de 2024, anulou a norma de Uberlândia (MG), que proibia “dialetos não binários”. Em julho, foi a vez de Votorantim (SP), onde a lei vetava “inovação gramatical” em escolas.

Projetos

No Legislativo, o PL 198/23, em tramitação na Câmara, busca proibir a linguagem neutra na educação básica. O texto, que aguarda análise em comissões, enfrenta resistência de movimentos sociais e parte da academia.

Posição da ABL

Em audiência no Conselho Nacional de Educação (CNE) em 2023, a ABL criticou a linguagem neutra. Merval Pereira, presidente da entidade, afirmou que substituições como “todes” ou “amigx” não integram a “língua culta”, mas destacou: “Nenhum professor pode obrigar alunos a adotá-las”.

A proposta substitui artigos e sufixos de gênero por letras como “e”, “x” ou “@” (ex.: “tod@s”). Ainda sem padronização, é mais comum em espaços digitais e movimentos LGBTQIA+.

A decisão do STF impede novos projetos locais sobre o tema, mas o debate segue no Congresso. Enquanto isso, o uso da linguagem neutra permanece como escolha facultativa em escolas, sem obrigatoriedade ou proibição nacional.

Fontes:

  • Acórdão do STF (Processo ADI 7890).

  • Declarações de André Mendonça e Cristiano Zanin.

  • Posicionamento da Academia Brasileira de Letras (2023).

  • Dados do projeto PL 198/23.

Vídeo: pastor Osiel Gomes contra falsos profetas: ‘Deus vai cobrar’

O pastor Osiel Gomes vem subindo o tom contra pregadores pentecostais que, em sua visão, fingem visões e revelações, e os tratou como falsos profetas a partir de comparações do que a Bíblia diz a respeito da ação dos verdadeiros profetas.

Em um trecho de uma aula, o pastor assembleiano imita o comportamento dos pregadores que ele reprova: “‘O que é? É um anjo? É um anjo?’. Deixa de mentira. Tu não está vendo anjo nenhum. Tu não está vendo profeta nenhum”, diz Osiel Gomes.

Em seguida, ele usa chavões comuns de pregadores que transitam entre igrejas e eventos de temática mais neopentecostal: “‘Ai, ai, me ajuda aqui. Me segura. O grandão da Galiléia me tomou aqui numa unção’. Deixa de show, rapaz. Deus vai cobrar de ti, falso profeta, mentiroso, enganador, palhaço. Deus não usa essas coisas”.

Há algumas semanas, circulou um vídeo do próprio Osiel Gomes criticando até o relato do que um dos fundadores da Assembleia de Deus teria feito em termos de extravagâncias: “Pastor pentecostal não derruba crente. Não passa paletó para crente cair […] ‘Ah, mas o Daniel Berg subia pela parede’. Se ele subia, era problema dele. Eu tenho que ir para o que a Bíblia diz”, afirmou, na ocasião.

Agora, Osiel volta a cobrar um retorno às Escrituras por parte das igrejas pentecostais: “Capítulos 17 e 18 de 1Reis, os profetas de Baal faziam o quê? Pulavam, se cortavam, gritavam. Elias fez o quê? Só ajeitou o altar e entregou para Deus. Se Deus quer curar, o poder é dele. Ele faz como Ele quer”.

“João Batista, um dos últimos profetas: o que ele fez? Só pregou. E quando alguém dizia ‘mandaram perguntar’ – porque ele tinha autoridade, nem fazia milagres – ‘tu és o Cristo?’. O que ele disse? Eu não sou Cristo. Irmão, se fosse hoje, só porque é pregador quer se amostrar… João Batista, que era o preparador da vinda do Messias, disse ‘o que vem aí eu não sou digno nem de me abaixar para desatar [as sandálias]. E ele disse ‘é bom que Ele cresça, e que eu diminua’”, acrescentou o pastor.

O exemplo de João Batista, segundo Osiel, deve ser imitado pelos pregadores: “Quando foram dizer para ele ‘olhe, Jesus está batizando mais’. Ele disse ‘Eu avisei vocês, eu não sou o Messias, eu não sou o Cristo, eu não sou nada. Eu sou amigo do noivo, mas quem tem a noiva é Ele’. Teve tremelique em João?”, questionou.

Avivamento? Campus da USP vira palco de ação evangelística

Na última terça-feira (22), dezenas de estudantes participaram de uma ação evangelística promovido pela missão “Aviva Universitário” e pelo ministério “Luz nas Ruas” na Praça do Relógio, espaço central da USP.

O evento, focado em oração, louvor e pregação da Palavra de Deus com foco na tradição evangélica, teve como objetivo, segundo os organizadores, “levar uma mensagem de fé e reflexão ao ambiente acadêmico”.

A ação integra uma série de iniciativas recentes de grupos religiosos em universidades públicas, lideradas pelo evangelista Lucas Teodoro, com discursos voltados à espiritualidade e ao propósito de um relacionamento pessoal com Jesus Cristo.

Os organizadores destacaram que o culto não teve vínculo com denominações específicas, mas buscou “anunciar esperança e transformação através do Evangelho”, algo que ultrapassa a barreira das religiões.

Declarações

O evangelista Lucas Teodoro, líder do Aviva Universitário, dirigiu a pregação com ênfase na busca por significado, destacando que a decisão de uma vida com Jesus é algo que deve ser feito enquanto há tempo.

 “Não corra o risco de chegar ao fim da vida frustrado, percebendo que desperdiçou seus dias. Volte os olhos para Jesus hoje”, afirmou. Estudantes relataram comoção durante o evento, com alguns assumindo publicamente sua fé.

Em redes sociais, o Luz nas Ruas publicou fotos e vídeos do encontro, declarando: “O avivamento não é apenas história de livros. Está acontecendo agora, nas salas de aula, corredores e bibliotecas”.

Repercussão

Apesar do tom celebratório, o evento reacendeu debates sobre a presença de atividades religiosas em espaços universitários públicos. A USP, por meio de sua assessoria, reiterou que a praça é aberta a iniciativas diversas, desde que respeitem a pluralidade e as normas institucionais.

A iniciativa dos jovens evangélicos lembrou o que muitos consideraram ser um avivamento espiritual na universidade americana de Asbury, quando milhares de jovens e líderes espirituais passaram dias orando e louvando ao Senhor no campus universitário.

No Brasil, contudo, o foco é na ação evangelística, tendo por objetivo primeiramente anunciar o Evangelho aos estudantes do país. Os organizadores, por exemplo, planejam realizar edições mensais do culto na USP e expandir a ação para outras universidades brasileiras em 2025. Veja também:

Existe uma ‘onda de salvação alcançando as universidades do Brasil’, dizem alunos

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Profeta Miguel gera comparação do dom de línguas a Chapolin

Desde que os vídeos do pregador-mirim Miguel Oliveira, conhecido também como profeta Miguel, se tornaram conhecidos do público de fora do segmento evangélico, as comparações em tom de zombaria com a fé pentecostal se tornaram recorrentes nas redes sociais. Em uma delas, o dom de línguas é comparado a um episódio do Chapolin.

Na última semana, o profeta Miguel ganhou projeção nacional após vídeos de suas “ministrações” supostamente orando em línguas ou traduzindo o que outros pastores dizem em glossolalia — prática comum em cultos pentecostais repercutirem em páginas que não são focadas no público evangélico.

A repercussão gerou reações divididas, tanto de apoio quanto de críticas, inclusive dentro do meio pentecostal. Da parte das lideranças, os equívocos evidentes foram amplamente criticados.

Agora, um vídeo que o pregador-mirim pronuncia sons aparentemente aleatórios levou a comparações com um episódio do seriado Chapolin: “É tocatá, roque teque Luque seque até Catá. Hó Vitec é pacató. Queté que té”, diz o profeta Miguel. Em outro, usa sons parecidos em sequência diferente.

Internautas fizeram uma comparação deste trecho com um episódio em que o icônico personagem interage com uma tribo asteca: “Teca teca, xiximeca. Teca teca sapoteca. Teca cara de moqueca. Teca cara de boteca, teca teca, cara de pateta”, diz o líder da tribo ao super herói mexicano.

Na legenda do vídeo, o autor da postagem escreveu apenas “eu sabia que conhecia de algum lugar”, sugerindo que o pregador-mirim repete palavras aleatórias aprendidas em outros contextos.

“Ele é profeta mesmo! Quando eu tava em coma colocaram ele na televisão, levantei pra desligar”, tripudiou um usuário do Instagram.

“Grande profeta, rapaz ungido com o dom da palavra, da profecia e quem discorda de mim está correto”, comentou outro.

Profeta Miguel escandaliza e mancha imagem da Assembleia

Miguel Oliveira, também conhecido como “profeta Miguel”, ganhou projeção nacional após vídeos seus ultrapassarem os limites das redes evangélicas e alcançarem o público secular. Ao mesmo tempo, lideranças evangélicas têm denunciado seus equívocos.

As gravações mostram o adolescente supostamente orando em línguas ou traduzindo o que outros pastores dizem em glossolalia — prática comum em cultos pentecostais. A repercussão nas redes sociais gerou reações divididas, tanto de apoio quanto de críticas, inclusive dentro do meio religioso.

Entre as páginas que compartilharam os vídeos está o perfil do apresentador Luiz Bacci, que possui 24,9 milhões de seguidores no Instagram. Na postagem, Miguel aparece interpretando o que um pastor fala em “línguas”. A legenda da publicação destacou o contraste nas reações: “Enquanto seguidores exaltam sua suposta sensibilidade espiritual, uma ala mais conservadora da igreja o acusa de blasfêmia e questiona sua maturidade para exercer o ministério”.

O perfil Circo da Mídia, com 250 mil seguidores, também repercutiu o vídeo e escreveu: “Deu o que falar! Miguel Oliveira, de apenas 14 anos, tem chamado atenção como poucos. Com mais de um milhão de seguidores no Instagram e vídeos que somam milhares de visualizações, ele se tornou uma figura central entre os chamados ‘missionários mirins’. Dessa vez, o pastor falou a língua dos anjos, o que fez ser criticado pela própria ala do protestantismo. O que acharam?”

Nos comentários, internautas expressaram diferentes opiniões: “14 anos e já é 171?”, questionou uma usuária, com referência ao artigo do Código Penal que descreve o crime de estelionato.

Outra comentou: “Tem pessoas que são usadas por Deus, e outras que usam a Deus (os falsos profetas)”. Um terceiro afirmou: “Não sei quem é pior, se ele ou quem dá palco pra ele…”. Críticas generalizadas também apareceram: “Nunca vi um povo pra envergonhar tanto o evangelho como os evangélicos”, disse outra pessoa. Um usuário católico ironizou: “Culpa do Lutero!”.

A polêmica também provocou manifestações entre pastores. Renato Vargens, pastor e escritor com forte atuação nas redes sociais, fez uma publicação criticando a exposição de Miguel e questionando os fundamentos bíblicos da prática apresentada nos vídeos.

“Definitivamente parte da igreja brasileira deseja um falso evangelho, cheio de misticismo e desprovido de verdades bíblicas. Para piorar a situação, esse tipo de ‘evangélico’ prefere dar ouvidos a meninos despreparados bíblica e teologicamente, a pastores e teólogos probos”, escreveu.

Vargens prosseguiu: “A cena que vemos nesse vídeo é falsa, absorta numa práxis bem diferente daquilo que a Bíblia ensina como verdade. Esse menino precisa ser cuidado, pastoreado e retirado dessa exposição cujo fundamento não pode ser considerado cristão”.

“Eu não sei muito bem como funciona o governo das Assembleias de Deus, mas gostaria de fazer uma pergunta bem respeitosa: não se pode fazer nada quanto ao falso Evangelho pregado pelo profeta mirim? Não existe na denominação nada que possa confrontar o garoto em suas heresias?”, questionou indignado Vargens, cobrando ação.

Profeta Miguel escandaliza web e mancha imagem da Assembleia de Deus
Repercussão do “profeta Miguel” nas redes sociais e o dano causado à imagem da Assembleia de Deus

Senador faz proposta polêmica envolvendo Lula e os evangélicos

O senador Carlos Viana (Podemos-MG) manifestou interesse em intermediar um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e lideranças evangélicas, com ênfase em representantes da Igreja Batista.

A informação foi divulgada pela jornalista Roseann Kennedy em sua coluna no Estadão nesta quarta-feira (3/04). Segundo a publicação, Viana ofereceu-se pessoalmente a Lula para organizar o evento, visando reduzir a rejeição do presidente junto ao eleitorado evangélico, que atingiu 67% segundo pesquisa da Quaest divulgada em março.

O grupo evangélico representa 31,2% da população brasileira, conforme o Censo 2022 do IBGE, e foi decisivo na polarização das eleições de 2018 e 2022. Desde o início do terceiro mandato, Lula mantém taxa de reprovação acima de 60% nesse segmento, segundo o Datafolha, atribuída a discursos de aliados petistas sobre temas como aborto e diversidade religiosa.

Detalhes

De acordo com Kennedy, Viana afirmou ao Planalto que “o diálogo com os evangélicos é uma ponte que o governo ainda não atravessou”. Lula teria sinalizado abertura, mas exigiu “garantias de que não será hostilizado durante o evento”. O senador mineiro argumenta que a reaproximação é “urgente e estratégica” antes das eleições municipais de outubro.

Carlos Viana não integra a base governista, mas foi o único parlamentar fora do núcleo aliado convidado para um jantar com Lula em Brasília no dia 2 de abril. O evento reuniu figuras como o senador Davi Alcolumbre (União-AP) e a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil). Segundo relatos da coluna, sua presença causou estranheza, mas o senador foi convidado para “expor análises sobre a relação governo-evangélicos”.

Aliado de Jair Bolsonaro (PL) em 2022, Viana rompeu com o ex-presidente após ser excluído da disputa ao governo de Minas Gerais. Desde então, articula sua migração para o União Brasil, partido da base de Lula, e avalia concorrer ao Senado ou ao governo mineiro em 2026 em chapa governista.

Declarações

Em seu diagnóstico ao Planalto, Viana defendeu que “o governo precisa agir para desarmar narrativas de guerra cultural, mas o PT também deve moderar seu discurso”. A proposta inclui encontros com pastores de megaigrejas, como Edir Macedo (Universal) e Silas Malafaia (Assembleia de Deus), ainda não confirmados.

Líderes evangélicos consultados pela coluna do Estadão demonstraram ceticismo. Um pastor da Convenção Batista, que preferiu não se identificar, afirmou: “Lula é visto como adversário herege por boa parte de nossas bases”. Já assessores do Planalto avaliam a mediação como “oportunidade para desfazer estereótipos”.

Entenda a reação de Justin Bieber após ser criticado por cristãos

Justin Bieber utilizou seu perfil no Instagram no último domingo (21/04) para responder a críticas recebidas de grupos cristãos nas redes sociais. Em uma série de stories, o cantor canadense, de 30 anos, questionou a noção de que práticas religiosas formais, como frequentar igrejas ou ler a Bíblia, sejam suficientes para garantir “salvação espiritual”.

“Sua Bíblia não pode salvar você. O que salva é um relacionamento verdadeiro com Deus”, escreveu ele, provocando ainda mais reações dos seguidores.

As declarações ocorreram após repercussão de fotos do artista em uma festa próxima ao festival Coachella, em Indio (Califórnia), no último sábado (20/04). Nas imagens, Bieber aparece visivelmente mais magro e segurando um cigarro, supostamente de maconha, o que gerou especulações sobre sua saúde.

Em 2022, o cantor cancelou parte de sua turnê mundial devido a complicações da Síndrome de Ramsay Hunt, que afetou seus movimentos faciais.

Declarações do artista:

Bieber relatou sentir-se alvo de julgamento por parte de grupos religiosos: “Muitos que se dizem cristãos me tratam como lixo. Mas lembro que também sou falho, e que Deus me perdoou. Isso me ajuda a não me sentir superior a quem age com maldade”.

O cantor reforçou a importância de uma conexão autêntica com a fé: “A culpa só vai embora quando você se conecta com Deus de verdade. Não adianta só ler a Bíblia ou ir à igreja”.

Sobre os rumores envolvendo sua vida pessoal, acrescentou“Eu cometo erros, posso ser cruel, mas não sairia por aí espalhando mentiras na internet, como fazem comigo”. Em tom reflexivo, mencionou possíveis motivações por trás das críticas: “Talvez eu também sentiria inveja se visse minha vida com a Hailey [Baldwin, sua esposa] de fora”.

Reações:

Grupos cristãos, como a organização evangélica Focus on the Family, classificaram as falas como “desrespeitosas com a doutrina”. Em contraponto, fãs e parte do público defenderam o artista nas redes, destacando trechos de seu álbum “Justice” (2021), que aborda temas espirituais.

Em fevereiro de 2024, Bieber havia anunciado uma pausa em sua carreira para “priorizar a família e a fé”. No domingo (21/04), encerrou a publicação afirmando: “Minha força vem de Deus, não da opinião alheia”. O cantor segue sem confirmar novas datas de shows ou projetos musicais. Veja também:

‘Me volto para Jesus, Aquele que não pecou’, diz Justin Bieber no Rock in Rio

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Autoridade Palestina surpreende ao fazer exigência pró-Israel

O presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas, exigiu publicamente na quarta-feira que o Hamas liberte reféns americanos e entregue suas armas à AP, durante reunião do Conselho Central transmitida ao vivo.

Em discurso direto, Abbas classificou o grupo como “filhos dos cães” e defendeu o fim imediato da guerra em Gaza para evitar mais mortes civis.

Principais exigências

  • Libertação de Reféns:



    “Filhos dos cães, entreguem os reféns americanos. A guerra deve acabar, pois centenas morrem diariamente por sua recusa”
    , afirmou Abbas, referindo-se ao Hamas.

  • Desarmamento e Controle de Gaza:O presidente ordenou que o Hamas transfira armas à AP e encerre seu domínio sobre a Faixa de Gaza: “Entreguem as armas e acabem com o controle unilateral. Transformem-se em partido político e negociem conosco, não com os EUA”.

Objetivos para a paz

Abbas listou quatro prioridades para resolver a crise:

  1. Devolução de todos os reféns em poder do Hamas;

  2. Suspensão do bloqueio israelense a Gaza;

  3. Proteção contra deslocamentos de palestinos, com apoio árabe;

  4. Defesa da causa palestina via estabelecimento de um Estado soberano.

Críticas a Israel

Abbas acusou Israel de usar o golpe do Hamas em 2007 como pretexto para “destruir Gaza”, citando dados da AP:

  • 2.165 famílias totalmente exterminadas;

  • 6.664 famílias parcialmente afetadas;

  • 70% das residências destruídas.

Ele alertou para uma “nova Nakba”, termo que remete ao êxodo de 750 mil palestinos durante a criação de Israel em 1948. “Estamos à beira de uma catástrofe humanitária comparável”, declarou.

Abbas reiterou que a paz regional depende do “fim da ocupação israelense e da criação de um Estado palestino nas fronteiras de 1967, com capital em Jerusalém Oriental”.

Reações

O Hamas não respondeu às exigências até o fechamento desta edição. Analistas destacam que a AP, que governa partes da Cisjordânia, não exerce controle sobre Gaza desde 2007, quando o Hamas assumiu o poder após conflitos internos.

Enquanto isso, Israel mantém operações militares no território, com 14.800 mortos reportados pelo Ministério da Saúde de Gaza (dados não verificados independentemente).

A AP busca apoio de países árabes e da ONU para uma conferência de paz em dezembro. O Conselho de Segurança da ONU debate nesta semana um projeto de resolução por cessar-fogo imediato. Com: Guiame