‘Deus não abandona nenhum filho’: Tarcísio leva palavra à Mundial

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), participaram na noite de domingo, 19 de maio, de um culto na sede da Igreja Mundial do Poder de Deus, localizada no bairro do Brás, região central da cidade. A reunião foi conduzida pelo apóstolo Valdemiro Santiago, fundador da denominação neopentecostal.

Durante o encontro, que reuniu um grande número de fiéis no templo, Tarcísio foi convidado a ministrar uma breve mensagem baseada em Gálatas 3:6-7. O governador destacou a importância da fé cristã e fez menção direta à figura bíblica de Abraão.

“Quem é filho de Abraão aqui? Sabe por que pergunto isso? Porque quem tem fé é filho de Abraão. E uma das coisas importantes para as promessas se cumprirem é a fé. Quando Deus faz uma aliança, Ele declara que sua presença sustentará. Deus não abandona nenhum filho para o fracasso”, afirmou Tarcísio, dirigindo-se à congregação.

Em outro momento da pregação, o governador mencionou os desafios enfrentados ao longo da vida e incentivou os fiéis a manterem a confiança em Deus. “A vida é difícil. Tem gente que sofre com injustiça. Mas Deus é contigo. A promessa de Deus não é só uma visão de futuro. É uma autorização pra gente chegar onde não chegaria sem Ele”, declarou.

Tarcísio encerrou sua participação citando três elementos que, segundo ele, são fundamentais para se alcançar as promessas divinas: “dependência da graça, obediência e a certeza de que Deus opera no impossível”. E concluiu: “A impossibilidade se curva diante da majestade de Deus”.

Ainda durante o culto, Valdemiro Santiago realizou uma chamada de vídeo com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que estava prestes a receber alta do hospital DF Star, em Brasília, onde esteve internado por 21 dias. A ligação ocorreu enquanto Tarcísio e Ricardo Nunes permaneciam no púlpito da igreja, ao lado do pastor Roberto de Lucena e o ex-deputado federal Eduardo Cunha.

O encontro de domingo não foi o primeiro entre Tarcísio e Valdemiro. Em abril, o governador recebeu o líder religioso em uma reunião que, segundo Valdemiro, teve como objetivo “orar” pela administração estadual.

A Igreja Mundial do Poder de Deus foi fundada por Valdemiro Santiago em 1998, após seu desligamento da Igreja Universal do Reino de Deus. A sede no Brás é o principal templo da denominação, que tem ampla atuação na televisão aberta e redes sociais.

A amamentação: vínculo tem impacto físico, mental e espiritual

A amamentação é reconhecida por especialistas como um dos primeiros gestos que marcam a relação entre mãe e filho, com efeitos que se estendem por toda a vida. Embora seja um ato silencioso e cotidiano, sua relevância vai além da nutrição: envolve aspectos físicos, emocionais e psicológicos essenciais para o desenvolvimento humano.

Sob a ótica da ciência, da psicologia e também da fé cristã, estudiosos explicam como a amamentação influencia o crescimento infantil e por que esse cuidado precisa ser valorizado por famílias, igrejas e comunidades.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda a amamentação exclusiva até os seis meses de idade, com continuidade de forma complementar até pelo menos os dois anos. De acordo com o Guia Prático de Amamentação publicado pela entidade, “o leite materno participa do processo de programação metabólica”, o que significa que os nutrientes fornecidos nesse período contribuem para regular o apetite da criança, o desenvolvimento de células de gordura e a prevenção de doenças como obesidade e diabetes tipo 2.

Além de nutrir, o leite materno é fonte natural de probióticos, como lactobacilos e bifidobactérias, que colonizam o intestino do bebê e fortalecem sua imunidade desde os primeiros dias. O ato de sugar também fortalece os músculos faciais, estimula a respiração nasal e favorece o desenvolvimento da arcada dentária.

Apesar dos benefícios comprovados, dados do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani-2019) revelam que apenas 45,7% das crianças brasileiras são amamentadas exclusivamente até os seis meses, conforme a recomendação dos especialistas.

Vínculo emocional e segurança afetiva

Mais do que alimentar o corpo, a amamentação oferece à criança um ambiente de acolhimento, segurança e construção de vínculo com a mãe. A pastora Patrícia Andrade, da Comunidade Evangélica Projeto de Deus, no Rio de Janeiro (RJ), afirma: “A amamentação é um processo de nutrição emocional, não apenas física. É um tempo em que o bebê é sustentado pelo calor, pelo cheiro, pela voz e pela presença da mãe”.

Esse entendimento encontra respaldo na psicologia do desenvolvimento. A teoria do apego, desenvolvida por John Bowlby, destaca que os vínculos afetivos estabelecidos na infância são determinantes para a saúde emocional ao longo da vida.

De acordo com a revista Comunhão, o psicanalista Donald Winnicott também apontava o papel do holding — o sustento físico e emocional oferecido pela mãe — como essencial para a formação de um senso de segurança na criança.

Pesquisas indicam que crianças amamentadas por pelo menos seis meses tendem a apresentar menos problemas de comportamento, menor risco de depressão na adolescência e maior facilidade de socialização. “A criança vai se desenvolvendo na confiança de que é amada, recebida e aceita. Isso forma uma base emocional sólida”, reforça Patrícia.

Quando a amamentação não é possível

Em alguns casos, a amamentação não pode ser realizada por motivos médicos, emocionais ou sociais. Mesmo nessas situações, o vínculo entre mãe e filho permanece fundamental e pode ser construído de outras formas.

“O vínculo não depende exclusivamente do leite. O contato visual, o tom da voz, o toque, a presença carinhosa… tudo isso são instrumentos dados por Deus para alimentar emocionalmente nossos filhos”, afirma a pastora.

A SBP orienta que, diante da impossibilidade de amamentar, as famílias busquem apoio profissional para garantir uma alimentação segura e adequada. No entanto, o contato físico, o acolhimento intencional e a presença constante continuam sendo insubstituíveis.

De acordo com Patrícia, a importância desse cuidado também é destacada na Bíblia. Ela cita Isaías 49:15: “Pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama…? Ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, não me esquecerei de ti”. Em Isaías 66:13, lê-se: “Como alguém a quem sua mãe consola, assim eu os consolarei”. Nestes versículos, o vínculo materno é utilizado como expressão máxima do cuidado, consolo e fidelidade de Deus.

Um gesto com efeitos duradouros

A amamentação é um gesto breve na rotina da infância, mas com impactos que atravessam o tempo. Mesmo diante do cansaço, das limitações ou das dificuldades, trata-se de uma ação profundamente significativa.

“É um tempo breve, mas com efeitos muito duradouros. A amamentação é uma semente lançada na vida inteira do bebê”, conclui a pastora Patrícia.

Trans que não se arrepende pergunta a teólogos se pode ser cristã

Durante um episódio recente do podcast Ask NT Wright Anything, o teólogo anglicano e estudioso do Novo Testamento NT Wright respondeu a uma pergunta sobre identidade trans e fé cristã. A discussão contou com a participação do teólogo australiano Michael F. Bird.

A questão foi enviada por uma ouvinte que se identifica como homem e se descreveu como “amante de Cristo”. Segundo relatou, ela conheceu Jesus após ter passado por cirurgias hormonais e viver por uma década como homem:

“Eu conheci a Cristo depois de passar por todas as cirurgias hormonais e viver como homem por 10 anos. Muitas vezes, quando ouço falar de pessoas transgênero que se tornaram cristãs, é uma história de destransição para o seu gênero natural”, escreveu.

A ouvinte observou que essas narrativas geralmente envolvem pessoas no início da transição e que, por isso, poderiam retornar mais facilmente à condição anterior. “O que a Bíblia teria a dizer sobre alguém no meu caso?”, perguntou ela, manifestando preocupação de que seu modo de vida pudesse ser considerado pecaminoso, embora não tenha expressado desejo de reverter sua transição.

Michael F. Bird reconheceu a complexidade da pergunta. “A biologia é muito complexa. Muitas coisas podem dar errado com a nossa biologia. Também podem dar errado com a nossa psicologia. E a ligação entre elas também pode ser muito, muito complexa”, afirmou.

NT Wright acrescentou que os debates atuais sobre identidade de gênero são recentes e não estavam contemplados nos tratados tradicionais de teologia e ética. “Todo esse discurso é muito novo. Precisamos nos lembrar de que isso não é algo para o qual os manuais mais antigos de teologia, ética etc. nos teriam preparado”, disse.

O teólogo britânico, de 76 anos, observou que muitos debates contemporâneos priorizam sentimentos subjetivos em detrimento da realidade biológica. “As pessoas se acostumaram a pensar em termos de: ‘Não importa qual seja meu corpo ou como nasci fisicamente, o que importa é quem eu sinto profundamente dentro de mim que realmente sou’”, comentou.

Wright afirmou nunca ter aconselhado pessoalmente alguém em conflito com a identidade de gênero, ressaltando a necessidade de cautela e sensibilidade ao tratar do tema. “O que vou dizer é que devo ser cauteloso e estar muito ciente de que há enormes sensibilidades em torno dessa questão”, declarou.

Autor do livro Surpreendido pela Esperança, Wright alertou ainda para a politização do tema. “Há pessoas que se aproveitam do desconforto de algumas pessoas para, por assim dizer, defender argumentos políticos — e algumas que diriam que todos os gêneros são inteiramente fluidos e que você pode inventar… quem você quer ser e como deve se comportar.”

Ele também fez menção à diferença entre cromossomos e identidade de gênero. “As mulheres claramente têm cromossomos XX; os homens, cromossomos XY. Portanto, presumo que nossa correspondente ainda tenha apenas o cromossomo XX e não tenha, de alguma forma, adquirido um cromossomo Y por meio de tratamento hormonal. Posso estar enganado, mas não acho que isso seja uma opção”, afirmou. Wright acrescentou: “Não sou cientista. Não entendo de biologia, nem de como os hormônios funcionam.”

Apesar das ressalvas, o teólogo enfatizou uma abordagem pastoral centrada na graça. “Repetidamente, quero dizer que, assim como com Jesus nos Evangelhos, Deus nos encontra onde estamos e nos ama como somos. Isso é absolutamente vital”, declarou. Segundo ele, esse amor não exclui o chamado à transformação: “Deus pode querer nos dizer […] que agora existem certos caminhos a seguir que você precisa trilhar.”

Ele esclareceu que esse processo não implica condenação. “Não se trata de dizer: ‘Ah, você é mau. Ah, você é um pecador. Você não deveria estar fazendo isso, aquilo ou aquilo outro’. É dizer: ‘Bem, onde estamos agora é bastante complicado, e vamos ver como podemos avançar passo a passo, sabendo que o Deus da graça e do amor está com vocês’.”

Wright alertou, no entanto, que afirmar que “Deus está com você” não significa aprovar todas as escolhas anteriores sem discernimento. “Esta não é uma questão de ‘vale tudo’. Deus quer que você seja um ser humano genuíno e plenamente florescente”.

Ao ser questionado se Deus pode amar e aceitar alguém que vive essa realidade, Wright respondeu: “Quero dizer que sim, absolutamente. Isso é fundamental para o Evangelho e tudo o que ele representa.” Ele mencionou a transformação de Zaqueu, registrada no Evangelho de Lucas, como exemplo de como Jesus impactava vidas. “Às vezes, essa transformação é muito lenta e sutil. Às vezes, é bastante vívida e instantânea.”

O teólogo destacou a importância de apoio pastoral contínuo: “Acredito que haverá um caminho a seguir… então siga em frente. Siga com seu pastor. Siga com o amor de Deus envolvendo você em Jesus e o Espírito Santo respirando em você e através de você em tudo o que está por vir”, concluiu.

Nos últimos anos, diversos relatos de arrependimento envolvendo transições de gênero vieram à tona, com depoimentos de pessoas que buscaram a chamada destransição após procedimentos considerados irreversíveis.

Um dos casos mais citados é o do norte-americano Forrest Smith. Em entrevista ao The Christian Post, ele contou que, aos 20 anos, recebeu prescrição de hormônios e, ao longo de cinco anos, passou por cirurgias, incluindo implantes mamários e orquiectomia bilateral, o que resultou em esterilização permanente.

Smith relatou que seu diagnóstico de disforia de gênero foi dado rapidamente em uma clínica especializada, sem a devida investigação de fatores subjacentes. “Eu diria que fui meio que empurrado e puxado para a medicalização antes mesmo de definir a identidade”, afirmou. Segundo ele, questões como vício em pornografia e ausência de figuras paternas não foram abordadas.

Ele também relatou experiências negativas em uma igreja de linha progressista, que, segundo seu testemunho, distorceu o ensino cristão para validar sua disforia. “Ainda lido com interações com aquela antiga comunidade e percebo que sou julgado; sinto-me bastante rejeitado”, relatou.

Smith afirmou que encontrou consolo e direção em uma igreja pentecostal, por meio da orientação de um pastor que o acolheu sem julgamentos. “Eu realmente estava em um lugar onde queria mudar de ideia”, disse, enfatizando o papel do arrependimento e da escuta pastoral em sua trajetória de restauração.

Nicodemus analisa caso das ‘mamães reborn’ à luz das Escrituras

A crescente recorrência de caso de “mamães reborn” — mulheres adultas que cuidam de bonecas hiper-realistas como se fossem bebês reais — tem gerado debates nas redes sociais, e dentre os que se pronunciaram sobre o tema está o reverendo Augustus Nicodemus, pastor presbiteriano e uma das principais vozes evangélicas no Brasil.

Em publicação feita em suas redes sociais, Nicodemus questionou a compatibilidade do fenômeno com os ensinamentos bíblicos sobre maternidade e família. Segundo ele, embora o comportamento possa ter origem em experiências emocionais profundas, a resposta cristã não deve recorrer à fantasia.

“Você já viu nas redes sociais mulheres cuidando de bonecas realistas como se fossem bebês de verdade? Esse fenômeno das ‘mamães reborn’ tem se espalhado — mas será que combina com o que a Bíblia nos ensina sobre maternidade e família?”, escreveu o pastor.

Nicodemus afirmou que os papéis de pai e mãe, conforme descritos nas Escrituras, vão além de atos simbólicos ou representações visuais: “A Palavra mostra que ser pai ou mãe é um chamado sagrado, não uma encenação. Quando transformamos isso em performance, corremos o risco de esvaziar o propósito divino desse papel tão precioso”.

Apesar das críticas, o reverendo manifestou compreensão pelas motivações emocionais por trás da prática. De acordo com ele, muitas das mulheres envolvidas enfrentam situações como infertilidade, luto ou solidão. No entanto, enfatizou que a fé cristã oferece caminhos distintos para lidar com essas realidades.

“Por trás dessas escolhas, muitas vezes há dores profundas — como luto, infertilidade ou solidão. E como cristãos, não ignoramos a dor, mas também não a tratamos com fantasia. O verdadeiro consolo vem do Senhor, vivido na comunhão dos santos”.

Alunos reprovam trans em vestiário e passam a ser investigados

Três adolescentes da Stone Bridge High School, localizada no Condado de Loudoun, no estado da Virgínia (EUA), estão sendo formalmente investigados por suposto assédio sexual após manifestarem desconforto com a presença de uma colega que se identifica como homem utilizando o vestiário masculino da escola.

O caso ocorreu após uma aula de educação física e ganhou repercussão nacional. Segundo familiares, os estudantes apenas expressaram surpresa e desconforto com a situação, sendo posteriormente alvos de uma apuração disciplinar.

De acordo com relatos, a estudante teria gravado uma conversa dos adolescentes sem consentimento e o áudio foi utilizado como base para iniciar o processo investigativo. Um dos pais afirmou que seu filho, de 15 anos, apenas “fez uma pergunta diante de algo que o incomodou”.

A situação motivou o governador da Virgínia, Glenn Youngkin (Partido Republicano), a solicitar uma investigação formal ao procurador-geral do estado. Em declaração pública, Youngkin afirmou: “É inadmissível que estudantes que expressam preocupações legítimas sobre privacidade sejam tratados como infratores”.

A defesa dos adolescentes está sendo conduzida pelo Founding Freedoms Law Center, organização jurídica vinculada ao Family Foundation. Em nota, o centro argumenta que os jovens foram injustamente investigados por manifestarem dúvidas legítimas diante de uma situação inesperada e não esclarecida previamente.

O episódio repercutiu também no meio religioso. Para o pastor Roberto Cruvinel, da Assembleia de Deus IEB, em Barueri (SP), o caso revela um “choque de valores e princípios”. Ele declarou: “Nós cristãos vamos evocar o direito constitucional da liberdade de expressão e de liberdade religiosa. A Bíblia sagrada diz em Isaías 5:20: ‘Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal!’”.

Segundo Cruvinel, é necessário preservar a coerência entre o sexo biológico e o uso de espaços como banheiros e vestiários: “Do ponto de vista social, é temerário um homem biológico usar o banheiro feminino e uma mulher biológica usar o banheiro masculino”.

Na análise do sociólogo Thiago Cortês, o caso vai além de uma situação escolar específica. “Mais do que uma situação isolada, a notícia vem ressaltar que estamos diante de um processo profundo de inversão de valores, no qual a realidade objetiva, nesse caso, a diferença biológica entre os sexos, cede espaço à imposição ideológica.” Para ele, as escolas estariam se tornando “laboratórios de reengenharia cultural”.

Cortês afirmou ainda: “Impor normas ideológicas sobre sexualidade e identidade sem espaço para o contraditório, especialmente dentro das escolas, é uma forma de autoritarismo disfarçado de progresso”.

No Brasil, o debate sobre o uso de banheiros e vestiários conforme o sexo biológico também está em pauta no Congresso Nacional. Desde março de 2023, tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1601/23, que propõe regulamentar o uso desses espaços com base no sexo biológico do indivíduo.

O texto teve parecer favorável na Comissão de Educação, mas encontra-se desde agosto de 2024 parado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), de acordo com informações da revista Comunhão.

Vitor Belfort fará live com Augustus Nicodemus sobre ‘veneno’

O ex-lutador de MMA Vitor Belfort participará de uma transmissão ao vivo com o pastor e escritor presbiteriano Augustus Nicodemus nesta quinta-feira, 22 de maio. A conversa será transmitida pelo Instagram, às 21h (horário de Brasília).

O tema da live será o movimento conhecido como Nova Reforma Apostólica (NAR): “O pastor Nicodemus aceitou o meu desafio e vamos desvendar o que é esse movimento”, afirmou Belfort em vídeo publicado nas redes sociais.

Ambos residem nos Estados Unidos, onde Belfort tem se dedicado ao estudo da teologia reformada e à prática do evangelismo nos ambientes esportivos em que atua. Ele é casado com Joana Prado, ex-modelo que foi amplamente criticada no carnaval passado por expressar sua visão embasada na fé cristã a respeito da festa da carne.

Na ocasião, o pastor Pedro Pamplona se manifestou no X em defesa da ex-modelo, apontando que a empresária tem se afastado de seu passado e se dedicado a uma vida cristã: “Joana Prado é mais uma mulher cristã atacada e exposta por seu passado pela turma do amor. Um passado do qual ela se arrepende e não vive mais”, pontuou Pamplona.

Vitor Belfort

Em agosto de 2024, o pastor Paul Washer divulgou uma foto ao lado de Belfort, registrada durante uma visita do ex-lutador à sua residência, com o objetivo de aprender mais sobre doutrinas bíblicas.

Em palestras recentes, Paul Washer mencionou os encontros com o ex-lutador, destacando o empenho de Vitor Belfort em proclamar a mensagem do Evangelho nos contextos que frequenta, como encontros de atletas e jovens lutadores.

Evangélicos pedem que Trump lidere providência ética sobre IA

Cerca de uma dúzia de líderes evangélicos norte-americanos divulgaram, em 21 de maio, uma carta dirigida ao presidente Donald Trump solicitando que seu governo assuma a liderança no desenvolvimento da inteligência artificial (IA), com foco na ética e valores humanos.

Intitulada “Cristianismo na Era da IA: Um Apelo por uma Liderança Sábia”, a carta expressa entusiasmo quanto ao potencial da IA, mas também alerta para riscos relacionados ao avanço de tecnologias autônomas. O documento afirma: “Máquinas autônomas mais inteligentes que os humanos, que ninguém sabe como controlar, representam um perigo que precisa ser enfrentado com responsabilidade”.

Entre os signatários estão o pastor Johnnie Moore, presidente do Congresso de Líderes Cristãos; o pastor Samuel Rodriguez, presidente da Conferência Nacional de Liderança Cristã Hispânica; Doug Clay, superintendente geral das Assembleias de Deus; e Tim Clinton, presidente da Associação Americana de Conselheiros Cristãos.

Na carta, os líderes religiosos chamam Trump de “Presidente da IA” e afirmam que seu retorno ao poder ocorreu “exatamente quando esta tecnologia atingiu sua própria ascensão”. O texto prossegue: “Como pessoas de fé, acreditamos que você é o líder mundial agora, pela Divina Providência, para também guiar a IA”.

O documento defende que o cristianismo é uma fé compatível com o progresso científico, mencionando a tradição de hospitais e universidades fundados por cristãos. “Acreditamos que devemos desenvolver rapidamente ferramentas de IA poderosas que ajudem a curar doenças e resolver problemas práticos, mas não máquinas autônomas mais inteligentes que os humanos, que ninguém sabe controlar”, acrescenta o texto.

Os líderes propõem a criação de um conselho consultivo presidencial formado por pessoas de fé, especialistas em ética e outros profissionais com foco na preservação de valores humanos. A carta afirma: “Escrevemos para sugerir que você convoque um conselho consultivo, ou delegue autoridade a uma agência ou conselho existente, que reuniria líderes que se concentrariam especialmente não apenas no que a IA pode fazer, mas também no que deve fazer”.

O texto também manifesta preocupação ética com o uso indevido da IA por atores mal-intencionados e destaca a necessidade de proteger o “modo de vida” dos norte-americanos. Segundo os autores, as decisões nessa área devem ir além de interesses econômicos ou de segurança nacional. “Esses esforços devem envolver pessoas cuja principal preocupação não seja comercial, mas sim os melhores resultados para os seres humanos”.

Johnnie Moore afirmou ao The Christian Post que a carta será enviada à Casa Branca nos próximos dias. Ele e Rodriguez convidaram outros líderes religiosos cristãos e não cristãos a assinarem o documento, cujo conteúdo integral está disponível online.

Na mesma entrevista, Moore descreveu-se como “um entusiasta da IA e também um alarmista da IA”, argumentando que os Estados Unidos precisam agir com rapidez e cautela: “Precisamos avançar mais rápido do que qualquer país do mundo e alcançar a inovação máxima o mais rápido possível para garantir que nós e nossos aliados dominemos esta nova era”, declarou.

“Mas precisamos reconhecer o quão disruptiva e potencialmente perigosa essa tecnologia pode ser se agirmos de forma irresponsável”, acrescentou.

Moore também alertou para os riscos da militarização da IA, da substituição de trabalhos intelectuais por máquinas e do desenvolvimento de sistemas incontroláveis. Segundo ele, além dos riscos diretos, é necessário considerar o “custo de oportunidade de não educar o público sobre os benefícios” da IA, como a busca por curas de doenças. Ele comparou a situação com o impacto da catástrofe de Chernobyl em 1986, que, segundo ele, teria contribuído para paralisar o uso da energia nuclear nos Estados Unidos por três décadas.

Para evitar decisões precipitadas, Moore defendeu que o conselho proposto seja apartidário, formado com base em mérito e independente de interesses empresariais. “Precisamos de um grupo cujo objetivo principal não seja o domínio econômico ou de segurança, mas sim refletir sobre dinâmicas sociais ou éticas, questionando não o que pode ser feito, mas o que deve ser feito”, afirmou.

A carta também faz referência ao papa Leão XIV, que assumiu o pontificado no início de 2025. Segundo os autores, o pontífice escolheu seu nome em parte por causa do desafio que a IA representa para “a defesa da dignidade humana, da justiça e do trabalho”.

O apelo dos líderes evangélicos reflete um movimento crescente dentro das comunidades religiosas para participar ativamente dos debates sobre o impacto das novas tecnologias, buscando garantir que os avanços da IA estejam alinhados com valores éticos e humanos.

‘Prefiro morrer’: cristã em cativeiro recusa negar a Jesus

Uma cristã identificada como Maria relatou que conseguiu escapar do cativeiro do Boko Haram após um ataque à sua aldeia no norte da Nigéria. O testemunho foi publicado pela organização Global Christian Relief, que acompanha casos de perseguição religiosa no país.

De acordo com Maria, o ataque ocorreu poucos dias após ela retornar da fazenda da família, onde havia deixado seus três filhos: “Prefiro morrer tentando escapar do que ficar aqui e me tornar muçulmana”, declarou.

Quando os primeiros tiros foram ouvidos, ela e outras pessoas da comunidade fugiram para o mato, onde permaneceram escondidas por dois dias. “Esperamos que eles deixassem nossa aldeia, mas eles não saíram”, afirmou.

Após esse período, um grupo de moradores, incluindo Maria, decidiu retornar às suas casas em busca de suprimentos, mas foram capturados pelos militantes. “Eles nos levaram para uma casa e nos mantiveram lá. Então, eles nos pediram para tomar banho e depois nos converter ao Islã”, relatou.

Segundo ela, os sequestradores prometeram alimentação e cuidados em troca da conversão. “Eles disseram que nos alimentariam, atenderiam a todas as nossas necessidades e que ficaríamos com eles”, contou.

Maria recusou-se a renunciar à sua fé cristã: “Minha vida espiritual tem sido uma fonte de força para mim. Com Deus, todas as coisas são possíveis”, declarou.

A cristã informou que os terroristas haviam programado uma cerimônia de conversão forçada, mas a casa onde estavam foi atacada antes da data marcada. Durante a confusão, Maria conseguiu escapar com outros prisioneiros. “Eu corri até chegar à minha aldeia. Eu voltei para onde meus filhos estavam e eles vieram me abraçar chorando. Eles disseram que achavam que eu tinha sido morta”.

Após o reencontro com os filhos e o marido, Maria precisou deixar a aldeia novamente, deslocando-se entre comunidades para evitar novos ataques do Boko Haram. Durante esse período, ela enfrentou o luto pela morte de um irmão, assassinado pelos militantes.

Apesar das perdas e deslocamentos forçados, Maria afirmou que sentiu a presença de Deus durante o tempo de sofrimento. Atualmente, ela vive em segurança com o marido e os filhos, com apoio de parceiros da Global Christian Relief.

“Eu estava sem esperança. Eu nunca imaginei que me sentaria no meio de pessoas assim novamente. Que Deus nos conceda alívio, e oramos para que essa violência desapareça para sempre para que possamos viver em paz”, disse.

‘Domo Dourado’: Donald Trump segue Israel para criar escudo

O sistema de defesa aérea em múltiplas camadas utilizado por Israel tem sido apontado como modelo para uma nova iniciativa de segurança nacional dos Estados Unidos. O presidente norte-americano Donald Trump anunciou, em 20 de maio, a proposta de um projeto denominado Domo Dourado (Golden Dome), um sistema de defesa antimísseis que, segundo ele, será capaz de interceptar ataques provenientes de qualquer parte do mundo.

“Uma vez totalmente construído, o Domo Dourado será capaz de interceptar mísseis mesmo que sejam lançados do outro lado do mundo”, afirmou Trump durante o anúncio no Salão Oval, destacando que o programa terá custo estimado de US$ 175 bilhões.

O plano prevê a instalação de armamentos norte-americanos no espaço e, de acordo com o presidente, o sistema estará “totalmente operacional” até o fim de seu mandato, no início de 2029. Um funcionário do governo, entretanto, informou que o cronograma pode se estender além dessa data.

A inspiração direta do projeto é o modelo israelense de defesa aérea em camadas, chamado Domo de Aço, que se destacou no cenário internacional especialmente após os ataques lançados pelo grupo Hamas em 7 de outubro de 2023. Desde então, Israel tem utilizado suas plataformas defensivas para interceptar mísseis disparados por grupos militantes aliados ao Irã e pelo próprio Irã.

O sistema israelense, desenvolvido ao longo de décadas com apoio técnico e financeiro dos Estados Unidos, atua de forma seletiva: ele avalia se o projétil inimigo representa risco a áreas povoadas ou a infraestruturas críticas e, apenas nesses casos, realiza a interceptação. Autoridades israelenses afirmam que, embora não garanta proteção absoluta, o sistema tem evitado danos significativos e um elevado número de vítimas.

O sistema de defesa de Israel

Arrow (Seta/Flecha)

Desenvolvido em parceria com os EUA, o sistema Arrow é projetado para interceptar mísseis de longo alcance fora da atmosfera terrestre. Em 2023, foi utilizado para derrubar projéteis lançados por rebeldes houthis do Iêmen e pelo Irã, em dois episódios distintos de confronto direto.

David’s Sling (Funda de Davi)

Também fruto da cooperação com os EUA, o David’s Sling tem como alvo mísseis de médio alcance, como os utilizados pelo grupo libanês Hezbollah. O sistema foi acionado diversas vezes durante a escalada do conflito com o grupo, que resultou em um cessar-fogo no fim de 2023.

Iron Dome (Domo de Ferro)

Focado na interceptação de foguetes de curto alcance, o Domo de Ferro é operado desde o início da década de 2010. Desenvolvido por Israel com apoio financeiro dos EUA, o sistema interceptou milhares de projéteis lançados principalmente pelo Hamas e pelo Hezbollah. Israel afirma que sua taxa de sucesso supera 90%.

Iron Beam (Raio de Ferro)

Em fase de desenvolvimento, o Iron Beam utiliza tecnologia de laser para neutralizar ameaças aéreas. Segundo autoridades israelenses, o sistema será significativamente mais barato do que os atuais. Enquanto uma interceptação pelo Domo de Ferro custa aproximadamente US$ 50 mil, os sistemas de médio e longo alcance podem ultrapassar US$ 2 milhões por míssil. As interceptações a laser, por outro lado, custariam apenas alguns dólares por disparo, de acordo com o Ministério da Defesa de Israel. No entanto, o Iron Beam ainda não está operacional.

Vídeo: pastor Lamartine Posella comenta caso dos bebês reborn

O pastor Lamartine Posella, líder da YAH Church, comentou em um vídeo publicado no dia 20 de maio em seu perfil no Instagram sobre o crescente número de pessoas que adotam comportamentos maternos em relação a bonecos conhecidos como bebês reborn.

Segundo Posella, o fenômeno representa uma distorção emocional e espiritual que, em suas palavras, caracteriza um “tempo de engano”.

“Esses bebês, na verdade, são bonecos ultra-realistas que custam entre 500 reais e 11 mil reais. (…) E pessoas estão levando essa brincadeira a níveis completamente fora do normal”, afirmou Posella.

O pastor citou como exemplo casos de mulheres que compartilham nas redes sociais a rotina com os bonecos, tratando-os como filhos. Entre as atividades mostradas, estão a troca de fraldas, banhos quentes e massagens aplicadas em momentos de suposto “nervosismo” do brinquedo. Ele também mencionou um evento realizado no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, que reuniu mulheres identificadas como “mães de reborn”.

Para Posella, esse tipo de comportamento representa uma fuga da realidade. “É o mesmo tipo de desvio que pessoas têm quando se identificam com animais, com cachorro, com gato”, disse. E acrescentou: “As pessoas preferem o engano do que a verdade”.

Apesar de reconhecer que psicólogos e especialistas associam o uso de bonecos reborn a estratégias de enfrentamento do luto ou da infertilidade, o pastor expressou ceticismo quanto à eficácia da prática. “A verdade é que isso não vai acabar bem, porque não vai haver cura para qualquer que seja o problema psicológico com uma mentira”, declarou.

No vídeo, Posella sugeriu que a fé pode oferecer um caminho mais eficaz para a restauração emocional. “Existe um suporte muito mais poderoso, que é um relacionamento com Deus. Deus é capaz de restaurar o coração de uma mãe que perdeu um bebê ou de alguém que não conseguiu gerar filhos”, afirmou.

O pastor concluiu recomendando a adoção como alternativa concreta e transformadora para lidar com o vazio emocional. Segundo ele, esse gesto pode representar uma forma real de oferecer amor e encontrar sentido diante da dor.