Cristãos que cometem suicídio vão para o céu? Teólogo analisa

O teólogo britânico e estudioso do Novo Testamento, NT Wright, afirmou que o suicídio não deve ser considerado um “pecado imperdoável” que exclui uma pessoa da salvação. A declaração foi feita durante um episódio recente do podcast Ask NT Wright Anything.

No podcast, apresentado por Justin Brierley, foram discutidas perguntas relacionadas à fé cristã e à dor causada pela perda. A discussão teve início após Brierley ler uma pergunta enviada por um ouvinte que leciona educação religiosa para crianças de 11 a 12 anos.

O ouvinte Andrew Mason relatou ter sido questionado por uma aluna: Você vai para o céu se cometer suicídio e for um cristão renascido?”. Outra pergunta levantada na mesma ocasião foi: “Por que Deus permite que as pessoas cometam suicídio?”

Wright, ex-bispo de Durham na Igreja da Inglaterra, classificou as perguntas como “extremamente trágicas” e mencionou que situações semelhantes já haviam afetado sua própria família. “Aconteceu uma vez na minha família, na minha memória, e ainda me lembro do choque”, disse. “Sei onde eu estava quando recebi o telefonema”.

Ao tratar da primeira pergunta — “Por que Deus permite isso?” —, Wright explicou que essa indagação faz parte de um questionamento maior sobre a presença do mal e do sofrimento no mundo. “Por que Deus permite que pessoas morram em acidentes de carro?”, questionou.

“O mundo de Deus é um lugar muito mais estranho e sombrio. E não é que Deus esteja manipulando as pessoas e obrigando-as a fazer certas coisas, garantindo que não cheguem a lugares perigosos”.

Ele acrescentou que, em vez de controlar todos os aspectos da existência humana, Deus deseja que as pessoas se tornem responsáveis por suas ações: “Deus quer que sejamos adultos e responsáveis, e que assumamos a responsabilidade por quem somos e pelo que fazemos”, afirmou. “E às vezes acontecem coisas extraordinárias, desagradáveis, para as quais não há uma explicação óbvia”.

Ao abordar a pergunta sobre se um cristão que morre por suicídio estaria com Deus após a morte, Wright contestou a visão tradicional de que a alma simplesmente “vai para o céu”. “A formulação disso implica que o objetivo do cristianismo é que a alma vá para o céu, enquanto no Novo Testamento… o objetivo, na verdade, é que Deus venha e esteja com seu povo nos novos céus e na nova terra”, tergiversou.

Ele sugeriu uma reformulação da pergunta: “Essa pessoa estará na presença amorosa de Jesus, no poder do Espírito Santo, até o momento em que Deus fizer novos céus e nova terra e nos ressuscitar dos mortos?”

Wright afirmou que considerar o suicídio como um pecado imperdoável é uma forma de culpabilizar a vítima: “Virar-se e dizer: ‘Ah, isso foi muito perverso. Deus jamais perdoaria você por fazer isso’ é simplesmente culpar a vítima”, disse. “O que, como acho que aprendemos hoje em dia, é uma coisa muito ruim e cruel de se fazer”.

Ele reconheceu que há casos em que comportamentos autodestrutivos são adotados de maneira leviana, mas enfatizou que a maioria dos suicídios está relacionada a sofrimentos profundos: “Isso é o resultado de uma coisa muito séria, o que provavelmente poderíamos chamar de doença, de algum tipo de depressão, de ansiedade, de preocupação, de sentimento de fracasso”, afirmou.

Wright também apresentou uma visão teológica de consolo, citando o Salmo 139: “Se eu subir ao Céu, lá estás. Se eu descer ao Inferno, lá também estás”. Ele comentou: “Há pessoas que realmente parecem descer ao abismo, a um Hades pessoal, e, por favor, Deus, descobrirão que Deus também está lá — e em Jesus, que desceu ao Inferno”.

“Nesses casos, vejo os braços de Jesus envolvendo essa pessoa com amor, consolo e ternura. Jesus é capaz de recebê-la, resgatá-la, consolá-la, revigorá-la e, se ela pertence a Ele em primeiro lugar, então eu diria que pode ressuscitá-la dos mortos no momento em que todas as lágrimas forem enxugadas”.

Refletindo sobre a morte de Jesus, Wright mencionou o clamor de Cristo na cruz, conforme registrado no Salmo 22: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” Segundo ele, esse sentimento é semelhante ao que muitos suicidas enfrentam. “Jesus na cruz e em Sua descida ao Inferno chegou ao ponto onde o suicídio termina para, então, se apegar a eles”, disse.

“Se eles O conheceram e O amaram, mesmo que parcialmente ou de forma confusa — e todos nós estamos confusos em maior ou menor grau —, então eu acho que Jesus, e no poder do Seu Espírito, cuidará de tal pessoa. E nós descobriremos, quando formos ressuscitados dos mortos para a nova criação, que ela estará conosco… no lugar onde não há mais lágrimas”, finalizou, segundo o The Christian Post.

Mulher sofre parada cardíaca em estrada e estranha a socorre

Joyce Long, de 77 anos, sofreu uma parada cardíaca enquanto dirigia rumo a uma consulta médica em Jacksonville, na Flórida. O caso ocorreu na semana passada, na Normandy Boulevard, conforme noticiado pela emissora local WJXT no dia 27 de maio.

Segundo o relato, Joyce começou a sentir dores no peito e perdeu o controle do veículo, que continuou em movimento em meio ao tráfego. Motoristas ao redor chegaram a buzinar, sem perceber inicialmente a gravidade da situação.

A condutora Retonia Watts, que passava pelo local, desconfiou de que algo estivesse errado. Ao ver o carro parado, ela se aproximou e conseguiu interceptar o veículo: “Ela mal conseguia dirigir porque estava com dores no peito e em processo de parada cardíaca”, afirmou Jennifer Long, filha da idosa, à WJXT. “A Sra. Watts estava passando, buzinou e algo simplesmente lhe disse para parar”.

Watts relatou que não sabia exatamente como agir, mas seguiu seu instinto. Após se aproximar do carro, perguntou à condutora se ela estava bem. Ao dizer um “não” como resposta, Joyce desmaiou. A motorista então acionou o serviço de emergência e permaneceu ao lado da idosa, fazendo uma oração.

“Coloquei minhas mãos sobre ela e disse: ‘Espere, espere. Deus te protegeu’”, declarou Watts à emissora. “O resgate chegou rápido. Era meu destino estar ali naquele momento”.

De acordo com os paramédicos, foi necessário aplicar dois choques com desfibrilador e realizar manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) três vezes para estabilizar a paciente. Os médicos classificaram sua sobrevivência como “milagrosa”, segundo o veículo local.

Joyce Long segue em recuperação. Sua filha, Jennifer, destacou que a intervenção de Watts foi decisiva: “Perder dois membros da família em seis meses teria sido demais para suportar”. Jennifer se referia à morte recente do irmão, filho de Joyce, por complicações médicas.

Watts também compartilhou que perdeu recentemente o cunhado, que faleceu dentro de um carro após uma emergência de saúde. O ocorrido contribuiu para sua sensibilidade diante da situação de Joyce: “Minha irmã tinha acabado de perder o marido, e ele faleceu de carro. E, para ser sincera, eu tive um vislumbre disso quando… a vi. Pensei: ‘E se alguém estivesse lá para ajudar a salvar a vida dele?’ E senti que precisava ajudar”, disse.

Em vídeo gravado posteriormente, Joyce Long agradeceu à mulher que a socorreu: “Boa tarde, Sra. Watts. Agradeço por me ajudar nesse momento de necessidade. Não sei o que aconteceu comigo. Fiquei incapacitada, mas a senhora foi de grande ajuda para mim”, declarou.

“Você me perguntou algumas vezes se eu estava bem, e eu disse que não. Você me ajudou e entrou em contato com minha família. Só quero agradecer. Você foi uma bênção para mim”.

Em resposta, Watts afirmou que não espera reconhecimento pessoal: “Só agradeço a Deus. Ninguém me deve nada”, declarou. A ocorrência, além de mobilizar serviços de emergência locais, destacou a importância da vigilância e solidariedade em situações de emergência médica no trânsito, de acordo com informações do portal The Christian Post.

Lula: ‘Deus deixou o sertão sem água porque eu ia ser presidente’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou em 28 de maio, durante cerimônia na cidade de Cachoeira dos Índios (PB), que a seca histórica do sertão nordestino seria parte de um plano divino ligado à sua eleição.

A declaração infame foi feita durante a entrega do primeiro trecho do Ramal do Apodi, obra integrante do projeto de transposição do Rio São Francisco.

“Era uma obra que muita gente não acreditava que a gente fosse fazer. Porque fazia 179 anos. Não estou falando de dez anos, estou falando de 179 anos que se prometia água para essa região. E eu, graças a Deus, descobri uma coisa: Deus deixou o sertão sem água, porque sabia que eu ia ser presidente da República e ia trazer água pra cá”, declarou Lula.

O Ramal do Apodi é parte do Eixo Norte da transposição, previsto para beneficiar municípios nos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. A obra, cuja construção envolve diferentes gestões federais desde 2007, tem como objetivo ampliar o abastecimento hídrico em áreas atingidas por estiagens prolongadas.

Durante o evento, Lula também criticou administrações anteriores, especialmente a do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em referência à seca e seus impactos sociais, afirmou: “A fome por causa da seca é falta de vergonha na cara das pessoas que governam esse país”.

Ao final de seu discurso, o presidente reforçou o compromisso do governo com políticas públicas e educação, e fez críticas diretas ao seu antecessor. “Nós viemos ao mundo para transmitir amor, para transmitir fraternidade e solidariedade, não para transmitir ódio. […] Pode ter certeza, nós vamos continuar investindo em educação, nas coisas que vocês precisam, mas nunca mais vamos votar numa tranqueira para fazer o que foi feito nesse país no governo passado”, disse.

A cerimônia reuniu autoridades locais, lideranças políticas da região e membros do governo federal. O Ramal do Apodi tem previsão de beneficiar cerca de 750 mil pessoas, segundo dados do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Graham ora por Zelensky pedindo por paz: ‘Dê a eles um caminho'

O evangelista norte-americano Franklin Graham afirmou na noite de terça-feira, 28 de maio, durante o Congresso Europeu de Evangelismo, que se reuniu com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, e orou com ele pedindo a direção de Deus para alcançar a paz no conflito provocado pela invasão russa iniciada em fevereiro de 2022.

“Hoje, tive o privilégio de me encontrar com o presidente Zelenskyy”, declarou Graham aos delegados do congresso, organizado pela Associação Evangelística Billy Graham. “E orei com ele para que Deus lhes dê sabedoria e que Deus lhes dê um caminho para a paz”.

Graham relatou que também já havia se encontrado anteriormente com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ocasião em que compartilhou com ele os fundamentos da fé evangélica. “Agora, quando eu disse isso a ele, ele meio que ouviu muito educadamente, mas talvez tenha sido a primeira vez que ele entendeu. Ele provavelmente estava a pensar que isto é a coisa mais louca que já ouvi. Eu não sei”.

Reconhecendo a gravidade da situação na Europa Oriental, Graham afirmou: “As complicações são muito difíceis. Só Deus pode resolver isso”. Ele incentivou os presentes a orarem em voz alta pelos líderes envolvidos no conflito e por aqueles que sofrem com seus impactos.

“Acho que a coisa mais importante que talvez possamos fazer pelos próximos minutos é orar e orar pela Ucrânia, orar pela Rússia, pelos líderes desses países e pelo presidente do meu país (EUA), o presidente Trump, que Deus dará um caminho a seguir”, disse.

Durante a oração, feita publicamente no encerramento do pronunciamento, Graham intercedeu pelos presidentes da Rússia, dos Estados Unidos e pela liderança ucraniana. Ele declarou:

“Pai, oramos esta noite pelo presidente Putin. E Pai, oramos para que Tu lhe dês sabedoria, para que trabalhes em seu coração e que ele deseje ter paz. E, Pai, oramos para que lhes dê um caminho. Um caminho que lhes permita avançar”.

O evangelista prosseguiu:

“Pai, nós acreditamos que Tu é o único que pode fazer isso. Oramos pelo presidente Trump. Dê-lhe sabedoria sobre o que fazer e o que dizer, e como ele pode usar seu ofício para trazer a paz a esta parte do mundo ou para ajudar a trazê-la”.

Finalizando, Graham reforçou sua confiança em uma intervenção divina:

“Nada disso pode acontecer sem Ti. Temos de ter a Tua ajuda. Que Tu irá guiar e dirigir. Tu pode abrir portas e Tu pode fechar portas. Então, Deus, nós te agradecemos, e nós te louvamos. Assim, esta noite, Pai, nós Te damos a glória. E nós oramos tudo isso em nome de Teu filho, nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Amém, amém”.

O Congresso Europeu sobre Evangelismo reúne líderes cristãos de diversos países e busca promover a cooperação entre ministérios evangélicos no continente. O encontro ocorre em meio à continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia, que já causou milhares de mortes e uma crise humanitária de larga escala, de acordo com informações do Crosswalk.

Pastor deixou megaigreja e alerta contra aglomerações sem Cristo

Em uma conversa recente com o rapper e escritor Lecrae, o pastor e escritor Francis Chan compartilhou os motivos que o levaram a deixar a liderança de uma megaigreja na Califórnia e a adotar um modelo de igreja mais intimista, com encontros realizados em salas de estar.

A entrevista foi divulgada recentemente e destacou reflexões pessoais e espirituais que motivaram essa transição. “Você tinha uma megaigreja no sul da Califórnia. Vendia uma quantidade absurda de livros. Todo mundo fazia seus estudos bíblicos, seus DVDs”, disse Lecrae, ao introduzir a conversa. “Você abandonou tudo”.

Chan, autor do livro Louco Amor, que se tornou um best-seller internacional, contou que a decisão foi tomada após uma conversa com sua esposa, Lisa. Ele se sentiu desconfortável com a notoriedade de sua igreja, localizada em Simi Valley.

“Se o apóstolo Paulo ou Jesus tivessem uma igreja em Simi Valley, a minha seria maior, e isso está me incomodando”, disse Chan à esposa na ocasião, conforme lembrou na conversa. “Eu teria uma igreja maior que a de Jesus porque sei como reter uma multidão. Eles não conseguiram”.

Chan contou que passou a buscar nas Escrituras uma resposta para uma pergunta pessoal: “Estou realmente sendo como Cristo?” A partir dessa reflexão, ele percebeu que sua comunidade não refletia o mandamento neotestamentário de “amar uns aos outros como Cristo nos amou”.

“Não foi isso que eu criei. Eu coloquei um monte de gente — milhares de pessoas — brincando de igreja”, reconheceu Chan.

Outro ponto que o levou a questionar o modelo adotado foi a falta de envolvimento ativo dos membros nos dons espirituais: “Havia 5 mil pessoas com algum tipo de dom sobre o qual eu nada sabia. Elas não estão sendo usadas na igreja”, afirmou. “Não sei como fazer isso em uma sala gigante”.

Além da estrutura da igreja, Chan compartilhou com Lecrae experiências pessoais marcadas por insegurança, fracassos e, segundo ele, a revelação do amor de Deus em meio às dificuldades: “Quero que todos saibam que Francis Chan foi um completo perdedor, que meus anos de faculdade foram um desastre. Meu início no ministério foi um desastre, hipócrita, pecaminoso”, declarou. “E Deus derramou sua graça sobre mim, e essa é a única razão pela qual algo de bom surgiu da minha vida. Sou amado por Ele”.

Chan afirmou que Deus lhe mostrou “algumas coisas nestes últimos anos” que considera “realmente grandes”, especialmente no que diz respeito à compreensão do amor divino.

“Percebo que foi tão fácil para mim, durante todos esses anos, dizer: ‘Eu amo a Deus. Eu amo a Deus. Vou fazer essas loucuras por Deus’”, comentou. “Mas é muito mais difícil dizer: ‘Ele é louco por mim. Sou tão amado por Ele’”.

Segundo Chan, em diversas conferências em que participou, ele percebia que cerca de três quartos dos pastores se levantavam quando ele perguntava se estavam apenas “80% certos” de que Jesus os amava.

Ele avaliou que o sentimento de insegurança é comum entre líderes cristãos e reconheceu que sua própria pregação pode ter reforçado essa dificuldade. “Se eu estivesse tão focado nas minhas próprias ações em vez das dele, então provavelmente ajudaria a liderar uma geração que está focada nas próprias ações em vez das dele”, afirmou.

De acordo com o Crosswalk, Chan entende que o desafio agora é renovar seu ministério com base em uma mensagem central: “Preciso corrigir isso”, concluiu, referindo-se à necessidade de ajudar as pessoas a “realmente entender o quanto Deus as ama”.

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China quer adaptar hinos cristãos à ideologia do Partido Comunista

Em 7 de maio, a Associação Cristã Patriótica da China e o Conselho Cristão da China divulgaram um novo projeto intitulado “Ministério de Música Sacra para 2025”. O plano prevê a adaptação dos hinos cristãos à ideologia do Partido Comunista, alinhando-se à diretriz política de sinicização das religiões promovida pelo governo.

As entidades são conhecidas como “Duas Associações” e são responsáveis por representar oficialmente o protestantismo no país, operando sob supervisão direta do governo chinês. O anúncio intensificou preocupações internacionais sobre o avanço do controle estatal sobre a prática religiosa.

Embora seja apresentado como uma proposta de valorização cultural, o projeto foi interpretado por líderes e organizações cristãs como mais uma medida para restringir a autonomia da igreja.

Segundo Kurt Rovenstine, representante da organização Bíblias para a China, “isso reflete uma tendência que temos visto há algum tempo na China: a luta da igreja para se expressar livremente, pregar, ensinar, cantar e adorar conforme achar adequado, de acordo com as Escrituras”.

Diretrizes do novo projeto

De acordo com informações divulgadas, o plano prevê cinco diretrizes principais:

  1. Formação de equipes oficiais de música sacra;

  2. Criação de uma biblioteca de canções originais com “características chinesas”;

  3. Realização de concertos com o tema da sinicização;

  4. Integração de módulos de música sacra supervisionados pelo governo em aplicativos religiosos;

  5. Treinamento de voluntários que contribuam com a sinicização da música cristã.

A organização China Aid, que monitora a situação da liberdade religiosa na China, afirmou que o projeto visa substituir músicas não alinhadas aos valores do Partido Comunista Chinês (PCC) por hinos compatíveis com as diretrizes ideológicas do Estado. A entidade destacou que o plano representa a criação de um modelo padronizado de louvor, filtrado por critérios políticos.

“Sentimos uma sensação de controle e censura, o que historicamente não tem sido uma coisa boa”, disse Rovenstine, comentando as novas exigências.

Interferência nas bases da fé

A China tem adotado, nos últimos anos, medidas crescentes para adaptar as religiões aos princípios do Partido Comunista. Igrejas registradas no país já enfrentam pressões para ajustar suas doutrinas e práticas administrativas. O novo foco na música sacra amplia esse processo, direcionando até mesmo os elementos litúrgicos à conformidade ideológica.

Segundo Kurt Rovenstine, a escolha da música como alvo inicial não é casual: “Afinal, a música é um alvo mais fácil do que as Escrituras. Você começa com um ou dois louvores e adiciona um elemento cultural ou um valor chinês ao lado de um valor cristão e as pessoas dizem: ‘Bem, isso não é tão ruim’”.

A China Aid enfatizou que os hinos não são apenas formas de adoração, mas meios teológicos e espirituais de transmissão de fé. Em nota, a entidade afirmou: “Forçar a sinicização da música sacra e substituí-la por hinos aprovados pelo governo é, sem dúvida, uma distorção e erosão da essência da fé cristã, dissolvendo gradualmente sua singularidade. Isso não apenas limita as escolhas musicais dos cristãos, mas pode até mesmo alterar sutilmente sua compreensão de Deus e seus modos de adoração”.

Censura e vigilância crescente

Desde 2021, a expressão religiosa nas plataformas digitais está sob restrições severas na China. Aplicativos cristãos foram removidos das lojas virtuais e músicas de louvor desapareceram de redes sociais. O atual projeto de sinicização da música sacra amplia essa vigilância, inserindo conteúdo aprovado pelo governo nos aplicativos usados por igrejas registradas.

A China Aid alertou para o risco de erosão da doutrina cristã diante da imposição de conteúdo com viés estatal. Em reação, líderes cristãos locais e internacionais vêm pedindo orações e apoio espiritual para os cristãos chineses.

“Por favor, ore pelos líderes cristãos que enfrentam ataques à música de sua fé. Ore para que os cristãos chineses tenham clareza e discernimento focados no Evangelho ao considerarem, em espírito de oração, como incorporar música em seus cultos. Ore para que eles permaneçam firmes no fundamento da verdade bíblica quando enfrentarem pressão para se desviar da Palavra de Deus”, concluiu Rovenstine em declaração ao Mission Network News.

Contexto

A política de sinicização das religiões tem sido uma diretriz central do governo do presidente Xi Jinping, que assumiu o cargo em 2013. O termo refere-se à adaptação de práticas religiosas aos valores socialistas e à cultura tradicional chinesa, sob a perspectiva oficial do Partido Comunista. Essa política tem afetado comunidades cristãs, muçulmanas e budistas, com ações que incluem revisões doutrinárias, substituição de símbolos religiosos e aumento da vigilância sobre líderes e fiéis.

Organizações como a China Aid e Portas Abertas classificam a China como um dos países mais restritivos à liberdade religiosa no mundo. Segundo o relatório de 2024 da Portas Abertas, o país ocupa a 16ª posição na lista de nações onde é mais difícil ser cristão.

Cristãos realizam ato após protesto violento de ativistas LGBT

Um grupo cristão liderado pelo evangelista Ross Johnston realizou novo ato público na terça-feira (27), frente à Câmara Municipal de Seattle, quatro dias após enfrentar protestos violentos durante evento no Cal Anderson Park. O episódio do sábado (24), envolvendo ativistas LGBT, resultou em mais de 30 prisões e intervenção policial com gases lacrimogêneos.

Em 24 de maio, aproximadamente 500 participantes do “Mayday USA” reuniram-se no parque – localizado no distrito LGBT Capitol Hill – para “orar pelo fim da doutrinação de crianças”, segundo declarações de Johnston. Cerca de 300 manifestantes contrários, portando bandeiras transgênero e cartazes pró-transição infantil, cercaram o local gritando “Vão para casa, fascistas!”.

A Polícia de Seattle confirmou:

  • Objetos foram arremessados contra agentes;

  • Barreiras de contenção foram rompidas;

  • Balas de borracha e agentes químicos dispersaram conflitos físicos.

Reação institucional

O prefeito Bruce Harrell emitiu comunicado no mesmo dia: “O comício de extrema direita promove crenças opostas aos valores de nossa cidade, no coração do bairro LGBTQ+ mais proeminente de Seattle”.

Em resposta, Johnston convocou o protesto de terça-feira: “Pedimos 5.000 cristãos para exigir a demissão do prefeito por tentar violar direitos da Primeira Emenda”. Milhares compareceram ao ato pacífico, com adoração musical e discursos.

O FBI abriu investigação sobre violência contra o grupo religioso. Dan Bongino, diretor adjunto, declarou no X (antigo Twitter): “A liberdade de religião não é sugestão”. Paula White, consultora do Gabinete de Fé da Casa Branca, emitiu nota: “Condenamos a violenta interrupção […] e exortamos Seattle a salvaguardar reuniões religiosas”.

Ross Johnston, criado por casal lésbico, converteu-se aos 15 anos em culto evangélico. Co-fundador do movimento “California Will Be Saved”, viaja os EUa pregando contra o que chama de “engano da ideologia LGBT” e defende “proteção à infância”.

Direção certa: estado aprova os Dez Mandamentos nas escolas

O Legislativo do Texas aprovou o Projeto de Lei do Senado 10 (SB 10), que exige a exposição permanente dos Dez Mandamentos em todas as salas de aula de escolas públicas estaduais.

A medida foi ratificada pela Câmara dos Representantes em 26 de maio por 82 votos a 46, após aprovação prévia no Senado estadual. O texto retorna agora ao Senado para reconciliação de emendas antes de seguir para o governador Greg Abbott, que manifestou apoio público à proposta.

Disposições da lei

Conforme o SB 10, instituições de ensino fundamental e médio deverão exibir um pôster de 40 cm x 50 cm ou cópia emoldurada dos Dez Mandamentos em “local visível e legível para pessoas com visão normal”.

As escolas poderão utilizar verbas distritais ou doações privadas para custear os materiais. Uma emenda aprovada determina que o procurador-geral do Texas defenderá judicialmente os distritos escolares em eventuais ações judiciais, com gastos processuais cobertos por fundos públicos.

Debate legislativo

Durante sessão de mais de duas horas e meia, a deputada republicana Candy Noble (Lucas) defendeu a medida como “valores essenciais enraizados na tradição educacional americana”. Em contraponto, democratas apresentaram emendas para pluralizar a exibição:

  • Vince Perez (El Paso) e Jon Rosenthal (Houston) propuseram incluir versões protestante, católica e judaica dos mandamentos, rejeitada por 78-50;

  • Gene Wu (Houston) sugeriu adicionar símbolos de islamismo, hinduísmo e budismo, também recusada (81-49).

“Textos religiosos sem contexto não ensinam história e violam a Cláusula de Estabelecimento”, argumentou Perez, alertando para “custos processuais inevitáveis aos contribuintes”.

Contexto jurídico

A iniciativa espelha lei similar da Louisiana (2023), atualmente bloqueada por liminar federal. Opositores citam o precedente Stone v. Graham (1980), onde a Suprema Corte invalidou norma idêntica no Kentucky por violar a Primeira Emenda.

Proponentes, porém, invocam Kennedy v. Bremerton (2022), que garantiu direito a expressões religiosas individuais em espaços públicos.

Com a reconciliação de emendas prevista para 2 de junho, analistas projetam sanção governamental ainda em junho. Organizações como a ACLU (União pelas Liberdades Civis) já anunciaram intenção de contestar judicialmente a lei caso seja promulgada. Com: The Christian Post.

De viciado em drogas a pastor: a história de um resgate nas ruas

Ramsés Cortês Noguera, nascido em Barcelona (Espanha) em 1977, iniciou sua trajetória como viciado em drogas aos 12 anos. Após três décadas entre Europa e Estados Unidos, desembarcou no Brasil em 2009 atraído pela vida noturna.

Em Natal (RN), teve o primeiro contato com crack, aprofundando uma dependência que já durava 20 anos. Em 2010, buscando amigos de seu pai em Goiás, foi preso por porte de drogas. Acabou acolhido por um casal de pastores da Assembleia de Deus, que o convidaram para cultos.

“Sentei no último banco, morrendo de vergonha. Mas ali senti paz”, declarou Noguera à Junta de Missões Nacionais (JMN).

Recuperação e recaídas

Apesar de converter-se e parar com as drogas inicialmente – “um milagre”, segundo suas palavras –, Ramsés enfrentou seis internações em clínicas e duas prisões. Em 2018, após a saída da esposa Jaqueline e do filho Julen de casa, vendeu seus bens e viveu um ano nas ruas do Rio de Janeiro.

Nesse período, sofreu duas paradas cardíacas. “Pedia a morte todos os dias. Usava tanto crack que comecei a falar sozinho”, relatou. Com 45 kg e saúde severamente comprometida, foi acolhido em 2019 pela Cristolândia de Madureira, projeto da JMN.

Transformação

Após passar pelas unidades da Cristolândia em Muriaé (MG) e Campo Grande (RJ), Ramsés ingressou no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Paralelamente, orava pela reconciliação familiar. Em 2021, após dois anos separados, reuniu-se com a esposa e o filho.

Atualmente, serve como capelão voluntário em dois hospitais do Rio e atua semanalmente na Cristolândia de Madureira. Em 3 de maio de 2025, foi aprovado no concílio pastoral da Convenção Batista Fluminense, sendo consagrado pastor em 10 de maio na Igreja Batista Casa Viva, que ajudou a fundar.

“Fui resgatado das ruas, do sofrimento e do abandono. Cristo me encontrou por meio da Cristolândia, onde recebi amor e o verdadeiro Evangelho”, afirmou Noguera. “Sou testemunha viva do poder transformador de Deus”.

Contexto: A Cristolândia, fundada em 2003, é um projeto social de recuperação de dependentes químicos mantido pela JMN em 16 cidades brasileiras.

(Fontes: Declarações de Ramsés Noguera à Junta de Missões Nacionais; registros da Convenção Batista Fluminense; cronologia fornecida pela Cristolândia-RJ)

Cura de lesão cerebral em bebê faz os pais se renderem a Jesus

Emily e Bruce Wise testemunharam a cura extraordinária de sua filha Riley, hoje com 4 anos, após complicações críticas durante o parto em 2019. Diagnosticada com encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI) — lesão cerebral por falta de oxigênio —, a criança superou prognósticos médicos iniciais, levando o casal a atribuir o desfecho à intervenção divina.

Durante o trabalho de parto no Hospital Universitário de Cleveland, Ohio, a frequência cardíaca de Riley caiu abruptamente. “Colocaram-na no meu peito e a retiraram imediatamente. Ela estava pálida, sem chorar”, relatou Emily à CBN News. Bruce acrescentou: “Não pudemos cortar o cordão umbilical. Sabíamos que era grave”.

Diagnóstico

Riley foi transferida para UTI neonatal com EHI grau 2 (moderado). Médicos alertaram para riscos de paralisia cerebral, autismo ou déficits cognitivos.

“Eles disseram que seus olhos não reagiam à luz. Orei: ‘Deus, proteja sua mente’”, contou Emily. O tratamento incluiu hipotermia terapêutica — resfriamento corporal a 33,5°C por 72 horas para reduzir danos cerebrais.

Enquanto Riley estava internada, Emily assistiu a um programa cristão de TV que incentivava a oração. “Liguei para os intercessores. Eles me ensinaram a orar com fé”, disse. Após semanas de orações, em um culto de Páscoa, Emily converteu-se ao cristianismo: “Naquele dia, Riley começou a fazer contato visual”.

Recuperação

A evolução surpreendeu a equipe médica. “Ela atingiu marcos de desenvolvimento mais rápido que o previsto”, explicou Emily. Riley recebeu alta após dois meses, sem sequelas neurológicas detectáveis. Estudos indicam que 25% dos bebês com EHI moderada têm incapacidades severas (Journal of Pediatrics, 2022).

Bruce, antes cético, tornou-se líder espiritual do lar: “Hoje creio no plano de Deus”. Emily reforça: “A Palavra de Deus é verdadeira. Ele curou minha filha”. A família frequenta a Igreja Vineyard Cincinnati, onde Riley participa de atividades infantis.

Contexto médico

A EHI afeta 1,5 a cada 1.000 nascidos vivos nos EUA. O protocolo de resfriamento, usado desde 2010, reduz em 18% o risco de morte ou deficiência (New England Journal of Medicine). Neurologistas ressaltam, porém, que efeitos tardios podem surgir até os 5 anos. Com: CBN News.